sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Fabio Medina Osório é capa da Veja, ele detona Michel Temer e Eliseu Padilha, diz que governo quer liquidar a Operação Lava Jato


Já circula nas redes sociais a capa da revista Veja que começou a circular em São Paulo. Ela apresenta uma foto grande, em close, do advogado gaúcho Fábio Medina Osório, demitido hoje da condição de ministro da Advocacia Geral da União. O advogado gaúcho conta em detalhes como foi sua encrenca com o presidente Michel Temer e com o poderoso ministro da Casa Civil, o "Rasputin" Eliseu Padilha.  A reportagem de capa destaca uma das frases da entrevista de Medina Osório: "O governo Temer sabota a Lava Jato". O governo Temer passa a enfrentar a sua pior crise política, porque o ministro que sai é advogado experimentado e nunca sai atirando sem ter farta munição em casa. Além disso, ele foi membro do Ministério Público do Rio Grande do Sul. 


O governo de Michel Temer enfrenta desde esta noite a mais severa crise política desde o impeachment de Dilma Roussef. O motivo: demitido nesta manhã, o ex-advogado-geral da União, Fábio Medina Osório, acusa o Palácio do Planalto de tentar sabotar a Lava Jato, em entrevista concedida à revista Veja que circula neste fim de semana. Fabio Medina Osório pretendia ter acesso às investigações contra políticos e também estava decidido a ajuizar ações de cobrança de R$ 23 bilhões das empreiteiras e de seus executivos em favor da União. No entanto, na noite de ontem, segundo ele mesmo, foi alertado por Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, de que suas iniciativas estariam criando sérios problemas para o governo federal. Fábio Medina Osório pediu uma audiência com Michel Temer e não foi atendido. Magoado, decidiu cair atirando. Ao demitir Fabio Medina Osório, Michel Temer pensou que estava se livrando de um problema, mas pode ser acusado de obstruir a Justiça, 

Justiça paulista retoma caso do assassinato do prefeito petista Celso Daniel


Mais de catorze anos depois do crime e depois de novas revelações da Operação Lava Jato, a Justiça de São Paulo vai retomar o julgamento do acusado de mandar sequestrar e matar o ex-prefeito de Santo André Celso Daniel (PT). O novo juiz do caso, Wellington Urbano Marinho, marcou para o dia 17 de outubro a primeira audiência de instrução, debate e julgamento do único réu ainda em liberdade, o ex-guarda-costas do prefeito e empresário Sergio Gomes da Silva, vulgo “Sombra”. O magistrado da 1ª Vara de Itapecerica da Serra mostrou que pretende acelerar a instrução de um caso que subiu à instância máxima da Justiça brasileira e voltou quase à estaca zero por ordem do Supremo Tribunal Federal. Urbano Marinho não quer mais “eternizar a instrução” do processo. Mas ainda não há sequer uma previsão de quando o réu pode ir – nem se vai mesmo – a júri popular. Sombra está em liberdade e faz tratamento de um câncer. As testemunhas listadas para depor são ligadas a Celso Daniel, à investigação e a outro criminoso, o acrobático Dionísio de Aquino Severo. Dionísio havia fugido de helicóptero de um presídio paulista pouco antes do sequestro e da morte do petista. Conhecia detalhes do crime ocorrido na noite de 18 de janeiro de 2002. Mas foi assassinado na cadeia antes de revelar o que sabia. As testemunhas de acusação são: o irmão da vítima, João Francisco Daniel; os delegados Romeu Tuma Júnior, José Mazzi e Armando de Oliveira da Costa Filho; os advogados Luiz Eduardo Greenhalgh (ex-deputado do PT) e Adão Nery; policiais e peritos como Valdir Florenzo e João Bosco Ferreira Godinho; criminosos da época como Ailton Alves Feitosa, André Bezerra Leite de Lima, o Teco, e Cleilson Gomes de Souza, o Bola; familiares de Dionísio e pessoas ligadas à quadrilha como Regina Aquino Soares, Lidiane Aquino Soares, Gildete Souza de Aquino e Karina Araújo de Oliveira; testemunhas oculares como Tania Silva de Abreu Tanaka e Adilson Aparecido Morgado, além de Carlos Eduardo Seignemartin Trigo, Walmir da Conceição Miranda, Rosemery Pires Carvalho. Os seis outros réus da quadrilha da Favela Pantanal, já condenados pelo sequestro e assassinato do ex-prefeito petista, vão depor como informantes.

Comunista Manuela D'Ávila é condenada a pagar dívida de campanha para o jornalista Anilson Costa


O acórdão é do dia 16 de agosto. A decisão foi unânime, o que quer dizer que qualquer recurso da parte da deputada estadual gaúcha comunista Manuela D'Ávila será meramente procrastinatório, porque ocorreu trânsito em julgado e não é mais caso de exame de mérito. Manuela e o PCdoB terão que pagar mais de R$ 100 mil ao jornalista Anilson Costa, ex-marqueteiro de José Fogaça, já que a condenação indenizatória por serviços prestados e não pagos, envolveu a quantia de R$ 60 mil, valor de 28 de setembro de 2012, mais correção monetária e juros mensais de 1%. A comunista Manuela D'Ávila terá que pagar, também, os honorários dos advogados. Esta não é a única dívida de campanha que a comunista Manuela D'Ávila e o seu partido, o PCdoB, deixaram de pagar em 2012, mas o acórdão fulmina a disposição de ambos de não honrar o que deviam a profissionais contratados para a campanha de 2012. O acórdão foi proferido pelos desembargadores Catarina Rita Krieger Martins (relatora), Ergio Roque Menine e Ana Nedel Scalzilli, todos da 16ª Câmara Cível, no âmbito da apelação nº 700689799030. O jornalista Anílson Costa já tinha obtido ganho de causa, de acordo com sentença da juiza Manira Hamma.

Operação Greenfield prorroga duas prisões e liberta três investigados



A pedido dos investigadores da Operação Greenfield, a Justiça Federal prorrogou nesta quinta-feira (8) por dois dias as prisões temporárias de dois dirigentes de fundos de pensão, Guilherme Narciso de Lacerda e Humberto Pires Grault Vianna, cujo prazo inicial de 72 horas venceria nesta quinta-feira. A prorrogação foi pedida pelo Ministério Público Federal sob o argumento de que precisava de mais tempo para a tomada dos depoimentos dos dois investigados. Lacerda foi, até 2011, diretor presidente da Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica, e Vianna é o atual gerente de Participações do mesmo fundo de pensão. A operação foi desencadeada na última segunda-feira (5) para investigar supostos prejuízos de R$ 8 bilhões em negócios de empresas com fundos de pensão de funcionários de empresas estatais. O Ministério Público também confirmou que outros três investigados já foram soltos após serem ouvidos pela Polícia Federal e pelos procuradores. São eles Maurício Marcellini Pereira, atual diretor de investimentos da Funcef, Demósthenes Marques, ex-diretor de investimentos da Funcef (entre 2008 e 2012), e Carlos Augusto Borges, atual diretor de Participações Societárias e Imobiliárias da Funcef. A prisão temporária dos três foi revogada também por decisão judicial tomada pela juíza da 6ª Vara da Justiça Federal de Brasília, Ivani Silva da Luz, atuando como plantonista no feriado de Sete de Setembro. No pedido de revogação das prisões temporárias, o Ministério Público informou que os três haviam apresentado "uma postura colaborativa nos depoimentos". Outra pessoa sobre a qual incide uma prisão temporária emitida na Greenfield, Carlos Alberto Caser, diretor-presidente da Funcef entre 2011 e abril de 2016, está sendo ouvido nesta quinta-feira em Brasília. Um sétimo alvo de prisão temporária, o ex-coordenador de Desenvolvimento de Negócios da Funcef, Fábio Maimoni Gonçalves, ainda não foi localizado pela Polícia Federal e Ministério Público Federal. As prisões foram pedidas pela Polícia Federal e Ministério Público Federal ao juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira. A Greenfield também pediu e obteve o bloqueio judicial de até R$ 8 bilhões, que seria o valor correspondente aos supostos prejuízos detectados em pelo menos oito empreendimentos apoiado por FIPs (Fundos de Investimento em Participações). Os bloqueios começaram em todo o sistema financeiro nacional e as informações sobre o resultado das buscas passarão a ser enviadas à Justiça Federal.

Terroristas brasileiros planejaram atentados contra alvos judaícos



Uma interceptação realizada pela Polícia Federal identificou que um dos quinze terroristas presos em julho passado na Operação Hashtag, sob acusação de pertencerem a uma célula local da organização terrorista Estado Islâmico (EI), afirmou ser um “terrorista suicida” e que estava aguardando ordens vindas do Exterior para colocar em prática atentados contra alvos judaicos no Brasil. Daniel Freitas Baltazar, de 20 anos, trocou uma série de mensagens com o menor M.B.S, de 17 anos, valendo-se de uma identidade falsa no Facebook, nas quais ele afirma atuar no Brasil sob o comando do clérigo iraquiano Assad Al Ansari – que é quem daria a ordem para realização do atentado, conforme a transcrição do diálogo apresentada no processo que está sob a condução do juiz Marcos Josegrei da Silva, titular da 14ª Vara Federal de Curitiba. 


No trecho a seguir, extraído do processo, os extremistas falam de seus planos: 
Baltazar: Eu estou esperando um irmão do estado. Trata-se de uma “operation martyrdom” (operação martírio, em inglês)
- Está preparado para isso? 
M.B.S - Sim. No Brasil? 
Baltazar - Sim. 
M.B.S - Por ordem de quem? 
Baltazar - Assad Al Ansari. É dele que estou esperando as coordenações 
M.B.S - Ok. Quem será atacado? 
Baltazar - Judeus 
M.B.S - De que cidade? 
Baltazar - Não é um alvo, mas vários. Eu não posso dizer isso até o momento. 
O menor M.B.S, que está recolhido em um abrigo no Estado de Goiás desde julho, foi deportado dos Estados Unidos, juntamente com a família, em 2015. O FBI, a polícia federal americana, identificou que o adolescente havia passado por um “profundo processo de radicalização” na cidade de Atlanta. Os pais de M.B.S confirmaram que a família foi procurada nos Estados Unidos por causa da radicalização de M.B.S. 
Em outro momento, Daniel Baltazar revela que conversou por meio de um aplicativo de mensagens criptografadas com um seguidor da organização terrorista Estado Islâmico radicado nos Estados Unidos. Baltazar afirma que o americano estava disposto a realizar um atentado no Brasil. O cearense disse que estava se preparando para matar um judeu em Fortaleza, como forma de ganhar a confiança do terrorista americano. 
Em outro diálogo interceptado pela Polícia Federal, o gaúcho Israel Pedra Mesquita, de 26 anos, conversa com um extremista não identificado sobre o ódio que ambos nutrem contra os judeus. As mensagens datadas de 3 de outubro de 2015 expõem o radicalismo de Mesquita: “Adolf Hitler começou o serviço, temos que concluir”. Na semana passada, em depoimento colhido no Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, todos os detidos na Operação Hashtag negaram o conteúdo das oitivas iniciais, nas quais eles assumiam várias manifestações de radicalismo, e disseram não estarem disposto a cometer atentados.

Temer confirma Grace Mendonça como nova advogada-geral da União

O Palácio do Planalto confirmou na manhã desta sexta-feira a escolha de Grace Maria Fernandes Mendonça para assumir ao cargo de advogada-geral do União (AGU). Grace substituirá o advogado Fábio Medina Osório, que foi demitido do posto nesta sexta-feira. Ela é a primeira a mulher a ser nomeada para o alto escalão do governo Temer. E ela é uma petista, ela serviu a todos os governos do regime da Orcrim petista. Segundo fontes do Planalto, o presidente esteve pessoalmente com Grace nesta manhã em seu gabinete e falou com Osório apenas por telefone. Na nota enviada à imprensa, o presidente agradeceu “os relevantes serviços prestados pelo competente advogado”. Grace Mendonça é funcionária de carreira da AGU e responsável pelo acompanhamento das ações no Supremo Tribunal Federal. O governo não conta mais com a AGU como ministério, mas vai enviar uma PEC ao Congresso para garantir que o Advogado-Geral da União tenha as mesmas prerrogativas de ministro. Além dos problemas com Eliseu Padilha, Fábio Medina Osório deixa a pasta “pelo conjunto da obra”. Uma das primeiras críticas a ele foi o fato de ele ter sugerido estratégias que se revelaram ineficientes e equivocadas no caso da substituição do presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Ricardo Melo, no início da interinidade do presidente Temer, o que gerou uma série de problemas ao governo na estatal. Tais questões estão, aparentemente, resolvidas com a suspensão da liminar concedida pelo ministro Dias Toffoli, do STF, permitindo que Melo se mantivesse à frente da presidência da empresa. Pouco depois, desagradou também ao Planalto a iniciativa de Fábio Medina Osório de investigar a atuação de seu antecessor, José Eduardo Cardozo, criando mais uma frente de atrito. Além disso, ele teria “atropelado” seu padrinho, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, marcando uma “reunião de emergência” com Temer para despachar assuntos de rotina.