domingo, 18 de junho de 2017

Correios vão encerrar serviço de e-Sedex nesta segunda-feira


Os Correios vão encerrar, a partir de segunda-feira, o serviço de e-Sedex, serviço de encomenda expressa dos Correios para produtos adquiridos online. A estatal diz que a mudança faz parte da nova Política Comercial da empresa e que novas postagens de encomendas deverão ser realizadas por Sedex ou PAC. O fim do e-Sedex estava previsto desde o fim de 2016. O serviço, no entanto, continuava a vigorar por conta de uma liminar obtida pela Associação Brasileira de Franquias Postais (Abrapost). "Além desses serviços (PAC e Sedex), os Correios possuem parcerias com os maiores marketplaces do País e prosseguem com a implantação do novo serviço Correios Log — Comércio Eletrônico, também conhecido como e-Fulfillment, que possibilita à loja virtual ter toda a sua operação de armazenamento, preparação de pedido, postagem e logística completamente realizada pelos Correios, com otimizações operacionais e de custos para os clientes", diz a nota.

Número de mortos em incêndio em Londres deve chegar a 58, diz polícia

Pelo menos 58 pessoas podem ter morrido no incêndio que destruiu um prédio residencial em Londres nesta semana, disse a polícia neste sábado (17), quando a primeira-ministra Theresa May admitiu que a resposta das autoridades à tragédia não foi boa o suficiente.


Se o número de mortes for confirmado, isso torna o incêndio do Edifício Grenfell o mais mortal em Londres desde a Segunda Guerra Mundial. “Infelizmente, neste momento, há 58 pessoas que estariam no Edifício Grenfell naquela noite que estão desaparecidas e, portanto, eu infelizmente devo presumir que estão mortas”, disse o comandante da polícia Stuart Cundy. Ele acrescentou que o número pode mudar. A polícia havia estimado o número de mortes em 30 anteriormente. “O número de 30 mortes que eu confirmei ontem é o número de pessoas que eu tenho certeza que morreram, pelo menos. Então esses 58 incluem aqueles 30”, disse ele.

O governo da primeira-ministra May buscou suprimir a ira em relação ao incêndio, prometendo apoiar as vítimas após manifestantes terem criticado sua atitude ao visitar o local da tragédia. "A resposta dos serviços de emergência, do Serviço Nacional de Saúde e da comunidade foi heróica", afirmou May em um comunicado. "Mas, francamente, o apoio no local para as famílias que precisavam de ajuda ou informações básicas nas horas iniciais após esse terrível desastre não foi suficientemente bom." May foi retirada às pressas de uma reunião com os moradores na sexta-feira (16), sob forte guarda policial, com os manifestantes gritando “Que vergonha” e centenas de pessoas invadindo um prédio municipal pedindo justiça.

Após uma rápida eleição fracassada que fez com que seu partido perdesse a maioria no Parlamento, May está enfrentando críticas por sua resposta ao incêndio que engoliu o conjunto habitacional popular de 24 andares na quarta-feira. Os moradores do edifício destruído disseram que May demorou muito para visitar a comunidade atingida, que o prédio era inseguro e que as autoridades falharam em fornecer informações suficientes e apoiar aqueles que perderam seus familiares e casas.

May comandou no sábado uma reunião sobre a resposta do governo ao incêndio. Ela também recebeu as vítimas em Downing Street. Junto da polícia e dos peritos de incêndio, ela prometeu estabelecer uma investigação pública. Ela também prometeu 5 milhões de libras em apoio, garantias de domicílio e ajuda com acesso a contas bancárias e dinheiro. Aqueles que perderam suas casas serão realojados dentro de três semanas, disse ela. 

Jornalista esquerdista presidente do FI-FGTS deve ser expurgado do cargo


Recém-eleito presidente do comitê de investimentos do FI-FGTS, o bilionário fundo que aplica em infraestrutura dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) dos trabalhadores, Luiz Fernando Emediato deve renunciar na próxima semana. Executivos de empresas atingidas pela Operação Lava Jato que colaboram com as investigações, como a Odebrecht e a JBS, disseram ter pago propina a políticos e dirigentes do comitê em troca de recursos do fundo, que tem cerca de R$ 35 bilhões.

Emediato, que é jornalista e dono da editora Geração Editorial e entrou no comitê do fundo por indicação da Força Sindical, foi apontado por delatores como uma das pessoas que receberam propina. Logo depois da eleição do jornalista, no fim de maio, integrantes do Conselho Curador do FGTS, de onde sai o dinheiro do FI-FGTS, começaram a articular um pedido de afastamento de Emediato até que a situação seja resolvida.

Nos últimos dias, a pressão aumentou. O deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), que preside a central sindical, foi acionado pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB), para convencer Emediato a renunciar.

O comitê do FI-FGTS tem 11 integrantes -seis representam o governo, dois são indicados por sindicatos e três pelas empresas. O mandato do presidente é de um ano, e o cargo é preenchido por um rodízio de representantes das três bancadas. Neste ano, chegou a vez da Força Sindical.

Emediato está sob investigação desde que Fábio Cleto, vice-presidente da Caixa que tinha assento no comitê do FI-FGTS, fechou acordo de delação premiada e apontou como líder do esquema de corrupção no fundo o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso em Curitiba.

Dois ex-executivos da Odebrecht que se tornaram delatores, Benedicto Junior e Paulo Cesena, afirmaram que pagaram propina a Eduardo Cunha e integrantes do comitê, entre eles Cleto e Emediato. Seu nome também foi citado por Ricardo Saud, ex-diretor de relações institucionais da J&F, dona da JBS. Saud disse ter pago R$ 2,8 milhões a Emediato quando ele trabalhava no Ministério do Trabalho para que fiscalizasse frigoríficos concorrentes da JBS.

As delações fizeram a Caixa Econômica Federal reformular o FI-FGTS, que deixou de investir na compra de ações das empresas favorecidas e agora só libera recursos para empréstimos. Para se habilitar aos financiamentos, os interessados precisam se inscrever nas chamadas públicas. Cada projeto é analisado por funcionários da Caixa Econômica Federal antes de ser submetido à apreciação do comitê de investimento. Os projetos aprovados nessa instância seguem para o conselho curador, que dá a palavra final.

Incêndio florestal deixa ao menos 62 mortos em Portugal

Um incêndio florestal de grandes proporções, iniciado na tarde de sábado (17), já deixou 62 mortos no distrito de Leiria, na região central de Portugal, informou neste domingo (18) o Secretário de Administração Interna de Portugal, Jorge Gomes. Ao menos 54 pessoas estão feridas. O governo português decretou três dias de luto nacional.

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O maior número de vítimas foi registrado na vila de Pedrogão Grande, mas o fogo se alastrou também pelas de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera. Segundo Jorge Gomes, o incêndio tem quatro frentes ativas, duas das quais de "extrema violência". Balanços são divulgados de hora em hora e o número de vítimas pode aumentar. Ao todo, 687 bombeiros e 224 viaturas foram acionados para tentar controlar as chamas, mas segundo o governo português há outros incêndios florestais no país que impedem o emprego integral das forças. O governo espanhol foi acionado e enviou equipes para auxiliar no combate ao fogo. Por meio do Mecanismo de Proteção Civil, a União Europeia enviou três aviões para ajudar nos trabalhos de controle do incêndio. 

A Polícia Judiciária de Portugal ainda investiga as causas das chamas, mas informou não considerar o incêndio como tendo origem criminosa, sendo o mais provável que tenha se iniciado com um raio caindo sobre alguma árvore seca e posteriormente espalhado pelos fortes ventos que atingem a região. Os incêndios florestais em Portugal são comuns durante o verão europeu. No sábado, uma onda de calor elevou as temperaturas a patamares acima dos 40 graus Celsius.