terça-feira, 22 de novembro de 2016

Governadores exigiram de Meirelles que governo envie projeto propondo securitização das dívidas ativas

Dividir os recursos da repatriação não é a única tecla martelada pelos governadores, na reunião mantida com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, nesta terça-feira. Segundo Luiz Fernando Pezão declarou a jornalistas, o grupo também busca apoio do governo federal para que o Congresso vote, com urgência, o projeto que permite que os Estados vendam dívidas das quais são credores. Seria uma forma de antecipar recursos que, de outro modo, levariam anos para pingar nos cofres públicos. Trata-se da famosa securitização da dívida ativa dos Estados. Quem compraria? Investidores que precisam de dinheiro de longo prazo, como seguradoras, fundos de pensão. Mas, principalmente, bancos, que rateariam entre si partes dos bolos ofertados pelos Estados. Não interessa aos bancos a cobrança propriamente dita dessas dívidas, mas o lançamento das mesmas em suas carteiras como créditos, o que permitiria a cada um eles alavancar sua capacidade de aplicações. Em última análise, com mais patrimônio líquido, esses bancos poderiam "tomar" mais títulos públicos e alcançar maiores ganhos de tesouraria, o que representaria lucros financeiros extraordinários sem qualquer esforço. Os títulos da dívida, tomados por ele, seriam repassados a escritórios de advocacia que fariam uma cobrança por valores muito inferiores do que aqueles de face dos títulos. 

Deputado federal gaúcho Covatti Filho vai a Washington para representar o Brasil em congresso na Georgetown University e cai na balada noites seguidas


Em viagem a seminário sobre redução do consumo de álcool, trio de deputados arrepia na noite de Washington. Um trio de deputados roubou a cena durante uma missão oficial a um congresso na Georgetown University, em Washington, na semana passada. Irajá Abreu (PSD-TO), Wilson Filho (PTB-PB) e Covatti Filho (PP-RS) estavam mais interessados nas delícias noturnas da capital americana do que nas palestras. Arrepiaram noite, sim, outra também. Talvez, por coerência. O seminário tinha como tema a meta da OMS para reduzir em 10% o consumo nocivo de álcool até 2025. Numa das andanças, o trio só chegou ao hotel com o dia claro. Irajá Abreu nem apareceu para acompanhar a programação do evento na manhã de sábado. Um colega curioso com as peripécias das excelências quis saber os points que os baladeiros haviam visitado na noite anterior. Covatti mandou: “É mais fácil você perguntar onde nós não fomos”. Covatti Filho deu-se trabalho de informar, por meio de sua assessoria, que a viagem foi paga pelos promotores do evento, e não pela Câmara dos Deputados. Grande porcaria, ele só foi convidado porque é deputado, e mostra que representa muito mal, de maneira desleixada, irresponsável, os seus eleitores. Mostra começo muito ruim de exercício de mandato. 

Escárnio total, líderes da base aliada defendem Geddel e fazem manifesto de apoio; a classe política em direção ao inferno


O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, recebeu o apoio de líderes dos partidos da base aliada durante reunião realizada no Palácio do Planalto. O tom dos discursos foi de desagravo. Além disso, líderes assinaram um documento de apoio ao ministro que será formalmente entregue na tarde desta terça-feira. A classe política brasileira assinou um pacto com o diabo, está a caminho do inferno. Não há mais qualquer escrúpulo e o escárnio não tem limites. O líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), avisou que o documento a favor de Geddel começou a ser elaborado na segunda-feira e que só não foi entregue até agora porque alguns líderes não tinham chegado à capital federal. “Vamos entregar o manifesto pessoalmente esta tarde”, afirmou o parlamentar. O líder do DEM, Pauderney Avelino (AM), reconheceu que o ministro errou ao levar ao governo federal um tema “pequeno”, “paroquial”, mas justificou que “todos somos falíveis”. "Paroquial" é pressionar de maneira completamente criminosa um órgão público a ignorar a lei para beneficiá-lo. Esses políticos não têm mais noção de realidade. Para Pauderney, Geddel cometeu uma “falha humana” ao “tratar de um assunto que não caberia”, mas destacou que “é preciso passar por cima disso e pensar nos grandes problemas nacionais, ainda mais que o pedido (para interceder na manutenção da obra de interesse de Geddel) não foi aceito”. Pauderney comentou que o comportamento de Geddel “não é adequado”: “Mas temos problemas enormes no País para resolver”. Os problemas enormes do País não são resolvidos justamente porque impera um tipo de atitude como a desses políticos, que tudo relevam. O parlamentar amazonense disse ainda que o ministro deu explicações e todos entenderam. Para ele, houve uma “interpretação de forma equivocada” por parte do ex-ministro Marcelo Calero. Claro, ou culpado é o mordomo..... Pauderney afirmou ainda que conversou com o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Neto, sobre o assunto e este lhe assegurou que “não há nenhum problema com o empreendimento”. Geddel foi acusado pelo ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, de tráfico de influência por defender a liberação de um prédio em área histórica onde ele comprou um apartamento na planta. Antes de a reunião ser encerrada, 

Consultorias milionárias não prestaram para nada e não tiraram o Estado do Rio Grande do Sul do buraco

As empresas de consultoria abriram guerra surda contra ONGs do tipo Movimento Brasil Competitivo (MBC), Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade e Agenda 2020, que são contratadas por governos e prefeituras gaúchas sem licitação alguma. Estas consultorias em formato de ONGs são mantidas por empresas que têm interesses em negócios com o setor público. Todas prometem enxugar o setor público e apresentar resultados. No ano passado, o governo do peemedebista José Ivo Sartori e o MBC, ao qual o PGQP é vinculado, assinarem o acordo de cooperação técnica Programa Modernizando a Gestão Pública. O convênio tem vigência de dezembro de 2015 a julho de 2017. Pela consultoria, o governo vai desembolsar R$ 2 milhões. Até pouco tempo, o Estado mantinha com o PGQP um segundo serviço de assessoria e consultoria técnica, firmado com a Secretaria da Fazenda em 2014. Quando se fala em Movimento Brasil Competitivo e Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade está se falando do barão do aço, Jorge Gerdau Johannpeter. Esse indivíduo foi conselheiro da Petrobras durante quase toda a era petralha, e não viu nada do descalabro que assaltava a estatal petrolífera. Ele não viu a roubalheira petista, ele não viu o assalto à mão desarmada, e tem mais, ele aprovou pessoalmente negócios tremendamente desastrosos como a compra da Refinaria de Pasadena. Se ele tivesse aprovado no Grupo Gerdau um centésimo do que aprovou na Petrobras, o Grupo Gerdau não existiria mais, teria sumido no meio da corrupção desbragada. No entanto, é esse tipo que orienta a administração gaúcha. E pior, esses programas de consultoria vinculados ao barão do aço têm acesso total aos bancos de dados do Rio Grande do Sul e dos gaúchos. Nunca ninguém até hoje fiscalizou esses programas de consultorias, nem essas consultorias. O Ministério Público nunca se deu a esse trabalho, e tampouco o Tribunal de Contas. No caso do Ministério Público é compreensível, afinal de contas ele deveria tomar as contas da Fundação Varig, mas nunca cumpriu o seu papel, e o resultado foi a falência e extinção da maior companhia já gerada no Rio Grande do Sul. Entre janeiro e novembro deste ano, o governo do Rio Grande do Sul desembolsou, com consultorias, em despesas correntes, o equivalente a R$ 32.572.846,44, sendo R$ 23.640.193,30 do Executivo.Os dados constam no Portal da Transparência. PGQP, MBC e Agenda 2020 "ajudam" o governo Sartori na formatação do pacote de reformas que ele encaminhou à Assembléia, mas pelo menos PGQP e MBC já estão no governo gaúcho há mais de 20 anos, desde o governo Britto. Qual foi o progreesso do Estado nesse tempo todo? Nada, só houve retrocesso. Conclusão: as consultorias são altamente ineficientes, incompetentes, desnecessárias, dinheiro jogado fora. Entre 2012 e 2015, a prefeitura firmou com o Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP) oito termos aditivos ao convênio que prevê a prestação de consultoria técnica especializada em gestão para apoio e qualificação dos processos. O oitavo e último aditivo, de 2015, prevê “apoio à implantação e à complementação do redesenho das etapas de Aprovação de Projetos e Habite-se, pertinentes às edificações, do processo Licenciamento Urbano Ambiental.” Os aditivos com os maiores valores são o sexto, firmado em 2013 (R$ 7 milhões) e o sétimo, de 2015 (R$ 5,3 milhões). Qual o resultado? Nenhum, a prefeitura de Porto Alegre está quebrada, não conseguirá pagar os salários do funcionalismo nos próximos meses, e recorre todo mês ao caixa do DMAE (Departamento Municipal de Águas e Esgotos), usado como um verdadeiro banco pelo governo municipal para realização de operações triangulares de empréstimos bancários. É o fim da picada. Como é possível que uma gigantesca mentira se perpetue por tanto tempo? Como é possível que os gaúchos se comportem como verdadeiros trouxas durante tanto tempo? Somados os oito contratos, a prefeitura de Porto Alegre desembolsou com as consultorias R$ 15,5 milhões, segundo o Portal da Transparência.

Justiça gaúcha manda tirar militantes da organização terrorista clandestina MST do Horto Florestal da CEEE

A Justiça do município de Charqueadas, no Rio Grande do Sul, mandou desalojar os 250 manifestantes que invadiram e ocuparam o Horto Florestal Carola, pertencente à CEEE. Ali estão militantes da organização terrorista clandestina MST. A decisão obriga a desocupação voluntária em 10 dias, a partir da intimação dos cerca de 250 manifestantes. A decisão de conceder dez dias de prazo decorreu da consideração de que há famílias e crianças no local. Quem não sair voluntariamente, terá que sair à força. 

Garotinho entra com notícia-crime contra juiz que o prendeu por falsa acusação


O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR), ingressou com notícia-crime no órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio contra o juiz Glaucenir Silva de Oliveira, da 100ª Zona Eleitoral, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, que determinou a prisão preventiva do político. Garotinho foi preso na quarta-feira e, após passar mal, foi internado, submetido a uma cirurgia cardíaca e teve alta na manhã desta terça-feira, seguindo para prisão domiciliar. O político pediu a abertura de um inquérito policial para investigar o magistrado, o qual acusa de cometer "denunciação caluniosa". Juízes não promovem denúncia, quem faz isso é o Ministério Público. O ex-governador nega a acusação de ter liderado um esquema para compra de votos em Campos dos Goytacazes e, também, considera sua prisão "absolutamente ilegal e abusiva". Segundo a denúncia, o ex-governador comandou a distribuição dos chamados cheques cidadão durante o período eleitoral de 2016 em troca de votos em Campos, onde sua esposa, Rosinha Garotinho, é prefeita. O benefício originalmente prevê pagamentos de R$ 200,00 por mês a famílias carentes. Depoimentos de servidores confirmariam a acusação. Com o esquema, Garotinho teria ajudado a eleger onze aliados para a Câmara de Vereadores do município. A notícia-crime é assinada pelo político e seu filho, Wladimir Matheus. No texto, eles listam "episódios lamentáveis" envolvendo o juiz, que teria cometido abuso de autoridade mais de uma vez. Eles também criticam a decisão "desumana e violenta" de conduzir Garotinho para a unidade de saúde do complexo penitenciário de Bangu com o "anseio de montar a cena para o show midiático". Segundo o médico particular Marcial Uribe, Garotinho corria risco de sofrer um enfarte agudo caso não fosse submetido a uma angioplastia. A notícia-crime também cita a afirmação do juiz Glaucenir Oliveira de que o ex-governador e Wladimir lhe ofereceram R$ 1,5 milhão e R$ 5 milhões, por meio de terceiros, para evitar uma prisão. "Por que então o noticiado (o magistrado) não prendeu os agentes do suposto crime em flagrante?" - perguntam no texto.

Projeto de lei israelense sobre alto-falantes para chamada da oração muçulmana provoca revolta

"A chamada para a oração muçulmana existe há 1.400 anos", afirma Mufid Chaouana, irritado com um projeto israelense destinado a abafar o conhecido canto do muezim, que, a partir da madrugada, anuncia em voz alta o momento das cinco preces diárias. Antes da eletricidade, os árabes usavam alto-falantes, por acaso? "Os judeus têm seus rituais, e é seu direito, sua lei religiosa", diz Mufid Chaouana, atrasado para a oração do amanhecer na Esplanada das Mesquitas. A chamada à oração ("adhan", em árabe) "é nosso direito religioso", insiste. Um projeto de lei em Israel quer proibir o uso de altos-falantes no início da manhã e tarde da noite, quando o "adhan" é recitado cinco vezes por dia, geralmente por meio de um sistema de sonorização, para chamar os muçulmanos à oração. Por aaso os árabes não sabem a hora de suas orações? Por que a necessidade do uso dos alto-falantes? Por acaso não existia a religião e as preces regulares nos horários demarcados antes da existência da eletricidade e dos alto-falantes? Oficialmente, o texto se aplica a todas as religiões. Para os palestinos que vivem em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, como para os árabes israelenses, o projeto é uma violação adicional dos seus direitos. O projeto tem provocado fortes protestos entre os muçulmanos, constantemente preocupados com as intervenções israelenses, principalmente na Esplanada da Mesquita (ou al-Aqsa), onde originalmente existia o Templo de Davi. reverenciado pelos judeus como Monte do Templo. O texto recebeu luz verde em novembro de uma comissão do governo. Ele foi bloqueado no último minuto antes da sua apresentação ao Parlamento, paradoxalmente, por iniciativa de um ministro judeu ultra-ortodoxo. Ele ficou assustado com a possibilidade de que a lei se volte contra os judeus e o uso da sirene para convidar os judeus para o shabbat, o descanso semanal. O destino do texto é incerto. Reduzir o volume das chamadas para a oração muçulmana não é uma ideia nova em Israel. Desta vez, o projeto alcançou, pelo menos temporariamente, um comitê ministerial e tem o apoio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. "Israel tem a intenção de proteger aqueles que sofrem com o ruído excessivo dessas mensagens. Isso também acontece em muitas cidades europeias e em muitos lugares no mundo muçulmano", disse ele. O deputado Moti Yogev, promotor do texto, assegura que o volume de adhan incomoda centenas de milhares de pessoas. Ele também disse que, em alguns casos, os alto-falantes transmitem um discurso de ódio. Tal como está, a proposta pretende proibir os auto-falantes das 23h00 às 06h00. Palestinos e árabes israelenses protestaram. A Liga Árabe denunciou uma "provocação muito perigosa". Um parlamentar árabe-israelense lançou simbolicamente a chamada para a oração da tribuna do Parlamento, o que provocou a ira de seus colegas. Najih Qiraat, um clérigo, fez um sermão inflamado contra os planos israelenses em uma mesquita no bairro palestino de Beit Safafa, em Jerusalém Oriental. Beit Safafa faz fronteira com o bairro Pat, localizado em Jerusalém Ocidental, parte israelense da cidade. "Não podemos dormir, não podemos viver, é impossível, as pessoas aqui ficam loucas", afirma Eli Ben Cheman (74 anos), do bairro de Pat. Ayelet Sadeh, de 42 anos, diz que seu filho é incapaz de tirar um cochilo, acusando os muçulmanos de agir de forma maliciosa. Mas, com mais de 400 mesquitas em Israel e em Jerusalém Oriental, de acordo com números oficiais israelenses, a lei seria difícil de aplicar. Os deputados árabes israelenses disseram que receberam a promessa de que as igrejas iriam lançar o chamado à oração caso as mesquitas fossem impedidas.

Oposição colombiana rejeita novo acordo de paz com a organização terrorista narcotraficante Farc


Um freio na esperança de pacificação dos colombianos: os representantes da oposição na Colômbia ao acordo de paz com as Farc, organização terrorista e narcotraficante, rejeitaram o novo pacto alcançado, com a qual solicitaram uma reunião, após encontro de mais de seis horas com os representantes do governo. "Insistimos esta noite em um acordo nacional para introduzir algumas modificações ao acordo ajustado entre o governo e as Farc. O governo negou, esta noite, a possibilidade deste acordo nacional sobre temas substanciais", disse o ex-presidente Álvaro Uribe, ferrenho opositor das negociações. O ex-presidente e atual senador se reuniu, ao lado de outros líderes da campanha do "não" ao primeiro acordo alcançado com as narcotraficantes Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), rejeitado em 2 de outubro em um plebiscito (que teve presença de apenas um terço do eleitorado em votação facultativa e grande mobilização oposicionista), com uma delegação do governo do presidente Juan Manuel Santos, que apresentou o novo pacto alcançado com os insurgentes em 12 de novembro. Os opositores afirmaram que se alguns de seus pedidos não forem incluídos no acordo, que o governo e as Farc chamaram de definitivo e imodificável, o pacto "é apenas um retoque do acordo rejeitado pelos cidadãos". Entre os pedidos apresentados na segunda-feira ao novo acordo está o de não permitir a elegibilidade política de autores de crimes graves enquanto cumprem suas penas, eliminar o narcotráfico como conexo ao delito político e que o acordo não entre na Constituição, entre outras solicitações. "O governo nos disse que estes temas não podem ser revisados", disse Uribe, que considera "fundamental" o referendo da população ao acordo ou sobre "os pontos citados de divergência". Tanto o governo como a guerrilha são favoráveis à implementação do acordo por meio do Congresso, que tem maioria governista. "Temos toda a disposição de dialogar com o governo e as Farc sobre as modificações nos temas citados. Para esse diálogo propomos aproveitar a presença em Bogotá dos líderes das Farc", afirmou o ex-presidente. Os dirigentes da organização terrorista e narcotraficante chegaram à Colômbia, procedentes de Cuba, sede das negociações desde 2012, para preparar a cerimônia de assinatura da paz, que ainda não tem data definida. O coordenador da equipe de negociação do governo, Humberto de la Calle, que participou na reunião, fez um apelo de urgência para implementar o novo acordo pela "fragilidade" do cessar-fogo bilateral vigente desde agosto. Propôs um rascunho de acordo nacional para a implementação do que foi acordado com o grupo insurgente, o principal e mais antigo do país, para superar um conflito armado de meio século. De la Calle destacou que o novo acordo foi resultado de dias inteiros de renegociação com os terroristas narcotraficantes, após a derrota no plebiscito. "O resultado foi um novo acordo com mudanças, ajustes e precisões em praticamente todos os temas", afirmou De la Calle. Segundo o governo, o pacto inclui alterações em 56 dos 57 pontos questionados pela oposição. Seriam algo como 80% das ponderações. Chefes da organização terrorista narcotraficante Farc chegaram na noite de segunda-feira a Bogotá de várias localidades da Colômbia para participar de reuniões sobre a implementação do novo acordo de paz assinado com o governo para encerrar um conflito de mais de meio século, informou o grupo terroristas. Nas imagens aparecem cinco dos nove integrantes do Secretariado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, comunistas, marxistas, narcotraficantes), o órgão permanente de direção. Entre eles estão Joaquín Gómez, Bertulfo Álvarez, Mauricio Jaramillo, Carlos Antonio Lozada e Pastor Alape. Os dois últimos estão na capital colombiana desde a semana passada, quando se reuniram com membros da ONU e do governo para examinar um incidente - no âmbito do cessar-fogo vigente desde agosto - no sul de Bolívar (norte), no qual morreram dois terroristas narcotraficantes.

Faltou trabalho para quase 23 milhões de pessoas no 3º trimestre

Faltou trabalho para 21,2% das pessoas em idade produtiva no Brasil, o correspondente a 22,9 milhões de pessoas no terceiro trimestre. Essa é a chamada taxa composta da subutilização da força de trabalho, que agrega a taxa de desemprego, a taxa de desemprego por insuficiência de horas trabalhadas e a da força de trabalho potencial. Já no segundo trimestre a chamada taxa de subutilização da força de trabalho foi de 20,9%, segundo o IBGE. No terceiro trimestre de 2015, havia sido de 18%. O indicador soma o contingente de pessoas desocupadas (12 milhões), o de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas (4,8 milhões de pessoas ou 16,5% do total) e a força de trabalho potencial (6,1 milhões de pessoas ou 16,8% do total). Pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas são as que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam e estavam disponíveis para trabalhar mais. A força de trabalho potencial é formada pelo grupo de pessoas que não estavam trabalhando nem procurando emprego, mas que estavam disponíveis para trabalhar ou que estavam procurando mas não estavam disponíveis quando o IBGE realizou a pesquisa. A maior parte do contingente de 22,9 milhões de pessoas que faz parte dessa taxa composta de subutilização da força de trabalho está nas regiões Sudeste (8,683 milhões) e Nordeste (8,750 milhões). No Norte, são 2,041 milhões de pessoas e no Sul, 2,122 milhões. Já o Centro-Oeste reúne 1,326 milhão de pessoas. Se na média nacional a taxa de subutilização da força de trabalho é de 21,2%, a taxa do Nordeste é a maior entre as regiões, com 31,4%. Já o Sul é a menor, com 13,2%. No Sudeste, a taxa é de 18,2%. A região Nordeste é a que tem maior subutilização da força do trabalho. Mas mesmo a região Sul, com o advento da crise, atinge níveis piores do que tinha no passado — afirmou o gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo. A taxa de desemprego subiu em todas as regiões do País na passagem do segundo para o terceiro trimestre, com exceção apenas do Sul, em que passou de 8% para 7,9%. No Norte, passou de 11,2% para 11,4%; no Nordeste, pulou de 13,2% para 14,1%; no Sudeste, avançou de 11,7% para 12,3%; e no Centro-Oeste foi de 9,7% para 10%. Sete estados tiveram alta significativa na taxa de desemprego na passagem do segundo para o terceiro trimestre do ano (Roraima, Ceará, Pará, Pernambuco, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro). Já na comparação entre o terceiro trimestre de 2015 e o terceiro trimestre de 2016, foram 22 estados com expansão significativa da taxa. No terceiro trimestre de 2016, 19 estados bateram recordes na taxa de desemprego. Em apenas oito estados o pior resultado do desemprego não se deu no terceiro trimestre. No Rio de Janeiro, a taxa de desemprego bateu novo recorde e alcançou 12,1% no terceiro trimestre, o maior nível desde 2012, o início da série histórica. No segundo trimestre, tinha sido de 11,4%. O desemprego também atingiu recorde no terceiro trimestre em São Paulo, de 12,8%, ante 12,2% no segundo trimestre.

Vice-presidente do Conselho de Direitos Humanos de São Paulo é preso por ligação com facção criminosa


O vice-presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe) de São Paulo, Luiz Carlos dos Santos, e um grupo de advogados, foram presos na manhã desta terça-feira, acusados de ligação com uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios paulistas. A polícia e o Ministério Público de São Paulo realizaram uma operação batizada de “Ethos” para prender 42 pessoas. Luiz Carlos dos Santos e os outros advogados são suspeitos de movimentar dinheiro do crime organizado em suas contas bancárias. Eles ainda são acusados de ajudar a criar uma espécie de cadastro com os nomes e endereços de agentes penitenciários e de seus parentes, para serem mortos quando a facção julgar necessário, uma espécie de “lista de morte” de agentes públicos. O vice-presidente do Condepe foi preso logo no início da manhã em sua casa, em Cotia, na Grande São Paulo. Policiais fizeram ainda busca e apreensão no escritório do conselho, no centro da cidade. A investigação começou em Presidente Prudente, interior do Estado, onde estão dois presídios de segurança máxima. Na região de Campinas, pelo menos três advogados foram detidos. Luiz Carlos dos Santos atuou pelo órgão auxiliando famílias de cinco jovens da zona leste de São Paulo que foram mortos em uma chacina no mês passado na cidade. Ele foi responsável, por exemplo, por ouvir famílias que foram alvo de ameaças após o crime, cuja investigação já identificou envolvimento de ao menos um guarda civil metropolitano. Devido aos depoimentos que ouviu, Santos defendia a inclusão de pelo menos duas famílias em programas de proteção. 

Sérgio Cabral e o PT

A Petrobras comunicou à CVM que está apurando a denúncia de que Sérgio Cabral recebeu 2,7 milhões reais em propinas da Andrade Gutierrez pelas obras do Comperj. Mas o PT também recebeu. Segundo a planilha de Pedro Barusco, a Andrade Gutierrez e suas parceiras repassaram ao PT mais de 8 milhões de reais em propinas pela terraplanagem do Comperj e mais de 9 milhões de reais pelo coque do Comperj.(O Antagonista)




O PT se regenera

O PT já pode comemorar. Depois de correr o risco de desaparecer, o partido está se regenerando. Segundo a Época, Waldir Maranhão decidiu sair do PP e migrar para o PT. Sua passagem para o partido "já teve as bênçãos do ex-presidente Lula e o apoio do governador do Maranhão, Flávio Dino".
Com um quadro dessa qualidade, o PT tem tudo para se recuperar. (O Antagonista)



Em e-mail, secretário de Sérgio Cabral escancara cobrança de propina



Em 2012, o então secretário de Obras do Rio de Janeiro, Hudson Braga, cobrou por e-mail a “caixinha” que deveria ser paga pelo então subsecretário, José Iran Peixoto Jr., e pelo chefe de gabinete à época, José Orlando Rabelo. Braga e Rabelo foram presos na última quinta-feira, na operação Calicute, que levou para a prisão o ex-governador Sérgio Cabral. Braga fez uma reclamação aos então auxiliares por um e-mail intitulado “caixinha”. “O prazo dos srs esgotou hoje e nenhum de vocês dois me trouxeram nada!!! Eh lamentável eu ter que ficar cobrando!!! Gostaria de inverter essa lógica!!! Foi minha última cobrança!! (sic)”, diz o e-mail, enviado em 31 de agosto de 2012. A mensagem consta do pedido de prisão feito pelo Ministério Público Federal. Atualmente, José Iran Peixoto Jr. é o atual secretário da pasta e não está sob investigação – sequer é citado nos autos. Assim como Braga, ele acompanhou o atual governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), por toda a gestão Cabral. Pezão foi o titular da Secretaria Estadual de Obras entre 2007 e 2011. Nesse período, Hudson Braga era o subsecretário executivo da pasta e Iran, subsecretário de Saneamento e de Obras Metropolitanas. Iran também já ocupou cargos na assessoria da vice-governadoria, quando Pezão ocupava este posto. O arquiteto e engenheiro foi nomeado o titular da pasta em julho de 2014, quando o peemedebista assumiu o Estado, após a saída de Cabral. No dia seguinte ao envio do e-mail, Rabelo, que é apontado como operador financeiro da quadrilha que assaltou os cofres públicos, responde dizendo que falaria com Braga “pessoalmente sobre este item”. Dessa vez, Iran não estava copiado na mensagem. Para a Procuradoria, a mensagem é uma cobrança a Rabelo “por este não ter entregado possivelmente dinheiro oriundo de propina”. De acordo com o Ministério Público Federal, Braga cobrava de empreiteiras a chamada “taxa de oxigênio”, que correspondia a 1% dos contratos de obras no Estado. Até agora, o Ministério Público Federal tem provas de que a propina foi solicitada em três obras: a reforma do estádio do Maracanã, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas favelas e a construção do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro. O esquema foi citado por executivos das construtoras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia. De acordo com as investigações, os pagamentos ao então secretário de Obras eram autorizadas pelo ex-secretário de Governo, Wilson Carlos.

Wilson Carlos, o desempregado milionário



Quando foi preso em seu apartamento na Gávea, na manhã do dia 17, o ex-secretário de Governo do Rio de Janeiro, Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho falou sobre o momento difícil que vivia. Desde abril de 2014, quando seu chefe Sérgio Cabral deixou o Palácio Guanabara, WC (para os íntimos) estava “desempregado, à procura de recolocação no mercado de trabalho”. Nem por isso ele deixou de gastar. Três meses após perder o emprego comprou um tapete silk de 5.400 reais, uma mesa de jantar com seis cadeiras por 10.670 reais e gastou outros 7.300 reais com luminárias. Tudo pago em dinheiro vivo. Desde a sua demissão, ele e a mulher, Monica Araújo, não economizaram no cartão de crédito, totalizando cerca de 256.000 reais em compras até aqui. Também não se desfizeram dos gastos extras, como o de manter a casa no luxuoso Resort Portobello, em Mangaratiba, que ele alega ser alugada por 4 000 mensais. Estes e outros mistérios da multiplicação do dinheiro levaram o juiz Sergio Moro a converter a prisão do braço-direito de Sérgio Cabral de temporária em preventiva. A investigação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal revela muito mais do que isso. Desde 2007, o casal vem mantendo uma vida de luxo, com uma média de gastos de mais de 19.000 reais em cartões de crédito. O total gasto já ultrapassa os 2,1 milhões de reais. Sem contar as compras em dinheiro vivo, ao que tudo indica, uma prática comum na quadrilha desbaratada pela Operação Calicute. Foi assim com os mais de 26.000 gastos para comprar móveis e outros itens da casa de Mangaratiba; foi assim gastando mais de 48.000 mobiliando a casa de Itaipava, em Petrópolis, que ele alega ser alugada por sua mãe. A movimentação financeira de Wilson Carlos e sua família impressiona. E adivinhem: quase sempre em dinheiro vivo. Nas quebras de sigilo bancário de sua mulher, os investigadores descobriram pequenas fortunas depositadas pela irmã do ex-secretário de Cabral, Carla Carvalho, pelo irmão Wilson Silva e até por sua mãe, Voleide Alves de Araújo. Monica recebeu em sua conta exatos 588 956 reais. “Pagamentos vultosos em espécie, embora não sejam ilícitos, constituem expediente comumente utilizado para prevenir rastreamento e ocultar transações financeiras.(…) Difícil vislumbrar, diante dos pagamentos em espécie e da estruturação, motivação lícita para a sua realização dessa forma, tratando-se, em cognição sumária, de expediente possivelmente destinado à ocultação dos valores e para dificultar rastreamento”, escreveu Moro na decretação da prisão. Na verdade Wilson Carlos e sua mulher se acostumaram à vida de glamour ao lado de Sérgio Cabral, o amigo desde os tempos do Colégio Bennet. Mesmo quando registrava, em média, 17.200 reais de renda mensal, eles não diminuíam a gastança. Em fevereiro de 2012 chegaram a gastar 36.749 num único cartão de crédito. Alugueis de limousine nos Estados Unidos, quartos com diárias de 580 euros em hotéis de Paris, jantares de 800 euros. Wilson Carlos sabia que podia gastar. Uma hora ou outra o dinheiro para bancar suas mordomias ia entrar. Para o Ministério Público Federal, tudo fruto de propinas de contratos públicos, ou seja, parte do rombo de 224 milhões que a quadrilha comandada por Sergio Cabral desviou. Entre compras de carros blindados e poltronas de 17.000 reais, os procuradores levantam suspeitas sobre a relação do homem forte de Cabral junto à Cara de Cão Produções Ltda. A produtora de conteúdo audiovisual prestou serviços para o PMDB em pelo menos três eleições. Na de Sérgio Cabral, em 2010, quando WC embolsou mais de 300 000 reais; para a campanha de Eduardo Paes à prefeitura em 2012 e para a campanha de Luiz Fernando Pezão ao governo do Estado, em 2014. Só nesta última, a empresa abocanhou mais de 21,8 milhões de reais (total chega a 36,7 milhões). O ex-secretário, mesmo sem qualquer conhecimento do tema, abocanhou 400.00 reais. “Há fortes indícios de lavagem de dinheiro através de campanha eleitoral de 2014”, escrevem os procuradores.

Anthony Garotinho recebe alta do hospital e vai para prisão em casa


O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR), teve alta nesta terça-feira do Hospital Quinta D'Or, onde estava internado, e seguiu para a sua residência, no bairro do Flamengo, onde ficará em prisão domiciliar. Ele passou por uma cirurgia para colocação de um stent (procedimento de cateterismo) no último domingo. Garotinho, que foi preso na quarta-feira da semana passada, a mando da Justiça Eleitoral de Campos dos Goytacazes, município do Norte Fluminense, por suspeita de compra de voto, associação criminosa e coação, estava com 60% de obstrução em uma artéria, de acordo com os médicos. Ele permaneceu na unidade cardiointensiva do hospital. O ex-governador foi alvo da Operação Chequinho, da Polícia Federal. Ele nega ter cometido atos ilícitos. Após a prisão, Garotinho passou mal e foi inicialmente levado para o Hospital Souza Aguiar, que é municipal, no centro do Rio de Janeiro. De lá, foi removido para a unidade de saúde do complexo de Bangu, e depois para o particular Quinta D'Or, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, sob alegação de necessidade de melhor atendimento. 

Decreto de calamidade financeira do governo Sartori orienta na ampliação de medidas


As medidas de modernização da estrutura do Estado do Rio Grande do Sul, de alteração de regras no serviço público e de ampliação do ajuste fiscal gaúcho anunciadas nesta segunda-feira (21), não esgotam o esforço do governo na busca de alternativas para superar as dificuldades históricas do Estado. Nesta terça-feira (22), o Executivo publicou decreto de calamidade financeira no âmbito da Administração Pública Estadual que orienta na seleção de novas medidas necessárias. O ato formaliza a situação de extrema gravidade da gestão pública e a prioridade para as mudanças. A publicação ocorre no momento em que o governador José Ivo Sartori trata da situação financeira do Rio Grande do Sul em reunião em Brasília. Ou seja, foi um decreto carnavalesco, para impressionar a arquibancada em Brasília. É o chamado "decreto Bráulio", aquele das embaixadinhas que apaixonavam a torcida do Internacional na década de 70. De acordo com o secretário adjunto da Casa Civil, José Guilherme Kliemann (procurador de Estado), o decreto é mais um instrumento que engaja todas as áreas na busca de uma gestão mais eficiente, enxuta e buscando identificar medidas adicionais àquelas previstas nos decretos de contingenciamento que vêm sendo adotados desde janeiro de 2015. "A Casa Civil solicita às principais áreas do governo que busquem em suas estruturas alternativas de redução de despesas eletivas, que possam ser eliminadas sem prejuízo aos serviços essenciais. Conjuntamente, com áreas estratégicas, como Secretaria Geral de Governo, Fazenda e Procuradoria Geral, as sugestões serão estudadas tecnicamente com vistas a sua implementação ou a novas alterações legais. No conjunto de medidas anunciadas segunda-feira, há sete propostas para a alteração da Constituição Estadual. Segundo Kliemann, na próxima semana haverá reuniões com áreas específicas. A finalidade é arrolar medidas de contenção e formalizar novos projetos à Assembléia, caso sejam identificados. Pelo texto do decreto, os secretários e dirigentes dos órgãos ficam autorizados a adotar as medidas excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos, salvo aqueles considerados essenciais para que não sofram solução de continuidade, mediante a edição dos atos normativos competentes. A publicação do decreto considera o cenário de crise da economia brasileira, que está atingindo fortemente a capacidade de financiamento do setor público, a queda do Produto Interno Bruto (PIB), que chegará a mais de 7% - considerados os anos de 2015 e 2016 - com trágicas consequências para a arrecadação de tributos. Também avalia o significativo aumento de gastos públicos, especialmente com pessoal, verificados nos exercícios anteriores, e a grave crise econômica do Rio Grande do Sul. Por fim, considerando a necessidade de ações no curto prazo para fazer frente à crise, busca garantir a continuidade da prestação de serviços públicos essenciais, notadamente nas áreas da segurança pública, saúde e educação.

Guarda espanhola confirma prisão de advogado investigado na Lava-Jato


A Guarda Civil espanhola confirmou, nesta terça-feira, a prisão em Madri de um advogado com cidadania brasileira e espanhola que era procurado pela Justiça do Brasil. Rodrigo Tacla Duran é investigado por suspeitas de operações de lavagem de dinheiro no escândalo de corrupção na Petrobras. O advogado também é investigado por suborno de funcionários e por integrar uma organização criminosa. Ele foi detido em um hotel e identificado pelas autoridades espanholas com as iniciais R.T.D. O suspeito era advogado da empreiteira Odebrecht e é investigado pelas autoridades brasileiras por suposta lavagem de dinheiro da Petrobras, com o desvio de mais de 50 milhões de reais a diversos partidos políticos, afirmou um comunicado da Guarda Civil. A nota afirma que ele teria sido "responsável pelo pagamento de comissões como contrapartida à concessão de contratos de obras públicas e privadas, tanto no Brasil como no Exterior". O advogado, que fugiu em abril para os Estados Unidos, é objeto de um pedido de extradição do Brasil e está à disposição da justiça espanhola, segundo um porta-voz da Guarda Civil. Agora um juiz deve decidir sobre a extradição. A Operação Lava-Jato investiga o escândalo da Petrobras, o maior caso de corrupção da história do Brasil, no qual políticos, empresários e funcionários da empresa cometeram fraudes envolvendo contratos entre a estatal e um grupo formado pelas maiores empreiteiras do país com o objetivo de desviar dinheiro para os partidos políticos. Deflagrada em 2014, a Lava-Jato já colocou na prisão vários empresários, banqueiros e dirigentes do PT, além de políticos do PMDB e PP, e se transformou em foco permanente de tensão para a classe política brasileira.

Petrobras divulga esclarecimento sobre suspeita de pagamento de propina no Comperj

A Petrobras esclareceu, na manhã desta terça-feira, informações sobre pagamento de R$ 2,7 milhões de propina em obra do Comperj, revelada na semana passada na Operação Calicute e que prendeu o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). "A Petrobras tem empreendido seus esforços para a ampla apuração dos fatos desvendados pela Operação Lava-Jato, inclusive aqueles relacionados a eventuais agentes públicos que tenham perpetrado ilícitos em face da Companhia", esclareceu a estatal petroleira. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Petrobras reitera que contratou os escritórios Trench, Rossi e Watanabe Advogados e Gibson, Dunn & Crutcher LLP para realizarem uma investigação independente. "Tal investigação abrange os investimentos realizados no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), como já mencionado a esta CVM em ocasiões anteriores". A estatal lembrou ainda que constituiu no dia 25 de abril de 2014 a Comissão Interna de Apuração (CIA) para avaliar os procedimentos de contratação e implantação do Comperj: "As autoridades públicas têm reconhecido a importância das apurações da Petrobras para o avanço das investigações e a companhia reitera seu compromisso em continuar colaborando efetivamente para a elucidação desses fatos".

Sérgio Cabral nega acusações e contesta delatores


O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), negou em depoimento à Polícia Federal ter recebido propina durante a sua gestão no Estado e acusou delatores de mentirem ao relatarem cobrança de porcentagens sobre contratos de obras públicas, conforme apontaram as investigações da Operação Calicute. O peemedebista é suspeito de receber 5% sobre grandes obras no Estado durante seus dois mandatos, de 2007 a 2014, como a reforma do Estádio do Maracanã, o Arco Metropolitano e o PAC das Favelas. Sérgio Cabral foi delatado por executivos da Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia. O esquema, segundo o Ministério Público Federal, desviou R$ 224 milhões. "O mesmo (Cabral) externou sua indignação com a situação e a afirmação dos delatores e que tem a consciência tranquila quanto as mentiras absurdas que lhe foram imputadas e que acredita na Justiça", registra relatório sobre o depoimento do ex-governador concedido no dia da sua prisão, na quinta-feira passada. "O declarante afirma que as declarações são inverídicas. Relata que acha que essas informações apresentadas nas delações dos retro mencionados foram para salvar as delações dos executivos da Andrade Gutierrez e Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da Petrobras), desconhecendo tais fatos e sendo isso uma 'mentira'". No depoimento, Sérgio Cabral também afirmou que sua amizade com Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, acabou em 2012, quando a empresa foi considerada inidônea para firmar contratos com órgãos públicos. "Ressalta que a Delta, antes mesmo de assumir como governador do Estado, em 2007, já era a maior contratante com os órgãos público municipais e estaduais", disse Sérgio Cabral. Cavendish foi alvo da Operação Saqueador, em junho deste ano, e negocia acordo de delação premiada sobre pagamentos de propinas a políticos. Em um trecho da proposta de colaboração, o dono da Delta relata seu relacionamento com Sérgio Cabral e desvios praticados para obter contratos de obras, como a reforma do Estádio do Maracanã, do Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca, realizado com dispensa de licitação, e da transposição do Rio Turvo. Em outro trecho do depoimento, Sérgio Cabral afirma que o atual governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão — que foi secretário e vice-governador em sua gestão —, foi quem lhe apresentou o ex-secretário de Obras, Hudson Braga, apontado pela Procuradoria como responsável por cobrar propina das empresas. Segundo Sérgio Cabral, Pezão foi o responsável, quando secretário, por iniciar a licitação de reforma do Maracanã para a Copa de 2014 - as obras de reforma do estádio são alvo da Polícia Federal. Ao cumprir decisão judicial do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, de bloquear valores dos investigados, o Banco Central encontrou R$ 10 milhões em apenas uma das contas bancárias pessoais da advogada, Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador. Já nas contas de seu escritório de advocacia, Ancelmo Advogados, foi encontrado R$ 1 milhão. Adriana foi levada pela Polícia Federal para depor na quinta-feira passada, mas liberada em seguida. Nas contas pessoais de seu marido, por sua vez, foram encontrados R$ 454,26. É a primeira vez, desde o início da Lava-Jato, que o valor encontrado em apenas uma das contas bancárias de um investigado atinge o valor integral do bloqueio determinado. O Ministério Público Federal também identificou gastos totais de R$ 2,1 milhões no cartão de crédito do ex-secretário de Governo, Wilson Carlos, apontado por delatores da Lava-Jato como "operador administrativo" de Cabral, e de sua mulher. As despesas, entre 2007 e 2015, o que daria uma média de R$ 19,5 mil por mês, chamou a atenção dos procuradores por, muitas vezes, extrapolar o rendimento declarado pelo casal no Imposto de Renda. No relatório, a Procuradoria aponta um gasto de US$ 416,00 com o aluguel de limusine em 2011. A força-tarefa da Lava Jato destacou também gastos com cosméticos, roupas e restaurantes. Nesta segunda-feira, 21, Moro converteu a prisão temporária de Wilson Carlos em preventiva. O juiz acatou aceitou pedido da Procuradoria, que disse ver "risco à ordem pública" mantê-lo encarcerado. Ele é o único dos alvos da Calicute que esta preso em Curitiba. 

Índios mijam no Palácio do Planalto, e o governo não reage

Cerca de 300 indígenas, segundo os organizadores, protestam na entrada do Palácio do Planalto contra a proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos públicos. Alguns urinaram no parlatório do palácio. O Planalto não estima o número de manifestantes. Todas as entradas do Planalto estão fechadas e a segurança foi reforçada, inclusive na rampa do palácio. Um represente da Secretária de Governo, Henrique Vila, está em contato com os manifestantes. Isso é o que se chama de um governo banana, sem ação. Em documento entregue pelo grupo, os índios afirmam que são contra o "programa neo-liberal do governo" e "todo e qualquer retrocesso nos nossos direitos já conquistados, com muita luta e sangue derramado". Eles pedem mais verbas para órgãos de demarcação de terra e também criticam o Poder Judiciário e o Legislativo, que dão o "aval" para o governo de Michel Temer. Uma boa sessão de borracha democrática no lombo resolveria o problema em trinta segundos e poria ordem na casa. Os indígenas identificam-se como sendo de tribos como pataxó, avá-canoeiro, kanfla, guarani, tumbalalá e krikatí. É tudo índio de cidade, índios de araque, manipulados pelo sindicato indígena da Igreja Católica, o tal de Cimi. Todas as pessoas só podem entrar pelos fundos do Palácio do Planalto, por meio da garagem. 

Temer recebe governadores para tentar acordo de ajuda a Estados



O governo federal tenta fechar nesta terça-feira um acordo de ajuda aos Estados e deve oferecer aos governadores, em uma reunião com o presidente Michel Temer, dividir parte das multas do programa de repatriação de recursos brasileiros no exterior já este ano, em troca do fim de uma ação na Justiça. Os governadores se reuniram esta manhã em Brasília e, à tarde, encontram-se com Temer e com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, no Palácio do Planalto. “Se chegarem a um acordo, vai ter anúncio. Se não, apenas uma conversa”, disse uma fonte, acrescentando, no entanto, que o governo vê boas chances de avançar. Há duas semanas, os governadores obtiveram uma liminar no Supremo Tribunal Federal para que os Estados recebam parte da multa do projeto de repatriação – originalmente a lei previa apenas a divisão dos impostos pagos por quem repatriou recursos. O STF determinou que a parte que caberia aos Estados fosse depositada em juízo. A intenção da equipe econômica, disse uma fonte palaciana, seria oferecer menos do que os 5 bilhões de reais que os Estados teriam direito, mas com repasse imediato, o que ajudaria a fechar as contas este ano, especialmente o pagamento do 13º salário. A proposta é que, com isso, os governadores retirem a ação na Justiça. A equipe econômica ainda trabalha com a possibilidade de oferecer mais recursos aos Estados em troca de medidas de ajuste fiscal, de acordo com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Ele afirmou na semana passada que a intenção era que os governos estaduais tivessem metas de ajuste a cumprir, negociadas com o governo federal, e só receberiam recursos – pagos em parcelas – à medida que as fossem cumprindo. O ministro chegou a dizer que seriam usados os 100 bilhões de reais pagos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o que foi depois descartado pelo ministro da Fazenda. Uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) determina que esse dinheiro só pode ser usado para pagar dívidas da União.

Governo muito incompetente e inapetente do Rio Grande do Sul decreta estado de calamidade financeira



O muito incompetente e inapetente governo do Rio Grande do Sul, de José Ivo Sartori (PDMB), decretou estado de calamidade financeira da administração pública estadual nesta terça-feira por meio de ato publicado no Diário Oficial do Estado. De acordo com o decreto, que passa a valer a partir de sua publicação, os secretários e dirigentes de órgãos e entidades da administração pública estadual, sob a coordenação da Secretaria da Casa Civil, estão autorizados a adotar medidas “excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos”, com exceção dos serviços considerados essenciais. No Diário Oficial é citada como uma das justificativas do decreto a crise econômica brasileira, “que está atingindo fortemente a capacidade de financiamento do setor público”, bem como a queda na arrecadação, o aumento dos gastos com pessoal e a necessidade de manter a prestação de serviços públicos essenciais para a Segurança, Saúde e Educação. Com a medida, a gestão de José Ivo Sartori planeja economizar 6,7 bilhões de reais nos próximos quatro anos. O valor corresponde a pouco mais de cinco folhas de pagamento do Executivo. O déficit projetado pelo governo – sem a adoção das medidas – é de 8,8 bilhões de reais até 2018. Neste ano, o rombo nas contas públicas é estimado em 2,36 bilhões de reais. O cenário em que o Estado está inserido inibe investimentos em áreas fundamentais, como Saúde e Segurança, enquanto compromete 80% da receita corrente líquida com despesas de pessoal e encargos sociais. Os números deixam o Rio Grande do Sul com o pior desempenho entre todos os Estados da federação, sendo ele o que mais gasta com pessoal e previdência, o que tem a maior dívida líquida consolidada e o que menos investe.  Entre 1971 e 2015, em apenas sete anos as receitas arrecadadas pelo Estado foram maiores que suas despesas. De 1995 a 2015, apenas a gestão da ex-governadora Yeda Crusius (PSDB) entregou as contas no azul ao final do mandato. O Rio Grande do Sul é o segundo Estado a decretar calamidade pública este ano. Em junho, o governo do Rio de Janeiro decretou estado de calamidade com o objetivo de acelerar uma transferência extraordinária de 2,9 bilhões de reais pela União.