domingo, 14 de maio de 2017

Fachin reforça segurança contra ORCRIM

"É perigoso ser um homem honesto", já dizia Michael Corleone sobre o recém-eleito Papa João Paulo I no filme "O poderoso chefão III". Ser relator da Lava Jato, também. O ministro Edson Fachin teve de mudar não só seus hábitos pessoais, segundo o Painel da Folha, como também o esquema de compartilhamento de informações dentro de seu gabinete. "O ministro, famoso pelos costumes simples, não almoça mais com a mesma frequência no bandejão do Supremo. A segurança da corte também ampliou o esquema de proteção a Fachin em áreas públicas, como aeroportos. O magistrado agora só embarca em aeronaves direto na pista de decolagem, sem circular pelos saguões. Seu apartamento em Brasília e sua residência em Curitiba também tiveram os serviços de proteção revisados e ampliados". Todo cuidado é pouco contra a ORCRIM. (O Antagonista)
É importante que ele não resolva viajar em avionetas suspeitas, não tenha amizade com donos de hotel suspeitos; não dispense segurança de agentes policiais na última hora; não resolva passar incógnito um final de semana; não tenha convivência com periguetes massagistas. 

Finalmente, a Lava Toga da Odebrecht

"Delação da Odebrecht sem pegar Judiciário não é delação. É impossível levar a sério essa delação caso não mencione um magistrado sequer." Foi o que disse a jurista baiana Eliana Calmon em agosto de 2016. Agora é melhor levar a sério. Os termos da delação da Odebrecht ainda sigilosos, sob a guarda do ministro Edson Fachin, envolvem, sim, integrantes de diversas esferas do Judiciário. Segundo o Painel da Folha, "as informações prestadas por delatores da empreiteira sobre nomes da Justiça e de alguns de seus parentes estão entre os 25 pedidos de inquérito formulados pela Procuradoria-Geral da República que ainda não foram divulgados pelo relator da Lava Jato no STF. Os documentos já despertam insegurança no STJ e no TCU, por exemplo." E no STF, não? (O Antagonista)

O advogado de Marcelo Odebrecht


O criminalista Eduardo Sanz, de Curitiba, será o advogado de Marcelo Odebrecht ao longo da execução da pena em decorrência da delação. Serão oito anos. Sanz foi escolhido por ter sido um dos poucos advogados que, desde 2015, conseguiu manter bom relacionamento com o às vezes irascível Marcelo. Mas não só por isso. Sanz também cobrou menos do que outros nomes da advocacia nacional. Uma das propostas que chegou aos Odebrecht pedia R$ 1,5 milhão por ano para representá-lo. Em oito anos, R$ 12 milhões. (Lauro Jardim)

Herdeiros de Niemeyer brigam na Justiça por uso da marca "Niemeyer"


Familiares de Oscar Niemeyer estão brigando há anos na Justiça pela marca Niemeyer. E o capítulo mais recente dessa disputa deu-se no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. No mês passado, o desembargador Ricardo Couto manteve a decisão de primeira instância que dá a Fundação Oscar Niemeyer, presidida por um bisneto do arquiteto, o direito de explorar a marca, registrada até no INPI. Assim, o Instituto Oscar Niemeyer, cuja presidente de honra é a viúva Vera Lucia, não precisa mudar de nome, mas não poderá usá-lo comercialmente.

Dilma tem estratégia discreta para frequentar salão de Celso Kamura em São Paulo, ela continua uma comunista-caviar


Dilma Rousseff não perdeu pelo menos um hábito dos seus tempos de presidente. Mantém-se fiel ao cabeleireiro Celso Kamura. Mas para frequentar seu salão da rua da Consolação (SP), Dilma submete-se a uma certa engenhosidade. Costuma entrar no local por uma porta lateral e alojar-se numa sala apartada do salão, como fez duas semanas atrás. Kamura tem dois temores — o de Dilma sofrer constrangimentos ou afastar a clientela francamente antipetista. (Lauro Jardim)

Marqueteira baiana Monica Moura se mostra muito magoada com Dilma, Lula e o PT


Mônica Moura, a mulher de João Santana, o marqueteiro de Lula e Dilma, deixou transparecer mágoa com o grupo que ajudou a eleger: “Nunca alguém do PT me procurou após a prisão. Nem nossos filhos”, revelou. Mônica disse que não fala com nenhum deles “há mais de um ano”. E que “nem Lula, nem Dilma, ninguém do PT” mandou “nem recadinho de apoio, nem recadinho de ameaça. Nem de medo. Nada”. Tentando ser elegante, Mônica atribui ao “medo” a falta de contato de Lula e Dilma após as prisões dela e do marido. Indagada sobre se “existia a possibilidade de ingerência de Dilma em tribunais, tribunais superiores”, Mônica Moura negou. Na delação, Mônica mostra desapreço pela petista: “Numa campanha como a da Dilma...era impossível, era um poste para eleger”.