quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

MEC antecipa pagamento de R$ 1,25 bilhão para professores


O governo federal liberou neste mês de dezembro R$ 1,25 bilhão para complementar o piso nacional dos professores de nove Estados em 2016. O montante faz parte dos repasses do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). A informação foi anunciada nesta terça-feira (27) pelo ministro da Educação, Mendonça Filho. A antecipação do pagamento é uma das iniciativas do governo federal para injetar dinheiro na economia e estimular o consumo. A medida foi estudada pela área econômica do governo e teve o aval tanto do presidente Michel Temer como do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. O montante seria pago em abril de 2017. Já ficou mais do que comprovado que injeções de dinheiro na economia para estimular consumo é uma estupidez gigantesca e não dá qualquer resultado permanente. Essa prática é o populismo mais desbragado e criminoso. 


Nove Estados serão beneficiados com a liberação, sendo sete da região Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí) e dois da Norte (Amazonas e Pará). As ordens bancárias para os pagamentos foram emitidas em 21 de dezembro e, segundo o MEC (Ministério da Educação), o crédito dos recursos em contas de Estados e municípios foi realizado na segunda-feira (26). Ao liberar o dinheiro para pagar os salários dos professores, o governo também alterou o cronograma do pagamento da complementação do piso nacional. Desde 2011, os valores eram pagos em parcela única em abril do ano seguinte. A partir de 2017, serão mensais. A estimativa é que os repasses somem R$ 1,29 bilhão no próximo ano. Mendonça Filho disse que a mudança vai promover o equilíbrio das contas do governo, que ficarão mais transparentes. Segundo ele, o pagamento mensal a partir de janeiro vai garantir fluxo de caixa mínimo para Estados e municípios cumprirem o pagamento do piso nacional do magistério. O ministro disse ainda que o consumo nos locais em que os servidores serão beneficiados deve ser um reflexo das mudanças. "Se o governo federal libera para a economia R$ 1,25 bilhão que seria liberado apenas em abril de 2017, esse dinheiro vai ser repassado para os Estados, que vão repassar para os municípios e professores, que vão garantir seus salários e gastar, circulando dinheiro na economia", disse o ministro. É o tipo do raciocínio em economia da categoria "jegue de luxo". "A gente une um aspecto positivo na economia, de responsabilidade fiscal e transparência, com o aspecto de valorização do papel do professor. São duas faces de uma mesma moeda", afirmou. Esse já é raciocínio "jegue pós-doutorado". Segundo Adriano Ferreira, subsecretário de política fiscal da Secretaria do Tesouro Nacional, "é de se esperar" que o setor de consumo seja o mais beneficiado, uma vez que a disponibilização dos recursos financeiros está sendo feita por meio de complementação salarial. E esse é o tipo de raciocínio estilo "jegue hors concurs". Ferreira disse que a equipe econômica não calculou o impacto direto da medida nas economias dos Estados beneficiados.

Banco Central Europeu pede resgate de 8,8 bilhões de euros para banco mais antigo do mundo




O Banco Central Europeu solicitou um plano de resgate de 8,8 bilhões de euros para o Banco Monte dei Paschi di Siena, instituição bancária mais antiga do mundo, fundada em 1472. O BMPS, terceiro maior banco do país, indicou que recebeu a informação do BCE por meio de cartas enviadas aos ministérios das Finanças e Economia da Itália. O valor é superior aos 5 bilhões de euros previstos inicialmente pelo BCE. O governo italiano anunciou na semana passada o início da aplicação de um plano de resgate que transformaria o Tesouro público no principal acionista do banco. O chefe de governo da Itália anunciou no último dia 23 de dezembro um pacote de emergência, apoiado por um fundo de 20 bilhões de euros, que deve beneficiar outras instituições bancárias locais com problemas. O BMPS, criado ainda na Idade Média, é considerado um ponto fraco no sistema bancário italiano, frágil e totalmente contaminado por créditos podres. Desde o início do ano, as ações do banco já sofreram uma desvalorização de 86%. O Monte Dei Paschi di Siena passa por dificuldades há anos, desde a compra do banco Antonveneta e de um escândalo de prevaricação, entre 2011 e 2015, que gerou perdas de 14 bilhões de euros. Em resumo, foi assaltado. Nos últimos dois anos, passou por duas ampliações de capital de 8 bilhões de euros, já dissipada. Ou seja, continuou a roubalheira. A Itália é um país tremendamente corrupto.