segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Advogado de Lula volta a fazer provocação e afronta ostensiva ao juiz Sérgio Moro nesta segunda-feira em Curitiba

O clima voltou a ficar tenso nesta segunda-feira entre o juiz federal Sergio Moro e os advogados do poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula, em mais uma audiência das testemunhas de acusação no processo em que o petista é réu na Operação Lava Jato. Assim como havia ocorrido nas primeiras oitivas da ação penal, Moro levantou o tom de voz diante de interrupções afrontosas da defesa do poderoso chefão ao longo do depoimento da engenheira Marilza da Silva Marques, da OAS. Os advogados do poderoso chefão Lula protestaram contra uma questão do Ministério Público Federal à testemunha sobre a visita da galega italiana e ex-primeira-dama Marisa Letícia ao tríplex 164-A do condomínio Solaris, no Guarujá (SP), e interromperam três vezes o procurador do Ministério Público Federal que tentava fazer a pergunta. Responsável pelo atendimento a compradores de imóveis da OAS, Marilza Marques foi uma das funcionárias da empreiteira que acompanharam a mulher de Lula inspeção no apartamento. Ela foi questionada pelo Ministério Público Federal se Marisa Letícia e Fábio Luís, o filho mais velho do ex-presidente, que também participou da visita, foram tratados por Léo Pinheiro e Paulo Gordilho, ex-executivos da OAS, como potenciais clientes ou como pessoas às quais o apartamento já havia sido destinado. Deu-se então, o seguinte diálogo entre Juarez Cirino, um dos advogados de Lula, e Moro (acompanhe no vídeo abaixo):
Advogado: Fica um protesto aqui de novo, Excelência…
Sergio Moro: Doutor, o doutor está sendo inconveniente, doutor. Está sendo inconveniente…
Advogado: A defesa não é inconveniente na medida em que estamos no exercício da ampla defesa…
Sergio Moro: Já foi indeferida sua questão, já foi indeferida sua questão, doutor.
Advogado: Vocês não podem cassar a palavra da defesa…
Sergio Moro: Posso, doutor, por estar sendo inconveniente…
Advogado: Não pode, porque estamos colocando uma questão muito importante, relevante, o procurador da República está pedindo a opinião da testemunha e ele não pode…
Sergio Moro: Doutor, o senhor está sendo inconveniente! Já foi indeferida sua questão, já está registrada e o senhor respeite o juízo!
Advogado: Eu, mas escute, eu não respeito Vossa Excelência enquanto não me respeita como defensor do acusado…
Sergio Moro: O senhor respeite, o senhor respeite o juízo! Já foi indeferido.
Advogado: Vossa Excelência tem que me respeitar como defensor do acusado, aí então Vossa Excelência tem o respeito que é devido a Vossa Excelência, mas se Vossa Excelência atua como acusador principal, Vossa Excelência perde todo o respeito.
Sergio Moro: Sua questão já foi indeferida, o senhor não tem a palavra… A senhora pode responder essa questão? Ela era tratada como adquirente em potencial ou uma pessoa à qual o imóvel já tinha sido destinado?
Testemunha: Tratada como se o imóvel já tivesse sido destinado.

Primeira-dama do Ceará é indiciada pela Polícia Federal


A Polícia Federal indiciou a primeira-dama do Ceará, Onélia Santana, pelos crimes de associação criminosa, compra de votos e ameaças a eleitores durante a eleição municipal deste ano. De acordo com a Polícia Federal, Onélia atuou para beneficiar o candidato Fernando Santana (PT), também indiciado. Ele é ex-assessor do gabinete do governador Camilo Santana, do PT. A investigação começou com a prisão em flagrante de Ana Quitéria, também indiciada. Ela é assessora da primeira-dama. Em 30 de setembro de 2016, dois dias antes da eleição, ela foi pega com R$ 50 mil em dinheiro vivo, guardado em envelopes, junto com material de campanha de Fernando Santana, candidato a prefeito na cidade de Barbalha. Ele acabou derrotado. A partir da prisão em flagrante da assessora, a Polícia Federal passou a investigar o caso e descobriu a atuação da primeira-dama e de outras pessoas ligadas a ela. De acordo com a Polícia Federal, o grupo usaria o dinheiro para comprar votos. A investigação aponta ainda que Onélia fazia uma ameaça aos eleitores: caso a cidade de Barbalha não elegesse seu candidato, o governo do Estado não enviaria dinheiro para o município.

Brasileiros querem o fechamento do Congresso Nacional, aponta pesquisa

Pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas demonstra que 68% do povo brasileiro querem que seja fechado imediatamente o Congresso. O povo não quer ditadura, mas eleições imediatas para a escolha de novos deputados e novos senadores. Apenas 26,3% acham que é melhor manter aberto o atual Congresso e 5,3% não opinaram. O Norte é a região do País que mais quer o fechamento da Câmara e do Senado (70,6%), contra 67,1% do povo da região Sul. Os resultados são muito homogêneos em relação a sexo, renda e grau de ensino. Quanto a faixa etária, os que mais se opõem ao atual Congresso são os brasileiros de 35 a 44 anos, porque 71,5% deles querem vê-lo fechado. Os brasileiros com mais de 60 anos são mais conservadores, mas ainda assim 61% deles querem o fim dos atuais mandatos de deputados e senadores. 

Bolognesi tenta passar adiante projeto de reconversão de gás e energia de Rio Grande

Além dos problemas que a cidade de Rio Grande já enfrenta com seu Pólo Naval, um gigantesco desastre, outra dor de cabeça ameaça os interesses da cidade e até de todo o Estado do Rio Grande do Sul. Agora o Grupo Bolognesi está abandonando o projeto bilionário de terminal de gás, planta de regaseificação e usina térmica, calculado em R$ 3 bilhões. O projeto original era da Gas Energy, mas acabou "comprado" pelo grupo gaúcho. A Bolognesi tenta passar tudo adiante. O grupo gaúcho foi alvo de mandatos de busca e apreensão em setembro, tudo por conta da compra da Multiner, empresa com participação de fundos de pensão investigados na Operação Greenfield. Se o governo brasileiro fosse sério anulava a autorização dada para a implantação desse projeto de energia em Rio Grande. Ocorre que tudo não passa de uma quimera de papel sobre papel.  

Lamachia dá uma de Bráulio diante do presidente da Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul


O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, interpelou o presidente da Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Sérgio Harris, exigindo imediatas explicações sobre as acusações que lhe fez o promotor no dia 1ª de dezembro, durante ato público contra a aprovação da Lei das "10 Medias Anticorrupção". O advogado de Lamachia é o presidente da seção gaúcha da OAB, Ricardo Breier, seu ex-colega e sócio de escritório. Lamachia é funcionário do Banco do Brasil. Sérgio Harris disse no ato público do dia 1º de dezembro: ".... Mas como pode a Ordem dos Advogados do Brasil, infelizmente hoje presidida por um gaúcho, que historicamente defendeu o combate à corrupção, se aliar a políticos corruptos e servir de álibi para os próprios aprovarem o pacote anticorrupção? Isso tem que ser denunciado para a sociedade gaúcha. Isso tem que ser denunciado para a imprensa". Claudio Lamachia concedeu 48 horas par que o promotor se explique. Até o começo da década de 70, o Internacional de Porto Alegre tinha um atacante, Braulio, que era o ídolo da torcida, por causa de suas "embaixadinhas". Alguns dirigentes do clube detetavam o jogador, por sua falta de eficiência. Por isso Lamachia é hoje comparado a Braulio, porque faz jogada para a arquibancada com o anúncio de sua interpelação judicial. Ocorre que interpelações não têm efeito algum, são apenas "embaixadinhas" para a arquibancada. 

Leia depoimento de 82 páginas de delator da Odebrecht; Temer pediu e levou propina de R$ 10 milhões, em dinheiro vivo


A revista Veja que está nas bancas teve acesso à íntegra dos anexos da delação premiada do executivo propineiro Claudio Melo Filho, da Odebrecht, que se tornou delator do Petrolão depois de trabalhar por doze anos como diretor de Relações Institucionais da empreiteira baiana. Em 82 páginas, ele conta como a maior empreiteira do País comprou, com propinas milionárias, integrantes da cúpula dos poderes Executivo e Legislativo. O relato atinge o presidente Michel Temer, que pediu 10 milhões de reais a Marcelo Odebrecht em 2014. Segundo o delator, esse valor foi pago, em dinheiro vivo, a pessoas da estrita confiança de Temer, como Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, e José Yunes, amigo há cinquenta anos de Temer e assessor especial do presidente. A revista também publica a lista dos que, segundo Claudio Melo Filho, receberam propina da empreiteira. São deputados, senadores, ministros, ex-ministros e assessores da ex-presidente Dilma Rousseff. A clientela é suprapartidária. Para provar o que disse, o delator apresentou e-mail, planilhas e extratos telefônicos. Uma das mensagens mostra Marcelo Odebrecht, o dono da empresa, combinando pagamentos a políticos importantes. Eles estão identificados por valores e apelidos como “Justiça”, “Boca Mole”, “Caju”, “Índio”, “Caranguejo” e “Botafogo”. Clique no link a seguir para ler a íntegra devastadora da delação de Claudio Melo Filho  https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUa3ZFNVNmUmZGMWc/view?usp=sharing

Eduardo Paes e construtora têm bens bloqueados pela Justiça



A Justiça decretou o bloqueio dos bens do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Ele é acusado de improbidade administrativa na construção do Campo de Golfe Olímpico da Barra da Tijuca. A ação foi ajuizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, porque Paes dispensou a construtora Fiori Empreendimentos Imobiliários do pagamento de 1,8 milhão de reais de licença ambiental para fazer o campo, em 2013. A taxa acabou sendo paga pelo município e, em valores atuais, a dívida alcança 2,3 milhões de reais.

Lula, o filho dele e mais dois são denunciados na Operação Zelotes pelo Ministério Público Federal


O Ministério Público Federal em Brasília denunciou à Justiça o poderoso chefão da Orcrim petissta e ex-presidente Lula, o filho dele, Luiz Cláudio Lula da Silva, e mais duas pessoas no âmbito da Operação Zelotes. Os quatro são acusados pelos crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa. De acordo com o Ministério Público Federal, a denúncia ocorre após as investigações apontarem o envolvimento de Lula, Luiz Cláudio e do casal Mauro Marcondes e Cristina Mautoni - também denunciados - em negociações irregulares que levaram à compra de 36 caças do modelo Gripen pelo governo brasileiro. Ainda segundo os investigadores, há indícios de irregularidades na prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos por meio de uma medida provisória. Os crimes teriam sido praticados entre 2013 e 2015 - quando Lula já havia deixado a presidência. Conforme o Ministério Público Federal, o ex-presidente integrou um esquema para beneficiar empresas automotivas que eram clientes da empresa de Marcondes e Cristina. Segundo a denúncia, Lula prometia interferir junto ao governo para beneficiar as montadoras. Em troca, Mauro Marcondes e Cristina Mautoni teriam repassado a Luiz Cláudio pouco mais de R$ 2,5 milhões. O poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula já é réu em três ações penais. A última denúncia contra ele foi aceita em outubro, pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília. Nela, o petista é acuso de participação em fraudes envolvendo contratos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Nas outras, Lula é acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato e de receber vantagens indevidas da construtora OAS - entre elas, a reforma no tríplex do Guarujá, em São Paulo.

Filha e genro renegam atitudes de professor petista preso da UFRGS por fraude e outros crimes

A Polícia Federal desfechou em Porto Alegre, na sexta-feira, a poderosa Operação PhD, detonando a execução de mandados de prisão e de buscas e apreensões. Foram presos quatro professores mestrados e doutorados, sendo três deles altas cabeças coroadas da UFRGS, universidade federal que tem se notabilizado pela alta corrupção no meio acadêmico, patrocinando inclusive fraude na concessão de título universitário. Os crimes investigados são de desvios de recursos de programas federais de incentivo à pesquisa no Rio Grande do Sul. As irregularidades estão relacionadas principalmente ao Projeto SUS Educador. O rombo é de R$ 99 milhões e a quantia desviada apurada, até o momento, é de aproximadamente R$ 5,8 milhões. A investigação foi iniciada há seis meses, a investigação revelou a atuação de associação criminosa que se utilizava da coordenação de projetos relacionados à área de Educação em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), com o objetivo de desviar recursos, em especial, do Programa de Extensão em Saúde Coletiva: Educação Continuada (PESC) e do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGCOL). Os acadêmicos mestrados e doutorados estariam roubando do SUS. 

Alcindo Ferla
Sergio Nicolaievsky

Ricardo Burg Ceccim

Os seis presos na Operação PhD foram recolhidos ao Tio Patinhas, carceragem da Superintendência da Polícia Federal, localizada na Avenida Ipiranga, em Porto Alegre, e começaram a prestar depoimento na própria tarde de sexta-feira (9). Eles ficarão presos até amanhã (terça-feira, dia 13), quando vence o mandado de prisão temporária. A Polícia Federal poderá requerer à Justiça Federal a transformação da prisão temporária em preventiva. A operação investiga fraude e desvio de recursos envolvendo bolsas de estudos e programas de ensino na área da Saúde Pública vinculados à Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Além das seis prisões, foram cumpridos 10 mandados de busca e dois de condução coercitiva em Porto Alegre, Canoas e Pelotas. Entre os investigados presos estão Sergio Nicolaiewsky, ex-vice reitor da UFRGS e atual diretor-presidente da Faurgs; o professor petista Ricardo Burg Ceccim, um dos coordenadores do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Escola de Enfermagem; professor Alcindo Ferla, que atua na Escola de Enfermagem da UFRGS, e a professora Simone Chaves, da Unisinos. Duas servidoras da UFRGS também estão presas. Eles são investigados pelos crimes de associação criminosa, estelionato, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informação. O valor dos 20 projetos que estão sob suspeita é de R$ 99 milhões. Até o momento, foi comprovado desvio em torno de R$ 5,8 milhões. A fraude consistia em inclusão de bolsistas sem vínculo com a UFRGS para receber bolsas de R$ 6,2 mil. A Polícia Federal comprovou que os valores eram devolvidos pelos bolsistas em parte ou na totalidade a coordenadores dos programas, bancando viagens, hospedagens em hotéis e outras regalias pessoais. Pagamento irregular de diárias e de prestadores de serviços também foram detectados. Foi apurado ainda o direcionamento nos processos de seleção, além de pelo menos um caso de um aluno que ganhou título de mestre sem frequentar as aulas na pós-graduação da Escola de Enfermagem. Este episódio policial reveste-se ainda de maior dramaticidade porque desatou uma reação inesperada da parte de filha de um dos presos, o professor petista Ricardo Burg Ceccim. 


Tão logo Inale Ceccim, que mora em Florianópolis, soube da prisão do pai Ricardo Burg Ceccim, fez uma ácida postagem em seu perfil no Facebook, com o teor que se vê na imagem abaixo:


A postagem de Inale Ceccim foi acompanhada pela de seu marido ........, também muito ácida em relação ao professor petista Ricaro Burg Ceccim. Veja o conteúdo:


A UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) tem história no quesito "fraude acadêmica". Em 3 de maio de 2001, o professor Luis Milman, doutor em Filosofia, denunciou à Reitoria da UFRGS a ocorrência de fraude, por meio de plágio, no título de mestre concedido a Gilberto Kmohan. O plágio foi praticado no Programa de Pós-graduação em Comunicação e Informação (PPGCOM) da UFRGS. Houve uma inacreditável sucessão de acobertamentos oficiais e de procrastinação na investigação dessa fraude. 

Petista Marco Maia usava operador Nazur Telles para receber a propina da Odebrecht


Marco Maia recebeu R$ 1,4 milhão da Odebrecht, tudo na forma de propina e para sua campanha eleitoral de 2014, segundo o delator Claudio Melo Filho, lobista da empreiteira propineira Odebrecht. Interessada nos peixes graúdos, a mídia e os políticos desprezaram os chamados peixes miúdos que povoam a delação de 82 páginas de Claudio Melo Filho, diretor da Odebrecht, como é o caso do gaúcho Nazur Telles Garcia, ex-assessor do deputado federal petista Marco Maia e ex-superintendente da Trensurb e que ainda trabalha na empresa. Ele aparece na delação da Odebrecht. Diz Claudio Melo Filho na página 63 da delação premiada: "A referida solicitação foi autorizada por Marcelo Odebrecht e transmitida por mim ao referido parlamentar. Posteriormente, o sr. Nazur, assessor pessoal do referido parlamentar, procurou-me para receber detalhes a respeito do pagamento que tinha sido acordado. Marcelo autorizou a realização do pagamento por parte da área de operações estruturadas". A Trensurb esteve sob domínio direta de Marco Maia durante 14 anos. Só na semana passada, dois dos diretores do PT foram demitidos, mas o PT prossegue no comando de postos chaves da estatal federal gaúcha.

Jornalista Leda Nagle faturava 103 mil por mês no regime petista


A avaliação na EBC para demitir a jornalista Leda Nagle é de que ela não valia o quanto pesava. O contrato dela com o governo estabelecia pagamento mensal de R$ 103 mil. Cabia a Leda Nagle custear a realização do programa Sem Censura. Naturalmente, ela é mais uma das invenções do  regime petista. Ganhava essa fortuna para ter audiência zero ou quase zero. 

Ecovix demite 3,2 mil trabalhadores às vésperas do Natal em Rio Grande

A Ecovix é um braço de construção naval da empreiteira Engevix, investigada na Operação Lava-Jato e que teve um dos sócios preso preventivamente. A origem da empresa está relacionada à encomenda dos oito cascos para plataformas de petróleo pela Petrobras. O contrato somava US$ 3,5 bilhões e previa a entrega das unidades até este ano. Na manhã desta segunda-feira, a Engevix Construções Oceânicas (Ecovix) demitiu 3,2 mil trabalhadores, restando apenas 500 nos dois estaleiros da empresa em Rio Grande. Em um breve comunicado, a empresa informou que está em forte processo de reestruturação financeira e operacional e busca alternativas para retomada da sua operação no futuro". A Ecovix entrará em recuperação judicial no dia 20. A empresa disse que negociava com a Petrobras pagamentos e a continuidade de contrato para construção de mais três cascos de plataformas no Rio Grande do Sul. Como não houve acordo, as demissões foram confirmadas. Apenas 200 trabalhadores seguiram atuando na manutenção da estrutura do estaleiro. Outros 300 continuam porque estão afastados. As rescisões serão pagas dia 19, com dinheiro obtido pela Ecovix da multa pela suspensão do contrato com a Petrobras. No dia 20 a empresa deve entrar com pedido de recuperação judicial.