segunda-feira, 12 de setembro de 2016

NÃO PERCA - AO VIVO - Sessão da Câmara dos Deputados para votação do pedido de cassação de Eduardo Cunha

Marcos Valério depõe para Sérgio Moro e conta tudo sobre a chantagem a Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho por causa do assassinato de Celso Daniel


O marqueteiro mineiro Marcos Valério, depôs nesta segunda-feira para o juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, na 13ª Vara Federal Criminal, e contou de maneira muito detalhada como o ex-secretário geral do PT, Silvinho "Land Rover" Pereira, o procurou para pedir que fizesse o repasse de R$ 6 milhões para Ronan Maria Pinto, que estava chantageando Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho, por causa do episódio do assassinato do ex-prefeito petista Celso Daniel, de Santo André. Segundo Marcos Valério, Silvinho "Land Rover" Pereira disse: "Nós estamos com problema. O presidente está com um problema muito sério. Está sendo chantageado por uma pessoa e essa pessoa tá exigindo um recurso no valor de R$ 6 milhões". O publicitário mineiro concordou em fazer o repasse do dinheiro, que já estava no caixa da sua agência SM&P, porque havia sido tomado na rede bancária justamente para repasse ao PT. Mas, antes disso, Marcos Valério procurou a ajuda do falecido deputado federal José Janene, o que aconteceu dentro da sede da corretora Bonus Banval, de Enivaldo Quadrado. Lá foram redigidos e assinados os contratos simulando operação de empréstimo para uma terceira empresa, denominada Remar, que repassou o dinheiro para Ronan Maria Pinto. Nesse encontro, após relatar a Janene o pedido que havia sido feito por Silvinho "Land Rover" Pereira, Janene recomendou a Marcos Valério que tomasse cuidado e procurasse saber quem era o empresário Ronan Maria Pinto, dono de empresas de ônibus e lixo em Santo André. E também compareceu a reunião montada por Silvinho "Land Rover" Pereira com Ronan Maria Pinto e o jornalista petista Breno Altman. Ao se inteirar sobre quem era Ronan Maria Pinto, e qual era o motivo da chantagem a Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho, Marcos Valério foi ao Palácio do Planalto (onde entrou centenas de vezes, e teve outras centenas de reuniões com membros do altíssimo escalão da alta nomenklatura da Orcrim petista, e avisou que não entraria naquela jogada, e desistiu de repassar o dinheiro para a Remar. Marcos Valério conta ainda no video do depoimento desta segunda-feira que, durante o processo do Mensalão do PT, o PT escalou Paulo Okamoto, atual presidente do Instituto Lula, para "pajeá-lo" permanentemente. Os dois tiveram dezenas de encontros. Em um desses encontros (a todos eles Marcos Valério levava sempre uma testemunha, que ficava por perto), no hotel Academia de Tênis, onde sempre se hospedava (tinha uma suíte permanente reservada, a de número 44), Okamoto contou a Marcos Valério que o problema do repasse de 6 milhões de reais para Ronan Maria Pinto tinha sido resolvido por meio Bumlai e do Banco Schahim. O depoimento de Marcos Valério é totalmente bombástico, envolve a alta nomenklatura petista com o assassinato de Celso Daniel, e compromete também procuradores do Ministério Público Federal, que obstruíram suas tentativas de revelar o assunto muito mais cedo. Está tudo no video o depoimento, onde ele fala as coisas com absoluta minuciosidade. 

Quociente para eleição de um vereador em Porto Alegre deverá ser de 21.372 votos

O advogado Carlos Dirnei Fogaça Maidana, que foi secretário do PP durante muitos anos e é um grande especialista em questões eleitorais, aponta que, nas eleições proporcionais (para vereador) de Porto Alegre, foram requeridos 599 registros de candidaturas. Destas 4 renunciaram e 15 foram indeferidas, restando 18 indeferidas com recurso e 17 aguardando julgamento. Assim, hoje, existe a possibilidade de 580 candidaturas se os recursos forem favoráveis assim como o julgamento das que ainda não foram analisadas. "Por esta razão estas eleições, em particular, apresentam um quadro bastante interessante e desafiador, o que determina muito trabalho, dedicação e competência, pois os números são significativos e diferentes para cada partido ou coligação", Carlos Dirnei Fogaça Maidana afirma que é um grande desafio: "Nas eleições de 2012 o percentual de abstenção somado aos brancos e aos nulos chegou a 29,96%. Se esse percentual persistir na eleição de 2016, que tem um total de 1.098.515 eleitores aptos a votar, teremos 769.400 votos válidos e por isso um quociente eleitoral de 21.372 votos. Significa dizer que cada partido ou coligação que chegar a 21.372 votos conquista uma cadeira na Câmara de Vereadores, e o mais votado dentro daquele partido ou coligação assume aquela cadeira". Assim é possível afirmar que: 
- a coligação DEM+PHS+PSD (DEMOCRACIA SOLIDÁRIA), que tem 42 candidatos a vereador, terá que fazer 508,85 votos de média por candidato para eleger (1) um vereador e, se pretende eleger a maioria (19 vereadores) terá que fazer 9.668,28 votos de média por candidato. 
- a coligação PDT+PMDB+PRB (ABRAÇANDO PORTO ALEGRE I), que tem 54 candidatos a vereador, terá que fazer 395,77 votos de média por candidato para eleger (1) um vereador e, se pretende eleger a maioria (19 vereadores) terá que fazer 7.520 votos de média por candidato. 
- a coligação PP+PSDB+PTC (PRA FRENTE PORTO ALEGRE), que tem 54 candidatos a vereador, terá que fazer 395,77 votos de média por candidato para eleger (1) um vereador e, se pretende eleger a maioria (19 vereadores) terá que fazer 7.520 votos de média por candidato. 
- a coligação PROS+PPS+PRTB+PSDC+PT (COMPROMISSO COM O FUTURO) que tem 43 candidatos a vereador, terá que fazer 497,02 votos de média por candidato para eleger (1) um vereador e, se pretende eleger a maioria (19 vereadores) terá que fazer 9.443,44 votos de média por candidato. 
-a coligação PSB+REDE (NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL), que tem 54 candidatos a vereador, terá que fazer 395,77 votos de média por candidato para eleger (1) um vereador e, se pretende eleger a maioria (19 vereadores), terá que fazer 7.520 votos de média por candidato. 
- a coligação PSOL+PCB+PPL (É A VEZ DA MUDANÇA) que tem 51 candidatos a vereador terá que fazer 419,05 votos de média por candidato para eleger (1) um vereador e, se pretende eleger a maioria (19 vereadores), terá que fazer 7.962,11 votos de média por candidato. 
- a coligação SD+PR+PSC+PT DO B (NOVAS IDEIAS I) que tem 54 candidatos a vereador, terá que fazer 395,77 votos de média por candidato para eleger (1) um vereador e, se pretende eleger a maioria (19 vereadores) terá que fazer 7.520 votos de média por candidato. ]
- o NOVO, que tem 16 candidatos a vereador, terá que fazer 1.335,75 votos de média por candidato para eleger (1) um vereador e, se pretende eleger todos (16 vereadores) terá que fazer 341.952 votos de média por candidato. 
- o PCdoB, que tem 22 candidatos a vereador, terá que fazer 971,45 votos de média por candidato para eleger (1) um vereador e, se pretende eleger a maioria (19 vereadores) terá que fazer 18.457,63 votos de média por candidato. 
- o PCO, que tem 1 candidato a vereador, terá que fazer 21.372 votos para que este possa se eleger. 
- o PEN, que tem 45 candidatos a vereador, terá que fazer 474,93 votos de média por candidato para eleger (1) um vereador e, se pretende eleger a maioria (19 vereadores), terá que fazer 9.023,73 votos de média por candidato. 
- o PMN, que tem 16 candidatos a vereador, terá que fazer 1.335,75 votos de média por candidato para eleger (1) um vereador e, se pretende eleger todos (16 vereadores) terá que fazer 341.952 votos de média por candidato. 
- o PTB, que tem 49 candidatos a vereador, terá que fazer 436,16 votos de média por candidato para eleger (1) um vereador e, se pretende eleger a maioria (19 vereadores), terá que fazer 8.287 votos de média por candidato. 
- o PSL, que tem 3 candidatos a vereador terá que fazer 7.124 votos de média por candidato para eleger (1) um vereador e, se pretende eleger os três candidatos a vereador, terá que fazer 64.116 votos de média por candidato. 
- o PSTU, que tem 6 candidatos a vereador, terá que fazer 3.562 votos de média por candidato para eleger (1) um vereador e, se pretende eleger os seis candidatos a vereador, terá que fazer 128.232 votos de média por candidato. 
- o PT, que tem 40 candidatos a vereador, terá que fazer 534,30 votos de média por candidato para eleger (1) um vereador e, se pretende eleger a maioria (19 vereadores), terá que fazer 10.151,70 votos de média por candidato. 
- o PV, que tem 30 candidatos a vereador, terá que fazer 712,40 votos de média por candidato para eleger (1) um vereador e, se pretende eleger a maioria (19 vereadores), terá que fazer 13.535,60 votos de média por candidato. 
OUTROS NÚMEROS DAS ELEIÇÕES EM PORTO ALEGRE 
Total de eleitores aptos – 1.098.515 
Vagas - 36 
Eleitores masculino - 497.027 (45,25%) 
Eleitores feminino - 601.488 (54,75%) 
Eleitorado por idade: 16 anos: 842 / 17 anos: 2.815 / 18 a 20 anos: 43.529 / 21 a 24 anos: 75.060 / 25 a 34 anos: 218.108 / 35 a 44 anos: 210.316 / 45 a 59 anos: 278.67

Cármen Lúcia toma posse como presidente do Supremo Tribunal Federal

Em uma cerimônia disputada por autoridades do governo e a cúpula do Poder Judiciário, a ministra Cármen Lúcia tomou posse na tarde dessa segunda-feira como presidente do Supremo Tribunal Federal. O ministro Dias Toffoli será o vice, em um mandato de dois anos de duração. Estiveram presentes ao evento o presidente Michel Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Renan tem hoje dez inquéritos abertos no STF, entre investigações da Lava-Jato, da Zelotes e de outros temas. O poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula, que também responde a um um inquérito no STF por conta da Operação Lava-Jato, também compareceu. Ele foi o responsável pela nomeação de Cármen Lúcia para uma das onze cadeiras do tribunal, em 2006. Desde que deixou a presidência da República, em 2010, Lula não havia sido visto no STF. Outro investigado na Lava-Jato que fez questão de comparecer à posse foi o senador Edison Lobão (PMDB-MA). O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, também foi cumprimentar Cármen Lúcia. Ele é investigado na Operação Zelotes, em um processo relatado pela ministra. Logo no início da cerimônia, Caetano Veloso cantou o hino nacional e tocou a música no violão, sentado em um banquinho, no plenário do tribunal. Os dois advogados-gerais da União no governo de Dilma Rousseff, Luís Inácio Adams e o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, estiveram no evento. O ministro das Relações Exteriores, José Serra, também. Ainda no rol de autoridades, estiveram no STF os governadores do Piauí, Wellington Dias; de São Paulo, Geraldo Alckmin; do Mato Grosso, Pedro Taques; do Maranhão, Flávio Dino; e de Minas Gerais, Fernando Pimentel. Ainda compareceram os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Eunício Oliveira (PMDB-CE), José Pimentel (PT-CE), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e José Agripino (DEM-RN). Para a posse, na sede do STF, foram convidadas cerca de duas mil pessoas, entre as quais vários padres. Cármen Lúcia não quis que fosse organizada a tradicional festa em homenagem ao novo presidente, geralmente custeada por associações jurídicas. Essa solenidade de posse foi a mais cabal comprovação do quanto Brasília tem uma vida promíscua. 

Ministro Edson Fachin nega pedido para permitir apresentação de emendas na sessao de cassação de Eduardo Cunha

Em uma nova derrota para o deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou na noite deste domingo, 11, pedido de um aliado do peemedebista para permitir a apresentação de emendas durante a votação que pode levar à cassação do mandato de Cunha. Aliado de Eduardo Cunha, o deputado federal José Wellington Roberto (PR-PB) ingressou com um mandado de segurança solicitando que fosse concedida uma medida liminar suspendendo a decisão da Câmara de deliberar um parecer, e não um projeto de resolução. Os advogados e aliados de Eduardo Cunha querem que o plenário da Câmara vote um projeto de resolução e possa apresentar destaques, o que poderia contribuir para a proposição de uma pena mais branda para o peemedebista. “Enfim, o direito ao emendamento, titularizado pelo Impetrante, como reflexo da garantia de proporcionalidade da penalidade a ser aplicada (CF, art. 5º, LIV), corresponde, portanto, à essência da soberania do Plenário, ou seja, do poder do colegiado pleno de modificar a escolha lavrada pelos responsáveis por provocar a competência disciplinar da Câmara”, alegou Wellington Roberto ao ingressar com o mandado de segurança. Edson Fachin já havia rejeitado um outro pedido, feito pela defesa de Eduardo Cunha, para que fosse suspenso o processo político-disciplinar que pode levar à sua cassação nesta segunda-feira (12). Afastamento. Na última quinta-feira, 8, por 10 votos a 1, o plenário do STF negou um outro recurso de Cunha que pedia a suspensão do processo de cassação na Câmara. A alegação da defesa era de que o processo contra Cunha deveria ter sido suspenso depois que o deputado foi afastado do mandato.

Marcos Valério solta uma bomba, não é um traque

O publicitário mineiro Marcos Valério, operador do Mensalão do PT, prestou depoimento na tarde desta segunda-feira ao juiz Sérgio Moro, na 13ª Vara Federal Criminal, em Curitiba. Os que ouviram o depoimento declaram que foi uma autêntica bomba, nada similar aos traques que candidatos à celebridades instantâneas da política andam soltando por aí. Esperem!!!!

Quem fala pelos metalúrgicos do ABC paulista agora?

A crise terminal da Orcrim petista, que produziu a mais gigantesca crise econômica brasileira de todos os tempos, detonou os empregos de 200 mil metalúrgicos nos últimos dois anos no setor automotivo. E as perspectivas para futuro imediato não são nada animadoras: os programas de demissão voluntária deve aumentar a sangria de demissões nas montadoras. Como o PT está em processo de extinção (inclusive legal), quem se candidata agora para a representação dos trabalhadores, para a vaga de vanguarda da classe trabalhadora?

Candidatura da democrata comunista Hillary Clinton pode estar afundando devido a seus problemas de saúde

O "imponderável da Silva" tem sempre uma presença muito forte em qualquer campanha, em qualquer lugar do mundo. Neste domingo, o Partido Democrata americano, conforme o jornal Telegraph, viu-se diante de um possível dilema, após a revelação pública, durante a solenidade de lembrança do 11 de setembro, no Marco Zero, em Nova York, o de considerar a troca da candidata Hillary Clinton por outro nome. Ocorre que Hillary Clinton desmaiou em público, duas vezes, enquanto os agentes secretos que a acompanham a amparavam e formavam uma barreira humana para impedir que as câmeras de celulares dos presentes registrassem o fato. A imprensa americana acordou e começou a juntar a grande série de atitudes desconexas da democrata comunista Hillary Clinton nos últimos tempos, como a sugerir que ela tem graves problemas de saúde que não podem mais ser escondidos da opinião pública americana e mundial. A hipótese de troca de candidatura é altamente improvável, mas a simples discussão sobre o assunto causará inevitáveis grandes prejuízos à sua campanha. Em caso de renúncia à candidatura, Hillary Clinton poderá ser substituída por Joe Biden, John Kerry ou Tim Kaine, o atual vice de sua chapa. Isso tudo significa uma grande mão na roda em favor do candidato republicano, Donald Trump. 

Em artigo o filósofo Luiz Felipe Pondé confirma que a educação no Brasil é um grande campo de doutrinação comunista


Quem disser que não existe pregação política socialista ou afins nas escolas e nas universidades mente ou é, simplesmente, desinformado. Chega-se ao cúmulo do ridículo quando se nega isso em público. Só se repete essa mentira em público porque a maior parte da audiência –feita de professores, alunos e gente "do ramo"– concorda com a pregação petista. Já disse isso aqui, mas, como num mundo ruidoso como o nosso sempre precisamos repetir o óbvio, vamos lá: quase todo professor de humanas prega descaradamente em sala de aula a cartilha marxista, requentada ou não. E, assim, formará outros professores, artistas, cineastas, profissionais de TV e rádio, publicitários, advogados, jornalistas, enfim, um monte de gente que será massa de manobra de partidos como o PT e PSOL.  Entretanto, não sou a favor de uma lei que crie espaço para ainda mais censura na sala de aula. Por outro lado, se pais, professores menos alienados na cartilha marxista e alunos menos manipulados por essa cartilha não botarem a boca no trombone, continuaremos a ter a reprodução infinita de esquemas de "bullying" intelectual e institucional contra professores e alunos que se distanciarem desse quadro de "comissários petistas do povo". Nesta semana recebi de uma leitora uma foto de uma lousa numa sala de aula de uma dessas escolas caras da zona oeste de São Paulo, que prima por ser a mais rica da cidade e com mais gente 'mimimi', na qual o professor ou professora pedia um trabalho cujo tema era "Fora Temer, golpista" (sei qual é a escola, mas não vou dar o nome dela aqui para poupá-la da saia justa). A foto foi tirada por uma aluna, como é de hábito hoje em dia fazer quando o professor escreve algo na lousa, em vez de copiar no caderno. A intenção da atividade didática era levar os alunos a pesquisar e refletir sobre o "golpe" e as formas de enfrentamento dele. "Et voilà", diriam os franceses quando mostram algo óbvio. Poderíamos acrescentar que, na pós-graduação, professores dedicam parte de suas aulas para falar mal de vídeos e textos de colegas que criticam seu "ópio" mais amado: o caminho da roça conhecido como crença marxista. Mas, como toda gente militante acaba por ficar meio "tosca", ao fazer isso eles provam a tese de quem os acusa de pregar o "ópio do intelectuais" em sala de aula. Sobre isso, aliás, indicaria o grande clássico recém lançado no Brasil pelo selo Três Estrelas, "O Ópio dos Intelectuais" do filósofo e sociólogo francês Raymond Aron (1905 - 1983). O livro foi lançado nos anos 1950 e de lá para cá nada mudou: os intelectuais e associados continuam a viver dos mesmos mitos políticos do socialismo. E nada vai mudar se você não se mexer (claro, se você não for um dos integrantes da seita retrógrada): seus filhos serão petistas e dirão que, sim, "podemos roubar e calar a boca dos outros, em nome da revolução". A ideia de uma lei contra a escola com partido não vai adiantar nada, vai apenas criar condições para os "pastores do ópio dos intelectuais" continuarem sua pregação, com a cara mais lavada do planeta. Usarão de recursos retóricos do tipo "queremos apenas formar alunos críticos", ou a "direita quer censurar o pensamento na sala de aula". Risadas? Esse papinho só cola para os ouvidos mal informados. Já existe censura na sala de aula. Recebo continuamente e-mails de professores e alunos em papos de aranha porque não rezam na cartilha dos "pastores do ópio dos intelectuais". Em escolas como a daquela lousa petista, mesmo se os alunos quiserem convidar os professores ou intelectuais que não rezam na cartilha do "ópio dos intelectuais", terão sua iniciativa negada. Isso acontece da forma mais descarada que você pode imaginar. Portanto, não acredite quando ouvir muitos desses intelectuais ou professores (não são todos, mas, sim, são a maioria) dizerem que são a favor do "diálogo" ou do "debate". É uma piada. Não existe diálogo ou debate na universidade ou na escola. É mais fácil você achar diálogo e debate numa igreja evangélica. Juro por Deus! Aleluia, irmãos! 

Luiz Felipe Ponde é filósofo, escritor e ensaísta, pós-doutorado em epistemologia pela Universidade de Tel Aviv, discute temas como comportamento, religião, ciência. Ele escreve sua coluna para o jornal Folha de S. Paulo.

Governo Sartori vem aí com nova farsa na área da Segurança Pública, a da criação de mais vagas no sistema prisional


O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), apresenta à votação da Assembléia Legislativa, nesta terça-feira, um projeto de lei permitindo a permuta da área e do prédio da Fundação de Recursos Humanos, localizado na Avenida Praia de Belas, em troca da criação de mil vagas prisionais. O que interessa não é a edificação pública existente na área, mas o terreno onde essa edificação estão localizada, cujo valor de mercado é estimado em mais de R$ 40 milhões, o que é muito pouco. Esse terreno fica colado a outro, a maior área disponível em região próxima do centro da capital gaúcha e ao lado do Shopping Praia de Belas, pertencente a fundo de investimento imobiliário do Grupo Zaffari (um dos maiores investidores no Brasil no setor imobiliário). Quem teve a idéia original deste projeto foi o governo do peremptório petista e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro. Agora ela é repaginado para o Grupo Zaffari entregar, em troca do terreno, a construção de novos prédios com vagas prisionais para o Estado. Isso é mais uma lorota para o governo Sartori nada fazer na área de criação de novas vagas para presos, ponto crucial no combate à insegurança pública que afeta o Rio Grande do Sul. Bandidos, para deixarem de praticar bandidagens, precisam ser presos; para isso é preciso lugar para eles em presídios; mas, presídios levam muito tempo para ser construídos, não menos de três anos; então essa é uma miragem que o governo Sartori está esfregando nos olhos dos gaúchos. A única solução, emergencial, rápida, eficaz e barata, se constituiria na criação de campos de aprisionamento, formados por contêineres transformados em celas. Mas, para que isso possa acelerar, seriam necessárias duas coisas muito escassas em políticos: 1) a vontade política; 2) edição de decreto estabelecendo a situação caótica, emergencial, na área, para a permissão de imediata intervenção do Estado. Se nada disto for feito, o projeto que será votado amanhã na Assembléia Legislativa não passará de uma medida permitindo a realização de um gigantesco negócio de pai para filha entre Estado e Grupo Zaffari.