quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Pesquisa bem ao gostinho dos marqueteiros ajeitadores aponta empate técnico entre quatro candidatos em Porto Alegre


A pesquisa do Instituto Methodus de intenção de voto para a prefeitura de Porto Alegre apresentada neste feriado do 7 de Setembro não poderia ser mais inútil, mais ao gosto de marqueteiros fajutos ajeitadores de resultados. A pesquisa mostrou "equilíbrio" entre os candidatos Luciana Genro (PSOL), Raul Pont (PT), o vice-prefeito de Porto Alegre (PMDB) e Nelson Marchezan Jr. (PSDB). Eles aparecem com 19%, 17,4%, 17,2% e 13,4%, respectivamente. Como a margem de erro convenientemente é de 4,9%, para mais ou para menos, então está todo mundo tecnicamente empatado. Ou seja, é uma pesquisa fajutérrima porque tem uma margem de erro brutal, gigantesca, para uma eleição que se decide dentro de 25 dias. Para ter uma margem de erro desse tamanho também foi feita com universo pesquisado ridículo, inaceitável, para uma pesquisa que retrata 25 dias antes das eleições. Em outro patamar estão Maurício Dziedricki (PTB), com 4,2%, Fábio Ostermann (PSL), com 0,7%, João Carlos Rodrigues (PMN) e Júlio Flores (PSTU) com 0,5% cada, e Marcello Chiodo (PV), com 0,3% das menções. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou de anular são 12,9%, e os que não sabem ou não responderam, 14%. A pesquisa ouviu miseráveis 600 pessoas entre os dias 1º e 3 de setembro de 2016.

Vice-presidente dos Estados Unidos confirma que Brasil cumpriu a Constituição ao depor a mulher sapiens petista Dilma Rousseff


O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta quarta-feira (7) que a transição de poder no Brasil seguiu as normas da Constituição e que o governo americano espera trabalhar "de forma próxima" com o presidente Michel Temer. O discurso de Biden ocorreu na abertura da conferência anual do CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina), em Washington, no qual o vice americano reiterou que o impeachment de Dilma Rousseff não irá alterar a relações bilaterais. "No Brasil, o povo seguiu sua Constituição para navegar num momento econômico e político difícil, cumprindo os procedimentos estabelecidos para a transição de poder", disse: "Os Estados Unidos vão continuar a trabalhar de modo próximo com presidente Temer, enquanto o governo do Brasil enfrenta desafios urgentes".  O Brasil foi o primeiro país citado quando Biden falou dos desafios na América Latina, destacando a importância do país para os EUA: "O Brasil é e continuará sendo um dos parceiros mais próximos dos Estados Unidos na região. Entre democracias, as parcerias não são baseadas em relações entre dois líderes, mas em relações duradouras entre dois povos". Biden foi pivô de um episódio citado pelo então vice-presidente Temer na carta que enviou à mulher sapiens petista Dilma Rousseff no fim do ano passado, queixando-se de que havia sido desprezado por ela no governo. O ressentimento foi causado por um encontro de duas horas com Biden que Dilma teve em sua posse, e para o qual Temer não foi convidado. "Tudo isso tem significado de absoluta falta de confiança", desabafou o atual presidente na época. Um dos participantes da conferência foi Nelson Jobim, ex-ministro do Supremo e que foi ministro da Justiça no governo de Dilma. Ele considera o processo de impeachment legítimo, mas prevê que a narrativa do golpe adotada pela presidente afastada deve manter uma sombra sobre o governo de Temer por algum tempo. "A opção pelo discurso do golpe foi a última saída. Ele vai continuar porque é o único discurso que sobrou", afirmou Jobim: "O governo vai ter que ter muita habilidade para administrar isso. Por enquanto esse discurso do golpe está dando certo, mas se o Brasil começar a dar certo e a recessão passar, isso entra para a história". Também nesta quarta-feira, o embaixador do Brasil na OEA (Organização dos Estados Americanos), José Luiz Machado e Costa, rebateu as críticas de países vizinhos ao impeachment de Dilma Rousseff, afirmando que ele transcorreu "sem rupturas ou sobressaltos" e seguiu o processo legal previsto na Constituição. "Todas as correntes de opinião, inclusive autoridades estrangeiras, têm se referido ao Brasil sem qualquer obstáculo ou constrangimento", disse o diplomata no plenário da OEA. "O Brasil, contudo, lamenta manifestações de alguns países vizinhos e amigos que atribuímos a um profundo desconhecimento do funcionamento de nossas instituições e da vitalidade de nosso sistema democrático". Após a votação no Senado que afastou Dilma definitivamente da Presidência, Venezuela, Bolívia e Equador chamaram de volta seus embaixadores no Brasil, em protesto contra o impeachment. Na sessão desta quarta-feira do Conselho Permanente da OEA, os três países, mais a Nicarágua, pediram a palavra para reiterar que consideram que Dilma foi vítima de um golpe. De outro lado, se manifestaram em defesa da legitimidade do processo os representantes de Estados Unidos, Argentina, Colômbia, Chile, Paraguai, México, Granada e Jamaica. "O voto é muito importante numa democracia eleita, isso é fato. Mas o sistema constitucional é maior que isso", disse o representante dos EUA, Kevin Sullivan. Acrescentou que há outras ações constitucionais, como o impeachment, que tem o mesmo valor quando ocorrem "nos termos da lei".

Como deve ser a votação do processo de cassação de Eduardo Cunha


A oficialização sobre a sessão que vai decidir o futuro político de Eduardo Cunha deve ocorrer nesta quinta-feira. Desde a sexta-feira da semana passada, a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara tenta notificar o ex-presidente da Casa, tanto no Rio de Janeiro quanto em Brasília, mas, até o fim do expediente de terça-feira não teve sucesso. A última cartada será publicar a notificação na edição desta quinta-feira do Diário Oficial. Enquanto isso, o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pediu à consultoria da Casa um estudo sobre os efeitos de uma possível votação fatiada, semelhante ao que foi feito no processo de impeachment de Dilma Rousseff. A sessão está marcada para as  19 horas de segunda-feira. Na terça-feira, Rodrigo Maia disse que espera ter quórum entre 460 e 470 deputados, e que só iniciará o processo com pelo menos 420. Para ser confirmada, a cassação do mandato de Eduardo Cunha precisa ser aprovada por 257 dos 512 deputados que integram a Câmara.

Temer enviará reforma da Previdência ao Congresso até o fim de setembro



Aconselhado pela área econômica e pela Casa Civil, o presidente Michel Temer decidiu encaminhar a proposta de reforma da Previdência para o Congresso ainda em setembro, antes do primeiro turno das eleições municipais. A decisão foi tomada nesta terça-feira (06), dia em que o peemedebista voltou de sua viagem à China. O governo estava sendo pressionado por sua base aliada, com o apoio do ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), a adiar o encaminhamento para depois do pleito eleitoral para que as propostas mais rígidas de aposentadoria não fossem usadas como munição pela oposição contra candidatos governistas. Até o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), havia se posicionado contra o envio da reforma previdenciária neste mês. Ele alega que, mesmo que a proposta de emenda constitucional seja enviada ao Legislativo, dificilmente ela começará a tramitar por causa das eleições, período em que a Câmara estará praticamente em recesso branco. Mesmo sendo enviada agora, na prática, a reforma só deverá começar a tramitar de fato no fim do ano. Apesar da resistência de parte dos congressistas, aliados de Temer admitem que irão acatar a decisão e prometem trabalhar pela aprovação da proposta. Enquanto Temer estava na China, assessores e aliados passaram a defender o adiamento do envio da proposta. Dentro do Palácio do Planalto, havia uma expectativa de que o presidente acatasse a posição de sua base aliada, preocupada em evitar que o tema da reforma contaminasse a eleição municipal. No vôo de volta da China, porém, o presidente foi aconselhado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a manter sua decisão de enfrentar o tema impopular da reforma da Previdência mesmo num período eleitoral. A avaliação final do presidente é que ele não pode passar, agora na condição de efetivo, uma imagem de que vai recuar diante de qualquer tipo de pressão, o que seria prejudicial para a retomada da confiança na economia. O ministro Geddel foi escalado pelo presidente para anunciar oficialmente a decisão tomada momentos antes no gabinete de Temer. "A decisão é irreversível. A Previdência não tem como se manter como está. O presidente avaliou que, simbolicamente, por tudo o que o Brasil atravessa neste momento, nós deveríamos mandar a reforma antes do processo eleitoral", afirmou Geddel. O auxiliar de Temer disse que já conversou com os aliados de Temer, que estavam se colocando contra o encaminhamento da proposta neste momento, para avisá-los da decisão presidencial. Pesou na decisão o entendimento de que o tema já está sendo explorado por opositores, mas ainda com base em rumores. A avaliação é que é melhor esclarecer a população com dados do que deixar que boatos contaminassem o pleito. Além disso, o governo considera que este tema não é central em uma eleição municipal, portanto, não é decisivo para o voto. Quando a proposta for enviada ao Congresso, o Executivo lançará uma campanha publicitária de esclarecimento e defesa da reforma. A ideia é fixar uma idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e mulheres. As novas regras vão valer para homens com idade de até 50 anos. No caso de mulheres e professores, até 45 anos. Acima destas faixas etárias, será criado um período de transição para quem está perto de aposentar.

O petista Edinho Silva também cai nas mãos do juiz federal Sérgio Moro

A segunda turma do Supremo Tribunal Federal confirmou decisão do ministro Teori Zavascki que determinou o envio do inquérito contra o petista Edinho Silva, ex-chefe de campanha da mulher sapiens petista Dilma Rousseff, para a 13ª Vara Federal de Curitiba. Edinho Silva é acusado de cobrar propina de Ricardo Pessoa, então presidente da UTC, para abastecer o caixa 1 da campanha de Dilma Rousseff. Edinho Silva agora terá de encarar o juiz federal Sérgio Moro.

Ministra Carmen Lúcia, futura presidente do Supremo, diz que "Poder Judiciário tem que ser um só"


Durante a sessão da segunda turma do Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira (6), a ministra Cármen Lúcia recebeu elogios dos colegas e disse que o "Judiciário tem que ser um", embora hoje seja "vários". Ela assumirá a presidência do Supremo na próxima segunda-feira (12) e, enquanto estiver no comando do tribunal, pelos próximos dois anos, não poderá integrar as turmas da corte. "O STF é um só. O poder Judiciário tem de ser um só, hoje tem sido vários, e acho que juntos somos muito mais", afirmou Cármen Lúcia, sem detalhar as supostas diferenças que enxerga dentro do Poder. 


A ministra disse ainda que "adora" participar das sessões da segunda turma, pois prefere "processos" a "festas". "Eu tenho sido muito feliz, eu adoro as tardes de terça-feira (dia da sessão no colegiado). Eu não tenho a mesma, digamos, tranquilidade para algumas funções de ministro no STF. Não gosto muito de festas, de nada disso. Eu gosto é de processo", afirmou ela. Em tom de brincadeira, ela acrescentou que não vai mais "perturbar o Clube do Bolinha", referindo-se ao fato de os demais integrantes da turma serem homens, mas prometeu dar um jeito de voltar esporadicamente. Cármen Lúcia fez uma declaração ao decano da corte, ministro Celso de Mello, de quem partiram os primeiros elogios e agradecimentos. "Eu queria apenas dizer muito obrigada pelas palavras do ministro Celso. Mesmo se ele não gostasse de mim, eu seria capaz de gostar por nós dois", disse.  O atual presidente, ministro Ricardo Lewandowski, assumirá a cadeira deixada pela colega na segunda turma. Gilmar Mendes fez coro às felicitações explícitas à colega. Ao reiterar as palavras de consideração, disse que é uma "bênção" à chegada de Cármen à presidência num momento de "certo obscurantismo". "Teremos o espírito liberto por saber que vossa excelência estará exercendo a função num momento de tanta tergiversação, de tanta perplexidade e de um certo obscurantismo", opinou. O ministro acredita que Cármen Lúcia exercerá "funções importantes para o direcionamento do País", concluiu. Após a reunião da turma, em cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes disse que sua avaliação sobre o momento atual está relacionada à decisão do presidente do STF de fatiar a votação do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff no Senado. "Na verdade, acho que estamos vivendo realmente um momento difícil, de perplexidade, de insegurança, e essa decisão do Senado, acredito que se coloque neste contexto. Eu estou confiante de que a ministra Carmen Lucia vai representar uma luz neste momento que a gente está passando", complementou.

Lava Jato denuncia executivos por pagamento de propina para exterminar a CPI da Petrobras

Procuradores federais da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, apresentaram denúncia contra Ildefonso Colares Filho, ex-executivo do grupo Queiroz Galvão, e Erton Medeiros, empresário ligado à Galvão Engenharia, alvos da 33ª fase da operação deflagrada em agosto deste ano. Os dois empresários responderão por corrupção ativa. Eles são acusados de oferecer R$ 10 milhões em propina a Sérgio Guerra (já falecido) e ao deputado federal Dudu da Fonte, para engavetar a CPI da Petrobras de 2009.

A próxima parada da mulher sapiens petista Dilma Rousseff será em Curitiba

O petista Renato Duque contou aos procuradores federais, em seu acordo de delação premiada, que negociou diretamente com Dilma Rousseff o apoio financeiro das empreiteiras do Petrolão do PT às campanhas de 2010 e 2014. Dilma não só sabia, como autorizou pessoalmente os repasses. Ela também estava ciente de que o dinheiro tinha origem em contratos da Petrobras. Nem precisa desfazer as malas, querida.

Janot se manifesta contra anulação do impeachment de Dilma


Em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se posicionou contrário à anulação do impeachment de Dilma Rousseff por causa da atuação do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje afastado do cargo. Segundo Janot, Dilma citou em sua defesa reportagens jornalísticas que são “incapazes” de demonstrar como a oposição de Cunha foi determinante para o aval da Câmara ao processo de impeachment. Em maio, a defesa da petista havia apresentado um mandado de segurança pedindo a anulação de todos os atos praticados por Cunha relacionados ao processo de impeachment, desde o recebimento da denúncia até a votação final pelo plenário da Câmara dos Deputados. A defesa de Dilma alega que Cunha, então presidente da Câmara, “atuou de forma viciada no processo” entre 17 de julho de 2015 e 16 de abril de 2016, período que abrange desde a expedição de ofícios para instar autores a aditar suas denúncias contra Dilma até a votação do relatório da comissão especial no plenário da Câmara. De acordo com Dilma, os vícios de Cunha podem ser explicados por três questões: a decisão do peemedebista de declarar-se oposição ao governo; o fato de Cunha estar na mira da Operação Lava Jato; e as movimentações do então presidente da Câmara em atrapalhar o andamento do processo instaurado contra ele no Conselho de Ética da Casa, “situação em que barganhou politicamente seus interesses em troca ora do avanço, ora da obstaculização, do processo de impedimento da Chefe do Poder Executivo Federal”. “Os indícios para nulificação dos atos perpetrados na Presidência do Deputado Eduardo Cunha, porém, são basicamente reportagens jornalísticas correntes, incapazes de demonstrar como o antagonismo político e o interesse da autoridade coatora em eximir-se de responsabilização político-administrativa no Conselho de Ética foram determinantes para a obtenção do sim da Câmara como requisito para o prosseguimento do processo de impeachment”, sustenta Janot. Para o procurador-geral da República, a pretensão de Dilma Rousseff de anular o impeachment em virtude da atuação de Eduardo Cunha esbarra ainda em dois problemas. “Primeiro, o de que o juízo emitido pela Câmara dos Deputados, naquela circunstância, era eminentemente político, situação em que oposição política e desvio de finalidade se colocam em zona fronteiriça de difícil distinção”, argumenta o procurador-geral da República. “Segundo, o de que é improvável falar em direito líquido e certo à nulificação de atos que, embora passíveis, em tese, de influência da autoridade coatora, sucederam-se dentro dos parâmetros da legalidade, com a participação colegiada de diversos outros agentes, até atingimento do quórum plenário qualificado que endossou o julgamento da denúncia pelo Senado Federal”, conclui Janot. De acordo com o procurador-geral da República, a análise da matéria ainda esbarra na “impossibilidade de retroação” do exame de fatos que voltem no tempo mais de 120 dias atrás, “o que exclui, por si só, a apreciação, na via mandamental, da suposta existência de desvio de poder no ato de recebimento parcial da denúncia, pelo Presidente da Câmara dos Deputados.”

Militares aposentados criticam política de Obama e anunciam apoio a Trump


O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, divulgou nesta terça-feira (6) uma carta de apoio com a assinatura de 88 generais da reserva, numa resposta aos questionamentos sobre sua capacidade de ser o comandante-em-chefe dos Estados Unidos. A carta reforça a mensagem de Trump de que o poderio militar americano ficou mais fraco durante o governo de Barack Obama e que a candidata presidencial democrata, a comunista Hillary Clinton (seguidora do teórico comunista Saul Alinski), não tem credibilidade para chefiar as Forças Armadas. "Nos últimos oito anos, as Forças Armadas americanas foram sujeitas a uma série de cortes de orçamento imprudentes e debilitadores, decisões políticas e operações de combate que deixaram os soberbos homens e mulheres de farda menos capazes de desempenhar suas missões vitais no futuro do que precisamos que eles sejam", diz o manifesto. 


"Por este motivo, nós apoiamos Donald Trump e seu compromisso de reconstruir nossas Forças Armadas, proteger nossas fronteiras, derrotar nossos adversários islâmicos supremacistas e restaurar a lei e a ordem domesticamente. Exortamos nossos compatriotas americanos a fazerem o mesmo". A menção aos "supremacistas islâmicos" se encaixa no discurso de Trump que critica Obama e Hillary constantemente por não usarem o termo "terror islâmico radical" quando falam dos autores de atentados inspirados por fundamentalistas islâmicos. Obama já disse que não usa o termo "islã radical" para não dar legitimidade a líderes terroristas como os do Estado Islâmico. A carta dos generais também inclui uma crítica a Hillary, considerada cúmplice de Obama no "esvaziamento" militar dos EUA. Hillary comandou a diplomacia de Obama em seu primeiro mandato como presidente (2009-2013). Um dos signatários da carta, o general William G. Boykin, foi criticado pelo então presidente, George W. Bush, por descrever o combate ao terrorismo como uma guerra religiosa entre cristãos e muçulmanos. "Como líderes militares da reserva dos EUA, nós acreditamos que uma mudança só pode ser feita por alguém que não esteve profundamente envolvido e foi substancialmente responsável pelo esvaziamento de nossas Forças Armadas e as ameaças emergentes que nosso país enfrentam ao redor do mundo", afirmam. As declarações bombásticas de Trump sobre segurança nacional e política externa ao longo da campanha fizeram com que muitos especialistas colocassem em dúvida seu temperamento e discernimento para comandar o maior Exército do mundo, incluindo em seu partido. Algumas das ideias mencionadas pelo bilionário, como diminuir o papel dos EUA na Otan (aliança militar ocidental), contrariam princípios que nortearam a diplomacia americana nas últimas décadas. No mês passado, 50 especialistas em segurança que trabalharam em governos republicanos divulgaram uma carta de repúdio a Trump, alertando que ele seria "o presidente mais imprudente da história dos EUA". Também não pegou bem entre os militares a alfinetada de Trump no senador e ex-candidato presidencial republicano John McCain, prisioneiro por seis anos na Guerra do Vietnã e que é considerado um herói nacional. "Gosto de pessoas que não foram capturadas", disse Trump. Alguns dos signatários da carta de apoio a Trump manifestaram reserva a essas e outras declarações do empresário, mas concluíram que ele é a melhor opção. "Ele tem o temperamento para ser comandante-em-chefe", disse o organizador da carta, o general da reserva Sidney Shachnowe, sobrevivente do Holocausto com 40 anos de carreira militar.  

Senador Edison Lobão, do PMDB, é investigado por negócio suspeito com fundo de pensão


O senador Edison Lobão (PMDB-MA) está sendo investigado pela Procuradoria-Geral da República por uma suposta fraude no fundo de pensão Petros, dos funcionários da Petrobras. Investigadores do grupo de trabalho da Operação Lava-Jato solicitaram ao ministro Teori Zavascki, relator do etrolão no Supremo Tribunal Federal, acesso a documentos do Banco Central sobre a intervenção do falido banco BVA. O objetivo é apurar se o ex-ministro de Minas e Energia teve ingerência num investimento feito pela Petros num fundo estruturado pela instituição financeira. O pedido de afastamento de sigilo bancário foi deferido pela Corte. A investigação sigilosa é baseada num capítulo da delação premiada de Nestor Cerveró na Lava-Jato. O ex-diretor da Petrobras contou em sua colaboração que, entre 2009 e 2010, recebeu uma ligação de Lobão. O então ministro reclamou de um funcionário de Cerveró, que fazia parte do comitê de investimento da Petros e estava criando obstáculos para a aprovação de um aporte de recursos da fundação num fundo criado pelo BVA. “O negócio envolvia interesses de Edison Lobão”, disse o ex-diretor da estatal preso na Lava-Jato. Segundo Cerveró, o peemedebista é amigo do dono do banco, José Augusto Ferreira dos Santos. A Petros desembolsou ao todo 256 milhões de reais para investir no fundo Multiner, constituído pela gestora de recursos Vitória Asset Management, ligada ao BVA. O fundo tinha participação acionária na empresa Multiner, dona de projetos e empreendimentos no setor de energia. Desde o início da sua operação, a companhia só operou no vermelho. O prejuízo acumulado entre 2007 e 2015 atingiu quase 1 bilhão de reais. Além da Petros, outros fundos de pensão como o Postalis, dos Correios, e a Funcef, da Caixa Econômica Federal, também aportaram recursos no projeto estruturado pelo BVA. A fundação dos carteiros foi comandada até meados de 2012 por Alexej Predtechensky, que também integrava o comitê de investimento do instituto. Conhecido como “Russo”, Alexej foi indicado por Lobão à presidência do Postalis, segundo maior acionista do fundo Multiner. De acordo com o pedido de busca e apreensão feito à Justiça Federal pelo Ministério Público Federal na Operação Greenfield, a organização criminosa que provocou um rombo de mais de 8 bilhões de reais nos maiores fundos de pensão do Brasil contava com uma suposta participação de um “núcleo político”. Esse grupo, segundo investigadores, tinha “clara ascendência sobre os diretores dos fundos de pensão que são indicados pelas entidades patrocinadoras (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Petrobras e Correios)”. O envolvimento de parlamentares na fraude das fundações ficou de fora da primeira etapa das apurações, porque o foco do inquérito eram o núcleo econômico, formado por empresários, e o de dirigentes de fundos de pensão.

Até mortos e beneficiários do Bolsa Família fazem doações para candidatos, diz TCU


O Tribunal de Contas da União encontrou indícios de irregularidades em mais de um terço dos 114.526 doadores que já contribuíram para as campanhas dos candidatos a prefeito e vereador este ano. Há, por exemplo, pessoas cadastradas no Bolsa Família e outras que possivelmente não tem capacidade financeira para doar. Na lista, foram encontrados 35 CPFs de pessoas que constam como mortas. A lista de 38.985 doadores com indícios de irregularidades foi entregue na segunda-feira ao Tribunal Superior Eleitoral, que irá encaminhá-la aos juízes eleitorais e ao Ministério Público Eleitoral. O índice de 34% de doadores com indícios de irregularidades é considerado alto, mas só depois da checagem pelos juízes eleitorais é que será possível confirmá-los ou não. O TCU também checou informações sobre 60.952 fornecedores com os quais os candidatos tiveram despesas. Nesse caso, houve indícios de irregularidades em 1.426, ou 2,34% do total. Entre os principais tipos de indícios de irregularidades estão empresas sem capacidade operacional, sem empregados cadastrados na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), ou não registradas na Junta Comercial ou na Receita Federal. Quando o Supremo Tribunal Federal foi tomado de estupidez protopetista galopante e proibiu as doações eleitorais de empresas, ficou evidente que haveria uma gigantesca indústria de CPFs que seria utilizada nesta campanha, para mascarar o ingressos de recursos via Caixa 2. Agora a prova incontestável está aí. 






Esta é a primeira campanha depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu doações de empresas.

Trump ultrapassa Hillary em nova pesquisa da CNN


O candidato presidencial republicano, Donald Trump, supera a democrata Hillary Clinton, 45% contra 43%, nas intenções de voto, segundo pesquisa da CNN/ORC. Esse resultado contrasta com a última pesquisa, que dava oito pontos de vantagem a Hillary Clinton, no início de agosto. Hillary vinha mantendo vantagem na maioria das pesquisas recentes, mas a campanha agressiva de Trump indica uma corrida muito acirrada nas eleições de 8 de novembro. As mulheres preferem Hillary (53% contra 38% para Trump), enquanto os homens preferem Trump (54%, contra 32%).

Diretor do Sicredi, Júlio Cardozo Pereira Junior, também é investigado pela Operação Greenfield

Além do Estaleiro Rio Grande e da Bolognesi, os agentes da Polícia Federal cumpriram outros mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, inclusive no apartamento de um dos diretores do Banco Sicredi, Júlio Cardozo Pereira Júnior. Júlio tem apartamento no bairro Bela Vista e também no Rio de Janeiro. Ele é diretor de Recursos de Terceiros no Sicredi. No arrazoado de 182 páginas assinado pela delegada federal Rúbia Pinheiro, e pelos procuradores Aldo Costa e Anselmo Lopesnk, ele não é investigado por operações realizadas no Sicredi, mas por negócios que fez para a Vitória Asset Management com os fundos Petros, Postalis e Fenaf, objetos da Operação Greenfield.

Construtora gaúcha Bolognesi tem bens bloqueados pela Justiça a pedido da Polícia Federal


Investigada na Operação Greenfield da Polícia Federal, deflagrada na segunda-feira, a Bolognesi Energia, do grupo Bolognesi, teve o sigilo bancário quebrado, além de sequestrados por determinação judicial um imóvel rural, uma aeronave e um automóvel. O grupo se tornou alvo do Ministério Público Federal por ter participação em empresa que recebeu R$ 800 milhões de aporte suspeitos com origem em fundos de pensão. As medidas, que incluíram operação de busca e apreensão na sede da Bolognesi, em Porto Alegre, foram determinadas pela 10ª Vara Federal de Brasília, na apuração de ações fraudulentas que teriam causado um prejuízo de R$ 8 bilhões em fundos de previdência complementar de estatais e bancos públicos. Conforme os indícios colhidos pelo Ministério Público Federal, esses fundos são suspeitos de fazer investimentos ilegais ou irregulares em troca de pagamento de propina a gestores e políticos. A Polícia Federal chegou à Bolognesi por conta da participação do grupo em uma empresa de investimentos em energia, a Multiner. Fundada por ex-dirigentes da Eletrobras, a Multiner recebeu, em 2009, R$ 412 milhões de 11 fundos de pensão. Por esse preço, os fundos adquiriram 20% das ações da empresa. Contudo, seu real valor de mercado havia sido supervalorizado. Segundo o Ministério Público Federal, com essa quantia, os fundos deveriam controlar 68% da Multiner. Em 2012, após sucessivos prejuízos, a Multiner teve parte do controle acionário assumido pelo Bolognesi, que levou para o negócio a operação de duas usinas de energia. Com a justificativa de que o grupo gaúcho teria experiência na área e iria estancar os prejuízos sucessivos, os fundos de pensão injetaram mais R$ 391,6 milhões, a despeito de voto contrário do diretor de investimento da Funcef, da Caixa Econômica Federal. O resultado continuou negativo nos anos seguintes. O Ministério Púbico Federal aponta também que, antes do aporte de novo capital, não foi realizada a avaliação dos ativos apresentados pelo Bolognesi, conforme previsto na assinatura do contrato. Um novo acordo foi fechado em 2014, com o grupo Bolognesi assumindo o controle direto e indireto da Multiner, com 61,86% das ações ordinárias, e a Multiner Fundo de Investimentos em Participações (FIP Multiner) com os 38,14% restantes. Até o final do ano passado, o grupo gaúcho deveria injetar mais R$ 100 milhões na empresa, investimento que a Polícia Federal não sabe se ocorreu. "A investigação quer saber se o grupo Bolognesi se beneficiou ilegalmente dos aportes feitos pelos fundos de pensão. Estamos rastreando esse dinheiro", informa um integrante do Ministério Público Federal. Além da ação na sede da Bolognesi, agentes da Polícia Federal estiveram em um apartamento no bairro Bela Vista, em Porto Alegre, pertencente a Julio Pereira Cardozo Junior. Ele é apontado como ex-diretor de administração de carteira da Vitória Asset Management, empresa que geria o fundo investidor da Multiner no qual ingressavam os recursos dos fundos de pensão. Cardozo Junior foi levado coercitivamente para prestar depoimento, pois, segundo o Ministério Público Federal, teria agido "diretamente para ocorrência do prejuízo financeiro de Petros, Postalis e Funcef ao gerir de forma fraudulenta" o fundo da Multiner. Na gestão da empresa, a Vitória, com a Planner Corretora de Valores, teria recebido R$ 15 milhões além do devido. 

Lula, o poderoso chefão da Orcrim petista, diz que "não é mais o problema" de adversários


O poderoso chefão da Orcrim petista, Lula, disse nesta terça-feira (6) que ele "não é mais o problema" para seus adversários, e sim "as milhões de pessoas que não querem mais que se governe o País através de um golpe".  Em um evento do Levante Popular da Juventude em Belo Horizonte, pago com dinheiro público, o ex-presidente voltou a criticar o processo de impeachment que cassou a mulher sapiens petista e ex-presidente Dilma Rousseff e disse que há uma tentativa de "criminalizar a esquerda". "Dizem que querem tirar o Lula do caminho (em 2018). Eu queria que eles (adversários) estivessem ouvindo agora para dizer para eles que o problema não é mais o Lula, que o Lula já tem 70 anos e já foi presidente e dirigente sindical, o problema agora é com vocês", afirmou. 


"Nós queremos que eles aprendam que se alguém quiser ser presidente da República é no voto, é disputando as eleições. Eles que venham para a rua", disse, sem se referir diretamente ao presidente Michel Temer. No discurso de 25 minutos, ele nomeou apenas uma vez o peemedebista, ao citar o bordão "fora, Temer". Lula disse que ficou dividido entre ir à capital mineira ou receber Dilma em Porto Alegre, para onde ela se mudará, mas optou, "triste", pela primeira opção. Ao lado dele, estavam o governador de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, e o presidente nacional do PT, Rui Falcão. O evento em que Lula esteve, um acampamento reunindo jovens esquerdopatas, teve patrocínio do governo de Minas Gerais, comandado pelo petista Pimentel, e pelo BDMG (Banco de Desenvolvimento Estatal de Minas Gerais), além de outras formas de financiamento. Governo e BDMG desembolsaram R$ 50 mil cada.  

Mais um filho de Lula envolvido em negócios mal-explicados

A força-tarefa da Operação Lava-Jato, em Curitiba, analisa o pagamento de R$ 68 mil efetuado por uma empresa de um sócio do filho mais novo do poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula, Luis Cláudio Lula da Silva, à J Nobre Consultoria e Engenharia – usada pela empreiteira Andrade Gutierrez para pagar propina para o ex-presidente da Eletronuclear,Othon Pinheiro da Silva, nas obras da Usina Nuclear de Angra 3. O caçula de Lula já é alvo da Operação Zelotes por causa de valores recebidos da empresa Marcondes & Mautoni, acusada de atuar na compra de medidas provisórias. A empresa responsável pelo pagamento que os investigadores rastreiam é a HZ Administração e Participações. Ela tem como sócio José Antonio Fragoas Zuffo. O empresário do ABC é um dos parceiros comerciais do filho de Lula na ZLT 500 Sports Gerenciamento e Marketing de Competições Esportivas. A ZLT 500 foi aberta em agosto de 2010 e, atualmente, consta como empresa desativada. A J Nobre declarou à Receita ter recebido, entre outubro de 2011 e junho de 2012, quatro pagamentos da HZ Administração e Participações, que totalizaram R$ 68 mil. Não são os valores repassados que interessam aos investigadores. O objetivo é mapear qualquer transação financeira que possa explicar qual era a relação da família de Lula com empresas de fachada utilizadas pelas empreiteiras. Alguns pontos chamam a atenção dos investigadores. O primeiro é a teia de empresas nas quais o filho de Lula e seus sócios, entre eles Fragoas Zuffo, possuem participação. Na mesma ZLT, Luis Cláudio e Zuffo são sócios de Fabio Haruo Tsukamoto. Ele é sócio de várias empresas, entre elas a Bilmaker 600 Serviços em Importação e Exportação, atualmente registrada com o nome de Wdealer Serviço de Importação. A Bilmaker já teve como sócio Glaucos Costamarques Bumlai, primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula e suspeito de custear as reformas no sítio Santa Bárbara, de Atibaia (SP), que a Lava Jato diz ser do petista. Além da relação de parentesco com Bumlai, Glaucos é o proprietário de um apartamento utilizado pela família Lula, em São Bernardo do Campo (SP). Em março, quando foi deflagrada a Operação Aletheia, com busca e apreensão no apartamento do ex-presidente, os policiais descobriram que a família faz uso de outro imóvel, no mesmo prédio. A cobertura de Glaucos, a número 121, no edifício Hill House, fica em frente à que pertence ao petista, a 122. À época, Glaucos garantiu que Lula lhe paga aluguel. Essa segunda cobertura já era usada por Lula desde o primeiro ano na Presidência, em 2003. Até 2007, o PT pagou pelas despesas do imóvel para que ele guardasse o acervo que doou ao partido. No segundo mandato, o governo assumiu os custos sob a justificativa de que era necessário para a segurança do então presidente. Zuffo é mais um dos sócios dos filhos do ex-presidente investigados pela Lava Jato. A suspeita é que movimentações financeiras e investidas comerciais dos familiares podem ter ocultado movimentação de dinheiro de propina.