sábado, 24 de junho de 2017

Polícia Federal apreende 15 jóias na casa da irmã da garota do Leblon, a "Riqueza", Adriana Ancelmo



Agentes da Polícia Federal apreenderam nesta sexta-feira 15 jóias no apartamento da irmã da ex-primeira-dama do Rio de Janeiro, a garota do Leblon, Adriana Ancelmo, chamada pelo seu marido Sérgio Cabral como "Riqueza", como parte das investigações da Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato no Estado. A ação teve por finalidade localizar 149 jóias adquiridas por Adriana e pelo marido, o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), em joalherias da cidade para lavar dinheiro obtido por meio de corrupção. 

Na denúncia apresentada à Justiça pelo Ministério Público Federal, consta que Cabral e Adriana adquiriram pelo menos 189 jóias desde o ano 2000 e que apenas 40 foram apreendidas pela Polícia Federal em operações de busca e apreensão.  A própria irmã de Adriana, identificada como Nusia, recebeu os agentes federais em casa. De acordo com as investigações da Polícia Federal, as jóias teriam sido dadas por Adriana a uma sobrinha, filha de Nusia. Foram apreendidos cinco anéis, sete brincos, dois cordões e um colar de pérolas. O outro endereço onde os agentes estiveram em busca de jóias foi no apartamento da ex-governanta de Adriana Ancelmo, Gilda Maria de Souza Vieira da Silva. Na casa dela, no entanto, nenhuma jóia foi localizada. 

Petrobras autoriza retomada de negociações com Sete Brasil



A diretoria da Petrobras autorizou a retomada de negociações com a empresa de sondas Sete Brasil, hoje em recuperação judicial. A medida responde a solicitação feita pela própria fornecedora em audiência na Justiça realizada em fevereiro. A estatal não tem uma nova proposta sobre número de sondas e preços de aluguel. A ideia é ouvir o que a direção da Sete tem a propor. O contrato inicial previa a contratação de 29 sondas, que seriam usadas para explorar reservas no pré-sal. Com a queda do preço do petróleo e sua própria crise financeira, a estatal decidiu que não precisaria mais de todos os equipamentos.

A Sete pediu recuperação judicial em abril de 2016, com uma dívida de R$ 19,3 bilhões. Desde então, vem tentando negociar um plano de recuperação com seus credores. A situação da empresa se complicou este ano, quando alguns de seus acionistas decidiram recorrer a arbitragem internacional para recuperar os prejuízos. Em seu balanço, a Petrobras identifica perdas possíveis de R$ 4,5 bilhões com os processos de arbitragem, que são movidos, principalmente, por fundos de pensão estatais —incluindo a Petros, dos empregados da estatal.

A Sete foi criada em 2010 e tem entre seus acionistas, além dos fundos de pensão, os bancos Santander e BTG, a empresa americana EIG e os fundos Strong, Lakeshore, Luce Venture e FI-FGTS. Contratou para construir as sondas estaleiros controlados por empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato. A Petrobras já havia proposto no fim de 2016 arbitragem para negociar um novo contrato com a fornecedora, mas teve o pedido negado. Naquele momento, a estatal dizia precisar de, no máximo, 10 sondas.