quinta-feira, 11 de maio de 2017

Não deixe de ler os arquivos com a delação completa dos marqueteiros baianos João Santana e Monica Moura, Lula, Dilma, Palocci, Mantega, estão fritos

A delação completa que você lerá a seguir, desde já poderia custar as prisões preventivas de Lula e Dilma Roussef, mas ainda que isto não venha a acontecer, o material é suficientemente devastador para resultar em pesadas condenações para a dupla, mais os dois ministros da Fazenda do regime petralha, Antonio Palocci e Guido Mantega, no mínimo. São delações absolutamente devastadoras. 

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Fachin retira sigilo de delações dos marqueteiros baianos João Santana e Mônica Moura


Relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, o ministro Edson Fachin determinou a derrubada de sigilo das delações premiadas do casal João Santana e Mônica Moura. O casal de marqueteiros é suspeito de ter recebido dinheiro por meio de caixa 2 pelos serviços prestados em campanhas presidenciais do PT. Fachin também autorizou a retirada de sigilo da colaboração premiada de André Luis Reis Santana, funcionário de Santana e Mônica. O documento com o conteúdo das delações, entretanto, ainda não está disponível no sistema do STF. Os marqueteiros atuaram nas campanhas do ex-presidente Lula, em 2006, e nas duas disputas de Dilma ao Planalto, em 2010 e 2014.

"Não sabia que Marisa visitou tríplex", diz Lula em depoimento


O juiz Sergio Moro iniciou a audiência, na tarde desta quarta-feira (10), em Curitiba, assegurando que o poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula iria ser "tratado com o máximo respeito, como qualquer acusado, igualmente pela condição do cargo que o senhor ocupou no passado, o senhor ex-presidente pode ficar absolutamente tranquilo quanto a isso". Enquanto Lula apenas assentia com a cabeça, Moro procurou "tranquilizar" Lula que ele não teria possibilidade de ser preso no depoimento. Lula foi ouvido por quase cinco horas em audiência fechada. Nesse processo, em que é réu, o ex-presidente é acusado de receber propina da empreiteira OAS em troca de benefícios à empresa na Petrobras nos governos petistas. "Queria deixar claro que, em que pesem algumas alegações nesse sentido, de minha parte não tenho qualquer desavença pessoal em relação ao senhor ex-presidente, certo? O que vai determinar ao final vão ser as provas que vão ser colecionadas e a lei. Também vamos deixar claro que quem faz a acusação nesse processo é o Ministério Público, não o juiz", afirmou Moro. No depoimento, o ex-presidente foi questionado por Moro sobre troca de mensagens de executivos da OAS que tratam das reformas no sítio e no tríplex. "Eu não sou obrigado a responder mensagens de duas pessoas alheias a mim", disse Lula, em tom de irritação: "Eu vim aqui preparado para responder tudo o que perguntarem e pra não ficar nervoso. Se tem uma coisa que eu me preparei é pra não ficar nervoso". O petista afirmou só ter tratado do tríplex em Guarujá com Léo Pinheiro, da OAS, em uma visita do sócio da empresa ao Instituto Lula e no dia em que o petista foi visitar o prédio. "Nunca mais tratei de tríplex, nem de 'quatruplex'", disse. O ex-presidente também foi questionado sobre contatos telefônicos entre Pinheiro e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, que antecederam visita do sócio da OAS à entidade que leva o nome do petista. Sobre os contatos, disse que "os dois são vivos, pode perguntar para eles", rindo. O petista afirmou ainda que "o Léo não tratava de tríplex, o Léo tratava de empresa, o Léo tratava de economia". Moro perguntou se houve alguma conversa sobre o preço do apartamento com o Léo Pinheiro. "Houve. Em 2013, no Instituto, estava comigo o companheiro Paulo Okamotto, e o Léo começou a mostrar a idéia do apartamento. O Okamotto perguntou quanto era o metro quadrado, e o Léo respondeu um valor que eu não me lembro qual, e o Okamotto só falou: 'você sabe, Léo, que o preço tem que ser o de mercado, mas eu sou contra o Lula comprar'. Foi só isso". O juiz citou o valor que a OAS teria desembolsado com as reformas supostamente feitas para Lula no apartamento — segundo a investigação, Lula foi beneficiado com R$ 2,3 milhões com a reserva do imóvel e a obra. Perguntou se ele alguma vez conversou sobre isso. "Não. Até porque nunca falei de reforma. Como eu considero esse processo ilegítimo e a denúncia uma farsa, eu estou aqui em respeito à lei, à nossa constituição, mas com muitas ressalvas aos procuradores da Lava Jato", disse Lula. Moro questionou Lula sobre uma visita ao tríplex da ex-primeira-dama Marisa Letícia, em agosto de 2014, época em que Lula diz que já havia desistido da compra do imóvel. Lula disse: "Eu não sabia que tinha tido visita. Não sei, o senhor tem mulher, mas nem sempre ela pergunta para a gente o que vai fazer". O petista afirmou que Marisa esteve no apartamento uma segunda vez com o filho Fabio, mas que ele só soube depois. Não soube dizer quanto tempo depois veio a saber. "Certamente ela ia dizer que eu não queria mais o apartamento, porque, quando fui ao apartamento, eu percebi que era praticamente inutilizável por mim pelo fato de eu ser, independentemente da minha vontade, uma figura pública e eu só poderia ir naquela praia ou segunda-feira ou Quarta-Feira de Cinzas", afirmou o ex-presidente. Lula então afirma que descartou imediatamente a compra do triplex, mas que sua mulher ainda tinha dúvidas: "Eu não ia ficar com o apartamento, mas a Dona Marisa ainda tinha dúvida se ia ficar para fazer negócio, ou não". Moro perguntou se ela decidiu não ficar. "Não discutiu comigo mais", ele respondeu. Lula afirmou que "não sei por que, mas não comuniquei" a Léo Pinheiro que não ia ficar com o apartamento. O juiz questionou o petista sobre testemunhas que disseram que o apartamento estava sendo preparado para o ex-presidente. O advogado de Lula fez uma intervenção e pediu que Moro especificasse quais testemunhas. Lula, então, intervém: "Eu posso falar? Eu quero evitar que o senhor brigue muito com o meu advogado". Moro respondeu: "É o seu advogado que está brigando, eu estou tentando fluir com a audiência". Lula e o advogado dão risada, em um momento de descontração. Lula mencionou a morte de Marisa, em fevereiro. "Eu só queria, dr. Moro, pedir uma coisa: é muito difícil para mim toda hora que o senhor cita minha mulher sem ela poder estar aqui para se defender", afirma Lula. "Eu não estou acusando ela de nada, senhor ex-presidente", respondeu o juiz. "Eu sei que não, mas o sr. pergunta coisa, se eu vi, se eu não vi. É uma pena... E uma das causas que ela morreu foi a pressão que ela sofreu", afirmou o petista. Lula afirmou que este período será conhecido como "mês Lula". "O que aconteceu nos últimos 30 dias vai passar para a história como o mês Lula. Porque foi o mês em que vocês trabalharam, sobretudo o Ministério Público, para trazer todo mundo para falar uma senha chamada Lula. O objetivo era dizer Lula. Se não dissesse Lula, não valia". "O senhor entende que existe uma conspiração contra o senhor?", questiona Moro. "Não, eu entendo e acompanho pela imprensa, que pessoas como Léo Pinheiro, que está já há algum tempo querendo fazer delação. Primeiro ele foi condenado a 23 anos de cadeia. Depois se mostra na televisão como se vive a vida de nababo dos delatores. [...] Delatar virou quase o alvará de soltura dessa gente. [...] O contexto está baseado num Power Point malfeito mentiroso da Operação Lava Jato", respondeu. O ex-presidente se irritou ao ser seguidamente questionado pela Procuradoria sobre se havia perguntado a João Vaccari Neto, ex-presidente do PT, se ele tinha recebido vantagens indevidas em nome do partido, conforme relataram delatores. Inicialmente, Lula disse que não conversava de finanças do PT porque não integrava a direção do partido. Após insistências para responder se havia questionado Vaccari, disse: "Não importa se eu perguntei ou não. Ele sempre negou. Negou pela imprensa, negou publicamente". Depois, disse que "não interessa se eu perguntei ou não". Como o procurador insistia na pergunta, Lula disse: "Para acabar com a nossa polêmica aqui, vamos dizer. Eu perguntei e ele disse que não. (...) Tá bem assim? Porque você precisava de qualquer jeito uma resposta e então eu estou dando a resposta. Ia ficar nesse trocadilho entre o procurador e um ex-presidente, então eu quero resolver isso. (...) Espero que não seja por essa resposta minha que eu seja condenado". Após o fim das perguntas da Procuradoria, o ex-presidente pediu um intervalo antes de seguir para perguntas de advogados. "Vamos fazer um intervalo de dois minutos? Eu sou o único velhinho aqui, gente". Moro também perguntou a Lula sobre a nomeação de Paulo Roberto Costa para uma diretoria da Petrobras com o apoio do Partido Progressista. "O presidente da República não toma conta de todos os cargos do governo, nem é possível. Se um presidente da República tem confiança, e quando ele compõe o ministério ele compõe com pessoas que ele confia, ele delega". O ex-presidente falou que o contato com a base era constante. "Eu fazia reuniões sistemáticas com os líderes de partido. Se a presidente Dilma tivesse me seguido, não teria tido impeachment", disse Lula. Ao final de seu depoimento, Lula fez referência à famosa apresentação em Power Point feita pela força-tarefa da Lava Jato. "Estou sendo julgado pela construção de um Power Point mentiroso. Aquilo é ilação pura. Aquilo deve ter sido um ou alguns cidadãos, com todo respeito, que, desconhecendo a política, fizeram um Power Point porque já tinham a tese anterior de que o PT era uma organização criminosa e que o chefe era o Lula e que o Lula montou o governo pra roubar". O petista fez uma declaração a Moro. "Estou sendo vítima da maior caçada jurídica que um político brasileiro já teve. Eu quando fui eleito, eu tinha um compromisso de fé. Eu me espelhava no Lech Walesa na Polônia, que depois de ter sido presidente tentou se reeleger e teve apenas 0,5%". Lula conclui sua fala criticando Moro por decisões tomadas por ele, como o fato de ter sido alvo de condução coercitiva e o vazamento de gravações envolvendo sua mulher, Marisa. "O senhor sem querer talvez entrou nesse processo, porque o vazamento de conversas da minha mulher e com meus filhos, foi o sr. que autorizou. Eu não tinha o direito de ter minha casa molestada sem que eu fosse intimidado para uma audiência, doutor. Ninguém nunca me convidou. De repente, eu vejo um pelotão da PF, levantaram até um colchão da minha casa achando que eu tinha dinheiro, doutor", disse Lula. Ele também fez também um alerta a Moro: "Eu queria lhe avisar uma coisa, esses mesmos que me atacam hoje, se tiverem sinais de que eu serei absolvido, prepare-se, porque os ataques ao sr. vão ser muito mais fortes", afirmou. Moro respondeu: "Infelizmente, eu já sou atacado por bastante gente, inclusive por blogs que supostamente patrocinam o senhor. Então, padeço dos mesmos males em certa medida", declarou o juiz. 

Está em julgamento o meu governo, diz Lula em depoimento a Sergio Moro

O poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula disse ao juiz federal Sergio Moro que a Operação Lava Jato na verdade tenta julgar o estilo do petista governar. Moro fazia perguntas em relação à refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e havia perguntado se Lula havia participado do lançamento da pedra fundamental da refinaria. Lula confirmou, mas pediu para fazer uma consideração a parte. "Porque o que eu estou percebendo desde que foi criado o tal do contexto da caçamba do ministério público na questão do powerpoint quem está sendo julgado é um estilo de governar", disse Lula. "É um jeito de governar. Se as pessoas que estão fazendo essa denúncia querem saber como é que se governa, eles têm que sair do Ministério Público, entrar num partido político, disputar as eleições, ganhar para eles saberem como é que se governa", disse o ex-presidente. "Governar democraticamente, com oposição da imprensa, com oposição do sindicato, com direito de greve, fortalecendo o ministério público, fortalecendo a Polícia Federal, fortalecendo todas as instituições de fiscalização desse País. Então essas perguntas todas, na verdade, elas estão questionando um jeito de governar." Moro tentou rebater, dizendo que os processos da Lava Jato não miram o governo do ex-presidente e sim atos ilícitos concretos. Mas Lula continuou na tese contrária. "O que interessa ao Ministério Público saber se eu fui a uma inauguração de terraplanagem? Era a coisa mais extraordinária para esse País era fazer uma refinaria depois de 30 anos, doutor. Depois de 30 anos sem fazer refinaria". E continuou. "Está em julgamento o meu governo. Pior, doutor Moro, é que vamos ter uma divergência agora aqui. Eu vinha concordando com muita coisa. Agora é o seguinte. O que está em julgamento é o meu governo e depois eu vou explicar o porquê", disse Lula. 

"Vou ser candidato em 2018", diz Lula a Moro em depoimento


O poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula disse em depoimento ao juiz Sergio Moro que jamais pediu ao empresário Léo Pinheiro, sócio da OAS, para ele destruir supostos comprovantes de propina ao PT. "Isso nunca aconteceu e nunca vai acontecer". Em depoimento a Moro em abril, Pinheiro contou que Lula teria ordenado a destruição de tais provas. Lula afirmou ainda que não se recordava de ter dito aos agentes da Polícia Federal que o levaram coercitivamente para depor, em março do ano passado, que seria eleito presidente em 2018: "Eu não lembro, mas posso dizer agora. Eu estava encerrando a minha carreira política. Mas agora, depois de tudo o que está acontecendo, estou dizendo em alto e bom som que vou quer ser candidato em 2018". Ele fez questão de frisar que o depoimento no aeroporto de Congonhas "foi uma coisa muito tranquila". Lula se recusou a responder às perguntas do juiz sobre o mensalão, seguindo orientação de seus advogados, e afirmou que já foi julgado no caso. "Já fui julgado três vezes pelo povo brasileiro. Na campanha de 2006, eu era triturado em cada debate na televisão sobre a corrupção. Eu fui eleito com 62% dos votos. Em setembro de 2010 eu alcancei 87% de bom e ótimo nas pesquisas de opinião pública, 10% de regular e apenas 3% de ruim e péssimo, que deve ter sido no gabinete do comitê dos tucanos. Então eu já fui julgado muitas vezes pelos meus gestos administrativos. Eu não posso ser julgado pelo Código de Processo Penal numa coisa em que já fui julgado politicamente, que já foi transitado em julgado. Essa decisão não é de primeira instância, da segunda, mas da Suprema Corte", afirmou. Moro questionou Lula sobre o significado da seguinte frase que ele disse na semana passada: "Se eles não me prenderem logo, que sabe um dia eu mando prendê-los pelas mentiras que eles contam". O ex-presidente brincou com Moro que foi apenas "uma força de expressão": "Primeiro, presidente não manda prender. Presidente não prende ninguém, a não ser em regime autoritário". Lula disse que não acha a frase adequada. Logo em seguida, o petista reclamou da divulgação de conversas telefônicas que ele teve com a mulher: "Vamos, com todo o respeito, tomar cuidado com as declarações. O senhor sabe da mágoa profunda que eu tenho do vazamento das minhas conversas com a minha mulher. Profunda". Lula reclamou também de equipamentos apreendidos no ano passado pela Polícia Federal: "Determine que a Polícia Federal devolva os iPads dos meus netos. É uma vergonha. Está desde de março do ano passado". O juiz respondeu que bastaria seu advogado pedir que ele devolveria os equipamentos.

Lula diz que instituto não discutiu pagamento por armazenagem de bens

No depoimento prestado ao juiz Sérgio Moro nesta quarta-feira (10), o poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula foi indagado sobre o motivo pelo qual, mesmo depois de lucrar R$ 7,5 milhões com palestras entre 2011 e 2013, o Instituto Lula concordou que a empreiteira OAS continuasse pagando por aluguel de espaço na transportadora Granero, a fim de armazenar os bens que o ex-presidente recebeu durante o seu mandato. A OAS pagava R$ 20 mil mensais, segundo o Ministério Público Federal. O ex-presidente respondeu: "Era porque talvez todo mundo no instituto achasse que tivesse certo e que não era preciso". "E ninguém nunca discutiu no Instituto de que era preciso pagar isso, a armazenagem. Estava tão tranquilo a questão do depósito do material...", complementou o petista. Lula disse que o responsável pelo Instituto Lula, Paulo Okamoto, poderia dar mais informações aos responsáveis pela Operação Lava Jato, e que partiu dele a iniciativa de procurar o executivo Léo Pinheiro, da OAS, para que a empreiteira bancasse o valor do armazenamento. Lula disse que no começo das atividades do Instituto Lula, em 2011, não havia dinheiro e que depois buscou-se uma "arrecadação" — o Ministério Público Federal não fez perguntas sobre o que seria a "arrecadação". "Nós não tínhamos dinheiro, porque não tínhamos nem começado a pensar em fazer a arrecadação. Por isso é que eu acho que foi conversado com o Léo Pinheiro", disse o ex-presidente. Lula também afirmou que não sabia a dimensão dos bens que havia recebido como presente durante os seus dois mandatos na Presidência. O petista disse que, se soubesse dos problemas futuros que enfrentaria por causa da guarda dos bens, teria deixado tudo no Palácio do Alvorada. "Eu nunca, nunca, entrei nos porões do Palácio do Alvorada para saber se tinha uma, duas ou mil caixas. Nunca, nunca entrei aonde se guardava os acervos da Presidência da República para saber se tinha uma ou duas caixas. Ora, eu sei que aquilo, eu sei que o acervo, é uma coisa privada mas de interesse público. Portanto o presidente da República que sai tem que ter a responsabilidade de tentar cuidar daquilo. Eu, se soubesse que ia dar isso, eu teria deixado lá no Palácio pro próximo presidente ter que cuidar. Como eu não tinha interesse por nada, eu poderia deixar... Sabe?" O ex-presidente afirmou não ter conhecimento sobre a forma pela qual a OAS fazia os pagamentos pelo aluguel do espaço de armazenagem. Ele disse que o tema foi tratado por Okamoto. "Não sei, não sei. Eu sei que o presidente do Instituto Lula, que foi uma das pessoas... Parece que a partir do começo de janeiro foi chamado para tentar encontrar um lugar para guardar essas coisas. O que ele disse aqui na Justiça Federal é que tinha chamado o Leo Pinheiro para perguntar se ele tinha algum galpão para guardar essas coisas". Lula também não soube explicar por que nas caixas havia inscrições de "praia". "Isso aqui devia estar no Palácio do Alvorada, como todo acervo, eram 11 contêineres de acervo, com tudo que é coisa boa e tranqueira. Quem pode responder o que está nessa caixa é quem foi investigar, é quem abriu as caixas. Eu nunca abri uma caixa, nunca visitei um acervo. O fato de estar escrito praia é que eu ia na praia quando era presidente. Não quer dizer nada".

Lula diz a Moro que imprensa o demoniza e criminaliza

No depoimento que prestou ao juiz Sergio Moro nesta quarta-feira (10), o poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula criticou veículos da imprensa, afirmando que a cobertura o criminaliza e demoniza. Lula apresentou ao juiz um levantamento de reportagens desde março de 2014. "De março de 2014 para cá, são 25 capas da revista 'Isto É'. A revista 'Veja' tem 19 capas. E a revista 'Época', 11 capas. Demonizando o Lula", disse. "Nesse mesmo período, a Folha de S.Paulo teve 298 matérias contra o Lula e apenas 40 favoráveis, tudo com informações da Polícia Federal e do Ministério Público. Eles não se autoassumem, eles culpam alguém. "O Globo", que é o mais amigo (sendo irônico), tem 530 matérias negativas contra o Lula e 8 favoráveis. O "Estadão", que é mais amigo ainda, tem 318 matérias contrárias e 2 favoráveis. Aliás, esses jornais parecem que têm mais informações do que alguns advogados", completou. "Só o Jornal Nacional passou 18 horas falando. Sabe o que significa 18 horas falando mal de um cidadão? Significa 12 partidas de futebol entre Barcelona e Atlético de Madrid", disse. "Qual era o tratamento que o Jornal Nacional dava? Era de criminalizar a figura do Lula". Durante o depoimento, Moro cita uma reportagem da Folha para questionar o prazo que Lula e sua mulher, Marisa Letícia, tiveram para abandonar ou não a opção de compra do tríplex. "Consta uma matéria de jornal que foi juntado...", diz o juiz, mas é interrompido por Lula. "Depende que jornal, viu?", diz o ex-presidente. "A Folha de S.Paulo", responde Moro. "É... Não...", afirma Lula. Moro, no entanto, insiste em ler parte da reportagem. "Eu me recuso a responder uma matéria da Folha de S.Paulo que não tem autor, que não tem entrevista. É um achismo", diz Lula. "Essa matéria então não seria verdadeira?", pergunta Moro. "Na minha opinião, não", finaliza Lula. Moro também cita uma reportagem do jornal "O Globo", de 2010, que diz que Lula ocuparia o tríplex. "Só posso entender que alguém do Ministério Público em São Paulo, não vou dizer o nome, fomentava a imprensa, que fomentava ele", diz Lula. O juiz questionou Lula a respeito de uma frase dita pelo ex-presidente no 6º Congresso do PT, na semana passada. Na ocasião, Lula disse: "Se eles não me prenderem logo, quem sabe um dia eu mando prendê-los pelas mentiras que eles contam". A frase foi dita durante crítica à imprensa. "O PT perdeu grandes cidades nas eleições e as manchetes dos jornais desse país diziam que o PT acabou. Essa mesma imprensa que diz que o PT acabou dizia todos os dias: 'amanhã, o Lula vai ser preso. Amanhã, prenderam tal empresário, ele vai delatar o Lula. Faz dois anos que eu ouço isso". Ao juiz, Lula disse que foi apenas "uma força de expressão" e que não acha a frase sobre "mandar prendê-los pelas mentiras" adequada. "Primeiro, presidente não manda prender. Presidente não prende ninguém, a não ser em regime autoritário", afirmou.

Partido Novo nega em rede social que lançará Luciano Huck à presidência


O Partido Novo negou nesta quarta-feira (10) que lançará o apresentador Luciano Huck como candidato à presidência em 2018. A sigla se manifestou no Twitter, após divulgação de reportagem da revista "Piauí" sobre o partido flertar com o Huck para as próximas eleições. Na segunda-feira (8), em entrevista, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que "o novo" no cenário político é representado por figuras como o prefeito paulistano, João Doria (PSDB), e o apresentador de TV Luciano Huck. O próprio apresentador afirmou no mês passado que sua geração está pronta para ocupar os espaços de poder e que, diante do colapso do sistema político e da crise ética, novas lideranças vão surgir. Sobre a intenção de ter Huck como candidato, o Partido Novo escreveu no Twitter: "não é verdade". O flerte do apresentador com a sigla representaria a sua entrada na política.

Lula confirma encontro com ex-diretor da Petrobras após início da Lava Jato


O poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula confirmou em depoimento ao juiz federal Sergio Moro nesta quarta-feira (10) que teve um encontro com um ex-diretor da Petrobras e com um empreiteiro investigado pela Polícia Federal depois que a Operação Lava Jato já havia sido deflagrada, em março de 2014. O ex-diretor é Renato Duque, que contou ao juiz Moro na semana passada sobre o encontro que teve com Lula em julho daquele ano, no qual o ex-presidente teria lhe indagado se ele tinha conta na Suíça para receber propina. O encontro, segundo Duque, ocorreu no hangar da companhia aérea TAM, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O empresário com quem Lula confirmou ter-se reunido é Léo Pinheiro, sócio da OAS que afirmou a Moro no último mês que o ex-presidente lhe pediu para destruir provas de pagamento de propina ao PT no Exterior. O ex-presidente disse na audiência que articulou a reunião com Duque por meio do então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que está preso no Paraná. "Tinha vários boatos no jornal de corrupção, de conta no Exterior. Pedi para o Vaccari trazer o Duque para conversar. Não tenho ideia, doutor, da data. A pergunta que eu fiz para o Duque foi simples: tem matérias nos jornais, tem denúncias de que você tem dinheiro no Exterior, pegando da Petrobras. Você tem conta no Exterior? Ele disse: ´Não tenho´. Acabou. Não mentiu para mim, mentiu para si mesmo". Duque já foi condenado a 57 anos de prisão e negocia um acordo de delação para reduzir a pena. Em tentativas anteriores de fechar o acordo, ele não tinha mencionado o encontro com Lula. Lula disse que não procurou nenhum outro ex-diretor da Petrobras com esse propósito. "Duque tinha sido indicado pela bancada do PT. O PT indicou o Duque com outros partidos políticos, eu penso, que foi pra Casa Civil cumprir todo o ritual. Então eu fiquei muito puto da vida. Muito puto, sabe, e falei e ele disse que não tinha conta." O ex-presidente Lula negou que tenha pedido a Léo Pinheiro para ele destruir comprovantes de propina ao PT: "Isso nunca aconteceu e nunca vai acontecer". Ele confirmou, no entanto, que teve vários encontros com o empresário. Lula rebateu a idéia de que um presidente saiba o que faz um diretor da Petrobras: "O presidente da República não toma conta de todos os cargos do governo, nem é possível. Se um presidente da República tem confiança, e quando ele compõe o ministério, ele compõe com pessoas que ele confia, ele delega". "Nunca ninguém levantou qualquer suspeita sobre Paulo Roberto, sobre Duque, a imprensa nunca levantou", citando outro ex-diretor, Paulo Roberto Costa, que chegou ao cargo por indicação do PP e depois conseguiu o apoio do PMDB para se manter na diretoria de Abastecimento. "Quem monta cartel para roubar, não conta para ninguém. O presidente da República não participa do processo de licitação da Petrobras, não participa de tomada de Petrobras. É um problema interno da Petrobras".

Ministério Público Federal quer suspender perfuração de poços de petróleo próximo a corais da Amazônia

O Ministério Público Federal no Amapá recomendou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a suspensão das atividades e perfuração marítima de petróleo, pela empresa Total, na foz do Rio Amazonas, próximo aos recém-descobertos corais da Amazônia, devido aos riscos que a exploração traz para esses recifes. A suspensão deve ocorrer até que os impactos da atividade sobre a barreira de corais próxima ao empreendimento sejam “suficientemente avaliados”. Na recomendação, o Ministério Publico Federal argumenta que ainda não existem pesquisas científicas suficientes sobre o novo ecossistema nem foram identificados todos os novos seres encontrados no recife. Além disso, o procurador Joaquim Cabral da Costa Neto pediu a reabertura do processo de licenciamento ambiental do empreendimento de perfuração naquela região. Ele justificou que, na ocasião da abertura do licenciamento, o bioma descoberto não estava previsto pelo empreendedor. Uma das considerações do documento apresentado pelo Ministério Publico Federal cita o Princípio 15 da Declaração da Eco 92, o princípio da precaução, que trata do “dever de agir antecipadamente diante do risco, do perigo e da incerteza científica a justificar adoção de tutela preventiva e acautelatória contra a degradação ambiental”. “O que a BP e a Total querem fazer é uma operação arriscada em águas profundas. E será próxima a um bioma marinho único no mundo, que mal tivemos tempo de conhecer, e onde são encontradas espécies ameaçadas. Como se a extração do petróleo ali não fosse imprudente o suficiente, a queima desse combustível só vai aumentar nossas emissões de gases de efeito estufa, que agravam as mudanças climáticas”, disse o ativista Thiago Almeida, da Campanha de Energia do Greenpeace, sobre a declaração do Ministério Público Federal. Na foz do Rio Amazonas está localizado o grande recife de corais, esponjas e rodolitos de 9,5 mil quilômetros quadrados – uma área 20% maior que a região metropolitana de São Paulo. Segundo Almeida, a exploração na região gera o risco de derramamento de petróleo. Os blocos de exploração petrolífera em áreas próximas aos corais pertencem às empresas Total, BP e Queiroz Galvão.

Câmara conclui aprovação de projeto de socorro aos Estados



O plenário da Câmara dos Deputados concluiu nesta quarta-feira (10) a votação do projeto de socorro aos Estados em calamidade financeira. A medida segue, agora, para análise do Senado. O texto-base havia sido aprovado no dia 18 de abril, mas restava a análise dos "destaques" – propostas de alteração da medida. Devido à resistência da oposição, contrária às contrapartidas exigidas dos Estados pelo governo, a votação do projeto vinha sendo adiada há meses. O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ) foi novamente à Câmara, nesta quarta-feira, acompanhar a votação. O Rio de Janeiro é o primeiro da fila de interessados no socorro. O programa de socorro permite que Estados em calamidade financeira deixem de pagar a dívida com a União e com os bancos estatais por três anos. Mas, como contrapartida, eles têm que entregar um rigoroso ajuste fiscal, que prevê privatização de estatais estaduais e congelamento de salários de servidores. Apesar da aprovação, o governo sofreu uma derrota com a derrubada do aumento da contribuição previdenciária dos servidores, de 11% para no mínimo 14%, como condição para a ajuda aos Estados em calamidade financeira. O governo pretende restabelecer essa medida no Senado. Na votação desta quarta-feira foram aprovadas duas alterações, uma que preserva recursos típicos do Poder Judiciário, como verba de cartórios, e outra que permite a inclusão de outras dívidas estaduais e municipais na renegociação com o governo federal. A mudança beneficia principalmente Goiás e a cidade de São Paulo. A capital tem R$ 1,2 bilhão em dívidas que se enquadram na emenda aprovada e que deverão ser renegociadas em condições mais favoráveis do que as atuais. Apesar da aprovação, o governo sofreu uma derrota com a derrubada, há algumas semanas, do aumento da contribuição previdenciária dos servidores, de 11% para no mínimo 14%, como condição para a ajuda aos Estados em calamidade financeira. O governo pretende restabelecer essa medida no Senado. Se não conseguir, pode não fechar o acordo com os Estados após a sanção da lei. 

Empresário confirma lavagem de dinheiro de ex-primeira-dama do Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo, a "Riqueza", garota do Leblon



O empresário Luiz Alexandre Igayara afirmou nesta quarta-feira (10) que emitiu notas frias em nome do escritório da ex-primeira-dama do Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo, a "Riqueza" do peemedebista Sérgio Cabral, também conhecida como "Garota do Leblon". Ele disse que pagou à empresa R$ 2,5 milhões sem a prestação de serviços. Igayara firmou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal e foi o primeiro a confirmar à Justiça o uso do escritório de Adriana Ancelmo no esquema do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). O empresário disse que recebia em dinheiro o valor em sua empresa, a Reginaves (Frangos Rica) entre 2012 e 2014. Por vezes, o montante era transportado em carros-fortes da empresa Trans-Expert para a sede da empresa. A guarda de valores já havia sido citada pelo ex-secretário Hudson Braga. Ele afirmou que recursos de caixa dois de campanha do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), ficavam guardados no cofre da Trans-Expert. Igayara disse ao juiz Marcelo Bretas, responsável pela operação Lava Jato no Rio de Janeiro, que o peemedebista Sérgio Cabral caracterizava o dinheiro como "sobras de campanha". "Ele sempre falou que era sobra de campanha. Ele me pediu quando fui reclamar de uma autuação da Receita", disse o empresário, que afirmou sempre ter tratado do ato ilícito com o ex-governador. A ""garota do Leblon" Adriana Ancelmo negou em depoimento que tenha cometido qualquer crime. Ela disse que prestou serviços à Reginaves, por meio de reuniões, pareceres e análise de documentos. "A empresa tinha muitos passivos trabalhistas. Em 2012, reorganizamos a empresa para sanar o problema. Em 2014, o serviço tinha como objetivo sanar essas passivos uma vez que isso estava afastando interessados em comprá-la", disse Adriana Ancelmo. A ex-primeira dama negou com veemência a Bretas participação no esquema criminoso descrito pelo Ministério Público Federal. "Nenhum empresário, operador ou o que for pode dizer que lavou dinheiro através do meu escritório. Jamais tive participação ou conhecimento sobre o que supostamente foi realizado", disse ela. A lavagem de dinheiro também é alvo de outra ação penal que envolve o empresário Eike Batista. A EBX repassou R$ 1 milhão à firma em 2011. Para a procuradoria, a movimentação refere-se a pagamento de propina. Ela também negou crime na operação.

Senado argeentino aprova lei que permitia redução das penas de membros da ditadura

Horas antes da manifestação, convocada em todo o país pelas organizações de Direitos Humanos, o Senado argentino aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (10), uma lei que impede a libertação antecipada de condenados por crimes contra a humanidade. A legislação neutraliza uma decisão, tomada pela Suprema Corte, na semana passada, que permitia a redução das penas dos que reprimiram movimentos contrários à ditadura (1976-1983), que estão na cadeia ou esperando julgamento. “Foi uma decisão terrível porque, de um momento ao outro, perdemos o que conquistamos ao longo dos últimos 40 anos”, disse Haydée Garcia. Ela é uma das 14 fundadoras das Mães da Praça de Maio – organização criada por um grupo de mulheres argentinas para buscar os filhos que desapareceram nos porões da ditadura. Em 1977, uma delas teve a ideia de marcar um encontro, toda quinta-feira, às 15h30 na Praça de Maio, em frente ao palácio presidencial, para mostrar aos ditadores que não desistiriam da busca. Um ritual que existe até hoje. Desse primeiro grupo, apenas Haydée e Mirta Baravalle, de 93 anos, estão vivas. “Desde 1977, nunca falto ao nosso encontro semanal, porque na Praça de Maio sinto que nossos filhos e netos estão conosco e seus sonhos também”, disse. A filha de Mirta estava grávida quando foi levada pelos militares, junto com o marido. Ela deu luz a um menino, em cativeiro, que está na lista das 500 crianças roubadas na ditadura para serem entregues ilegalmente em adoção. Nesta quarta-feira, as Mães da Praça de Maio se juntaram a outras organizações de defesa dos Direitos Humanos, para um protesto em frente a Casa Rosada. “Queremos mostrar que estamos juntos e unidos contra a decisão da Suprema Corte, que foi tomada pouco depois de termos comemorado o 40º aniversário de nossa primeira marcha”, disse Haydée. No fim da tarde, a Praça estava lotada e muitas pessoas usavam um lenço branco, símbolo das Mães, que amarravam uma fralda de pano na cabeça com o nome do filho desaparecido bordado. A manifestação tinha sido marcada para exercer pressão politica e impedir que os autores de crimes contra a humanidade possam se beneficiar da lei, conhecida como “dois por um” e que – segundo a polêmica decisão da Suprema Corte – valia para todos os prisioneiros. A legislação permite contar cada ano de prisão preventiva, à espera da condenação definitiva, como dois. Como a Justiça é lenta, muitos dos que reprimiram os movimentos contrários à ditadura podiam encurtar suas penas. Os protestos terminaram em comemoração. “Tivemos a sorte de que a sociedade reagiu com firmeza e pudemos reverter a situação”, disse Estela Carlotto. “Muitos juízes rejeitaram os pedidos de redução de pena feitos pelos repressores, apesar da decisão da Suprema Corte. E hoje os legisladores acabam de aprovar uma lei impedindo que os genocidas sejam libertados antecipadamente”, disse. Em outubro serão feitas eleições legislativas na Argentina. Os resultados dessa votação servirão para medir o índice de aprovação do presidente Mauricio Macri na primeira metade de seu mandato. Macri parabenizou os legisladores pela “rapidez com a qual começaram a solucionar um vácuo legal” e disse que sempre foi “contra qualquer ferramenta usada em favor da impunidade, especialmente quando aplicadas a delitos de lesa humanidade”.