terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Acionistas da Petrobras aprovam venda da Liquigás

A Petrobras confirmou que seus acionistas aprovaram por maioria, em assembleia realizada nesta terça-feira (31), a venda da Liquigás Distribuidora para o grupo Ultra. A venda da Liquigás para a Ultragaz, controlada do grupo Ultra, por cerca de R$ 2,7 bilhões foi formalizada em novembro de 2016. A estatal controlava 100% do capital da Liquigás, que atua no engarrafamento, distribuição e comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido com gás de cozinha. Conforme a Petrobras, a venda faz parte do Plano de Desinvestimentos 2015-2016 e está alinhada ao seu Plano Estratégico, que visa otimizar o portfólio de negócios, com foco em óleo e gás, saindo integralmente das atividades de distribuição de GLP. Devido a liminar concedida pela 2ª Vara da Justiça Federal de Sergipe, em ação popular, determinando a suspensão da venda da Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica Suape) e da Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe) à mexicana Alpek, o item da pauta que trataria do assunto foi retirado da ordem do dia.

Bombardeios russos mataram mais de 11 mil pessoas desde o início de operações na Síria, em 2015

Mais de 11 mil pessoas morreram na Síria pelos bombardeios da aviação da Rússia, aliada do governo de Damasco, desde o início de suas operações no país árabe em 30 de setembro de 2015, informou nesta segunda-feira (30) o Observatório Sírio de Direitos Humanos. Isso é nada diante dos 62 mil brasileiros que são mortos por ano a bala e facada. Dos 11.048 mortos contabilizados, pelo menos 4.751 eram civis, entre eles 1.160 menores de idade e 673 mulheres. Os ataques da força aérea russa também causaram a morte de pelo menos 3.094 membros do grupo terrorista Estado Islâmico (EI). Além disso, ocasionaram a baixa de 3.203 milicianos de facções rebeldes e islâmicas, entre elas a Frente da Conquista do Levante (ex-filial síria da Al Qaeda) e o Partido Islâmico Turcomano. O Observatório lembrou que a Rússia usou em seus ataques bombas de fragmentação carregadas com uma substância denominada termite, composta de pó de alumínio e óxido de ferro, que provoca queimaduras porque sua combustão dura cerca de três segundos após ser lançada. Moscou é um dos principais aliados do governo de Damasco e patrocinou, junto com a Turquia, a trégua atualmente vigente no território sírio desde 30 de dezembro.

Rafael Greca diz que prefeitura de Curitiba deve R$ 1,2 bilhão

A Prefeitura de Curitiba tem uma dívida de R$ 1,27 bilhão, segundo infomou o prefeito Rafael Greca (PMN), em entrevista nesta segunda-feira (30). No montante, há débitos com a previdência dos servidores municipais, com empresas prestadoras de serviço e hospitais. “É um sentimento da minha grave responsabilidade e a minha obrigação de pedir aos curitibanos, se eu tomar medidas amargas, entendam que eu estou fazendo isso é para devolver a nossa prefeitura capacidade de bem servir”, afirmou o prefeito Greca. As informações foram repassadas durante a apresentação de um balanço financeiro da prefeitura. Segundo a administração municipal, a dívida com fornecedores chega a R$ 800 milhões.


Vitor Puppi, secretário municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, citou algumas dívidas:
- Parcelamento do consórcio do lixo – R$ 30 milhões
- Cohab – R$ 40 milhões
- Empresa de limpeza urbana – R$ 121 milhões
- Hospitais e serviços hospitalares – R$ 100
- Obras públicas - R$ 90 milhões
- Merenda escolar – R$ 40 milhões
- Previdência Municipal - R$ 400 milhões
“O município vai pagar a dívida. Obviamente, a determinação do prefeito é que se pague primeiro os credores menores, os credores que sofrem mais com a inadimplência. E, após isso, nós vamos negociar com os credores maiores, mas assim que o município tiver fôlego”, disse Puppi. Ainda conforme os dados apresentados, R$ 600 milhões estão sem empenho, ou seja, não houve uma reserva financeira para cobrir a despesa. Segundo o prefeito, a prefeitura terá que fazer cortes: "Não podemos continuar gastando mais do que arrecadamos”. De acordo com a prefeitura, enquanto a arrecadação subiu 28%, as despesas subiram 70%. O prefeito não exemplificou como devem ser implantadas essas "medidas amargas". Ele afirmou que o cálculo está sendo feito: "São medidas de economia, de medidas de redução de custeio e são medidas de redução de subsídios. Inclusive, em relação ao transporte coletivo". Greca disse também que talvez ele não seja tão "exuberante" quanto na outra gestão quando se fala em obras públicas. O prefeito destacou, contudo, que não deve haver cortes nas áreas de Saúde e Educação.

Trump aumenta apoio dos Estados Unidos a facções que combatem a organização terrorista Estado Islâmico na Síria


Milícias curdas e árabes que combatem a organização terrorista Estado Islâmico (EI) na Síria afirmaram ter recebido apoio militar mais intenso dos Estados Unidos desde a posse do presidente Donald Trump, inclusive com a chegada de veículos blindados. Durante a administração do presidente Barack Obama, as Forças Democráticas da Síria (FDS) – coalizão de grupos das etnias curda e árabe que atua no norte da Síria – vinham recebendo apoio limitado, como munições e armas leves. 


Atualmente, as FDS participam de uma campanha por solo para cortar as rotas de acesso do EI à cidade de Raqqa, bastião dos extremistas na Síria. Os combatentes têm apoio de ataques aéreos da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos. "As FDS receberam pela primeira vez blindados americanos. Isso aconteceu após a chegada ao poder da administração do Donald Trump", declarou um porta-voz da coalizão. "Ocorreram encontros entre as FDS e representantes da nova administração, que nos prometeram mais apoio, em particular para a batalha por Raqqa", acrescentou o porta-voz. O apoio do governo Trump às facções armadas na Síria faz parte da estratégia americana de combate ao terrorismo. O republicano afirma que uma das prioridades de seu governo é "acabar com o Estado Islâmico". Apesar de sinalizar maior apoio às milícias que combatem o EI na Síria, Trump indica que irá retirar o apoio dos EUA aos grupos rebeldes que lutam na Síria há quase seis anos para derrubar o ditador Bashar al-Assad. Durante a campanha eleitoral, o republicano disse que uma revolução na Síria poderia levar ao poder "alguém tão mau" quanto Assad. O incremento no apoio a grupos armados na Síria pode criar tensões com a Turquia, aliada dos EUA na Otan (aliança militar ocidental). O governo de Ancara mantém operações na Síria para combater a milícia curda YPG – que integra as FDS – pois receia que o fortalecimento dos curdos na Síria pode estimular os grupos separatistas da mesma etnia que mantêm uma insurgência no sul da Turquia.

Deutsche Bank é multado em quase US$ 630 milhões por lavagem de dinheiro russo

Autoridades de Nova York e da Grã-Bretanha aplicaram multas de quase US$ 630 milhões ao Deutsche Bank por lavagem de dinheiro procedente da Rússia. Reguladores de Nova York disseram que o esquema movimentou R$ 10 bilhões entre 2011 e 2015. Segundo eles, o banco alemão concordou em pagar US$ 425 milhões pela prática fraudulenta, enquanto autoridades britânicas aplicaram uma penalidade em torno de US$ 200 milhões. O esquema envolvia a compra de ações de clientes em Moscou, em rublos (moeda russa), e vendia essas mesmas ações pouco depois usando a sede do banco em Londres, disseram as autoridades de Nova York.

Trump assina decreto presidencial reduzindo regulamentações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto nesta segunda-feira (30) com o objetivo de reduzir dramaticamente as regulamentações federais. O decreto exige que as agências federais e o departamento executivo cortem duas regulamentações existentes para cada nova regra que for adotada. "Estamos cortando regulamentações para pequenos negócios massivamente, e para os grandes negócios, mas essas são diferentes", disse Trump ao assinar o decreto no Salão Oval da Casa Branca cercado de um grupo de proprietários de pequenas empresas. "Esta será a maior lei do tipo já vista em nosso país. Haverá regulamentação, haverá controle, mas será um controle normalizado, em que você pode abrir e expandir seu negócio muito facilmente", acrescentou. Segundo o texto assinado por Trump, pelo resto do ano fiscal de 2017, o aumento do teto de novas regulamentações de todas as agências não deverá passar de 0 dólar. De acordo com o texto, entende-se por “regulamentação” ou “regra”, uma declaração de uma agência de aplicação geral ou particular e de efeito futuro projetado para implementar, interpretar ou prescrever uma lei ou uma política, ou para descrever os procedimentos ou práticas requeridos por uma agência. Mas não inclui regulamentações relacionadas a forças armadas, segurança nacional, relações exteriores, ou a organização, gestão e funcionários de agências. Trump, ele mesmo um empresário que se tornou político, fez campanha prometendo reduzir as regulamentações federais, que disse sobrecarregar os empresários norte-americanos. 

Disputa na Câmara já tem cinco candidatos e quatro ações no STF


A semana que definirá o novo presidente da Câmara dos Deputados começou com movimentação no tabuleiro que tem como principais concorrentes o atual mandatário da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), e o líder do PSD, Rogério Rosso (DF) – estes últimos dois nomes do Centrão, bloco informal que reúne 13 partidos e cerca de 220 deputados. A votação no plenário acontece na próxima quinta-feira. Ontem, diante da pressão interna para não apoiar deputados que votaram pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o presidente do PT, Rui Falcão, defendeu que a oposição articule uma candidatura ao comando da Câmara. Nesta segunda-feira, a eleição ganhou um quinto concorrente, Júlio Delgado (PSB-MG), e a quarta ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a candidatura de Maia. No mandado de segurança impetrado nesta segunda-feira, Delgado, Jovair, Rosso e André Figueiredo (PDT-CE), este também candidato, pedem que o STF conceda uma liminar para impedir a Mesa Diretora da Câmara de registrar a candidatura de Maia e suspenda a realização da eleição para os cargos de diretoria “até que a Corte se pronuncie definitivamente sobre a questão”. Os autores da ação também pedem que, caso o presidente da Câmara registre candidatura e venha a ser eleito, o STF determine a suspensão de sua posse até uma posição definitiva ser tomada pela Corte sobre a matéria. O principal argumento dos adversários do presidente da Câmara é o artigo 57 da Constituição, que veda a reeleição de presidentes do Legislativo no mesmo mandato. Maia assumiu o “mandato tampão” como presidente da Câmara em 14 de julho de 2016, após afastamento do posto do então deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois preso numa das fases da Operação Lava Jato. Derrotado na eleição à presidência da Câmara de 2015, quando Eduardo Cunha foi eleito ainda em primeiro turno, Júlio Delgado anunciou ontem que concorrerá novamente ao cargo. Com a definição do deputado, a disputa chega a cinco candidatos e cresce a possibilidade de a eleição ir ao segundo turno, em razão da pulverização de votos. No anúncio de sua candidatura, o pessebista mineiro ressaltou que sua campanha não tem apoio de seu partido, o PSB, que definiu apoio a Maia. Além do argumento de que a candidatura do democrata à reeleição é inconstitucional, Delgado entende que o fato de o deputado do DEM ter assinado, em 22 de dezembro, um ato definindo o rito da eleição para a Mesa Diretora da Câmara o impede de ser candidato. “Se o presidente da Câmara assinou um ato, dando o rito, a hora e o local da eleição, ele não pode ser candidato. E se ele for candidato, esse ato tem que ser nulo”. Menos de uma semana após anunciar suspensão de sua campanha, o deputado Rogério Rosso anunciou nesta segunda-feira que retomará as atividades. Na última quarta-feira, o líder do PSD tinha anunciado que suspenderia a campanha até que o Supremo julgasse as ações que tentam barrar a candidatura de Maia. Hoje, porém, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, anunciou a pauta de julgamentos do STF, sem incluir nenhum dos quatro processos contra o deputado do DEM. “STF pautou para 4ª? Não. Portanto fico à vontade para continuar campanha”, disse Rosso ontem. 

Netanyahu denuncia novo lançamento de teste de míssil iraniano

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, denunciou nesta segunda-feira (30) o novo lançamento de um míssil balístico por parte do Irã e informou que tratará deste assunto com o presidente americano, Donald Trump, no encontro previsto para acontecer em 15 de fevereiro em Washington. "O Irã lançou de novo um míssil balístico", anunciou Netanyahu em sua página no Facebook, o que constitui - segundo ele - "uma flagrante violação da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas".

Presidente da Argentina assina decreto restringindo imigração


O presidente da Argentina, Mauricio Macri, assinou nesta segunda-feira (30) um decreto que altera a Lei de Migração do país, colocando mais restrições à entrada de estrangeiros. Voltado especialmente a imigrantes com antecedentes penais ou que venham de países com forte presença do narcotráfico (Peru, Paraguai, Bolívia e México), o pacote foi apresentado por Macri usando expressões parecidas às usadas por seu colega norte-americano, Donald Trump. 


"Nossa prioridade é cuidar dos argentinos", "não podemos permitir que o crime siga escolhendo a Argentina como um lugar para vir e delinquir" e "precisamos saber quem é quem entre os que cruzam nossa fronteira", foram algumas das frases com as quais o presidente argentino justificou a necessidade do pacote. O governo federal, porém, não está sozinho nessa decisão, que recebeu apoio de figuras de relevo do peronismo. O líder dos kirchneristas no Senado, Miguel Pichetto, afirmou que o ajuste era necessário porque "a Argentina sempre funcionou como ajuste dos problemas sociais da Bolívia e nas questões de delitos do Peru". Já o peronista anti-kirchnerista e anti-macrista, Sergio Massa, também defende o aumento do controle à entrada de estrangeiros com registros penais. O decreto define um aumento de investimento na infraestrutura das fronteiras. Será reforçado o policiamento e a logística dos locais de entrada ao país, e renovada a tecnologia por meio da qual se possa acessar uma base de dados sobre os imigrantes. "Se um narcotraficante já cumpriu pena em seu país e não tem pedido de captura por parte da Interpol (polícia internacional), hoje não temos como ter acesso a seu prontuário e ele entra normalmente no país", diz o diretor de Migrações, Horacio Garcia. Também haverá mudanças nos questionários a serem respondidos, que devem ser mais exigentes e requerer mais documentação. Uma das principais mudanças, porém, é tornar mais ágil a deportação de imigrantes ilegais. Uma vez dentro do país, segundo o governo, a média de tempo para um processo de expulsão se completar é de 6 a 7 anos. Macri reforçou que esse tempo precisa ser encurtado. Além dessas medidas, se prevê a construção de locais para abrigar imigrantes enquanto sua situação de irregularidade no país é verificada. A Argentina é um dos países da América do Sul com mais ampla tradição migratória. Segundo o último censo nacional, a Argentina possui 4,5% de população estrangeira. Entre os grupos mais representativos estão 30,5% de paraguaios, 19,1% de bolivianos e 8,7% de peruanos. O governo afirma que 21,35% da população carcerária argentina é estrangeira, ainda que nem todos tenham recebido condenação. A Argentina também é recordista com relação à população estrangeira em suas favelas – nas de Buenos Aires, a média de habitantes de países da região é de 60%. São nessas "villas miseria" que funcionam as sedes dos principais cartéis de produção e distribuição de cocaína do país. O comando desses cartéis é em geral exercido por paraguaios, segundo dados oficiais. Os organismos de direitos humanos e algumas vozes independentes da oposição se posicionaram contra o decreto. Para o Cels (Centro de Estudios Legales y Sociales), o texto supõe uma "regressão para os direitos dos imigrantes" ao associar a imigração ao delito e facilitar a propagação de discursos xenófobos. "Estamos nos aproximando das eleições (legislativas, no segundo semestre) e é preciso culpar alguém dos problemas. O imigrante é um bode expiatório fácil por conta de sua vulnerabilidade", diz a peruana Lourdes Rivadeneyra, da Rede Nacional de Migrantes e Refugiados de Argentina, radicada na Argentina há mais de 20 anos. A deputada Margarita Stolbizer (GEN), ex-candidata nas últimas eleições presidenciais, disse que "restrições para pessoas com antecedentes penais pode ser razoável, mas temos de ter cuidado em levantar barreiras discriminatórias num país cuja Constituição garante a abertura à imigração." Já Ricardo Alfonsín, da UCR (União Cívica Radical), considerou "perigoso apelar a esses sentimentos em que se consideram os estrangeiros como um perigo para os locais".

Síria pede que refugiados voltem para casa


O governo sírio pediu nesta segunda-feira aos refugiados sírios que retornem à Síria, sem mencionar diretamente o controverso decreto anti-imigração do presidente americano Donald Trump. O ministro sírio das Relações Exteriores, Walid Muallem, “renovou o apelo do governo aos refugiados sírios em países vizinhos para regressar ao país, reafirmando a sua disponibilidade para receber e garantir uma vida digna”. Muallem fez essas declarações em uma reunião em Damasco com Filippo Grandi, alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Até agora, o governo sírio não reagiu às medidas que proíbem temporariamente a entrada nos Estados Unidos dos refugiados – e por período indefinido para os cidadãos da Síria. O decreto também proíbe por um período de 90 dias a entrada nos Estados Unidos de cidadãos do Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen. Muallem falou um dia depois de uma nova vitória para as tropas do governo, que retomaram a área de Wadi Barada, 15 km a noroeste de Damasco, sob controle rebelde desde 2012. Desde 2011, a guerra na Síria matou 310.000 pessoas e fez milhões de deslocados e refugiados.

Janot vai pedir que Suíça investigue aliado de José Serra

O Ministério Público Federal vai pedir às autoridades suíças que investiguem e bloqueiem no país europeu recursos de Ronaldo Cezar Coelho, ex-deputado que atuou na campanha presidencial do atual ministro das Relações Exteriores, José Serra, em 2010. O assunto estava na pauta da reunião que ocorreria no dia 20 entre o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o chefe do Ministério Público suíço, Michael Lauber. A morte do ministro Teori Zavascki, no dia anterior, adiou o encontro. O objetivo dos procuradores brasileiros com o pedido é tentar identificar eventual irregularidade em pagamentos relacionados à campanha do PSDB. Serra foi citado por funcionários da Odebrecht como destinatário de R$ 23 milhões repassados via caixa 2 para sua campanha presidencial de 2010. Parte desses recursos teria sido transferida por meio de uma conta na Suíça. Ronaldo Cezar Coelho admitiu que recebeu recursos do PSDB em uma conta na Suíça a título de ressarcimento por gastos que teve na campanha, da qual foi coordenador político. De acordo com o advogado, o dinheiro depositado no Exterior foi regularizado pelo empresário por meio do programa de repatriação de ativos, criado no início do ano passado para permitir que donos de recursos não declarados fora do Brasil pudessem informar ao Banco Central sem serem acusados de crimes financeiros. Após pagar as multas e impostos previstos, o ex-deputado, porém, optou por manter os recursos no país europeu, o que é uma das possibilidades admitidas pela lei. Na avaliação do Ministério Público Federal, ao aderir ao programa de repatriação, Ronaldo Cezar Coelho pode ter escapado do crime de sonegação fiscal e evasão de divisas, mas não das suspeitas de lavagem de dinheiro. Por isso, procuradores querem agora que a Suíça abra uma investigação e peça aos bancos envolvidos nas contas do ex-deputado os extratos para avaliar de quem recebeu e, eventualmente, a quem pagou. 

Trump defende política anti-imigração e afirma que Europa vive uma bagunça



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu em sua conta no Twitter que os Estados Unidos precisam de fronteiras fortes e afirmou que Europa e o mundo vivem uma "bagunça horrorosa". A mensagem é uma clara resposta às críticas de líderes da União Europeia sobre a política anti-imigração e à decisão da Justiça Federal americana que impede a deportação de refugiados e cidadãos de sete países de maioria muçulmana (Irã, Iraque, Líbia, Sudão, Somália e Síria) barrados nos aeroportos dos Estados Unidos. Na sexta-feira, Trump assinou uma ordem executiva que suspende a entrada de refugiados em território americano por pelo menos 120 dias e impõe estritos novos controles durante três meses contra viajantes procedentes de Irã, Iraque, Líbia, Somália, Síria e Iêmen. Segundo o Departamento de Segurança dos Estados Unidos, 375 pessoas foram afetadas pela medida. Desses, 109 estavam em viagem e foram barrados no aeroporto, enquanto 173 foram impedidos de embarcar pelas companhias aéreas. Houve protestos nos aeroportos. No domingo, o Departamento de Segurança publicou um comunicado oficial para dizer que vai cumprir a decisão da Justiça. No entanto, a ordem executiva de Trump continuará válida, diz o texto. Isso quer dizer que o governo não deportará quem já foi barrado no aeroporto, mas tampouco pretende flexibilizar a restrição à entrada de estrangeiros. "As ordens executivas do presidente Trump continuam válidas -viagens proibidas continuarão proibidas, e o governo americano sustenta o direito de revogar vistos sempre que necessário para a segurança nacional ou segurança pública." O departamento sustenta ainda que a proibição de entrada nos Estados Unidos, no sábado, afetou menos de 1% dos 325 mil passageiros internacionais que chegam aos Estados Unidos todos os dias. "Nenhum estrangeiro em território estrangeiro, sem vínculo com os Estados Unidos, tem o direito de exigir livre entrada nos Estados Unidos ou benefícios de imigração", diz o Departamento de Segurança Nacional. A chanceler alemã Angela Merkel disse ao presidente americano, Donald Trump, que o combate ao terrorismo não é justificativa para proibir refugiados ou pessoas de países de maioria muçulmana de entrar nos Estados Unidos. O teor da conversa entre Merkel e Trump foi divulgado neste domingo pelo porta-voz da chanceler. "Ela está convencida que mesmo que seja necessário, a batalha contra o terrorismo não justifica colocar sob suspeita pessoas de fé ou origem específicas", afirmou o porta-voz Steffen Seibert. Algumas horas antes, a primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou "discordar" das restrições migratórias impostas por Trump. "A política migratória dos Estados Unidos é um assunto do governo dos Estados Unidos, do mesmo modo que a nossa é determinada por nosso governo. Mas estamos em desacordo com esta forma de encará-la", disse um porta-voz de Downing Street. "Se tiver um impacto para cidadãos do Reino Unido, vamos a intervir ante o governo americano", completou. Respeito ao sofrimento dos refugiados é uma obrigação, e o medo do terrorismo não é um motivo legítimo para recusar abrigo a eles, afirmou neste domingo o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayrault. A declaração de Ayrault foi feita depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto para restringir pessoas de sete países de maioria muçulmana de entrarem nos Estados Unidos. "Aceitar refugiados é um dever de solidariedade", disse Ayrault no Twitter. "O terrorismo não conhece nacionalidade. A discriminação não é resposta." No sábado, o presidente da França, François Hollande, disse a Trump por telefone para respeitar os refugiados. Ele também o alertou sobre suas políticas comerciais, dizendo que uma postura protecionista terá consequências econômicas e políticas. O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, recebeu refugiados de guerra mesmo depois que as companhias aéreas canadenses disseram que recusariam passageiros que iriam aos Estados Unidos para cumprir uma proibição de viagem a pessoas de sete países de maioria muçulmana. Em tweets postados um dia depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu o período de quatro meses para permitir a entrada de refugiados nos Estados Unidos e proibiu viajantes de sete países, Trudeau disse que os refugiados são bem-vindos no Canadá. "Para aqueles que fogem da perseguição, do terror e da guerra, os canadenses irão recebê-los, independentemente de sua fé. A diversidade é nossa força #WelcomeToCanada", disse Trudeau no Twitter. O gabinete de Trudeau afirmou que as autoridades dos Estados Unidos confirmam que titulares de passaportes canadenses, incluindo com dupla cidadania dos sete países, não seriam afetados.

Filho de Moreira Franco trabalhou por dez anos na Odebrecht


Ninguém na Odebrecht entendeu a declaração de Moreira Franco chamando a empreiteira de “organização criminosa”. Afinal, além de encontros com executivos da casa, o filho do ministro, Pedro, trabalhou na empresa por dez anos. Teve até um mestrado no Exterior (na London School of Economics and Political Science) pago pela companhia. As delações de Paulo Cesena e Benedito Júnior vão mostrar o quão próximo o ministro era.

Iata diz que ordem de Trump impede a entrada de pilotos e comissários nos Estados Unidos


A proibição de viagens dos Estados Unidos para pessoas com nacionalidade de sete países do Oriente Médio pegou a indústria aérea despreparada, com a tripulação de vôo desses locais também proibida de entrar no país, disse no sábado a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata). A Fiscalização de Alfândega e Proteção de Fronteira dos Estados Unidos informou ao grupo que os portadores de passaportes de países como Irã e Iraque, incluindo a tripulação de cabine, serão impedidos de entrar nos Estados Unidos, informou a Iata por e-mail às companhias aéreas membros. O e-mail destaca a confusão das companhias aéreas sobre a situação, bem como o desafio de agenda que algumas tripulações podem enfrentar. As companhias aéreas também podem perder negócios, citando como exemplo os cerca de 35 mil viajantes do Irã que visitaram os Estados Unidos em 2015, de acordo com o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. "Grande parte desse desenvolvimento ocorreu no fim de semana e em um momento em que a equipe de Facilitação da Iata esteve em viagem de serviço. Infelizmente, nossa resposta foi mais lenta do que gostaríamos", diz o email. "Inúmeras (questões) ainda precisam ser resolvidas". O decreto do presidente Donald Trump proíbe a entrada por 90 dias de viajantes com passaportes do Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen.

É cada vez maior a ameaça da febre amarela no Brasil, já são 47 mortos


O Brasil já soma 120 casos confirmados de febre amarela, incluindo 47 mortes, segundo balanços atualizados do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais de Saúde de Minas Gerais e de São Paulo, divulgados nesta segunda-feira (30). O número representa um aumento de 19% em relação aos últimos dados disponíveis, de sexta-feira (27), que apontavam 101 casos confirmados. Até agora, quatro Estados registram casos suspeitos ou confirmados da doença: Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e São Paulo. Na última semana, Goiás e Distrito Federal chegaram a notificar nove casos suspeitos, mas as ocorrências foram descartadas para febre amarela após exames. Já outro caso suspeito, de um paciente atendido em Santa Catarina e que teria vindo de Mato Grosso do Sul, está em "reavaliação" sobre o local de origem, informa o ministério. Desde o início de dezembro até esta segunda-feira, foram notificados 759 casos suspeitos de febre amarela no País – destes, há ainda 639 em investigação, de acordo com dados nacionais e das secretarias de Saúde de Minas Gerais e São Paulo. Em São Paulo, novos dados divulgados pela secretaria de saúde mostram que subiu para seis o número de mortes confirmadas por febre amarela no Estado. Quatro delas, porém, são de pacientes que adquiriram a doença em Minas Gerais. Há em análise ainda 17 casos de pessoas que foram ou estão sendo tratadas por suspeita de febre amarela no Estado – apenas quatro são do interior de São Paulo; as demais são de Minas Gerais, Pará e Amazonas. Apesar do forte aumento de casos, todos os registros ainda são de febre amarela silvestre, doença transmitida por um ciclo que envolve macacos e mosquitos presentes nas áreas rurais, como o Haemagogus – que, por sua vez, podem transmitir o vírus a pessoas não vacinadas. Não há registro da versão urbana da doença desde 1942. O surto de 2017 já é o maior da série histórica, divulgada pelo Ministério da Saúde desde 1980. O pico anterior havia ocorrido em 2000, com 85 casos registrados. O avanço recente de casos acendeu um alerta entre autoridades de saúde e levou à adoção de medidas urgentes de controle, como a intensificação da vacinação. Ao todo, já foram enviadas 7,5 milhões de doses extras da vacina para Estados onde há casos suspeitos da doença e áreas próximas. Nos demais, a proteção é indicada em duas doses para pessoas que vivem ou planejam viajar para áreas de recomendação da vacina no País. A imunização não é indicada para gestantes, mulheres que estejam amamentando crianças com até seis meses e pessoas com baixa imunidade (como pacientes em tratamento com quimioterapia, por exemplo). 

Empresa que comprou jatinho Cessna recebeu R$ 75 milhões do governo de Eduardo Campos


Uma das empresas investigadas como financiadora da compra do jatinho Cessna Citation PR-AFA, que transportava o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em agosto de 2014, recebeu R$ 87,5 milhões em contratos com o governo do Estado entre 2010 e 2016, sendo R$ 75 milhões até 2014, durante o governo de Campos. Segundo investigações da Operação Vórtex, deflagrada hoje (31) pela Polícia Federal, a empresa do segmento de equipamentos e construção ganhou vários contratos com o poder público estadual, inclusive alguns financiados com verbas do governo federal. A Vórtex é um desmembramento da Operação Turbulência que investiga a propriedade do avião que transportava o então candidato à Presidência da República e que caiu em Santos, no litoral paulista, matando Campos e mais seis pessoas, em 13 de agosto de 2014, durante a campanha eleitoral. Segundo o superintendente da Polícia Federal em Pernambuco, Marcello Diniz Cordeiro, também chama a atenção a evolução das doações para campanhas eleitorais feitas pela empresa a partidos políticos e candidatos, em especial aqueles apoiados pelo ex-governador Eduardo Campos. “As doações partiram de R$ 30 mil em 2006 para R$ R$ 3,8 milhões em 2014”, disse. A investigação sobre esses contratos e doações começaram após análise de movimentações financeiras das contas de empresas envolvidas na aquisição do avião. Observou-se que quase R$ 160 mil transferidos por uma das empresas investigadas na Operação Turbulência, a Câmara e Vasconcelos Locações e Terraplenagem, haviam sido, na verdade, repassados dois dias antes por uma terceira empresa, que ainda não havia sido alvo da investigação original. A Câmara e Vasconcelos foi uma das compradoras do avião usado por Eduardo Campos na campanha presidencial. Os quatro sócios da empresa alvo da operação de hoje foram conduzidos coercitivamente para depoimento. Segundo Cordeiro, foram apreendidos também muitos documentos, dispositivos de armazenamento de dados e recibos, “inclusive de depósitos que demonstram forte ligação com o que estamos apurando”, disse. As buscas foram feitas nos bairros de Boa Viagem, Pina e Jaboatão dos Guararapes. Os envolvidos nas transações poderão responder pelos crimes de corrupção, direcionamento de licitação e lavagem de dinheiro. 

Piloto de Teori pode ter adotado prática informal de pouso que levou ao desastre, o Plano Mandrake


O vôo que levava o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, pode ter seguido um procedimento não homologado pelas autoridades para pousar em Paraty (RJ) antes de sua queda, no último dia 19. Esse procedimento informal é uma forma de pousar na cidade em dias de mau tempo, de acordo com pilotos. O uso desse procedimento é uma das questões que estão sendo investigadas pelas autoridades aeronáuticas. Segundo Carlos Camacho, piloto aposentado e analista de acidentes aeronáuticos, as indicações até agora são de que a manobra que teria sido feita com o avião, descrita por testemunhas do acidente, condiz com o que está previsto nesse procedimento. "Se o piloto tivesse vindo direto para sua aproximação e pousado, poderia pensar melhor. Mas quando fez uma primeira aproximação e a perdeu, ele estava se enquadrando no procedimento Mandrake", afirmou. Os pilotos que voam em Paraty usam essa carta de aproximação para pousar no aeroporto quando as condições de visibilidade não permitiriam o pouso apenas por visual. O papel tem orientações para pouso "por instrumento" e de como fazer o procedimento em caso de "aproximação perdida" (arremetida). Paraty não opera com qualquer tipo de instrumento, o que faz com que os pousos só possam ser realizados quando o piloto pode ver o aeroporto a cinco quilômetros de distância e 1,5 mil pés (cerca de 450 metros) de altitude. Quando as condições não são essas, os pilotos devem ir para outra pista. Havia chuva e nebulosidade no momento do acidente, mas não está confirmado se o aeroporto tinha condições de pouso. As autoridades apuram ainda qual teria sido o procedimento do piloto. Na carta "Mandrake", os pilotos são orientados a fazer a arremetida em 600 pés de altitude (menos de 200 metros) e a cerca de três quilômetros de distância da pista. Segundo Camacho, as testemunhas apontam que a aeronave estaria em posição ainda mais baixa que a recomendada pelo documento não homologado. Essa também é a informação que circula entre pilotos da região. De acordo o técnico, outro problema é a ausência de copiloto, o que, naquelas condições, não era recomendável. "Com chuva intensa sobre o mar, existe uma condição de espelhamento que confunde o piloto. Com atenção voltada para as partes internas do avião e procurando enxergar a pista, o piloto pode ter descuidado da altitude e quando viu estava entrando na água", disse o técnico, lembrando que o copiloto auxiliaria nesse ponto. Relatos de pilotos que voam na região mostram que procedimentos fora das normas são comuns, também por pressão dos donos de aviões.


Polônia lança arquivo online com nomes de guardas nazistas de Auschwitz


O Instituto para a Memória Nacional da Polônia anunciou nesta segunda-feira (30) a criação de um arquivo online com quase 10 mil nomes e informações sobre comandantes e guardas do antigo campo de concentração nazista de Auschwitz. Segundo o presidente do instituto, Jaroslaw Szarek, esse "é apenas o início de um vasto projeto". 

O banco de dados acessível em inglês, alemão e polonês "é um instrumento para lutar contra as mentiras", acrescentou Szarek ao se referir à expressão "campos poloneses", usada de forma equivocada. A página inclui fotos de alguns dos guardas e informações sobre local e data de nascimento, nacionalidade, nível educacional, patente militar e afiliação partidária. 

O arquivo digital também inclui cerca de 350 sentenças judiciais contra guardas do campo de extermínio, o maior do regime nazista, proferidas depois da Segunda Guerra Mundial.

A lista de nomes foi organizada pelo historiador Aleksander Lasik, que desde 1982 trabalha na identificação de guardas nazistas de Auschwitz, com base em documentos vindos da Alemanha, Áustria, Polônia, Estados Unidos e Rússia. 

"O sistema de justiça mundial falhou e estou fazendo o que um historiador deve fazer: expôr os indivíduos responsáveis como criminosos de guerra", diz. Ao todo, ele reuniu 25 mil nomes de guardas que trabalharam em Auschwitz e em outros campos de concentração. A investigação é, no entanto, limitada, já que na véspera da derrota na Segunda Guerra os alemães queimaram vários documentos. 

"Hoje temos mais informações sobre os prisioneiros do que sobre a Waffen-SS", diz o diretor do Museu de Auschwitz, Piotr Cywinski. O museu convidou alemães e austríacos para relatar as memórias que têm dos soldados da Waffen-SS, com o objetivo de "entender melhor a mentalidade dos executores".
Estima-se que apenas 12% dos guardas de Auschwitz foram julgados. Lasik acredita que cerca de 200 membros da Waffen-SS podem estar vivos e serem levados à Justiça, 70 anos depois do Holocausto. Cerca de 1,1 milhão de pessoas foram mortas pelo regime nazista entre 1940 e 1945 no campo de Auschwitz, na Polônia ocupada. A página do site com os nomes dos guardas nazistas pode ser acessada no link a seguir http://truthaboutcamps.eu/th/zaloga-ss-kl-auschwitz/16816,Zaloga-SS-KL-Auschwitz.html