sexta-feira, 10 de março de 2017

Juiz Sérgio Moro diz em audiência da Lava Jato que defesa de Lula faz "propaganda politica"



Durante um debate em audiência nesta sexta-feira (10), o juiz federal Sergio Moro afirmou que a defesa do poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula faz "propaganda política" do governo petista e disse que a prática é "inapropriada". O juiz indeferiu uma pergunta do advogado Cristiano Zanin Martins, defensor do ex-presidente petista, que perguntava ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se o governo de Lula "trouxe benefícios ao País, e não buscou benefícios pessoais". Meirelles foi convocado como testemunha de defesa do ex-presidente. Antes da questão, ele falou sobre a política macroeconômica do governo Lula e seus efeitos na economia brasileira. "A impressão é que a defesa está fazendo propaganda política do governo anterior. Isso não é apropriado", afirmou Moro. O juiz entendeu que a resposta à pergunta seria uma opinião, e não um fato, e por isso a indeferiu. "Não estou fazendo propaganda política. Eu sou advogado. Só estou enfrentando a acusação difusa que o Ministério Público lançou nos autos", afirmou Zanin. Lula responde a uma ação acusado de ter se beneficiado de propina na compra e reforma de um tríplex no Guarujá (SP). Na denúncia, o Ministério Público Federal o acusou de ser "o comandante máximo" do esquema de corrupção na Petrobras, e disse que o petista governava uma "propinocracia" para garantir a governabilidade. Em nota, a defesa de Lula disse que sua arguição era "pertinente e favorável", e que a intervenção de Moro demonstrou um "notório desrespeito ao trabalho da defesa". "Há uma clara opção de deixar ofuscar os sólidos argumentos que a defesa leva ao processo com incidentes periféricos gerados pelo juiz", afirmou Zanin, em nota. Meirelles foi presidente do Banco Central durante os dois mandatos de Lula, e declarou que "nunca viu algo ilícito" durante o governo do petista. "A minha relação com o presidente Lula era totalmente focada em assuntos relativos ao Banco Central e à política econômica. Nessa interação, eu nunca vi ou presenciei algo que pudesse ser identificado como algo ilícito", afirmou Meirelles. O economista ainda disse ter atuado com "independência" à frente do cargo. "Independentemente de desacordos que eu tive com diversos membros da administração, com outros ministros ou opiniões do próprio presidente, eu sempre tomei decisões de forma completamente independente, e ele me manteve no cargo", declarou. O ex-ministro Luiz Fernando Furlan, que ocupou a pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, também prestou depoimento nesta sexta-feira (10). São depoimentos inúteis para esclarecimentos de fatos, meramente abonadores do chefe da organização criminosa petista. Furlan declarou que todas as reuniões entre empresários e Lula que presenciou tratavam de "assuntos de interesse do País", e que nunca identificou práticas ilícitas no relacionamento do ex-presidente com o setor produtivo.

Procuradoria Geral do Rio Grande do Sul revelará nomes de autores do calote de R$ 157 milhões no Badesul que faliram o banco no governo Tarso Genro


A Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Sul dirá segunda-feira quem são os responsáveis pelos calotes de R$ 157 milhões sofridos pelo Badesul durante o governo do peremptório petista e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro, que por pouco não quebraram o banco. O relatório final será apresentado em entrevista coletiva na manhã de segunda-feira no auditório da Procuradoria Geral do Estado, no prédio do inútil DAER (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem). A sindicância apurou os empréstimos feitos à Iesa Óleo e Gás, Wind Power Energy e D'Itália Móveis. Todas elas entraram em processo de recuperação judicial depois da obtenção dos financiamentos. Juntas, deixaram um prejuízo de R$ 157 milhões ao banco gaúcho, controlado pelo governo estadual. Os três contratos foram assinados entre 2011 e 2014, no governo do peremptório petista e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro. Em alguns empréstimos, os técnicos do comitê de crédito do banco emitiram pareceres contrários às operações, mas a direção, usando das suas prerrogativas de decisão, optava por levar os negócios adiante. A apuração está finalizada desde 20 de janeiro, mas, até agora, seguia sob sigilo. A sindicância ouviu 28 depoentes, em um processo de cerca de 10 mil páginas. O relatório final ficou em 130 páginas. Os responsáveis poderão sofrer indisponibilidade de bens, impossibilidade de contratar com o poder público e suspensão de direitos políticos, além de abertura de processos administrativos de demissão de servidores eventualmente envolvidos.

Governo confessa, consumidor pagou R$ 1,8 bilhão a mais na conta de luz em 2016


Os brasileiros pagaram 1,8 bilhão de reais a mais na conta de luz em 2016. O valor corresponde à energia que deveria ter sido entregue pela usina nuclear de Angra 3, cujas obras estão paralisadas e sem data para ser concluídas. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), “os consumidores não sofrerão nenhum prejuízo”, pois o valor pago indevidamente será ressarcido por meio de descontos nos reajustes tarifários deste ano. A agência informou que as quantias serão reajustadas pela taxa de juros básica do país, a Selic. A Aneel informou também que determinou em 2015 que os encargos referentes a Angra 3 não fossem recolhidos, mas admitiu que mesmo assim houve cobrança. “O valor estimado foi repassado aos processos tarifários das distribuidoras em 2016. Para 2017, a previsão do ERR (encargo) referente a Angra 3 foi retirada dos processos tarifários”, informou a agência. Contratada para aumentar a segurança do sistema elétrico, a usina nuclear de Angra 3 será remunerada por um encargo cobrado nas tarifas para custear a “energia de reserva”. A previsão original era que Angra 3 iniciasse as operações no fim de 2015, mas desde muito tempo havia sinais de que o cronograma não seria cumprido, em meio a problemas financeiros da Eletrobras, responsável pela usina, e investigações de corrupção no empreendimento. A Aneel não informou imediatamente para quem foram direcionados os recursos arrecadados para custear a energia de Angra 3 em 2016.