sábado, 18 de março de 2017

Morre Chuck Berry, um dos fundadores do rock and roll


Morreu neste sábado, aos 90 anos, o guitarrista americano Chuck Berry. Segundo a polícia do condado de St Charles, no Missouri, onde o músico lendário vivia, ele foi encontrado na cama já sem sinais vitais. “O departamento de polícia do condado de St. Charles infelizmente tem de confirmar a morte de Charles Edward Anderson Berry Senior, melhor conhecido como o lendário músico Chuck Berry”, afirma a polícia, em nota. De acordo com os oficiais, a família pede “privacidade durante esse momento de perda”. Ídolo dos Beatles e dos Rolling Stones, Chuck Berry era conhecido por clássicos como "Johnny B. Goode", "Sweet little sixteen" e "You never can tell". Esta última música que ganhou destaque nos anos 90 por causa de uma das cenas mais famosas do filme "Pulp fiction", do diretor Quentin Tarantino. Também gravou clássicos com o Maybelline, Roll over Beethoven e Memphis, Tennessee. Sua marca no gênero foi tão grande que certa vez John Lennon, dos Beatles, falou: "Se você tiver de dar outro nome ao rock'n'roll, poderia chamá-lo de Chuck Berry". Ao longo dos anos, Berry realizou algumas apresentações no Brasil. Ele participou do Free Jazz Festival, em 1993, no Rio. O guitarrista voltou em 2002 para show em Jaguariúna (SP), e em 2008, para apresentações em São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná. Em outubro, ao completar seus 90 anos de idade, Berry anunciou através das redes sociais seu primeiro álbum desde 1979. O álbum "Chuck" estava previsto para ser lançado em 2017 com músicas novas escritas e gravadas pelo músico. Ele dedicou o disco à sua esposa, Themetta "Toddy" Suggs , com quem viveu durante os últimos 68 anos. "Querida, estou ficando velho! Trabalhei durante muito tempo neste disco. Agora posso pendurar as chuteiras", disse o cantor. Berry deixa sua mulher e seus quatro filhos, Ingrid, Aloha, Charles Jr. e Melody. Nascido em 18 de outubro de 1926, em Saint Louis, também no Missouri, Berry dizia emular "a clareza vocal suave de seu ídolo, Nat King Cole, enquanto tocava músicas de blues de gente como Muddy Waters", descreve a biografia em seu site oficial. Berry foi o quarto dos seis filhos de um empreiteiro e de uma diretora de escola. Ele aprendeu a tocar guitarra durante o ensino médio, quando passava por uma fase rebelde. Tanto que foi preso por tentativa de roubo. Depois, chegou a trabalhar em uma linha de montagem de fábrica da General Motors. Berry passou a se dedicar exclusivamente à música nos anos 1950, quando formou um trio com um baterista, Ebby Harding, e um tecladista, Johnnie Johnson. Ele atingiu sucesso em 1955 quando conheceu a lenda do blues Muddy Waters e o produtor Leonard Chess, em Chicago, e passou a misturar estilos do country e do blues do sul dos Estados Unidos com uma pegada pop, mais palatável para as rádios. "Eu queria tocar blues", afirmou Chuck Berry em entrevista à revista "Rolling Stone": "Mas eu não era 'blue' (triste) o suficiente. Eu sempre tive comida na mesa". Além das músicas e da influência sobre todo um gênero, o músico também deixou sua marca na famosa "duck walk", na qual tocava sua guitarra enquanto pulava em uma perna agachado pelo palco. Em 1986, ele fez parte do primeiro grupo de artistas a entrar no Hall da Fama do Rock and Roll. Berry foi apresentado pelo guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards. Além dos problemas na adolescência, Berry se envolveu em alguns problemas com a lei ao longo do anos. O mais grave em 1959, quando foi detido em Saint Louis acusado de transportar uma garota de 14 anos por divisas estaduais com a intenção de prostituição. Ele foi condenado dois anos depois e passou 20 meses na prisão, uma experiência que amigos relatam que mudou profundamente sua maneira de ser. Em 1979, Berry foi preso novamente. O guitarrista passou quatro meses detido por evasão fiscal.

A empreiteira propineira Odebrecht pagou mesada por mais de uma década para o irmão de Lula



A empreiteira propineira Odebrecht pagou mesada de R$ 5.000,00 a um irmão do poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula por mais de dez anos a pedido do petista. A informação constaria da delação de Alexandrino Alencar, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht. Segundo o delator e ex-executivo corrupto Alexandrino Alencar, a empreiteira repassou o dinheiro a José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, ao longo dos dois governos do petista (2003 a 2010). A mesada teria sido interrompida quando executivos da empreiteira foram presos. José Roberto Batochio, advogado de Lula, afirmou que "o ex-presidente jamais solicitou nem sequer teve conhecimento de qualquer espécie de favorecimento a pessoas de seu círculo familiar, social ou partidário". O episódio, se confirmado, se soma a outras acusações de envolvimento da família de Lula com esquemas na Odebrecht. O ex-presidente é réu em cinco ações por denúncias de corrupção e participação em organização criminosa, entre outras. O petista nega as acusações e aponta perseguição política nos processos judiciais. Uma das ações penais envolve o sobrinho de uma ex-mulher de Lula, Taiguara Rodrigues. Ele teria recebido R$ 30 milhões da empreiteira propineira Odebrecht em troca da atuação do ex-presidente em favor da empreiteira em Angola. Parte desse montante teria sido destinada a gastos pessoais de Frei Chico. O delator corruptor Alexandrino Alencar, porém, afirmou que a soma era maior – a mesada ao irmão do ex-presidente petista não estava incluída nessa conta, de acordo com a colaboração premiada. Também a mulher do ex-presidente, a galega italiana Marisa Letícia, que morreu em fevereiro, foi envolvida em acusações. O delator corruptor Alexandrino Alencar afirmou que ela pediu dinheiro da Odebrecht para reformar um sítio em Atibaia (SP) frequentado pela família. A obra também teria tido atuação da OAS. Lula nega que seja dono do sítio. O advogado de Lula afirmou que a suposta mesada a Frei Chico é uma "deslavada falácia, como tantas outras lançadas por pessoas presas ou encalacradas na Justiça e que querem trocar mentiras por favores e benefícios penais em juízo". "É a era da pós-verdade, das 'fake news'", disse Batochio.