segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Forças Armadas estão prontas para ocupar as ruas do Rio de Janeiro


O presidente Michel Temer autorizou o uso das Forças Armadas no Rio de Janeiro para auxiliar o policiamento das ruas em meio à mobilização de familiares de policiais militares, iniciada na última sexta-feira. O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), reuniu-se com Temer nesta segunda-feira no Palácio do Planalto para discutir o assunto. No momento, o governo federal trabalha no planejamento da ação para decidir quantos militares serão enviados ao Estado ou deslocados para essas atividades. Também estão sendo estudados os locais em que atuarão e a data de início das ações, prevista inicialmente para amanhã. A autorização é a mesma concedida na semana passada para uso das tropas no Espírito Santo, onde familiares de policiais militares impediram a saída de viaturas em forma de protesto. Nesta manhã, no centro do Rio de Janeiro, mulheres manifestantes acampadas bloquearam a saída do prédio do Batalhão de Choque, onde funcionam unidades como o Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos. Para tentar evitar um motim de policiais militares, como ocorreu no vizinho Espírito Santo, Pezão anunciou na semana passada o pagamento amanhã, terça-feira, do salário de janeiro dos servidores das secretarias de Segurança Pública, entre os quais policiais militares, e de Administração Penitenciária com reajuste de 10,22%, que estava previsto para ocorrer em 2020.

Heineken compra a Brasil Kirin, dona da Schin, por R$ 3,9 bilhões


A Heineken anunciou nesta segunda-feira que assinou acordo com a Kirin para compra da Brasil Kirin em uma transação que a tornará a segunda maior fabricante de cervejas do País. A Brasil Kirin é dona de marcas como Schin, Glacial, Eisenbahn, Devassa e Baden Baden. Incluindo a assunção de dívidas, a Heineken informou que pagará 1,025 bilhão de euros (3,39 bilhões de reais) e pretende aumentar sua presença no mercado brasileiro, fortalecer seu portfólio de marcas e ganhar escala. Após a conclusão do negócio, a companhia holandesa passará a ter uma participação de mercado de quase 19%. No caso da Kirin, o acordo marca a sua saída do Brasil. O grupo japonês pagou cerca de 3,9 bilhões de dólares (12,15 bilhões de reais) em 2011 por doze cervejarias, mas o negócio depois perdeu fatia de mercado e teve os custos elevados pela fraqueza da moeda local. A Kirin disse que os riscos brasileiros e o competitivo e estagnado segmento de cervejas e refrigerantes no País eram “limitações” para tornar a Brasil Kirin rentável. De acordo com a empresa, a unidade brasileira teve prejuízo operacional de 284 milhões de reais em 2016. Apesar das baixas perspectivas para o crescimento da economia do Brasil em 2017, a Heineken considera o mercado de cervejas atrativo no longo prazo, com o segmento premium crescendo mais rápido que os demais. A empresa holandesa já tem cinco cervejarias no Brasil, depois de comprar em 2010 os negócios de cerveja da mexicana Femsa. A aquisição, que ainda precisa ser aprovada por órgãos reguladores, deve ser concluída na primeira metade do ano.

Mais da metade da população européia quer veto a imigrantes muçulmanos


Uma pesquisa elaborada pela Chatham House mostrou que, em dez países da Europa, 55% das pessoas ouvidas concordam totalmente com a afirmação de que toda a imigração de países de maioria muçulmana deve ser interrompida. Apenas 20% das pessoas ouvidas discordaram da afirmação, enquanto 25% delas nem concordaram nem discordaram. Entre os países ouvidos pelo instituto de política independente, 71% das pessoas concordaram com o veto total a imigrantes de países de maioria muçulmana na Polônia, 65% na Áustria, 53% na Alemanha, 51% na Itália, 47% no Reino Unido e 41% na Espanha. A pesquisa foi realizada nos seguintes países: Bélgica, Alemanha, Grécia, Espanha, França, Itália, Áustria, Reino Unido, Hungria e Polônia. O veto sondado nessa pesquisa é similar ao imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra sete países de maioria muçulmana. O decreto de Trump foi barrado na Justiça americana e agora é alvo de uma disputa judicial. A Chatham House afirma que a oposição pública aos imigrantes de países muçulmanos é particularmente intensa em Áustria, Polônia, Hungria, França e Bélgica, mesmo diante do fato de que já existem populações muçulmanas residentes. A pesquisa mostrou também que a oposição a imigrantes muçulmanos é particularmente grande entre pessoas aposentadas e de mais idade. Há também uma forte divisão caso se considere os anos de estudo. Entre aqueles com nível secundário, 59% se opõem à imigração muçulmana, enquanto menos da metade entre os que têm diploma defendem isso.

Temer diz que só afasta do cargo quem for denunciado na Lava Jato


O presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta segunda-feira que irá afastar do cargo todos os ministros que forem denunciados na Operação Lava Jato. Ou seja, só afastará do governo quem se transformar em réu na Operação Lava Jato. A declaração ocorre num momento em que crescem as avaliações de que o Planalto esteja tentando interferir na investigação que desmontou um mega esquema de corrupção na Petrobras. “Se houver denúncia, o que significa um conjunto de provas que possam conduzir ao seu acolhimento, o ministro que estiver denunciado será afastado provisoriamente. Depois, se acolhida a denúncia, e a pessoa, no caso o ministro, se transforme em réu, o afastamento é definitivo”, afirmou o presidente. “Faço questão de enfatizar em letras maiúsculas: não há nenhuma tentativa de blindagem”, completou. Temer frisou, no entanto, que não é possível aceitar que uma “simples menção inauguradora” seja suficiente para incriminar um ministro. Sem citá-lo nominalmente, o presidente se referia ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, que na última semana foi afastado do cargo por decisões da Justiça de primeiro grau que consideraram a sua nomeação uma tentativa de lhe dar foro privilegiado. As liminares foram derrubadas por tribunais de instâncias superiores e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, deve colocar um ponto final no assunto ainda nesta segunda-feira. Braço-direito de Temer, Moreira Franco foi citado mais de 30 vezes na delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht  que o acusou de receber propina para defender os interesses da empreiteira. O próprio Temer também foi mencionado na mesma delação como participante de uma reunião que acertou repasses da empresa a campanhas eleitorais. Outros nomes fortes do governo, como o de Eliseu Padilha (ministro da Casa Civil) e o de Rodrigo Maia (presidente da Câmara), também foram citados no depoimento. O pronunciamento de Temer durou apenas oito minutos e não foi aberto para perguntas de jornalistas.

Ditadura da Venezuela prendeu jornalistas da Record que investigavam corrupção da Odebrecht

Os jornalistas Leandro Stoliar e Gilzon Souza, da Rede Record, que investigavam as denúncias de suborno por parte da construtora Odebrecht na Venezuela, foram detidos no sábado (11) pelo Serviço de Inteligência venezuelano no estado Zulia, no norte do país. "A comissão do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) os deteve e os acompanhou até sua sede em Maracaibo para ter uma entrevista. Ao chegar, tiraram seus telefones celulares. A Transparência Venezuela exige sua libertação", declarou a ONG em um comunicado. A organização relatou que os repórteres coletavam "informações na obra da Odebrecht: segunda ponte sobre o Lago de Maracaibo, no estado Zulia". Também foram detidos os ativistas José Urbina e María Jose Túa, que os acompanhavam. Em nota, o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa também lamentou a detenção dos jornalistas e exigiu sua soltura. Os jornalistas acabaram sendo soltos neste domingo pela ditadura venezelana. Na semana passada, o Parlamento aprovou a investigação do caso da Odebrecht, em um debate que contou com a presença de legisladores da bancada governista. A Comissão da Controladoria convocou os representantes legais da empreiteira brasileira na Venezuela para prestar esclarecimentos. Em 26 de janeiro, o Ministério Público confirmou que pediu informações sobre o caso ao Ministério Público do Brasil e solicitou ordem de captura internacional contra uma pessoa não identificada, que estaria ligada ao escândalo. Também na semana passada, o ditador bolivariano Nicolás Maduro se comprometeu a concluir as obras da construtora. Segundo declaração do ex-presidente da companhia, Marcelo Odebrecht, atualmente preso, a Venezuela é o segundo país da América Latina, onde a construtora pagou mais subornos, chegando a US$ 98 milhões. Fica atrás apenas do Brasil. 

Procuradoria da República quer tornar federal o crime de motim


Após reunião com representantes do Ministério Público do Espírito Santo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, divulgou uma nota na tarde deste sábado, na qual anuncia a possibilidade de postular a federalização de crimes, como o de motim. Na mensagem, a Procuradoria-Geral da República menciona "o grave comprometimento da ordem pública" em virtude das mortes, falta de transporte público, fechamento de órgãos públicos e comércio, "além do impasse gerado pela manutenção da paralisação e aquartelamento das forças estaduais". Janot esteve neste sábado com membros do Ministério Público Federal e Estadual, além de representantes dos governos estadual e federal para discutir soluções que ponham fim a paralisação da Polícia Militar. O procurador-geral diz que acredita na construção de uma solução pacífica e ressalta que as instituições demonstraram "que são capazes de dar essa resposta à sociedade". — A reunião de hoje (sábado) demonstra que as instituições estão trabalhando para garantir a ordem pública. O MPF, por meio da Procuradoria-Geral da República e da Procuradoria da República no Espírito Santo, está dando sua contribuição para resolver o problema de forma profissional, serena e equilibrada — disse o procurador-geral. A crise na segurança pública do Espírito Santo já deixou 137 mortos em oito dias. Mesmo com o acordo fechado na noite de sexta-feira, entre o governo estadual e as associações da PM, mulheres dos oficiais continuaram acampadas em frente ao Quartel Central da corporação em Vitória, impedindo a entrada e a saída dos policiais.

Repatriação de recursos não declarados no Exterior pode chegar a R$ 46 bilhões

A arrecadação com a reabertura do programa de repatriação de recursos não declarados no Exterior pode garantir uma receita muito próxima aos R$ 46,8 bilhões obtidos na primeira fase. Com a inclusão pelo Senado de políticos e seus familiares com grandes chances de ser aprovada, fontes da área econômica avaliam que muito dinheiro não declarado no exterior ainda pode ingressar no País nessa nova etapa do programa.

Marcelo Odebrecht passou mal na cadeia e precisou ser internado em Curitiba, mas já voltou para trás das grades


O empresário Marcelo Odebrecht passou por uma bateria de exames em um hospital particular de Curitiba, no Paraná, na última sexta-feira. De acordo com fontes ouvidas pela revista VEJA, o ex-presidente da construtora está bem, e os procedimentos médicos feitos já estavam previstos. O executivo não precisou ficar internado e voltou no mesmo dia para a carceragem da Polícia Federal. Não é a primeira vez que o executivo passa por exames desde que foi preso em junho de 2015. Em março do ano passado, às vésperas da Odebrecht começar a negociar um acordo com a Lava-Jato, Marcelo Odebrecht teve um mal estar na carceragem da Polícia Federal e foi diagnosticado com um quadro hipoglicêmico.

Dilma admite na Polícia Federal que quis nomear Lula para escapar do impeachment


Só agora a mídia começa a fornecer alguns detalhes do tenso depoimento que a mulher sapiens petista Dilma Roussef prestou na sede da Polícia Federal, em Brasília, no dia 12 de dezembro. A revista Veja deste final de semana, conta que ela estava "contrariada e tensa" durante os 90 minutos de interrogatório. Os agentes federais queriam saber detalhes das operações que ela conduziu para implodir a Lava Jato, negando três vezes o que fez para isto:
1) Ao nomear Lula.
2) Ao tentar tirar empresários da cadeia.
3) Ao buscar impedir a delação de Delcídio do Amaral.
No caso da nomeação de Lula, o que disse Dilma: "Desde o início do segundo mandato, a declarante tinha interesse em trazer o ex-presidente Lula, Caso tivesse assumido a Casa Civil, possivelmente não teria sofrido o impeachment". Dilma também negou ter se apressado para nomear Lula, antecipando até a edição do Diário Oficial com a nomeação.