domingo, 25 de junho de 2017

O propineiro Leo Pinheiro diz que tesoureiro do PT o avisou de que a propina era regra geral

Em depoimento ao juiz Sergio Moro, na quarta-feira (21), o presidente da OAS, o empreiteiro propineiro Léo Pinheiro, afirmou que era sistemática a cobrança de propina de 1% nos contratos da Petrobras. O dinheiro, segundo Pinheiro, era destinado a abastecer os cofres do PT. A audiência tratou do contrato firmado entre a empreiteira e a Petrobras para a construção do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes).  “Eu fui apresentado ao senhor Paulo Ferreira em 2007. E ele ia substituir o Delúbio Soares na tesouraria do PT”. “Foi informado que era para ter o pagamento de 1%, conforme era uma regra do PT nos projetos da Petrobras”, disse. Moro, em seguida, quis saber se o pedido de propina foi feito diretamente a ele. “Ele me procurou informando que teriam esses pagamentos”, confirmou Pinheiro. “Eu sabia que existiam esses pagamentos em outros contratos naquela época. Nós não participávamos do clube, mas queríamos. Isso veio a ocorrer posteriormente”, disse ele, sobre o grupo de empreiteiras que sempre ganhava as licitações da Petrobras. Adiante, Moro quis saber se o Cenps foi o único projeto em que Léo Pinheiro pagou propina. “Fizemos parte do consórcio da refinaria da Repar, fizemos parte da refinaria RNEST, que tiveram esses pagamentos”, disse ele, sobre os projetos de Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná, e Abreu e Lima, em Pernambuco.

Petista Renato Duque diz que Vaccari arrecadava propina a mando de Lula


O petista Renato Duque, ex-diretor da Petrobras,  passou por novo interrogatório conduzido pelo juiz Sergio Moro na quarta-feira (21). A sessão foi um pedido de sua defesa, sob a alegação de que Renato Duque deseja fazer delação premiada. Duque afirmou que o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, começou a operar propinas para o partido antes mesmo de assumir o cargo, em 2010. E que comandava o esquema a mando do então presidente Lula.

Justiça autoriza Roger Abdelmassih a ir para prisão domiciliar, é um escárnio total, afronta a todas as mulheres brasileiras


O ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão pelo estupro de 37 pacientes de sua clínica de reprodução assistida na cidade de São Paulo e que estava preso desde 2009, ganhou da Justiça na quarta-feira o direito de cumprir a pena em prisão domiciliar.

A Justiça acatou argumento de seus advogados de que, além da idade avançada (73 anos), o ex-médico sofre de graves problemas de saúde, notadamente uma série de doenças cardíacas, que exigem tratamentos médicos frequentes, incluindo internações hospitalares, e que colocam em risco a sua vida. 

Laudo médico pedido pela Justiça confirma a gravidade do estado de saúde do ex-médico e atesta “a real possibilidade de óbito toda vez que houver necessidade de internação hospitalar, mesmo antes ou durante o transporte do paciente”. “Tudo isso – frise-se – agravado pela idade avançada do preso, descompensações e internações recorrentes em curto espaço de tempo”, afirmou a juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté (interior de São Paulo), responsável pelo presídio de Tremembé, onde Abdelmassih cumpria pena. Um vagabundo dessa ordem deveria morrer dentro da prisão, como morrem milhares de outros presos em condições similares, que não têm o mesmo privilégio porque não têm dinheiro.

A defesa havia pedido em março que o ex-médico recebesse indulto humanitário – ou seja, que não precisasse cumprir o restante da pena – ou fosse para prisão domiciliar, mas a solicitação foi negada pela juíza, já que o laudo de um cardiologista perito apontou que ele se apresentava em “regular estado geral, emagrecido, com aspecto depressivo e perda de massa muscular”, mas que não corria risco de vida.

Segundo a juíza, no entanto, no dia 8 de abril, o “quadro se alterou sensivelmente, levando o detento à internação hospitalar por descompensação e quadro de edema agudo de pulmão, tendo sido diagnosticada a cardiopatia grave”. Ele teve alta no dia 26 de abril, mas no dia 18 de maio precisou ser internado novamente e, desde então, encontrava-se no hospital.

Em sua decisão, a juíza negou indulto humanitário pedido novamente pela defesa, mas concordou com a prisão domiciliar, embasada pelo artigo 5º da Constituição, que diz que é “assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral”. O respeito à integridade física e moral não tem nada a ver com prisão domiciliar. Isso fica por conta da maldita hermenêutica, que permite a qualquer juiz no Brasil decidir qualquer coisa, de qualquer maneira, de acordo com seu entendimento pessoal da lei. Menos para os pobres, a esses são reservadas decisões de acordo com a fria disposição legal. “Possível, portanto, a autorização para que o apenado cumpra sua reprimenda sob prisão domiciliar quando indispensável ao respectivo tratamento médico e inexista estabelecimento prisional com disponibilidade estrutural para prestação dessa assistência”, escreveu. 

Ele deve deixar o presídio nesta quinta-feira. O médico não poderá sair de casa (exceto quando estiver em tratamento médico), e viajar par fora do País (foi obrigado a entregar o passaporte) e terá de usar tornozeleira eletrônica. Além disso, ele terá de passar por perícia médica a cada três meses ou “a qualquer tempo caso sobrevenha notícia de sensível e abrupta alteração do quadro de saúde atual” – se isso ocorrer, ele pode ter a prisão domiciliar revogada. “Caso venha a demonstrar qualquer alteração positiva em seu quadro de saúde atual ou inaptidão ao gozo da benesse que ora lhe está sendo deferida, não honrando o voto de confiança que lhe é depositado, retornará imediatamente ao cárcere”. 

Os problemas cardíacos de Abdelmassih foram diagnosticados há mais de 30 anos, mas teriam se agravado em decorrência das acusações contra ele. Ele já teve uma ponte de safena colocada em 2008, durante uma cirurgia de emergência. No ano passado ele foi internado em um hospital de São Paulo com princípio de enfarte e suspeita de entupimento das coronárias. Ele passou por procedimento para a instalação de um stent. A defesa alega que ele já teve de sair da prisão em ao menos quatro ocasiões para atendimento, já que estava sujeito a óbito.

Considerado um dos maiores especialistas do mundo em reprodução humana, o ex-médico foi acusado de atacar sexualmente as vítimas entre 1995 e 2008. Em novembro de 2010, ele foi condenado a 278 anos de reclusão, mas permanecia em liberdade, beneficiado por um habeas corpus, e saiu do País. Após três anos foragido, ele foi preso no Paraguai pela Polícia Federal em agosto de 2014. Ele é um dos tipos mais infames da vida brasileira em toda sua história. É um monstro em hiper escala. 

EUA acusam Estado Islâmico de destruir mesquita histórica


O Iraque e os Estados Unidos acusaram o Estado Islâmico (EI) de ter destruído, na quarta-feira, a mesquita Al Nuri, situada em Mossul, no norte do Iraque, onde o comandante do grupo terrorista, Abu Bakr Baghdadi, proclamou em 29 de junho de 2014 o “califado” que incluía partes da Síria e Iraque. A mesquita e seu minarete eram um símbolo de Mossul e um patrimônio histórico do Iraque.

As forças iraquianas divulgaram imagens, captadas por câmeras aéreas, que mostram as ruínas do monumento. “As gangues de terror do Estado Islâmico cometeram outro crime histórico ao explodirem a mesquita de Al Nuri e seu minarete”, informou o comunicado militar iraquiano. O porta-voz do comando de Operações Conjuntas, Yahya Rasul, disse à emissora de televisão curdo-iraquiana Rudaw que os combatentes do Estado Islâmico colocaram explosivos no templo enquanto as tropas iraquianas avançavam na cidade.

“É um crime contra o povo de Mosul e do Iraque, e um exemplo do porquê essa brutal organização precisa ser aniquilada”, afirmou o major Joseph Martin, líder das forças terrestres da coalizão. O Exército do Iraque havia anunciado na última segunda-feira que lançaria um ataque contra a cidade para expulsar o Estado Islâmico de Mossul.

“Após violentos combates as unidades das forças antiterroristas conseguiram chegar a dezenas de metros da entrada da mesquita”, informou o comandante, Sami Kadem Ardi. O primeiro-ministro do Iraque, Haider Abadi, afirmou que o ato equivale a “um anúncio oficial da derrota” do Estado Islâmico.

A mesquita de Al Nuri foi construída em 1172 e era o maior símbolo da cidade de Mossul. O monumento era conhecido por seu minarete, que possuía forma cilíndrica e altura de 45 metros, com uma inclinação de vários graus, semelhante à torre de Pisa. A mesquita foi desmontada e restaurada em 1942, em um projeto de restauração do Ministério de Antiguidades iraquiano. Entretanto, o minarete se manteve intacto.

Em 2012, a Unesco assinou um acordo com as autoridades iraquianas para restaurar o minarete e evitar o perigo de derrubada, mas o projeto foi abandonado dois anos depois quando o Estado Islâmico conquistou a cidade. Os cidadãos de Mossul estavam muito preocupados pelo risco que corria a integridade do monumento quando as forças iraquianas anunciaram a proximidade do ataque na segunda-feira passada.

A campanha pela cidade velha começou em outubro do ano passado. Mossul possui uma importância estratégica histórica, pois todos os governos que a dominaram no passado, eram os que detinham o poder da região. Além disso, ela sedia a maior base de arrecadação de impostos e de campos de petróleo do Estado Islâmico, superando até mesmo Raqqa, a capital do califado do grupo terrorista.

Em janeiro, as tropas iraquianas libertaram os bairros ao leste do rio Tigre e, desde fevereiro, estão combatendo os terroristas no oeste da cidade, que antes da ocupação do Estado Islâmico, em 2014, chegou a ter cerca de dois milhões de habitantes.

Doleiro Lucio Funaro entrega à Polícia Federal registros das ligações do peemedebista Geddel


O doleiro Lúcio Funaro entregou à Polícia Federal registros de pelo menos doze ligações do ex-ministro Geddel Vieira Lima para sua esposa, Raquel Pitta, para corroborar o que disse em seu depoimento. Segundo Funaro, que negocia um acordo de colaboração, Geddel havia tentado sondá-lo para saber de sua disposição em fazer uma delação premiada. As ligações foram feitas via WhatsApp – mais difícil de ser grampeada – entre os dias 17 de maio e 1º de junho deste ano, sendo que a primeira aconteceu logo depois da publicação das primeiras informações sobre a delação premiada dos executivos da JBS. As imagens da tela do celular da mulher de Funaro foram entregues à Polícia Federal com a descrição de serem ligações entre a esposa de Funaro e “Carainho” – nome sob o qual Geddel estava registrado no celular. O número que aparece nas ligações é efetivamente o do ex-ministro do governo Michel Temer.

A preocupação de Geddel com possíveis delatores também foi relatada por Joesley Batista. Em seu depoimento, o dono da JBS afirmou que o ex-ministro o procurava de vez em quando e perguntava: “E o passarinho? Está calmo?” Era uma referência velada ao ex-deputado federal Eduardo Cunha, preso em Curitiba na Operação Lava Jato, e a suas intenções de contar o que sabe ao Ministério Público Federal.

Geddel é apontado por Joesley e pelos outros delatores da JBS como o homem que fazia a ligação entre Temer e o empresário. Depois de o ministro deixar o governo, acusado de pressionar pela liberação de uma obra em Salvador onde tem um apartamento, Joesley teria passado a tratar com Rodrigo Rocha Loures, então assessor especial de Temer. 

Comunicador do MBL foi preso em Porto Alegre


Três integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) e três funcionários da prefeitura de Porto Alegre foram presos pela Guarda Municipal na quarta-feira após uma briga durante protesto de servidores públicos municipais em frente à prefeitura. Entre os detidos estava o youtuber Arthur Moledo do Val, do canal "Mamãe, Falei", e um segurança dele. Os três integrantes do MBL e três integrantes do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) foram encaminhados à 17ª Delegacia de Polícia. Arthur do Val é conhecido por suas entrevistas satíricas. No ano passado, apatifou o coordenador da campanha do vice-prefeito, Poucos dias depois, Plinio Zalewski apareceu morto na sede do diretório municipal do PMDB de Porto Alegre, com uma faca de churrasco atravessada no pescoço. Conforme o general Sérgio Etchegoyen, ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional de Presidência d da República, e chefe da Abin, ele foi morto por organização criminosa. O trio do MBL realizava vídeos e fotos em meio à manifestação dos municipários, por volta das 10 horas, na Praça Montevidéu. Os municipários partiram para a agressão contra os representantes do MBL, fazendo ameaças, e acabaram tomando uma surra. 

Agora também os funcionários da prefeitura de Porto Alegre terão seus salários parcelados

Pela primeira vez na história, a prefeitura de Porto Alegre, sob o comando do prefeito Nelson Marchezan Junior, do PSDB, pagará parceladamente os salários do funcionalismo, mas 90% dos servidores receberão em dia. A primeira parcela será de R$ 10 mil, três vezes mais do que costumam ser os limites do governo estadual gaúcho, comandado pelo peemedebista José Ivo Sartori. O prefeito Marchezan Júnior alega que recebeu uma herança maldita. O seu governo é marcado até agora por gigantesca paralisia e falta de iniciativas.

A AGU do governo Temer pede bloqueio dos bens da JBS


A AGU pediu ao TCU o bloqueio de bens da JBS, para garantir o ressarcimento de prejuízos de 850 milhões de reais causados pela empresa ao BNDES. A ação revela que o dinheiro foi contaminado por malfeitos armados entre Joesley Batista e Guido Mantega. Mas, a ação não acusa o petista Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES. A AGU obedece ao comando do presidente Michel Temer. Alega a AGU que a JBS desfaz-se de seus bens, conforme noticia amplamente a imprensa.