quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Deputado federal Afonso Hamm se opõe a tremenda negociata envolvendo privatização do carvão gaúcho



O deputado federal gaúcho Afonso Hamm, que é vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Carvão Mineral, fez um fortíssimo pronunciamento na tribuna da Câmara dos Deputados em defesa da estatal Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e contra a sua privatização. Hamm relatou que esteve reunido com os representantes do Sindicato dos Mineiros de Candiota, quando reafirmou seu posicionamento contrário a privatização. O parlamentar comentou sobre a importância do movimento “Eu digo Não a privatização. Energia Gaúcha Unida” e que tem apoio do deputado junto ao Sindicato e Associação Pró-Carvão. “A CRM é suporte estratégico na geração de energia firme utilizando carvão mineral, além na geração de empregos”, afirmou Hamm ao relatar que essa empresa não deve ser privatizada porque tem condições de ser autossuficiente, de participar dos leilões, da exploração do carvão e de promover a segurança energética tão estratégica para o País. As reservas de carvão mineral da companhia são de mais de 1,5 bilhões de toneladas e, nos valores atuais da tonelada de carvão, que é negociado a R$ 56,00, representa uma reserva de 84 bilhões de reais, recursos que poderão reverter em alta rentabilidade ao Estado, com domínio de 100% das ações desta estatal gaúcha. As reservas em concessão para a CRM são capazes de garantir energia ao Rio Grande do Sul por cerca de 240 anos. A estatal é pequena e tem pouco significado econômico atualmente. Mas, o que importa são os ativos que ela tem em seu domínio. A CRM tem ativos que a tornariam uma espécie de Petrobras, produzindo muito energia a partir do carvão. Do craqueamento do carvão gaúcho poderá ser extraída a gasolina, o gás, o óleo diesel, e mais cerca de 30 subprodutos, com alto grau de pureza, que são essenciais para o funcionamento e a produção da indústria petroquímica. O gas extraído do carvão, conduzido por gasodutos, poderá alimentar usinas térmicas que produzirão energia elétrica. O carvão pode tornar o Rio Grande do Sul liberto da dependência energética, principalmente da cara energia elétrica importada de Itaipu, paga em dólar. São cada vez mais intensos os rumores de que o governo gaúcho, do muito incompetente, omisso e inapetente governador, estaria preparando a privatização da CRM. Vale dizer que a CRM é muito mais valiosa do que CEEE, CEEE e Corsan juntas. Bucaneiros já se avivam no mercado gaúcho para levar a CRM de total barbada, o que seria um crime inominável contra os interesses de toda a população gaúcha.  

Temer admite que situação do Rio de Janeiro é gravíssima e sugere teto de gastos para Estados


O presidente Michel Temer avaliou nesta quinta-feira (10) que o problema financeiro do Rio de Janeiro é "seriíssimo" e defendeu que as unidades da federação adotem também um teto de gastos públicos para evitar que as despesas excedam as receitas. Em discurso em reunião do conselho de ciência e tecnologia, promovida no Palácio do Planalto, ele ressaltou que o Ministério da Defesa está preocupado inclusive com a questão da segurança pública no Rio de Janeiro. "Nós estamos com um problema seríssimo nos Estados brasileiros, particularmente no Rio de Janeiro. O ministro da Defesa está preocupadíssimo em como resolver as questões de segurança, porque, em dado momento, quase que a despesa excede a receita", afirmou. Para tentar reduzir a dívida estadual, o governador Luiz Fernando Pezão lançou um pacote de medidas impopulares, entre elas o aumento das alíquotas da contribuição previdenciária dos funcionários públicos para até 30%. Com a medida, a gestão estadual espera arrecadar R$ 5,5 bilhões em 2017 e R$ 8,3 bilhões em 2018. Na terça-feira (8), contudo, o desembargador Custódio de Barros Tostes, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, deferiu liminar suspendendo as discussões sobre o aumento na contribuição previdenciária para servidores e aposentados do governo estadual. Em discurso, o presidente também disse que não se incomoda de terminar seu mandato impopular devido à proposta do teto de gastos e a reforma previdenciária, que deve ser enviada ao Congresso Nacional em dezembro. "Às vezes, me dizem: "Mas, Temer, você vai ficar muito impopular. Eu não me incomodo. Se eu ficar impopular, mas daqui a dois anos as pessoas perceberem que o País entrou nos trilhos, eu me dou por satisfeito", disse. 

IBGE diz que safra brasileira deverá crescer 13,9% em 2017

A safra brasileira deve fechar 2017 com uma produção de 209,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, 13,9% acima da safra prevista para este ano. Segundo o primeiro prognóstico para a safra de 2017, divulgado hoje (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o maior aumento deverá ocorrer no Nordeste (51%). As demais regiões deverão ter as seguintes taxas de crescimento de 2016 para 2017: Norte (7%), Sudeste (10,3%), Sul (5,5%) e Centro-Oeste (18,7%). O IBGE também divulgou hoje (10) mais uma estimativa para a safra deste ano. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de outubro, 2016 deve fechar com uma produção de 183,8 milhões de toneladas, uma queda de 12,3% em relação a 2015. As três principais lavouras brasileiras deverão ter queda neste ano, em relação ao ano passado: soja (-1,5%), arroz (-15,5%) e milho (-25,5%). A área colhida neste ano também deve ser 0,7% inferior à do ano passado. Entre as três principais lavouras, apenas a soja fechará o ano com um aumento na área colhida (2,8%). O milho terá queda de 1,3% na área colhida e o arroz, de 10,2%.

Senado Federal começa a votar uma reforma política muito tímida


O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, em primeiro turno, por 58 votos favoráveis e 13 contrários, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece o fim das coligações nas eleições proporcionais a partir de 2020 e cria cláusula de desempenho para acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita de rádio e TV. De autoria dos senadores tucanos Ricardo Ferraço (ES) e Aécio Neves (MG), a emenda quer conter a proliferação de partidos no País. A medida ainda tem de ser aprovada em segundo turno, previsto para ocorrer dia 23, e depois será encaminhada à Câmara, onde deve enfrentar maiores dificuldades. Encaminharam contra a medida, como é de praxe, o PT e a Minoria. A aprovação da cláusula de desempenho pode acabar com 26 dos 35 partidos existentes hoje. Segundo a PEC, para superar a cláusula de barreira, os partidos precisam atingir 2% dos votos válidos em todo o território nacional, além de obter 2% dos votos válidos em, pelo menos, 14 unidades da Federação. O cumprimento de apenas um desses requisitos não é suficiente para que o partido ultrapasse a cláusula de barreira.

Revista americana Newsweek distribui edição com a capa de "Hillary presidente" por engano


Assim como mostravam as pesquisas, a revista americana Newsweek previa uma vitória da democrata Hillary Clinton nas eleições para a Presidência dos Estados Unidos. Uma edição especial com a capa “Senhora Presidente” chegou às bancas na noite de terça-feira, antes da divulgação do resultado das urnas. Apesar de um alerta para que as lojas aguardassem a contagem dos votos para iniciar as vendas, pelo menos dezessete cópias foram vendidas por engano. De acordo com o jornal New York Post, 125.000 cópias da revista com Hillary na capa foram entregues nas bancas. Uma versão com Donald Trump também foi preparada pelos jornalistas, porém, como as previsões apontavam vantagem da democrata, a alternativa com o republicano não foi impressa com antecedência. Na quarta-feira, a editora Topix Media realizou um recall das edições com a democrata comunista Hillary Clinton e avisou que irá publicar a versão de Donald Trump nesta quinta-feira. “Como todo mundo, nós erramos”, admitiu Tony Romando, CEO da editora que produz as edições especiais da Newsweek, com aprovação dos diretores da revista. Isso é a comprovação mais do que acabada de que toda a imprensa americana, com raríssimas exceções, considerava já ter manipulado o suficiente a opinião pública do país para assegurar o resultado da eleição que desejava. Os donos dos veículos de comunicação nos Estados Unidos só se esqueceram de combinar o resultado com os eleitores americanos.

Polícia Federal está de novo nas ruas, com a 36ª etapa da Operação Lava Jato

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a 36ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Operação Dragão. Agentes cumprem dezesseis mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão em São Paulo, Ceará e Paraná. Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran, operadores financeiros especializados na lavagem de capitais de grandes empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato, são alvos da ação. De acordo com a Policia Federal, eles são responsáveis pela movimentação de dinheiro sujo, oriundo principalmente de relações criminosas entre empreiteiras e empresas sediadas no Brasil com executivos e funcionários da Petrobras. Contas bancárias em nome de offshores no Exterior, empresas de fachada e a celebração de contratos falsos eram os recursos usados para lavar o dinheiro ilícito. O Ministério Público Federal aponta que as empreiteiras UTC Engenharia e a Mendes Júnior usaram empresas do operador Rodrigo Tacla Duran para realizar os pagamentos de propina. Elas repassaram, respectivamente, 9,1 milhões de reais e 25, 5 milhões de reais a Duran entre 2011 e 2013. No mesmo período, outras empresas contratadas pela administração pública também realizaram depósitos de mais de 18 milhões de reais com o mesmo destino. No caso da Mendes Junior, os repasses ao operador são explicados na proposta de delação premiada que está em negociação com a Procuradoria-geral da República. Os valores teriam como destino agentes públicos envolvidos em obras da Petrobras e no governo do Rio de Janeiro. Ainda de acordo com o veículo, além da Odebrecht, Mendes Júnior e UTC, outras três empreiteiras tinham relação com Duran. A Treviso, do lobista Julio Camargo, repassou 350.000 reais para o escritório do advogado, enquanto a EIT pagou 2 milhões de reais. Preso em outras fases da Lava Jato, Adir Assad, por sua vez, repassou 24.310.320,37 de reais para Rodrigo Tacla Duran, conforme apontou o Ministério Público Federal. Empresas ligadas a outro operador, Ivan Orefice Carratu, ligado a Duran, receberam de Adir Assad a quantia de 2.905.760,10 reais. 

TCU recomenda que STF mantenha bloqueio de bens da Queiroz Galvão


Em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal, a consultoria jurídica do Tribunal de Contas da União pediu que a Corte não desbloqueie os bens da construtora Queiroz Galvão, acusada de envolvimento no esquema de corrupção instalado na Petrobras. Para o TCU, caso a medida liminar seja concedida, existe risco ao Erário, com a possibilidade de a Petrobras não ser ressarcida dos prejuízos causados pelas irregularidades reveladas pela Operação Lava-Jato. No dia 21 de setembro, o TCU determinou o bloqueio de bens da empreiteira e do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, do ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque, da Iesa Óleo e Gás e do Consórcio Ipojuca Interligações, por conta de irregularidades e superfaturamento ocorridos em contratos de obras de da refinaria Abreu e Lima. A Queiroz Galvão impetrou um mandado de segurança no STF pedindo o desbloqueio de bens, sob a alegação de que a decisão do TCU não apresentou "quaisquer indícios ou riscos de dilapidação do patrimônio por parte da impetrante ou qualquer outra ação tendente a inviabilizar eventual ressarcimento ao erário ou a gerar lesão irreparável". O relator do processo é o ministro Dias Toffoli, que pediu que o TCU se manifestasse sobre o caso. "Para dar efetividade às suas decisões e prevenir lesão ao erário, os tribunais de contas podem valer-se dos poderes implícitos às suas prerrogativas constitucionais. Assim, embora não expressamente previstas, são necessárias e válidas as medidas cautelares", afirmou a consultoria jurídica do TCU, ressaltando que o órgão pode expedir medidas cautelares, inclusive sem oitiva prévia da parte, em caso de urgência, receio de grave lesão ao Erário ou ao interesse público, ou para garantir a efetividade de suas decisões. "Existe o perigo de risco inverso em desfavor do erário, qual seja, a probabilidade de os supostos prejuízos aos cofres da Petrobras não poderem ser ressarcidos na hipótese de ser concedida a medida liminar requerida pela impetrante", ressaltou o TCU. Em setembro, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, concedeu liminar à Construtora OAS e suspendeu decisão do TCU que determinou a indisponibilidade dos bens da empreiteira no valor de até R$ 2,1 bilhões referentes ao contrato de construção da Refinaria Abreu e Lima. Marco Aurélio já havia tomado uma decisão semelhante em relação à Odebrecht, que também estava com quantia bloqueada por conta das suspeitas de irregularidades. As duas empreiteiras também são investigadas no âmbito da Operação Lava-Jato.

União só paga 5% do previsto para setor carcerário no ano

 

Depois de reunir autoridades dos Três Poderes, na última semana de outubro, o governo anunciou recursos para a área prisional e a elaboração de um pacto contra a violência. Mas dados oficiais mostram que apenas 5% do previsto no orçamento da União para o setor carcerário foi efetivamente pago neste ano, o que ocorre quando o serviço contratado, a compra de equipamentos ou etapas de obra, por exemplo, foram de fato concluídos. Dos R$ 682,6 milhões autorizados para 2016, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, pagou R$ 38,9 milhões (5,7%) e empenhou, ou seja, reservou para honrar no futuro contratos ainda não cumpridos, R$ 95,9 milhões (14% da dotação inicial). A baixa execução orçamentária na área prisional não é propriamente uma novidade, mas a situação este ano está pior do que em 2015, quando 48% do R$ 542,3 milhões autorizados foram empenhados e 8%, pagos. O programa “Aprimoramento da infraestrutura e modernização do sistema penal”, um dos mais importantes no âmbito federal para auxiliar os estados, que vivem uma onda de rebeliões e mortes nos presídios, tem R$ 140,2 milhões autorizados este ano, mas só empenhou R$ 6 milhões e pagou ínfimos R$ 61 mil. Um outro eixo importante dentro dos gastos da União, denominado “Promoção da Cidadania, Alternativas Penais e Controle Social”, repassou R$ 637 mil e têm R$ 28,8 milhões reservados para pagamentos futuros de uma dotação total de R$ 43,3 milhões. Essas duas ações, voltadas aos estados, são desenvolvidas mediante convênios e outras formas de parcerias. O governo federal alega que os estados não conseguem apresentar projetos adequados. Mesmo quando são aprovados, acabam ocorrendo falhas na execução, o que faz com que o recurso não seja repassado. Por outro lado, a principal reclamação dos gestores é de entraves burocráticos que dificultam o acesso aos incentivos. Eles cobram também mais dinheiro para custear projetos de engenharia e o próprio funcionamento das prisões, de responsabilidade dos governos estaduais. Mas até mesmo alguns projetos voltados para a própria infraestrutura federal, para os quais não cabe o argumento de falhas dos estados, estão com execução emperrada. É o caso da construção da quinta penitenciária federal, em Brasília, que tem R$ 1,3 milhão empenhados neste ano, mas ainda não houve repasse de um centavo sequer. A empresa responsável simplesmente abandonou a obra, segundo o governo. Foi preciso acionar a segunda colocada na licitação, que assumiu o projeto, depois de uma longa negociação. Outras ações relacionadas à estrutura interna apresentam execução mais positiva. Na iniciativa “Consolidação do Sistema Penitenciário Federal”, por exemplo, já foram efetivamente pagos R$ 26,4 milhões, 43% da dotação autorizada de R$ 60 milhões. Metade (R$ 7,3 milhões) dos R$ 14,6 milhões alocados na rubrica “Capacitação e qualificação em serviços penais” foi investida. Gastos com a administração do próprio Depen chegam a R$ 4,4 milhões — quase 50% do total previsto de R$ 10 milhões. São despesas rotineiras, mais fáceis de serem executadas. Os gargalos de gestão e a necessidade de segurar recursos para formar superávits ao longo do ano fazem com que a execução se acelere nos últimos dias de dezembro, já no fim do ciclo orçamentário. Essas liberações no apagar das luzes resultam em números mais favoráveis de execução orçamentária depois da virada do ano. Mesmo assim, os investimentos federais na área prisional têm sido historicamente contingenciados.

Casamento de filha de Silvio Santos com deputado do PP chega ao fim



Chegou ao fim, após míseros nove meses, o casamento de Guilherme Mussi e Rebeca Abravanel. O deputado federal do PP paulista e a herdeira de Silvio Santos já assinaram inclusive o divórcio. Tudo foi feito sem alarde e sem barraco. Agora, a “bancada” de genros deputados do homem do Baú conta apenas com Fabio Faria (PSD-RN), casado com Patricia, a “filha número 4”.

Correios farão PDV que garante 35% do salário por 10 anos



Os Correios devem apresentar em breve um plano de demissão voluntária (PDV) aos funcionários. De acordo com reportagem de O Estado de S. Paulo, a adesão pode começar a partir de dezembro deste ano. O público-alvo são 13.000 funcionários e a empresa aceitará a adesão de até 8.000 deles. Se bem-sucedido, o PDV trará uma economia de 850 milhões de reais a 1 bilhão de reais por ano para a estatal. O foco do programa são os funcionários com mais de 55 anos, aposentados ou com tempo de serviço para requerer a aposentaria. Do total da empresa, esse grupo corresponde a 117.400 empregados. Os funcionários que aderirem ao programa vão receber 35% do salário por dez anos. O valor ainda é uma expectativa.  Em nota, os Correios afirmaram que estão aguardando a aprovação do Ministério do Planejamento para apresentar o plano aos funcionários. A estatal deve encerrar o ano com um prejuízo próximo ao de 2015, de 2 bilhões de reais. No ano, até outubro, o resultado está negativo em 1,5 bilhão de reais. O representante dos trabalhadores no conselho de administração dos Correios, Marcos César Alves Silva, disse ao Estado que os Correios estão nessa situação por três fatores: o aparelhamento político; o excessivo recolhimento de dividendos aos cofres do Tesouro nos anos em que o resultado era superavitário e o represamento das tarifas no governo de Dilma Rousseff.

Executivos da Odebrecht assinam termos da delação desde domingo



Os executivos da Odebrecht estão assinando os termos da delação na Lava-Jato desde o último domingo (6). O maior acordo da operação deve envolver ao menos 80 funcionários e ex-membros da empreiteira, além de multas que chegam a 6 bilhões de reais. O acordo ainda precisa ser avaliado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki.

Empresário confirma empréstimo ilegal a Bumlai


Em depoimento prestado à Justiça Federal na terça-feira, o empresário Salim Taufic Schahin reiterou que obteve contrato de US$ 1,6 bilhão para operar o navio-sonda Vitória 10.000, da Petrobras, em troca de perdoar dívida de R$ 12 milhões feita pelo pecuarista José Carlos Bumlai para o PT. A oitiva foi realizada pela 10ª Vara de Brasília, por videoconferência, para instruir ação penal na qual o poderoso chefão da orcrim petista e ex-presidente Lula e outros réus, entre eles o ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT), respondem por suposta obstrução da Operação Lava-Jato. Conforme a denúncia, oferecida pelo Ministério Público Federal, Lula teria participado de uma operação para evitar a delação premiada de Nestor Cerveró. A peça acusatória narra uma tentativa de "comprar" o silêncio do ex-diretor da Petrobras. No depoimento, Salim confirmou o empréstimo ilegal, mas disse desconhecer fatos relacionados à suposta tentativa de barrar o depoimento de Cerveró. "Não sei absolutamente nada — afirmou o empresário, que também fez acordo de delação na Lava-Jato. O delator atestou ter feito o empréstimo para Bumlai em 2004. Contudo, como o pagamento das parcelas não foi cumprido dois anos depois, a instituição financeira passou a cobrar o pecuarista, que declinava da obrigação e alegava se tratar de dinheiro para o PT. O empresário informou, ainda, que o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares, chegou a ser levado, numa ocasião, para uma das reuniões com o Banco Schahin para demonstrar que o empréstimo era para a legenda. Segundo Salim, o tesoureiro que sucedeu Delúbio, João Vaccari Neto, aceitou dar "apoio político" para a contratação da Schahin na Petrobras, desde que o empréstimo de R$ 12 milhões fosse considerado quitado. "Em função do acordo que nós tínhamos, nós perdoamos o empréstimo, numa operação simulada", afirmou. O delator disse, também, que a dívida de Bumlai foi comprada pela empresa de securitização do Banco Schahin. Reiterou que, para acobertar o perdão dos débitos, foi montada uma operação fictícia de repasse de embriões bovinos de empresas do pecuarista para as fazendas do Grupo Schahin. Na terça-feira, a Justiça também ouviu os empresários Milton e Fernando Schahin. Eles disseram que não tinham o que declarar. Os depoimentos não se alongaram, já que os advogados dos réus abdicaram de fazer perguntas. Também foi ouvida a advogada Alessi Brandão, que trabalhava em 2015 na defesa de Cerveró, juntamente com o o criminalista Edson Ribeiro. Ela afirmou que, ao longo daquele ano, o colega tentou evitar o acordo de colaboração com a Lava-Jato, o que gerou desconfiança dela própria e do filho do ex-diretor, Bernardo Cerveró. Por conta de suspeitas em relação a Ribeiro, a família do ex-diretor da Petrobras decidiu gravar uma reunião entre Bernardo Cerveró, o advogado, o então senador Delcídio do Amaral e seu chefe de gabinete, Diogo Ferreira. No áudio, o grupo ofereceu dinheiro e um plano de fuga de Cerveró para a Espanha em troca de ele não contar o que sabia à Lava-Jato. Delcídio, que mais tarde seria preso e faria acordo de delação, afirmou que a articulação para barrar a colaboração do ex-diretor foi a mando de Lula. "Tomamos conhecimento da participação de Lula após a delação do senador Delcídio", disse Alessi Brandão.

Para substituir cubanos, Mais Médicos anuncia mil vagas para brasileiros


O Ministério da Saúde anunciou na terça-feira a abertura de mil vagas para profissionais brasileiros no âmbito do programa Mais Médicos. A proposta é ampliar a participação de brasileiros na iniciativa por meio da substituição de médicos cubanos que participam do programa por meio de acordo de cooperação com a Organização Pan-americana da Saúde (Opas). De acordo com a pasta, das 1 mil vagas em 462 municípios, 838 estão ocupadas atualmente por profissionais cubanos e 166 são relativas à reposição de desistentes. O edital deve ser lançado nesta sexta-feira (11). A meta do governo é substituir um total de 4 mil médicos cooperados por profissionais brasileiros no prazo de três anos, reduzindo de 11,4 mil para 7,4 mil o número de participantes cubanos. Parte da estratégia adotada, segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, é ofertar vagas em locais que estão entre as opções mais escolhidas pelos candidatos nas últimas seleções e que, atualmente, são ocupadas por cubanos. Para Barros, a possibilidade de que o médico brasileiro possa ficar em um local em que tem mais interesse contribui para a fixação do profissional no programa e, portanto, para que ele permaneça o máximo de tempo possível no município. "É esse o espírito da medicina da família", avaliou. O ministro lembrou que o Mais Médicos foi criado com uma proposta de três pilares: convênios, formação de novos profissionais por meio da abertura de cursos e ampliação da residência médica. "Nossa visão de médio prazo é que, ao final, teremos oferta de médicos brasileiros para ocupar essa vagas", completou.  Neste primeiro edital, a maioria das vagas se concentra em capitais, regiões metropolitanas e municípios com mais de 250 mil habitantes. Outra novidade, segundo a pasta, é que o médico terá 15 dias para permutar sua vaga com outro profissional selecionado. Com isso, o governo espera que os candidatos tenham mais uma chance de garantir a atuação onde desejam. As inscrições serão realizadas entre 20 de novembro e 23 de dezembro. As vagas que não forem preenchidas por médicos brasileiros com atuação no país serão ofertadas a brasileiros formados no Exterior. A previsão do ministério é que, a cada três meses, um novo edital seja publicado com novas vagas para o Mais Médicos. Atualmente, dos 18.240 médicos participantes do programa, 5.274 são formados no Brasil (29%), 1.537 têm diplomas do Exterior (8,4%) e 11.429 fazem parte do acordo de cooperação com a Opas (62,6%). Mais de 63 milhões de famílias, de acordo com o governo, são assistidas por esses profissionais. Em setembro, legislação aprovada pelo Congresso Nacional permitiu a prorrogação, por mais três anos, da atuação de médicos estrangeiros no Mais Médicos. Com isso, quase 90% dos profissionais intercambistas selecionados por edital e que participam do programa optaram por permanecer na iniciativa.

Em três anos, Collor recebe enxurrada de 742 depósitos em sua conta bancária



Suspeito de receber dinheiro desviado da BR Distribuidora, o ex-presidente e senador Fernando Collor (PTN-AL) foi agraciado com uma enxurrada de 742 depósitos em sua conta bancária. É o que mostra a análise da conta bancária entre 2011 e 2014. Os valores, em geral, são baixos para não despertar suspeitas. Na conta 201, agência 4454 do Itaú Unibanco, verifica-se 534 transações de 2.000 reais, por exemplo. No total, os depósitos fracionados nesta conta somam 2,6 milhões de reais.

A petista Gleisi Hoffmann teria recebido também propina da Odebrecht



Enquanto a delação dos executivos da Odebrecht caminha para a reta final, a Operação Lava Jato avança nas investigações da lista de políticos que receberam dinheiro sujo da construtora. Desta vez, o alvo é a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que já é ré do petrolão. A pedido da Procuradoria-Geral da República, o ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou a instauração de um inquérito sigiloso para apurar se a ex-ministra praticou os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. Gleisi é suspeita de receber meio milhão de reais em caixa dois da Odebrecht durante as eleições de 2014. Segundo os investigadores, a senadora petista estaria associada ao codinome “coxa” na relação de políticos que receberam dinheiro do departamento de propinas da maior empreiteira do País. Na lista da construtora, consta que o empresário Bruno Martins Gonçalves Ferreira seria o responsável por entregar os recursos ilícitos destinados à ex-ministra da Casa Civil. “Ouvido sobre os fatos, Bruno Ferreira assertiu que levou uma pessoa de nome Leones, chefe de gabinete da Senadora Gleisi Hoffmann, do aeroporto de Congonhas até o edifício da Odebrecht, ocasião em presenciou reunião entre Leones e Fernando Migliaccio da Silva na qual foi discutido o pagamento de verbas para a campanha da referida senadora”, diz documento da Procuradoria Geral da República.

Pezão diz que pacote de medidas do Rio de Janeiro não é fácil de ser aprovado


O governador Luiz Fernando Pezão deu entrevista na segunda-feira (7) e admitiu que o pacote de medidas proposto pelo Estado para equilibrar as finanças não é fácil de ser aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e que não quer desrespeitar os direitos de servidores. "Não é um projeto fácil de ser aprovado. Estou aberto à discussão. Estou em contato com vários parlamentares. O Estado hoje tem cerca de 438 mil funcionários e 232 mil aposentados que absorvem quase toda a nossa receita de arrecadação hoje. Infelizmente, o Estado não consegue honrar os seus compromissos de pagar em dia seus funcionários”, afirmou Pezão. "Não quero tirar direito adquirido de ninguém", acrescentou. Dentro do pacote de medidas propostos pelo Estado há 22 projetos de lei a serem discutidos e aprovados pela Alerj. A maior preocupação do governo é em relação às medidas previdenciárias, que podem ter maior resistência de aprovação pelos parlamentares. Uma delas propõe desconto de 30% do salário de aposentados que eram isentos de alíquota, por exemplo. O governador comentou o bloqueio das contas do Governo do Estado do Rio de Janeiro. A medida foi tomada por falta de pagamento da dívida de R$ 170 milhões que o estado tem com a União. Com isso, todo o dinheiro arrecadado pelo governo estadual vai direto para a conta da União, até somar o total da dívida.