quarta-feira, 24 de maio de 2017

Polícia Federal prende irmã, filho e braço direito de Fernandinho Beira-Mar


A Polícia Federal prendeu a irmã, um filho e um homem de confiança do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, em uma operação na manhã desta quarta-feira com equipes cumprindo mandados em cinco Estados e no Distrito Federal. Segundo as investigações, mesmo preso na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, ele expandiu sua área de atuação e tem lucro mensal de R$ 1 milhão com os crimes. Ele comandava a quadrilha por meio de bilhetes e mensagens de celular. A investigação começou há um ano, quando agentes penitenciários apreenderam um bilhete em pedaços dentro de uma marmita. Por esse motivo, a operação foi batizada de Epístolas (cartas). Após a reconstituição e exame grafotécnico do bilhete, atestou-se ter sido escrito por Beira-Mar. Foram apreendidos cerca de 50 bilhetes redigidos ou endereçados ao traficante. Pelo documento, foi possível identificar ordens a outros integrantes da quadrilha em liberdade. Já estão presos Luan Medeiros da Costa, filho de Beira-Mar, capturado na Paraíba; Felipe da Costa Lira; homem de confiança do traficante, no Ceará; além da advogada Alessandra da Costa, irmã do traficante. Os agentes visam a cumprir outros 22 mandados de prisão, 27 de condução coercitiva e 85 de busca e apreensão emitidos pela 3ª Vara Federal. A ação acontece simultaneamente no Rio, em Rondônia, no Mato Grosso do Sul, na Paraíba, no Ceará e no Distrito Federal. Equipes da Polícia Federal foram despachadas para Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde estão os principais redutos de Fernandinho, que são as favelas Beira-Mar, Parque das Missões e Parque Boavista. Um dos focos da ação foi um condomínio de luxo em Caxias, onde mora a irmã de Beira-Mar, Alessandra Costa. Ela é apontada pelo Ministério Público Federal como conselheira do traficante e acusada de formação de organização criminosa e de lavagem de dinheiro. Para tentar comprovar a origem dos rendimentos, foi montado um forte esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e estabelecimentos como casas de shows e bares, além de aquisições e reformas imobiliárias. Segundo a Polícia, a organização chega a movimentar mensalmente valores superiores a R$ 1 milhão com as atividades ilícitas. Foram identificados inicialmente bens do grupo avaliados em cerca de R$ 30 milhões. A quadrilha chegou a movimentar R$ 9 milhões nos últimos anos. Beira-Mar também é investigado por influência política, porque teria indicado nomes para a Câmara de Vereadores de Caxias. De acordo com a Polícia Federal, além do tráfico, Beira-Mar também explora caça-níqueis, a venda de botijões de gás, de cestas básicas, de cigarros, a circulação de mototáxis e até mesmo o abastecimento de água. Beira-Mar foi condenado 15 vezes pelos crimes de tráfico de drogas, homicídio, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. As penas, juntas, são de mais de 300 anos de prisão. Ele está na cadeia há 11 anos. 

Terroristas do PT, CNBB, centrais sindicais, MST e MTST incendeiam e quebram tudo na Esplanada dos Ministérios


Terroristas do PT, CNBB, centrais sindicais, MST e MTST causaram depredação e tocaram fogo em vários prédios da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta quarta-feira (24). Houve registro de incêndio na área interna dos ministérios da Agricultura, do Planejamento e da Cultura. A peleguissima Central Única dos Trabalhadores (CUT), mesmo com a grande quantidade de mortadela e ônibus gratuito, não conseguiu mais do que 20 mil manifestantes durante todo o dia. O primeiro prédio a ser atingido pelo fogo foi o do Ministério da Agricultura, por volta das 15 horas – as chamas foram extintas cerca de 40 minutos depois. Segundo o Corpo de Bombeiros, o tumulto dificultou o acesso dos carros para combater as chamas. O fogo atingiu o auditório no andar térreo, e fotos de ex-ministros foram quebradas. A Tropa de Choque entrou no prédio para evitar o avanço da depredação. O ministro Blairo Maggi chegou a Brasília nesta terça-feira (23) e estava no interior do prédio no momento do incêndio.


O térreo do Ministério do Planejamento também foi atingido pelas chamas. Uma sala da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), que fica no edifício, também foi destruída. Segundo os bombeiros que atuaram no local, havia risco de desabamento do forro do teto.
 

No Ministério da Cultura, terroristas também atearam fogo em estruturas da área interna. O prédio também é sede do Ministério do Meio Ambiente. As chamas foram contidas por brigadistas e, até as 17 horas, não havia informações sobre a extensão do dano.



Temer aciona tropas federais para proteger Planalto e ministérios após vandalismo, anuncia Jungmann


O ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou nesta quarta-feira (24) que o presidente Michel Temer decretou a "ação de garantia da lei e da ordem" e, com isso, tropas federais passarão a reforçar a segurança na região da Esplanada dos Ministérios. O decreto assinado por Temer foi publicado em uma edição extra do Diário Oficial da União e prevê o emprego das Forças Armadas entre 24 e 31 de maio. A ordem é assinada pelo presidente, por Jungmann e pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen. "O senhor presidente Michel Temer decretou, por solicitação do senhor presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a ação de garantia da lei e da ordem", disse Jungmann. "Nesse instante, tropas federais se encontram neste palácio do Planalto, no Palácio do Itamaraty e logo mais estarão chegando tropas para assegurar que os prédios dos ministérios sejam mantidos incólumes", completou o ministro da Defesa. Raul Jungmann não respondeu a perguntas de jornalistas, mas acrescentou que a manifestação na Esplanada dos Ministérios estava prevista como pacífica, mas "degringolou na violência, no vandalismo, no desrespeito, na agressão ao patrimônio público e na ameaça às pessoas". Logo após o pronunciamento de Jungmann, deputados da oposição começaram a criticar no plenário da Câmara a convocação das Forças Armadas. Houve confusão e um empurra-empurra generalizado. A sessão chegou a ser suspensa. Então, o presidente da Câmara decidiu falar sobre o assunto no plenário e chamar líderes ao seu gabinete para explicar o que ocorreu. "Eu pedi o apoio das Forças Nacionais, sim. Agora, qual foi o instrumento que Raul Jungmann usou foi uma decisão do governo", disse o frouxo Rodrigo Maia. Ele também justificou o seu pedido. "Agora, de fato, o ambiente na Esplanada era grave e, para garantir a segurança tanto dos manifestantes quanto daqueles que trabalham na Esplanada e no Congresso, eu fui ao presidente que a Força Nacional pudesse colaborar neste momento junto com a Polícia do Distrito Federal". Mais cedo, durante a sessão da Câmara, já havia ocorrido outro episódio com muita gritaria, troca de empurrões e acusações entre parlamentares contra e a favor do governo Temer. 


A decisão de Temer foi criticada por deputados e senadores de oposição e até mesmo da base aliada do presidente. O decreto também repercutiu no Supremo Tribunal Federal. "Voto um pouco preocupado com o contexto, e espero que a notícia não seja verdadeiro. O chefe do Poder Executivo teria editado decreto autorizando uso das Forças Armadas no Distrito Federal no período de 24 a 31 de maio", disse o ministro do Supremo, Marco Aurélio Mello. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu uma reunião conjunta do Congresso para que os parlamentares discutissem e sustassem o decreto de Temer. Mas a convocação foi rejeitada por Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado. “Manifestação, repressão, black blocks é polícia que resolve. Chamar as Forças Armadas num momento grave da vida nacional. Isso é um crime de lesa-pátria, isso sim é que é contra a Constituição”, afirmou o senador Randolfe Rodrigues. Realizadas exclusivamente por ordem expressa da Presidência da República, as missões da garantia de lei e ordem (GLO) ocorrem nos casos em que há, segundo o Ministério da Defesa, "o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em graves situações de perturbação da ordem". Ainda de acordo com o ministério, nessas ações, as Forças Armadas "agem de forma episódica, em área restrita e por tempo limitado, com o objetivo de preservar a ordem pública, a integridade da população e garantir o funcionamento regular das instituições". De acordo com o manual de aplicação da GLO publicado pelo governo em 2014, para a Copa do Mundo, o foco de atuação é contra os chamados Agentes de Perturbação da Ordem Pública (APOP), e "ameaças". Ainda segundo este manual, APOP "são pessoas ou grupos de pessoas cuja atuação momentaneamente comprometa a preservação da ordem pública ou ameace a incolumidade das pessoas e do patrimônio". Por "ameaças", acrescenta, entende-se "atos ou tentativas potencialmente capazes de comprometer a preservação da ordem pública ou ameaçar a incolumidade das pessoas e do patrimônio".