sábado, 15 de julho de 2017

Maior parte dos deputados do PSDB é favorável à denúncia criminal de Temer, diz líder da bancada


A maior parte da bancada do PSDB na Câmara dos Deputados é a favor da admissibilidade da denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer, disse, na terça-feira (11), o líder da bancada, o deputado Ricardo Tripoli (SP). Na última segunda-feira (10), o relator da denúncia na Comissão de Constituição e Justiça, o deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), deu parecer favorável à denúncia contra o presidente. O parecer foi rejeitado na Comissão. 

O PSDB é o principal aliado do PMDB na coalizão de Temer e tem a quarta maior bancada na Câmara, com 46 deputados. O partido já havia liberado seus sete deputados membros da Comissão de Constituição e Justiça para votarem como quisessem na comissão, sem a obrigação de acompanhar uma decisão partidária. .

"A maioria dos deputados são pela admissibilidade. Terminada a votação na CCJ, vamos nos sentar para ver o que é melhor, se cada um vota por sua própria responsabilidade ou se buscamos uma solução de maioria", disse Tripoli. 

Executivos da Galvão Engenharia fecham delação com Procuradoria Geral da República

Executivos da Galvão Engenharia, uma das empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, fecharam acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República e a força-tarefa de procuradores em Curitiba. O acordo ainda não foi homologado pela Justiça. Entre os executivos que fizeram o acordo está Dario de Queiroz Galvão Filho, principal dirigente e sócio do Grupo Galvão.


Em 2015, ele foi condenado a 13 anos e 2 meses de prisão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa pelo juiz Sergio Moro. Jean Alberto Luscher Castro, ex-presidente da Galvão Engenharia, também fechou acordo com os procuradores. A ação envolvendo a empreiteira apurou aditivos da Galvão Engenharia com a Petrobras. Dario chegou a ser preso pela Lava Jato e a ficar detido em Curitiba por dois meses.

BNDES lança relatório em defesa de operações entre 2001 e 2016

O BNDES, banco estatal com 90% do corpo funcional petista, lançou na sexta-feira (14) o relatório sobre suas operações financeiras prometido pelo novo presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, após sua posse, em junho. O documento é visto internamente como uma defesa do quadro técnico petista e traz argumentos a favor da concessão de empréstimos subsidiados. Esses petistas não querem de jeito algum que o BNDES e suas operações no regime bandido do PT seja investigado. Batizado pelo executivo de "Livro Verde", o documento traz dados de operações realizadas entre 2001 e 2016, período que compreende a maior parte dos negócios questionados pela oposição aos governos do PT e órgãos de controle, como os financiamentos à exportação e o apoio à JBS.

O resultado do trabalho foi comemorado por funcionários petistas em sua grande maioria da instituição, já que não aponta falhas na análise das operações. "É um banco de comportamento absolutamente ético e exemplar", afirmou Rabello de Castro. Só porque ele quer..... O presidente do BNDES disse que cada operação é analisada por mais de 30 pessoas, sem possibilidade de ingerência do comando da instituição. "São rapazes e moças que têm comportamento ético", defendeu ele. "Seria muito difícil fazer um conluio envolvendo mais de 30 pessoas". Esse presidente tem algum tipo de acordo com a súcia petista. 

Rabello de Castro argumentou que o apoio ao setor frigorífico respondeu a uma política de governo e envolveu não apenas a JBS mas também outras empresas do setor. O documento destaca ainda que, entre 2006 e 2017, o fluxo acumulado de recursos entre o BNDES e o Tesouro Nacional é superavitário para este último, mesmo com a concessão de empréstimos subsidiados pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo). 

O fluxo é superavitário entre 2008 e 2014, passando a ser deficitário apenas a partir de 2015. "Em termos correntes, quase 50% do superavit primário no período é feito por tributos e dividendos devolvidos pelo banco", defendeu Rabello de Castro. Na semana passada, questionamentos feitos por Rabello de Castro à substituição da TJLP pela Taxa de Longo Prazo (TLP), que reflete o custo de captação do Tesouro, levaram à demissão de dois diretores do BNDES que ajudaram a elaborar a nova taxa, Vinícius Carrasco e Cláudio Coutinho.

Para o presidente do BNDES, a nova taxa aumenta o risco do investidor. O Ministério da Fazenda respondeu prontamente, afirmando que não abre mão da mudança. O "Livro Verde" foi uma promessa de Rabello de Castro logo após a sua posse, que ocorreu em um momento de fortes questionamentos sobre a atuação do banco após a Operação Bullish, da Polícia Federal, que investiga empréstimos concedidos à JBS.

Justiça da Venezuela concede prisão domiciliar a mais um político de oposição

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela concedeu, na noite de quarta-feira (12) prisão domiciliar ao parlamentar de oposição Wilmer Azuaje, cinco dias depois que o líder da oposição Leopoldo López foi beneficiado com uma medida idêntica. "O cidadão Wilmer José Azuaje Cordero, membro do Conselho Legislativo do estado de Barinas, deve ficar detido em sua residência, até que o Conselho Legislativo de Barinas decida sobre a suspensão da imunidade parlamentar de Azuaje", disse um comunicado do Supremo, corte capacha do regime comuno-bolivariano. De acordo com uma queixa apresentada ao Procurador por deputados da oposição, Azuaje foi preso em sua empresa por membros do Serviço de Inteligência Bolivariana (Sebin) em 2 de maio e, em seguida, transferido para Caracas.

AES e Siemens firmam acordo para armazenamento de energia

A empresa americana de energia AES e o conglomerado alemão de engenharia Siemens anunciaram nesta terça-feira (11) que firmaram um acordo para uma joint venture a fim de atender o mercado de armazenamento de energia, que tem passado por rápida expansão. A demanda por armazenamento de energia em larga escala tem crescido conforme o preço de baterias avançadas cai e mais países apostam em energias renováveis como usinas eólicas e solares. O uso de grandes baterias e outros sistemas de armazenamento em conjunto com as energias renováveis gera maior confiabilidade sem produzir mais emissões de gases do efeito estufa.

A joint venture, que terá participação de 50% de cada empresa, terá o nome de Fluence. A empresa vai vender tecnologias de baterias de lítio-íon atualmente comercializadas pela AES e pela Siemens. "Agora esse é um mercado muito fragmentado. Nós estamos juntando dois dos líderes", disse o presidente executivo da AES, Andres Gluski. A tecnologia da Siemens foca principalmente projetos para empresas e universidades ou hospitais, enquanto a AES mira estruturas maiores, que são incorporadas à rede elétrica de uma região.

AES e Siemens atualmente detém cerca de 17% das instalações de armazenamento de energia, disse o presidente da divisão de gerenciamento de energia da Siemens, Kevin Yates. A joint venture terá sede em Washington, nos Estados Unidos, com escritórios também na Alemanha e em outros países.

Gerente diz que doleiro mandava "pacotes" para a Fetranspor


O gerente financeiro da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), Carlos Roberto Alves, afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que o presidente do Conselho de Administração da entidade, José Carlos Lavouras, recebia semanalmente “pacotes” de uma corretora de valores usada pelo esquema de desvio de recursos do sistema de transportes do estado. À Polícia Federal, Alves disse “que acredita que em tais pacotes pudesse haver dinheiro”. Alves está preso, e Lavouras, que tem cidadania portuguesa, foi detido em Portugal, onde precisa se apresentar diariamente à Justiça.

De acordo com o Ministério Público Federal, a Hoya, do doleiro e delator Álvaro José Novis, era utilizada para operar a propina do esquema da Fetranspor. Investigadores sustentam que Lavouras era o responsável por ordenar os pagamentos direcionados a agentes públicos, em troca de vantagens como aumentos nas passagens e benefícios tributários. Donos de empresas de ônibus, como o próprio Lavouras, também se beneficiaram — segundo o Ministério Público Federal, só ele ficou com R$ 40,7 milhões.

Alves também contou que entregava envelopes com documentos à corretora, a mando de Lavouras. Para o Ministério Público Federal, eram planilhas com a contabilidade da organização criminosa — esta seria a função de Alves no grupo.

Justiça afasta do cargo auditores fiscais acusados de desviar R$1 bilhão

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região afastou cinco auditores fiscais da Receita Federal denunciados por usar o cargo para desviar mais de R$ 1 bilhão dos cofres federais. Os três desembargadores da 1ª Turma do TRF2 atenderam a um pedido do Ministério Público Federal, que recorreu da decisão da 2ª Vara Federal de Niterói, que tinha absolvido os auditores em 2015, quando foram acusados de defender interesse privado contra a Fazenda. No parecer e na sustentação oral, o Ministério Público Federal apontou que os servidores deveriam permanecer suspensos do exercício do cargo enquanto o recurso tramita.

Os auditores fiscais afastados são Jarbas Antônio de Barros, Luiz Henrique Basílio, Nélson Rohen de Araújo, Ronaldo de Castro Maia Vinagre e Flávio César Ferreira Viana. Todos estão entre os alvos de investigação da Corregedoria da Receita Federal. De acordo com o TRF2, em novembro de 2014, após mais de dois anos de apurações, a Receita, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal deflagraram a Operação Alcateia, quando foram cumpridos mais de 60 mandados em Niterói, por causa de um esquema que implicava redução de impostos cobrados de empresas.

No parecer, o procurador regional federal Paulo Roberto Bérenger disse que caso permanecessem nos cargos, os réus continuariam a praticar delitos em detrimento da população e da administração pública. Apontou, ainda, que agiriam para prejudicar a instrução criminal. Na visão do procurador, o afastamento do cargo era uma medida de urgência necessária enquanto não houver decisão definitiva do processo. “Foram reconhecidos diversos indícios de autoria e materialidade que justificaram o afastamento cautelar dos acusados quando a denúncia foi recebida”, disse.

Para Paulo Roberto Bérenger os sinais de autoria e materialidade continuam. “Esses indícios permanecem fortemente, tal como relatados e provados nos autos. Não há elementos novos para presumir que os acusados não mais se dedicariam a patrocinar os interesses privados de empresas perante a Receita Federal”, completou.

Governo anuncia reaplicação de R$ 1,7 bilhão na saúde

O governo federal anunciou na quinta-feira (13) a reaplicação de R$ 1,7 bilhão para o custeio e o investimento em saúde, após ter promovido uma redução de R$ 3,5 bilhões nos gastos da pasta ao longo do último ano. Segundo o Ministério da Saúde, a redução nos gastos foi proveniente de uma renegociação de contratos da área, sobretudo os de compra de medicamentos, vacinas e insumos. O recuo médio foi de 20% nos custos das contratações.

Do valor anunciado para ser reaplicado, R$ 771,2 milhões serão utilizados no custeio da atenção básica de saúde, enquanto os R$ 1 bilhão restantes serão destinados à compra de ambulâncias e vans. Mais de R$ 500 milhões da quantia destinada ao investimento serão repassados diretamente a 1.787 municípios, para a compra de 6,5 mil ambulâncias. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, em solenidade que reuniu dezenas de secretários municipais de Saúde e que contou com a presença do presidente Michel Temer.

“Para que a União seja forte, é preciso que os municípios sejam fortes... quero homenagear também o Congresso Nacional, se não fosse a ação conjunta do Congresso Nacional com o Executivo, nós não teríamos chegado onde chegamos”, disse o presidente. “Estamos, em 14 meses, fazendo o que se faria em 4, 5 ou 6 anos. Imagina o que faremos com mais um ano e meio”, acrescentou. Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o presidente liberou até o momento mais de R$ 6,2 bilhões em emendas parlamentares destinadas à área. “O presidente nos tem permitido contrariar interesses para prestar um melhor atendimento de saúde ao povo brasileiro”, disse.

Rabello estima que o BNDES aportará liquidamente R$ 34 bilhões no Tesouro Nacional em 2017

Em 2016, o aporte líquido do BNDES na União foi de R$ 128,1 bilhões, enquanto no ano anterior ficou em R$ 32,3 bilhões. Em dezembro, o banco realizou operação de antecipação do pagamento de R$ 100 bilhões em financiamentos obtidos com a União entre 2008 e 2014. Sobre a devolução dos R$ 100 bilhões, o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, disse que havia disponibilidade à época para isso. "Foi uma solicitação justa por parte do Ministério da Fazenda, que naquele momento estava fazendo um ajuste importante. E o banco tinha razoável disponibilidade para isso", afirmou Rabello de Castro.

O presidente do banco afirmou que, atualmente, há mais de R$ 100 bilhões disponíveis no caixa do banco, indicando que não haveria disponibilidade para um novo aporte naquele patamar. "O que resta no nosso caixa é perfeitamente ajustável às condições que temos pela frente de retomada do crescimento econômico", disse. No entanto, destacou "se pedirem mais já começa a faltar, mas ninguém está pedindo". 

As captações com o Tesouro Nacional, realizadas entre 2007 e 2014, somaram R$ 443 bilhões. "A curiosidade é que, se não houvesse esse aporte tão debatido e discutido, de R$ 443 bilhões, o banco estaria sofrendo aperto de caixa monumental porque o controlador andou sacando dividendos e não deixando caixa para o banco trabalhar, mas em compensação emprestou. Ao emprestar, equilibrou o fluxo de caixa do banco".

Segundo ele, as operações do banco só foram viabilizadas, tendo em conta o fluxo que voltava de dividendos e tributos, por conta desse empréstimo. "Portanto, a noção de que o banco ficou com R$ 443 bilhões, que não sabem onde colocou, não está correta". Os dividendos pagos à União entre 2001 e 2016 somaram R$ 74,1 bilhões, enquanto os tributos foram de R$ 55,6 bilhões.

Henrique Meirelles diz que indicadores econômicos mostram recuperação da economia



Os indicadores econômicos não sofreram, até o momento, qualquer impacto por causa da crise política do país. A avaliação é do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Segundo ele, os indicadores de junho mostram que a recuperação da economia continua. “Não há, no momento, sinais de que tenha havido reversão na trajetória de crescimento. Temos diversos índices para o mês de junho, por exemplo, da economia, que estão mostrando crescimento. Consumo de energia mostrou crescimento, produção de automóveis mostrou crescimento. São itens relevantes porque são os chamados antecedentes da produção, como a produção de papel ondulado que é usado nas embalagens de produtos industriais. Isso também teve crescimento expressivo. Em resumo, o fato é que os índices de junho mostram a continuação dessa trajetória”, disse.

O ministro disse que a experiência dele, após muito tempo trabalhando com a economia, seja no cargo que ocupa agora, no longo período em que esteve antes como presidente do Banco Central ou, ainda, quando atuava no setor privado trabalhando com diversos países, o levam a ter certeza de que o que interessa são os resultados mostrados pelos números: “Opinião ainda é valida, é bom, mas no final o que prevalece são os números”.

Destacou que a mensagem levada aos agentes econômicos, incluindo os de fora do País, é que as instituições brasileiras estão funcionando normalmente. Na visão dele, a votação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer, representa que tudo está dentro da normalidade.

De acordo com ele, o mais relevante é que a economia brasileira já está em rota de crescimento. “O resultado da votação foi significativo e vamos aguardar, agora, a decisão da Câmara dos Deputados, que deve se dar em um pouco mais de duas semanas e prosseguindo. Do ponto de vista da equipe econômica, estamos concentrados na reforma econômica, estamos trabalhando dia e noite justamente para assegurar que o país volte a crescer”, disse.

O ministro assegurou que o governo tem seguido as previsões inciais de ajuste fiscal e que o controle das despesas públicas “é rígido, rigoroso e inalterado”. Disse que o teto de gastos, fixado pela Constituição, tem sido seguido rigorosamente e que a liberação de emendas que tem sido feita pelo governo obedece ao limite orçamentário de cada ministério: “Não se está revisando o orçamento de diversos ministérios visando acomodar novas emendas ou já existentes. Não. Qualquer liberação de emenda é dentro dos orçamentos de cada ministério. Portanto, este é um processo em andamento”.

Para o ministro, seguindo esta determinação, não há possibilidade de que no final do ano o governo federal ultrapasse o limite de gastos. “Não há dúvida de que o teto de evolução dos gastos públicos, estabelecido pela Constituição, será cumprido este ano. Quanto a isso, não há nenhuma possibilidade de que não aconteça”. Meirelles classificou de correto e bem-vindo, o alerta do Tribunal de Contas da União de que o governo não respeitará a meta fiscal este ano. Reconheceu que houve queda de arrecadação no início do ano, resultado, segundo ele, da profunda recessão a que o País viveu nos últimos dois anos, mas acrescentou que as expectativas são de início de recuperação da arrecadação diante do retorno de crescimento da economia.

O ministro anunciou que na segunda-feira (17) serão divulgados os novos resultados da economia. “Em função de tudo isso, não há dúvida de que o segmento e o sucesso em cumprirmos a meta de resultado primário do governo federal é um esforço duro e difícil e concordamos com o alerta do TCU. Inclusive nos ajuda a chamar atenção de toda a administração de que temos que levar a sério. Não é apenas um projeto do Ministério da Fazenda e do Ministério do Planejamento, não, o próprio TCU reforça este ponto e é muito positivo”, destacou.

Na visão do ministro é normal que os indicadores ainda registrem oscilações. “Uma economia que cai durante muito tempo, agora começa a crescer, e o processo nunca é uniforme mês a mês em todos os setores da economia. Então, é normal que haja esse processo de oscilação, mas o fato é que nós crescemos de uma maneira muito forte no primeiro trimestre. Há uma acomodação no segundo, onde deve haver um equilíbrio e voltamos a crescer no terceiro e quarto trimestres. Esperamos chegar ao final do ano com uma taxa de crescimento comparável ao início do ano, pouco acima de 2%, que é o que já vínhamos prevendo”, disse.

Segundo o ministro, a economia brasileira tem mantido o seu curso e isso é que vai decidir o ritmo de investimento e de criação de empregos nos próximos meses. “A economia cada vez mais retoma o seu curso e isso dá já uma segurança maior aos agentes econômicos para investir e ao consumidor para tomar crédito”, disse, lembrando, que o País registrou nos dois últimos meses criação líquida de empregos que tinham sido perdidos: “Dois meses em sequência, o que marcou um longo ciclo de perda de emprego e, portanto, aumento de desemprego”.

Meirelles acrescentou que existem algumas medidas em andamento para serem anunciadas e entre elas está a redução no tempo do processo brasileiro de importação e exportação: “A ideia é reduzir em 40% o tempo gasto para fazer a importação e a exportação”. Disse que a reforma tributária está em processo de discussão no governo e no Congresso, mas destacou que é preciso definir prioridades. Para o ministro, depois da sanção da reforma trabalhista é preciso concentrar esforços para a aprovação da reforma da Previdência, para depois fazer a reforma tributária. “Precisamos estabelecer prioridades. Isso no serviço público é fundamental. Aprovou-se a reforma trabalhista e uma série de outras medidas. Agora começamos a discutir a Previdência e em seguida da Tributária”, concluiu.

O ministro fez palestra sobre Perspectivas Econômicas e Políticas Públicas: Os Desafios para o Brasil, organizada pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas (DAPP) e pela Escola Brasileira de Economia e Finanças (EPGE), da Fundação Getulio Vargas.

Supremo de fancaria da Venezuela quer submeter a procuradora geral Luisa Ortega a detector de mentiras

O Tribunal Supremo de Justiça da ditadura comuno-bolivariana da Venezuela, uma corte de fancaria, citou nesta sexta-feira a procuradora-geral, Luisa Ortega, para que se submeta a um detector de mentiras como parte do processo que pode levar a sua destituição. "O Tribunal Supremo de Justiça admitiu o teste do polígrafo solicitado pelo defensor Tarek William Saab, que deverá ser realizado como parte do processo contra a procuradora-geral por supostas faltas graves no exercício de seu cargo". O Tribunal Supremo de Justiça, um capacho sujo do chavismo, citou Ortega para se submeter ao teste na próxima segunda-feira, na sede da polícia científica (CICPC).

O deputado governista Pedro Carreño pediu a destituição de Ortega por ter mentido ao afirmar que não apoiou a designação de 33 magistrados do TSJ. Luisa Ortega considera que o processo é uma "perseguição", e destaca que o TSJ proibiu sua saída do país e congelou seus bens. O procuradora-geral, uma chavista histórica que rompeu com o governo do ditador comuno-bolivariano Nicolás Maduro, afirma que jamais firmou a ata de seleção destes magistrados, que foram designados pelo Parlamento em dezembro de 2015, quando ainda estava sob o controle do chavismo.

Ortega se distanciou de Maduro há três meses e meio, após denunciar uma "ruptura da ordem constitucional" por decisões do TSJ que retiraram competências do Legislativo, agora dominado pela oposição. Desde então, a onda de protestos contra Maduro já deixou 95 mortos. Ortega se tornou uma férrea adversária de Maduro, contrária à Assembleia Constituinte convocada pelo presidente por considerar que o processo atenta contra a democracia. 

Comunista assassino Raul Castro denuncia "perseguição política" contra Lula

O presidente de Cuba, Raúl Castro, denunciou nesta sexta-feira uma "perseguição política" contra o chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula, que "busca frustrar sua candidatura às eleições de 2018 no Brasil". "Ao companheiro Luiz Inácio Lula da Silva, vítima de perseguição política e de manobras golpistas, expressamos nossa solidariedade diante da tentativa de impedir sua candidatura a eleições diretas com uma inabilitação judicial", disse o sanguinário assassino Raul Castro no encerramento da primeira sessão do Parlamento cubano, transmitida pela TV estatal. "Lula, Dilma Rousseff, o Partido dos Trabalhadores e o povo brasileiro terão sempre Cuba a seu lado", destacou o presidente cubano. 

Esquerda uruguaia se solidariza com Lula

Em declaração emitida pela chamada Mesa Política, a Frente Ampla (esquerda) manifesta "sua preocupação diante do pronunciamento judicial sobre o ex-presidente Lula da Silva e, em uma sequência imediatamente posterior", a aprovação da reforma trabalhista, "que afeta direitos elementares" dos trabalhadores. A Frente Ampla manifesta "sua solidariedade com o companheiro Lula da Silva, com o Partido dos Trabalhadores do Brasil (PT) e com o povo brasileiro neste momento tão difícil". A nota, aprovada por unanimidade, destaca o desejo de que o Brasil "consiga superar, pelo caminho democrático, a profunda crise que o afeta, com eleições livres, sem interdições ou adiamentos".

O ex-presidente e ex-terrorista tupamaro José "Pepe" Mujica enviou uma carta a Lula, que nesta sexta-feira o Movimento de Participação Popular (MPP) publicou no Twitter, apoiando o "amigo" na luta contra as "classes dominantes": "Querido Lula: as classes sociais existem e as dominadoras não suportam que os submetidos disputem o poder. Sei que sua luta continua e continuará, apesar dos juízes e da imprensa". Mujica, amigo de Lula, se despediu afetuosamente em sua mensagem: "Lhe acompanhamos nas lutas do povo humilde do Brasil. Contigo como sempre, Pepe". Os comunistas latino-americanos são todos solidários no crime considerado revolucionário, quando praticado por eles. 

Temer almoça com amigos juristas em São Paulo

Depois de conseguir derrubar o parecer favorável ao acolhimento da denúncia da qual é alvo, o presidente Michel Temer buscou conforto nos velhos amigos, todos com notório conhecimento jurídico. O peemedebista almoçou nesta sexta-feira, 14, em São Paulo, com antigos companheiros e ouviu deles a avaliação de que a manobra na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aumentou suas chances de escapar da denúncia por corrupção oferecida pela Procuradoria-Geral da República.

O advogado de Temer, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, estava presente no encontro que aconteceu no restaurante Parigi, no bairro do Itaim Bibi, entre 13 e 15 horas. Também participaram os desembargadores Xavier de Aquino e Carlos Teixeira, e os advogados Manuel Alceu Affonso Ferreira, Hélio Lobo, Rui Fragoso, Antonio Carlos Mendes, Mario Sérgio Duarte Garcia, e Edgar Silveira Bueno.

Todos fazem parte de um grupo de velhos amigos que costuma se reunir quinzenalmente há anos, em um hábito que remonta os tempos da faculdade. Temer, entretanto, não aparecia desde que assumiu a presidência. Auxiliares do presidente dizem que ele está "inconformado" com a condição de denunciado e faz questão de trocar informações com interlocutores do ramo jurídico. Ex-presidente da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), o advogado Mário Sérgio Duarte Garcia disse que, no almoço, como de costume, Temer ouviu mais que falou. "Eu lhe disse que com essa vitória é bem provável que ele acabe conseguindo afastar a tentativa de impeachment porque a margem teria que ser muito grande na Câmara para atingir o quórum necessário", afirmou.

O advogado Rui Fragoso disse que, enquanto degustavam o menu de massas e carnes oferecido pelo restaurante, regado a vinho e água, os presentes também conversaram sobre assuntos mais "leves" para o presidente "espairecer". "Falamos de amenidades, sobre a viagem dele no Exterior e literatura para ele se sentir à vontade", disse. "Ele até me recomendou o livro 'O dia em que nevou em São Paulo'", completou. Segundo ele, Temer comeu ravioli e bebeu apenas água.

Ditadura da Venezuela fecha acordo de US$ 1,3 bilhão com petroleira dos Estados Unidos

A Venezuela fechou um convênio de 1,3 bilhão de dólares com a petroleira americana Horizontal Well Drilling, num ato no qual o ditador comuno-bolivariano Nicolás Maduro afirmou que deseja se reunir com Donald Trump. O acordo prevê a exploração de 200 poços para produzir, dentro de três anos, 105 mil barris de petróleo diários para a estatal Pdvsa, atualmente com 1,9 milhão de barris por dia. "O investimento inicial será de 200 milhões de dólares, num projeto global de três anos, no qual 1,3 bilhão de dólares serão investidos", detalhou o ministro venezuelano de Petróleo, Nelson Martínez. A empresa desenvolve, há dois anos, dois projetos na Venezuela, que tem as maiores reservas petrolíferas do mundo, lembrou o ministro.

Durante a assinatura do convênio, Maduro comentou que a Venezuela - vivendo grave crise econômica graças à queda dos preços do petróleo - precisa de investidores internacionais. "A Venezuela sozinha não vai conseguir", admitiu o mandatário, pressionado por protestos de oposição que já deixaram 95 mortos desde 1 de abril. A consultoria Ecoanalítica estima em 9 bilhões de dólares o déficit fiscal da Venezuela para 2017, calculado com o barril de petróleo a 42,5 dólares. Nesta semana, o barril venezuelano fechou em 41,60 dólares.

"Diga a todos nos Estados Unidos que estamos prontos para fazer bons negócios", afirmou Maduro, dirigindo-se ao presidente da petroleira, Tom Swanson. Ele também expressou seu desejo de se encontrar com Trump para normalizar as relações tensas. Os dois países não têm embaixadores desde 2010. "Diga ao presidente Donald Trump que um dia desejo falar cara a cara em termos de respeito, dos benefícios de ter boas relações", afirmou o governante, que acusa Washington de apoiar tentativas de golpe da oposição no país latino-americano.

Chefe da Procuradoria argentina é convocada para depor em caso de corrupção do órgão

Um juiz argentino citou para depor a procuradora-geral, Alejandra Gils Carbó, por irregularidades na compra de um edifício para o organismo, informou nesta sexta-feira uma fonte judicial. A procuradora-geral atribui a causa a uma perseguição do governo de Mauricio Macri, que pediu publicamente a sua renúncia. A funcionária deverá comparecer perante o juiz federal Julián Ercolini em 31 de agosto, no último dos interrogatórios de um grupo de 11 pessoas citadas para depor, segundo a agência de notícias da Suprema Corte. O magistrado aceitou o pedido de um procurador para investigar a compra de um imóvel para a Procuradoria de quase 44 milhões de pesos realizada em 2015. Gils Carbó denunciou a "perseguição" por parte do governo do presidente Mauricio Macri, que a acusou de "criar imputações ao governo com seus procuradores". "Não é uma procuradora imparcial como deve ser, é uma militante política que obstruiu as investigações de feitos de corrupção do governo anterior" de Cristina Kirchner, disse o presidente. A procuradora-geral argentina, designada em 2012 com a aprovação do Senado, disse que não renunciará e negou ser militante, ativista ou simpatizante de um partido político.

Estados Unidos matam novo chefe do Estado Islâmico no Afeganistão

O Exército dos Estados Unidos matou nesta semana o novo líder do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no Afeganistão, durante um bombardeio na província de Kunar, três meses após abater o seu antecessor, informou o Pentágono nesta sexta-feira. Os Estados Unidos estão intensificando a sua luta contra o grupo extremista no país por medo de que o Afeganistão se converta eventualmente no novo reduto do EI, que está perdendo terreno no Iraque e na Síria.

"As forças armadas americanas mataram Abu Sayed", líder do EI-Khorasan, nome da célula local do grupo no Afeganistão, "em um bombardeio ao quartel-general do grupo na província de Kunar em 11 de julho", explicou a porta-voz do Pentágono, Dana White, em um comunicado. O "ataque aéreo matou também outros membros do EI-Khorasan e alterará significativamente os objetivos do grupo terrorista de intensificar a sua presença no Afeganistão", acrescentou.

"Quando você mata o líder de um desses grupos, faz com que ele retroceda", disse à imprensa o chefe do Pentágono, Jim Mattis. "É, sem dúvida, uma vitória fazer com que eles retrocedam. É a direção certa". Abu Sayed é o terceiro "emir" da organização terrorista no Afeganistão a ser abatido por Washington e Cabul, depois de Hafiz Sayed Khan no ano passado e Abdul Hasib no fim de abril. Naquele momento, porta-vozes do Exército americano disseram que a morte de Hasib "ajudaria a alcançar o objetivo de destruí-los em 2017". "Continuaremos até aniquilá-los", declarou o general John Nicholson, que lidera as forças americanas nesse país. As forças afegãs e americanas lançaram uma ofensiva em março de 2017, destaca o Pentágono, para "enviar ao Estado Islâmico a mensagem clara de que não há santuário para os seus combatentes no Afeganistão".

Estados Unidos vão confiscar US$ 144 milhões em propriedades ligadas à corrupção nigeriana

Funcionários americanos afirmaram nesta sexta-feira (14) que planejam confiscar 144 milhões de dólares em propriedades envolvidas em atos de corrupção de executivos petroleiros nigerianos nos Estados Unidos, inclusive o iate "Galactica Star", avaliado em 80 milhões de dólares. O iate e um apartamento de 50 milhões de dólares em frente ao Central Park, em Manhattan, estavam entre os bens ligados aos contratos adjudicados pela ex-ministra do Petróleo, Diezani Alison-Madueke, entre 2011 e 2015, informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos em comunicado.

"Que os funcionários corruptos de outros países e executivos de empresas não se enganem: se os fundos ilícitos estão ao alcance dos Estados Unidos, vamos tentar confiscá-los e devolvê-los às vítimas que foram roubados", disse Kenneth Blanco, procurador-geral adjunto responsável. "Os Estados Unidos não são um porto seguro para produtos da corrupção". Os procuradores afirmam que Alison-Madueke aceitou propinas dos executivos petroleiros Kolawole Akanni Aluko e Olajide Omokore. Ela adjudicou contratos lucrativos para as empresas, que venderam cerca de 1,5 bilhão de dólares em petróleo nigeriano. O dinheiro do suborno foi lavado em empresas fantasmas e intermediários por meio de bancos americanos e compra de propriedades, que o Departamento de Justiça pretende confiscar.

União honrou R$ 592 milhões em dívidas do Rio de Janeiro em junho

Justamente no mês em que deixou de ter suas contragarantias executadas pela União em caso de não pagamento de contratos, o Estado do Rio de Janeiro deixou de honrar R$ 592,20 milhões em dívidas que tiveram que ser cobertas pelo Tesouro Nacional, informou nesta sexta-feira, 14, o Ministério da Fazenda. O valor é maior do que o verificado em outros meses. 

Devido à grave crise financeira do Rio, o total de calotes do governo fluminense que foram pagos pelo governo federal apenas no primeiro semestre chegou a R$ 1,799 bilhão. Em todo o ano passado, os débitos não pagos pelo Rio e honrados pela União somaram R$ 2,227 bilhões.

A escalada da inadimplência em junho aconteceu logo após o Rio de Janeiro conseguir uma liminar junto ao Supremo Tribunal Federal para que a União não execute nenhuma contragarantia do Estado, antecipando parte do acordo costurado com o governo fluminense dentro do Regime de Recuperação Fiscal dos Estados.

Normalmente, ao precisar honrar contratos de Estados e municípios, o Tesouro aciona suas as respectivas contragarantias, o que também inclui deixar de repassar aos entes as cotas dos fundos de participação e as receitas de tributos.

Mas, sem poder executar as contragarantias do Rio de Janeiro no mês passado, o Tesouro recuperou apenas R$ 7,76 milhões de um total de R$ 600,25 milhões em calotes cobertos pela União em junho. Esse índice de recuperação, de apenas 1,3%, é muito inferior ao usual. Em maio, por exemplo, a recuperação de contragarantias foi de 61,8%. Do total de R$ 4,198 bilhões em dívidas de Estados e municípios honradas pela União até junho deste ano, o Tesouro conseguiu recuperar R$ 2,981 bilhões, equivalentes a 71% do total.

Caixa Econômica Federal já pagou mais de R$ 41,8 bilhões das contas inativas do FGTS

A Caixa Econômica Federal pagou mais de R$ 41,8 bilhões a 24,8 milhões de trabalhadores com direito ao saque das contas inativas do FGTS . O valor pago, até o dia 12 de julho, equivale a 96% do total disponível para saque (R$ 43,6 bilhões). O número de trabalhadores que sacaram os recursos das contas do Fundo de Garantia representa 82% das 30,2 milhões de pessoas beneficiadas pela medida. Os recursos sacados das contas inativas do FGTS superaram a previsão inicial do banco, de R$ 35 bilhões. Quatro etapas do calendário montado pelo governo já foram cumpridas. O último lote liberado foi para os trabalhadores que nasceram no mês de dezembro, no último sábado, dia 8. O prazo máximo para saque dos valores é até 31 de julho.

Segundo pesquisa feita pela Boa Vista SCPC, com o dinheiro do saldo inativo do FGTS em mãos, 21% dos trabalhadores priorizaram, especificamente, o pagamento da fatura do cartão de crédito em atraso. Outros 16% optaram por pagar as contas de concessionárias, como água, luz, gás. Um décimo arcou com o pagamento de empréstimo pessoal e consignado, assim como outros 10% que quitaram dívidas com o cartão de loja.

Entre os entrevistados com direito ao benefício, 57% tinham em mente, antes do saque, o pagamento de dívidas como o principal destino do recurso extra do Fundo de Garantia. Outros 17% pretendiam guardar o dinheiro e 11% antecipar o pagamento de contas e outras dívidas não atrasadas.

Na prática, não só os que afirmaram que pagariam dívidas, mas também os que disseram que fariam algo diferente, como fazer compras, poupar ou antecipar o pagamento das contas não atrasadas, usaram o recurso extra para quitar dívidas já vencidas (91%). Outros 3% pouparam; 2% anteciparam contas não atrasadas e 3% se dividiram entre compras de produtos e serviços, entre outras finalidades.

Mesmo com a intenção de pagar as contas atrasadas, como a maioria fez, apenas 14% dos trabalhadores conseguiram quitar todas as dívidas em atraso usando o saldo inativo do FGTS. Das contas que ficaram pendentes, o cartão de crédito representa 25%, empréstimo pessoal/consignado (12%), cartão de loja (10%), crediário (9%), contas de concessionárias (8%) e cheque especial (8%).

Feito o saque e o pagamento das dívidas atrasadas, 74% dos consumidores entrevistados pela Boa Vista conseguiram reassumir em parte ou totalmente o controle das finanças, em função do saque providencial do recurso inativo do FGTS. Para 26%, entretanto, o valor sacado não foi suficiente para que pudessem ficar com as finanças pessoais em dia.

A pesquisa foi realizada online, entre 12 e 23 de junho, com 2.880 respondentes, de um universo aproximado de 80 mil consumidores. Dos entrevistados, 51% são homens e 49% mulheres. 37% têm entre 31 e 40 anos e 20% entre 41 e 50 anos. 45% são casados, e 89% estão economicamente ativos. 95% são das classes C, D e E.

Moro manda intimar Lula da sentença de nove anos e meio de prisão



O juiz Sergio Moro mandou intimar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da sentença de nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso tríplex. A carta precatória nº 700003610473 deverá ser levada por um oficial de Justiça ao endereço onde mora o petista, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O magistrado atribuiu os crimes de corrupção passiva pelo recebimento de vantagem indevida da OAS em decorrência de contrato com a Petrobras e de lavagem de dinheiro pela ocultação e dissimulação da titularidade do apartamento 164-A, o triplex, e por ter se beneficiado de reformas realizadas no imóvel.

Na sentença, Moro considerou existir provas para condenação de Lula pelo recebimento de propinas de R$ 2,2 milhões — R$ 1,1 milhão da diferença entre o preço pago e o preço do triplex e mais R$ 1,1 milhão pelo custo das reformas. A carta precatória foi enviada em 12 de julho — dia da sentença — por Moro ao juiz federal competente por distribuição da Subseção Judiciária de São Bernardo do Campo.

Sergio Moro absolveu Lula "das imputações de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o armazenamento do acervo presidencial, por falta de prova suficiente da materialidade". Além do caso triplex, a denúncia do Ministério Público Federal acusava o ex-presidente de corrupção e lavagem de dinheiro pelo armazenamento de bens do acervo presidencial, de 2011 a 2016.

Também foram condenados nesta ação penal os executivos José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro — corrupção e lavagem a 10 anos e oito meses —, e Agenor Franklin Medeiros — corrupção ativa a seis anos, ambos da OAS. O juiz da Lava Jato absolveu outros executivos da OAS, Paulo Roberto Valente Gordilho, Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira, e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, do crime de lavagem de dinheiro.

Foguete russo coloca 73 satélites em órbita em um único lançamento

Um satélite de observação Kanopouss e 72 satélites menores foram colocados em órbita a partir do cosmódromo de Baikonur (Cazquistão), anunciaram a agência espacial russa Roskosmos e o centro de pesquisa Glavkosmos. "Em 14 de julho às 06H36 GMT (03H36 de Brasília), um foguete Soyuz-2.1A decolou com sucesso do cosmódromo de Baikonur (Cazquistão) levando um satélite de observação da Terra Kanopouss-V-IK e (outros) 72 satélites" menores, anunciou em um comunicado a Roscosmos.

Um porta-voz do centro de pesquisa russo Glavkosmos, encarregado de colocar os satélites em órbita, afirmou depois "que o último dos satélites da missão se separou do estágio superior às 14H41 GMT" (11H41 de Brasília), saudando o sucesso da missão. Os satélites foram colocados em três órbitas diferentes.

"Pela primeira vez no mundo, se desenvolveu e se implementou uma missão tão complexa e importante", ressaltou Glavkosmos. O satélite Kanopouss é um satélite russo de observação da Terra, utilizado para detectar incêndios florestais ou para atualizar mapas topográficos. Entre os outros 72 satélites, havia satélites japoneses, alemães e canadenses e 62 nanosatélites CubeSat, desenvolvidos nos Estados Unidos.

Tiroteio na parte antiga de Jerusalém deixa 5 mortos

Três homens abriram fogo na Cidade Velha de Jerusalém, fizeram três vítimas nesta sexta-feira (14), sendo abatidos por agentes israelenses na Esplanada das Mesquitas, no incidente mais grave registrado nos últimos anos nessa área extremamente sensível. Poucas horas após o ataque, a polícia israelense deteve brevemente o mufti de Jerusalém, Mohammed Hussein, que estava reunido com outros palestinos na Cidade Velha para denunciar o fechamento da Esplanada das Mesquitas.

Um dos filhos de Ahmad informou que seu pai havia sido interrogado "pela polícia sobre o que eles chamaram de incitação à violência a respeito de seu chamado para que os muçulmanos fossem a Jerusalém". Além disso, um palestino foi morto em confrontos com as forças israelenses em um campo de refugiados perto da cidade de Belém, na Cisjordânia, segundo o Ministério palestino da Saúde, que identificou a vítima como Bara Hamamdah, de 18 anos. 


Após o incidente na Esplanada das Mesquitas, a polícia israelense anunciou que todos os acessos ao local, situado em Jerusalém Oriental foram fechados e que as orações desta sexta-feira não seriam celebradas. Frente à possibilidade de aumento das tensões, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente palestino, Mahmmud Abbas, conversaram por telefone pela manhã, informou a agência de notícias palestina Wafa.

O presidente Abbas condenou o incidente e manifestou "sua rejeição a todo ato de violência, venha de onde vier, especialmente em lugares de culto", afirmou a Wafa, acrescentando que "o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fez um apelo à calma". Este foi o primeiro ataque com arma de fogo em muitos anos na parte antiga da cidade, segundo comentaristas. Os últimos 20 meses têm sido marcados, porém, por uma série infindável de ataques com facas praticados por terroristas palestinos islâmicos. Dois policiais feridos no incidente faleceram pouco depois do ataque, enquanto um terceiro agente se recuperava de ferimentos leves, segundo a Polícia.

Os dois agentes mortos, Hail Satawi, de 30 anos, e Kamil Shanan, de 22, faziam parte da minoria árabe drusa de Israel, muito presente na Polícia e no Exército israelenses. De acordo com a Polícia e com o Shin Bet, o serviço de Inteligência interna de Israel, os três agressores eram árabe-israelenses, oriundos da cidade de Um el-Fahm (norte). Eles foram identificados como Mohamed Khabarin e Mfadal Khabarin (ambos de 29 anos) e Abdel Latif Khbarin (19 anos).

Às 7h (1h de Brasília), os agressores abriram fogo contra os policiais israelenses perto de um acesso à Cidade Antiga de Jerusalém e, em seguida, fugiram para a Esplanada das Mesquitas, onde foram mortos pelas forças de segurança, de acordo com a Polícia. Em um vídeo divulgado por veículos da imprensa israelense e da palestina é possível ouvir os tiros na Esplanada das Mesquitas.

O ministro israelense da Segurança Pública, Gilad Erdan, foi ao local e chamou o ataque de "evento extremamente grave". "Vamos ter de reavaliar todos os dispositivos de segurança no Monte do Templo e seus arredores. Exorto os líderes de ambos os lados a manter a calma em Jerusalém", acrescentou.

Segundo a imprensa israelense, é a primeira vez desde 2000, quando teve início a Segunda Intifada, que as orações de sexta-feira são canceladas. O mufti de Jerusalém, Mohamed Hussein, denunciou à imprensa que a Esplanada dos Mesquitas havia sido isolada, e as orações, canceladas. As autoridades israelenses "não querem que as pessoas fiquem na mesquita de Al-Aqsa", indicou.

"O governo palestino condena todos os procedimentos da ocupação israelense em Al-Aqsa e o impedimento das pessoas de orar na sexta-feira", declarou o porta-voz do governo palestino em Ramallah, Tarik Rashmawi. Al-Aqsa está localizada no Monte do Tempo e é o terceiro lugar mais sagrado do Islã. Logo abaixo, o Muro das Lamentações é o local mais sagrado do Judaísmo.

O porta-voz do Hamas, Sami Abu Zhori, considerou que o ataque desta sexta-feira foi "uma resposta natural ao terrorismo sionista e à profanação da mesquita de Al-Aqsa", em um comunicado publicado no site do Hamas. "O status quo será preservado", garantiu Benjamin Netanyahu, na tentativa de tranquilizar os palestinos.

De acordo com um status quo em vigor há décadas, os judeus têm permissão para visitar a Esplanada, mas não de rezar no local. Desde outubro de 2015, Israel e os Territórios Palestinos vivem uma onda de violência produzida pelo terrorismo islâmico, que já resultou na morte de 280 terroristas palestinos, 42 israelenses, dois americanos, dois jordanianos, um eritreu, um sudanês e uma britânica.

Lucros do JPMorgan e Wells Fargo sobem no 2º trimeste, do Citigroup caem

JPMorgan Chase e Wells Fargo registraram lucraram mais no segundo trimestre, beneficiados pela alta das taxas de juros. O Citigroup viu seus ganhos caírem. Os executivos afirmaram que a economia americana vive um momento de solidez, apesar de não ser espetacular. O Federal Reserve (Fed) aumentou as taxas de juros, permitindo aos bancos ganhar mais com empréstimos. Mas o lucro das principais divisões do comércio caiu, em meio à baixa volatilidade nos mercados definitivos. "Nós mantivemos resultados sólidos em um cenário econômico global que está estável ou melhorando", disse o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, num comunicado. "O consumo americano segue em forma".

No JPMorgan, o maior banco americano em ativos, os ganhos líquidos no segundo trimestre subiram 13,4%, a 7 bilhões de dólares. A receita líquida avançou 4,7%, a 26,4 bilhões de dólares. Entre os fatores-chave para a alta dos ganhos, está a expansão do resultado líquido de juros devido à elevação da taxa pelo banco central americano, bem como o maior número de empréstimos - encarado como um sinal de atividades econômicas de empresas e famílias. As divisões comerciais do gigante bancário pioraram em relação ao mesmo período do ano passado, graças à "baixa volatilidade prologada", afirma.

O lucro líquido do Wells Fargo teve alta de 4,5%, a 5,8 bilhões de dólares. Sua receita líquida de 22,2 bilhões de dólares ficou estável em relação ao segundo trimestre de 2016. Os ganhos com juros subiram, mas os empréstimos variam pouco em relação ao ano anterior. Um dos fatores que contribuiu foi o declínio dos empréstimos para compra de automóveis, devido a regras mais rígidas. "Os resultados gerais são sólidos num período crescimento econômico modesto e contínuo", disse John Shrewsberry, CFO do Wells Fargo.

Para o Citigroup, os resultados não foram tão bons. O lucro líquido no trimestre ficou em 3,9 bilhões, 3,2% a menos que no mesmo período do ano passado. A receita expandiu 2% para 17,9 bilhões de dólares. O banco disse que o alto custo do crédito e despesas operacionais provocaram a queda do lucro. Ele também disse que suas receitas comerciais foram prejudicadas pela comparação com o mesmo período de 2016, quando o Brexit provocou uma explosão de negócios.

BNDES pede assembleia extraordinária da JBS para discutir comando da empresa

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pediu a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) do grupo JBS, com objetivo de discutir o comando da empresa. O banco é sócio minoritário da companhia comandada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, com 21,3% das ações. Segundo o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, a AGE deverá acontecer em breve. A informação foi dada por Rabello nesta sexta-feira (14), durante coletiva para o lançamento do "Livro Verde – Nossa História Tal Como Ela É", um livro petista, que destaca as principais atividades do banco no período de 2001 a 2016.

Por conta da delação premiada de Joesley, em 17 de maio, o grupo JBS chegou a perder R$ 3,5 bilhões em valor de mercado, causando prejuízo ao BNDES e a outros acionistas minoritários, incluindo a Caixa Econômica Federal, que detém 4,9% das ações. Questionado se o banco iria pedir o afastamento dos irmãos Batista da JBS, o presidente confirmou que o assunto será colocado em pauta na AGE. “Isso é um assunto que é interna corporis dos sócios, nem eu posso responder. Porque nós estamos agindo em bloco com outros minoritários. A AGE foi solicitada e ela deve ser marcada nos próximos dias. Eu defendo o melhor para a companhia. Será jogado em pauta na AGE, mas não com o termo que foi utilizado, destituição, porque destituir a gente destitui é rei”, afirmou Paulo Rabello.

Ele explicou que o motivo da convocação da AGE é realizar uma apuração sobre o que ocorreu na JBS após a delação de Joesley, que impactou negativamente nas ações empresas na bolsa de valores. “Não significa dizer que a gente tem qualquer parti pris de que o administrador causou qualquer dano. Mas o que é fundamental é que se haja uma apuração. Isso é o que o Brasil quer que seja feito, por que ele é investidor na companhia. Queda de preço de ações momentâneo não é prejuízo, quando a ação sobe também não é lucro. Governança profissionalizada é um objetivo do banco”, disse Paulo Rabello.

Entre os assuntos abordados no Livro Verde, está o aumento da participação das micro, pequenas e médias empresas (MPME) nos empréstimos do banco. No período entre 1996 e 2000, essa participação foi menos de 15% do total, alcançando uma média de 32% entre 2011 e 2016. Também no setor da agropecuária, que respondia por menos de 3% do total de empréstimos em 2010, houve forte crescimento, passando para 18% do total, em 2016.

Os desembolsos médios totais do banco no País para o setor de infraestrutura, entre 2011 e 2016, foi de R$ 2,3 bilhões por ano no setor de rodovias, R$ 2,1 bilhões em ferrovias, R$ 1,4 bilhão em portos e hidrovias e R$ 1,3 bilhão em infraestrutura aeroportuária. Também houve desembolso médio anual de R$ 4,1 bilhões para obras de mobilidade urbana.

Cerca de 52 mil venezuelanos já pediram asilo no primeiro semestre deste ano

O número de pedidos de asilo apresentados por cidadãos venezuelanos no primeiro semestre desse ano é quase o dobro dos apresentados durante todo o ano de 2016, alertou hoje (14) a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). Os Estados Unidos(18.300 pedidos), o Brasil (12.960), a Argentina (11.735), a Espanha (4.300), o Uruguai (2.072) e o México (1.044) são os países mais procurados. Durante todo o ano passado, cerca de 27 mil venezuelanos apresentaram pedidos de asilo em vários países, uma cifra que tem crescido até alcançar os 52 mil pedidos de janeiro a junho deste ano. "Estes dados representam apenas uma fração do total de venezuelanos que podem necessitar de proteção internacional, dado que muitos não se registram como solicitantes de asilo, apesar de que fugiram por causa da violência e da insegurança, assim como pela incapacidade de poder sobreviver", afirmou numa coletiva de imprensa o porta-voz da Acnur, William Spindler.

"Graças a uma larga tradição de solidariedade nos países latinoamericanos, os cidadãos venezuelanos podem residir nos países limítrofes sob distintos tipos de residência temporária”, disse Spindler. Ele alertou contudo que "por causa de obstáculos burocráticos, de períodos de espera muito grandes e do alto preço das taxas, muitos venezuelanos optam por ficar numa situação irregular, em vez de usar os procedimentos de asilo ou migratórios para se regularizar". Segndo a Acnur, muitos dos 300 mil venezuelanos que residem na Colômbia, dos 40 mil em Trinidad e Tobago, e dos 30 mil no Brasil "podem estar nesta situação".

Por outro lado, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu ao governo venezuelano que não use a Justiça Militar do país para julgar civis, uma prática a que têm sido submetidos quase 50 pessoas e a que o governo não parece querer renunciar. "Urgimos ao governo que deixe de usar imediatamente a Justiça Militar para julgar civis, algo que é contrário à lei internacional de direitos humanos, particularmente com respeito ao devido processo e garantias", afirmou a porta-voz do órgão, Elizabeth Throssell. O vice-presidente da Venezuela, Tareck el Aissami, advertiu que a Justiça Militar encarcerará aqueles que obstaculizem a eleição da Assembleia Constituinte, que terá lugar no próximo dia 30 e a que se opõe a oposição.

J&F começa a acertar suas dívidas com os bancos

Os irmãos Batista chegaram a um acordo com bancos credores para rolar dívidas da JBS. O acerto também envolve a renovação de empréstimos da holding que reúne os investimentos da família, a J&F. No total, a renegociação alcançará cerca de R$ 20 bilhões, segundo um banqueiro que participa diretamente das conversas. Os termos do acordo já foram definidos, mas ainda falta a assinatura da Caixa Econômica Federal. O banco público é um dos maiores credores do grupo de Joesley e Wesley Batista. Parte do que a instituição estatal tem a receber será quitada com o dinheiro da venda do controle da Alpargatas pela J&F – a operação renderá R$ 3,5 bilhões aos Batista. Junto com a Caixa Econômica Federal na renegociação estão ainda Bradesco, Santander, Banco do Brasil, HSBC, BNP Paribas e Bank of China. No total, o grupo é composto por 14 instituições. O Itaú recusou-se a aderir e conduziu tratativas à parte.

O banco ameaçava executar os empréstimos. Ao final, chegou-se a uma solução intermediária, na qual parte da dívida será quitada pelos Batista e outra parte será renovada, segundo um executivo a par dos termos do acordo.  O Conselho de Administração da JBS autorizou, no dia 7 de julho, a celebração dos acordos. Segundo ata da reunião, haverá "substituição das operações de dívida" ou "prorrogação das parcelas de principal". Em crise desde que firmou acordo de delação premiada, o conglomerado dos Batista deu passos importantes no plano de reestruturação de seus negócios. 

A venda do controle da fabricante de calçados Alpargatas, dona da marca Havaianas, anunciado na quarta-feira (12), ajudará a reduzir o endividamento. Os R$ 3,5 bilhões serão pagos à vista.  O negócio foi arrematado por um grupo de investidores formado pela Itaúsa, das famílias Setúbal e Villela, e Brasil Warrant e Cambuhy, ambas dos Moreira Salles, outra família sócia do Itaú. 

Também na quarta-feira (12), a JBS conseguiu desbloquear a venda de ativos, que havia sido decretada em junho pelo juiz federal Ricardo Leite, do Distrito Federal. Uma liminar do desembargador Olindo Menezes anulou a decisão de impedir a venda. Com isso, a empresa ficou autorizada a concretizar o negócio com o frigorífico Minerva, que prevê a transferência de operações da JBS na Argentina, no Uruguai e no Paraguai por US$ 300 milhões. 

O conglomerado dos Batista e a companhia de alimentos JBS, por eles controlada, têm dívida bilionária e vivem uma aguda crise de reputação desde que os empresários bucaneiros caipiras Joesley e Wesley firmaram acordo de delação, no qual confessaram uma série de crimes. Na tentativa de contornar a crise, os Batista iniciaram um programa de venda de empresas para levantar pelo menos R$ 15 bilhões nos próximos meses. A J&F precisa se desfazer dos ativos para reduzir sua dívida e para arcar com as parcelas das multa de R$ 10,3 bilhões prevista no acordo de leniência fechado com as autoridades. A fabricante de lácteos Vigor e a de celulose Eldorado também estão sendo negociadas.

Petrobras prevê manter controle da BR após oferta de ações

A Petrobras informou nesta sexta-feira (14) que, embora ainda não tenha definido a quantidade de ações da BR Distribuidora que oferecerá ao mercado, a ideia é manter o controle sobre a companhia. A oferta de ações da subsidiária foi aprovada pelo conselho de administração da estatal em reunião realizada na terça-feira (11). O objetivo é listar a empresa no Novo Mercado da bolsa de São Paulo, que determina uma fatia mínima de 25% das ações negociadas em mercado. "Em relação ao percentual que será ofertado, a Petrobras informa que foram debatidos diversos cenários, inclusive os que foram mencionados pela imprensa, mas não houve deliberação específica acerca da extensão da oferta", disse a estatal, em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

O texto responde a pedido de esclarecimentos da autarquia a respeito de notícias sobre a oferta de até 40% das ações. A Petrobras diz ainda que o número de ações oferecidas dependerá de condições estratégicas e de mercado e ainda será objeto de análise interna. A venda da BR é uma das principais operações do plano de desinvestimentos da estatal, que prevê arrecadar US$ 21 bilhões até o fim de 2018. Na quarta-feira (12), relatório do banco UBS disse que o valor integral da BR está entre US$ 8 bilhões e US$ 12 bilhões. "Acreditamos que a entrada de recursos com a oferta de ações e a maior transparência (exigida) de uma companhia listada em bolsa serão bons para a Petrobras e para a BR", escreveram os analistas do banco.

Novos donos das Havaianas querem aumentar vendas de chinelos nos Estados Unidos

Os novos donos da Alpargatas querem ampliar a oferta de produtos da marca Havaianas e acelerar a expansão internacional da empresa, especialmente nos Estados Unidos. A estratégia foi comentada nesta sexta (14) por Alfredo Egydio Setubal, presidente da Itaúsa, uma das novas acionistas da fabricante de calçados. Empresa de investimentos das famílias Setubal e Villela, a Itaúsa associou-se à Cambuhy e a Brasil Warrant, ambas companhias dos Moreira Salles, para comprar a Alpargatas da J&F, de Joesley e Wesley Batista. A operação foi fechada na quarta (12) e prevê o pagamento á vista de R$ 3,5 bilhões. Com o acordo, as três compradoras ficarão com 54% do capital total da Alpargatas – e 86% das ações com direito a voto. Apesar de exportar para mais de 100 países, apenas 16% da receita da empresa vêm do exterior. A Alpargatas faturou R$ 4 bilhões no ano passado. Os novos donos acreditam que é possível acelerar o crescimento lá fora.

O foco será no mercado americano e em países estrangeiros que possuem clima tropical, afirmou Setúbal. "A marca Havaianas tem capacidade de expansão muito grande nos Estados Unidos, onde a participação ainda é relativamente pequena e muito concentrada em Califórnia, Flórida e Nova York", disse o empresário em teleconferência com investidores. Ele afirmou que a Alpargatas deverá investir para ampliar o portfólio de produtos. Hoje, as sandálias representam 63% das receitas. O sistema de vendas da marca pela internet é considerado "pouco avançado" e, por isso, também receberá investimentos. Os executivos que comandam a companhia serão mantidos, segundo Setubal. A Alpargatas é presidida desde 2003 por Márcio Utsch. 

As mudanças ocorrerão no conselho de administração, com a saída de representantes da família Batista e a entrada dos novos acionistas. A gestão da Alpargatas será compartilhada entre as três compradoras. As famílias Moreira Salles, Setubal e Villela já são sócias no Itaú Unibanco, banco controlado em conjunto por elas há nove anos. As negociações para a compra da Alpargatas correram de forma acelerada, com um acordo fechado após poucas semanas. A maior preocupação foi proteger os novos donos de problemas oriundos da delação premiada dos irmãos Batista, afirmou Setubal. 

A J&F adquiriu o controle da fabricante de calçados da Camargo Corrêa em 2015. Para isso, tomou um empréstimo de R$ 2,7 bilhões da Caixa Econômica Federal. Em sua delação, o empresário Joesley Batista indicou pagamento de propina para viabilizar empréstimos no banco estatal. Setubal afirmou que a análise feita antes da compra não indicou problemas de ordem fiscal, tributária e trabalhista na Alpargatas.

JBS vende fazenda de confinamento no Canadá por US$ 40 milhões


A JBS informou nesta sexta-feira que sua subsidiária indireta, a JBS Food Canada Inc. ("JBS Canadá"), fechou um acordo para a venda de sua operação de confinamento e de uma fazenda adjacente, localizados em Brooks, no estado de Alberta, no Canadá, à MCF Holdings Ltd. ("MCF"). O valor da transação foi de 50 milhões de dólares canadenses, cerca de US$ 40 milhões. De acordo com fato relevante divulgado pela JBS, o acordo de venda prevê que a MCF continuará fornecendo gado para a unidade de produção de carne bovina da JBS Canadá, em Brooks.

Petrobras quer o dinheiro do caso triplex

A Petrobras pediu a Sérgio Moro para que os valores da ‘conta corrente' do PT na OAS sejam restituídos à estatal. O dinheiro que pagou o triplex do Guarujá saiu dessa conta, confirmou Léo Pinheiro. Os advogados da estatal reivindicam que "o valor fixado como dano mínimo deve ser revertido em favor da peticionária, ora vítima, como vem sendo feito em outras sentenças". (O Antagonista)

Terroristas árabes-israelenses matam dois policiais em Jerusalém


Três atiradores árabes-israelenses abriram fogo contra a polícia, na manhã de sexta-feira (14), próximo ao Monte do Templo, local sagrado de Jerusalém. Eles mataram dois agentes policiais drusos e logo depois foram mortos a tiros por outros policiais. De acordo com a polícia, os agressores fizeram o ataque perto do Portão do Leão, um dos acessos à área da Cidade Velha. Eles tinham uma pistola, dois rifles e uma faca. 

As autoridades israelenses investigam agora como o grupo conseguiu passar por uma revista de segurança para chegar com as armas. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, ordenou o fechamento do Monte do Templo (onde está o Muro das Lamentações) e as orações muçulmanas de sexta-feira foram canceladas. A decisão causou indignação entre os palestinos, pois o local também abriga a mesquita de Al-Aqsa e o Domo da Rocha, duas construções tidas como sagradas para o islamismo. O grão-mufti (máxima autoridade religiosa) de Jerusalém, Mohammad Hussein, conclamou os muçulmanos a desafiarem a ordem. 

Os locais sagrados para o islã em Jerusalém são administrados pela Jordânia, e a custódia foi reafirmada no acordo de paz assinado entre Israel e o país árabe em 1994. Uma onda de ataques palestinos nas ruas começou em 2015. Ao menos 255 palestinos e um jordaniano morreram desde o começo das agressões. Israel diz que ao menos 173 destes foram mortos enquanto realizavam algum ataque, outros em confronto ou em protestos. Do outro lado, 38 israelenses, dois turistas americanos e um estudante britânico foram assassinados em ataques com facas, tiros e atropelamentos por terroristas árabes.