segunda-feira, 7 de abril de 2008

Novo presidente do STJ diz que vai resolver impasse sobre lista sêxtupla da OAB

O presidente eleito do Superior Tribunal de Justiça, ministro Humberto Gomes de Barros, afirmou nesta segunda-feira que uma de suas prioridades será resolver o impasse em torno da lista sêxtupla da OAB com os nomes dos candidatos à vaga de ministro do tribunal. Em fevereiro, o Superior Tribunal de Justiça rejeitou todos os seis nomes da lista apresentada pela OAB para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Pádua Ribeiro que deve ser ocupada por um advogado. Nenhum dos seis indicados pela OAB conseguiu obter, mesmo depois de três votações, o mínimo de votos necessários para a escolha da lista tríplice. Como presidente eleito, Barros disse hoje quer ouvir todos os ministros e decidir se aceita a lista e a encaminha ao presidente da República ou pede que a OAB mande outros nomes. "É preciso saber como se deu aquela decisão de negar a lista. Alguns nos dizem que a lista está pronta e que foi recusada, outros que ela está pronta para ser enviada ao presidente e outros ainda que não existe a lista", disse. "É preciso que tomemos uma decisão para que a presidência do STJ tome as atitudes necessárias", completou.

Embraer entrega 45 aviões e registra pedidos de US$ 20 bilhões

A Embraer informou nesta segunda-feira que sua carteira de pedidos aumentou US$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2008, totalizando US$ 20,3 bilhões, o maior valor da história. Durante os primeiros três meses do ano, a empresa entregou 45 aeronaves, sendo 38 jatos para o segmento de aviação comercial e sete jatos para o segmento de aviação executiva. A Embraer também confirmou que 2008 deve ter entregas entre 195 e 200 jatos, mais dez a 15 jatos executivos Phenom 100. Durante o primeiro trimestre de 2008, a Embraer assinou um contrato de venda para 36 jatos Embraer 195 com a mais nova companhia aérea brasileira, do empresário David Neeleman.

PT decide lançar candidato próprio e rompe com o PMDB em Salvador

Faltando cerca de seis meses para as eleições municipais, o PT decidiu lançar candidato próprio à Prefeitura de Salvador, rompendo uma aliança política de quase quatro anos com o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB). O anúncio provocou irritação no ministro da Integração Nacional, o peemedebista Geddel Vieira Lima, subalterno do governo Lula, que trabalhou nos últimos três meses para manter o acordo. Na semana passada, por diversas vezes, Geddel cobrou publicamente uma "reciprocidade" do PT pelo fato de o PMDB ter apostado na candidatura do governador Jaques Wagner quando o petista tinha apenas 6% das intenções de voto. Ao tomar conhecimento da decisão do PT, Geddel classificou de "deselegante" o rompimento do acordo feito no segundo turno das últimas eleições municipais, quando João Henrique derrotou o senador César Borges (PR). Geddel disse que o PT participou dos "acertos e erros" da administração de João Henrique. "Agora, na reta final, com essa decisão, o partido (PT) pode passar para a população uma imagem de oportunismo”. Engraçado, só agora Geddel começa a ver.....

Polícia Federal prende 19 acusados de sonegar R$ 7 milhões em importação de carros

A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira pelo menos 16 pessoas no Espírito Santo e três em São Paulo acusadas de integrar uma quadrilha que sonegou, no último ano, R$ 7 milhões em importações de carros, motos e mercadorias de luxo. Segundo o Ministério Público Federal, ao todo a Justiça decretou a prisão temporária de 23 pessoas na Operação Titanic. Segundo o Ministério Público Federal no Espírito Santo, um dos investigados, um capixaba que está nos Estados Unidos, será preso pelo FBI e deportado para o Brasil. De acordo com a Polícia Federal, empresas situadas nos Estados Unidos e no Canadá também participavam do esquema. As investigações, que começaram há pouco mais de um ano, indicaram que a fraude se dava com a participação de empresários brasileiros e estrangeiros, contadores, auditores da Receita, advogados e corretores de câmbio. Entre os presos está o empresário capixaba Adriano Mariano Scopel, acusado de chefiar a quadrilha ao lado do pai, Pedro Scopel, que também foi preso. Eles são donos da empresa Tag Importação e Exportação de Veículos Ltda, uma das maiores importadoras de veículos de alto luxo do País. Também foram presos três auditores da Receita Federal em Vila Velha e um funcionário da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Segundo informou o Ministério Público em nota, a quadrilha utilizava o Terminal Portuário de Peiú, na região metropolitana de Vitória, como pátio de negócios. Pedro Scopel é o detentor da exploração da concessão do terminal. Para fraudar o Fisco, Adriano Scopel se utilizava do corpo funcional da Tag Importação e Exportação e contava com a ajuda de informantes em órgãos públicos brasileiros. Scopel controlava as compras dos automóveis e das mercadorias de luxo no Exterior, a cotação de câmbio para a realização das operações, a cooptação de empresas responsáveis pela remessa de dinheiro ao Exterior, a contabilização dos lucros e a distribuição de propina. A Operação Titanic teve um desdobramento, em Rondônia, onde foi preso o filho do governador, Ivo Cassol. Além de Ivo Junior Cassol, foram presos o sobrinho do governador, Alessandro Cassol Zabott, e o ex-senador e atual suplente do Senado Federal, Mário Calixto Filho. O envolvimento do governador Cassol, assim como do seu secretário de finanças, José Genaro de Andrade, com as fraudes na importação de veículos de alto luxo pela importadora TAG não está descartado, mas terá que ser investigado pelo Superior Tribunal de Justiça, já que ele tem direito a foro privilegiado. A TAG é oficialmente uma empresa de Rondônia, mas tem apenas uma sala comercial no Estado, localizada no centro empresarial em Porto Velho. A empresa goza de regime tributário diferenciado e, graças a uma negociação feita por Adriano Scopel com o ex-senador, o filho do governador e o próprio Cassol, ela tem direito a crédito de 85% do valor do imposto devido pela saída interestadual de mercadoria importada. O problema é que as mercados jamais passam por Rondônia. Ainda em Rondônia, foram presos o auditor da Receita Federal, Edcarlos Tibúrcio Pinheiro, o amigo dele, Reginaldo Aparecido dos Santos (titular das contas bancárias nas quais era depositado o dinheiro para Edcarlos) e os dois empregados da TAG, Ronaldo Benevidio dos Santos e Rogério Moreira. No Espírito Santo, a Polícia Federal prendeu, além de Adriano e Pedro Scopel, mais 14 pessoas envolvidas no esquema de fraude. Adriano Scopel resistiu à prisão e os agentes tiveram que fazer uso de uma marreta para entrar em seu apartamento, no edifício Paládio, na Praia da Costa. Entre as prisões ocorridas na cidade de Vitória, estão a de três auditores da Receita Federal. Entre eles, o casal Max Pimentel de Almeida Marçal e Leisa Cristina Ortega Amaral. Segundo as investigações, receberam dinheiro da firma chefiada por Adriano Scopel para liberar carros de alto luxo e motos potentes importadas com o valor subfaturado. O terceiro auditor preso é Alberto Oliveira. As importações de carros eram realizadas junto a duas empresas estrangeiras que exportavam os veículos e motos com documentos adulterados, reduzindo o preço de venda para conseqüentemente reduzir os impostos a serem pagos no Brasil. Uma delas é a Global Business, do Canadá, chefiada pelo brasileiro Eduardo Sayegh, que estava em São Paulo, onde foi preso. A outra é a norte-americana E&R Logos Companie Inc., cujo proprietário é Clenilson de Farias Dantas. Também foram presos no ES a contadora Aldeni Avelar Portela Silva, da Zip Assessoria Contábil, que cuidava das fraudes na contabilidade da importadora de veículos Tag. Outro detido foi Jorge de Oliveira, corretor de valores, que fazia as remessas ilegais de numerário para o Exterior. Dos empregados ligados à Tag foram presos em Vitória Aguilar de Jesus Bourguignow, uma espécie de gerente da empresa, assim como Maurenice Gonzaga de Oliveira. Outro empregado preso foi Rodolfo Beligo Legnaioli. Na lista de presos estão ainda Alessandro Stockl, proprietário da oficina onde ficavam guardados os carros importados ilegalmente, e Fernando Silva do Couto, um empregado que emprestava o seu nome para lavagem de dinheiro ou de bens adquiridos irregularmente pelo dono da Tag. Adriano e Pedro Scopel ficaram famosos em 2006 ao levarem ao Salão de Automóvel em São Paulo seis carros italianos da marca Lamborghini, apreendidos por estarem em situação irregular. Eles também adquiriram a lancha que era de propriedade do narcotraficante Juan Carlos Ramires Abadía. Se a Polícia Federal estender a investigação para o Rio Grande do Sul chegará até um famoso casal de advogados que se especializaram nessa modalidade de atuação comercial.

Embraer vende 11 aviões para a FAB

A Embraer e a FAB assinaram contrato para o programa Embraer Executive Care (EEC), para venda de 11 aeronaves, com validade para os próximos cinco anos (2008 a 2012). O EEC é o programa de Manutenção, Reparo e Revisão (Maintenance, Repair and Overhaul - MRO) oferecido pela Embraer para seus jatos executivos e que, neste caso, será utilizado para o transporte de autoridades governamentais. "Estamos satisfeitos por assinar o primeiro contrato de suporte deste tipo para aeronaves da Embraer operadas pela Força Aérea Brasileira", disse o vice-presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Governo e Defesa, Luiz Carlos Aguiar. O contrato abrange quatro jatos Legacy 600 e sete ERJ 145 operados pela FAB, incluindo todas as grandes inspeções, manutenções essenciais não-programadas e material necessário, realizadas no Centro de Serviços da Embraer localizado em sua Unidade Gavião Peixoto, no Estado de São Paulo.

Oposição considera "insuficiente" investigação de dossiê pela Polícia Federal a pedido de Dilma Rousseff

A oposição considerou "insuficiente" a determinação da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para que a Polícia Federal investigue o vazamento das informações que deram origem ao dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Líderes do DEM e PSDB acham que as investigações serão tendenciosas, já que têm como objetivo apurar apenas o vazamento de informações, e não a responsabilidade pela montagem do dossiê para pressionar adversários. "O que eu quero saber é a elaboração do dossiê. A ministra Dilma chegou a dizer que poderia ser um hacker que invadiu os computadores da Casa Civil. Por que não fazem a investigação completa? É porque não querem encontrar o responsável, querem culpar o sofá", afirmou o líder do PSDB no Senado Federal, senador Arthur Virgílio (AM). O senador disse que o objetivo da ministra, ao autorizar o ingresso da Polícia Federal nas investigações, é passar a imagem de que pretende apurar a montagem do dossiê, embora na prática sua disposição seja ocultar os fatos. "O governo ia fazer uma farsa grosseria, agora vão tentar fazer uma mais sofisticada", afirmou Arthur Virgilio. O diretor-geral em exercício da Polícia Federal, Romero Luciano Lucena de Menezes, determinou nesta segunda-feira a abertura de um inquérito para apurar o vazamento do dossiê com informações dos gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da ex-primeira-dama Ruth Cardoso e de ex-ministros do governo do PSDB.

Papéis da Vale do Rio Doce estão entre os mais negociados nos Estados Unidos

A ADR (American Depositary Receipt) das ações ordinárias da Vale do Rio Doce apareceu no começo do pregão desta segunda-feira entre as mais negociadas na Nyse (Bolsa de Valores de Nova York). Uma hora e meia após o início do pregão, a ADR de ações ordinárias da Vale do Rio Doce apareceu como a quarta mais negociada no dia, perdendo apenas para os bancos Washington Mutual e Citigroup e para a montadora Ford. Já a ADR de papel preferencial da mineradora foi a 29ª mais negociada do dia. O papel ordinário nos Estados Unidos apresentou alta de 3,57%, negociado a US$ 37,98 cada. A Vale é a segunda maior mineradora do mundo, liderando as vendas de minério de ferro e níquel, entre outros. ADRs são certificados emitidos por bancos norte-americanos e lastreados em ações de empresas sediadas fora daquele país. São negociados como se fossem ações normais nas Bolsas de Valores norte-americanas. A Vale tem ações negociadas via ADRs desde 1994, embora o papel ordinário só esteja nesse mercado desde março de 2002.

Oposição quer segunda CPI dos cartões mesmo com investigação da Polícia Federal sobre dossiê anti-FHC

DEM e PSDB vão cobrar nesta terça-feira a criação da CPI dos Cartões Corporativos no Senado Federal mesmo após a decisão da Polícia Federal de investigar o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) com os cartões montado pela Casa Civil do governo Lula. A oposição espera que o presidente do Senado Federal, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), não recue na promessa de fazer nesta terça-feira a leitura do requerimento de criação da CPI na sessão plenária da Casa. Ele disse que vai criar a nova comissão porque ela preenche todos os requisitos legais previstos pelo regimento interno da Casa. "Ele vai fazer a leitura, é um homem de palavra. Isso não é problema dele [duas investigações simultâneas]. O que não é bom é o Senado não investigar. Vamos cobrar que ele cumpra o que prometeu", disse o líder do PSDB no Senado Federal, senador Arthur Virgílio (AM).

Ministério Público Federal apresenta denúncia contra presos da Operação Pirita

A denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra oito pessoas presas na Operação Pirita foi aceita pelo juiz federal substituto Márcio Ferro Catapani, da 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo (especializada em lavagem de dinheiro). Quatro estrangeiros e quatro brasileiras figuram como réus no processo. São eles: 1) Doron Mukamau; 2) Aron John Anthony Patrick Trainor; 3) Alan Craig Chard; 4) James Michael Nccann; 5) Regina Célia Santarelli; 6) Márcia Tito Ribeiro; 7) Cíntia Brandolini; 8) Bárbara Cardoso de Mendonça Gomes. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, a Operação Pirita, realizada pela Polícia Federal em conjunto com autoridades dos Estados Unidos, desmontou um esquema criminoso que fraudava investidores do mercado financeiro de vários países, principalmente Inglaterra, Espanha, Austrália, Estados Unidos e alguns países da Ásia. Com base em São Paulo, a quadrilha mantinha um call center na capital com operadores de telemarketing fluentes em línguas estrangeiras para convencer investidores de diversos países a venderem as ações de baixo valor a preços irrecusáveis. Para “garantir” o negócio, os operadores persuadiam os investidores a depositar antecipadamente o valor referente às taxas de corretagem e impostos em contas nos Estados Unidos, com a promessa da restituição do dinheiro, o que não acontecia. O israelense Doron Mukamau, acusado de ser o líder do esquema, foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e fraude contra investidores; os ingleses Aron John Anthony Patrick Trainor e James Michael Nccann, o neozelandês Alan Craig Chard, e a brasileira Cíntia Brandolini, pelos crimes de fraude contra investidores e formação de quadrilha; as brasileiras Bárbara Cardoso de Mendonça Gomes, Márcia Tito Ribeiro e Regina Célia Santarelli, foram denunciadas por participação na lavagem de dinheiro da quadrilha, intermediando a compra de imóveis e outros bens.

Petrobras quer processar petróleo brasileiro no Japão

A Petrobras deve adaptar a refinaria recém-adquirida no Japão para processar óleo pesado, segundo informou o presidente da companhia brasileira, José Sérgio Gabrielli, nesta segunda-feira. Ele disse que a Petrobras avalia exportar petróleo pesado do Brasil para o Japão para fins de processamento, o que poderia reduzir o volume de petróleo leve comprado da Austrália e da África. "A refinaria não pode processar petróleo pesado, somente petróleo leve. Para obtermos uma conversão profunda na refinaria, precisamos ter um investimento para trazer unidades que provem ser capazes de processar petróleo pesado", acrescentou. "Provavelmente utilizaremos a unidade de tratamento de água, ou HDT, que permite processamento de petróleo pesado", antecipou. A unidade também poderá ser utilizada para outro projeto da companhia, como o de comercializar etanol no mercado japonês. "Podemos levar etanol utilizando grandes navios de transporte, descarregar em Okinawa, e de Okinawa para os países asiáticos", concluiu. A Petrobras assumiu oficialmente o controle da Nansei Sekiyu K.K. no dia 1º de abril, adquirindo uma participação de 87,5% por 5,5 bilhões de ienes (54,09 milhões de dólares) de um grupo de refinarias japonês ligado à Exxon Mobil. A refinaria, localizada na ilha de Okinawa, no sul do Japão, possui capacidade instalada de 100 mil barris por dia (bpd). Segundo Gabrielli, a produção da unidade será ampliada de 35 mil bpd para 50 mil bpd em breve. A Petrobras abastecerá a demanda por combustíveis na ilha de Okinawa e na região continental do Japão, além de China, Cingapura, Taiwan e Vietnã.

PMDB recorre ao TSE contra absolvição do senador Mozarildo Cavalcanti

O PMDB recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral da decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima, que absolveu o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) da acusação de ter recebido dinheiro de uma permissionária de serviço público e cometido outras irregularidades nas ultimas eleições. De acordo com a acusação, Cavalcanti recebeu do PSDB recursos do "Expresso Roraima', empresa permissionária de serviço público. O senador também é acusado de não recolher tributos aos cofres públicos nem comprovar despesas com pessoal, energia elétrica e telefonia de seu comitê eleitoral. Segundo a acusação, o TRE não teria levado em consideração a inexistência de recibo e comprovantes dessas despesas no processo. O senador afirma que não existe nenhum fundamento no processo e que não passa de uma ação política do senador Romero Jucá (PMDB-RR), seu inimigo político no Estado. Além de Cavalcanti, Romero Jucá pretende cassar os mandatos do governador reeleito Ottomar Pinto (PSDB) e do vice José de Anchieta Júnior.

Ibope mostra uma eleição disputada em Porto Alegre

A primeira pesquisa Ibope para a prefeitura de Porto Alegre realizada este ano mostra que a largada da campanha eleitoral já apresenta uma disputa acirrada entre três pré-candidatos. Destacam-se no levantamento o prefeito José Fogaça (PMDB), que continua vencendo em todos os cenários de primeiro turno. A deputada federal Maria do Rosário, candidata petista já indicada, aparece em segundo lugar. Em terceiro lugar está “beleza” deputada federal Manuela DÁvila, do PCdoB). A pesquisa apresenta três cenários de disputa no primeiro turno. No primeiro deles é incluído José Fortunati (PDT). No segundo, Fortunati é substituído por Vieira da Cunha (PDT). E no terceiro são excluídos tanto os pré-candidatos do PDT como Mônica Leal (PP). Nenhum desses cenários altera significativamente os índices de Fogaça, Maria do Rosário e Manuela D’Ávila. Em um quase certo segundo turno, a pesquisa indica que Fogaça perderia em dois dos oito cenários. Manuela venceria com 44% das intenções de voto contra 39% do prefeito José Fogaça. Já Maria do Rosário obteve 43% contra 40% de Fogaça, o que mostra empate técnico. Fogaça também apresenta o índice de maior rejeição, de 32%, seguido Luciana Genro (22%), Maria do Rosário (21%) e o candidato do PSDB, Nelson Marchezan Júnior (21%).

Amigão de Lula vai ter de devolver dinheiro aos cofres públicos

Há quase quatro anos, uma reportagem de VEJA revelou os detalhes de uma investigação do Ministério Público do Distrito Federal sobre as contas da ONG Ágora, entidade ligada ao PT e dirigida pelo empresário Mauro Dutra, amigo do presidente Lula. Documentos apreendidos mostravam que a ONG, fundada em 1993, dominava uma tecnologia de fraude que ficou muito conhecida nos últimos tempos: o uso dos pobres como isca para desviar dinheiro público. A Ágora, criada por um influente grupo de petistas, seguia o mesmo roteiro. Na teoria, dedicava-se a organizar cursos de capacitação para trabalhadores. Ao examinarem notas fiscais frias e ouvirem funcionários da ONG, os promotores constataram que a entidade tinha uma imensa capacidade de sumir com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O Ministério Público pediu, então, à Justiça que Mauro Dutra devolvesse 900 000 reais desviados. Em setembro de 2007, sem alarde, a Justiça finalmente reconheceu a fraude e condenou em última instância o amigo de Lula.

Os atos de Lula para esmagar a oposição

O presidente Lula vestiu o uniforme de campanha. Já visitou treze estados e quer visitar outros treze até o fim do ano. Para se ter uma idéia do ritmo intenso da agenda presidencial, basta citar que o presidente viajou mais vezes no mês passado do que em setembro de 2006, quando estava em plena campanha pela reeleição. O ímpeto do presidente levantou também a lama do fundo de um assunto que, por delirante, já havia se assentado: o terceiro mandato para Lula. Pensando em 2010, o presidente deu sinal verde para seus negociadores atuarem de maneira a tentar minar todas as possibilidades de sucesso eleitoral da oposição nas principais capitais do País. Em São Paulo, o presidente está atuando pessoalmente para viabilizar a ministra Marta Suplicy. Pesquisas mostram que ela é a única candidata capaz de derrotar o grupo político do governador tucano José Serra, favorito para suceder a Lula. No Rio de Janeiro, o presidente convenceu o governador Sérgio Cabral, do PMDB, a apoiar o petista Alessandro Molon, abandonando uma aliança certa com o prefeito Cesar Maia, do DEM. O plano de ataque transcende a lógica política e releva qualquer consideração de aspecto moral. Para garantir o sucesso eleitoral em outubro, valem alianças com o ex-presidente do Congresso, Renan Calheiros, o ex-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, o deputado Paulo Maluf e o ex-governador Orestes Quércia. Lula considera que a eleição deste ano é uma prévia de 2010. Principalmente nas cidades mais simbólicas, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, afirma o presidente do PMDB, deputado federal Michel Temer, que se reúne com Lula toda semana no Planalto para tratar das eleições.

Para oposição, CPI dos Cartões exclusiva no Senado Federal é "inevitável"

Líderes de oposição classificaram na semana passada como "inevitável" a necessidade de instalação de uma CPI exclusiva no Senado para investigar o uso de cartões corporativos pelo governo Lula. O presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), concordou e disse que vai formalizar a instalação da comissão com a leitura do seu requerimento em plenário nesta terça-feira. O jornal Folha de S. Paulo publicou cópia dos registros do arquivo de computador em que foram listados os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da sua mulher, Ruth, e de ministros do PSDB. O documento demonstra a data em que o material começou a ser produzido (11 de fevereiro de 2008) e que foi salvo na rede de computadores da Casa Civil. "Essas novas informações só fazem contribuir para um clima favorável para essa nova CPI", disse Garibaldi Alves.

Dilma Rousseff diz que suas contas estão públicas, mas as contas de Dilma não estão públicas

Os gastos com cartão corporativo da ministra Dilma Rousseff não estão disponíveis na internet, ao contrário do ela afirmou na sexta-feira, em patética entrevista coletiva, regida pelos seus gritos. Em dois momentos da entrevista concedida no Palácio do Planalto, Dilma Rousseff afirmou que seus gastos estavam disponíveis para consulta na Portal da Transparência. No site mantido pela Controladoria Geral da União, no entanto, não há nenhum registro de gasto em nome da ministra.

Editorial da Folha denuncia a tentação do governo Lula de intimidar a imprensa

A Folha de S. Paulo publicou editorial denunciando a tentativa do governo Lula de intimidar a imprensa. Leia trechos do editorial da Folha: “Depois de uma semana de desencontros e desgastes, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, veio a público para apresentar pessoalmente sua visão a respeito do emaranhado caso do dossiê contendo dados sobre despesas do governo FHC. A necessidade de um pronunciamento oficial sobre o tema fazia-se sentir com especial urgência depois de esta Folha ter publicado, em fac-símile, um trecho das planilhas do dossiê. Na entrevista, Dilma Rousseff afirmou que o trecho reproduzido pela Folha era diferente daquele entregue pelo jornal à sua assessoria, na véspera da publicação da reportagem. Com isso, deixava implícita uma suspeita de manipulação nas informações apresentadas pela Folha. Os documentos, entretanto, são idênticos. A única alteração realizada foi rasurar os dados do arquivo que permitissem identificação da fonte da informação. O que mais uma vez se verifica, nessa insinuação, é a incapacidade do atual governo de lidar com seus desacertos — e sua propensão a ver na imprensa não um fundamento da democracia, mas uma fonte de perturbação a ser intimidada e combatida. Apesar do seu tom rebarbativo e peremptório, as declarações da ministra na verdade revelavam, ao mesmo tempo, uma considerável inflexão de rumos, face à argumentação que o governo vinha adotando até então. Não mais se insiste, por exemplo, na tese de que a Casa Civil atendia a um pedido do Tribunal de Contas da União quando levantou os dados sobre os gastos do governo anterior. O próprio termo "dossiê", antes rejeitado, viu sua utilização tornar-se "uma questão de conceito" para a ministra, repetindo nesse ponto as elaborações teóricas de seu colega da Justiça, Tarso Genro”.

Ao contrário do que diz Tarso Genro, Polícia Federal deve investigar mesmo sem qualquer denúncia

A Polícia Federal pode abrir inquérito para investigar denúncia sobre eventual crime na construção do dossiê dos cartões corporativos sem que para isso tenha que ser formalmente provocada por representação de quem quer que seja. O alerta é de juristas, advogados e juízes criminais que apontam para o artigo 5º do Código de Processo Penal, parágrafo primeiro - norma que confere à autoridade policial poderes para instaurar inquérito de ofício. A medida deve ser tomada pelo delegado assim que souber da prática de algum crime, seja lá por qual meio tomou conhecimento: denúncia anônima, flagrante ou mesmo notícia de jornal. Muitas vezes a polícia já recorreu ao Judiciário para pedir interceptação telefônica a partir de uma denúncia anônima.

Lula e ministra Dilma Rousseff temem uma investigação da Polícia Federal

O Palácio do Planalto teme a entrada da Polícia Federal na investigação sobre o vazamento de informações sigilosas envolvendo gastos do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O receio é de que os agentes da Polícia Federal transformem a apuração em um espetáculo, ampliem o foco do trabalho e vazem dados sobre a montagem do dossiê que comprometam a Casa Civil. Mais: o governo Lula avalia que a apuração pode sair do roteiro original e ferir de morte a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a queridinha de Lula, do PT e da senadora petista Ideli Salvatti para a candidatura presidencial em 2010. Embora tenha definido o vazamento das informações do dossiê como “crime”, a ministra Dilma Rousseff disse que o governo Lula ainda vai “avaliar” se a Polícia Federal deve entrar no caso. Lula desconfia de delegados da Polícia Federal por avaliar que vários deles são movidos pela disputa política. Já comentou várias vezes, em conversas reservadas, que a Polícia Federal é um ninho de cobras e que é comum ver integrantes da corporação repassando dados sigilosos para prejudicar desafetos. Ele aprendeu isso enquanto estava na oposição.

Entrevista de Dilma Rousseff foi um desastre total

Após a entrevista coletiva da ministra Dilma Rousseff na semana passada, tentando explicar o inexplicável no caso do dossiê elaborado contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ficou patente o tamanho do desastre que ela produziu. Dilma, com seus modos autocráticos, apresentou-se para os jornalistas para apresentar um demenciada tese conspiratória elaborada nos porões do Palácio do Planalto, tentando passar as seguintes idéiais: 1 – o documento a que a Folha teve acesso, segundo ela, é falso, é uma montagem; 2 – o original, que ela não mostrou, não teria a coluna “observações”; 3 – Dilma encarregou então o ITI (Instituto de Tecnologia da Informação) de fazer uma auditoria; 4 – o ITI, lotado de petistas, é subordinado a.Dilma Rousseff; 5 – se um papel foi forjado com base em documentos oficiais, então houve um crime, um crime federal, que teria de ser investigado pela Polícia Federal; 6 – apesar de haver um crime federal, no entendimento dela, mesmo assim a Polícia Federal investigaria apenas o vazamento, e não a elaboração do dossiê, sem a qual não haveria possibilidade de vazamento; 7 – Dilma advertiu que alguns dados divulgados pela Folha são verdadeiros. Resumindo, ela convocou uma coletiva de imprensa para denunciar uma grande conspiração contra um governo que, segundo ela, é um sucesso e frustra muita gente. Fica uma pergunta no ar: quem foi o responsável pelo planejamento de tão incompetente ação? Foi o ministro da Comunicação Social, o trotskista Franklin Moraes (ex-terrorista, participante do seqüestro do embaixador norte-americano Charles Ellbrick), ex-militante do POC (Partido Operário Comunista), ex-membro do MR-8? A atuação de Dilma Rousseff foi ainda mais desastrada porque ela não sabe conversar, não saber ouvir ninguém, ela só quer ser ouvida, é uma autocrata. Parecia um dos generais da ditadura militar dando a versão do regime autocrático. Se alguém tinha dúvida de que este é um governo que faz dossiês, não tem mais. A única explicação é a teoria conspiratória, o complô. E aí inventa histórias para tentar se safar.

Dom Geraldo Magela se diz perplexo com montagem de dossiê na Casa Civil

O ex-presidente da CNBB e arcebispo de Salvador (BA), cardeal dom Geraldo Magela Agnelo, disse na sexta-feira que, se for verdade que o dossiê com gastos da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi montado na Casa Civil, ficará "perplexo". "Se for verdade, a gente fica perplexo. Não está comprovado, mas Deus queira que não haja tanta maldade assim no mundo", disse o cardeal, ao ser questionado sobre o episódio. "Tudo serve na época de eleições para os interesses que estão em jogo, sobretudo a mentira e a fraude", afirmou. "Tudo isso serve para alguém que queira se eleger a qualquer custo, não tem escrúpulos e não tem fundamentos éticos", disse o cardeal, durante intervalo na 46ª Assembléia Geral da CNBB, em Indaiatuba. "Infelizmente, nós estamos numa época de tanta corrupção, de tantos desvios de comportamento, não só segundo a ética, mas segundo a verdade, a Justiça e a fraternidade”.

Oposição diz que Dilma Rousseff não convenceu e cobra explicações de ministra ao Congresso Nacional

A oposição não ficou convencida com as explicações da ministra Dilma Rousseff sobre a montagem do dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com cartões corporativos e contas B. O líder do PSDB no Senado Federal, senador Arthur Virgílio (AM), defende que Dilma compareça à CPI dos Cartões Corporativos para se explicar. O senador José Agripino Maia (DEM-RN) disse que o "cinismo" do governo se esgotou com as explicações da ministra. Virgílio comparou Dilma ao ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda) ao afirmar que ela não conseguiu explicar o vazamento das informações, como ocorreu com Palocci: "Ela não me convenceu. Parece o ministro Palocci, que se explica, explica e não convence. Ela centra tudo no vazamento e esquece a questão principal, que é a feitura do dossiê".

Trotskista Jorge Matoso quer assumir culpa igual a Silvinho “Land Rover” Pereira

O jornalista Claudio Humberto revela em sua coluna que o trotskista Jorge Matoso (ex-militante do POC gaúcho – Partido Operário Comunista), defenestrado por Lula da presidência da Caixa Econômica Federal após ter ordenado o estupro da conta bancária do caseiro Francenildo Silva dos Santos, quer obter agora o mesmo benefício alcançado por Silvinho “Land Rover” Pereira. Ele admitiu culpa no caso do Mensalão e pegou uma pena leve, de prestação de serviços comunitários. Mas, pelo tamanho da barbárie praticada pelo trotskista Jorge Matoso teria que pegar no mínimo umas dez mil horas de prestação de serviços comunitários. Ia faltar boca de lobo para ele inspecionar.

São Paulo envia mais 32 médicos para o Rio de Janeiro para o combate à dengue

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo envia nesta segunda-feira 32 médicos ao Rio de Janeiro para ajudar a cuidar dos pacientes com dengue. Os profissionais, ligados ao Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, devem hoje e permanecerão até domingo. Além dos profissionais, a Secretaria de Saúde de São Paulo já ofereceu ao município do Rio de Janeiro mil exames de sorologia para confirmação de dengue e cerca de 200 leitos de internação nos hospitais estaduais Emílio Ribas, Cândido Fontoura e Darcy Vargas, na capital paulista.

Governadora Yeda Crusius envia médicos gaúchos para socorrerem criança cariocas com a dengue

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), e o secretário da Saúde, deputado federal Osmar Terra, despediram-se oficialmente, neste domingo, às 19h30min, no Aeroporto Salgado Filho, do primeiro grupo de 20 médicos gaúchos que seguiu para o Rio de Janeiro, para integrar a frente de combate à dengue. Eles pertencem a hospitais públicos e particulares do Rio Grande do Sul. Esta primeira equipe de médicos enviada pelo Rio Grande do Sul ficará no Rio de Janeiro por 15 dias. “A idéia é manter um revezamento de profissionais até que a situação se estabilize. Existe a possibilidade de o número ser ampliado”, informou Osmar Terra. As despesas de hospedagem e alimentação serão pagas pelo governo do Rio de Janeiro. Como remuneração, os médicos vão receber R$ 500,00 por plantão de 12 horas. Nesta segunda-feira os médicos gaúchos já começarão a prestar assistência a crianças cariocas doentes com dengue nas Unidades de Pronto Atendimento (Upas) montadas no bairro da Penha, onde há maior incidência da epidemia.

Tarso Genro terá que autorizar as indenizações dos jornalistas brindados com o Bolsa-Ditadura

Outros jornalistas de renome estão entre os anistiados. Reynaldo Jardim, ex-diretor de jornalismo da Rede Globo, ex-diretor do Jornal do Brasil e fundador do jornal O Sol, receberá também a pensão mensal de R$ 4.375,88 e retroativo de R$ 373.040,77. Rosa Gomes Malta receberá a indenização “post mortem” de seu marido, Otávio Malta, editor-geral e colunista do jornal Última Hora, no valor de R$ 360.134,42, além de pensão de R$ 4.375,88. Ricardo de Moraes Monteiro, ex-editor regional da Gazeta Mercantil e atual assessor especial de comunicação do Ministério do Planejamento, receberá a pensão de R$ 4.375,88 e indenização retroativa de R$ 590.014,59. Sinval Leão, diretor da Revista Imprensa, foi contemplado também com R$ 4.375,88 mensais e um retroativo de R$ 572.438,04. Veja os nomes dos demais jornalistas “anistiados”: Joana D’arc Bizzoto Lopes - pensão de R$ 4.592,70 e indenização de 860.748,53; Julieta Rocha Moreira Cabral – pensão de R$ 4.375,88 e indenização de 944.679,56; Maria Regina Pedrosa de Senna Fiqueiredo – pensão de R$ 3.281,90 e indenização de 468.983,50; Carlos Guilherme de Mendonça Penafiel – pensão de R$ 4.375,88 e indenização de 609.487,15; Maria Ignes da Costa Duque Estrada Bastos – pensão de R$ 4.375,88 e indenização de 571.652,86; Nilson Nobre de Almeida – pensão de R$ 4.375,88 e indenização de 911.204,08; Pery de Araújo Cotta – pensão de R$ 4.375,88 e indenização de 534.951,33; Maria José Rios Peixoto da Silveira Lindoso – pensão de R$ 4.375,88 e indenização de 530.940,11; Tamar de Castro Oliveira – pensão de R$ 4.375,88 e indenização de 487.837,69; Jorge Saldanha de Araújo – pensão de R$ 3.281,91 e indenização de 325.564,48; Orlando Maretti Sobrino – pensão de R$ 4.375,88 e indenização de 423.220,53; Ari Candido Fernandes – pensão de R$ 4.375,88 e indenização de 416.729,64; Amaro Alexandrino da Rocha – pensão de R$ 4.581,97 e indenização de 404.893,42; Josail Gabriel de Sales – pensão de R$ 4.375,88 e indenização de 378.349,78.

Bolsa-ditadura, a indecência das “esquerdas”

Os jornalistas Ziraldo e Jaguar foram contemplados na semana passada com mais de R$ 1 milhão em indenizações pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, pelos alegados prejuízos que sofreram com a perseguição política durante o regime militar. O julgamento dos processos foi realizado na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio, juntamente com os de outros 18 jornalistas. "Aos que estão criticando, falando em bolsa-ditadura, estou me lixando. Esses críticos não tiveram a coragem de botar o dedo na ferida, enquanto eu não deixei de fazer minhas charges. Enquanto nós criticávamos o governo militar, eles tomavam cafezinho com Golbery", afirmou Ziraldo. Entre os beneficiados também estava o jornalista Ricardo de Moraes Monteiro, chefe da assessoria de comunicação do Ministério da Fazenda, que receberá R$ 590 mil. Preso e torturado durante a ditadura, Monteiro alegou ter perdido o vínculo com a empresa onde atuava como jornalista por causa da perseguição política. "Sou de família comunista, meu pai foi preso em 1974. Meu irmão foi preso comigo em 1975 e depois se suicidou. Essa dor não vai ser reparada. Orgulho-me do que fiz. Quero homenagear os jornalistas que lutaram contra a ditadura", afirmou. Já Ziraldo e o cartunista Jaguar trabalhavam no Pasquim quando o semanário sofreu forte repressão por ser considerado ofensivo pela ditadura. Os dois receberão pensão mensal de cerca de R$ 4 mil. Jaguar e Ziraldo receberão ainda R$ 1.000.253,24. O montante, que será pago em parcelas, é retroativo a 1990, antes da criação da Comissão de Anistia, em 2001, porque os jornalistas já haviam feito o pedido, por meio da ABI, ao Ministério do Trabalho em 1990. Essas indenizações são absurdas, este é o sentimento do editor de Videversus. O jornalista Vitor Vieira, editor de Videversus, também participou de organizações clandestinas (Partidão, Dissidência e POC), opôs-se à ditadura durante toda a sua vigência, inclusive fundando e fazendo jornal contra ela (o Versus, em São Paulo, junto com seu cunhado, o jornalista Marcos Faerman), mas jamais reclamou por ter sido prejudicado por suas atividades políticas, e jamais irá reclamar. Imaginem se todos os franceses que resistiram à invasão nazista fossem reclamar seus direitos por terem resistido.... Por isso, o jornalista Vitor Vieira faz suas as palavras do colega jornalista Reinaldo Azevedo, a seguir: “Vergonha não se dá, não se empresta. Ou se tem ou não se tem. Quando o público queria saber do Pasquim, o jornal de que Ziraldo e Jaguar, na prática, eram donos, eles ficaram ricos. Mesmo combatendo a ditadura. Alguns da turma, confessadamente, “beberam” todo a grana. Outros, como Ziraldo, souberam guardar e estão montados na bufunfa até hoje. Mais do que isso: a quem soube administrar a carreira, a ditadura, objetivamente, fez mais bem do que mal. De novo, é o caso de Ziraldo. Mesmo algumas de suas notórias tolices sempre foram embaladas por sua fama de “homem que resistiu à ditadura”. Quem expulsou Ziraldo do jornalismo não foi a ditadura, não. Foi o seu humor datado, o seu apego à cultura “da broa de milho”. No governo Sarney, foi presidente da Funarte. A idéia mais original que teve foi apoiar bandinhas de música do Interior. Tentou recriar o Pasquim, mas sua graça, pautada pelo caipirismo do antigo Partidão e do brizolismo, já tinha sido superada pela turma do Casseta & Planeta, por exemplo. Afinal, os "novos" haviam percebido que também a esquerda era caricata. Mais tarde, com uma sutileza, digamos, muito particular, Ziraldo criou a revista Bundas. É a chamada piada com a bunda, literalmente, de fora: queria ser, assim, uma crítica mordaz à sociedade de Caras. De novo, não foi socorrido pelos leitores. Mas continuou a escrever livros para crianças. Deve ser uma dos autores que mais recebem direitos autorais no País ainda hoje. Jaguar, também beneficiado, ficou menos em evidência. Mas, confessadamente, nunca deixou que o trabalho interferisse na sua disposição para se divertir. Por que estes senhores estão sendo indenizados? Porque a tal Comissão se transformou num grupo de fidalgos para atender aos interesses de uma patota. Vejam lá o caso de outro agraciado, Ricardo de Moraes Monteiro, chefe da assessoria de comunicação do Ministério da Fazenda. Levou R$ 590 mil: “Sou de família comunista, meu pai foi preso em 1974. Meu irmão foi preso comigo em 1975 e depois se suicidou. Essa dor não vai ser reparada. Orgulho-me do que fiz. Quero homenagear os jornalistas que lutaram contra a ditadura". Viram só? Ele tem a convicção, mas nós pagamos a conta. Quer homenagear os jornalistas, é? Então doe o dinheiro para alguma instituição que cuide de crianças pobres. Esse troço é acintoso. Morreram, durante a ditadura, incluindo aqueles que recorreram às armas, 424 pessoas. Fidel Castro, ídolo da maioria, já fiz a conta, foi 2.600 vezes mais assassino, se considerarmos os mortos por 100 mil. O certo seria não ter morrido ninguém. Mas acreditem: já foram beneficiados por indenizações ou pensões mais de 12 mil pessoas. Ainda há 30 mil solicitações para análise. Virou uma indústria. O País gasta, em pensões, com o bolsa-ditadura — em alguns casos, bolsa-terrorismo — R$ 28 milhões por mês (incluindo os quase R$ 5 mil que, acintosamente, recebe o Apedeuta). Em indenizações, já foram torrados uns R$ 3 bilhões. Ontem, vocês viram, houve a passeata da mamata, com a presença de Tarso Genro. Boa parte dos que defendiam uma ditadura comunista no Brasil, derrotada, resolveu assaltar os cofres públicos. Parece que só mudaram de método, não de disposição. Aquela turma chegou ao poder. Não assassina mais pessoas, mas reputações. Com dossiês. Embora, claro, sejam todos eles cheios de uma particular moralidade. Essa gente é um nojo!”

Fiéis da Igreja Universal agora processam jornal O Globo

Quatro fiéis da Igreja Universal entraram com ações na Justiça, por danos morais, contra o jornal O Globo. Alegam se sentir ofendidos pela reportagem "Igreja Universal tenta intimidar jornalistas", publicada em 14 de fevereiro, que relatava o caminho jurídico adotado pela Iurd contra o jornal Folha de S. Paulo e o jornal Extra, do Rio de Janeiro. Dezenas de fiéis e pastores da Igreja Universal entraram na Justiça contra a Folha e a jornalista Elvira Lobato, autora da reportagem "Universal chega aos 30 anos com império empresarial", publicada em 15 de dezembro de 2007, sobre o patrimônio da Iurd. Os pedidos de indenização, com muitos parágrafos idênticos, são apresentados em juizados especiais em vários Estados, dificultando a defesa. Nas ações movidas contra o jornal O Globo, distribuídas nos dias 3, 7 e 12 de março, os fiéis são representados pelo mesmo escritório de advocacia. Eles reivindicam indenização porque a reportagem teria "denegrido a imagem e a honra, discriminando a Igreja Universal". O diretor de redação de O Globo, Rodolfo Fernandes, disse: "Não se dão ao trabalho nem de mudar os textos".

Governador José Serra diz que vai aprovar pulseiras eletrônicas para presos em São Paulo

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou na semana passada que vai aprovar o projeto de lei que autoriza o uso de pulseiras eletrônicas em presos em liberdade provisória ou saída temporária de todo Estado. "São Paulo foi o primeiro Estado do Brasil a defender o uso das pulseiras", afirmou Serra. Um projeto de lei semelhante já foi aprovado pelo Senado Federal em 2007, e agora aguarda apreciação na Câmara dos Deputados. Para o governador, um projeto estadual é suficiente: "Tão logo chegue às minhas mãos, vou sancionar. Isso é tecnologia para melhorar a segurança. Não há nenhuma violação dos direitos humanos nesse sistema".

Colômbia reafirma que não criará zona desmilitarizada para favorecer terroristas das Farc

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, reafirmou na sexta-feira que não criará uma zona desmilitarizada para negociar a troca de reféns da guerrilha por terroristas presos, como exigem as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), organização terrorista e traficante de cocaína. "Uma retirada militar pode ser um golpe do terrorismo contra a segurança democrática, pode ser o oxigênio que esta cobra precisa para reviver", disse Uribe, em conversa com estudantes universitários em Bogotá. A declaração foi formulada um dia após o chamado "chanceler" das Farc, terrorista Rodrigo Granda, afirmar que a troca humanitária ocorrerá apenas com a criação de uma zona desmilitarizada no sudoeste da Colômbia. O terrorista afirmou que a organização traficante de cocaína não fará mais libertações unilaterais, como as de 10 de janeiro e 27 de fevereiro. Segundo Uribe, as Farc sempre criam obstáculos para a troca humanitária: "Sempre que propõem uma condição essencial, é algo para não negociar. As Farc querem a zona desmilitarizada porque sabem que o governo não pode aceitar". Dezenas de milhares de pessoas se manifestaram na sexta-feira nas ruas das grandes cidades colombianas em apoio à libertação de Ingrid Betancourt e de todos os reféns da Colômbia, em torno de 2.800.

CNBB faz reunião e toma decisões que explicam o seu distanciamento do povo brasileiro

A CNBB esteve reunida na semana passada em Indaiatuba, no Interior de São Paulo, e tomou uma série de decisões que demonstram o quanto age deliberadamente no sentido de se afastar dos fiéis, e explicam porque perde tantas pessoas para as igrejas evangélicas. Primeira decisão: a CNBB divulgou nota oficial na sexta-feira dizendo apoiar a Operação Upatakon 3, que prevê a retirada de arrozeiros da terra indígena Raposa/Serra do Sol, no nordeste de Roraima (estão transformando Roraima em uma imensa reserva para meia dúzia de índios, e o segundo passo será uma campanha para internacionalização desse Estado e desligamento do território nacional). Diz a nota: "Com a Diocese de Roraima, queremos manifestar nosso respeito, solidariedade e apoio aos povos indígenas que habitam a terra demarcada e homologada. Precisamos pagar essa dívida histórica que temos com os povos indígenas, os mais sofridos ao longo da nossa história. É hora de vislumbrarmos um novo horizonte, onde a pluralidade dos povos indígenas e seus direitos originários sejam definitivamente reconhecidos”. Quem disse que esse é o preço que devemos pagar aos índios? Foram os próprios índios, ou foram as Ongs comandadas do Exterior?!!! Segunda decisão: na tentativa de atrair um maior número de fiéis negros para a Igreja Católica, a CNBB dedicou uma parte da programação de sua Assembléia Geral para discussões sobre a Pastoral Afro-Brasileira e defendeu a política de cotas para negros em universidades. Enquanto isso, os negros brasileiros correm para as igrejas evangélicas. Nessa linha, a CNBB poderia criar uma Pastoral Sino-brasileira, outra Pastoral Ítalo-brasileira, uma Pastoral Germano-Brasileira, e uma Pastoral Ibero-brasileira. Esses bispos não cansam de se expor ao ridículo. A CNBB também deu aval para que padres negros adotem, nas celebrações de missas, métodos e culturas utilizadas tradicionalmente por comunidades afro-brasileiras. Ou seja, o batuque vai invadir as igrejas católicas. No documento, a CNBB diz que "a igreja não questionou de uma forma incisiva e em diversas situações compactuou com a escravidão". Enquanto isso, o editor de Videversus segue procurando por uma igreja que reze suas missas em latim e tenha o bom canto gregoriano no seu culto.

PTB ameaça lançar candidato próprio em São Paulo se PSDB demorar para oficializar Alckmin

O senador Romeu Tuma (PTB-SP) disse na sexta-feira que o PTB está preocupado com a indecisão do PSDB com relação às eleições municipais de outubro. Segundo Tuma, o PTB teme "ficar na estrada sozinho" caso o PSDB não lance a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin. "Estamos dependendo da decisão do PSDB e do Geraldo Alckmin o mais rápido possível", afirmou Tuma. Ele disse que a preocupação do PTB foi pauta de uma reunião do diretório estadual realizada na sexta-feira em São Paulo. Os petebistas já discutem uma candidatura própria caso o PSDB não tenha um candidato ou apóie o DEM.