segunda-feira, 24 de julho de 2017

Banqueiro do Itaú também sabe que Brasil só mudará com a realização de eleições

Um dos maiores conglomerados do País, a Itaúsa, holding de investimentos do Itaú Unibanco, está em busca de novos negócios. Depois de adquirir uma participação minoritária no gasoduto NTS, que pertencia à Petrobras, em parceria com a gestora canadense Brookfield, a Itaúsa anunciou, no último dia 12, a compra da Alpargatas em sociedade com o Cambuhy, braço de investimentos da família Moreira Salles, também sócia do banco.

Alfredo Setubal, presidente da holding, diz que a companhia tem cerca de R$ 3 bilhões para investir, mas não quer entrar em setores regulados pelo governo. Setubal reconhece que o momento atual é de cautela e vê uma lenta recuperação da economia. "A eleição de 2018 é crucial para definir a rota do País", diz ele. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo.

A aquisição da Alpargatas sinaliza uma mudança nos investimentos da Itaúsa?
Há algum tempo estávamos pensando em como diminuir a dependência do banco da receita total da Itaúsa e revendo o nosso portfólio de investimento. O banco representa hoje cerca de 94% do total (antes era 97,7%). A idéia é reduzir a 90%. Vamos zerar nossa participação na Itautec (de tecnologia) entre o fim de 2018 e início de 2019. Chegamos a ter 30% da companhia e hoje temos 11%. Essa fatia vai ser vendida à Oki Brasil (controlador) e vamos olhar outros ativos.

Quais negócios que a Itaúsa está procurando?
Contratamos a McKinsey no ano passado, que começou a olhar setores da economia em que poderíamos fazer investimento. Já fizemos dois importantes movimentos. Um na NTS, gasoduto da Petrobras, em consórcio com a Brookfield, e agora com a Alpargatas, em parceria com o Cambuhy, que já tinha analisado esse ativo antes de a Camargo Corrêa vendê-lo à J&F; da família Batista.

E essas negociações foram feitas com os irmãos Batista?
Foi com o Wesley. Foi um processo rápido e fomos bem assessorados. Fizemos um contrato que nos protege bastante em função da leniência.

Quanto a Itaúsa está disposta a investir?
Para o banco representar 90% do total dos nossos investimentos, teríamos entre R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões para investir em outros negócios. Já fizemos a aquisição da NTS e da Alpargatas, que somam cerca de R$ 3,5 bilhões. Sobraram entre R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões para novas oportunidades. Estávamos avaliando a BR Distribuidora, da Petrobras, mas desistimos após a companhia optar pela abertura de capital. Queremos negócios que tenham fluxo de caixa, liderança e uma marca forte, como é o caso das Havaianas. Buscamos empresas que possam ter melhoria operacional, de gestão e retorno. A conjunção disso tudo não são muitas alternativas.

Algum setor específico?
Não queremos setor regulado, como concessões e energia, com o governo interferindo em preço. A gente não quer controlar nada diretamente. Preferimos ter parceiros que possam também participar da gestão. Queremos estar no grupo de controle, com acordo de acionistas. O setor de serviços e consumo pode ser interessante.

Já estão olhando outras empresas para investir?
Desde o ano passado, bancos de investimento e fundos de private equity começaram a bater na nossa porta. Nem tudo casa com o que a gente quer, com a rentabilidade que a gente espera. O custo de capital no Brasil é muito alto. A Itaúsa está muito concentrada no banco, que tem rentabilidade de 20% a 23% ao ano. No setor industrial, esses retornos são mais difíceis de serem alcançados. Mas, com esses dois investimentos, a gente tem retorno bem próximo ao do banco.

Procuram negócios com esse perfil de rentabilidade?
Não faz sentido procurar negócio que dilua essa rentabilidade da Itaúsa. Somos uma companhia aberta. Procuramos negócios que gerem certa diversificação, mas que não prejudiquem resultados.

Pretendem continuar investindos na Duratex e Elekeiroz?
Sim. A Duratex é uma empresa muito tradicional, mas passa por dificuldades de resultado, uma vez que o setor de construção não está bem. Não pensamos em nenhum desinvestimento. Na Elekeiroz (química), a mesma coisa. A gente tem feito uma agenda interna muito intensa para melhorar a parte operacional das companhias nos próximos semestres.

Há planos de investimentos fora do País?
No caso da Itaúsa, não. Serão investimentos apenas no Brasil. No caso do banco, por questões regulatórias, é impossível fazer investimentos aqui. Já compramos o Citi e uma participação na XP Investimentos. O banco tem crescido no Exterior. Foi o caso do Corpbanca, no Chile. Dependendo da oportunidade, há possibilidade de crescer na América Latina. Mas não estamos procurando nada neste momento.

Como o sr. vê os impactos da atual turbulência política na economia?
As vendas vinham se recuperando ao longo dos últimos meses, mas depois da delação (dos irmãos Batista em maio), deu uma parada em junho. Em julho, vejo a demanda retomando um pouco na Duratex, que é o nosso termômetro industrial. Os setores mais afetados com queda de juros podem ter uma melhoria.

O sr. trabalha com um cenário de recuperação lenta?
Sim. Mas, com tantas delações, fica difícil julgar o que pode acontecer ou não. De qualquer foram, gerou insegurança. Teremos as eleições no ano que vem, mas ainda não temos candidatos. Há algumas indicações, como o Lula, mais à esquerda; e Jair Bolsonaro, mais à direita. Então, esperamos um candidato no centro. Mas não sabemos quem. Ninguém ainda se posicionou, com capacidade de aglutinar.

Qual sua expectativa de crescimento do PIB?
O banco trabalha com 2,7% para o ano que vem. Eu pessoalmente acho que vai ser menos do que isso. O nosso trabalho na área industrial aqui é continuar fazendo a lição de casa. É um cenário ruim. Se analisarmos o Brasil desde 2014, o PIB caiu quase 10%. Não adianta os políticos quererem culpar a crise internacional para justificar a nossa recessão. Não tem influência externa nesta crise. Temos sido muitos cautelosos nos investimentos, tanto industrial quanto no banco.

Em sua avaliação, Michel Temer chega ao fim do mandato?
Chega, mas é difícil saber. Cada dia tem uma novidade. Acho que o Temer tem um governo de propostas. Uma parte das reformas ele já fez. Se a gente olhar o que ele fez em um ano em termos de reforma, modernização, não foi pouca coisa. É claro que ele ficou mais enfraquecido depois das delações, mas até hoje não se cristalizou uma pessoa que possa substituí-lo.

O Rodrigo Maia tem sido apontado como possível sucessor.
Rodrigo Maia tem sido o nome que caminha para ser um consenso. Mas precisaria ter um problema ainda maior para o governo Temer cair. O cenário ideal seria de continuidade para evitar uma nova crise. É preciso dar continuidade às reformas, como a da Previdência.

O governo anunciou aumento de imposto. Havia muita resistência dos empresários em relação a isso. O pato voltou para a rua...
À medida em que a economia não reagiu da maneira que se esperava, mesmo com a queda de juros, ficou inevitável o aumento de imposto. A receita do governo não cresce. Não é o melhor caminho, mas me parece que não tem o que fazer. A eleição de 2018 é crucial.

Quem o sr. vê como liderança?
Tem o João Doria, o Geraldo Alckmin. Antonio Carlos Magalhães Neto pode ser um bom nome para uma composição de chapa, com perfil mais liberal, de centro. Álvaro Dias é um nome de centro-esquerda. Tem nomes possíveis. Se vão emplacar eleitoralmente, é outra questão. A eleição de 2018 é uma oportunidade grande de corrigir essa rota. Se o Brasil quiser estar entre os países desenvolvidos, precisará de uma geração de novos governantes.

Metade dos inquéritos do caso Odebrecht devem sair das mãos do ministro Fachin


Em abril deste ano, a delação dos executivos da Odebrehct inflou os números já grandiosos da Operação Lava-Jato. Na ocasião, foram abertos 76 novos inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar políticos com foro privilegiado. Mas aos poucos, o selo “Lava-Jato” está se descolando das investigações que surgiram a partir das colaborações da construtora. Ao longo deste mês, a Procuradoria-Geral da República (PGR) fez uma série de pedidos que, caso venham a ser aceitos, farão com que mais da metade dos inquéritos não integrem mais a operação, focada em irregularidades na Petrobras.

Além dos 76 inquéritos de abril, outros dois foram abertos posteriormente, elevando o total para 78. A autorização para a instauração das investigações foi dada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF. Mas 24 inquéritos já foram redistribuídos, ou seja, entregues a outros ministros, por tratar de irregularidades sem ligação com desvios na Petrobras. Pelo mesmo motivo, a PGR pediu que outros 16 sigam esse caminho. Caso o STF decida favoravelmente, o que é praxe, serão pelo menos 40 inquéritos com outros ministros, restando 38 com o selo “Lava-Jato” no gabinete de Fachin.

A redistribuição não é garantia de que o político vai ser beneficiado ou prejudicado. Mas a perda do vínculo com a operação costuma ser comemorada. Embora a investigação tenha continuidade, políticos costumam ressaltar que não são alvo de “investigações da Lava-Jato”, apontada como a maior operação contra corrupção da história do Brasil.  O deputado Betinho Gomes (PSDB-PE), por exemplo, soltou nota intitulada “Fachin atende pedido da PGR e retira Betinho Gomes da Lava-Jato”, no dia 25 de maio, logo após seu caso migrar para as mãos do ministro Ricardo Lewandowski. Seu inquérito foi um dos primeiros a ser redistribuídos. Betinho é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em uma acusação que não está relacionada à Petrobras e nega envolvimento em irregularidades. 

No caso dos inquéritos já repassados a outros ministros, em geral a PGR pediu a redistribuição, Fachin concordou e mandou o caso para a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, que determinou então o sorteio de novo relator. O mais provável é que o mesmo ocorra em relação aos 16 inquéritos com pedidos de redistribuição que continuam no gabinete de Fachin. A decisão poderá ser tomada somente a partir do mês que vem, após o recesso do tribunal. 

Além de Fachin, o STF tem mais 10 ministros, mas a presidente Cármen Lúcia não entra no sorteio de relatoria. Todos os outros nove ganharam pelo menos um inquérito da Odebrecht. Luís Roberto Barroso e Luiz Fux receberam quatro cada. Em seguida vêm Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber, com três. Há ainda dois com Dias Toffoli, um com Celso de Mello e um com Marco Aurélio Mello. 

O sorteio de relator é feito eletronicamente e também observa alguns critérios, como quantidade de processos que já estão sob responsabilidade de cada ministro. Em alguns casos, porém, não há aleatoriedade. Isso ocorre quando um ministro já é relator de um caso que guarda conexão com o novo processo e, por isso, o recebe sem sorteio. Ocorre, na linguagem jurídica, a chamada “prevenção”. O ministro Gilmar Mendes, por exemplo, foi sorteado relator de um dos cinco inquéritos abertos contra o senador Aécio Neves em decorrência da delação da Odebrecht. Em razão disso, ele ficou “prevento” para um segundo inquérito.

Vicente Candido, o cartola do PT

O autor da Emenda Lula, Vicente Cândido, é cartola. Diz o Estadão: “Diretor de Relações Internacionais da CBF, cargo pelo qual recebe um salário de 35 mil reais mensais (que se somam aos 33,7 mil reais do salário de parlamentar), Cândido é também um dos líderes da chamada ‘bancada da bola’. Até o ano passado o petista era sócio do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, em um escritório de advocacia. O dado curioso é que a sociedade começou em 2007, quando Cândido se formou em direito”. Ele teve os melhores professores, é claro: “Depois da graduação, o deputado fez uma pós em direito tributário no Instituto de Direito Público (IDP), onde foi orientando do ministro Gilmar Mendes”.

Morre o último dos três filhos de Leonel Brizola, o arquiteto João Otávio

Filho de Leonel Brizola, o arquiteto João Otávio Brizola, 64 anos, morreu na noite de sábado (23) em São Paulo. Lutando contra um melanoma (câncer de pele), ele estava internado em um hospital da cidade desde a última quarta-feira (19). Seu corpo foi velado e cremado neste domingo na capital paulista. As cinzas devem ser levadas para o Rio de Janeiro, onde ele passou parte da vida. Fátima de Abreu Brizola, ex-mulher de João Otávio, e mãe do filho do casal, João Eduardo, 30 anos, lamentou a morte do arquiteto. Entre namoro e casamento, eles ficaram juntos 18 anos e estavam separados há 24 anos. Fátima disse que os dois sempre mantiveram um bom convívio após o rompimento da relação e eram grandes amigos: "A morte do João Otávio foi impactante. Eu e meu filho não esperávamos. Estamos muito tristes e abalados. Ele sempre foi um homem digno e com muita nobreza de caráter. Meu convívio com ele sempre foi carinhoso". Segundo Fátima, João Otávio descobriu a doença há dois anos e, desde então, vinha realizando tratamento, mas nos últimos meses seu quadro clínico se agravou.

João Otávio era o único filho de Brizola que sempre fugia dos holofotes e da imprensa. Ao contrário de seus dois irmãos, José Vicente — o mais velho, morto em 2012 — e Neuzinha — a mais nova, morta em 2011 —, nunca brigou ou desafiou publicamente o pai. Era o filho com quem Brizola, nos últimos anos de vida, vinha conversando, reavaliando decisões políticas, como se estivesse fazendo um inventário de sua trajetória pública e privada. Como resultado dessa relação, João Otávio lançou o livro "Minha Vida com meu pai, Leonel Brizola", uma obra em que relembra a convivência com o líder político. A sessão de autógrafos em Porto Alegre ocorreu no ano passado. "Ser filho de Brizola ajudou no crescimento profissional. Soube aproveitar as oportunidades que me foram dadas. Mas tem um legado desagradável de ser filho de um político de esquerda, particularmente dele. Tudo o que se fala e se falou de Brizola é política pesada. É política a ferro e fogo. Ou amavam ou detestavam ele. Era assim no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Ainda que no Rio Grande do Sul ele tenha se transformado em figura histórica respeitada já anos antes de morrer. O que não acontecia no Rio de Janeiro. O legado negativo é toda a falta de ter um pai, a dificuldade de relacionamento, associada a cobranças e ameaças para que fôssemos perfeitos", contou ele em entrevista ao jornal  Zero Hora, em 2014, enquanto preparava o livro. (ZH)

Juiz designado pelo Congresso venezuelano para a Suprema Corte é preso pela ditadura comuno-bolivariana

Agentes do Sebin (serviço secreto venezuelano) detiveram no sábado Ángel Zerpa Aponte, um dos 33 juízes apontados durante a semana pela Assembleia Nacional, controlada pela oposição, para substituir os atuais integrantes do Tribunal Supremo de Justiça. De acordo com o deputado Winston Flores, da agremiação opositora MUD (Mesa de Unidade Democrática), o magistrado foi detido por volta das 18 horas (19 horas em Brasília) em uma rua de Caracas e levado em uma caminhonete cinza. Os agentes teriam disparado contra o veículo da irmã de Aponte. O ex-presidenciável Henrique Capriles, governador do Estado de Miranda, afirmou que o Sebin recebeu ordem para prender os juízes recém-apontados e submetê-los à Justiça Militar.

A indicação dos juízes, não reconhecida pelo TSJ, foi um gesto da oposição para aumentar a pressão contra o governo do ditador psicopata comuno-bolivariano Nicolás Maduro após milhões de venezuelanos votarem em plebiscito informal no domingo (16) contra a Assembleia Constituinte convocada pelo chefete chavista, cuja eleição se dará no próximo dia 30. A escolha dos juízes cabe, segundo a Constituição, à Assembleia Nacional, a partir de lista enviada pelo Conselho Moral Republicano. O Legislativo, porém, está em desacato desde janeiro de 2016 por empossar três deputados impugnados.

Na sexta-feira (21), o TSJ havia ameaçado prender os juízes indicados pela oposição "a fim de manter a paz e a estabilidade". A corte também declarou que a decisão dos parlamentares da Assembleia Nacional de apontá-los representa "não só o delito de usurpação de funções, mas o de traição à pátria". Usado pelas autoridades para julgar os manifestantes em tribunais militares, onde não há participação do Ministério Público, o delito de traição à pátria é passível de prisão imediata do suspeito.

O sindicato de jornalistas da Venezuela afirmou que cinco repórteres foram agredidos durante uma manifestação em Caracas no sábado (22) contra o governo de Nicolás Maduro. Um dos profissionais agredidos foi o fotojornalista Luis Díaz, do jornal "La Prensa de Lara", que teve sua câmera roubada e ficou com duas costelas fraturadas. A marcha foi convocada pela oposição para apoiar a indicação dos juízes para o TSJ e demonstrar rechaço à Assembleia Constituinte. A polícia reprimiu o protesto com gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Adversários de Maduro consideram que a Constituinte é uma tentativa do chefete bolivariano chavista de se manter no poder apesar de sua baixa popularidade. A escolha dos integrantes da Constituinte se dará de maneira colegiada, o que, para a oposição, representa uma violação do direito ao voto universal e direto. A Venezuela registra desde abril uma onda de saques e protestos contra o governo, a qual já deixou cem mortos.

Triunfo, que controla Viracopos, faz reestruturação de dívida de R$ 2,1 bilhões

A empresa de infraestrutura Triunfo Participações acertou com um grupo de cerca de 20 bancos os termos de uma reestruturação de dívidas de R$ 2,1 bilhões. O processo vai ocorrer via recuperação extrajudicial, disse André Bucione, diretor-geral da Alvarez & Marsal, que assessorou a Triunfo. A recuperação extrajudicial dará fôlego para a Triunfo redefinir suas estratégias e reduzir o porte do grupo após o não pagamento de dívida com o BNDES deixar a empresa sem crédito. A empresa atua em concessões de rodovias, portos e energia, além do aeroporto de Viracopos. Ela ampliou agressivamente a dívida no início da década para financiar expansão em concessões. Mas na recessão perdeu lucratividade. Cerca de US$ 1 bilhão em dívidas vence no fim de 2018. A empresa tinha quase R$ 3,5 bilhões em dívida até março. Cerca de 82% dos credores aderiram ao plano de recuperação extrajudicial, disse Bucione. O BNDES, também acionista da Triunfo, não participou do processo.

Os credores terão duas opções: receber o total das dívidas em oito anos ou assumir um desconto na dívida e receber até R$ 110 milhões quando a Triunfo validar a reestruturação, disse Bucione. A Triunfo se pronunciou. Na semana passada, a UTC, que é sócia da Triunfo no aeroporto de Viracopos, entrou com pedido de recuperação judicial com o objetivo de renegociar dívidas de R$ 3,4 bilhões

Gilmar Mendes tenta adiar ou barrar voto impresso

O Estadão informa que a impressão do voto nas urnas eletrônicas em todo o País deverá custar R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos nos próximos dez anos, segundo projeção do TSE. Ministros da Corte Eleitoral “acreditam que a reprodução do voto em papel vai provocar uma série de transtornos a partir do ano que vem, como aumento nas filas e no número de equipamentos com defeitos”. O novo modelo de urna custa US$ 800 (cerca de R$ 2.520), ante US$ 600 (R$ 1.890) do modelo atual, e o TSE estima que 35 mil unidades – de um total de 600 mil – deverão ser utilizadas já em 2018. Em um esforço para adiar ou até mesmo barrar o voto impresso, o presidente do TSE, Gilmar Mendes, tem discutido o assunto com Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outras lideranças partidárias, segundo o jornal. (O Antagonista)

TRF 4 aumenta penas de executivos da empreiteira propineira Mendes Junior

Três executivos da construtora Mendes Júnior tiveram a pena aumentada por dois desembargadores da 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, em relação a condenações do juiz Sérgio Moro em processo da Lava Jato. A maior das penas aumentadas foi para o ex-vice-presidente da empreiteira Mendes Júnior Sérgio Cunha Mendes, condenado por dois desembargadores a 47 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Moro havia condenado Sérgio a 19 anos e 4 meses de reclusão pelos mesmos crimes. O desembargador federal do TRF-4 João Pedro Gebran Neto leu seu relatório e votou, aumentando a pena. O desembargador Leandro Paulsen, revisor do processo, também leu o voto, seguindo o relator. O julgamento, que ocorreu na quarta-feira, no entanto, foi suspenso por um pedido de vista do desembargador Victor Luiz dos Santos Laus.

Se o voto dos dois juízes for mantido, a sentença estará confirmada. Caso o resultado não seja unânime, a defesa dos executivos pode entrar com novo recurso para reverter a pena. A sessão, com o voto de Laus, está marcada para o dia 2 de agosto. É a 8.ª Turma do TRF-4 que vai analisar a apelação da defesa do ex-presidente Lula Silva, condenado a 9 anos e 6 meses de prisão por Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex. Na ação que envolve os executivos da construtora, eles são acusados de crimes de corrupção envolvendo contratos da Petrobrás com Mendes Júnior. Rogério Cunha de Oliveira, ex-diretor de Óleo e Gás da empresa, teve a pena aumentada de 17 anos e 4 meses para 32 anos e 8 meses. Alberto Vilaça, também ex-diretor da empresa, viu a pena subir de 10 anos para 33 anos e 6 meses. 

O advogado da empreiteira, Marcelo Leonardo, criticou a decisão. "Todos tiveram elevação absurda da pena. Mas vamos aguardar o julgamento se completar. Os juízes podem modificar seus votos", afirmou. A pena de 47 anos e 3 meses de prisão foi imposta ao ex-vice-presidente da Mendes Júnior Sergio Mendes por dois desembargadores do TRF-4 em julgamento na 2ª instância, que foi suspenso.

Presidente da Fiesp fica quatro horas em reunião com o presidente Temer após aumento de impostos

Após criticar duramente a alta de impostos anunciada pelo governo na semana passada, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, se reuniu neste domingo (23) durante quatro horas com o presidente da República, Michel Temer. Skaf deixou a residência de Temer no Alto de Pinheiros em São Paulo sem falar com a imprensa. Na última quinta-feira a Fiesp divulgou nota assinada por Skaf afirmando estar "indignada" com a decisão da equipe econômica de aumentar impostos para tentar cumprir a meta fiscal de 2017. O governo elevou o PIS/Cofins sobre os combustíveis e espera arrecadar mais R$ 10 bilhões com a medida. A entidade criticou ainda o aumento de gastos do governo e afirmou que a alta dos tributos não vai resolver a crise, mas agravá-la ainda mais.

Além de Skaf, Temer recebeu neste domingo o economista e ex-ministro da Fazenda, Delfim Netto, e seu advogado, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira. O advogado defende o presidente das acusações da delação da JBS. Recentemente ele declarou que Temer não cometeu crime e que a denúncia de corrupção passiva da Procuradoria-Geral da República é baseada em suposições. A agenda de Temer neste domingo não previa compromissos.

Delfim Netto ficou três horas em reunião com Michel Temer neste domingo, em São Paulo

O economista e ex-ministro da Fazenda, Delfim Netto, deixou neste fim de tarde de domingo, 23, a residência do presidente Michel Temer. Ele esteve na casa do peemedebista por cerca de três horas na tarde deste domingo. Além de Delfim, participaram de encontro na casa de Temer, no Alto de Pinheiros, em São Paulo, o presidente do Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e o advogado do presidente, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira.