domingo, 4 de junho de 2017

Banco Mundial reduz para 0,3% previsão de alta do PIB brasileiro


A economia brasileira vai crescer 0,3% neste ano, segundo previsão do Banco Mundial. A estimativa é 0,2 ponto percentual menor do que a feita pelo organismo em janeiro. A projeção do Banco Mundial é um pouco mais pessimista do que a média da estimativa dos economistas consultados semanalmente pelo Banco Central. A edição mais recente do Focus, de 26 de maio, apontava crescimento de 0,49% para o PIB deste ano. O organismo multilateral vê melhoras na economia brasileira (como o crescimento da indústria e das exportações, principal fator para o crescimento de 1% no PIB do primeiro trimestre), porém alerta para o crescimento da taxa de desemprego e a necessidade de fazer ajustes fiscais "significativos". No médio prazo, o Banco Mundial considera que o cenário para a economia brasileira está reprimido pela necessidade de empresas e setor público reduzirem seus níveis de endividamento, após o rápido aumento das dívidas antes da recessão de 2015-2016. Pela previsão do órgão com sede em Washington, o PIB do país vai crescer 1,8% e 2,1% no ano que vem e no próximo, respectivamente. Em ambos os casos, a projeção é menos otimista do que a média para as nações emergentes: 2,1% em 2017 e 2,5% em 2018.

Tribunais de Nova York e Luxemburgo bloqueiam ativos da Gradual

Tribunais de Nova York, nos Estados Unidos, e de Luxemburgo determinaram o arresto de ativos da corretora Gradual Investimentos por fraude em fundos de previdência complementar. O bloqueio atinge também seus donos, Gabriel Gouvêa de Freitas e a mulher, Fernanda Ferraz. Segundo o tribunal nova-iorquino, os dois transferiram mais de 200 milhões de dólares para fora do Brasil como forma de fugir dos processos judiciais no País. Entre as tentativas de esconder dinheiro da Justiça brasileira encontra-se a aquisição de uma propriedade em Nova York. Esse fato, entretanto, os colocou sob lei americana. Os tribunais americano e de Luxemburgo determinam o bloqueio de 6,6 milhões de reais do casal. O grupo Gradual é formado por dez empresas, que se dividem em investimentos e atividades comerciais. São responsáveis por administrar fundos previdenciários em municípios brasileiros, assim como operações de câmbio. Sua empresa principal é a Gradual Investimentos, epicentro da tormenta financeira. Ela enfrenta 300 processos judiciais no País, que se espalham por mais de 50 municípios. Parte do faturamento do grupo já é arrestado pela Justiça mensalmente. Entre as acusações que pairam sobre a empresa estão descumprimento de decisões judiciais e subscrição fraudulenta de ativos tóxicos.

Ministério Público Federal cobra de Palocci em sua delação fatos sobre Lula e BTG


Na negociação de delação de Antonio Palocci, o Ministério Público Federal fez um cobrança explícita: que o ex-ministro fale sobre o BTG Pactual e Lula. Na delação, há anexos sobre a Caoa, Cosan, BVA e o Carf. O neotrotskista comunista revolucionário clandestino Palocci pensa que, a esta altura dos acontecimentos, pode ir levando todo mundo na lorota. Ele ainda não compreendeu realmente a situação. Tem tudo para se dar bem mal.

Irmãos bucaneiros caipiras Joesley e Wesley Batista compram jato mais rápido e caro do mundo


Os empresários bucaneiros caipiras irmãos Joesley e Wesley Batista (ou melhor, uma de suas empresas) estão comprando um G650 (Gulfstream), o jato executivo mais rápido e caro do mundo. Algo como US$ 74 milhões. O G650 pode levar até dezoito passageiros e tem autonomia de vôo que permite viajar de São Paulo a Nova York sem escalas. O grupo já possui um G550. 

Há 50 anos, países árabes invadiram Israel, na Guerra dos Seis Dias, levaram fragorosa derrota e consolidaram o estado israelense de maneira formidavel


Em 7 de junho de 1967, os paraquedistas israelenses do 71º batalhão aproximaram-se do Muro das Lamentações, em Jerusalém, e chamaram o rabino Schlomo Goren, capelão-mor do Exército de Israel, que estava perambulando por ali. “Quando o rabino Goren desceu ao Muro, ficou tão emocionado que mal tinha fôlego. Pôs o shofar nos lábios, mas o som não saía”, relatou o soldado Benny Ron ao escritor Steven Pressfield, no livro A Porta dos Leões (Contexto). Ao ver a dificuldade do rabino com o instrumento de sopro feito com chifre de carneiro e usado nas celebrações judaicas, o major Uzi Eliam se ofereceu: “Rabino Goren, eu toco trompete. Posso tentar?” O som que se ouviu selou a mescla entre a conquista militar na Guerra dos Seis Dias, entre 5 e 11 de junho de 1967, com as aspirações religiosas do povo judeu. Pela segunda vez desde 1948, os israelenses resistiram às tentativas árabes de destruir o país — e ainda recuperaram o direito de orar no Muro, fechado para eles havia anos. O saldo de mortos foi devastador para um período tão curto: 18 000 árabes (dois por minuto) e 700 judeus.  A guerra que em grande parte forjou Israel como é hoje faz 50 anos. O conflito foi, acima de tudo, uma prova da capacidade de resistência dos israelenses, que frustraram a ambição do presidente egípcio Gamal Abdel Nasser de aniquilá-los. Mas a vitória também trouxe consequências inesperadas, ao transformar Israel, a contragosto, em um Estado conquistador. A Cidade Velha, que não aparecia nos planos de batalha, foi tomada, assim como as Colinas de Golã, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e a Península do Sinai. É por causa dessa série de conquistas que os atuais planos de paz quase sempre falam em voltar às fronteiras “pré-1967”. Alguns desses territórios foram devolvidos, como o Sinai e Gaza. 


Para os mais críticos, um dos problemas criados foi o fortalecimento do poderio militar em Israel. “As conquistas espetaculares de 1967 plantaram nas Forças Armadas a idéia de que o ataque é a melhor defesa. Esse pensamento, depois, acabou envolvendo o país em guerras desnecessárias”, diz o historiador israelense Guy Laron. Outro efeito indesejável da Guerra dos Seis Dias foi a hegemonia religiosa. Apesar de ter sido fundado em bases socialistas, seculares e modernas, o país acabou se inclinando para visões messiânicas e nacionalistas. Para muitos, a sobrevivência no conflito — que eles pensavam ser um novo Holocausto — só ocorreu graças à intervenção divina. A posse do Muro das Lamentações foi uma indicação de que os locais sagrados do judaísmo, incluindo toda a Palestina, deveriam permanecer com os israelenses. “Uma decisão tomada por pânico, uma conquista que nunca foi planejada, uma vitória militar roubada à beira da catástrofe, tudo isso modificou aqueles que acreditavam, aqueles que não acreditavam em nada e aqueles que buscavam acreditar em alguma coisa”, escreveu o historiador inglês Simon Sebag Montefiore na obra Jerusalém, a biografia (Companhia as Letras). Dez anos depois, o partido Likud, de direita e nacionalista, desbancou pela primeira vez os trabalhistas, que governavam desde 1948. Sob o manto religioso, as negociações de paz ficaram mais difíceis, ainda que o poder tenha trocado de mãos muitas vezes e que os palestinos tenham uma boa cota nos sucessivos fracassos. Humilhado no Sinai, o egípcio Nasser ligou para o rei Hussein, da Jordânia, com uma evasiva. Ele deveria dizer que os árabes foram derrotados pelos Estados Unidos e pela Inglaterra, e não apenas Israel. A desculpa não colou. Dentro do Egito, os nacionalistas perderam apoio para os fundamentalistas da Irmandade Muçulmana, berço de vários grupos terroristas atuais. O governo dos Estados Unidos ficou exultante com Israel, que passou a ser considerado um aliado estratégico contra as ditaduras árabes que se aproximavam da União Soviética. Depois de 1967, o que parecia impossível aconteceu: o Oriente Médio ficou ainda pior, com a desastrada iniciativa dos árabes de atacar traiçoeiramente o estado de Israel.

Mais uma empresa dos irmãos Batista no rol das delações


É grande a possibilidade de mais uma empresa da J&F, além da JBS, entrar no rol das delações. Neste caso, José Carlos Grubisich, presidente da a Eldorado Celulose (e ex-presidente da Braskem), falaria aos procuradores.

Irmão de Palocci procura empresários


Enquanto Antonio Palocci negocia delação, seu irmão Adhemar (ex-diretor da Eletronorte) tem, com toda discrição possível, procurado alguns grandes empresários para conversar. Que tipo de conversa um sujeito desses pode estar mantendo com empresários?

XP e a busca pelo centésimo bilhão


A XP bateu seu recorde de captação líquida no mês passado, quando teve 49% da corretora vendida ao Itaú: R$ 4,5 bilhões. Se repetir a dose em junho, alcançará R$ 100 bilhões sob sua gestão.

Atentado em Londres deixa ao menos 7 mortos e 48 feridos

A comissária-chefe de Polícia da Scotland Yard, Cressida Dick, elevou neste domingo para sete o número de vítimas fatais nos dois ataques de sábado à noite na região da London Bridge. Cressida confirmou que os três suspeitos pelo atentado foram abatidos oito minutos depois de a polícia receber a primeira ligação de emergência. Segundo a última informação da Scotland Yard, 48 pessoas foram hospitalizadas. Na noite deste sábado, uma van acelerou sobre os pedestres na London Bridge. O veículo então seguiu para o Borough Market, uma espécie de centro de produtos alimentícios e lazer, onde três homens deixaram o carro e esfaquearam os passantes. Os três suspeitos foram mortos em confronto com a polícia. Um terceiro incidente, um esfaqueamento na área de Vauxhall, próxima da London Bridge, também foi reportado, mas foi considerado um ato isolado, sem relação com os outros dois ataques. A área onde aconteceram os ataques continua cercada pela polícia, que pediu aos londrinos que evitem o local neste domingo. Cressida pediu para as pessoas que vivem dentro do perímetro protegido e que estavam em suas casas no momento do incidente permaneçam nelas por enquanto. A Scotlad Yard aumentou o número de patrulhas em diversos pontos da cidade e posicionou “um grande número de agentes” na região da London Bridge. A comissária-chefe da polícia pediu aos londrinos e aos turistas que estão na capital britânica que “mantenham a calma”, ao mesmo tempo em que destacou a necessidade de “permanecerem vigilantes e informar qualquer ação suspeita”. A maioria dos partidos políticos suspendeu a campanha eleitoral, mas a primeira-ministra Theresa May afirmou que ela seria retomada nesta segunda-feira e que a eleição geral para o Parlamento, marcada para quinta-feira, não sofrerá alterações.

Primeira ministra inglesa, Theresa May, diz que o islamismo é uma ideologia terrorista e que tem que levar um "basta"



A primeira-ministra britânica Theresa May atribuiu neste domingo ao extremismo islâmico o atentado que deixou sete mortos, além dos três agressores, e 48 feridos em uma zona de bares de Londres. Três homens atropelaram com uma van os transeuntes na famosa London Bridge, antes de descer do veículo e esfaquear várias pessoas no Borough Market, em uma área de bares e restaurantes ao redor do mercado. A polícia matou os três homens oito minutos depois de receber o primeiro alerta sobre o incidente. Após uma reunião extraordinária de seu comitê de segurança, May disse que “basta” e que “nós não podemos e nem devemos fingir que as coisas podem continuar como estão”. Ela afirmou que o país enfrenta “uma nova forma de ameaça”, na qual os autores dos atentados copiam uns aos outros. “O terrorismo alimenta o terrorismo e os autores passam ao ato não com base em complôs cuidadosamente preparados, e sim copiando uns aos outros e utilizando os meios mais rudimentares”, disse May em Downing Street após a reunião. Vencer a ideologia islamita “é um dos grandes desafios do nosso tempo”, completou, antes de ressaltar que a resposta não deve ser apenas realizar operações antiterroristas continuamente, e sim levá-la ao terreno das idéias e a internet “para evitar a propagação”. Quase todos os partidos suspenderam a campanha eleitoral neste domingo, mas esta continuará “amanhã (segunda-feira) e as eleições gerais acontecerão como estava previsto na quinta-feira, 8 de junho”, disse May. O atentado aconteceu a quatro dias das eleições legislativas e foi o segundo no Reino Unido em menos de duas semanas, depois do ataque que deixou 22 mortos em Manchester em 22 de maio em um show da cantora Ariana Grande, e o terceiro em menos de três meses. O ataque se parece com o executado em 22 de março perto do Parlamento, quando um homem atropelou várias pessoas na ponte de Westminster e depois esfaqueou um policial. Cinco pessoas morreram na ação terrorista.


Polícia prende doze pessoas após atentado em Londres

Doze pessoas foram detidas na manhã deste domingo como parte da investigação do atentado de sábado à noite em Londres que deixou sete mortos, além dos agressores, e 48 feridos. Agentes da unidade antiterrorista da Polícia Metropolitana realizaram a detenção no bairro de Barking, zona leste de Londres, anunciou a polícia em um comunicado. As operações prosseguem na área. Na noite deste sábado, uma van acelerou sobre os pedestres na London Bridge. O veículo então seguiu para o Borough Market, uma espécie de centro de produtos alimentícios e lazer, onde três homens deixaram o carro e esfaquearam os passantes. Os três suspeitos foram mortos em confronto com a polícia. Após uma reunião extraordinária de seu comitê de segurança, a primeira-ministra britânica, Theresa May, disse que “basta” e que “nós não podemos e nem devemos fingir que as coisas podem continuar como estão”. Ela afirmou que o país enfrenta “uma nova forma de ameaça”, na qual os autores dos atentados copiam uns aos outros. “O terrorismo alimenta o terrorismo e os autores passam ao ato não com base em complôs cuidadosamente preparados, e sim copiando uns aos outros e utilizando os meios mais rudimentares”, disse May em Downing Street após a reunião. Vencer a ideologia islamita “é um dos grandes desafios do nosso tempo”, completou, antes de ressaltar que a resposta não deve ser apenas realizar operações antiterroristas continuamente, e sim levá-la ao terreno das ideias e a internet “para evitar a propagação”. Quase todos os partidos suspenderam a campanha eleitoral neste domingo, mas esta continuará “amanhã (segunda-feira) e as eleições gerais acontecerão como estava previsto na quinta-feira, 8 de junho”, disse May. 

Trump pede fim do "politicamente correto" após ataques terroristas islâmicos em Londres


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ao mundo para deixar de ser “politicamente correto” para garantir a segurança, depois do atentado que matou sete pessoas e deixou 48 feridas em Londres no sábado. “Nós devemos parar de ser politicamente corretos e nos concentrar no assunto da segurança para o nosso povo”, escreveu Trump no Twitter neste domingo: “Se não formos inteligentes, só vai piorar". Ele continuou: “Pelo menos 7 mortos e 48 feridos em ataque terrorista e o prefeito de Londres diz que não há ‘motivos para se alarmar!'” O prefeito de Londres, Sadiq Khan, o primeiro muçulmano a liderar uma importante capital ocidental, havia dito que os britânicos não deveriam se alarmar ao ver uma maior presença policial nas ruas de Londres após o incidente. No sábado, Trump ofereceu ajuda dos Estados Unidos à Grã-Bretanha. “Tudo o que os Estados Unidos podem fazer para ajudar em Londres e no Reino Unido, estaremos lá – NÓS ESTAMOS COM VOCÊS. DEUS ABENÇOE!”, escreveu no Twitter. Trump também falou com a primeira-ministra britânica, Theresa May, para oferecer suas condolências e ofereceu o “apoio total” de Washington para investigar e levar os responsáveis pelo ataque à Justiça, afirmou a Casa Branca em um comunicado.

Mulher de operador de propinas do PMDB visitou Eduardo Cunha várias vezes na cadeia

O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato, recebeu a visita da mulher do operador de propinas do PMDB, João Augusto Henriques Rezende, em 10 de janeiro. Os registros apontam todas as visitas a Eduardo Cunha entre janeiro e 23 de maio. Henriques, preso em Curitiba desde setembro de 2015, é apontado pela força-tarefa da Lava Jato como o operador que depositou propina a Cunha em contas na Suíça. Os valores teriam saído da compra, pela Petrobras, do campo de petróleo de Benin, na África, em 2011. Por receber essa propina entre 2010 e 2011, o ex-presidente da Câmara foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 15 anos e 4 meses de prisão em março deste ano. O ex-deputado está preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Eduardo Cunha foi transferido da Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense para o mesmo presídio estadual em 19 de dezembro do ano passado. Entre janeiro e maio, Eduardo Cunha recebeu 71 visitas de 36 pessoas. Deste total, 29 visitantes entraram no Complexo Médico-Penal se identificando como advogados. Alguns não constam da relação de defensores habilitados a representar o peemedebista nos processos junto à 13ª Vara Federal Criminal, sob tutela do juiz Moro, e nem na 10ª Vara Federal Criminal, do juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, em Brasília. Luciana T. P. Rezende Henriques, mulher de João Henriques, entrou no Complexo Médico-Penal para visitar Eduardo Cunha com seu cadastro de advogada. Ela foi sócia do marido na empresa Trend Empreendimentos. Segundo a Lava Jato, a Trend recebeu pelo menos 20,2 milhões de reais de empresas do cartel que fatiava obras na Petrobras, pagando propinas a agentes públicos, partidos e políticos. Luciana detinha 0,10% do capital social, João Henriques, 99,90%. O casal também foi sócio na JHL Participações Consultoria Assessoria Empresarial. João Henriques detinha 60%, Luciana, 40%. Em seu interrogatório a Moro, em fevereiro deste ano, o ex-deputado declarou ter ‘convivência quase que diária’ com João Augusto Henriques no Complexo Médico-Penal. Eduardo Cunha declarou, no entanto, ter conhecido o operador de propinas do PMDB ‘durante uma única vez’ antes de encontrá-lo no presídio. “Se eu tive duas vezes na vida, foi muito. Não tive relação. Eu fui apresentado a ele, porque era o candidato que (ex-deputado) Fernando Diniz estava defendendo na bancada para ser o diretor da Petrobras”, declarou o ex-deputado. Eduardo Cunha disse ainda, na ocasião, que ‘nunca soube’ que o dinheiro que chegou à sua conta na Suíça havia sido depositado por João Henriques. Além da mulher do operador do PMDB, outros advogados que não constam do rol formal de constituídos por Eduardo Cunha no Paraná e em Brasília o visitaram na prisão estadual. O presidente do PTC, Daniel Tourinho, esteve no presídio em 15 de fevereiro deste ano. O pastor Davi Secundo de Souza, da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, em Curitiba, visitou o ex-deputado em quatro oportunidades. A Assembleia de Deus Ministério Madureira, em Campinas, foi citada na Lava Jato. Denúncia da operação contra Eduardo Cunha aponta que o lobista e delator da Lava Jato, Júlio Camargo, foi procurado em 2012 por Fernando Soares, que operava a propina para o PMDB na estatal, e lhe indicou que ele deveria fazer pagamento desses valores à Igreja Evangélica Assembleia de Deus. O nome da igreja no registro da Receita Federal corresponde à Igreja Evangélica Assembleia de Deus, ministério Madureira, em Campinas. Esta acusação foi remetida, no início de maio, a Moro pelo desembargador federal Paulo Espirito Santo, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Segundo a denúncia, que também alcança a ex-prefeita de Rio Bonito, Solange Almeida, o ex-deputado teria pedido propina que somaria 40 milhões de dólares do estaleiro Samsung, da Coreia do Sul, para atuar na contratação de navios-sonda com a Petrobrás. O equipamento se destinava a operações de perfuração em águas profundas na África e no Golfo do México e a negociação teria sido efetuada com a intervenção de Solange Almeida e de Júlio Camargo, que prestou colaboração premiada e foi condenado pela Justiça Federal paranaense. 

Procuradoria Geral da República apresenta denúncia contra Aécio Neves por corrupção passiva e obstrução de Justiça


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou na sexta-feira o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) por corrupção passiva e obstrução de justiça. Ele é acusado de ter recebido propina de R$ 2 milhões do frigorífico JBS e de ter tentado atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato. Se o Supremo Tribunal Federal aceitar a denúncia, ele se tornará réu. Janot também denunciou por corrupção passiva outros três investigados no mesmo inquérito: Andrea Neves, irmã do senador; Frederico Pacheco, primo deles; e Mendherson Souza Lima, assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG). Andrea fez o contato inicial com a JBS para pedir propina, enquanto Frederico e Mendherson viabilizaram os repasses. Dos quatro denunciados, apenas Aécio Neves não está preso, mas ele foi afastado das atividades parlamentares e proibido de conversar com outros suspeitos. Janot pediu também que Aécio e Andrea Neves sejam condenados a pagar R$ 6 milhões, dos quais R$ 2 milhões são o valor da propina. Os outros R$ 4 milhões dizem respeito a danos morais, uma vez que houve “lesões à ordem econômica, à administração da justiça e à administração pública, inclusive à respeitabilidade do parlamento perante a sociedade brasileira”. Além disso, confirmada a condenação, o procurador-geral solicita que seja decretada a perda do mandato de senador. A denúncia foi feita com base nas investigações da Operação Patmos, desdobramento da Lava-Jato. Uma das provas do inquérito é uma gravação feita pelo dono da JBS, o empresário bucaneiro caipira Joesley Batista, sem o conhecimento do senador. Aécio Neves pediu ao empresário dinheiro para pagar um advogado supostamente para defendê-lo na Lava-Jato. Segundo Janot, o pagamento foi feito em espécie, em quatro parcelas de R$ 500 mil cada, entre 5 de abril e 3 de maio, por meio de Frederico e Mendherson. Aécio Neves queria inicialmente que os R$ 2 milhões fossem repassados por meio de um escritório de advocacia. Mas Joesley ponderou que isso poderia expô-los e combinou repasse em dinheiro vivo no escritório da JBS em São Paulo. Como o empresário já estava colaborando com as investigações, foi possível monitorar as ações dos investigados. Parte dos repasses foi filmada pela Polícia Federal, numa ação controlada com autorização de Fachin. Hoje, o inquérito contra Aécio Neves está com outro ministro: Marco Aurélio Mello. Caberá a ele e os demais ministros da Primeira Turma — Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux — decidir se a denúncia deve ser aceita. Ainda não há data para que isso ocorra. O procurador-geral da República apontou ainda sete testemunhas e pediu que Marco Aurélio autorize seus depoimentos. Entre elas estão o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, e o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), que foi ministro da Justiça até o último domingo. A Polícia Federal é subordinada ao Ministério da Justiça. Segundo Janot, uma mostra de que houve pressão dos investigados foi a substituição de Serraglio por Torquato Jardim no comando da pasta, o que ocorreu nesta semana, já depois de a Operação Patmos ter sido deflagrada. "Desde 2016, pelo menos, até maio de 2017, Aécio Neves da Cunha, com vontade livre, consciente e voluntária, tentou impedir e embaraçar as investigações de infrações penais que envolvem a organização criminosa da 'Operação Lava Jato', na medida em que empreendeu esforços para interferir na distribuição dos inquéritos da investigação no Departamento de Policia Federal, a fim de selecionar delegados de polícia que supostamente poderiam aderir ao impedimento ou ao embaraço à persecução de crimes contra altas autoridades políticas do País", argumentou Janot, ponderando depois que as tentativas de Aécio Neves foram infrutíferas. Em outra parte da denúncia, Janot argumentou: “Após a deflagração da ‘Operação Patmos’ em 18/05/2017 e a revelação do envolvimento do próprio presidente da República, Michel Temer, em supostos atos criminosos, a pressão do senador Aécio Neves e outros investigados intensificou-se, e Osmar Serraglio foi efetivamente substituído no Ministério da Justiça por Torquato Jardim, conforme anúncio feito na data de 28 de maio de 2017, um domingo, com nomeação efetiva no decreto presidencial publicado no Diário Oficial da União de 31 de maio de 2017, mesmo documento em que consta a exoneração de Serraglio". Além da Polícia Federal, Janot apontou outra frente em que Aécio Neves teria tentado atrapalhar na Lava-Jato: projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional. Segundo o procurador-geral, o senador afastado articulou a anistia do crime de caixa dois, e a aprovação de projeto que trata do abuso de autoridade, como forma de constranger Judiciário e Ministério Público. “Obviamente, não se quer criminalizar a legítima atividade parlamentar, mas essa sequência de fatos mostra claramente que alguns parlamentares, em especial o ora denunciado, valeu-se de seu mandato, outorgado pelo voto popular, não apenas para se proteger das investigações da ‘Operação Lava Jato’, mas também para barrar o avanço do Estado na descoberta de graves crimes praticados pelas altas autoridades do País, num verdadeiro desvio de finalidade da função parlamentar”, escreveu Janot. As outras cinco testemunhas pedidas pelo procurador são Joesley Batista; o executivo da JBS, Ricardo Saud; o chefe de gabinete de Aécio Neves, Flávio José Barbosa de Alencastro; o ex-presidente da Transpetro, uma empresa subsidiária da Petrobras, Sérgio Machado, que também colabora com a Justiça; e Azelina Rosa Ribeiro, sogra de Mendherson, que admitiu ter escondido parte da propina na cada dela. Janot disse ainda que, em delação premiada, executivos da JBS relataram pagamento de mais de R$ 60 milhões em propina para Aécio em 2014, por meio de notas frias. Em 2015, a empresa o ajudou novamente, comprando por R$ 17 milhões um prédio que valia menos. Em 2016, Aécio Neves solicitou mais R$ 5 milhões, mas o pedido foi negado. Segundo Janot, esses fatos serão tratados em outras investigações. Em nota, a Procuradoria-Geral da República informou que pediu para o Supremo abrir outro inquérito contra Aécio Neves, para investigar corrupção e lavagem de dinheiro. Hoje, Aécio Neves responde a oito inquéritos do Supremo, todos surgidos a partir de delações da Lava-Jato.

Justiça determina retirada de vídeos de Danilo Gentili sobre a petista Maria do Rosário


O desembargador Túlio Martins, da 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, deferiu pedido da deputada federal petista gaúcha Maria do Rosário, para que sejam retirados vídeos postados pelo humorista Danilo Gentili em redes sociais sobre a parlamentar. A decisão foi emitida na sexta-feira (2/6). Maria do Rosário, que também é chamada nas redes sociais de "Maria do Ossário", ingressou com pedido de retirada de vídeos postados por Danilo Gentili Júnior no Facebook, Youtube e Twitter, além de pedir indenização por danos morais. Segundo o pedido, Danilo Gentili, ao receber uma notificação remetida pela Câmara dos Deputados, gravou um vídeo onde aparece rasgando o documento, colocando dentro das calças e novamente no envelope, com "indicações ofensivas e obscenas e, também, com incitação ao ódio e violência contra a autora": "Na ocasião, o agravado havia recebido uma notificação extrajudicial a fim de que cessasse a postagem de notícias falas a respeito da filha da parlamentar, menor de idade". No 1º Grau, o pedido liminar foi negado e a deputada petista recorreu então ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. O desembargador Túlio Martins, relator do processo, afirmou que o vídeo veiculado nas redes sociais é de "natureza misógina, representando agressão despropositada a uma parlamentar e às instituições, materializando-se virtualmente em crime que, se for o caso, deverá ser apurado em instância própria". Para o magistrado, "restou evidente que a deputada Maria do Rosário foi agredida e humilhada". "Constata-se que, a princípio, o conteúdo apresentado naquilo que seria um vídeo humorístico em verdade não é notícia, nem informação, nem opinião, nem crítica, nem humor, mas apenas agressão absolutamente grosseira marcada por prepotência e comportamento chulo e inconsequente", afirmou o desembargador. Na decisão, o magistrado determina a retirada, no prazo de 24 horas, das publicações veiculadas no Facebook, Youtube e Twitter, sob pena de multa diária no valor de R$ 500,00, sem limitação máxima de dias.