terça-feira, 8 de agosto de 2017

Sérgio Sirotsky apronta outra em Florianópolis, agora participou de atropelamento coletivo em Jurerê



O motorista que conduzia o Audi A3 responsável por causar o primeiro dos dois atropelamentos que ocorreram no final da madrugada de domingo na saída de uma festa, em Jurerê, no Norte da Ilha de Florianópolis, foi identificado pela Polícia Civil. O delegado Otávio Cesar Lima confirmou que Sérgio Orlandini Sirotsky, herdeiro da famíilia Sirotsky, controladora do Grupo RBS, se apresentaria conduzido pelo advogado Nilton Macedo Machado na manhã desta terça-feira na 7ª Delegacia de Polícia (DP), no Bairro Canasvieiras. Mas, isso não ocorreu. Ele continua foragido, escondido, enquanto advogados aprontam sua defesa. Esse é o segundo grande problema causado por Sérgio Orlandini Sirotsky. O primeiro ocorreu em 2010, quando ele e o um filho de delegado de polícia catarinense, ambos estudantes na época do Colégio Catarinense, foram acusados do estuprar uma menina colega de escola deles. 

Segundo o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, na primeira colisão, o condutor de Audi, Sérgio Orlandini Sirotsky, com placas de Florianópolis, atropelou três homens: Sérgio Teixeira da Luz, Rafael Machado da Cruz e Edson Mendonça de Oliveira. Ele fugiu em disparada com o carro, dirigindo-se ao centro de Florianópolis, e abandonou o carro SC-401, nas proximidades de um motel, no bairro Santo Antônio de Lisboa.


O veículo usado por Sérgio Orlandini Sirotsky no momento do atropelamento está no nome de uma empresa, em que ele e mais duas pessoas são sócias. O delegado, naturalmente, descartou a possibilidade de prisão do playboy: "A prisão está fora do meu alcance. Ultrapassou o prazo do flagrante. O que posso fazer é representar, dependendo do caso, mas cabe ao juiz decretar a prisão". 

Quatro pessoas foram atropeladas por dois carros na manhã de domingo na rodovia SC-402, que dá acesso ao bairro Jurerê. Segundo a Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina, o atropelamento  ocorreu por volta das 5h30min próximo ao complexo Music Park. As vítimas saíam de uma festa no local quando foram atingidas pelos veículos. Esse local reúne uma série de boates onde correm soltas bebidas e drogas. É um local descampado. As boates ficam dentro de uma reserva ambiental, do mangue do rio Ratones. 

Logo após as pessoas terem sido atropeladas pelo Audi A3 de Sérgio Orlandi Sirotsky, foram também atingidas por um segundo veículo, um automóvel SsangYong, dirigido por Eduardo dos Santos Rios, de 25 anos, que atropelou novamente uma das vítimas, Sérgio Teixeira da Luz, e outro homem que prestava socorro, identificado como Maycon Mayer, de 22 anos. O motorista do segundo atropelamento também fugiu do local, mas foi abordado por uma viatura da Polícia Militar na avenida Beira-Mar Norte, próximo ao Hotel Majestic, a 18 quilômetros do acidente.

De acordo com o boletim de ocorrência, foi constatado que o veículo estava com o para-brisa quebrado, danos no farol e no para-choque — onde foi encontrado um pedaço de tecido jeans. O carro de Rios foi recolhido para o pátio da Central de Polícia, no bairro Agronômica. O condutor apresentava sinais de embriaguez e foi submetido ao teste do bafômetro, que acusou 0,74 miligramas de álcool. O homem foi preso e conduzido para a Polícia Civil. Mas já foi solto na segunda-feira mesmo após pagar fiança.

As vítimas foram encaminhadas para o Hospital Celso Ramos. Sérgio, que foi atropelado duas vezes, está em coma por conta das lesões. A família não quis dar detalhes do estado de saúde dele porque todos seus membros ainda estão muito abalados. Já Edson Mendonça de Oliveira sofreu ferimentos aparentemente leves, mas, embora consciente, não soube dar detalhes do ocorrido, pois relatou que as vítimas foram atropeladas quando estavam de costas para o Audi A3. O estado de saúde das outras vítimas não foi divulgado pelo hospital.





Duas vítimas continuam internadas. Sérgio Teixeira da Luz conseguiu uma vaga na UTI na segunda-feira (7). O estado de saúde é estável, mas grave. Ele perdeu metade de um pulmão, colocou pino na perna, está com o maxilar e um pé bastante machucados. Um dos amigos dele, Rafael Machado da Cruz, também segue internado. O outro, Edson Mendonça de Oliveira, já foi liberado, assim como Maicon Mayer, que parou pra prestar socorro. Em nota divulgada nesta terça-feira, o pai de Sérgio Orlandi Sirotzki pede desculpas


O empresário Sérgio Sirotsky se diz triste e pede desculpas “aos jovens atingidos e a seus familiares”. Na nota, o empresário também diz confiar que “o caso será tratado com serenidade e responsabilidade pelas autoridades competentes”. Veja a íntegra: “Lamento profundamente o acidente ocorrido no domingo (6), em Jurerê, envolvendo veículo conduzido por meu filho Sérgio Orlandini Sirotsky. Como pai, estou muito triste e peço desculpas aos jovens atingidos e a seus familiares, a quem vamos oferecer todo o apoio e solidariedade para que possam se restabelecer com saúde e retomar suas vidas. Os contatos com os familiares estão acontecendo na tarde desta terça-feira. Está sendo muito difícil para nossa família enfrentar este momento, que nenhum pai gostaria de viver. Confiamos que o caso será tratado com serenidade e responsabilidade pelas autoridades competentes. Meu filho tem 21 anos, e é responsável por seus atos. Estamos tomando providências para tratar de nosso filho, que também precisa de ajuda. Sérgio Sirotsky”

Sérgio Orlandini Sirotsky parece ser um sujeito bastante perturbado e há bastante tempo. A "ajuda" que o pai diz que ele precisa já deveria ter sido buscada há pelo menos sete anos. Em 2010, quanto tinha 14 anos, e quando costumava exibir suas façanhas sexuais em redes sociais, ele foi acusado de haver estuprado uma colega de escola, uma menina então com 12 anos. O estupro foi realizado na companhia de outro colega, um filho de delegado de polícia. Na época o caso foi revelado pelo jornalista blogueiro Hamilton Alexandre, conhecido como "Mosquito", editor do blog Tijoladas. 

Na época ele fez a seguinte postagem que escancarou o escândalo em Santa Catarina: 

O ESTUPRADOR SÉRGIO ORLANDINI SIROTSKY ESTÁ ESCONDIDO NO APARTAMENTO DO CONTATO DO EMBAIXADOR EM WASHINGTON
O filho do dono da RBS, do delegado da polícia civíl e outro garoto, cometeram crime de estupro da também estudante do Colégio Catarinense em Florianópolis. O site Tijoladas teve acesso a intimação de Sérgio Orlandini Sirotsky, filho do dono da RBS TV Sérgio Sirotsky. O garoto estuprador tem encontro marcado com a delegada Juliana Renda Gomes da 6ª DP da Capital no dia 08/07/10 às 9:00 h da manhã. A menina estuprada esteve internada no Hospital Infantil de Florianópolis. Até controle remoto de TV foi usado no ato criminoso. O Boletim de ocorrência está registrado, o crime acobertado e não divulgado pela imprensa local. Os estupradores são:
1 - Sérgio Orlandino Sirotsky apelido ZINHO -filho de Sérgio Sirotsky – Diretor da RBS
2 – Bruno Martins – filho do delegado Mário Martins da Polícia Civil de Santa Catarina
No quarto do garoto, os três estupraram a garota de todas as maneiras possíveis, até introduziram um controle remoto na vagina. Quando estavam estrangulando a garota, a mãe (ex-mulher do Sérgio Sirotsky) entrou no quarto. Porém passado o choque inicial, ela deve ter pensado nas conseqüências terríveis do ato de seu filho e resolveu protegê-lo. A garota ainda estava desacordada, então ela vestiu a menina, enrolou um cachecol em volta de seu pescoço para esconder as marcas e ligou para a mãe da menina dizendo: "Venham buscar sua filha, pois sabe como são esses adolescentes, fizeram uma festinha aqui em casa na minha ausência, andaram bebendo e se passando, ela está meio bêbada e caindo pelas tabelas". Os pais foram buscá-la e a levaram para casa desacordada, porém aos poucos ela foi acordando e começou um choro desesperado e a falar coisas desconexas beirando ao histerismo. A mãe apavorada com o comportamento da filha, tentando acalmá-la e ao tirar o cachecol viu as marcas no pescoço da filha em choque; sem saber o que pensar ou dizer levaram imediatamente a filha ao médico e lá chegando o mundo foi caindo para esta família. Depois do médico foram orientados a ir a Polícia e a fazer o exame de corpo de delito. Os pais da garota receberam o telefonema do todo poderoso da RBS para que resolvessem esse "problema" de forma discreta, pois afinal era o futuro de "seus" filhos que estava em jogo. Luiz Carlos Prates, na época na RBS , o ''dono da verdade'', omitiu essa informação da sociedade catarinense, ou seja, para as outras famílias ele usa um discurso fascista e moralista, mas quando envolve o filho de seu patrão, ele se cala. É um imbecil vazio".

A repercussão do assunto foi tão grande que a Rede Record despachou uma equipe para fazer ampla reportagem do fato, veiculado em programa dominical, com grande audiência. A reportagem é vista abaixo


O blogueiro Hamilton Alexandres, conhecido como Mosquito, ou Tijolada (o nome de seu blog, foi encontrado morto em sua casa em Palhoca, na Grande Florianópolis, em 13 de dezembro de 2011, um ano após haver denunciado o estupro praticado por Sérgio Orlandini Sirotsky. Um laudo muito apressado disse que ele havia se suicidado, hipótese que amigos negam peremptóriamente.

Polícia Federal não consegue a senha para abrir o laptop de Marcelo Odebrecht e critica o Ministério Público Federal

A delegada Renata da Silva Rodrigues não conseguiu obter de Marcelo Odebrecht a senha de seu laptop que contém emails e arquivos importantes para a investigação. O empresário, preso em Curitiba, alega que não tem mais o token - dispositivo que gera chaves de segurança temporárias. O equipamento foi apreendido há dois anos. Para a delegada, os procuradores deveriam ter exigido acesso ao computador como condição básica para fechar o acordo de colaboração premiada com a Odebrecht. "É preocupante para as investigações que a obtenção de evidências contidas no laptop de Marcelo, e que teria sido por ele supostamente indicado à PGR como importante fonte de prova (contendo inclusive seus e-mails), não tenha exigido como condição sine qua non para qualquer acordo – de colaboração ou leniência, especialmente porquanto possa revelar novos fatos delitivos", escreveu a delegada federal Renata da Silva Rodrigues. Nos últimos dias, essa é o terceiro ataque da Polícia Federal ao trabalho do Ministério Público Federal nas delações. (O Antagonista)

Ministro Edson Fachin autoriza a Polícia Federal a tentar a recuperação de dados de amigo de Temer


O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a realizar um “procedimento especial” com o objetivo de recuperar dados de dois celulares apreendidos do coronel aposentado João Baptista Lima Filho, amigo do presidente Michel Temer (PMDB) e alvo da Operação Patmos. O coronel Lima, como é conhecido, é investigado desde que delatores do Grupo J&F o apontaram como responsável por receber parte dos valores de propina supostamente destinada a Temer, no valor de 1 milhão de reais. Os dois aparelhos foram apreendidos na casa de Lima Filho no bairro de Villa Andrade, zona sul de São Paulo. 

No pedido da Polícia Federal, o delegado Josélio Azevedo de Souza apontou a necessidade de uma técnica especial para a extração dos dados, pelo Instituto Nacional de Criminalística, em um procedimento que poderia resultar na inutilização do aparelho. Segundo Souza, não foi possível extrair o conteúdo dos e-mails devido à “impossibilidade de acesso à área de memória protegida do equipamento”. “A técnica a ser utilizada se faz necessária para a recuperação plena dos dados contidos no referido aparelho (…) e requer autorização específica deste juízo pois seu uso pode ocasionar a perda de dados do celular apreendido”, ressaltou o delegado. A técnica de desbloqueio é chamada de “jailbreak”. A Polícia Federal também apontou que o aplicativo WhatsApp de um do outro aparelho apreendido não exibia mensagens. 

“É importante destacar que eventuais mensagens existentes ou apagadas não foram extraídas devido à impossibilidade de acesso à área de memória protegida do equipamento”. Neste caso, seria preciso realizar uma técnica de desbloqueio chamada de “root”, que “apresenta riscos quanto à integridade dos dados, podendo os mesmos serem apagados, ou até mesmo ocorrer a inutilização do aparelho”, segundo o laudo. “Considerando as informações, defiro a realização de todos os procedimentos necessários à ampla extração de dados”, decidiu o ministro Fachin. 

STJ arquiva investigação da Lava Jato sobre governador do Espírito Santo


O Superior Tribunal de Justiça arquivou a investigação aberta para apurar se governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), obteve repasses ilegais da empreiteira Odebrecht no valor total de R$ 1 milhão para campanhas eleitorais em 2010 e 2012. Em decisão proferida na última sexta-feira (4), o ministro Felix Fischer acolheu a argumentação da Procuradoria-Geral da República favorável ao arquivamento da apuração. A sindicância havia sido aberta pelo tribunal com base na delação premiada do ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior.

Segundo Felix Fischer, o Ministério Público relatou ao tribunal que os repasses indicados pelo delator configuraram "doação eleitoral não contabilizada, não se cogitando de corrupção, pois além de referidas doações terem sido destinadas a terceiros, não houve solicitação de vantagem indevida em contrapartida". A respeito da hipótese de prática de crime de caixa dois eleitoral, a Procuradoria Geral da Republica afirmou que "caberia ao destinatário da contribuição, e não ao solicitante, o dever de declarar oficialmente a doação, não podendo o Governador ser responsabilizado criminalmente por eventual omissão dos beneficiários de suas ingerências políticas", de acordo com a decisão de Fischer.

Com fundamento nas alegações da Procuradoria, o ministro determinou o arquivamento da investigação, com a ressalva de que "o caso poderá voltar a ser apurado caso surjam novos elementos probatórios".

Com fundamento nas alegações da Procuradoria, o ministro determinou o arquivamento da investigação, com a ressalva de que "o caso poderá voltar a ser apurado caso surjam novos elementos probatórios".

O advogado de Hartung, Rodrigo Rabello, afirmou que a decisão do STJ promove o "restabelecimento da verdade e a preservação da biografia do governador".

Segundo o defensor do peemedebista, a delação do ex-executivo da empreiteira "não ficava de pé pois o governador Paulo Hartung não disputou as eleições de 2010 e 2012 e nem pediu à Odebrecht doações para terceiros".