segunda-feira, 22 de maio de 2017

Atentado terrorista islâmico mata 19 jovens em show de Ariana Grande em Manchester


A Polícia de Manchester confirmou a morte de 19 jovens após explosão no local em que ocorria um show da cantora Ariana Grande nesta segunda-feira, na Inglaterra. Outras 50 pessoas ficaram feridas. Em comunicado publicado em sua conta oficial no Twitter, a polícia informou também que o incidente está sendo investigado como uma ação terrorista
Uma declaração da Manchester Arena informou que a explosão aconteceu fora do estádio, em um espaço público, ao contrário do que foi divulgado inicialmente. O público da cantora é formado principalmente por crianças e adolescentes, e o estádio, com capacidade para 20.000 pessoas, estava cheio. Nas redes sociais, vídeos mostram as pessoas deixando o local em pânico. A cantora, que tem shows marcados no final de junho no Brasil, já havia deixado o palco no momento do incidente e não se feriu, informou sua assessoria.




A estação de trem Manchester Victoria, que fica próxima à arena, foi esvaziada pelas equipes de emergência. Em comunicado, a polícia de Manchester pediu que a população evite a área.

Supremo adia para quarta-feira reunião do plenário sobre o audio imprestável gravado pelo empresário bucaneiro caipira Joesley Batista

O advogado Gustavo Guedes, que integra a defesa de Michel Temer, disse nesta segunda-feira que a defesa não vê mais necessidade de o plenário do Supremo Tribunal Federal julgar o pedido de suspensão do inquérito que investiga o presidente. Além disto, nesta segunda-feira, a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, determinou que o julgamento do pedido de suspensão do inquérito aberto para investigar o presidente Michel Temer só seja realizado após a conclusão da perícia no áudio da conversa entre Temer e o dono da JBS, Joesley Batista. Gustavo Guedes afirmou que a única prova do inquérito contra Temer é o áudio e que, na avaliação da defesa, o material é "imprestável". A defesa de Temer contratou uma perícia própria que constatou 70 "pontos de obscuridade" na gravação da conversa entre Temer e Joesley Batista. O advogado Gustavo Guedes disse que, como a defesa tem segurança de o áudio é "imprestável", quer agora que o inquérito prossiga para "provar a inocência" do presidente. Ele deu as declarações depois de ser recebido numa audiência de 15 minutos no gabinete do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo.

Ricardo Molina faz apresentação técnica devastadora contra prova imprestável usada pela Procuradoria Geral da Repúbica e pelo STF contra Temer

A Globonews viu-se obrigada a exibir ao vivo a entrevista concedida pelo perito que é considerado o mais importante do Brasil, Ricardo Molina, que neste momento desmonta tecnicamente o áudio usado por Rodrigo Janot para pedir abertura de inquérito contra o presidente Michel Temer, A apresentação é devastadora para os interesses da PGR, do ministro Fachin, da Globo e da OAB, sem contar seus aliados eventuais, neste caso, do PT dos políticos e empresários interessados em promover uma volta ao passado. A entrevista foi convocada pelos advogados do presidente.

Como Joesley comprava a boa vontade de fundos de pensão estatais


Em sua delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal, o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, relatou à Procuradoria-Geral da República como comprava facilidades junto ao os fundos de pensão estatais Petros, da Petrobras, e Funcef, da Caixa Econômica Federal, durante os governos do Partido dos Trabalhadores. Joesley afirmou aos procuradores que, para conseguir investimentos em suas empresas, pagou propina de 1% aos presidentes dos dois fundos e ao PT, que tinha influência nas decisões de abrir ou não os cofres de ambos, entre os anos de 2008 e 2015. O valor a ser pago em propina foi acertado em 2008, quando o empresário montou um plano de expansão da JBS que previa a venda, por 1 bilhão de dólares, de 12,99% das ações da empresa a BNDES, Funcef e Petros. Segundo o delator, o então presidente do fundo de pensão da Caixa, Guilherme Lacerda, alertou-o na época que seria necessário estreitar as relações com o PT. Foi quando, relata Joesley Batista, ele conheceu os ex-tesoureiros petistas Paulo Ferreira, réu na Operação Lava Jato, e João Vaccari Neto, condenado a mais de trinta anos de prisão pelo juiz federal Sergio Moro. Do encontro com Vaccari, preso em Curitiba desde abril de 2015, ficou acertado que o tesoureiro recomendaria as operações de interesse das empresas de Joesley aos dirigentes dos fundos de pensão em troca de 1% de cada operação que o grupo J&F conseguisse junto a Funcef e Petros. Para capitalizar a proposta de Joesley, os fundos de pensão e o banco de fomento constituíram um fundo denominado Prot, cujo nome é uma referência a proteína, matéria-prima que fez do empresário um bilionário. Pela concretização do negócio, Lacerda e Wagner Pinheiro, então presidente do fundo da Petrobras, também passaram a receber 1% de propina sobre cada aporte do fundo na JBS. Além da processadora de proteína animal dos irmãos Batista, maior empresa do ramo no mundo, outros negócios dos empresários renderam propina a Vaccari, Lacerda e Pinheiro. Em 2009, quando Joesley e Wesley Batista compraram a Florestal e passaram a investir no setor de reflorestamento, Funcef e Petros montaram o fundo FIP-Florestal e, por meio dele, investiram cada um 275 milhões de reais na empresa. O pagamento das vantagens indevidas a Guilherme Lacerda, de acordo com o delator, foi feito por meio de notas frias à empresa de um representante comercial denominado apenas como João Basco, baseado no Espírito Santo. Joesley Batista não especifica valores pagos ao ex-presidente do Funcef. Quanto a Wagner Pinheiro, Joesley é preciso: foram pagos 2,7 milhões de reais em propinas, dos quais 300.000 entregues em espécie e os 2,4 milhões de reais restantes, por meio de notas frias emitidas a uma empresa de Júnior, irmão de Pinheiro. Entre 2009 e 2011, diz o delator, João Vaccari recebeu 2 milhões de reais em propina, valor destinado ao pagamento de despesas de campanhas petistas com a Gráfica Focal, investigada por irregularidades na prestação de serviços à chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014. O sucessor de Lacerda na presidência do Funcef, Carlos Casé, rejeitou a oferta de Joesley Batista para continuar o esquema de corrupção no fundo de pensão. O mesmo não aconteceu com os sucessores de Wagner Pinheiro no Petros, Luis Carlos Afonso e Carlos Costa. Em 2011, quando a Florestal incorporou a Eldorado, Afonso recebeu 1,5 milhão de dólares em propina do empresário, por meio da transferência de propriedade de um apartamento em Nova York. O delator afirma que também houve propina a Costa, “cujo valor e forma não se recorda”. Apontado por Joesley como interlocutor dos interesses de suas empresas no governo, o então ministro da Fazenda Guido Mantega não sabia dos ajustes de propina com Vaccari. Conforme o delator, Mantega o orientava a não tratar de vantagens indevidas diretamente com os dirigentes dos fundos de pensão.

Moody’s rebaixa rating da JBS e coloca notas em revisão

A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou o rating da JBS – nota que as agências atribuem levando em conta a capacidade de pagamento – de Ba2 para Ba3. A agência também colocou as notas em revisão, indicando um possível novo rebaixamento. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Moody’s afirma que o rebaixamento do rating da JBS segue a confirmação de que executivos da empresa e de sua controladora, a J&F Investimentos, firmaram um acordo com o Ministério Público Federal sobre alegações de corrupção. “O ‘downgrade’ reflete o aumento dos riscos relacionados a potenciais processos judiciais futuros; à governança da empresa e à liquidez, nos quais, atualmente, há visibilidade limitada”, diz a agência. Para a Moody’s, esses riscos, além da elevada alavancagem financeira da JBS, justificavam um rebaixamento imediato do rating da empresa. “O processo de revisão se concentrará na obtenção de mais detalhes sobre o acordo divulgado, juntamente com informações sobre quaisquer investigações criminais em andamento, incluindo possíveis multadas, envolvimento de executivos e outros possíveis passivos e ramificações”, comenta a Moody’s. Caso a liquidez da companhia se deteriore, “a Moody’s poderá adotar outras medidas de rating, antes da conclusão final de seu processo de revisão. O perfil de liquidez da JBS é, atualmente, adequado”.

Lula é denunciado e pode se tornar réu pela sexta vez


A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba denunciou o ex-presidente Lula pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro nesta segunda-feira no caso envolvendo obras no sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). Caso o juiz federal Sergio Moro aceite a acusação dos procuradores, o petista se tornará réu pela sexta vez, três delas na investigação que apura desvios na Petrobras. Conforme as investigações da Lava Jato, as obras no sítio, do qual Lula seria proprietário oculto, foram feitas pelas empreiteiras Odebrecht, Schahin e OAS, além do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente. Além de Lula e Bumlai, os procuradores do Ministério Público Federal denunciaram os empreiteiros Léo Pinheiro, da OAS, Marcelo Odebrecht, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Rogério Aurélio Pimentel, Emílio Odebrecht, Alexandrino Alencar, Carlos Armando Guedes Paschoal, Emyr Diniz Costa Júnior, Roberto Teixeira, Fernando Bittar e Paulo Roberto Valente Gordilho.

Ouça o depoimento do petista Delcidio do Amaral para o juiz Sérgio Moro


Polícia Federal recebe primeiro gravador usado por Joesley


A Polícia Federal recebeu na tarde desta segunda-feira o primeiro gravador usado pelo empresário bandido bucaneiro caipira Joesley batista, dono da JBS, para registrar conversas comprometedoras com integrantes do governo. Joesley gravou o presidente Michel Temer em uma conversa em que o peemedebista dá aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha, preso em Curitiba, e ouve que o empresário teria corrompidos juízes e um procurador para blindar investigações contra o grupo empresarial que controla. De acordo com a Polícia Federal, ainda não foi discriminado a qual conversa esse equipamento se refere. Um outro gravador ainda deverá ser remetido à Polícia Federal até esta terça-feira. 

Calendário da reforma trabalhista será mantido, diz Jereissati


Em mais uma demonstração de alinhamento com o governo Temer, o presidente do PSDB e da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Tasso Jereissati (CE), anunciou juntamente com o relator da reforma trabalhista, o tucano Ricardo Ferraço (ES), que o parecer do projeto será lido normalmente na comissão nesta terça-feira, 23, e que o calendário de tramitação da reforma está mantido. “A reforma não é uma questão de governo, mas de País. Nosso compromisso é mostrar que estamos trabalhando normalmente e que os acontecimentos políticos independem do nosso trabalho. Vamos trabalhar para dar seguimento ao processo de reforma”, afirmou Jereissati. Na semana passada, logo após a divulgação dos áudios entre os donos da JBS e Michel Temer, que indicavam aval à compra de silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o relator do projeto anunciou a completa suspensão do calendário do projeto e afirmou que não apresentaria mais o relatório e que a reforma trabalhista havia se tornado “secundária”. O anúncio da tarde desta terça representa um recuo do tucano. “Apresento o relatório da reforma trabalhista amanhã na CAE. Após a votação, apresento o parecer na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), como previsto. O calendário está mantido”, anunciou. Entretanto, o relator pondera que haverá pressão de outros partidos e que é possível que haja atrasos nas votações. A previsão era que o projeto fosse votado no plenário do Senado entre 12 e 15 de junho. Segundo o relator, a mudança em seu posicionamento aconteceu após reuniões com lideranças partidárias, que entenderam que era melhor dar continuidade à pauta. 

Citada em delação da JBS, Patricia Abravanel recorre à Bíblia


Mencionada na delação premiada de Ricardo Saud, executivo da J&F Investimentos, holding proprietária da JBS, que está colaborando com a Polícia Federal, a apresentadora Patricia Abravanel fez uma citação à Bíblia nas redes sociais. “Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás”, diz trecho do versículo 17 de Isaías, que ela fotografou e publicou no Instagram (abaixo). Segundo Saud, Patricia participou de um jantar na casa de Joesley Batista, sócio da J&F Investimentos, ao lado do então noivo, o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), com quem se casou no mês passado. Nesse jantar, teria sido negociada propina para a campanha de Robinson Faria (PSD-RN), sogro da apresentadora, que foi eleito governador do Rio Grande do Norte em 2014. “Foi um jantar muito elegante até. Foi o Fábio Faria com a noiva dele, a Patrícia Abravanel, filha do Silvio Santos. Foi o Robinson Faria com a esposa dele, nós todos com as esposas, tal, para tratar de propina. Até bacana, né? Todo mundo com as esposas para tratar de propina”, disse Saud, em tom irônico. A JBS irrigou com mais de 500 milhões de reais em propina uma rede de mais de mil políticos, conforme revelam as delações. 

Ministério Público Federal retoma negociações por leniência do grupo bandido bucaneiro caipira J&F


A força-tarefa da Operação Greenfield comunicou nesta segunda-feira que foram retomadas as negociações com o grupo J&F dos termos de seu acordo de leniência, após impasse quanto ao valor a ser pago. As tratativas haviam começado no final de fevereiro e foram interrompidas na sexta-feira passada, quando o grupo rejeitou a proposta da Procuradoria-Geral da República de 11,1 bilhões de reais como multa a ser paga em dez anos. O valor equivale a 5,8% do faturamento obtido pelas empresas dos irmãos Joesley e Wesley Batista em 2016. O grupo J&F, que tinha até as 23h59 da última sexta-feira para aceitar as cifras propostas pelos procuradores, fez duas contrapropostas, ambas rejeitadas pela força-tarefa da Greenfield. A primeira foi de 1 bilhão de reais, o equivalente a 0,51% de seu faturamento, e a segunda de 1,4 bilhão de reais, que corresponde a 0,71% do montante faturado no ano passado. Conforme a Lei Anticorrupção, a multa em acordos de leniência, que equivale à delação premiada para pessoas jurídicas, estipula as compensações entre 0,1% e 20% do faturamento, valor que não inclui ressarcimento de prejuízos aos cofres públicos. O acerto prevê o abrandamento de punições no âmbito civil em troca da confissão de irregularidades e da promessa de indenizar o erário. Na prática, serve para manter a empresa idônea — ou seja, habilitada para contratar com o poder público. Se for aprovado nestes termos, o acordo superará o que a procuradoria fechou com a Odebrecht, que se comprometeu a pagar 6,7 bilhões de reais de multa em 20 anos — o maior do mundo até agora em valores monetários.

JBS cai 31% e lidera perdas na bolsa, que fecha no negativo


As ações da JBS fecharam o dia em baixa de 31,34%%, a 5,98 reais, e lideravam as baixas na bolsa de valores nesta segunda-feira. O índice Ibovespa recuo 1,54%, aos 61.673. A cotação do dólar também teve queda, de 0,37%, a 3,2763 reais na venda. Na sexta-feira, a Comissão de Valores Mobiliarios (CVM) divulgou após o fechamento do mercado que abriu cinco investigações contra a empresa entre os dias 18 e 19. O órgão regulador do mercado apura se houve irregularidades na atuação da empresa em razão da delação premiada de um dos seus donos, Joesley Batista. Desde quarta-feira, a notícia de que Batista havia gravado o presidente da República, Michel Temer, dando aval à compra do silêncio do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abalou os mercados. Na quinta-feira, o Ibovespa teve queda tão forte que a B3 (antiga BM&FBovespa) precisou interromper as negociações após 20 minutos de pregão. O dólar disparou, registrando a maior valorização dentro de um dia em 18 anos. O conteúdo completo da delação veio a público na sexta-feira. De acordo com a CVM, os processos buscam esclarecer: se houve uso de informação privilegiada para negociação (insider trading) de ações e dólar no mercado futuro; a negociação de ações entre a JBS e seu acionista controlador (FB Participações S.A, que tem entre seus sócios os irmãos Joesley e Wesley Batista); a atuação do Banco Original (que é da J&F, dona da JBS) no mercado de derivativos (um tipo de ativo financeiro); a atuação da JBS no mercado de dólar futuro; detalhes sobre a delação do Joesley Batista. É uma cretinice muito sem vergonha. Podem encerrar essas investigações que não irão resultado em coisa nenhuma. Se ninguém no mercado é capaz de perceber o que está acontecendo, então é melhor fechar esse mercado de incompetentes. A informação que circulava no mercado é que a JBS teria comprado uma enorme quantia de dólares antes da moeda se valorizar após as delações. A valorização teria sido suficiente para cobrir o valor da multa imposta à empresa pelo envolvimento no esquema de corrupção. A CVM teria sido notificada que o montante comprado na véspera da notícia da delação seria superior a 1 bilhão de reais. E o que fez a CVM? Merda nenhuma. Se fosse na China uns dois dirigentes desse órgão já estariam fuzilados. A agência de notícias Reuters publicou que o grupo de controle da JBS vendeu 329 milhões de reais em ações da companhia em abril, operação que foi acompanhada pela compra de 200 milhões de reais em ações da empresa pela tesouraria da própria JBS no mês passado, segundo documentos enviados ao mercado. O envolvimento da companhia em delação premiada semana e investigações sobre favorecimento do BNDES já haviam feito os papéis da JBS registrar perdas de 32,5% em uma semana até a última quinta feira. Tem que estraçalhar esse monopólio, esse covil de corruptos montado pelo regime petista, e vender as fatias no mercado. É preciso tirar esses bucaneiros caipiras do controle das empresas e tocá-los no fundo de uma cadeia, com prisão preventiva de no mínimo dois anos. 

Temer desiste de pedir suspensão do inquérito no STF


A defesa do presidente Michel Temer desistiu nesta segunda-feira de pedir a suspensão do inquérito instaurado contra ele pelos crimes de corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa — as acusações se basearam na delação premiada do dono da JBS, o bandido empresário bucaneiro caipira Joesley Batista. O pedido para paralisar a investigação havia sido protocolado pelos advogados do presidente no último sábado, quando ele fez um pronunciamento para anunciar a ação e questionar a integridade das provas do processo. Segundo a defesa de Temer, o objetivo do pedido era levar a Justiça a fazer uma perícia no áudio em que Temer e Joesley são gravados conversando durante uma reunião não agendada ocorrida no Palácio do Jaburu na noite do dia 7 de março. Como a análise do material foi determinada pelo ministro Edson Fachin, inclusive, a pedido da Procuradoria-Geral da República, a defesa não viu mais razão de prosseguir com o pedido. 

Defesa recorre ao STF para que Aécio Neves volte ao exercício do mandato de senador


A defesa do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) vai entrar com um recurso no Supremo Tribunal Federal para que ele possa retomar o mandato parlamentar. No entendimento dos advogados do tucano, Alberto Toron e Eduardo Alckmin, não há respaldo constitucional para que Aécio Neves permaneça afastado do cargo de senador da República. "Vamos entrar com um agravo regimental questionando a aplicação das medidas cautelares contra o senador, sobretudo aquelas que o afasta das atividades legislativas. O ponto fundamental é que o afastamento imposto ao senador não encontra qualquer respaldo na Constituição", afirmou Toron. O advogado argumenta ainda que o caso de Aécio Neves é diferente dos demais parlamentares que foram afastados do cargo pela Operação Lava Jato, como o senador cassado Delcídio Amaral (ex-PT-MS) e o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "O Delcídio foi preso em flagrante. Já o afastamento de Cunha aconteceu porque ele estava se valendo da condição de presidente da Câmara para impedir o avanço do processo contra ele no Conselho de Ética", disse. O afastamento de Aécio Neves da função parlamentar foi determinado na quinta-feira, 18, pelo relator da Lava Jato no Supremo, ministro Edson Fachin. O magistrado também impôs duas outras medidas cautelares ao tucano: a proibição de contatar qualquer outro investigado ou réu no conjunto de fatos revelados na delação da JBS; e a proibição de se ausentar do País, devendo entregar o passaporte. Fachin, no entanto, negou o pedido da Procuradoria-Geral da República para que o tucano fosse preso. Por estar apenas afastado, Aécio Neves mantém a prerrogativa do foro privilegiado, isto é, de ser julgado pelo Supremo. 

Franceses investigam compra de submarinos de R$ 24,4 bilhões


A Justiça francesa investiga a denúncia de pagamento de suborno pelo bilionário contrato de venda de submarinos Scorpène para o Brasil, em 2008, no governo Lula. Neste domingo, toda a imprensa francesa dedicou espaço ao assunto. O acordo de 6,7 bilhões de euros (equivalentes a R$ 24,4 bilhões) inclui transferência de tecnologia para o Brasil. A procuradora-geral da Procuradoria Nacional Financeira, Eliane Houlette, esteve há duas semanas no Brasil chefiando uma delegação, da qual também participou o chefe do Departamento Anticorrupção da Polícia (Oclciff), Thomas de Ricolfis. Fontes oficiais confirmaram a investigação da Procuradoria Nacional Financeira e da polícia francesa de “corrupção de funcionários públicos estrangeiros” no contrato de venda de quatro submarinos de ataque Scorpène, assinado em 23 de dezembro de 2008, no Brasil, pelos então presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e do Brasil, Lula. O Scorpène é um submarino convencional, de última tecnologia, fabricado pelo estaleiro naval francês DCNS (Direction des Constructions Navales Services) em cooperação com o espanhol Navantia. Chile e Malásia têm dois desses submarinos. A Índia adquiriu seis, dos quais três já foram entregues. Um porta-voz da DCNS disse à agência France Press que a companhia “não tem nada a ver com a Operação Lava Jato”, acrescentando que a empresa “respeita escrupulosamente, no mundo todo, as regras do Direito”. No Brasil, a DCNS é parceira da BTP Odebrecht, que subcontratou por R$ 3 bilhões, segundo as suspeitas, por recomendação do ex-presidente Lula. Ambas as empresas estão no centro do megaescândalo de corrupção de agita o País. Em abril, o presidente da DCNS Brasil, Eric Berthelot, havia dito que essas investigações “atingiam apenas a própria Odebrecht”.

Escritório de Sepúlveda Pertence abandona a defesa do empresário bucaneiro caipira Joesleey Batista


O presidente do grupo J&F e da JBS, Joesley Batista, já não conta com a defesa do escritório de advocacia de Sepúlveda Pertence, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, por “inquestionável quebra da confiança indispensável entre cliente e advogado”, segundo explicou Evandro Pertence, sócio da banca. O escritório defendia Joesley em vários processos criminais, principalmente na Operação Greenfield, que investiga fraudes em contratos com fundos de pensão de funcionários de estatais. “Fomos surpreendidos com absolutamente tudo o que a imprensa divulgou esta semana sobre as atividades subterrâneas de Joesley e cia., das quais nunca nos fora dada qualquer notícia”, afirmou Evandro Pertence, neste domingo (21). A decisão do escritório foi protocolada na Justiça Federal já na quinta-feira (18), no dia seguinte à divulgação da delação premiada de Joesley. A equipe do ministro Pertence também o defendia em inquéritos relacionados às operações Sépsis e Cui Bono, desdobramentos da operação Lava Jato. A primeira investiga fraudes ligadas ao Fundo de Loterias, da Caixa Econômica Federal. A última, fraudes em contratos de empréstimo com a Caixa Econômica Federal.