terça-feira, 1 de agosto de 2017

Líderes da oposição voltam a ser presos na Venezuela pelo ditador psicopata comuno-bolivariano Nicolas Maduro

Os dois presos mais emblemáticos da oposição venezuelana, Leopoldo López e Antonio Ledezma, que estavam em prisão domiciliar, foram presos na madrugada desta terça-feira (1º) após seus apelos contra a Assembleia Constituinte do ditador psicopata comuno-bolivariano Nicolás Maduro, que será instalada nesta quarta-feira (2) para escrever uma nova Carta para o país. "Acabam de levar Leopoldo de casa. Não sabemos onde está nem para onde o levam", denunciou no Twitter a esposa de López, Lilian Tintori. As prisões foram feitas pelos agentes da polícia secreta, que são comandados por agentes cubanos. Os filhos de Ledezma, ex-prefeito de Caracas, Víctor, Vanessa e Antonietta, também informaram no Twitter que o Sebin levou seu pai. 

As famílias indicaram que não sabem para qual prisão os dois foram levados e afirmaram que o ditador psicopata comuno-bolivariano Nicolás Maduro é responsável pela vida de ambos. O Tribunal Supremo de Justiça, uma corte de fancaria, cujos ministros deverão ser todos presos tão logo a Venezuela volte à democracia, disse que revogou a prisão domiciliar e os mandou de volta para uma penitenciária porque ambos planejavam fugir. Isso é um descalabro total, uma canalhice sem tamanho. Os advogados de López e Ledezma negam que os líderes tinham a intenção de escapar. "Essa possibilidade é absolutamente inexistente", disse o advogado de López, Juan Carlos Gutiérrez, que acrescentou que pelo menos seis agentes do Sebin com armamentos pesados participaram da operação. As residências de López e Ledezma ficam na zona leste de Caracas, principal cenário dos protestos dos últimos quatro meses contra Maduro que deixaram mais de 120 mortos. 

Lilian Tintori divulgou um vídeo da câmera de segurança da casa da família, que mostra quatro agentes e três homens com trajes civis no momento em que colocam López em uma viatura com identificação do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência) e o levam, escoltado por outros veículos. Líderes opositores e a imprensa divulgaram imagens gravadas com um telefone celular do momento em que Ledezma foi retirado, de pijama, com violência, de sua casa. "Auxílio", gritou o ex-prefeito. Depois é possível ouvir os gritos com pedidos de ajuda dos vizinhos. López, de 46 anos, estava em prisão domiciliar desde 8 de julho, depois de passar três anos e cinco meses na prisão militar de Ramo Verde, nas proximidades de Caracas, onde cumpria uma pena de quase 14 anos, condenado pela acusação de instigar a violência nos protestos de 2014 contra o ditador psicopata comuno-bolivariano Maduro, que deixaram 43 mortos. 

Ledezma, de 62 anos, foi detido em fevereiro 2015, acusado de conspiração e associação para delinquir. Três meses depois obteve o benefício da prisão domiciliar por motivos de saúde, depois de ser operado de uma hérnia. Os dois líderes opositores fizeram apelos na última semana para que as pessoas não votassem no domingo na eleição da polêmica Assembleia Constituinte, convocada pelo ditador psicopata comuno-bolivariano Maduro e rejeitada pela oposição e por vários países. "Levam Leopoldo López e o prefeito Ledezma para provocar medo e nos desmoralizar (...) A ditadura tem seu tempo contado. Prisão e perseguição aos líderes não vai deter a rebelião", disse o deputado Freddy Guevara. 

A ONG Foro Penal afirma que a Venezuela tem 490 "presos políticos", após a onda de detenções nos protestos iniciados em abril para exigir a saída de Maduro. Para o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Julio Borges, "o governo está provando ser um governo ferido, que não tem razão, mas sim a força bruta para tentar assustar a sociedade". Em nota, o Itamaraty repudiou a detenção de López e Ledezma, bem como solidarizou-se com o sofrimento de seus familiares. "A prisão de dois dos mais importantes opositores ao governo do presidente Nicolás Maduro é mais uma demonstração da falta de respeito às liberdades individuais e ao devido processo legal, pilares essenciais do regime democrático. O Brasil insta o governo venezuelano a libertar imediatamente López e Ledezma", conclui a nota da chancelaria brasileira. É uma notinha vagabunda, protocolar, ordinária, que demonstra a falta de vontade do governo Temer em exercer uma pressão mais efetiva sobre essa desgraça chamada de Venezuela comuno-bolivariana.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou, em comunicado, que as prisões apresentam novas evidências de que Maduro "é um autoritário que não está disposto a respeitar os direitos humanos fundamentais". A ONU também condenou as detenções dos dois líderes opositores. "Estou profundamente preocupado que os líderes de oposição Leopoldo López e Antonio Ledezma tenham sido novamente levados sob custódia por autoridades venezuelanas após a prisão domiciliar deles ter sido revogada", disse o alto comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra'ad al-Hussein. "Faço um apelo às autoridades para que não tornem a situação já extremamente volátil ainda pior com o uso da força excessiva, incluindo por meio de invasões violentas de residências por forças de segurança que têm ocorrido em várias partes do país", afirmou Hussein.

Morre Hélio Dourado, o grande construtor do mitológico Estádio Olímpico, do Grêmio, em Porto Alegre



Morreu na manhã desta terça-feira (1), em Porto Alegre, o ex-presidente e patrono do Grêmio, Hélio Dourado. Aos 87 anos, ele foi vítima de um infarto. O velório está sendo será realizado na Arena OAS. O corpo será cremado nesta quarta-feira (2), no Crematório Metropolitano. Hélio Dourado marcou época no Grêmio por títulos e evolução no patrimônio. Presidente do Grêmio entre 1975 e 1981, Dourado liderou o processo que terminou a construção do mitológico estádio Olímpico, no bairro da Azenha. O erguimento do anel superior conferiu o título de "Monumental" a então casa do tricolor gaúcho. Foi também na gestão de Hélio Dourado que o Grêmio terminou com a série de títulos estaduais do Internacional. Em 1977, o time treinado por Telê Santana faturou o Gauchão acabando com o octacampeonato do rival. Em 1981, o Grêmio presidido por Hélio Dourado ganhou o Campeonato Brasileiro. O primeiro título nacional foi um marco para a nova fase do clube, que dois anos mais tarde faturou a Libertadores e o Mundial de Clubes. Hélio Dourado, por ter comandado a ampliação do Olímpico, foi contrário ao projeto de construção da Arena OAS. Anos depois de empilhar entrevistas contrárias ao empreendimento, ele aceitou a mudança e visitou o novíssimo equipamento. A visita mais recente e marcante foi em 6 de dezembro de 2016, na final da Copa do Brasil. Após o título em cima do Atlético-MG, Hélio Dourado foi ao gramado e saudou a torcida. Agora, ironicamente, levaram seu corpo para ser velado no estádio que ele não queria, e que sequer pertence ao Grêmio, é propriedade da empreiteira propineira baiana OAS. Esta desgraça saiu da cabeça do ex-presidente Paulo Odone. 

Governador do PT exonera secretários na Bahia para que votem a favor de Temer nesta quarta-feira

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), exonerou dois deputados federais que atuam como secretários estaduais em sua gestão para a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) nesta quarta-feira (2). A decisão fortalece a ala petista que defende que o partido não endosse o afastamento de Temer. A avaliação é que a manutenção de Temer seria menos ruim do que ter o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM) na Presidência da República. 

Com a exoneração dos secretários estaduais, voltam para suplência os deputados Davidson Magalhães (PCdoB) e Robinson Almeida (PT), que votariam contra Temer. Entram os deputados Fernando Torres (PSD) e Josias Gomes (PT). O primeiro informou que vai se abster na votação. O segundo diz que seguirá a decisão da bancada, mas vai defender internamento que os petistas se abstenham de votar. 

"A saída de Temer não significa nenhum avanço. Será pior porque entrará no lugar a outro golpista que comandou a votação de reformas contra os direitos dos trabalhadores. Maia é um jovem de ideias velhas, é ainda mais conservador do que Temer", diz Josias Gomes. 

O petista diz que não vê problemas em Temer seguir na presidência sem ser investigado. "A investigação pode ser feita quando acabar o mandato dele", diz Gomes, para quem a única saída para a crise política seria a antecipação das eleições para a Presidência. Ainda há uma avaliação entre os petistas baianos de que o cenário com Rodrigo Maia na Presidência da República beneficiaria o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), provável adversário de Rui Costa em 2018 na disputa pelo governo baiano. "Maia na Presidência é o fazer ressurgir o DEM do Nordeste, que é uma direita raivosa que representa o que existe de mais atrasado", diz. 

Na reunião com os deputados federais e senadores de sua base, Rui Costa não fez uma defesa direta da estratégia pró-Temer. Mas ponderou sobre a possível ascensão de Maia à Presidência. Para Costa, Temer teria mais legitimidade para ocupar o cargo de presidente porque foi eleito na chapa de Dilma Rousseff. Já Maia foi eleito deputado federal pela oposição com apenas 53 mil votos. O governador ainda liberou os deputados federais dos partidos da sua base que também fazem parte da base de Temer, como PP, PR e PSD, a votar a favor de Temer. O movimento é oposto ao que aconteceu no impeachment de Dilma, quando os deputados baianos destes três partidos votaram a favor de Dilma, contra a orientação nacional de suas respectivas bancadas.

Odebrecht pagará US$ 220 milhões em acordo de colaboração no Panamá

A Odebrecht fechou um acordo de colaboração com o Panamá que prevê o pagamento de 220 milhões de reais (684,9 milhões de reais). A negociação, fechada no dia 26 de julho com Ministério Público do país da América Central, foi divulgada nesta terça-feira. O processo envolve casos investigados pela Operação Lava-Jato. Pelo acordo – chamado de “colaboración eficaz”, a Odebrecht se compromete a enviar ao país todas as informações sobre suas operações e funcionários no Panamá. A empreiteira deverá fornecer também todos os documentos já compartilhados com os governos do Brasil e dos Estados Unidos sobre o caso. O ministério público pamanenho investiga a atuação da Odebrecht no país desde setembro de 2015, por causa dos desdobramentos das investigações da Operação Lava-Jato no país. Os procuradores apuram se houve pagamento de propinas a agentes do país em obras da empreiteira. A empresa atua no país desde 2006, em obras de infraestrutura, e tem atualmente cerca de 10.000 funcionários no Panamá, segundo informações da Odebrecht.

O objetivo dos acordos de “colaboración eficaz” podem prever benefícios como redução nas penas às empresas em troca de informações que ajudem a interromper a prática de crimes, segundo o Ministério Público panamenho. A relevância das informações precisa ser validada pela justiça do país, de modo similar ao que acontece nos acordos de leniência no Brasil. A Odebrecht já concordou em pagar 3,28 bilhões de reais em outro acordo de leniência, homologado em maio deste ano. O acordo homologado em maio deste ano envolve pagamento de multas a Estados Unidos, Suíça e Brasil, no valor de 2,6 bilhões de dólares (8,5 bilhões de reais). O processo diz respeito a crimes cometidos pela Petrobras, no âmbito da Operação Lava-Jato. A empresa também firmou acordos semelhantes com Republica Dominicana e Equador.

Gilmar Mendes diz que STF ficou "a reboque das loucuras" de Janot


Um dia depois de a Procuradoria-Geral da República pedir pela terceira vez a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) com base nas delações do Grupo J&F, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, disse que a Corte ficou “a reboque das loucuras” do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. “As delações todas, essas homologações sem discussão, o referendo de cláusula, uma bagunça completa e ficou a reboque das loucuras do procurador. Certamente o tribunal vai ter que se reposicionar no segundo semestre, até para voltar a um quadro de normalidade e de decência”, disse o ministro: “O Supremo foi muito concessivo e contribuiu para essa bagunça completa". "Não posso emitir juízo sobre a Primeira Turma (que analisará o novo pedido de Janot), isso é opinião do procurador e será considerado. Se recomenda que se leia a Constituição. Eu acho que é bom que atores jurídicos políticos leiam a Constituição antes de seguir suas vontades”, disse Gilmar a jornalistas, depois da sessão plenária da manhã desta terça-feira. 

Em maio, no dia seguinte à divulgação da gravação em que aparece pedindo 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista, Aécio Neves foi suspenso das atividades parlamentares pelo ministro do Edson Fachin, que, no entanto, negou o pedido de prisão do senador. No dia 30 de junho, o ministro Marco Aurélio Mello, que assumiu a relatoria do caso, também rejeitou o pedido de prisão da Procuradoria Geral da República, mas permitiu que o tucano retomasse o exercício das suas funções no Senado. Marco Aurélio decidiu ainda que Aécio Neves poderia entrar em contato com outros investigados do caso JBS – incluindo a sua irmã Andrea Neves – e até mesmo deixar o País. Nesta terça-feira, Marco Aurélio Mello disse que o recurso apresentado por Janot deve ser analisado pelos ministros da Primeira Turma até o final de agosto. Além do relator, compõem o colegiado os ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes. 

“Continuo convencido de que a decisão é uma decisão correta. Agora há um pedido no sentido de receber o pleito de reconsideração e aí, havendo o recurso, terei de estabelecer o contraditório, ouvir a parte interessada na manutenção da minha decisão, que é o senador Aécio Neves, e levar à turma. Que a sempre ilustrada maioria no colegiado decida como entender melhor”, disse Marco Aurélio. Indagado se acredita que a Primeira Turma do STF vai manter sua decisão, o ministro respondeu que “como o colegiado é uma caixa de surpresas, e há aquela máxima segundo a qual ‘cada cabeça uma sentença’, temos de aguardar para o colegiado se pronunciar”.  

Vice-presidente da BRF é condenado a prisão em regime semiaberto

O Tribunal Regional Federal em São Paulo decidiu que o vice-presidente da BRF,  José Roberto Pernomian Rodrigues, deve cumprir pena de 5 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto. O despacho, do dia 20 de julho, nega parcialmente o pedido de revisão da sentença da primeira instância, que já havia condenado Pernomian e outros executivos ao regime fechado. A sentença atinge os envolvidos do caso Cisco, acusados pelo Ministério Público de contrabando e descaminho por omissão de informações a respeito de negócios firmados com a Cisco System, gigante americana da área de tecnologia de redes. 

A tomar pelo entendimento do Supremo, o vice da BRF e os demais sentenciados devem começar a cumprir a pena em breve, uma vez que o martelo foi batido pela segunda instância. A biografia de Pernomian contém dois pontos importantes. Ele é o homem de confiança de Abílio Diniz na BRF. Além disso, vira e mexe, se envolve em problemas com a Justiça. Em março, durante a eclosão da Operação Carne Fraca, ele foi alvo de uma condução coercitiva. Na ocasião, o Ministério Público pediu a prisão do executivo, mas a medida foi negada pela Judiciário. A BRF sustenta que a decisão não impede a atuação de Pernomian no grupo, já que ela se refere a episódios ocorridos antes de ele ingressar na empresa. Acrescenta que, se considerar necessário, vai “tomar medidas cabíveis no melhor interesse de seus negócios”.

Moro aceita acusação sobre sítio e Lula se torna réu pela sexta vez


Condenado a nove anos e seis meses de prisão na Operação Lava Jato, o chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula tornou-se hoje réu em processo crime pela sexta vez. O juiz federal Sergio Moro, responsável pela primeira condenação de Lula, aceitou denúncia do Ministério Público Federal contra o petista pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso envolvendo o sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), reformado pelas empreiteiras propineira Odebrecht e OAS e pelo pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente. 

O magistrado ressaltou que, ao aceitar denúncia oferecida pelos procuradores da República, não faz juízo de valor sobre as provas, mas observa apenas se há “justa causa”, ou seja, se a acusação “ampara-se em substrato probatório razoável”. Moro enumera em catorze pontos e classifica como “expressivas” as provas reunidas pela força-tarefa da Lava Jato, entre as quais registros de que veículos de Lula estiveram 270 vezes na propriedade no interior paulista, a proximidade da família do petista com Fernando Bittar e Jonas Suassuna, donos “oficiais” do sítio, e documentos apreendidos na residência do ex-presidente referentes à propriedade rural, como notas fiscais de bens alocados no sítio e a minuta da escritura da compra de parte do terreno por Bittar a Lula. 

“Os elementos probatórios juntados pelo Ministério Público Federal e também colacionados pela Polícia Federal permitem, em cognição sumária, conclusão de que o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva comportava-se como proprietário do Sítio de Atibaia e que pessoas e empresas envolvidas em acertos de corrupção em contratos da Petrobrás, como José Carlos Cosa Marques Bumlai, o Grupo Odebrecht e o Grupo OAS, custearam reformas na referida propriedade, tendo por propósito beneficiar o ex-presidente”, escreveu Moro no despacho em que aceita a denúncia. 

O juiz federal ainda observa que não há registro de que Lula tenha desembolsado “qualquer valor” pelas reformas e que “até o momento, não se ouviu, em princípio, uma explicação do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva do motivo de José Carlos Costa Marques Bumlai, do Grupo Odebrecht e do Grupo OAS, terem custeado reformas de cerca de R$ 1.020.500,00 no Sítio de Atibaia, este de sua frequente utilização, e que se iniciaram ainda durante o mandato presidencial”. 

De acordo com os procuradores, o ex-presidente foi beneficiado ilicitamente com cerca de 1 milhão de reais nas reformas, que incluíram a construção de anexos e benfeitorias no sítio, como a instalação de uma cozinha de alto padrão. Odebrecht e OAS arcaram com 870.000 reais das obras e a construtora Schahin, por meio de Bumlai, pagou 150.500 reais. O pecuarista se tornou réu pelo crime de lavagem de dinheiro. 

O dinheiro foi retirado, no caso da empreiteira propineira Odebrecht, de propinas de 128 milhões de reais em quatro contratos com a Petrobras: dois para construção da refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, e dois do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj); no caso da OAS, o dinheiro foi contabilizado em vantagens indevidas de 27 milhões de reais pagas sobre três contratos: de construção e montagem dos gasodutos Pilar-Ipojuca e Urucu-Coari e da construção do Novo Centro de Pesquisas da Petrobras (Novo Cenpes), no Rio. 

A contribuição da Schahin às obras no sítio no interior paulista foi retirada de propinas pagas pela empreiteira no contrato de operação, pela empreiteira Schahin, do navio-sonda Vitória 10.000, da Petrobras. Além de Lula e Bumlai, tornaram-se réus os empreiteiros José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, Marcelo Odebrecht e Emílio Odebrecht, o ex-executivo da OAS Agenor Franklin Magalhães Medeiros, os ex-executivos da Odebrecht, Alexandrino Alencar, Carlos Armando Guedes Paschoal e Emyr Diniz Costa Júnior, o ex-engenheiro da OAS, Paulo Roberto Valente Gordilho, o ex-assessor especial da Presidência, Rogério Aurélio Pimentel, o advogado Roberto Teixeira e Fernando Bittar. 

Sergio Moro não costuma demorar para analisar denúncias do Ministério Público Federal e decidir se abre ações penais a partir delas ou não. Entre a apresentação da acusação dos procuradores contra o ex-presidente Lula sobre o sítio de Atibaia e a aceitação dela, nesta terça-feira, contudo, passaram-se setenta dias. 

No despacho em que colocou o petista no banco dos réus pela sexta vez, Moro explicou a “demora”. “Esclareça-se, por fim, que demorei a apreciar a denúncia, pois ocupado com processos com acusados presos e também por reputar relevante aguardar a posição do MPF em relação à absolvição de Paulo Roberto Valente Gordilho na ação penal conexa 5046512-94.2016.4.04.7000”, justificou o magistrado. 

Além do processo envolvendo o sítio Santa Bárbara, Lula responde a dois processos na Justiça Federal do Paraná e já foi condenado em um deles. No dia 14 de julho, Sergio Moro considerou o petista culpado dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso envolvendo o tríplex no Guarujá, construído e reformado pela empreiteira OAS ao custo de 2,2 milhões de reais. 

Em outro processo sob a responsabilidade de Moro, o petista é acusado pelo MPF dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido propinas de 13 milhões de reais da Odebrecht. Parte do dinheiro, 12,4 milhões de reais, teria sido empregada na compra de um terreno para abrigar a sede do Instituto Lula em São Paulo – o instituto acabou sendo construído em outro endereço. Outros 504.000 reais teriam sido usados na compra da cobertura contígua à de Lula no edifício Hill House, em São Bernardo do Campo (SP). As duas compras teriam sido feitas por meio de laranjas. Lula prestará depoimento ao magistrado neste processo no dia 13 de setembro. 

Os outros três processos contra o ex-presidente correm na Justiça Federal do Distrito Federal, sob a caneta dos juízes Vallisney Oliveira e Ricardo Leite. O petista é acusado do crime de obstrução de Justiça por meio da compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, processo em que já depôs como réu; dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência em contratos do BNDES que teriam favorecido a Odebrecht, um desdobramento da Operação Janus; e tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa, processo decorrente da Operação Zelotes.

O incompetente governador José Ivo Sartori dá calote no pagamento da dívida gaúcha com a União, e "alcança" a fortuna de mais 450 reais a cada funcionário


Com o agravamento da crise financeira do Estado do Rio Grande do Sul, o muito incompetente e inapetente governador peemedebista José Ivo Sartori decidiu voltar a atrasar o pagamento da dívida com a União. Os R$ 142,2 milhões que deveriam ter sido repassados na segunda-feira à União servirão para bancar parte da folha do Executivo, parcelada pelo 20º mês consecutivo em julho. Por falta de recursos, a Secretaria da Fazenda havia depositado apenas R$ 650,00 para cada servidor. Nesta terça-feira (1º), vai liberar a fortuna de mais R$ 450,00 para cada funcionário. Mal dá para comprar um sacolão. "A intenção é amenizar o sofrimento daqueles que ganham menos. Não teríamos como pagar mais nada antes do dia 7", disse o secretário da Fazenda, deputado federal Giovani Feltes, com um tom de penalização. 

Na tentativa de evitar sanções, em especial o bloqueio das contas e a retenção dos repasses federais, a Procuradoria-Geral do Estado ingressou com medida cautelar no Supremo Tribunal Federal. A intenção é obter a suspensão da cobrança até o Estado aderir ao regime de recuperação fiscal. Um dos benefícios é a carência no pagamento da dívida por três anos. Na prática, o incompetente governo de Sartori está querendo uma antecipação dos benefícios do acordo com a União, embora esse acordo muito provavelmente não seja assinado, justamente porque o governo gaúcho não consegue entregar as contrapartidas, na forma da privatização ou federalização das estatais CEEE, Sulgás e CRM, que a classe política gaúcha refuga entregar. E essa é uma das exigências da lei federal. 

Como o Rio de Janeiro conseguiu a suspensão do pagamento da dívida até a assinatura do contrato, o muito incompetente e inapetente governador José Ivo Sartori imagina que será possível estender esse benefício junto ao Supremo Tribunal Federal. Ocorre que o Rio de Janeiro aprovou a entrega de garantias e também o limite de gastos públicos. Já o Rio Grande do Sul não consegue aprovar nada na inútil e muito corporativa Assembléia Legislativa. 

RBS demite Wianey Carlet por chamar Paulo Santana de "filho da puta" com o microfone aberto


O Grupo RBS comunicou no final da tarde desta segunda-feira a demissão de um dos seus mais antigos funcionários. Wianey Carlet, comentarista da Rádio Gaúcha e colunista do jornal Zero Hora, foi demitido após uma enorme polêmica gerada no último sábado, quando, ao vivo no microfone da da emissora, que imaginava estar fora do ar, insultou Paulo Sant’Ana, que morreu há cerca de uma semana por parada cardíaca, chamando-o de "filho da puta". Segundo comunicado oficial emitido pela empresa de mídia, a razão central da demissão é que Wianey “não está mais alinhado ao posicionamento adotado pelos veículos da RBS”. No caso citado acima, o comentarista chegou a dizer que “não sentiu” a morte de Sant’Ana pois o achava “muito filho da puta". Paulo Sant’Ana era um cronista e comentarista do Grupo RBS e ao lado de Wianey dividiu por muitos anos a mesa do Sala de Redação, da Rádio Gaúcha. Sant'Ana se notabilizou por sua postura de subordinação canina à família Sirotski. Esse fato é ironizado hoje por outro comunicado, Duda Garbi, que apatifa a situação, dizendo a todo momento, em suas imitações, que tudo pertence ao "Nelson", referindo-se a Nelson Sirotski.  

A partir desta terça-feira, dia 1°, o espaço em ZH que era ocupado por Wianey será de Pedro Ernesto Denardin, que ganha uma coluna no jornal de maior circulação do Rio Grande do Sul. O Supersábado, programa da Gaúcha, passará a ser ancorado por Fernando Zanuzo ao lado de Andressa Xavier. Já o elenco o Sala de Redação se mantém intacto. 

Wianey Carlet deixa a RBS após 22 anos de casa. Neste período, tornou-se um dos principais comentaristas esportivos da empresa, mas também acumulou algumas polêmicas. Em 2009, ele chegou a comparar Taison e Messi em um artigo. Já em 2014, foi duramente criticado pelo técnico colorado Abel Braga em uma entrevista coletiva. Além da RBS, Wianey teve passagens pelas rádios Sideral, em Getúlio Vargas, Erechim, Difusora (atual Rádio Bandeirantes), Sucesso e Guaíba. O episódio de Wianey Carlet deixa às claras a síndrome que acomete os comunicadores da RBS, a do "estrelismo", por se consideraram famosos e muito importantes, cultivando todos um narcisismo inadequado. Não foi o primeiro a chamar alguém de "filho da puta" em microfone aberto da Rádio Gaúcho. O outro que xingou foi Kenny Braga, ex-integrante do programa Sala de Redação, que também dedicou a xingação a Paulo Sant'Ana. Isso parece indicar o quanto ele era estimado pelos colegas. 


Adriana Ancelmo, a "Riqueza", diz que foi seu ex-sócio que tratou de processos relacionados a Eike Batista


A advogada Adriana Ancelmo, a "Riqueza", também chamada de "garota do Leblon", mulher do ex-governador do Rio de Janeiro, o corruptibilíssimo peemedebista Sérgio Cabral, afirmou durante interrogatório, nesta segunda-feira (31), não ter atuado diretamente nos processos relacionados ao empresário Eike Batista. Segundo a ex-primeira-dama do Rio de Janeiro, esses casos foram conduzidos pelo seu ex-sócio e ex-marido, o advogado Sérgio Coelho. 

Adriana Anselmo, Sérgio Cabral e o bilionário piramista de papel Eike Batista são réus em processo resultado da Operação Eficiência, deflagrada em janeiro deste ano. "Eu e Eike nos conhecemos por razões institucionais", disse ela. "Nunca estive com nenhum executivo do grupo EBX nem de empresas ligadas a ele. Os trabalhos foram feitos com meu ex-sócio Sérgio Coelho", afirmou ao juiz Marcelo Bretas, responsável pelos desdobramentos da Lava-Jato no Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, o bilionário piramista de papel Eike Batista pagou mais de R$ 1 milhão em propina a Sérgio Cabral por meio do escritório de advocacia de Adriana Ancelmo. Segundo os procuradores, para ocultar o repasse, foi firmado um contrato entre o escritório da mulher de Cabral e a EBX, de Eike. A mulher do ex-governador, que está atualmente em prisão domiciliar em seu apartamento-mansão no Leblon, detalhou que havia três demandas das empresas de Eike no escritório. Uma delas era uma auditoria jurídicas em ativos da REX, empresa de desenvolvimento imobiliário do grupo de Eike. A outra era referente a uma disputa entre o empresário e um ex-executivo do seu grupo, Rodolfo Landim. Uma terceira seria relacionada à Techint Engenharia. "Não atuei em momento algum em nenhuma dessas demandas", declarou ela. Bretas questionou se ela não tinha sido informada pelo contrato com Eike. "Tínhamos autonomia, o escritório era grande. Sobre a REX, sabia que estava ocorrendo a auditoria jurídica. Mas sobre Landim e Techint não tive conhecimento sobre o desenrolar disso", disse. Adriana também disse que Cabral "jamais" pediu a empresas para fazer contratos com seu escritório.

Lava Jato pede que Lula devolva R$ 87 milhões à Petrobras

Ao recorrer por uma pena mais pesada ao chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula - condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso triplex -, a força-tarefa da Operação Lava Jato pretende, ainda, que o petista seja obrigado a devolver R$ 87,6 milhões aos cofres públicos, e não R$ 16 milhões, como fixou o juiz Sérgio Moro, na sentença imposta ao petista. O valor estipulado por Moro levava em consideração o caixa de propinas que a OAS teria manteve em benefício de Lula e o montante pleiteado pelos procuradores é correspondente ao prejuízo causado por desvios na Petrobras em contratos com a empreiteira.

O Ministério Público Federal entrou com apelação ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região para aumentar a pena de Lula relativa à suposta aquisição do Triplex, junto a OAS, e as reformas, que causaram ao petista a condenação por um crime de lavagem de dinheiro e um crime de corrupção passiva. Os procuradores da República também querem que Lula e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, sejam condenados pelo branqueamento de capitais no valor de R$ 1,3 milhão pelo armazenamento de bens do ex-presidente custeado pela OAS em contrato com a Granero.

O juiz federal Sérgio Moro já bloqueou R$ 660 mil em contas correntes de Lula e R$ 9 milhões de fundos em nome dele na BrasilPrev, do Banco do Brasil. O confisco de valores relacionados ao ex-presidente leva em consideração o valor de R$ 2,2 milhões referente ao triplex no Guarujá e as respectivas reformas bancadas pela empreiteira OAS. "Como já decretado o sequestro e o confisco do apartamento, o valor correspondente deve ser descontado dos dezesseis milhões, restando R$ 13.747.528,00. Cabe, portanto, a constrição de bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o montante de R$ 13.747.528,00.", afirmou Moro, em sentença.

O Ministério Público Federal sustenta, no entanto, que dos contratos da Petrobras relacionados às obras das Refinaria Getúlio Vargas, no Paraná, e Abreu e Lima, em Pernambuco, com a empreiteira OAS, nos quais "se comprovou a prática de corrupção" envolvendo os ex-executivos Renato Duque e Pedro Barusco, 3% foram destinados ao pagamento de propinas, com prejuízo de R$ 87,6 milhões.

"Observado que a propina foi paga com recursos oriundos dos contratos e aditivos obtidos de forma fraudulenta junto à Petrobras, não há como fixar valor menor que o minimamente correspondente à peita para indenizá-la. Assim, imperiosa a condenação de Lula também no montante de R$ 87.624.971,26, a título de dano mínimo", argumenta o Ministério Público Federal.

Os procuradores da República consideram que o petista tinha responsabilidade sobre as indicações e os "atos delituosos" de Duque e Barusco enquanto estavam na estatal. "Já no que respeita a Léo Pinheiro e Agenor Medeiros, deve o dano mínimo ser arbitrado em R$ 58.401,010,26 (vantagens pagas a agentes públicos e políticos ligados à Diretoria de Serviços), tendo em vista que o pagamento das vantagens indevidas à Diretoria de Abastecimento da Petrobras em razão da contratação dos Consórcios CONPAR e RNEST-CONEST foi anteriormente julgado pelo Juízo da 13.ª Vara Federal de Curitiba em sede da ação penal nº 5083376-05.2014.4.04.7000, oportunidade em que condenados ao pagamento de indenização aos danos causados por referida conduta delituosa à Petrobras, no valor de R$ 29.223.961,00", pediu a força-tarefa.

Milhares de judeus participaram de ato religioso no Monte do Templo


Milhares de fiéis compareceram nesta segunda-feira ao Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém, por causa do Tisha Beav, um dia de luto em homenagem à destruição de dois templos judeus. Trata-se da primeira grande concentração de judeus na Cidade Velha, em Jerusalém, desde o estopim de violência nas duas últimas semanas, após um atentado armado realizado por terroristas árabes na esplanada do Monte do Templo seguido por uma tentativa israelense de instaurar novas medidas de segurança nos acessos ao local. Os confrontos deixaram seis mortos e centenas de feridos no lado palestino. Entre os israelenses, três pessoas morreram esfaqueadas por um terrorista palestino em uma colônia da Cisjordânia. Um porta-voz da polícia informou que foram mobilizadas unidades policiais suplementares para garantir a segurança durante as 24 horas de jejum.

O Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado do Judaísmo, é um dos muros de contenção do segundo Templo judeu, destruído pelos romanos no ano 70, e se encontra na parte baixa do Monte do Tempo. "Não sou realmente religiosa, mas para mim é importante vir aqui para esta comemoração neste dia de luto", explicou Leora Kaufman, israelense de 25 anos. O Tisha Beav relembra vários desastres na história do Judaísmo: a destruição do Templo de Salomão, 600 anos antes de Cristo; a do segundo Templo, no ano 70; e a expulsão dos judeus da Espanha, em 1492.

Percentual de endividados no Brasil cresce para 57,1% entre junho e julho



O percentual de famílias endividadas no País cresceu de 56,4% em junho para 57,1% em julho deste ano, segundo dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgados hoje (31), no Rio de Janeiro, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Apesar disso, o percentual caiu na comparação com julho de 2016 (57,7%).  O percentual de inadimplentes, isto é, aqueles que têm contas ou dívidas em atraso, chegou a 24,2% em julho deste ano, proporção inferior a junho (24,3%), mas superior a julho de 2016 (22,9%). Ainda segundo a CNC, as famílias que não terão condições de pagar suas dívidas ficaram em 9,4%, abaixo do total de junho (9,6%), mas acima de julho de 2016 (8,7%). A maior parte das dívidas dos brasileiros é com cartão de crédito (76,8%), seguido por carnês (15,4%), crédito pessoal (11%), financiamento de carro (10,1%) e financiamento de casa (8%). O tempo médio de atraso nos pagamentos é de 63,1 dias.

Secretário geral da OEA diz que eleição da constituinte na Venezuela foi um tremendo fracasso


A jornada eleitoral de domingo para escolher a Assembleia Nacional Constituinte na Venezuela foi um "tremendo fracasso", avaliou nesta segunda-feira (31) o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. O diplomata uruguaio acrescentou que não reconhece o resultado da votação. Em nota oficial, Almagro disse que o governo venezuelano quer "disfarçar a realidade, disfarçar de sucesso e festa cívica o que, na realidade, foi um tremendo fracasso". De acordo com Almagro, era "sabido" que as autoridades venezuelanas anunciariam mais de oito milhões de votos e, por isso, os números oficiais não deixam dúvidas sobre "a total ilegitimidade do processo e a desleal manipulação do sistema eleitoral e de seus resultados". 

Sustentou também que "o processo realizado no domingo é absolutamente nulo, dado que a eleição da Assembleia Constituinte foi realizada massacrando os princípios básicos de transparência, neutralidade e universalidade". Por isso, acrescentou, "a Secretaria-Geral da OEA desconhece a totalidade do processo fraudulento". Além disso, assinalou em sua nota, o tribunal eleitoral venezuelano "perdeu todo o vestígio de legitimidade". Almagro também responsabilizou o governo pelas mortes durante a jornada. "Foi um dia de luto para a Venezuela. Foi um dia de violência e morte executadas com a raiva covarde dos ditadores contra o povo", afirmou.

Petista Zarattini diz que seu partido vai pedir à PGR para investigar Henrique Meirelles pela consultoria para a J&F

O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), afirmou que o partido vai pedir à Procuradoria-Geral da República para que abra uma investigação contra o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, por ter prestado consultorias a empresas do grupo J&F. Segundo ele, não basta que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, investigue o presidente Michel Temer após a delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Na visão do petista, o ministro da Fazenda também deveria ser alvo de inquérito. "Nós consideramos fundamental que se investigue o ministro da Fazenda, porque o ministro da Fazenda é tido como aquele que dá estabilidade à gestão econômica do País", disse. Na semana passada, o site BuzzFeed publicou uma reportagem afirmando que Meirelles recebeu R$ 217 milhões em pagamentos no Exterior por serviços prestados como consultor de empresas antes de assumir o ministério, dos quais pelo menos R$ 50 milhões após entrar para o governo.

"É evidente que, pelo volume de dinheiro, o senhor Henrique Meirelles tinha amplo conhecimento das atividades, das decisões, da gestão do grupo J&F; e da JBS propriamente dita", afirmou Zarattini. Em nota, o ministro disse que os pagamentos foram feitos no Exterior por conveniência dos seus clientes e que os rendimentos que recebeu de sua empresa de consultoria em 2016 se referem a serviços prestados ao longo de quatro anos para vários clientes, em projetos de duração variável que foram concluídos em 2015.

Além da nova frente na PGR, o PT também vai apresentar um requerimento para tentar convocá-lo a dar explicações na Câmara. Desde que a delação dos irmãos Batista envolvendo Temer veio à tona, em 17 de maio, Meirelles tem sido apontado com um dos eixos de sustentação do governo e tem conseguido manter a agenda econômica mesmo diante da crise.

Comissão de Ética da Presidência da República abre investigação contra o petista Bendine, amigão da Val


A Comissão de Ética da Presidência da Presidência da República instaurou nesta segunda-feira (31) inquérito para apurar eventual improbidade administrativa cometida pelo ex-presidente da Petrobras , o petista Aldemir Bendine, amigão da Val, preso na última quinta-feira (27). A investigação é baseada na delação premiada de executivos da Odebrecht, segundo os quais ele teria solicitado R$ 3 milhões em propina a fim de proteger a empreiteira em contratos da estatal. Segundo os delatores Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, os pagamentos foram feitos em três parcelas, em espécie, em junho e julho de 2015. Bendine, André Gustavo e seu irmão, Antônio Carlos Vieira da Silva Jr., foram presos temporariamente. Antônio Carlos foi detido no Recife, ao sair para uma caminhada na praia, pela manhã. Os irmãos foram operadores dos pagamentos a Bendine: foram eles que receberam os R$ 3 milhões em espécie, num apartamento em São Paulo. Eles também firmaram um contrato de prestação de serviços de consultoria com a Odebrecht, no valor exato da propina -contrato que os investigadores consideram ser fraudulento. Com a abertura da investigação, foi concedido prazo de dez dias para que o ex-presidente da Petrobras apresente a sua defesa. Caso seja constatado desvio ético, o órgão federal poderá aplicar a Bendine sanção de repreensão pública, uma espécie de mancha no currículo, mas que não o impede de exercer novos cargos públicos.

Juiz Sérgio Moro diz na ordem de prisão preventiva que propina é "prática corriqueira" do petista Bendine

Ao mandar prender em regime preventivo o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, o petista Aldemir Bendine, amigão da Val, nesta segunda-feira, 31, o juiz federal Sérgio Moro afirmou que pedir propina é "uma prática corriqueira" para o executivo. "De particular gravidade, a solicitação e o recebimento, em cognição sumária, de vantagem indevida em dois momentos temporais e circunstanciais distintos. Teria solicitado vantagem indevida no cargo de Presidente do Banco do Brasil e teria reiterado a solicitação depois de assumir o cargo de Presidente da Petrobras", afirmou Moro, no despacho em que converteu a prisão temporária de Bendine em preventiva, ou seja, sem prazo para terminar.

Bendine e os irmãos André Gustavo e Antonio Cláudio Vieira da Silva, seus operadores financeiros, foram presos temporariamente na quinta-feira, 27, pela Operação Cobra, 42.ª fase da Lava Jato. O ex-presidente da Petrobras é suspeito de receber R$ 3 milhões em propina da Odebrecht. Para o magistrado, é "especialmente assustador" que Bendine tenha recebido duas parcelas de propina em 24 de junho de 2015 e 1.º de julho de 2015, "após a efetivação da prisão preventiva do presidente do Grupo Odebrecht (Marcelo Odebrecht) em 19 de junho de 2015". O juiz da Lava Jato citou, na decisão, um trecho do diálogo travado pelo empresário Joesley Batista e pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG). A conversa foi gravada por Joesley e entregue à Procurador-Geral da República como parte do acordo de delação premiada do executivo.

"Também relevantes, mais recentemente, o fato de o empresário Joesley Batista, em diálogo gravado, teria indicado o nome de Aldemir Bendine para a Presidência da Vale em troca de compensação financeira a seu grupo e a agentes políticos, acordo criminoso este que contaria com o conhecimento de Aldemir Bendine", lembrou Moro: "Essa sucessão de fatos sugere que a solicitação e o recebimento de vantagem indevida por Aldemir Bendine não foram algo ocasional em sua vida profissional, mas uma prática corriqueira". 

Bolsonaro anuncia ingresso no nanico PEN, para concorrer à Presidência da República


O partido ao qual o deputado Jair Bolsonaro anunciou que se filiará, o PEN (Partido Ecológico Nacional), é uma dissidência do PSC, vinculado à Assembleia de Deus, a maior igreja evangélica do País. Fundado em 2012, o PEN hoje tem estatura pequena: apenas três deputados federais e 15 estaduais. A chegada de Bolsonaro deverá trazer uma leva de congressistas. Conforme Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), seu filho, e aproximadamente mais 15 deputados federais deverão seguir o potencial candidato a presidente. A sigla espera também ampliar a bancada de estaduais para algo em torno de 30 deputados. Em troca, o grupo de Bolsonaro deverá ocupar ao menos seis cargos na Executiva do partido, que promete também mudar de nome. Uma enquete em rede social mostrou que a maioria dos seguidores prefere o nome Patriota. 

A ampliação da bancada do PEN na Câmara pode ser fundamental para a campanha de Bolsonaro, caso o Congresso aprove o fim das coligações e com isso restrinja o cálculo do tempo de TV ao número de cadeiras do partido do candidato. O potencial presidenciável contrariou a recomendação de líderes da Assembleia de Deus ao anunciar a desfiliação do PSC e tornar pública sua disputa com o presidente do partido, Pastor Everaldo. Citado na Operação Lava Jato, Everaldo perdeu prestígio no segmento evangélico. Bolsonaro, cujo discurso é em grande medida calcado na crítica à corrupção, menciona frequentemente o envolvimento de Everaldo no escândalo e o ataca por coligações com o PCdoB em Estados como o Maranhão. Everaldo não quis comentar, disse apenas que "deseja muito boa sorte ao deputado Jair Bolsonaro nessa nova jornada". "Eu falei para o Bolsonaro que achava que ele tinha que ficar no PSC e conquistar o partido, independentemente do Everaldo", afirmou o pastor Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. "Eu disse a ele, 'não interessa se está em discórdia com o presidente. Ganhe o partido, é uma maneira de mostrar a sua capacidade política'." O pastor se disse dividido entre apoiar em 2018 Bolsonaro ou o prefeito paulistano João Doria (PSDB). 

Segundo Malafaia, o fundador do PEN, Adilson Barroso, "é um zero à esquerda no mundo evangélico, não tem nenhuma influência, não tem poder de nada". Fiel da Assembleia de Deus em Barrinha (SP), região de Ribeirão Preto onde foi cortador de cana na infância, Barroso afirmou não ter influência na igreja. "Não tenho entrada nenhuma, mas é natural que, assim que a gente oficializar a pré-candidatura de Bolsonaro, a gente vai em todos os segmentos, em todas as religiões, e vamos mostrar que temos habilidade para gerir o Brasil", disse o presidente do PEN, que emendou que não "mistura política com religião". Evangélicos estão à frente do partido e comandam diretórios em Estados como Paraná e Mato Grosso do Sul.

Lucro do Itaú Unibanco cresce 10,7% no segundo trimestre e alcança R$ 6,17 bilhões


O Itaú Unibanco teve crescimento de 10,7% no lucro líquido no segundo trimestre, alcançando R$ 6,17 bilhões, com ajuda do aumento da receita com serviços e tarifas bancárias e com a redução das provisões contra calotes de clientes. Os números foram divulgados na noite desta segunda-feira (31), na primeira vez em que o banco publicou o balanço após o fechamento dos mercados acionários no Brasil e nos Estados Unidos. O resultado recorrente exclui ganhos e gastos extraordinários. Se comparado com os três meses anteriores, houve leve queda de 0,1%. Quando se incluem esses dados, o lucro líquido cresce 9%, indo para R$ 6,014 bilhões —queda de 0,6% ante os três meses encerrados em março.

Estados Unidos acusam o psicopata ditador comuno-bolivariano Maduro de romper Constituição e anunciam sanções


O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (31) sanções contra o ditador psicopata da Venezuela, o comuno-bolivariano Nicolás Maduro, e funcionários atuais ou antigos do governo. A medida foi tomada um dia após a eleição da farsesca Assembleia Constituinte, que já havia sido repudiada pelo país norte-americano. Em comunicado, o departamento dos Estados Unidos acusa Maduro de romper com a ordem constitucional e democrática da Venezuela. "As eleições ilegítimas de domingo, 30 confirmam que Maduro é um ditador que ignora a vontade do povo venezuelano", disse o secretário do Tesouro, Steven T. Mnuchin, ao anunciar que todos os ativos do mandatário "sob a jurisdição dos Estados Unidos estão congelados". "Ao sancionar Maduro, os Estados Unidos tornam clara a oposição às políticas de seu regime e o apoio ao povo da Venezuela", diz trecho do comunicado. Nenhuma sanção relacionada ao setor petroleiro foi anunciada, mas essas medidas continuam sob consideração, de acordo com fontes do Congresso. 

Também nesta segunda-feira a União Européia condenou "o excessivo e desproporcional uso da força pelas forças de segurança" na Venezuela, onde as autoridades admitiram que dez pessoas foram mortas em confrontos entre manifestantes antigoverno e as forças de segurança durante o fim de semana. O domingo foi um dos dias mais violentos na Venezuela desde o início dos protestos em abril, uma vez que foi realizada uma eleição convocada pelo impopular governo Maduro para a formação de uma Assembleia Constituinte. "A Venezuela elegeu legítima e democraticamente instituições cujo papel é trabalhar, juntar e encontrar uma solução negociada para a atual crise. Uma Assembleia Constituinte, eleita sob circunstâncias duvidosas e às vezes violentas, não podem ser parte da solução", disse o serviço de política externa da União Européia.

Morre a legendária e mítica atriz francesa Jeanne Moreau


A atriz Jeanne Moreau, uma das mais importantes do cinema e símbolo da nouvelle vague, mítica atriz, morreu em Paris nesta segunda-feira (31), aos 89 anos. Ela atuou em mais de cem filmes ao longo de 65 anos. Em "Amantes" (1958), de Louis Malle, causou escândalo com uma cena de sexo. Quatro anos depois, em "Jules e Jim" (1962), de François Truffaut, ganhou projeção internacional ao viver o centro de um relacionamento a três. Naquela década, atuou ainda em filmes de Michelangelo Antonioni ("A Noite", de 1961), Luis Buñuel ("O Diário de uma Camareira", em 1964) e Peter Brook ("Duas Almas em Suplício", de 1960), pelo qual ganhou prêmio de atuação no festival de Cannes. "Foi-se uma parte da lenda do cinema", afirmou o presidente francês Emmanuel Macron em nota, na qual descreve Jeanne Moreau como mulher "livre, rebelde e a serviço das causas nas quais acreditava". "Tenho em mim uma espécie de energia que não controlo", disse certa vez a artista, para quem o cinema "não era uma carreira, e sim uma vida". 

Jeanne Moreau, que trabalhou até os 87 anos, pensava que, com o tempo e o sucesso, fazer seu trabalho vinha se tornando "cada vez mais difícil", sobretudo diante da "tentação, à qual não se deve ceder, de fazer qualquer coisa para agradar o público, ao invés de fazer aquilo com o que estamos profundamente de acordo". 

Jeanne Moreau nasceu em Paris em 23 de janeiro de 1928, filha de uma dançarina e de um dono de hotel e restaurante. Aos 15 anos, após ir pela primeira vez ao teatro para assistir a uma encenação de "Antígona", decidiu ser atriz. Seu sonho não foi bem recebido pelo pai. A repressão, contudo, acabou se tornando um elemento motivador. Começou sua carreira no teatro aos 19 anos, integrou a Comédie-Française e participou no primeiro Festival de Avignon, em 1947, sob a direção artística de Jean Vilar, antes de retornar ao mesmo evento 60 anos mais tarde. Interpretou mulheres rebeldes, inconformadas e à margem da sociedade. Em "Duas Almas em Suplício" viveu uma figura da burguesia insatisfeita, atormentada. Protagonista de "Jules e Jim", filme cult da nouvelle vague, encarnou uma mulher livre e moderna, enquanto em "A Noiva Estava de Preto" (1968), também de Truffaut, fez o papel de uma assassina movida por vingança. 

Em 1998 recebeu um Oscar honorário e, dez anos depois, um César honorário, da Academia de Cinema francesa. Em 2009, foi homenageada no Festival do Rio de Janeiro, no qual participou ao lado do cineasta Cacá Diegues, que a dirigiu em "Joana Francesa" (1973). No filme, não só fazia a personagem-título como entoava a canção homônima de Chico Buarque. 

Jeanne Moreau teve uma carreira paralela como cantora; seu maior hit foi "Le Tourbillon de la Vie", da trilha de "Jules e Jim". Moreau casou-se duas vezes. A primeira em 1949, com o cineasta Jean-Louis Richard, pai de seu filho, Jérôme. Seu segundo matrimônio, com o diretor americano William Friedkin, durou dois anos, de 1977 a 1979. A atriz foi encontrada morta em sua residência na capital francesa. 

Irã, o efetivo e grande inimigo de Israel

Leia esta importante nota do jornalista e filósofo Luis Milman: "A liderança israelense atual está convencida que o Irã é a maior ameaça à existência de Israel, devido a motivos bem definidos: o país dos aiatolás já detém parte considerável do poder na Síria e no Líbano, países em que dá suporte, respectivamente, a Assad e ao Hezbollah; o Irã está envolvido em um confronto com a sunita Arábia Saudita no Iêmen, pelo controle total do país; O Iraque, país de maioria xiita, não tem a menor condição de enfrentar uma ameaça iraniana; os aiatolás fizeram o acordo com Barak Hussein Obama, que, em troca de um compromisso, por parte dos iranianos, de não fabricarem armas nucleares, possibilitou a eles a liberação de cerca de 500 bilhões de dólares em fundos retidos em bancos americanos e cerca de mais 500 bilhões retidos em bancos europeus. Por causa deste quadro, é muito plausível que em poucos anos, os iranianos sintam-se fortes o suficiente para confrontar Israel diretamente. A única forma de enfrentar a força assustadoramente crescente do Irã é retomar a política, por parte dos Estados Unidos e da Europa, do congelamento de fundos, porque os iranianos sequer necessitam fabricar armas atômicas para que possam contar com elas. Se e quando quiserem, eles contam com o apoio do Paquistão, por exemplo, para armar seus mísseis de longo alcance, com ogivas nucleares

Empresários bucaneiros caipiras da família Batista vendem a Vigor para o grupo mexicano Lala

A J&F, dos irmãos bucaneiros caipiras Wesley e Joesley Batista, vendeu a Vigor para a mexicana Lala. O valor do negócio foi de R$ 5,8 bilhões para a J&F/JBS. Os papéis foram assinados nesta segunda-feira, em São Paulo. A aprovação do negócio pela Lala, contudo, só acontecerá na quinta-feira, durante uma reunião do conselho de administração da empresa mexicana.