domingo, 13 de agosto de 2017

Eleições primárias têm participação excepcional de 72% do eleitorado na Argentina, e o peronismo foi arrasado


Com comparecimento massivo de 72% dos eleitores, os argentinos foram às urnas neste domingo (13) para votar nas primárias obrigatórias, em que são escolhidos os candidatos que concorrerão nas eleições legislativas de 22 de outubro. Os resultados em todo o país foram devastadores para o criminoso populismo peronista, que sofreu derrotas humilhantes. Uma onda varreu a Argentina, com o eleitorado deixando claro que não deseja que o país siga o caminho de uma Venezuela. O presidente Mauricio Macri votou pela manhã, em um colégio de Palermo, em Buenos Aires. Como de hábito, levou medialunas para jornalistas e eleitores. Disse que estava "tranquilo e contente" com a normalidade da votação e com o sol, que por fim saiu na cidade após uma semana de chuvas. 

Depois de votar, contou que almoçaria com Elisa Carrió, candidata governista a deputada pela capital argentina. Ele teve uma eleição avassaladora a seu favor. Carrió é tremendamente crítica e oposicionista do peronismo. Já a ex-presidente muito incompetente Cristina Kirchner, , que concorre ao Senado pela província de Buenos Aires, mas tem seu registro eleitoral em Santa Cruz, no sul do país, não votou porque preferiu ficar em sua casa portenha com a família. Ela também tem uma eleição dificílima para o Senado.

Às 20 horas, ela chegou ao bunker de campanha em Sarandí, na região metropolitana de Buenos Aires. Acenou para a militância, mas não fez declarações. Foi diretamente a uma sala reservada para acompanhar os resultados. Também no bunker de Cristina Kirchner, o pré-candidato a senador pelo Unidad Ciudadana, Jorge Taiana, disse que "qualquer que seja o resultado, está claro que pelo menos 70% dos habitantes da Província de Buenos Aires não estão satisfeitos com a política econômica do governo". 

Já o chefe de gabinete de Macri, Marcos Peña, disse que "o resultado de hoje é algo que nos dará muita força", mas não adiantou números. Em Córdoba, segundo maior colégio eleitoral do país, o governador da província, o peronista Juan Schiaretti, admitiu a derrota do kirchnerismo para a aliança Mudemos. "A polarização que o governo apresentou na campanha deu resultados, o kirchnerismo perdeu espaço para os candidatos governistas".

Ataque aéreo mata chefe do Estado Islâmico no Afeganistão


Vários altos membros de um grupo afiliado ao Estado Islâmico na Ásia Central foram mortos em um ataque aéreo das forças dos Estados Unidos no Afeganistão, disseram autoridades neste domingo. O ataque realizado na quinta-feira matou Abdul Rahman, identificado pelas forças militares americanas como o emir provincial do Iraque e Síria-Khorasan para o Estado Islâmico, de acordo com uma declaração do comando em Cabul. “A morte de Abdul Rahman traz mais um golpe para a alta liderança do grupo”, disse o general John Nicholson, comandante dos EUA no Afeganistão. Três outros altos membros do grupo estavam entre os mortos no ataque na província de Kunar.