sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O MBL, que convocou manifestações pelo impeachment, está mesmo se transformando em partido político

Veja abaixo a matéria que está publicada hoje pelo site do jornalista Reinaldo Azevedo. É a prova mais do que provada de que o MBL, que convocou manifestações favoráveis ao impeachment, está mesmo em franco movimento nacional para sua transformação em partido político. Um partido de corte liberal. Nessa medida, um partido com um ideário muito próximo da esquerda tradicional. Nos Estados Unidos, liberalismo é sinônimo de esquerdismo, como o que se conjuga com o Partido Democrata, que teve como candidata presidencial a comunista Hillary Clinton. O esquerdismo, praticamente no mundo inteiro, está completamente associado ao grande capitalismo globalista. Quem financia o MBL? Quem financiou os movimentos que convocaram as grandes manifestações pelo impeachmment? Não foram, por acaso, os mesmos capitalistas e grupos empresariais (inclusive empresas propineiras, envolvidas na Operação Lava Jato) que estiveram associados, de corpo e alma, por mais de 15 anos, com a organização criminosa comuno-petista? E que só se separaram do projeto comuno-petista quando perceberam que estavam para perder tudo nesta associação? Leia:

Participe do 2º Congresso do MBL! Veja quem estará lá. É preciso avançar na agenda liberal
Encontro reúne, entre outros, os ministros Gilmar Mendes (STF) e Mendonça Filho (Educação) e este escriba. Veja como participar

Por Reinaldo Azevedo - 
Assistam a este vídeo:



O MBL (Movimento Brasil Livre) realiza nos próximos dias 19 e 20 de novembro, em São Paulo, o seu Segundo Congresso. Vai reunir, claro!, membros do movimento, mas é aberto ao público. Abaixo, você encontra as dicas para se inscrever. Estarão presentes, entre outros, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo, e o ministro da Educação, Mendonça Filho. Sim, vou participar. Todos sabem a importância que teve o MBL na mobilização em favor do impeachment. E só isso bastaria para revelar o mérito da turma. Mas o MBL é mais do que isso. Não quer ser apenas reativo e depor presidentes. A melhor parte do seu trabalho é a agenda propositiva. Trata-se de um movimento genuinamente liberal, que considera o combate à corrupção um dos itens da pauta. Ou melhor: tal combate é um instrumento, um meio, não um ponto de chegada. A boa sociedade não é que bate-boca na delegacia de Polícia, mas a que debate na ágora. Estamos apenas dando os passos iniciais da agenda liberal. Abaixo, segue um trecho do documento do MBL que trata do encontro: “Mas como chegamos até aqui? O primeiro congresso nacional do MBL, em 29 de dezembro de 2015, dispôs sobre a agenda política defendida pelo grupo e oficializou a estratégia de pulverização partidária de candidatos do movimento. Fomos, assim, a iniciativa liberal mais exitosa nestas eleições, elegendo 9 vereadores e 6 suplentes. Destes, 3 venceram em capitais: São Paulo, Porto Alegre e Aracajú. Ademais, o movimento venceu o estigma de que ‘desapareceria’ após a queda de Dilma e vem pautando o debate político nacional como o fez nos embates acerca PEC 241 –foi a principal organização a apoiar tal medida. Com audiência web superior a 13 milhões de pessoas por dia — incluindo aí rede de páginas de Facebook, twitter, instagram blogs e canais de Youtube — , o movimento pode ser considerado hoje a mais inovadora e influente força da nova política brasileira. 
Para 2017, os desafios são outros. Nesse evento, traremos convidados que debaterão o cenário futuro e ajudarão a formular estratégias para que o MBL continue levando à frente sua luta por liberdade. (…). Políticos, ativistas, intelectuais, empresários e artistas debaterão este novo Brasil e MBL que surgem para 2017. Queremos que você faça parte disso.” O Segundo Congresso vai se dar na sede do CREA-SP, na Avenida Angélica, 2330, em São Paulo.
Veja os participantes do evento
Sábado 19.11
09:00h – Credenciamento
09:30h – Coffe break
10:00h – Vereadores MBL 2016
11:00h – Frederico Junkert
12:30h – Almoço
14:00h – Cláudio Manoel e Francisco Razzo
15:00h – José Fucs e Ricardo Fiuza
16:00h – Ministro Gilmar Mendes
17:00h – Marek Troszczynski
18:00h – Nelson Marchezan e Ramiro Rosário
19:00h – Pedro D’eyrot e Tiago Pavinatto 
20:00h – Encerramento
Domingo 20.11
09:00h – Credenciamento
09:30h – Coffe break
10:00h – Ministro Mendonça Filho e Fernando Holiday
11:00h – Stephen Kanitz e Filipe Barros
12:30h – Almoço
14:00h – Bruno Garschagen e Kim Kataguiri
15:00h – Alexandre Borges e Flávio Morgenstern
16:00h – Darcísio Perondi e Paulo Eduardo Martins
17:00h – Janaína Paschoal
18:00h – Reinaldo Azevedo
19:00h – Encerramento.
Como participar
Para se inscrever para o evento, clique aqui. A taxa de inscrição é de R$ 50 (para um dos dias) ou R$ 100, para ambos. Mas precisa pagar? Meus caros, embora os convidados não estejam cobrando cachê, eventos dessa natureza têm custo, e o MBL conta apenas com a colaboração dos seus associados. Participe. Dá pra mudar, sim! E as mudanças estão acontecendo.

O petista Andrés Sanchez, deputado federal, ex-presidente do Corinthias e construtor do Itaquerão, é alvo de inquérito da Lava-Jato por corrupção passiva


O ex-presidente do Corinthians e deputado federal petista Andrés Sanchez é investigado pela Operação Lava Jato. Nesta quinta-feira, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou abertura de inquérito sobre o deputado federal (PT-SP) por corrupção passiva. A apuração, que tramita em segredo de Justiça, mas a tendência é que ela esteja relacionada à Arena Corinthians, o Itaquerão, construída pela construtora propineira Odebrecht. Recentemente, mais de 80 executivos da Odebrecht assinaram acordo de delação premiada. Já em março deste ano, André Luiz de Oliveira, vice-presidente do Cortinthians, foi conduzido coercitivamente para depor na Polícia Federal depois que o nome e o endereço dele apareceram em uma planilha da construtora ao lado de uma anotação para pagamento de R$ 500 mil. Andrés Sanchez afirmou em entrevistas recentes que não temia a Lava-Jato e que a operação dificultava a venda dos naming rights da Arena Corinthians. Agora, passam a ser 42 investigações da Lava Jato no Supremo e mais duas ações penais abertas. São 110 investigados, no Supremo, sendo 42 parlamentares – 29 deputados federais e 13 senadores.

"O mundo mudou" - um artigo de Merval Pereira

“Os homens e mulheres esquecidos nunca mais serão esquecidos novamente. Nós todos vamos estar juntos como nunca antes”. Essas primeiras palavras do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, escritas no Twitter, mostram bem a centralidade que tem para ele a base do eleitorado que o levou à presidência. Ele pode ter arrefecido o ímpeto no discurso logo após a vitória, pode até não concretizar boa parte das ameaças que brandiu durante a campanha, mas que o mundo mudou na madrugada desta quarta-feira, não tenhamos dúvidas. Foi uma campanha em que, paradoxalmente, cada candidato enfrentou o melhor adversário que poderia escolher para ser batido. Hillary Clinton, representante máxima do establishment político de Washington, candidata a inaugurar uma oligarquia política duradoura, cheia de arestas morais e exposta à desconfiança pública por palavras e gestos. Donald Trump, um bilionário que se jacta de espertezas como não pagar impostos, machista, xenófobo, racista. Ganhou aquele que acertou um nervo exposto da sociedade americana que poucos levavam em consideração. O cientista político Ian Bremmer, presidente do grupo Eurasia, a mais respeitada consultoria de risco político, enviou para alguns amigos uma primeira análise do mundo pós-vitória de Trump, que classificou como “o candidato mais antiestablishment que os partidos lançaram desde que George Wallace disputou a presidência em 1968”, abrindo caminho para uma “presidência sem precedentes na única superpotência mundial”. O que ocorreu, segundo ele, foi uma “explosão populista” provocada pelo florescimento da desconfiança de líderes e instituições, e a desigualdade só afetada marginalmente pela recente recuperação da economia. Os próprios “homens e mulheres esquecidos” que formam o núcleo dos eleitores trumpistas. Ian Bremmer está preocupado com os impactos geopolíticos globais que a chegada de Trump à Casa Branca pode provocar. Bremmer está convencido de que desde a crise de 2008 o mundo está imerso em uma recessão sem uma liderança global, o que chama de “mundo G-Zero”. Ele considera que a eleição de Donald Trump representa “o mais significativo golpe na liderança global dos Estados Unidos” desde o colapso da União Soviética. Um processo que ele vê em marcha desde o governo Obama que agora termina, enfraquecendo o papel dos Estados Unidos como líder global a um ponto irreversível. Ian Bremmer classifica três aspectos principais dessa liderança americana que serão afetados pela administração Trump, tornando crescente esse “mundo G-Zero”, em que cada país cuida de si: o papel dos Estados Unidos como guarda do mundo; a arquitetura do comércio internacional e a defesa de valores globais. Apesar de Trump ter se pronunciado muito abertamente contra os Estados Unidos proverem um cheque em branco em termos de segurança global para seus aliados, esse é o papel do poder americano que Ian Bremmer considera menos suscetível a mudanças de curto prazo, devido ao tamanho e à duração dos gastos com segurança internacional, a interação dos sistemas de defesa e o desenvolvimento da doutrina de segurança nacional. Mas ele admite que a tendência do governo Obama de reduzir a intervenção dos Estados Unidos no mundo, abrindo mão de uma liderança ostensiva, vai ser aprofundada, por razões distintas, no governo Trump. Já o comércio internacional é uma questão objetiva para Trump, cujos assessores econômicos estão tão convencidos quanto ele de que a globalização existe à custa dos trabalhadores americanos, e que o comércio global tem que ser revisado. Isso não quer dizer que ele seja contra acordos comerciais, mas que eles têm que ser melhores para os Estados Unidos. A defesa de valores nas relações internacionais é básica para Iam Bremmer, que considera fundamental que os Estados Unidos possa liderar pelo exemplo, e o difícil sob a era Trump é colocar um valor monetário palpável para essa questão. (O Globo)

Petrobras cai fora da Fórmula 1 e deixa patrocínio da equipe Wiliams


A Petrobras não será mais patrocinadora da da equipe Williams e decreta o fim de sua aparição na Fórmula 1. A empresa brasileira já comunicou a escuderia britânica sobre a decisão, que vem junto com o anúncio de aposentadoria de Felipe Massa. O contrato, assinado em 2014, estava para vencer e a Petrobras optou por encerrar a parceria. O acordo previa a exposição da petrolífera em troca do fornecimento de fluido de câmbio para os carros da Williams. No entanto, o vínculo acertado há quase três anos também estipulava o uso de combustível produzido pela Petrobras, mas a Mercedes, fabricante do motor da Williams, não teria usado o abastecimento da empresa, o que não condizia com as metas da Petrobras. De 1998 a 2008, a Williams foi abastecida pela companhia. Só em 2014 que a parceria foi retomada.