sexta-feira, 16 de setembro de 2016

BADESUL VAI PARA O VINAGRE


O Badesul gaúcho está quebrado e deve sofrer intervenção seguida de liquidação pelo Banco Central até dezembro. O governo do peremptório petista e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro emprestou dinheiro para a Engevix sem garantias. E não foi qualquer dinheiro, não, é coisa e 100 milhões de reais. E tem outro empréstimo do mesmo tipo também sem garantias. E Engevix quebrou no Petrolão e o governo gaúcho ficou a ver navios.

Inacreditável, Banco Central vai importar dinheiro brasileiro feito no Exterior


É inacreditável, em uma situação inédita, o real terá de ser fabricado no Exterior pela primeira vez desde 1994, quando começou a circular. Motivo: a Casa da Moeda não conseguirá atender a "demanda por meio circulante". Não exatamente pela inflação, mas pela bagunça administrativa que imperou na Casa da Moeda nos últimos anos. O governo teve que editar uma Medida Provisória, de número 745, publicada no Diário Oficial de hoje, autorizando a importação de "papel-moeda e moeda metálica fabricados fora do País por fornecedor estrangeiro, com o objetivo de abastecer o meio circulante nacional. A Medida Provisória cita a "fundada incerteza quanto ao atendimento pela Casa da Moeda" da produção de cédulas e moedas e caracteriza a situação como "de emergência". A esse ponto o regime petralha conduziu o Brasil. 

Seminário em Florianópolis discutirá a figura do "reportante" na combate ao crime organizado e corrupção

Especialistas americanos e europeus, juízes, parlamentares, representantes do Poder Executivo, da Receita Federal, do Ministério Público e de outros órgãos federais estarão reunidos em Florianópolis (SC) nas próxima segunda e terça-feiras (19 e 20/9), para discutir uma nova figura jurídica no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro que deve ser implantada no Brasil: o “whistleblower”. O chamado reportante é aquele que faz parte de uma organização pública ou privada e recebe garantias e recompensa do Estado para relatar às autoridades atos ilícitos ou crimes, sem estar envolvido neles e sem ter obrigação legal de contar. Esse novo instrumento jurídico será discutido no Seminário Internacional sobre Programas de Proteção e Incentivo ao Whistleblower, que acontece na sede da Justiça Federal de Santa Catarina. O evento vai reunir as principais entidades de combate à corrupção no Brasil e autoridades internacionais relacionadas ao tema para aprimorar o anteprojeto de lei sobre o whistleblower da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla). A partir de estudos sobre todos os projetos que já estão tramitando no Congresso Nacional e sobre as boas práticas internacionais, o objetivo da Enccla é elaborar um anteprojeto mais abrangente, de acordo com standards internacionais (ONU, Comunidade Européia e G20), para então apresentar ao Congresso. O relator da Comissão Especial das 10 Medidas Contra a Corrupção, deputado federal Onyx Lorenzoni, e o presidente da comissão, deputado federal Joaquim Passarinho, participarão do evento. Os parlamentares falarão sobre as perspectivas da adoção de programas de "whistleblower" no Brasil. O entendimento é de que a nova figura jurídica possa ser mais um instrumento no combate à corrupção no País. Thomas Michael Devine, O especialista internacional em programas de "whistleblower", aborda a evolução da legislação norte-americana e, o também especialista Mark Worth, analisa os programas europeus. Já Mark Cipoletti relata a experiência no Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Sobre a proteção dos denunciantes, Bruno Brandão, da Transparência Internacional, examina as experiências em diversos países e a atuação na sociedade civil. Thiago Herdy, da Associação dos Jornalistas Investigativos (ABRAJI), analisa a importância do jornalismo e da participação da sociedade no combate à corrupção no Brasil. Para o coordenador científico do seminário, desembargador federal Márcio Antônio Rocha, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), a implantação do "whistleblower no ordenamento jurídico brasileiro é uma questão de cidadania. “A figura jurídica do reportante permite que todo o cidadão se manifeste nas questões de interesse público sem estar sujeito a retaliações pessoais ou sociais. O ponto essencial é a preservação da liberdade do cidadão de poder auxiliar o Estado na apuração de irregularidades cometidas por agentes públicos ou privados”, afirma o magistrado. Rocha, que também é o coordenador da Ação 4 da Enccla 2016 (que estudo o tema e elabora o anteprojeto), explica ainda que o instrumento é diferente da já conhecida delação premiada, ou do acordo de leniência e também da denúncia anônima. O reportante não é um participante do ato ilícito e, por isso, recebe medidas de proteção do Estado para contar o que sabe. Entre elas, estão o sigilo de identidade e a garantia de que não haverá retaliações no ambiente de trabalho, tais como punições, negativas de promoções ou até mesmo demissão. Sobre a recompensa ao reportante, com recursos que entrarão nos cofres públicos pela apuração do ato ilícito ou crime, o desembargador pondera que a premiação visa a incentivar e, de certa forma, compensar pelos riscos e danos. Entretanto, “o mais importante é a qualidade da informação, que pode conduzir ao esclarecimento de fatos extremamente relevantes socialmente”, afirma Rocha. O seminário é organizado pela Enccla e pela Escola da Magistratura (Emagis) do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), com o apoio da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Comissão de Valores Imobiliários (CVM), BM&F Bovespa, Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, Secretaria Nacional de Justiça e Cidadania e Ministério da Justiça e Cidadania. 

Lula aumentou seu patrimônio em 360% após sair da Presidência da República


O patrimônio do poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula aumentou 360%, em valores nominais, depois do fim de seu segundo mandato como presidente da República, em 2010, com a renda obtida com sua empresa de palestras, a L.I.L.S. As informações foram prestadas pelo petista nas declarações de Imposto de Renda que integram a denúncia apresentada contra ele na última quarta-feira, no âmbito da Operação Lava Jato. De acordo com o documento, Lula tinha patrimônio de 1,9 milhão de reais até 31 de dezembro de 2010. Em 2015, o valor total de seus bens era de aproximadamente 8,8 milhões de reais – aumento de 6,9 milhões de reais. A evolução patrimonial teve lastro em renda obtida com a L.I.L.S., empresa de palestras de Lula, criada depois que ele encerrou seus dois mandatos na Presidência. O ex-presidente disse aos investigadores que cobrava “exatamente 200.000 dólares, nem mais e nem menos” por todas as palestras. O preço era o mesmo do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton. Entre 2011 e 2015, a L.I.L.S. distribuiu lucros e dividendos de 8,5 milhões de reais para Lula. Nesse mesmo período, o ex-presidente deu cerca de setenta palestras no Brasil e no Exterior, conforme ele mesmo disse às autoridades da Polícia Federal. A maior transferência de valor para Lula ocorreu em 2014, no total de 5,6 milhões de reais. Naquele mesmo ano, em novembro, foi deflagrada a fase mais ostensiva da Operação Lava Jato. De acordo com a Polícia Federal, a empresa de palestras de Lula recebeu 21 milhões de reais entre 2011 e 2015. Desse total, 9,9 milhões de reais foram pagos por empreiteiras investigadas na Lava Jato.

STF abre inquérito contra Feliciano por suspeita de abuso sexual



O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de um inquérito para investigar o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) por suspeita de abuso sexual. O caso tramita sob segredo de Justiça na Corte. No final de agosto, a Procuradoria-Geral da República pediu a abertura de investigação contra o parlamentar, atendendo requerimento da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Distrito Federal. A delegacia recebeu denúncia da jornalista Patrícia Lélis, de 22 anos, que afirmou ter sofrido tentativa de estupro, assédio sexual e agressão pelo parlamentar. A jovem também disse à polícia que sofreu coação e foi ameaçada pelo chefe de gabinete de Feliciano, Talma Bauer, pois pretendia denunciar o parlamentar. As ameaças teriam sido feitas durante uma semana em que esteve em São Paulo, entre os dias 30 de julho e 5 de agosto. A Polícia Civil de São Paulo, porém, encerrou o inquérito que investigava a acusação da jovem contra Bauer e ainda decidiu pelo pedido de prisão preventiva da jornalista, por denunciação caluniosa e extorsão. Com a abertura do inquérito formalizada no STF, a Polícia Federal e o Ministério Público podem investigar o caso, solicitando diligências ou depoimento de testemunhas. 

Eduardo Cunha preciso de escolta policial para embarcar em Brasíllia

De volta à planície habitada pelas comuns mortais, o ex-deputado federal Eduardo Cunha está reaprendendo o quanto pode ser difícil a vida para quem já foi celebridade. Nesta quinta-feira, antes de embarcar em vôo da Latam, de Brasília para o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Eduardo Cunha provocou alvoroço no aeroporto. Alguns passageiros o vaiaram e hostilizaram. Mas, também apareceram aqueles que queriam tirar uma selfie com ele. Em face da confusão armada, chamaram a Polícia Federal para garantir o seu embarque sem problema. 

Okamoto, o executivo principal do Instituto Lula, debocha da denúncia do Ministério Público

Denunciado pelo Ministério Público Federal por ocultar o contrato da OAS para a armazenagem do acervo do poderoso chefão da Orcrim petista Lula em um galpão da Granero, Paulo Okamotto disse à imprensa paulista: "A OAS para mim deveria inclusive reivindicar Lei Rouanet porque está fazendo um pagamento para manter um bem cultural do povo brasileiro. É que não tínhamos dinheiro. Quando fizemos o contrato não tinha recursos. Como vai pagar um aluguel de R$ 25 mil? Não tinha outro jeito. Com é que ia fazer? Onde iria guardar 14 conteiners?” O cara é um tipo muito debochado. Se o bem é cultural e pertence ao povo brasileiro, como ele diz, então não deveria ter sido retirado nunca do palácio em Brasília. 

Lula diz que se provarem corrupção ele se entrega "a pé" à polícia


O poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula disse, em pronunciamento nesta quinta-feira, sobre as denúncias apresentadas contra ele pelo Ministério Público na Lava-Jato, que estava fazendo uma declaração como "um cidadão indignado com as coisas que aconteceram e estão acontecendo neste País". E mais: o petista afirmou que, caso se comprove qualquer denuncia contra ele, se entregaria. "Provem uma corrupção minha que irei à pé me entregar à polícia.", disse. Lula disse ainda que se mantém tranquilo. "Todas essas denúncias, tenho a consciência tranquila, e mantenho o bom humor, porque me conheço, sei de onde vim, sei para onde vou, sei quem me ajudou a chegar onde estou, sei quem quer que eu saia, sei quem quer que eu volte", afirmou. Antes de começar sua defesa, o Lula fez uma ironia, dizendo que não faria um show de pirotecnia como a força-tarefa da Lava-Jato na quarta-feira: "Não quero me comportar como um ex-presidente da República, como um cara perseguido, como se estivesse reivindicando algum favor". Ele agradeceu os advogados pela defesa "competente e espetacular" que estão fazendo e disse que não tinha levado sua esposa, Marisa Letícia, também denunciada pela Lava Jato, porque ela tinha ficado em casa "almoçando com os filhos". "Neste País penso que não há alguém com a vida pública mais fiscalizada do que a minha, desde os tempos em que era membro do sindicato, nas assembleias, nas greves, quando Murillo Macedo (ex-ministro do Trabalho) resolveu investigar as greves do nosso sindicato". "Ontem eu fui vítima de um momento de indignação. Eu, sinceramnete, nunca pensei passar por isso. Me achincalharam tanto, escreveram tanto, que eu falei, 'puxa vida, esses caras devem ter provas de um crime bárbaro cometido contra o Lula", declarou em longo discurso de mais de uma hora.

Conab prevê uma nova safra recorde

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai a campo neste mês de setembro para concluir seu primeiro levantamento sobre a produção de grãos no País nesta safra 2016/17, mas antecipou, em estudo divulgado ontem, que enxerga um cenário positivo para as principais culturas e uma colheita total da ordem de 200 milhões de toneladas, marca que não foi alcançada no ciclo 2015/16 em consequência de adversidades clímáticas. De acordo com o estudo "Perspectivas para a Agropecuária ¬ Safra 2016/17", divulgado pela Conab, a tendência geral é de recuperação dos volumes de produção, sobretudo de milho, arroz e feijão. No caso da soja, carro¬chefe do campo brasileiro e grão menos prejudicado pelas intempéries na temporada passada, as perspectivas indicam boa liquidez e preços remuneradores. "A tendência para a safra 2016/17 é termos o fenômeno La Niña, mas com chuvas dentro da normalidade", disse Wellington Teixeira, superintendente de gestão de oferta da Conab. Se confirmada essa tendência, afirmou, a produção deverá se recuperar, mas ainda é difícil prever os volumes que poderão ser atingidos. De qualquer forma, ele prevê rentabilidades em geral positivas. No caso da soja, por exemplo, o estudo estima, com base no custo variável apurado em maio (R$ 38,29 por saca de 60 quilos), uma rentabilidade de R$ 35,90 por saca, "caso os agricultores tenham fechado contratos antecipados próximos deste valor", de acordo com a Conab. Os técnicos da autarquia projetam que a rentabilidade do milho poderá ser até maior que a da soja em algumas regiões na safra de verão, desde que o clima colabore. Isso poderá acontecer, por exemplo, em Barreiras, no oeste da Bahia. Para a segunda safra de milho, a expectativa é de ampliação de área em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás. Para o arroz e o feijão, itens básicos na alimentação do brasileiro, a tendência apontada pela Conab é de queda de preços, uma vez diluído o impacto "altista" gerado pelas perdas de produção provocadas por intempéries. Sérgio Roberto Gomes, da gerência de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, observa que os preços do arro atualmente estão em torno de R$ 49 a saca e que, a partir da recuperação da oferta, poderão diminuir para menos de R$ 40,00. O estudo da Conab também projeta um horizonte de preços elevados para as carnes, com pequenos aumentos do consumo doméstico das carnes bovina e de frango e ofertas ainda limitadas. Em contrapartida, os preços do milho deverão continuar pesando nos custos de produção, especialmente das carnes de frango e suína. "Os produtores de carne deverão se adaptar a um novo modelo de comercialização de insumos", disse Wellington Teixeira. Nesse "novo modelo", as compras antecipadas tendem a ganhar espaço.

Cusparada de Jean Wyllys em Jair Bolsonaro chega ao Conselho de Ética da Câmara


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encaminhou para o Conselho de Ética da Casa representação contra o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), que deverá responder por ato atentatório ao decoro parlamentar, nesta quinta-feira. O documento tem como base seis representações apresentadas na Corregedoria da Casa após Wyllys cuspir na direção do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no dia da votação, em plenário, do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rosseff. Entre as representações estão duas de autoria do ator Alexandre Frota.

Delcídio do Amaral reafirma que Lula e Dilma controlavam as arrecadações de propinas


No último dia 31 de agosto,portranto há duas semanas, Delcidio do Amaral voltou a prestar depoimento à força-tarefa da Operação Lava-Jato para explicar o papel de Lula no maior escândalo de corrupção da história do Brasil. O ex-senador contou aos procuradores que a arrecadação de propinas na estatal ganhou maior intensidade a partir de 2005 – e foi administrada pela alta cúpula do PT. “Nesse início de governo um grupo muito pequeno tinha controle ou ação sobre o processo de arrecadação. No caso do PT era principalmente o tesoureiro, o Delubio Soares, o presidente do PT, José Genoino, o próprio presidente Lula e a ministra de Minas e Energia Dilma”, disse Delcidio. De acordo com o ex-parlamentar, após o Mensalão, Lula decidiu consolidar uma base de aliados para o seu governo. Com isso, entregou duas diretorias da Petrobras nas mãos do PMDB e do PP. O primeiro partido recebeu a área internacional da estatal, enquanto o segundo ficou com a de abastecimento. “Na formação do governo Lula o loteamento de cargos servia para alinhar a máquina política e arrecadar propinas”, afirmou Delcidio. “O projeto era de consolidação do poder, ampliação e retorno, com base na arrecadação de propina”, disse o ex-senador. Questionado sobre a participação de Lula no esquema do petrolão, Delcidio afirmou que “sem dúvida nenhuma ele (o ex-presidente) possuía conhecimento do esquema ilícito”. “A Petrobras no governo do presidente Lula tinha atenção especial, com envolvimento direto do presidente Lula”, disse o ex-parlamentar. Sobre o envolvimento da ex-presidente Dilma, Delcidio afirmou que “não sabe dizer se Dilma sabia da total amplitude do que estava por trás das indicações para os diretores e presidentes da Petrobras, mas presume que sim”. O ex-senador ainda relatou que no final de 2014, após as prisões dos empreiteiros na Lava-Jato, Lula e Dilma discordaram sobre os rumos das investigações do petrolão. De um lado, o ex-presidente achava que deveria ser criado um comitê de crise no Planalto e no Congresso. Do outro, a sua sucessora pensava que o escândalo não chegaria à soleira da sua porta. “Quando Dilma resolve tomar uma atitude já não havia mais tempo”, contou Delcidio. A atitude tomada por Dilma, segundo o ex-senador, foi nomear Marcelo Navarro como ministro do Superior Tribunal de Justiça para tentar tirar os empresários da prisão em Curitiba. Já Lula se reuniu em seu instituto, em São Paulo, com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Edison Lobão (PMDB-MA) e Delcidio para discutir formas de frear a Lava-Jato. Por causa dessas ações, denunciadas na delação de Delcidio, os dois ex-presidentes estão sendo investigados por obstrução da Justiça.

Leilão da Celg-D será no fim de novembro


O leilão de privatização da Celg-D, distribuidora de energia no Estado de Goiás, será realizado em fins de novembro deste ano. A informação foi dada na manhã desta quinta-feira pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho, após participar da reunião co Conselho Empresarial de Energia da Firjan, no Rio de Janeiro. O cronograma prevê a realização de audiência pública no fim de setembro ou no início de outubro para publicar o edital do leilão nos últimos dez dias de setembro. Com a redução do preço mínimo para R$ 1,8 bilhão, ou seja, R$ 1 bilhão a menos do que o preço anterior, o ministro disse acreditar que agora o leilão será um sucesso. O ministro disse que ainda é cedo, mas acredita que agora vão surgir mais grupos interessados na distribuidora de energia, além dos quatro grupos que já tinham manifestado interesse na ocasião do primeiro leilão que seria realizado no mês passado, mas foi cancelado por falta de interessados. O ministro disse que os grupos interessados que reclamaram do preço foram a CPFL, Iberdrola (Neo Energia), Equatorial e Enel.

Ex-senadora petista que relatou projeto da lei de delação premiada diz que PT é coisa do passado



Enquanto as eleições municipais são usualmente pautadas por temas de interesse imediato no dia a dia do eleitor, como a construção de creches, melhorias no saneamento básico e ampliação do transporte coletivo, o cenário eleitoral em Cuiabá traz um elemento novo: a exploração do instituto da delação premiada, o principal instrumento que revelou a participação de políticos, empreiteiros e ex-diretores da Petrobras no Petrolão do PT e que deve ser a pá de cal contra o ex-presidente Lula. Ironicamente, a autora do projeto é uma ex-aliada do petista, a ex-senadora e candidata Serys Slhessarenko. Aos 71 anos, ela usa a safra de delações premiadas na Operação Lava-Jato – de Marcelo Odebrecht ao ex-líder do governo Dilma, Delcídio do Amaral – como carro-chefe da campanha à prefeitura pelo nanico PRB. Seu principal patrimônio político da época em que ainda era senadora em Brasília é a apresentação do projeto de lei que tipifica o crime de organização criminosa e regulamenta a hoje temida colaboração de delatores. “A política corrompeu vários personagens. Por isso busquei uma lei que contribuísse para chegar realmente onde estavam os corruptos e como acontecia a corrupção”, diz Serys. Ao apresentar o projeto no Senado sete anos atrás, ela não projetava que colaborações de criminosos com a justiça poderiam escancarar o bilionário esquema de corrupção na Petrobras, levar para atrás das grades os maiores empreiteiros do País e fechar o cerco contra o ex-presidente Lula, expoente máximo de seu ex-partido. Estacionada na quarta posição na campanha, com apenas 6% das intenções de voto, Serys foi filiada aos quadros petistas até outubro de 2012, quando o Supremo Tribunal Federal julgava a pleno vapor os réus do primeiro mega escândalo de corrupção do governo Lula, o Mensalão do PT. Dois meses antes de pedir desfiliação da legenda, seu correligionário, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), inaugurou a fila dos mensaleiros culpados. Foi condenado por corrupção passiva por ter aceitado 50.000 reais do notório Marcos Valério para beneficiar uma agência de publicidade no Congresso. Naquele dia 16 de agosto de 2012, Serys Slhessarenko conseguiu mensurar, para além dos recorrentes discursos de perseguição política propagados pelo partido, os reais problemas do PT. “Com as condenações no Mensalão, percebi que o PT tinha mudado de rota, tinha deixado de ser o partido que tinha propostas diferenciadas. Ele combatia a corrupção, mas estava envolvido em corrupção. Aí não tinha mais sentido”, afirmou. Mesmo com a denúncia contra os mensaleiros tramitando desde 2007 no Supremo, Serys ainda insistia em acreditar em uma hipotética inocência dos companheiros de partido. O motivo: podia ser uma armação nos moldes da que ela própria foi alvo no Mato Grosso. Em 2011, a então senadora havia sido vítima de um falso dossiê fabricado na campanha de 2006 que a incluía na lista dos sanguessugas, esquema que fraudava licitações para a compra de ambulâncias com recursos de emendas parlamentares. Com o ex-presidente Lula denunciado na última quarta-feira por corrupção e lavagem de dinheiro – o petista já tinha sido citado em esquemas detalhados pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, pelo ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e pelo senador cassado Delcídio do Amaral – Serys Slhessarenko vê seu projeto de regulamentação da delação premiada colher hoje os mais vultosos frutos. “Não tinha bola de cristal ao bolar a proposta de lei da delação, mas tinha uma indignação imensa porque via pessoas que não tinham poder aquisitivo entrarem na política e da noite para o dia comprarem aeronaves, milhares de cabeças de boi, centenas de hectares de terra”, diz. Alijada de disputas eleitorais pelo PT desde 2010, quando uma briga fratricida com o então deputado Carlos Abicalil a impediu de concorrer à reeleição no Senado, Serys quer distância do partido que a abrigou por 23 anos. Vinculada à Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Serys ganha 11.635 reais líquidos como professora aposentada da instituição e critica adversários políticos no Mato Grosso por fazerem da política uma carreira profissional. “Cada parlamentar tem que ter a sua profissão. Por um determinado tempo, o povo te escolhe para exercer um mandato e defender as causas em que a população acredita. Você não tem que aposentar como deputado ou como senador. Mesmo que seja legal, é imoral. Por que parlamentar tem que ter privilégio? O que ele fez de tão encantador que merece tantos privilégios?”, questiona ela. O recado tem destinatário certo: o deputado estadual Emanuel Pinheiro (PMDB), líder na disputa pela prefeitura de Cuiabá. Pinheiro recebe cerca de 25.000 reais mensais de aposentadoria especial a ex-deputados por meio do Fundo de Assistência Parlamentar (FAP), ainda que seja atualmente deputado estadual. O benefício é legal, mas Serys, que considera o pagamento “imoral”, tem utilizado os debates na campanha para atacar o FAP.

Fitch rebaixa rating do Estado do Rio de Janeiro de 'B-' para 'C'

A agência de classificação de riscos Fitch Ratings rebaixou a nota de crédito do Rio de Janeiro para 'C', ante 'B-', citando que o Estado entrou novamente em período de carência após não pagar obrigações financeiras com outra instituição multilateral e devido à expectativa de que a situação seja recorrente. Segundo a Fitch, o Rio de Janeiro não cumpriu muitas de suas obrigações entre maio e meados de setembro junto a instituições federativas e multilaterais, somando US$ 160 milhões. "A Fitch não espera que o Estado tenha capacidade fiscal ou financeira nem vontade para honrar compromissos futuros do serviço da dívida que vencem no último trimestre de 2016, especialmente junto a outras instituições multilaterais e comerciais", disse a agência em comunicado. No entanto, a Fitch reconheceu que não houve calote em nenhuma das obrigações financeiras mencionadas, uma vez que o Tesouro Nacional cobriu o serviço da dívida durante o período de carência conforme cada garantia individual. Segundo a Fitch, as regras preveem que, após o pagamento, o Tesouro Nacional entra em um processo de recuperação com o Estado. A agência afirma que o Tesouro acessa a garantia acordada em cada contrato individual com o Rio de Janeiro como a cobrança de impostos, como o ICMS ou IPI sobre exportações, e transferências constitucionais, como o Fundo de Participação dos Estados (FPE). "A liquidez do Estado tem se deteriorado rapidamente nos últimos meses e suas margens operacionais são negativas, um dos motivos que levaram a administração a recorrer a receitas não recorrentes para cobrir seus gastos operacionais", aponta a Fitch. 

"Narizinho" troca a cor do cabelo; "Narizinho" está tentando se esconder?!!!!


Os cabeleireiros costumam dizer que as mulheres não envelhecem, elas ficam louras. A senadora Gleisi Hoffmann decidiu ir na direção contrária, surgindo morena para assistir ao discurso de Lula na reunião do diretório do PT em hotel de São Paulo. Gleisi não revelou o porquê da mudança, mas, como toda mulher sabe, uma nova cor de cabelo é sempre um "statement". Serve para reanimar o astral em um momento de crise, para marcar uma nova fase na vida ou até mesmo para dar um impulso inicial em direção a uma meta. "Narizinho" está na reta para se tornar ré na processo do Petrolão do PT. 


Dizem os manuais de estilo que os tons de castanho e de marrom dão formalidade e seriedade, ao contrário dos mais festivos tons de louro. Para uma senadora, seria a escolha certa, sobretudo em um momento de crise política. Se bem que, um olhar mais atento, percebe que a cor envelheceu Gleisi Hoffmann. Quem sabe umas luzes, senadora? Com a mudança de visual, Gleisi foi assunto nas redes sociais, em comentários como “A política em 2016 tá dando tantas voltas que até a Gleisi Hoffmann não é mais loura”. 

Maquiavel e o Lula chorão: ele tem a “virtù” de um fascista; que bom que lhe faltou a “fortuna”!

Luiz Inácio Lula da Silva não sabe viver sem a personagem “Lula”; ele chora porque, em parte ao menos, acredita na própria farsa

Por Reinaldo Azevedo - Lula chorou três vezes nesta quinta ao fazer um discurso puramente político para responder às acusações da Operação Lava Jato. O discurso, todos pudemos reparar, não muda. Quando, na Presidência da República, estava no auge da popularidade, ele exaltava os próprios feitos e sustentava que nunca antes um governante havia feito tanto em benefício do povo. Agora, mesmo estando numa pior, a ladainha é a mesma. A quem aquela fala convence? Quando Sergio Moro determinou a sua condução coercitiva para depor, em março, ele evocou a figura da jararaca. E desafiou: se querem matá-la, que lhe esmaguem a cabeça, não o rabo. Era o discurso da fera ferida. Fez uma ameaça e tomou providências para concretizá-la: decidiu dar o seu impeachment pessoal a Dilma e retomar o governo. Ela foi obrigada — o termo é esse — a nomeá-lo chefe da Casa Civil. Não chegou a tomar posse porque obstado pelo Supremo. Nas conversas telefônicas que vieram a público, revelou a sua intenção de pôr o Ministério Público Federal no seu devido lugar. E anunciou: só ele poderia fazê-lo. Nesta quinta, o tom da indignação e a tese de fundo eram os mesmos: forças terríveis se conjuraram para tirar do poder o partido que faz bem ao povo e para impedir a sua candidatura em 2018. Mas a jararaca deve ter entendido que, de fato, há o risco de uma pedra esmagar-lhe a cabeça. E Lula então chorou. Uma vez. Duas vezes. Três vezes. Era um choro sincero? Tão sincero quanto sincero é o choro de um ator que se deixa realmente ser incorporado pela personagem. Há teorias da representação. Uma delas é a do russo Stanislavski (1863-1938). Faço uma síntese sumaríssima para o que nos interessa aqui. O ator tem de viver intensamente seu personagem, de conhecê-lo, de mergulhar na sua psicologia. Deve, sem nunca abandonar a técnica, recorrer à sua memória emotiva e afetiva a colocá-la a serviço do papel. Tem, em suma, de se deixar possuir e, enquanto viver a vida de um outro, de estar convencido de que é esse outro. É por isso que já escrevi algumas vezes que o ator Lula realmente acredita ser a personagem Lula. Ou ainda pior: Lula, o ator, não consegue viver sem representar a personagem. E isso não deixa de ser uma forma de tortura, acho eu. No chororô desta quinta, ele, mais uma vez, evocou Fernando Henrique Cardoso, que respondeu de modo ironicamente generoso, dizendo que reconhecia a sua necessidade de desabafar. Mais uma vez, o petista sugeriu que é melhor e mais bem-sucedido como presidente do que seu antecessor. Ele sabe ser isso falso de várias maneiras. Mas a lembrança do adversário era também a referência a um antípoda. FHC deixou com facilidade e rapidez a faixa presidencial. Transformou-se, num estalar de dedos, num ex-presidente, voltou a cuidar de seus livros — sim, fazendo política, mas de modo suave —, exibindo um ar tranquilo e quase sempre brincalhão — não é do humor rasgado, mas se nota que empresta a tudo o grão de sal de ironia. Ou por outra: o homem FHC tinha noção de que o presidente FHC era uma personagem, mas que ele assumia com o devido distanciamento. Fora da Presidência, havia a vida intelectual, seus interesses acadêmicos, um vasto círculo de amizades constituído de pessoas que estão fora da política e das disputas pelo poder. Fernando Henrique Cardoso podia viver sem FHC. Luiz Inácio da Silva só sabe ter uma existência sendo Lula. E isso se revelou nesta quinta mais uma vez. Depois de a jararaca chorar, evidenciando que jararaca não é — ou, então, é uma jararaca com medo —, Lula voltou a falar de si mesmo na forma, como direi, partenogênica. Não é a primeira vez: em 2010, ele avisou os eleitores: quando virem na cédula eletrônica o nome “Dilma”, é para ler “Lula”. Ontem, ele disse que os estudantes que ocupam escolas, que os militantes que vão às ruas contra Temer, que a turma dos sindicatos, bem, todas essas pessoas são replicantes de… Lula! Há algo de espantoso e, se eu fosse apelar à simbologia religiosa, demoníaco neste senhor. Na sua cabeça, ele inventou o Brasil, reescreveu o seu passado, mudou o seu presente e determinou o seu futuro. Temendo, e ele teme, ir para a cadeia, ainda assim, anuncia a sua imortalidade e a sua multiplicação. Em termos puramente maquiavélicos, Lula tem a “virtù”, o talento natural, de um fascista. Sejamos gratos aos céus que não tenha sido, nesse particular, beneficiado pela “fortuna”, pelas circunstâncias. Ou ele poderia ser o protagonista de uma imensa tragédia.