segunda-feira, 17 de abril de 2017

Moro exige presença de Lula em todas as audiências para ouvir 87 testemunhas de defesa


O juiz federal Sérgio Moro decidiu ouvir as 87 testemunhas de defesa arroladas pela defesa do poderoso chefão da organização criminosa e ex-presidente Lula, na ação penal da Lava Jato, mesmo considerando o número “bastante exagerado”. Mas, em contrapartida, o juiz afirmou que a presença de Lula será exigida em todos os depoimentos. “Será exigida a presença do acusado Luiz Inácio Lula da Silva nas audiências nas quais serão ouvidas as testemunhas arroladas por sua própria Defesa, a fim prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes, impertinentes ou que poderiam ser substituídas, sem prejuízo, por provas emprestadas”, diz o despacho. A decisão de Moro, que é responsável pelas ações da lava Jato na 1ª instância, foi publicada no sistema da Justiça Federal do Paraná no fim da tarde desta segunda-feira (17). A justificativa da decisão é “evitar alegações de cerceamento de defesa”. O processo apura se a Odebrecht pagou propina por meio da compra do terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula e do apartamento vizinho ao do ex-presidente em São Bernardo, no ABC Paulista. Os procuradores afirmam na denúncia que, na tentativa de dissimular a real propriedade do apartamento, a galega italiana e rex-primeira-dama Marisa Letícia  (já falecida) chegou a assinar contrato fictício de locação com Glaucos da Costamarques, também réu no processo. A força-tarefa considera Costamarques testa-de-ferro de Lula. Além dessa suspeita, envolve a compra frustrada de um terreno para a construção de uma sede para o Instituto Lula. Além de Lula, há outros sete réus nesta ação. Entre eles estão o ex-presidente da Odebrecht S.A, o sinhozinho baiano Marcelo Odebrecht, o ex-ministro Antônio Palocci, e Roberto Teixeira, um dos advogados do ex-presidente.

Dida, Delúbio, Portugal e o BNDES

Os executivos da Odebrecht delataram o pagamento de propina a Aldemir Bendine por meio do publicitário André Gustavo Vieira da Silva, da Arcos, que teve a conta de publicidade do BNDES. André Gustavo é muito amigo de Delúbio Soares, que foi seu padrinho de casamento. André Gustavo é conhecido em Portugal por ter sido responsável pelas campanhas de Pedro Passos Coelho, do PSD, em 2011 e 2015. (O Antagonista)

Após Operação Carne Fraca, JBS e BRF perderam R$ 5 bilhões em valor de mercado


Desde o início da Operação Carne Fraca até a quinta-feira passada, a JBS e a BRF perderam juntas R$ 5,471 bilhões de seu valor de mercado, segundo a empresa de informações financeiras Economatica. Apesar de toda a repercussão negativa do caso que completa um mês nesta segunda-feira, as exportações de carne brasileira aumentaram em março. O preço da carne, no entanto, caiu. No mercado financeiro, a JBS foi a mais penalizada e perdeu 15,35% do seu valor, que era R$ 32,6 bilhões antes da operação e encerrou o ultimo pregão valendo R$ 27,6 bilhões. A BRF perdeu 1,45% do seu valor, que passou de R$ 31,9 bilhões para R$ 31, 5 bilhões.

O caso do Trensurb

Os ex-presidentes da Trensurb, Porto Alegre, Humberto Kasper, Marco Arildo Prates da Cunha, Eliseu Padilha e Marco Maia, estão na lista de Janot por terem recebido propina. Muita gente não entendeu por que razão Kasper e Arildo estavam no rol divulgado pelo Estadão. É isto. O inquérito de número 4.434, aberto por ordem do ministro do STF Edson Fachin, atinge em cheio quatro gaúchos envolvidos na obra de extensão da linha do Trensurb entre São Leopoldo e Novo Hamburgo. Dois deles têm foro privilegiado por exercício do cargo: Eliseu Padilha (PMDB), ministro da Casa Civil, e Marco Maia (PT), deputado federal. Os outros dois, Marco Arildo Prates da Cunha e Humberto Kasper (ambos ex-diretores do Trensurb), serão beneficiados pelo fato de serem investigados no mesmo procedimento dos políticos com foro privilegiado. É alvo da apuração também o ex-ministro Paulo Bernardo. Os episódios aconteceram durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os quatro foram delatados por dois ex-dirigentes da empreiteira Odebrecht, Benedicto Junior e Valter Lana, em colaboração ao Ministério Público Federal (MPF). O valor inicial do contrato correspondia a R$ 323,9 milhões. Conforme os delatores, Marco Maia exigiu 0,55% do valor do contrato para ajudar a não "ter entraves" no negócio. Ele teria encontrado representantes da empreiteira num restaurante do Hotel Intercity em Porto Alegre, em 2008. No mesmo ano, o então deputado federal Eliseu Padilha (PMDB) teria solicitado o pagamento de 1% do valor do contrato, em decorrência de sua possível interferência no processo licitatório. Outro 1% teria sido requisitado pelo então ministro do Planejamento Paulo Bernardo (PT). "Todas as demandas foram atendidas, sendo os pagamentos implementados entre os anos de 2009 e 2010 por meio do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht. Os beneficiários foram identificados no sistema de informática 'Drousys' como 'Bicuíra' (Ministro Eliseu Padilha), 'Aliado' (Deputado Federal Marco Maia), 'Sucessor' (Marco Arildo) 'Jornalista' (Humberto Kasper) e 'Filósofo' (Paulo Bernardo)", relata trecho da delação. Não é a primeira suspeita envolvendo essa ampliação do Trensurb. O MPF já abriu em 2011 uma investigação sobre superfaturamento na obra, cujo início em 2001 tinha um orçamento de R$ 270 milhões. Quando a ampliação foi concluída, em 2014, teve um custo final de R$ 953 milhões, após vários aditivos contratuais. "A obra do ramal até Novo Hamburgo é marcada por vários vícios que oneraram seu custo e retardaram sua conclusão. O custo ficou em torno de R$ 100 milhões por quilômetro, valor notoriamente exorbitante, sem paralelo em administrações minimamente austeras, até porque a região não apresenta qualquer adversidade geográfica", resumiu o procurador da República, Celso Três, ao propor a apuração. O procurador ressalta que cerca de R$ 80 milhões foram destinados ao aumento da calha (vazão) do Arroio Luiz Rau, em Novo Hamburgo, paralelo à linha do Trensurb. Três salienta que esse dinheiro foi aplicado sem projeto executivo ou planilha de preços. E lembra que os aditivos não podem ultrapassar 25% do valor da obra, mas superaram muito o montante.

Jucá, Caju, Cerrado, Aracati...

Romero Jucá tinha vários codinomes nas planilhas da Odebrecht: Caju, Cerrado, Aracati... Alvo de cinco inquéritos na Lava Jato, o senador é acusado, por exemplo, de ter recebido propina - via Milton Lyra, seu intermediário - pelo seu empenho na aprovação, em 2013, da Medida Provisória 613, que concede incentivos tributários aos produtores de etanol e à indústria química. (O Antagonista)

Lula no organograma da propina da Odebrecht

Alexandrino Alencar deve ter se inspirado em Deltan Dallagnol para fazer o organograma que entregou à PGR relacionando Lula a propinas pagas pela Odebrecht. Está tudo lá: as obras no sítio de Atibaia, a compra do imóvel para o Instituto Lula, a propina a Taiguara Rodrigues em Angola, a propina paga ao filho Luís Cláudio Luleco na Touchdown, a mesada a Frei Chico, irmão de Lula, a conta Amigo da Planilha Italiano e a Arena Corinthians. Mais didático impossível. (O Antagonista)

A mochila do Programa B

Branislav Kontic, o operador de Antonio Palocci, fazia saques de até 1 milhão de reais em dinheiro vivo. Foi o que disse o delator Fernando Migliaccio, em depoimento reproduzido pela Folha de S. Paulo: "Ele ia na minha sala, abria a mochila... E eu entregava em espécie. Foram tantas vezes que eu não posso precisar, mas nunca menos de um milhão. Dependendo das notas, cabe até uns 2 ou 3 milhões numa mochila". Dentro da empreiteira, Branislav Kontic era chamado de Programa B. Uma das planilhas do departamento de propinas da empreiteira mostra que ele sacou 13 milhões de reais entregues a Lula, o Amigo. (O Antagonista)

Marcelo e Mantega: encontros sem câmeras

Marcelo Odebrecht, na sua delação à PGR, disse que costumava encontrar-se com Guido Mantega em São Paulo, na Caixa Econômica Federal e, depois, no Banco do Brasil, onde Mantega dispunha de um andar inteiro. No Banco do Brasil, Mantega podia receber quem ele quisesse, sem nenhum registro, porque as câmeras de segurança também foram desligadas, como noticiamos em 10 de fevereiro: Mantega despachava sem câmeras na sede paulista do BB
No dia 31 de janeiro, publicamos o seguinte post (está em itálico):
O Antagonista descobriu que, em 2010, pouco tempo depois de Aldemir Bendine assumir a presidência do Banco do Brasil, as câmeras de segurança do andar do seu gabinete paulista foram desligadas. Para lembrar, no ano anterior, as câmeras de vigilância do Palácio do Planalto foram removidas, como revelou o general Sérgio Etchegoyen. Portanto, assim como ocorreu no Planalto, não há qualquer registro de quem foi visitar Aldemir Bendine na sede paulista do BB. Agora a continuação: Já na presidência de Dilma Rousseff, o gabinete paulista de Aldemir Bendine foi transferido do sétimo para o décimo oitavo andar no mesmo prédio da Paulista que sediava o Banco do Brasil. E quem passou a despachar no sétimo andar antes ocupado por Aldemir Bendine? Resposta: Guido Mantega, então ministro da Fazenda. O gabinete do ministro em São Paulo saiu do prédio da Caixa Econômica Federal, também na Avenida Paulista, e foi para o do Banco do Brasil. Em geral, Mantega usava o gabinete paulista na tarde de quinta-feira e às sextas. Assim como no caso de Aldemir Bendine, sem câmeras de segurança ligadas para registrar quem o visitava.

O ranking da propina

“Os crimes que serão investigados nos 76 inquéritos da lista do ministro Edson Fachin envolvem pagamentos a políticos que chegam a 451 milhões de reais”. Isso inclui 204,9 milhões de reais em propinas para o PT, 111,7 para o PMDB e 52,2 para o PSDB. Os 300 milhões de reais em propinas para Lula, Antonio Palocci e Guido Mantega não fazem parte dessa conta, porque seus casos serão julgados em Curitiba. (O Antagonista)

O pelego e seu patrão

Lula é a maior fraude de todos os tempos. Ele enganou a maioria dos brasileiros. Em particular, ele enganou a esquerda. Em seu depoimento, Pedro Novis disse que Emilio Odebrecht era “o empresário de maior proximidade com Lula”. Eles se conheceram na década de 1980. O pelego Lula era convocado por Emilio Odebrecht para sedar as greves na indústria da Bahia. Quando se tornou presidente da República, Lula cumpriu a promessa de entregar o setor petroquímico para seu patrão. Primeiro, ele impediu que os esquerdistas da Petrobras comprassem o grupo Ipiranga. Em seguida, ele mandou anexar a estatal à Braskem. (O Antagonista)

O butim de Lula

Marcelo Odebrecht disse textualmente que as contas correntes de Lula, Antonio Palocci e Guido Mantega foram abastecidas com a propina da MP 470 e da linha de crédito do BNDES. As duas negociatas foram comandadas por Lula...(O Antagonista)

Com quem Mantega "azeitou" e "destravou" na Previ?

Marcelo Odebrecht contou à PGR que acionou Guido Mantega para "destravar" e "azeitar" a liberação da compra, pela Previ, de parte do conjunto de torres Parque da Cidade, em São Paulo, construído pela Odebrecht Realizações Imobiliárias. Pelo serviço, Marcelo creditou 27 milhões de reais na conta da propina do PT. A pergunta é: Mantega, por sua vez, "destravou" e "azeitou" o negócio com quem? Com Aldemir Bendine, então presidente do Banco do Brasil, ou com Dan Conrado, então presidente da Previ? Aldemir Bendine já é alvo de um inquérito em Curitiba, por ter levado 3 milhões de reais da Odebrecht Ambiental, a fim de "atenuar a Lava Jato". (O Antagonista)

Odebrecht pagou propina no exterior para a campanha de Lula



Em 2006, o esquema de pagamentos de propina da Odebrecht para a campanha de Lula repetiu o de 2002. Pedro Novis acertava os valores com Antonio Palocci. No lugar de Delúbio Soares, porém, entrou José de Filippi. E no lugar de Duda Mendonça entrou João Santana. Pedro Novis disse que a Odebrecht entregou à PGR documentos bancários que compravavam um depósito de 820 mil euros numa conta de João Santana no exterior. Mas ele garantiu que o total pago ao marqueteiro foi muito maior. (O Antagonista)

Prisão de Lula é questão de tempo

Os petistas já sabem que Lula será preso. De acordo com a coluna Radar, da Veja, "a revelação de que a Odebrecht matinha uma poupança milionária para Lula trouxe ao PT a mesma percepção de 9 em cada dez brasileiros: sem foro privilegiado e no alvo de Sérgio Moro, a prisão de ex-presidente virou uma questão de tempo". (O Antagonista)

Lula contra Palocci?

O PT está entregando o PT. Leia um trecho da coluna de Jânio de Freitas: “Com a dinheirama recebida como portador de Lula, Antonio Palocci está compelido a explicar a posse de R$ 120 milhões que lhe foi atribuída. Ainda que o montante seja outro, Lula diz que nada recebeu. Quando lhe descobriram um patrimônio imobiliário de mais de R$ 20 milhões, Palocci recusou-se a explicá-lo além do exaurido prestação de consultoria. A partir de Marcelo Odebrecht, será preciso mais. Ou veremos no PT um fato sem precedente”. A tentativa de poupar Lula incriminando Antonio Palocci é bastante bisonha. Mas o que importa é outra coisa: essa linha de defesa foi aconselhada pelos advogados de Lula? (O Antagonista)

O "Drácula" petista

O senador petista Humberto Costa foi delatado por cinco executivos da Odebrecht. O atual líder da minoria, contaram eles, recebeu cerca de 600 mil reais para favorecer a empresa em licitação na Petrobras. Márcio Faria da Silva explicou à PGR que o codinome de Costa era "Drácula", em razão da Máfia dos Sanguessugas - na época do escândalo envolvendo desvios em compras de ambulâncias, o petista era ministro da Saúde. (O Antagonista)

Filho de Lobão recebia propina pelo pai, o "Esquálido"

Em sua delação, Henrique Valladares contou à PGR que foram pagos 5,5 milhões de caixa dois para o então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, codinome "Esquálido". A contrapartida era a atuação dele em favor da Odebrecht no projeto da usina hidrelétrica de Jirau.

Os pagamentos a Lobão, segundo delator, começaram em 2008. Abrangeram, ainda, a ação do ministro para favorecer a empreiteira na obra de Belo Monte. Valladares informou que o dinheiro era repassado a filhos do atual presidente da CCJ do Senado, especialmente ao que mora no Rio de Janeiro. "(Os pagamentos) envolviam a figura do filho dele, que mora no Rio. Na época, morava no Leme. Mas parece que cresceu na vida e está morando na (avenida) Vieira Souto." O filho que mora no Rio é Márcio Lobão, alvo da Operação Leviatã, na qual o nome dele já aparecia como recebedor de pagamentos realizados pela Andrade Gutierrez no âmbito de Belo Monte e de Angra 3. (O Antagonista)

Cabral recebeu R$ 94 milhões da Odebrecht

Benedito Júnior contou também que a Odebrecht pagou a Sergio Cabral a espantosa cifra de R$ 94 milhões, entre caixa dois e propina. Em troca, conquistou os contratos do PAC das Favelas no Complexo do Alemão, o Arco Metropolitano, a Linha 4 do metrô, a reforma do Maracanã e “projetos menores”. (O Antagonista)