terça-feira, 23 de maio de 2017

Contiuem sentadinhos ai, na frente da televisão, com a boca aberta cheia de moscas, enquanto os centuriões liquidam a sua liberdade


Quando os brasileiros estavam todos sentados em frente à televisão, com a boca bem aberta, cheia de mosca, deliciando-se com as bobagens da telinha, encantados com as maravilhas do regime petista de pleno emprego, de ampla distribuição de renda, ninguém se importou enquanto Olavo de Carvalho era impiedosamente perseguido, tirado de todos os empregos, tendo todas as portas e janelas fechadas, reduzindo ele, a mulher e os filhos à miséria, à fome. Ele precisou ir embora do País. Os brasileiros, abestalhados com as supostas maravilhas do pensamento econômico petista, do keynesianismo caboclo, não se importaram em preservar o que de melhor havia no pensamento brasileiro. Já nem vou falar dessa imensa escrotidão reunida nas universidades nacionais, esses antros de lacaice intelectual especializados em distribuição de criminosos títulos, entre os quais os de doutor honoris causa para Lula. O que fazer? Agora explodem Reinaldo Azevedo. Tiram-lhe os empregos, tiram-lhe os espaços na imprensa. Silenciam uma voz incômoda na imprensa nacional que alcançava repercussão. Eu estava reticente com Reinaldo Azevedo nos últimos meses, por suas críticas desfechadas à suposta direita no Brasil, Suposta porque não existe direita. O que não existe organizado, não existe. Criminalizar quem se opunha à maior corrente criminosa da história da humanidade no Ocidente, em toda a história mundial (excluído, é claro, o Holocausto, e excluindo os inigualáveis crimes do regime soviético, porque são eslavos e não ocidentais), era um excesso que me desagradava profundamente na produção intelectual de Reinaldo Azevedo. Suas brigas e desaforos distribuídos a Olavo de Carvalho e Joice Hasselmann me deixaram profundamente desiludido. E sua inconfundível simpatia com o tucanato, com sua crença na suposta crença desses bandidos com o estado democratico de direito, incomodava-me ainda mais. O resultado foi seu isolamento, que ele talvez não percebesse. Tornou-se um alvo fácil do estamento burocrático estatal, dos centuriões que agora estão consumando o seu golpe branco no País. E tudo passará, e o grande ladrão, o grande bandido, o grande criminoso, Lula, escapará ileso, sem prisão. E a Reinaldo de Azevedo talvez não mais reste senão um exílio. Acho que ele pode se reconstruir, mas será à custa de muito esforço. É um sujeito honesto, sem dúvida, pobre, que vive do seu trabalho. Pois agora os centuriões tiraram dele a única coisa que o sustentava, o seu trabalho. É assim que agem centuriões. Os brasileiros verão a novela da noite, em poucos minutos, com a boca cheia de mosca, enquanto a ditadura se instala no País. E nem perceberão. E não perceberão porque não há mais homens de pensamento que pensem, estudem, concluam e mostrem as suas conclusões para os comedores de mosca deste País. Os poucos que pensam..... preparem-se para o exílio.

MEU ÚLTIMO POST NA VEJA


Por Reinaldo Azevedo - Andrea Neves, Aécio Neves e perto de uma centena de outros políticos são minhas fontes. Trechos de duas conversas que mantive com Andrea, que estava grampeada, foram tornados públicos. Numa delas, faço uma crítica a uma reportagem da VEJA e afirmo que Rodrigo Janot é pré-candidato ao governo de Minas e que estava apurando essa informação. Em outro, falamos dos poetas Cláudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto. Fiz o que deveria fazer: pedi demissão — na verdade, mantenho um contrato com a VEJA e pedi o rompimento, com o que concordou a direção da revista. Abaixo, segue a resposta que enviei ao BuzzFeed, que vai fazer ou já fez uma reportagem a respeito. Volto para encerrar. Mesmo!
Comecemos pelas consequências.
Pedi demissão da VEJA. Na verdade, temos um contrato, que está sendo rompido a meu pedido. E a direção da revista concordou.
1: não sou investigado;
2: a transcrição da conversa privada, entre jornalista e sua fonte, não guarda relação com o objeto da investigação;
3: tornar público esse tipo de conversa é só uma maneira de intimidar jornalistas;
4: como Andrea e Aécio são minhas fontes, achei, num primeiro momento, que pudessem fazer isso; depois, pensei que seria de tal sorte absurdo que não aconteceria;
5: mas me ocorreu em seguida: “se estimulam que se grave ilegalmente o presidente, por que não fariam isso com um jornalista que é crítico ao trabalho da patota?”;
6: em qualquer democracia do mundo, a divulgação da conversa de um jornalista com sua fonte seria considerada um escândalo. Por aqui, não;
7: tratem, senhores jornalistas, de só falar bem da Lava Jato, de incensar seus comandantes;
8: Andrea estava grampeada, eu não. A divulgação dessa conversa me tem como foco, não a ela;
9: bem, o blog está fora da VEJA. Se conseguir hospedá-lo em algum outro lugar, vocês ficarão sabendo;
10: o que se tem aí caracteriza um estado policial. Uma garantia constitucional de um indivíduo está sendo agredida por algo que nada tem a ver com a investigação;
11: e também há uma agressão a uma das garantias que tem a profissão. A menos que um crime esteja sendo cometido, o sigilo da conversa de um jornalista com sua fonte é um dos pilares do jornalismo.
Encerro
No próximo 24 de junho, meu blog completa 12 anos. Todo esse tempo, na VEJA. Foram muitos os enfrentamentos e me orgulho de todos eles. E também sou grato à revista por esses anos. Nesse tempo, sob a direção de Eurípedes Alcântara ou de André Petry, sempre escrevi o que quis. Nunca houve interferência. O saldo é extremamente positivo. A luta continua.

Justiça bloqueia R$ 150 milhões de investigados no Distrito Federal


No despacho que deu origem à Operação Panatenaico, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, determinou também o bloqueio de 155,1 milhões de reais das pessoas e empresas investigadas. A Panatenaico investiga a “hiperfaturada”, segundo a denúncia, construção do estádio Nacional Mané Garrincha, a obra mais cara entre todos as arenas utilizadas na Copa do Mundo de 2014. Prevista para custar cerca de 600 milhões, a reforma do estádio acabou ficando em 1,5 bilhão de reais, 2,5 vezes o imaginado inicialmente – um desvio estimado, portanto, em 900 milhões de reais. A maior parte do valor bloqueado – 100 milhões – foi proveniente da construtora Via Engenharia, que executou a obra em consórcio com a Andrade Gutierrez. A operação foi baseada no acordo de colaboração de Rogério Nora de Sá, Clóvis Renato Numa Peixoto e Flávio Gomes Machado Filho, executivos da empresa. Alguns dos principais políticos do Distrito Federal, como os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), além do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), hoje assessor especial do presidente Michel Temer (PMDB), foram presos temporariamente por cinco dias. Arruda e Agnelo tiveram bloqueados dez milhões de reais, enquanto Filipelli não poderá movimentar seis milhões. Segundo o despacho do juiz, o esquema de corrupção nas obras do estádio foi iniciado em 2009, quando começaram os procedimentos para a execução do projeto. Planejado e combinado durante a gestão de Arruda, o esquema foi mantido em 2011, quando os eleitos Queiroz e Filippelli foram empossados como governador e vice-governador. Os demais acusados são Francisco Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete de Agnelo, Maruska Lima e Nílson Martorelli, ex-executivos das estatais Terracap e Novacap, e os operadores financeiros Sérgio Lúcio Andrade, Jorge Luiz Salomão e Afrânio Roberto de Souza, todos alvos de mandados de prisão temporária. Os executivos tiveram bloqueados quatro milhões cada; os operadores Andrade e Salomão, quatro milhões; e Afrânio, três milhões. Monteiro teve bloqueados 100 mil reais – todos os acusados foram alvos de mandados de busca e apreensão. Segundo o juiz, durante seu governo no DF, Agnelo Queiroz articulou junto à Assembleia Legislativa para que, “a qualquer custo” segundo o juiz Vallisney, fossem alteradas as finalidades da Terracap. O objetivo era que o Legislativo permitisse a participação da empresa nas obras do estádio, o que acabou ocorrendo. O despacho aponta que o envolvimento da Terracap na obra gerou um “incomensurável” prejuízo contábil de 1,3 bilhão de reais, impactando as contas públicas distrital e federal. Entre os acusados, Maruska Lima teria sido uma das participantes da comissão que avaliou e homologou a licitação da obra, sendo posteriormente indicada para a presidência da empresa.

Veja apresenta em prova de encontro secreto de Lula e Renato Duque


A imagem publicada acima implode uma das principais teses de defesa apresentadas pelo ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro sobre uma das tantas acusações que o atormentam na Operação Lava-Jato. Em depoimento no dia 5 deste mês, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque afirmou que Lula tinha total conhecimento do petrolão, recebia propinas do esquema e era o comandante da estrutura criminosa. Duque disse que se reuniu três vezes com o petista para tratar de assuntos de interesse da quadrilha e, em pelo menos uma ocasião, discutiu a eliminação de provas que pudessem levar a Lava-Jato até o ex-presidente. Sentado diante de Sergio Moro, Lula negou as acusações e disse que sequer conhecia o ex-diretor da Petrobras quando esteve com ele no único encontro pessoal que tiveram num hangar do Aeroporto de Congonhas, em julho de 2014. Em sua versão para a conversa, Duque disse a Moro que ouviu de Lula um pedido para eliminar contas de propina no Exterior. Lula, por sua vez, disse que apenas apurava denúncias de corrupção envolvendo diretores da estatal. Em meio a essa guerra de versões, a foto apresentada por Duque é uma bomba. Segundo o diretor, ela prova que Lula conhecia muito bem Duque quando esteve com ele no hangar do aeroporto. Prova também que Duque já frequentava o Instituto Lula em meados de 2012, quando a fotografia foi tirada. Apresentada nesta terça-feira, a imagem é o registro histórico de uma conversa, ocorrida durante o pleno funcionamento do petrolão, em que Duque e Lula discutiram assuntos de interesse das empreiteiras que comandavam o cartel bilionário na Petrobras. No encontro, o “grande chefe”, como Duque descreve Lula, chega a rasgar elogios ao ex-diretor por seus competentes e relevantes serviços prestados. Como a Lava-Jato já demonstrou, Duque foi um eficiente arrecadador do PT na diretoria de Serviços da Petrobras. Ele atravessou oito anos de governo Lula e metade do primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff recolhendo 1% de propina sobre cada contrato milionário da sua área. Preso em 2014, já foi condenado a 57 anos de prisão por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Incluída na proposta de delação premiada que o ex-diretor negocia com a força-tarefa da Lava-Jato, a foto é um dos elementos apresentados por Duque para provar que desfrutava, de fato, de prestígio dentro da hierarquia petista que saqueou a Petrobras. Duque encontrou Lula ainda no período em que o ex-presidente se recuperava de um câncer na garganta. Na imagem, o ex-presidente usa bigode. Mais tarde, voltaria a ostentar a barba. Em depoimento a Moro, Duque revelou ter mantido três encontros com Lula para discutir assuntos relacionados ao petrolão. A foto registra o primeiro deles. “Nessas três vezes, ficou muito claro para mim que ele tinha pleno conhecimento de tudo e detinha o comando”, disse Duque. Um dos encontros secretos com o ex-presidente se deu já durante as investigações da Lava-Jato, no qual recebeu do petista ordens para fechar as contas que mantinha no exterior para receber propina de contratos da Petrobras. Cinco dias depois, também falando a Moro, o ex-presidente admitiu a conversa, mas disse que sequer conhecia Renato Duque, tanto que precisou pedir ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto para intermediar a reunião no aeroporto. “O Vaccari conhecia o Duque e eu não conhecia. Que tipo de relação eles tinham, eu não sei. Tinha conhecimento de que o Vaccari conhecia o Duque, só isso”, disse Lula. O ex-diretor contou a Sergio Moro que Lula monitorava pessoalmente o fluxo de pagamentos de contratos que renderiam propinas posteriormente. O petista era tão envolvido que chegava a ter informações antes mesmo do próprio ex-diretor. Ao dar sua versão sobre a conversa no aeroporto, Duque disse que o ex-presidente relatou que a então presidente Dilma Rousseff havia lhe repassado a informação de que diretores da Petrobras estavam recebendo propina de fornecedores da estatal, como a multinacional SBM, em contas no exterior. Lula queria saber se Duque estava entre os beneficiários da propina. Como o ex-diretor negou, Lula insistiu querendo saber se a propina de contratos de sondas da Sete Brasil estava sendo paga no exterior. Duque voltou a negar. Lula então fez questão de advertir para a necessidade de eliminar rastros no exterior que pudessem levar as autoridades até a propina. “Ele me perguntou se eu tinha uma conta na Suíça com recebimentos da empresa SBM, dizendo que a então presidente Dilma tinha recebido a informação que um ex-diretor da Petrobras tinha recebido dinheiro numa conta da Suíça da SBM. Eu falei: ‘Não, não tenho dinheiro da SBM nenhum. Nunca recebi dinheiro da SBM’. Aí, ele vira para mim e fala assim: ‘Olha, e das sondas? Tem alguma coisa?’. Falei… e tinha, né? Eu falei: ‘Não, também não tem’”, relatou Renato Duque. Lula, nas palavras do ex-diretor, replicou: “Olha, presta atenção no que vou te dizer: se tiver alguma coisa, não pode ter. Não pode ter nada no teu nome, entendeu?”, contou. O petista também deu a sua versão para a conversa. Lula disse que procurou Renato Duque porque viu na imprensa denúncias de corrupção na Petrobras envolvendo o nome do ex-diretor. “Tive uma vez no Aeroporto de Congonhas, se não me falha a memória, porque tinha vários boatos no jornal de corrupção e de contas no exterior. Eu pedi para o Vaccari, que eu não tinha amizade com o Duque, trazer o Duque para conversar”, disse Lula. “Eu sei que foi num hangar em Congonhas e a pergunta que eu fiz para o Duque foi simples: ‘Tem matéria nos jornais, tem denúncias de que você tem dinheiro no exterior, que está pegando da Petrobras. Você tem contas no exterior? Ele falou: ‘Não tenho’. Falei: ‘Acabou’. Se não tem… Sabe, mentiu pra mim. Mentiu para ele mesmo”, disse Lula. Em meados de 2014, Duque sequer mantinha vínculo com a Petrobras. Mas, para Lula, isso pouco importou. Questionado por Moro se tinha procurado outros diretores da estatal, igualmente enrolados na Lava-Jato, Lula disse que só procurou Duque. Moro quis saber o motivo. Lula justificou que Duque havia sido indicado pela bancada do PT. (Veja)

Morre aos 89 anos Roger Moore, um dos maiores 007 do cinema


O ator britânico Roger Moore, famoso por interpretar James Bond sete vezes no cinema e por seu papel na série de TV O Santo, morreu nesta terça-feira na Suíça, aos 89 anos. Moore, que vivia no país há muitos anos, morreu após uma curta batalha contra o câncer. “Com grande pesar, anunciamos que nosso querido pai, Sir Roger Moore, morreu hoje na Suíça após a uma batalha breve, mas corajosa contra o câncer”, afirmou a família em uma nota divulgada no Twitter. “O amor que o cercou em seus últimos dias é tão grande que não pode ser medido em palavras”, acrescenta a nota, assinada por seus filhos Deborah, Geoffrey e Christian. Ao longo de doze anos, entre 1973 e 1985, o londrino Roger Moore protagonizou alguns dos maiores clássicos da franquia de James Bond, como "007 Viva e Deixe Morrer" (1973), que teve música de Paul McCartney (Live and Let Die); "007 – O Espião que me Amava" (1977), outro com música-tema inesquecível (Nobody Does It Better, de Carly Simon); "007 contra o Foguete da Morte" (1979); "007 contra Octopussy" (1983) e "007 – Na Mira dos Assassinos" (1985). O ator tornou o agente 007 um cavalheiro inglês com mais fleuma, após a fase viril do escocês Sean Connery. Humilde, embora seja um dos 007 preferidos do público, Moore declarou uma vez que, para ele, o maior de todos era Daniel Craig, que ainda não foi substituído no papel. Além de Moore e Craig, James Bond já foi interpretado por atores como Sean Connery e Timothy Dalton. Ao lado da defesa de Craig, se escondia o que para muitos era racismo: Moore era contra um ator negro no papel de James Bond. “James Bond já foi interpretado por um escocês, um galês e um irlandês. Acho que o próximo intérprete deveria ser um inglês-inglês. É uma ideia interessante, mas pouco realista”, disse à revista francesa Paris Match. Depois, contudo, o ator disse que suas colocações foram mal traduzidas. “Uma entrevista que eu dei à Paris Match sugere que eu disse algo racista sobre Idris Elba. Simplesmente, não é verdade”, escreveu no Twitter. “Quando um jornalista pergunta ‘se Bond deveria ser inglês’ e você concorda, não quer dizer que você tenha dito algo contra Idris Elba. A frase foi tirada do contexto”, acrescentou. Roger Moore também interpretou detetives. Ele foi Sherlock Holmes no telefilme "Sherlock Holmes in New York", de 1976, e deu vida ao inspetor Jacques Clouseau no filme "A Maldição da Pantera Cor-de-Rosa" (1983). Na TV, o ator londrino participou de séries como "Ivanhoé" (1958-1959) e "O Santo" (1962-1969), seu papel televisivo de maior destaque, que o projetou pelo mundo, já que o programa, em que interpretou Simon Templar, foi exibido em diversos países. No início dos anos 1970, ele ainda participaria de outra série de grande sucesso, "The Persuaders", uma parceria com o americano Tony Curtis. O ator estava escalado para "Summer Night, Winter Moon", atualmente em pré-produção. 


Roger Moore se casou no total quatro vezes e em uma entrevista contou que apanhava das duas primeiras mulheres, já falecidas. No primeiro, com a patinadora Steyn Doorn Van, Moore chegou a ser atingido com uma chaleira. “Ela me arranhava. Minha mãe ficava gelada sempre que eu voltava para casa com novas cicatrizes”, contou o ator em um programa da TV. O casal se divorciou em 1953. Moore se casou em seguida com a cantora Dorothy Squires, que também batia nele. Segundo o ator, a jovem tinha “muito temperamento” e uma vez acertou sua cabeça com um violão.


O ator Roger Moore nasceu em 1927 em Londres e já imaginava ser artista desde pequeno. Serviu no exército militar durante a Segunda Guerra Mundial e foi morar nos Estados Unidos aos 26 anos. Com um talento excepcional, além de grande beleza, Roger logo assinou um contrato com a Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), produtora de filmes e séries de Hollywood. Então, o ator começou a participar de filmes como "Melodia Interrompida" (1955) e "A Última Vez que Vi Paris". Moore também começou a atuar em programas na televisão e obteve reconhecimento pela série de faoreste "Maverick", em 1957.


A sua fama internacional começou com a participação em "O Santo", em 1962 e cresceu ainda mais com o protagonista no filme "O Homem que Não Era", em 1970. Roger considerava esse último o seu personagem favorito e havia afirmado que tinha sido o seu melhor desempenho na tela. Três anos depois, Moore apareceu como o novo James Bond em "Com 007 – Viva e Deixe Morrer", substituindo Sean Connery. Depois disso, o ator protagonizou mais seis filmes sobre o agente secreto. No seu último, "007 – Na Mira dos Assassinos", Roger tinha 57 anos e foi considerado velho demais para o papel. Timothy Dalton passou a interpretar Bond na sequência.


Nesse período, o ator ainda trabalhou em filmes como "Selvagens Cães de Guerra" e "Resgate Suicida". Em 1981, Moore participou da comédia "Quem Não Corre Não Voa", junto com Burt Reynolds. Depois disso, o ator apareceu em filmes menores, incluindo "Desafio Mortal", o primeiro filme dirigido por Jean-Claude Van Damme.






JBS perde R$ 16,3 bilhões em valor de mercado desde a Carne Fraca - é muito pouco, esses corruptos deveriam perder 130 bilhões de dólares, no mínimo


A JBS, maior processadora de carne do mundo, perdeu 16,3 bilhões de reais em valor de mercado desde que a Operação Carne Fraca foi deflagrada pela Polícia Federal, em 17 de março. Os cálculos são da consultoria Economatica. É muito pouco, esses bandidos corruptos deveriam ter perdido no mínimo 130 bilhões de dólares de valor dos seus negócios monopolísticos. Na véspera da operação, em 16 de março, o valor de mercado da companhia era de 32,6 bilhões de reais. Desde então, a companhia – que já era investigada em outras operações da Polícia Federal – se viu envolvida em mais um escândalo. Seu donos, Joesley e Wesley Batista, gravaram o presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), além de delatarem um esquema de doações ilegais a políticos de diversos partidos. Às vésperas do conteúdo das gravações e delações virem à tona, a empresa comprou uma quantidade enorme de dólares, lucrando com a valorização da moeda norte-americana provocada pela crise política. A empresa informou que “tem como política e prática a utilização de instrumentos de proteção financeira visando, exclusivamente, minimizar os seus riscos cambiais e de commodities provenientes de sua dívida, recebíveis em dólar e de suas operações”. Mesmo assim, a CVM abriu cinco processos para investigar a atuação da JBS no mercado financeiro. Um deles tenta esclarecer se houve uso de informação privilegiada para negociação (insider trading) de ações e dólar no mercado futuro. Ontem, o valor de mercado da JBS no encerramento do dia foi de 16,3 bilhões de reais. Os papéis da companhia continuam com queda hoje (-3,01%), cotados a 5,80 reais. Sobre a desvalorização de suas ações, a JBS “informa que as operações continuam em ritmo normal, dentro do plano de negócios”. “A empresa tem uma situação financeira robusta e confia na qualidade de seus produtos e serviço". Além da Carne Fraca, que investiga um esquema de corrupção envolvendo fiscais da agricultura e frigoríficos, a JBS também é alvo de outras operações – a Bullish, que investiga contratos de 8 bilhões de reais uma subsidiária do BNDES com a JBS; a a Greenfield, que investiga o uso irregular de dinheiro de fundos de pensão para a JBS; a Sepsis apura liberação indevida de recursos do fundo de investimentos do FGTS; a Cui Buono, que investiga fraudes na liberação de créditos junto à Caixa Econômica Federal.

Deputado Rocha Moures, ex-assessor de confiança de Temer, entrega a mala de dinheiro para a Polícia Federal


O deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) entregou à Polícia Federal, em São Paulo, a mala dos 500 mil reais da JBS. O parlamentar, ex-assessor especial do presidente Michel Temer (PMDB), foi flagrado na noite de 24 de abril saindo apressado do estacionamento de uma pizzaria nos Jardins, na zona sul da capital paulista, carregando uma mala que teria 500 mil reais em dinheiro vivo, segundo o delator Joesley Batista. Agentes da Polícia Federal seguiram e filmaram toda a ação do parlamentar. Rocha Loures teve a prisão pedida pela Procuradoria-Geral da República. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou a prisão do aliado de Temer, mas decretou a suspensão do seu mandato. De acordo com a investigação, os 500 mil reais seriam referentes a uma propina da JBS em troca do empenho do parlamentar em um projeto de interesse do grupo.

Polícia Federal prende dois ex-governadores de Brasília


A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a Operação Panatenaico, que investiga uma organização criminosa – incluindo dois ex-governadores do Distrito Federal – suspeita de desviar até 900 milhões de reais em recursos destinados às obras do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, para a Copa do Mundo de 2014. Os ex-governadores Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR) foram presos nesta manhã pela Polícia Federal, assim como o ex-vice-governador Tadeu Filipelli (PMDB), que era assessor especial do presidente Michel Temer (PMDB) e foi exonerado em seguida pelo Palácio do Planalto. Também são alvos da operação outros agentes e ex-agentes públicos, construtoras e pessoas apontadas como operadores dos pagamentos de propina. Orçadas inicialmente em 600 milhões de reais, as reformas do estádio para a Copa custaram 1,575 bilhão de reais, fazendo da arena a mais cara do Mundial de 2014, de acordo com a Polícia Federal. Em razão da obra ter sido realizada sem estudos prévios de viabilidade econômica, a Terracap, companhia estatal do Distrito Federal, com 49% de participação da União, encontra-se em estado de “iminente insolvência”, segundo a investigação. Para recolher elementos que detalhem como operou o esquema criminoso que superfaturou a obra, os cerca 80 policiais envolvidos na operação foram divididos em 16 equipes. Devem ser cumpridos, no total, 15 mandados de busca de apreensão, dez mandados de prisão temporária e três conduções coercitivas.

Planalto exonera assessor de Temer preso em operação da Polícia Federal


O assessor do presidente Michel Temer e ex-vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli, será exonerado do cargo que ocupava no Palácio do Planalto. Segundo a assessoria da presidência da República, a exoneração do assessor será encaminhada ao Diário Oficial da União ainda nesta terça-feira. Filippelli foi preso nesta manhã pela Polícia Federal na Operação Panatenaico, que investiga um esquema de corrupção que desviou dinheiro da obra de reconstrução do estádio Mané Garrincha, em Brasília.