quinta-feira, 25 de maio de 2017

Deputado federal Rocha Loures devolve R$ 35 mil que faltavam em mala de propina


Flagrado em imagens correndo com uma mala recheada com 500.000 reais em propina, o deputado federal afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) informou nesta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal que depositou, em uma conta judicial do STF, o valor de 35.000 reais. O valor é exatamente a cifra que estava faltando quando a defesa do parlamentar procurou a Polícia Federal, na segunda-feira, para devolver todo o conteúdo da mala. Segundo as apurações da Procuradoria-Geral da República, a quantia de 500.000 reais representava a primeira parcela da propina a ser paga pela JBS. Conforme a delação do empresário açougueiro bucaneiro caipira Joesley Batista, a empresa enfrentava problemas no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) envolvendo uma disputa entre a empresa e a Petrobras no fornecimento de gás para uma termelétrica em Cuiabá, que pertencia à holding, e queria pagar para que o Executivo defendesse seus interesses no órgão antitruste. Na noite desta segunda-feira, a defesa de Rocha Loures devolveu a mala de propina aos policiais federais, mas, conforme documento da Polícia Federal, na sacola de dinheiro devolvida às 21h20 havia 9.300 cédulas de 50 reais, o que totaliza 465.000 reais. Trinta e cinco mil reais simplesmente haviam sumido. Em ações monitoradas pela Polícia Federal e que embasam o inquérito em que o presidente Michel Temer é investigado, o deputado foi gravado tratando da propina com o diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud, e depois recebendo o dinheiro numa pizzaria de São Paulo no dia 24 de abril. Nas imagens, ele aparece saindo do restaurante às pressas arrastando a mala de rodinhas e a colocando no porta-malas de um táxi — ele havia entrado no estabelecimento de mãos vazias. O vídeo foi feito depois de o empresário açougueiro bucaneiro caipira Joesley Batista ter gravado Temer em uma reunião fora da agenda oficial no Palácio do Jaburu. No encontro, o presidente indicou Loures como seu interlocutor para tratar de assuntos de interesse do empresário no governo federal. O deputado, que era suplente até março deste ano, trabalhava como assessor do presidente desde 2011. Naquele mês, deixou o Planalto para assumir a cadeira na Câmara deixada por Osmar Serraglio (PMDB-PR), nomeado ministro da Justiça.

Moro condena Jorge Zelada a quatro anos de prisão


O juiz Sergio Moro condenou Jorge Luiz Zelada, ex-diretor da área internacional da Petrobras, por corrupção passiva. O juiz fixou uma pena de quatro anos e seis meses de reclusão. “A prática do crime corrupção envolveu o pagamento de cerca de um milhão e quinhentos mil dólares, o que é um valor bastante expressivo, atualmente de cerca de R$ 4.800.000,00”, explica Moro na sentença. “Além disso foi direcionada a um parlamentar federal, comprometendo a integridade da função legislativa. Consequências também devem ser valoradas negativamente, pois os vícios procedimentais na aquisição do Bloco 4 em Benin geraram um prejuízo estimado à Petrobrás de cerca de 77,5 milhões de dólares, conforme cálculo realizado pela Comissão Interna de Apuração da Petrobrás”, disse. “A corrupção com pagamento de propina de um milhão e quinhentos mil dólares e tendo por consequência prejuízo ainda superior aos cofres públicos merece reprovação especial”, completa.

Ex-ministro do STF é consultor de escritório usado para propina



Ricardo Saud, o diretor de Relações Institucionais da JBS, que disse à Procuradoria Geral da República ter pago propina por meio de mais de 100 escritórios de advocacia, entregou contrato assinado com o escritório Erick Pereira Advogados, que tem como consultor o ex-ministro do Supremo e seu ex-presidente, Cezar Peluso. Segundo Ricardo Saud, o contrato de R$ 1,2 milhão foi forjado para justificar repasse de propina a Fábio Faria, que também recebeu dinheiro por meio do Supermercado Boa Esperança, em Natal. Dono do escritório, o advogado Erick Pereira integrou a lista tríplice de candidatos ao TSE no ano passado. (O Antagonista)

Juiz Sérgio Moro absolve a jornalista Claudia Cordeiro Cruz em processo da Lava Jato


O juiz federal Sérgio Moro absolveu a jornalista Cláudia Cordeiro Cruz dos crimes de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas no âmbito da Lava Jato. O juiz entendeu que não há prova suficiente de que a mulher de Eduardo Cunha agiu com dolo ao manter conta na Suíça com mais de US$ 1 milhão, dinheiro que seria de propina paga ao seu marido. Claudia Cordeiro Cruz foi jornalista da Rede Globo e apresentadora do Jornal Nacional, onde foi colega da jornalista Leilane Neubarth, hoje na Globo News, uma célula jornalística esquerdóide. A absolvição de Claudia Cordeiro Cruz também poderá ser um forte indicativo de que Eduardo Cunha tenha feito um acordo de delação premiada na Lava Jato. 

Marchezan veta aumento do teto municipal para R$ 30,4 mil mensais

O prefeito Nelson Marchezan vetou ontem o aumento do teto salarial dos servidores municipais aprovado no dia 11 pela Câmara Municipal.O limite havia passado de R$ 19,4 mil para R$ 30,4 mil. O aumento do teto foi incluído como emenda em um projeto da prefeitura que estipula gratificação aos servidores públicos de quaisquer poderes que exercem a função de secretário municipal: eles terão 70% do subsídio de secretário acrescido às remunerações dos órgãos de origem. O veto será apreciado pela Câmara. Isso é Brasil. Isso é Rio Grande do Sul, Isso é Porto Alegre. O Rio Grande do Sul está falido, Porto Alegre está nas mesmas condições, e esses deploráveis vereadores ficam votando coisa desse tipo. 

Donos de rádios e televisões protestam contra quebra de sigilo de fonte por parte de Janot

A Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão - FENAERT manifesta preocupação com a divulgação, pelo Supremo Tribunal Federal - STF, de conversa com jornalista Reinaldo Azevedo e Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves. Para a entidade, que representa as emissoras de rádio e TV de todo País, a violação do sigilo de fonte pela Procuradoria Geral da República - PGR, quebra direitos fundamentais como a proteção ao sigilo da fonte, garantido pela Constituição Federal. De acordo com o Presidente da Fenaert, Guliver Leão, o conteúdo dos áudios jamais poderia ser divulgado publicamente.