segunda-feira, 31 de julho de 2017

Valor dos bônus da Venezuela cai após nova rodada de sanções dos Estados Unidos

O valor dos bônus da Venezuela caiu nesta segunda-feira no mercado secundário, após os Estados Unidos anunciarem sanções adicionais contra o país. Mais cedo, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra o ditador psicopata da Venezuela, o comuno-bolivariano Nicolás Maduro. De acordo com o governo americano, a votação para nova Constituinte neste domingo teve como missão "usurpar o papel constitucional da Assembleia Nacional, que foi democraticamente eleita". De acordo com o UBS Wealth Managment, os preços dos bônus da Venezuela com vencimento em 2038 caíram 1,1%. As notas da Petróleos de Venezuela (PDVSA), que vencem em novembro, caíram 0,9%.

Os investidores temem que, além das sanções contra Maduro, a escalada da violência na Venezuela possa fazer com que Caracas deixe de pagar os US$ 725 milhões em dívida que vence nos próximos meses. Alguns investidores alegam, no entanto, que as medidas do Departamento do Tesouro não atingem a principal fonte de receita da Venezuela: as compras de petróleo pelos Estados Unidos. No comunicado desta segunda-feira, o Tesouro americano não citou a possibilidade de suspender as compras. Perguntado, o secretário Steven Mnuchin não descartou, mas não considerou, as chances de paralisação da importação de petróleo venezuelano.

Moro decreta prisão preventiva do petista Bendine, o amigão da Val, que agora ficará preso muito tempo


O juiz federal Sérgio Moro colocou nesta segunda-feira (31/7) o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, o petista Aldemir Bendine, amigão da Val, em prisão preventiva. O magistrado acolheu o pedido do Ministério Público Federal e converteu a custódia temporária de Bendine em regime por tempo indeterminado. A decisão de Moro alcança ainda os irmãos André Gustavo e Antonio Carlos Vieira da Silva, supostos operadores financeiros de Bendine. “Defiro o requerido pelo Ministério Público Federal, para, presentes os pressupostos da prisão preventiva, boa prova de materialidade e de autoria, e igualmente os fundamentos, risco à ordem pública, à instrução e à aplicação da lei penal, decretar, com base nos arts. 311 e 312 do CPP, a prisão preventiva de Aldemir Bendine, André Gustavo Vieira da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior”, ordenou Moro.

Bendine foi preso na quinta-feira (27) na Operação Cobra, 42ª fase da Lava Jato. O ex-presidente da Petrobras é suspeito de ter recebido R$ 3 milhões em propina da Odebrecht. Segundo os procuradores, foram encontrados elementos que reforçam as suspeitas contra Bendine e os dois publicitários ligados a ele. “Na busca e apreensão efetuada na residência de Aldemir Bendine, em São Paulo/SP, foram encontradas anotações que corroboram o depoimento dos colaboradores e revelam que, de fato, Aldemir Bendine informava-se ativamente sobre o arrolamento da dívida da Odebrecht Agroindustrial que baseou seu pedido inicial de propina a Fernando Reis (executivo da Odebrecht), por meio de André Gustavo”, informa o Ministério Público Federal.

Juiz Sérgio Moro decreta bloqueio de R$ 3,4 milhões do petista Aldemir Bendine, o amigão da Val


Preso na última quinta-feira na Operação Cobra, 42ª fase da Lava Jato, o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, o petista Aldemir Bendine, amigão da Val, teve 3.417.270,55 reais bloqueados em três contas bancárias. O bloqueio foi determinado pelo juiz federal Sergio Moro, que estipulou em até 3 milhões de reais o valor a ser confiscado, montante que corresponde à propina paga pela empreiteira Odebrecht a Bendine, conforme a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. 

Na conta de Aldemir Bendine no Banco do Brasil, que ele presidiu entre 2009 e 2015, o Banco Central informou a Moro que foram bloqueados 3 milhões de reais. Também foram retidos 417.253,09 reais no Bradesco e 17,46 reais na Caixa Econômica Federal. Como o valor confiscado ultrapassou o limite estipulado no caso de Bendine, a defesa dele pode requerer a restituição do excedente e o juiz decidirá sobre a devolução. 

Operadores do pagamento ilícito a Aldemir Bendine e presos na Operação Cobra, os irmãos Antônio Carlos e André Gustavo Vieira da Silva também tiveram recursos bloqueados, assim como a empresa MP Marketing, Planejamento Institucional e Sistema de Informação Ltda., da qual são sócios. Nos três casos, o valor máximo a ser bloqueado também era de 3 milhões de reais. 

Investigado pela Lava Jato como responsável por receber o dinheiro sujo do departamento de propinas da Odebrecht em três parcelas de 1 milhão de reais, em 2015, Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior teve 18.836 reais bloqueados pelo Banco Central. Desse valor, 17.467,58 reais estão em uma conta no Banco do Brasil e 919,23 reais, no Banco Safra. 

Já seu irmão, o publicitário André Gustavo Vieira da Silva, teve 637.285,53 reais confiscados, divididos entre 631.210,15 reais no Banco Original e 6.075,38 reais no Banco de Brasília. Segundo as investigações do MPF, André Gustavo declarou à Receita Federal e pagou impostos sobre os 3 milhões de reais recebidos pela Odebrecht, justificados como “consultoria” da MP Marketing à Odebrecht Ambiental. 

A empresa, que recebeu o valor milionário da empreiteira, teve bloqueados apenas 36,41 reais. Os investigadores apontam “fortes evidências” de que a MP marketing seja um negócio de fachada, entre as quais o fato de que, apesar do faturamento alto e das atividades que alega exercer, a firma não tinha, entre 2006 e 2016, nenhum funcionário registrado na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho. 

Em seus acordos de delação premiada firmados com a Procuradoria-Geral da República, o empreiteiro ptopinrito Marcelo Odebrecht e o ex-executivo da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis, informaram terem sido cobrados pelo petista Aldemir Bendine e emissários dele em dois momentos. 

No primeiro, quando Bendine estava à frente do Banco do Brasil, André Gustavo Vieira da Silva teria procurado a empresa e pedido 17 milhões de reais em troca do prolongamento de um empréstimo da Odebrecht Ambiental no banco estatal. Segundo as colaborações, esse primeiro valor não foi pago. 

Já em 2015, quando o executivo estava prestes a ser nomeado pela então presidente Dilma Rousseff (PT) para o comando da Petrobras, Vieira da Silva teria voltado a fazer contato. Dessa vez, a solicitação foi de 3 milhões de reais e, conforme os delatores, foi cumprida. A contrapartida, dizem Odebrecht e Reis, era uma espécie de proteção à construtora dentro da petroleira em meio à Operação Lava Jato.

Petrobras produz mais petróleo no pré-sal do que no pós-sal pela primeira vez


A produção de petróleo no pré-sal em junho atingiu 1,353 milhão de barris por dia (bpd), enquanto a do pós-sal foi de 1,322 milhão de bpd, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta segunda feira. Foi a primeira vez que a produção do pré-sal superou a da do pós-sal. A produção total de petróleo no país também cresceu 0,8% em junho ante maio, para 2,675 milhões de bpd, em seu segundo avanço mensal consecutivo. Em relação a junho do ano passado, a alta foi de 4,5%. 

A área do pré-sal corresponde aos campos de petróleo que ficam abaixo de uma espessa camada de sal, no leito do oceano Atlântico. A Petrobras estima que a região seja de um tamanho equivalente a três vezes o Estado do Rio de Janeiro. A descoberta do petróleo nessa área foi uma das maiores do mundo nas últimas décadas. O crescimento na área foi devido à elevada produtividade, ao tamanho dos campos e pesados investimentos da Petrobras. A estatal levou 45 anos para alcançar em 1998 seu primeiro milhão de barris. Já o pré-sal levou menos de 10 anos para superar os locais tradicionais de produção. O resultado foi atingido com poucos campos produtores gigantes, como Tupi e Sapinhoá, além de Barracuda, Jubarte, Baleia Azul e Baleia Franca. 

Os campos operados pela Petrobras produziram 94% petróleo e gás natural em junho, com 2,074 milhões de bpd. Nos primeiros meses do ano, a produção havia sido afetada por um grande número de paradas para manutenção da empresa, depois de o País registrar em dezembro um recorde de produção. Já a anglo-holandesa Shell, segunda maior produtora de óleo e gás do Brasil e principal sócia da Petrobras em áreas do pré-sal, produziu 315,048 mil bpd no mês, alta de 6% ante o mês anterior.

Eike Batista omite em depoimento o pagamento de propina ao peemedebista Sérgio Cabral

O empresário bilionário de papel e propineiro Eike Batista prestou depoimento nesta segunda-feira e ficou em silêncio ao ser questionado sobre pagamentos de propina a Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio de Janeiro. Ele negou que tivesse relação próxima ao peemedebista, mas admitiu que emprestou um de seus aviões ao mordômico Sérgio Cabral. As afirmações foram feitas em depoimento conduzido pelo juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos desdobramentos em primeira instância da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. O empresário, fundador do ficcional Grupo X, uma pirâmide de papel, é um dos réus da Operação Eficiência, deflagrada em janeiro. “Quero colaborar 100% com a Justiça. É meu dever. Sobre essa questão (pagamento de propina a Sérgio Cabral), a recomendação dos meus advogados neste instante é ficar em silêncio”, disse o piramista Eike Batista, em um depoimento que durou 13 minutos.

O empresário está em processo de elaboração dos anexos do acordo de delação premiada que serão entregues ao Ministério Público Federal. Além de Sérgio Cabral, Eike Batista citará em sua colaboração o chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula (PT) e o petista Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda no governo da mulher sapiens Dilma Rousseff (PT). Eike Batista é acusado de pagar 16,5 milhões de dólares em propinas a Sérgio Cabral para obter vantagens nos negócios. Além disso, teria desembolsado 1 milhão de reais em propina ao ex-governador por meio de contrato fraudulento com o escritório de advocacia da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral. 

Em sua defesa, o empresário afirmou ter feito diversas doações a instituições do Rio de Janeiro, como o Hospital da Criança, em Botafogo. Ele exaltou empreendimentos próprios no Estado. “Empreendi alguns grandes projetos no Rio de Janeiro, como o Superporto do Açu e o Porto Sudeste, em Itaguaí, onde foram investidos, em cada um deles, mais ou menos 10 bilhões de reais. Hoje, graças a Deus, ajudam a gerar divisas para o Brasil”, disse o empresário a Bretas. O piramista Eike Batista confirmou o empréstimo de um avião ao peemedebista propineiro Sérgio Cabral, mas ressaltou que a concessão foi feita sem que houvesse uma relação de amizade entre eles. “Tinha três aviões e as pessoas sabiam que eles, muitas vezes, estavam parados. As pessoas tinham liberdade de pedir e é difícil dizer não ao governador de usar o seu maquinário”, afirmou. A decisão de não emprestar mais aviões a políticos foi tomada após um acidente com um dos aparelhos, disse Eike Batista. “Assim foi feito”, garantiu. O empresário foi indiciado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro e está, atualmente, em prisão domiciliar. 

Flávio Godinho, ex-vice-presidente do Flamengo e ex-executivo do Grupo EBX, também foi interrogado por Bretas, mas optou por ficar em silêncio: “Quero ratificar que tenho total interesse em colaborar, mas atenderei a orientação dos meus advogados e ficarei calado.”

Juiz maranhense absolve o doleiro Youssef, o que é absolutamente normal


O juiz Clésio Coelho Cunha, da 3ª Vara Criminal de São Luís, absolveu o doleiro Alberto Youssef das acusações de lavagem de dinheiro e associação criminosa pelo suposto pagamento de R$ 3 milhões de reais à empresa Constran-UTC Engenharia. Segundo o Ministério Público do Estado do Maranhão, o dinheiro seria usado em troca de favorecimento em contratos de R$ 134 milhões da empreiteira com o governo maranhense da sinhazinha Roseana Sarney. Youssef foi condenado na Lava-Jato a mais de 100 anos de prisão em vários processos. Como assinou acordo de colaboração premiada, entretanto, passou apenas três anos preso. Clésio Coelho Cunha também inocentou o ex-secretário da Casa Civil do Maranhão, João Guilherme Abreu. Há 15 dias, ele absolveu a ex-governadora Roseana Sarney das mesmas acusações. Seria esperar demasiado, e ser absurdamente crédulo, para esperar que a Justiça maranhense fosse adotar atitude oposta em caso de interesse da oligarquia Sarney, que domina o Estado há bem mais de 50 anos.

O petista Bendine começa teatrinho na Lava Jato, antes de marchar para a delação premiada

O ex-executivo das estatais relatou que, em 2014, quando ocupava a presidência do Banco do Brasil, reuniu-se com o executivo da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis. No encontro, intermediado pelo publicitário André Gustavo Vieira da Silva, também preso, Aldemir Bendine disse ter ouvido demandas de Reis por financiamento a obras em Angola e Portugal que, de acordo com ele, não foram atendidas pelo banco.

Bendine também citou entre episódios recentes que deixaram “algumas rusgas” com Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo que leva seu sobrenome, a negativa do Banco do Brasil por financiamento da Arena Corinthians, em São Paulo, e a rejeição de garantias dadas pela empreiteira em outro projeto. Aldemir Bendine atribuiu as desavenças com o empresário à “personalidade difícil” do sinhozinho baiano Marcelo Odebrecht. Depois de sua nomeação à presidência da Petrobras, Bendine afirmou à Polícia Federal que se reuniu uma vez com Marcelo Odebrecht e Fernando Reis em Brasília, na casa de Vieira da Silva, e que também se encontrou com o grande babalorixá empresarial propineiro Emílio Odebrecht e Newton de Souza, ex-presidente do grupo, no escritório de Advocacia Matos Filho, em São Paulo.

No encontro com Marcelo Odebrecht, em maio de 2015, Aldemir Bendine relatou à Polícia Federal que o empreiteiro “praticamente se resumiu a reclamar da postura do governo em relação à Operação Lava Jato” e pretendia, com essa postura, fazer com que o ex-presidente da petrolífera levasse um recado ao governo da então presidente Dilma Rousseff. Segundo Bendine, ele deixou claro a Odebrecht que não fazia parte “do executivo do governo”.

A reunião com o babalorixá empresarial propineiro Emílio Odebrecht, de acordo com o petista Aldemir Bendine, aconteceu em setembro de 2015 e foi “tensa, com reclamações pesadas por parte do grupo em função de uma série de cancelamentos de negócios”. Bendine afirmou à Polícia Federal que, “mesmo não explicitamente”, se sentiu ameaçado pelo tom da conversa.

Apesar das reuniões com representantes da empreiteira, o ex-presidente da Petrobras relatou à Polícia Federal que não retirou o bloqueio à Odebrecht em obras da petrolífera, endureceu as negociações com a Braskem, braço petroquímico da empresa, em um contrato de compra de nafta e deu um prejuízo de 5 bilhões de reais à empreiteira ao cancelar, “por motivos técnicos”, um contrato de afretamento sondas de perfuração. Em seus acordos de delação premiada, o sinhozinho Marcelo Odebrecht e Fernando Reis deram a versão de que Aldemir Bendine, por meio de André Gustavo Vieira da Silva, cobrou propina da empreiteira em dois momentos. No primeiro, quando Bendine estava à frente do Banco do Brasil, Vieira da Silva teria procurado a empresa e pedido 17 milhões de reais em troca do prolongamento de um empréstimo da Odebrecht Ambiental no banco estatal. Segundo os delatores, esse primeiro valor não foi pago.

Já em 2015, quando o executivo estava prestes a ser nomeado para o comando da Petrobras, Vieira da Silva teria voltado a fazer contato. Dessa vez, de acordo com Odebrecht e Reis, a solicitação foi de 3 milhões de reais e acabou cumprida, em três parcelas de 1 milhão de reais, entregues no apartamento de Antônio Carlos Vieira da Silva, irmão do publicitário. A contrapartida, dizem Odebrecht e Reis, era uma espécie de proteção à construtora dentro da petroleira em meio à Operação Lava Jato. Em seu depoimento, Aldemir Bendine negou que tenha encarregado André Gustavo Vieira da Silva a tratar de propina com a empreiteira e questionou a versão dos delatores. “Porque Marcelo Odebrecht] não perguntou se era verdadeiro que um terceiro estaria solicitando pagamentos indevidos em nome do depoente”, diz o relatório da oitiva de Bendine à Polícia Federal.

Deputado federal dá espetáculo público de cretinice e vulgaridade


A tatuagem com o nome de Michel Temer (PMDB) pode não ter custado só os 1.200 reais que o deputado federal Wladimir Costa (SD-PA) diz ter pago ao tatuador e parcelado em seis vezes no cartão de crédito. A inacreditável simpatia do parlamentar pelo presidente também foi construída à base de algum agrado: só em junho, mês que antecedeu a votação da denúncia por corrupção passiva contra Temer na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o congressista recebeu 4,79 milhões de reais em emendas parlamentares. A cota destinada a Wladimir Costa cresceu consideravelmente desde que a Procuradoria-Geral da República enviou a denúncia por corrupção passiva contra Temer para a Câmara dos Deputados analisar. Nos meses anteriores, o deputado não havia angariado nem 300 mil reais para as suas causas – foram 51.814 reais em março e 248.185 reais em abril. 

As emendas parlamentares são recursos com previsão no Orçamento federal e têm a aplicação indicada por cada congressista em obras e projetos em municípios de seus estados. Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada em 2015 tornou obrigatório ao governo o pagamento das emendas parlamentares, cujos valores devem ser desembolsados ao longo do ano.

Ministério Público Federal recorre para aumentar a pena do chefão Lula no caso do Triplex do Guarujá

Doze procuradores do Ministério Público Federal recorreram na sexta-feira da pena irrisória aplicada pelo juiz federal Sergio Moro ao chefão da organização criminosa petista, Lula, no caso do triplex do Guarujá, de apenas nove anos pelo crime de corrupção, na sentença exarada no dia 12 de julho. O argumento foi de que “em vez de buscar apoio político por intermédio do alinhamento ideológico, Lula comandou a formação de um esquema criminoso de desvio de recursos públicos destinados a comprar apoio parlamentar de outros políticos e partidos, enriquecer ilicitamente os envolvidos e financiar caras campanhas eleitorais do PT em prol de uma permanência no poder assentada em recursos públicos desviados". "Importante frisar que a distribuição de cargos para arrecadação de propina não teve por propósito único garantir a governabilidade, mas objetivou também a perpetuação no poder do próprio partido do então Presidente da República (com a majoritária distribuição de cargos), e o enriquecimento espúrio de vários agentes públicos envolvidos (tanto que expressiva porcentagem da propina foi direcionada a funcionários públicos e agentes políticos)", escreveram em trecho do documento.

Primo e tesoureiro de Aécio Neves faz delação premiada e vai contar tudo para Janot, é a chave da cadeia para o playboy mineiro


Primo e tesoureiro informal do playboy e senador Aécio Neves (PSDB-MG), o empresário Oswaldo Borges da Costa Filho, que é filho de desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal na última sexta-feira. Se resolver contar tudo o que sabe sobre a cúpula tucana, Oswaldinho, como é conhecido, ajudará a clarificar o cartel de empreiteiras que atuaram em Minas Gerais durante o governo de Aécio Neves. Oswaldinho é suspeito de ter participado de corrupção nas obras da Cidade Administrativa e de ter ajudado a formar caixa dois para o PSDB. Conforme o pai de Oswaldinho, desembargador aposentado, o próprio Tancredo Neves que o neto tinha um caráter muito flexível do ponto de vista ético.

Janot pede mais uma vez a prisão de Aécio Neves ao Supremo Tribunal Federal


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entrou hoje no Supremo Tribunal Federal com novo recurso pedindo a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) com base nas delações premiadas de executivos do Grupo J&F. Janot pretende anular decisão anterior do ministro Marco Aurélio Mello, relator de dois inquéritos contra o tucano abertos a partir da delação, que negou outro pedido de prisão e determinou o retorno do parlamentar, no mês passado, às atividades no Senado. É o terceiro pedido sucessivo feito pela procuradoria para prender o senador. Dois foram rejeitados desde a homologação da delação premiada da JBS. A questão será analisada pela Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além de Marco Aurélio. 

No mês passado, o ministro manteve decisão anterior de negar o pedido de prisão preventiva de Aécio Neves, mas proibiu o senador de deixar o país e de fazer contato com outros investigados ou réus no processo. Antes da decisão de Marco Aurélio, Aécio Neves estava afastado da atividade parlamentar por uma decisão do antigo relator do caso, ministro Edson Fachin. O tucano foi gravado pelo empresário Joesley Batista, dono do Grupo J&F, em uma conversa em que pediu ao delator 2 milhões de reais para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato.  À época, a defesa de Aécio Neves comemorou a decisão de Marco Aurélio Mello e o senador disse que sempre acreditou na Justiça e que seguiria “no exercício do mandato que me foi conferido por mais de 7 milhões de mineiros, com a seriedade e a determinação que jamais me faltaram em 32 anos de vida pública”.

Corto Maltese completa 50 anos com nova aventura na África

Corto Maltese está de parabéns: com seus 50 anos recém-completados chega com uma nova aventura na África equatorial, pelas mãos dos autores espanhóis Juan Díaz Canales e Rubén Pellejero. Passaram-se dois anos desde publicação de "Sob o sol da meia-noite", o álbum com o qual estes dois veteranos dos quadrinhos reviveram o aventureiro e capitão da Marinha Mercante criado pelo desenhista italiano Hugo Pratt em 1967, e agora conhecido no mundo inteiro.

O lançamento acabou com 20 anos de um hiato, causados pela morte de Pratt em 1995, e o sucesso editorial foi tanto que a vida de Corto se anuncia longa, já que além do número previsto em setembro ('Equatoria'), os editores prometem mais entregas depois. A nova aventura de Corto se passa em 1911 e na maior parte na África central, antes de passar pelos portos de Veneza, Alexandria e Zanzibar. O roteirista Juan Díaz Canales, conhecido pela série Blacksad, disse que teve que fazer um trabalho de pesquisa "complicado, porque a nível geográfico as fronteiras mudaram muito" desde então.

O álbum respeita muitos padrões usados por Pratt, como as páginas com quatro tiras, as gaivotas e as características do personagem, bronzeado por conta de suas aventuras nos mares, nas selvas e em paisagens congeladas. Mas também conta com novidades. "O tratamento gráfico das mulheres, inúmeras em 'Equatoria', é muito próprio de Rubén Pellejero", criador com o argentino Jorge Zentner do antiherói Dieter Lumpen, influenciado por Corto. "E a forma de escrever os diálogos se aproxima mais com o feito em Blacksd", explica Díaz Canales.

"Quisemos juntar a fidelidade a uma estética e a nossa própria evolução", afirma Pellejero, que diz se sentir "entre duas águas", ou seja, entre o respeito à figura criada por Hugo Pratt e sua própria iniciativa como autor. 

Em um plano mais técnico, Pellejero reconhece que "o rosto e a atitude do personagem são muito complicados de desenhar. E se você se afasta disso, fica um senhor com chapéu e costeletas que não é Corto Maltese". À plasticidade do personagem ajuda, não obstante, ser um clássico "adaptável a qualquer época", reconhecido por valores como a liberdade e a solidariedade com as pessoas, além de um aspecto sedutor e uma ironia característica, aponta Díaz Canales.

Ao escolher o ano de 1911, os dois autores continuam explorando uma época que Hugo Pratt obviou em suas 12 obras, o período compreendido entre o fim da guerra russo-japonesa em 1905 e o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914. "Sob o sol da meia-noite", ambientado em 1915, já adentrou essa época com uma aventura no Grande Norte americano e canadense. Lá, Corto Maltese, filho de uma cigana andaluz e de um marinheiro da Royal Navy, cruza, entre outros, com o escritor Jack London. Este ano é o aniversário de 50 anos da publicação de "A balada do mar salgado" na revista italiana Sergent Kirk.

Tanto a sociedade suíça Cong, proprietária dos direitos do autor, como a editora de Corto Maltese na Espanha, Norma, se mostram otimistas com esta 14ª aventura, após o sucesso de "Sob o sol da meia-noite", do qual foram lançados 220.000 exemplares. E, segundo Luis Martínez, editor da Norma, "a nova etapa de Corto Maltese começou forte". "'Sob o sol da meia-noite' agradou muito o fã de sempre de Corto Maltese, e também graças a ele conseguimos novos leitores", afirma. "Equatoria" sairá nas livrarias francesas em 27 de setembro, e dois dias mais tarde nas espanholas, a cores e em preto e branco. No mesmo mês será publicada na Itália e a tiragem total entre os três países será de 200.000 exemplares.

Segundo Cong, nos últimos anos as histórias de Corto Maltese foram vendidas em torno de 100.000 cópias em todo o mundo. Em 2015, com a "ressurreição" do personagem, esse número triplicou.

Justiça decide manter processo de Eduardo Cunha em Curitiba

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) manteve a decisão de não transferir para o Rio de Janeiro o processo em que o ex-deputado Eduardo Cunha responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na compra de navios-sonda para a Petrobras. A decisão atende a uma manifestação do Ministério Público Federal na 2ª Região que defende a permanência do processo na 13ª Vara Federal de Curitiba. No entendimento dos procuradores, esse é o juízo natural das ações da Lava Jato e seus desdobramentos.

De acordo com a alegação da defesa do réu, a ação não teria relação com os casos julgados no Paraná, uma vez que o processo com o qual teria conexão já foi julgado e deveria ser distribuído a uma das varas federais do Rio de Janeiro, local onde os crimes teriam sido cometidos. Mas o Ministério Público Federal da 2ª Região não concorda com o argumento. “O fato de haver um conjunto de provas que deve ser analisado por um único juízo, predeterminado por já conhecer fatos anteriores iguais aos deste caso, não pode ser desconsiderado”, disse.

O Ministério Público Federal apontou também que o Supremo Tribunal Federal, quando desmembrou a ação em relação a Cunha e à ex-deputada federal Solange Almeida, já tinha considerado que a competência para o julgamento do caso era de Curitiba. Na época, o ex-deputado ainda tinha direito a foro por prerrogativa de função e seria julgado pelo STF, mas os corréus no mesmo caso tiveram seus processos julgados no Paraná.

Solange Almeida foi durante três legislaturas, prefeita de Rio Bonito, na região metropolitana do Rio de Janeiro, nos períodos de 1997 a 2000, de 2001 a 2004 e de 2013 a 2016 e respondeu a mais de dez processos por improbidade administrativa após investigações do Ministério Público Federal.

Quase metade das pessoas que sacaram FGTS usou dinheiro para consumo

Quase metade dos brasileiros que sacaram ou estão sacando recursos inativos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pretende usar ou usará a renda extra para consumo. Segundo estudo feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 47% usaram o dinheiro dessa forma. A maior parte, cerca de 35% desse total, pretende usar ou usaram o dinheiro para cobrir despesas do dia a dia. “O fato de tantos consumidores usarem esse dinheiro extra para gastos frequentes do dia a dia é reflexo da dificuldade financeira do brasileiro que está com a renda menor. Fica o alerta para que o consumidor ajuste o seu padrão de vida para baixo, pois esse dinheiro extra é pontual e serve de alívio momentâneo”, disse a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Segundo o estudo, 35% dos trabalhadores estão usando ou usaram o dinheiro do FGTS inativo para quitar contas em atraso e 5% para abater pelo menos parte dessas dívidas. Ainda de acordo com a pesquisa, 12% das pessoas entrevistadas pretendem utilizar ou utilizaram esse dinheiro para antecipar o pagamento de contas não atrasadas, como prestações do carro e da casa. Uma estimativa feita pelas duas entidades apontou que, até a segunda quinzena de julho, cerca de R$ 13,7 bilhões foram injetados na economia para o pagamento de dívidas. A expectativa é que mais R$ 380 milhões sejam movimentados nos próximos meses com a mesma finalidade.

O estudo foi feito em 12 capitais, com 800 pessoas com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais e a margem de confiança é de 95%.

Justiça rejeita pedido de Adriana Ancelmo, a "Riqueza", para suspeição de desembargador


A Primeira Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou na quinta-feira (27), por unanimidade, o pedido da ex-primeira-dama do Rio de Janeiro, Adriana Anselmo, a "Riqueza", de suspeição do desembargador federal Paulo Espirito Santo para atuar no seu caso. Em abril, a Primeira Turma Especializada, que o desembargador integra, deferiu recurso do Ministério Público Federal, pedindo o retorno de Adriana para a cadeia. Como a decisão não foi unânime, a ex-primeira-dama continuou em prisão preventiva domiciliar, até novo julgamento no tribunal, que ainda não ocorreu. A defesa da acusada sustentou que, no julgamento realizado em abril, Espírito Santo fez juízo de valor e externou opiniões pessoais sobre os envolvidos, o que representaria prejulgamento, avançando em questões de mérito que ainda serão analisadas pela primeira instância. Para a defesa, o desembargador violou o dever de imparcialidade do julgador.

O relator da exceção de suspeição movida destacou que não houve, da parte de Espírito Santo, qualquer violação dos artigos do Código de Processo Penal que tratam da suspeição ou dos casos de impedimento do juiz nem infração às vedações impostas aos juízes pela Lei Orgânica da Magistratura. Adriana Ancelmo é ré em processo que tramita na Justiça Federal do Rio de Janeiro, acusada de envolvimento em esquema de corrupção no estado, durante a gestão do governador Sergio Cabral, seu marido. 

Em seu voto, o desembargador federal Marcello Granado lembrou que o Artigo 254 do CPP estabelece que o magistrado se torna suspeito, dentre outras hipóteses, quando for amigo íntimo ou inimigo da parte, tiver familiar próximo respondendo a processo por fato análogo, ou for credor ou devedor, tutor ou curador, de qualquer das partes. Após ler na íntegra os artigos da legislação que cuida da suspeição, o relator ponderou que não é possível enquadrar o caso em nenhuma situação prevista nas normas.

O desembargador federal Marcello Granado ressaltou ainda que, analisando minuciosamente as notas taquigráficas do julgamento feito pela Primeira Turma Especializada, fica claro que, em seu voto, Espírito Santo agiu no exercício regular do cargo, fundamentando claramente seu entendimento, que, na prática, aderiu aos argumentos do Ministério Público Federal, no sentido do retorno da acusada a uma instituição prisional.

Israel pede pena de morte para terrorista palestino que assassinou três colonos

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu na quinta-feira (27) a pena de morte para o terrorista palestino de 20 anos que no último dia 21 assassinou três membros de uma mesma família judia em um colônia israelense da Cisjordânia. "A minha posição como premiê no caso deste assassinato tão desprezível é que o autor deveria ser executado", declarou Netanyahu em um discurso de condolência para a família dos mortos. O chefe do governo israelense disse que "chegou o momento" de aplicar a pena capital aos terroristas "condenados", depois que o gabinete de governo debateu na reunião do domingo passado esta medida, apoiada por parte dos ministros.

O titular da pasta da Defesa, Avigdor Lieberman, também se mostrou partidário de aplicar a pena de morte, e assegurou que o Exército tem autoridade para fazê-lo no território ocupado da Cisjordânia. Na sexta-feira retrasada, um homem de 70 anos e seus dois filhos foram assassinados a facadas em casa pelo terrorista palestino, que anunciou em seu perfil no Facebook que o ataque era "para defender a mesquita de Al Aqsa". O assassino, Omar al Abed, originário de um povoado próximo à cidade cisjordaniana de Ramala, foi rendido pelas forças de segurança e depois transferido a um hospital. O assassinato dos colonos ocorreu em plena crise derivada das medidas de segurança aplicadas por Israel no Monte do Templo após a morte, no último dia 14, de dois policiais israelenses por três árabe-israelenses.

Agricultores do Nordeste podem renegociar dívidas contraídas até 2016

Agricultores do Nordeste com empréstimos para atividades rurais contratados entre 1º de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2016 poderão renegociar seus débitos. O objetivo é minimizar os impactos na produção e renda de agricultores em regiões atingidas pela seca, segundo o Ministério da Integração Nacional. A medida consta da Resolução 4.591 do Conselho Monetário Nacional publicada nesta semana no Diário Oficial da União. Os interessados têm até 29 de dezembro deste ano para manifestar a intenção de renegociar seus débitos. Para isso, devem procurar a agência bancária onde o empréstimo foi contratado.

A medida estabelece prazo de pagamento até 2030, com a primeira parcela somente em 2021. Os encargos financeiros serão os mesmos da ocasião em que o contrato foi celebrado e os agricultores devem residir em municípios que tenham obtido reconhecimento federal de situação de emergência, seja em decorrência de seca ou estiagem. Podem renegociar os débitos os agricultores na área de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), órgão vinculado ao Ministério. Mais de um milhão de operações de crédito realizadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) se enquadram nas condições, de acordo com a pasta.

Governo receberá R$ 1,4 bilhão à vista por concessões de aeroportos



O presidente Michel Temer disse na quinta-feira (27) que as concessões dos aeroportos de Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Florianópolis mostram o esforço de modernização feito pelo governo e a confiança dos investidores no Brasil. Em cerimônia no Palácio do Planalto, Temer, ministros e empresários celebraram a concessão dos aeroportos, que tiveram os contratos assinados na sexta-feira (28), na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Com as assinaturas, o governo recebe, à vista, R$ 1,4 bilhão. O leilão que definiu as concessões foi realizado em março. "Essa cerimônia mostra o esforço de modernização do governo para colocar o Brasil no século 21. As concessões desses aeroportos são as primeiras já dentro do novo modelo de concessão, que é mais racional, mais previsível e mais seguro”, disse Temer. O governo vai arrecadar, no total, R$ 3,7 bilhões em outorgas com a concessão dos aeroportos. Os grupos vão pagar ao governo, à vista, 25% do valor mínimo da outorga mais o ágil ofertado, o que totaliza os R$ 1,4 bilhão.

Os prazos dos contratos de concessão são de 30 anos, exceto o aeroporto de Porto Alegre, que é de 25 anos. Os contratos podem ser prorrogados por mais cinco anos. Os aeroportos de Fortaleza e Porto Alegre serão operados pelo grupo Fraport AG Frankfurt Airport Services, de origem alemã. O de Salvador ficou com a francesa Vinci Airports, e o de Florianópolis com a Zurich International Airport AG, da Suíça. As três empresas têm experiência na administração de aeroportos em diversos países.

Os grupos terão que investir R$ 6,6 bilhões nos quatro terminais. Os investimentos serão em áreas como a ampliação dos terminais de passageiros, dos pátios de aeronaves e de estacionamentos. No aeroporto de Salvador, há exigência de construção de uma nova pista de pouso e decolagem e, no de Florianópolis, será preciso construir um novo terminal de passageiros e um estacionamento. As concessionárias também deverão fazer melhorias imediatas nos terminais, como revitalização e atualização de sinalizações e de sistema de iluminação, oferta de internet gratuita de alta velocidade, além de melhorias de banheiros e fraldários, sistemas de climatização, escadas e esteiras rolantes.

Dados do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil mostram que os quatro terminais respondem por 11,6% dos passageiros que circulam no País, por 12,6% das cargas e por 8,6% das aeronaves do tráfego aéreo brasileiro.

Governo estima economia de R$ 2,6 bilhões ao ano com revisão de benefícios sociais

O Ministério do Desenvolvimento Social estima economizar R$ 2,6 bilhões por ano apenas com os cancelamentos de 159.981 mil benefícios como os de auxílio-doença. De acordo com a pasta, até o dia 14 de julho foram feitas 199.981 perícias nesse grupo. Outros 20.304 benefícios foram cancelados porque os beneficiários não compareceram após serem convocados. A expectativa é de que a economia seja ainda maior com a conversão de 31.863 benefícios em aposentadoria por invalidez; 1.802 em auxílio-acidente; 1.058 em aposentadoria por invalidez (com acréscimo de 25% no valor do benefício). Há ainda 5.294 pessoas que foram encaminhadas para reabilitação profissional. A expectativa é de que 530.191 benefícios de auxílio-doença sejam revisados, resultando em economia de R$ 2,6 bilhões para os cofres públicos.

Fachin acelera Lava Jato para julgar políticos em 2017



O ministro Edson Fachin manteve os trabalhos em seu gabinete durante o recesso do Judiciário para viabilizar julgamentos de ações penais da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal já neste ano. Três processos estão em fase mais avançada e envolvem três políticos paranaenses: a senadora Gleisi Hoffmann (PT); seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, e o deputado federal Nelson Meurer (PP). 

Após quase três anos e meio de investigações que começaram em Curitiba e se espalharam por todo o País, essas serão as primeiras sentenças no Supremo de políticos com foro privilegiado acusados de envolvimento no esquema de desvios e corrupção na Petrobras. Durante este mês, os três juízes auxiliares do ministro-relator da Lava Jato se revezaram para tomar depoimentos de testemunhas. A perspectiva é concluir as audiências desses processos até o fim de agosto. O passo seguinte são os interrogatórios dos réus.

Após os réus serem ouvidos, a Procuradoria-Geral da República e a defesa terão cinco dias para pedir investigações complementares. Fachin, então, deverá decidir se as aceita ou não. Vencidas essas etapas, o relator pedirá que as partes - acusação e defesa - apresentem suas alegações no prazo de 15 dias. O ministro poderá ordenar novas diligências. Por fim, o ministro faz o relatório e encaminha ao ministro-revisor, Celso de Mello, que pedirá data para julgamento na Segunda Turma da Corte. 

Não há um prazo legal para marcar um julgamento no Supremo, mas interlocutores de Fachin consideram a possibilidade de proferir as sentenças até dezembro. O processo contra Gleisi já está na fase da tomada de depoimentos de testemunhas. Nesta semana, já falou aos juízes auxiliares de Fachin a ex-presidente da Petrobras, Graça Foster.  Gleisi, seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo (PT), e o empresário Ernesto Kugler Rodrigues, são acusados de solicitar e receber R$ 1 milhão do esquema de corrupção em 2010, quando a petista se candidatou ao Senado. Na defesa, os acusados negam envolvimento em irregularidades e alegam falta de provas.

Na ação contra Meurer e seus filhos Nelson Meurer Junior e Cristiano Augusto Meurer também estão sendo ouvidas as testemunhas de defesa. Eles respondem por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Meurer é acusado de ter contribuído junto com o ex-líder do partido José Janene (morto em 2010) e o doleiro Alberto Youssef para manter na Petrobras, entre 2004 e 2012, o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, com o objetivo de se beneficiar de recursos ilícitos de contratos firmados por empreiteiras com a estatal. 

Segundo a Procuradoria-Geral da República, Meurer teria atuado para desviar R$ 357,9 milhões da Petrobras, através de contratos fictícios firmados entre as construtoras e empresas de fachada em nome de Youssef. De acordo com a PGR, o parlamentar paranaense teria recebido R$ 29,7 milhões em repasses de R$ 300 mil mensais entre 2006 e 2014. Também teria recebido R$ 4 milhões em espécie para sua campanha e outros R$ 500 mil na forma de doações eleitorais da construtora Queiroz Galvão. Os filhos teriam contribuído para receber e esconder a origem do dinheiro. A defesa do deputado e dos filhos sustenta ao Supremo que não há provas na denúncia.

Curitiba é a sexta maior capital brasileira



Curitiba tem a sexta concentração urbana do País, mostra estudo atualizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e divulgou na semana passada com a publicação Áreas Urbanizadas do Brasil 2015. Segundo o mapeamento realizado pelo instituto, a capital do Paraná tem uma área total de 581,22 quilômetros quadrados, sendo 551,65 km densamente habitados. Curitiba aparece no estudo atrás apenas de São Paulo (2.01,20 km2), Rio de Janeiro (1.505,55 km2), Belo Horizonte (786,59 km2), Brasília (680,14 km2) e Porto Alegre (675,93 km2), à frente de todas as capitais do Nordeste, Norte e Centro-Oeste. 

O estudo, uma atualização do projeto original de 2005, traz mudanças de metodologia por conta da evolução das imagens de satélite e, segundo o IBGE, apresenta delimitações das áreas urbanizadas das 63 concentrações urbanas brasileiras com população acima de 300 mil habitantes, além de Palmas e Boa Vista. Curitiba, por exemplo, aparecia no estudo de 2005 com pouco mais de 340 quilômetros quadrados ocupados, na quarta posição no País. Com a atualização, apesar de perder duas posições no ranking, avançou em mais de 240 km2 de área com concentração urbana.

A finalidade do estudo, segundo o coordenador do projeto, Henrique Braga, “é o de acompanhar as tendências de crescimento das cidades, como e para onde cada uma se expande”. Ele ressalta, ainda, que “no futuro, desenvolveremos (o IBGE) uma metodologia que permita que os dados geográficos dialoguem com as informações demográficas obtidas nas pesquisas domiciliares, como o Censo. Essa correlação irá nos ajudar a compreender melhor a dinâmica populacional urbana”.

Segundo ele, na publicação online, o IBGE traça um panorama do processo de urbanização do País, que pode ser usado para mensurar a sustentabilidade das cidades. “Verificamos que a dinâmica populacional de cada cidade influencia seu crescimento de forma mais profunda do que o relevo”, disse ele. Em 2015, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram adotados durante a Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Desenvolvimento Sustentável.

Polícia Federal apreendeu 10 quilos de ouro puro em aeroporto de Foz do Iguaçu



Dez quilos de ouro em canecas de alumínio foram apreendidos pela Receita Federal e Polícia Federal no Aeroporto de Foz do Iguaçu na noite da última quarta-feira (26). Os fiscais desconfiaram de uma mala que, ao passar pelo scanner. apresentou os produtos com peso e densidade maior. O ouro puro estava no interior das canecas de alumínio. A mulher que levava a mala seguiria pra Dubai, com conexão no Rio de Janeiro, e em seguida iria para Hong Kong, na China, e retornaria para Foz do Iguaçu no dia 2 de agosto. O curto tempo no Exterior seria apenas para levar os produtos. Os blocos de ouro foram avaliados em mais de R$ 1,3 milhão. A viajante foi presa em flagrante e levada a Polícia Federal em Foz do Iguaçu. As fronteiras do Brasil, portos e aeroportos continuam sendo as mais abertas do mundo. O tráfico é intenso e conduz tudo que se possa imaginar, desde drogas, armas, pedras preciosas, ouro em pó e outros minerais valiosos. De vez em quando a Polícia Federal prende alguma carga que causa desconfiança. Mas é só muito de vez em quando.

Publicitário preso André Gustavo Vieira da Silva era a ligação da propina para ministro e senador


Preso na quinta-feira (27) pela Operação Lava Jato junto com o ex-presidente do Banco do Brasil, o petista Aldemir Bendine (amigo da Val), o publicitário André Gustavo Vieira da Silva aparece nas delações de executivos da JBS como um elo para o pagamento de caixa dois a políticos do Pernambuco, incluindo um senador, um ministro e um governador de Estado. Segundo o acordo de colaboração premiada fechada com a Procuradoria Geral da República pelo diretor de relações institucionais da J&F, que controla a JBS, Ricardo Saud, durante a campanha eleitoral de 2014 a empresa fez pagamentos em esquema de caixa dois tanto para André Silva quanto para uma de suas empresas, a Arcos Propaganda. O dinheiro, segundo Saud, teve como destino final os seguintes políticos: R$ 1 milhão para o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), pago após a apresentação de uma nota fiscal da Arcos; R$ 2 milhões em espécie "entregues por André Gustavo" no Recife "para Fernando Bezerra"; R$ 1 milhão em espécie entregues pelo publicitário na mesma cidade para o atual governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB-PE); por fim, R$ 200 mil entregues por Silva para "Bruno Araújo (PSDB-PE)", então deputado federal e hoje ministro das Cidades. 

O tucano Araújo ganhou projeção no ano passado por ter sido o autor do voto decisivo, em sessão da Câmara dos Deputados, que autorizou o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) do seu cargo em processo de impeachment. Em documento que entregou como parte do seu acordo de colaboração, Saud disse que seguia orientação do empresário da JBS, o bucaneiro caipira Joesley Batista, para "realizar doações a políticos e a partidos políticos", mas que o "método de pagamento era sempre determinado pelo político, podendo consistir em doação oficial, pagamento de notas fiscais avulsas ou a entrega de dinheiro em espécie". Saud afirmou que foi procurado, nas eleições de 2014, por um "interlocutor" do então governador do Pernambuco e candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB-PE). 

Identificado apenas como Henrique, esse homem teria tratado com Saud "os pagamentos que passariam a ser realizados, após autorizados" por Joesley. Em agosto daquele ano, Campos morreu em acidente aéreo em Santos (SP). Henrique teria então pedido a Saud que os pagamentos "não fossem interrompidos". O pedido foi reforçado depois, segundo Saud, durante uma reunião com Joesley e o então prefeito do Recife, Geraldo Julio, e o então candidato a governador, Paulo Câmara. Ao todo, o grupo da JBS pagou R$ 14,6 milhões para os políticos do PSB em doações oficiais, disse o delator. O restante foi pago "por meio de notas fiscais avulsas", ou seja, empresas que emitiam notas em favor da JBS ou do grupo, como se tivessem prestado serviços ao grupo empresarial, mas que destinavam o dinheiro para campanhas eleitorais. Em dois de setembro de 2014, por exemplo, a Arcos Propaganda emitiu uma nota de R$ 1 milhão "apresentada por Fernando Bezerra". A justificativa foi "planejamento, acompanhamento e curadoria" de um "evento "Brasil-China" ocorrido em Brasília em julho de 2014. 

Levantamento feito no sistema da Justiça Eleitoral não indicou nenhuma prestação de serviços da Arcos nas eleições de 2014. Da mesma forma, na prestação de contas do deputado Bruno Araújo não consta doação de R$ 200 mil do grupo JBS. Na prestação de contas de Fernando Bezerra, então candidato ao Senado, aparece uma doação oficial de R$ 1 milhão de uma empresa vinculada à JBS, a Eldorado Brasil Celulose, mas a delação de Saud diz que foram entregues R$ 3 milhões à mesma campanha. Publicitário de Pernambuco, com residência no Lago Sul, em Brasília, André Gustavo Vieira da Silva e seu irmão, o também publicitário Antonio Carlos Vieira da Silva Júnior, se tornaram foco de interesse da Lava Jato ainda no ano passado, quando registros de funcionários da Odebrecht indicavam um pagamento de R$ 3 milhões da empreiteira em um apartamento em São Paulo que havia sido alugado por Silva Júnior. A quebra de sigilo telefônico de Silva Júnior demonstrou que ele mantinha contatos com o motorista de táxi Marcelo Marques Casimiro. Segundo registros obtidos pela Lava Jato, essa pessoa é que havia recebido o dinheiro em espécie, em três entregas no valor de R$ 1 milhão cada uma, de junho a julho de 2015. 

Além de trabalhar em disputas eleitorais no Brasil e ter contrato com a estatal de energia elétrica Furnas, André Gustavo Vieira da Silva também atuou em duas campanhas eleitorais em favor do primeiro ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, em 2011 e 2015. Coelho hoje preside o PSD (Partido Social Democrata). Ouvido pela Polícia Federal no ano passado, Antonio Silva Júnior declarou que não conhecia Casimiro e negou que R$ 3 milhões tenham sido entregues no apartamento em São Paulo. Disse que não tinha conhecimento de nenhum pagamento feito pela Odebrecht no endereço. No seu depoimento, porém, o taxista Casimiro confirmou ter recebido os pacotes "para atender a pedidos do sr. Antonio", mas disse que não sabia que se tratava de dinheiro pois os envelopes estavam lacrados. Também confirmou ter depositado R$ 440 mil na conta de Silva Júnior, ato que o publicitário disse à Polícia Federal desconhecer. 

Em recurso protocolado no Supremo Tribunal Federal antes de sua prisão, André Gustavo assumiu a responsabilidade pelo recebimento de R$ 3 milhões da Odebrecht e disse que seu irmão "desconhece os fatos completamente". Ele afirmou que o valor se devia a parte de uma comissão por ele cobrada da empreiteira por serviço de "consultoria" para agilizar a liberação de R$ 1,7 bilhão em empréstimos do Banco do Brasil à Odebrecht. Pelo serviço, o publicitário disse que cobrou 1% do valor total, ou R$ 17 milhões. No recurso ao Supremo, ele confirmou que discutiu os interesses da Odebrecht com o então presidente do Banco do Brasil, o petista Aldemir Bendini, ao qual "narrou ter sido sondado sobre o empréstimo da Odebrecht Agroindustrial e colocou a possibilidade de prestar consultoria àquela empresa para auxiliar no assunto". Não confirmou, no entanto, que Bendine tenha se beneficiado da "comissão".