terça-feira, 23 de agosto de 2016

Pesquisa Ibope em São Paulo e Rio de Janeiro mostra na liderança candidatos do PRB, ligados à Igreja Universal

Na capital paulista, Fernando Haddad, do PT, é o mais rejeitado, com 52%; no Rio de Janeiro, Marcelo Crivella é líder também da rejeição, junto com Jandira Feghali, com 35%

Por Reinaldo Azevedo - Pois é… Quem deve estar sentindo certo frisson é a Igreja Universal do Reino de Deus, à qual é ligada a cúpula do PRB. Nos meios políticos, a legenda é conhecida como “o partido do Edir Macedo”. Por que digo isso? Pesquisa Ibope/Rede Globo divulgada nesta terça-feira aponta Celso Russomanno, que pertence à legenda, numa folgada liderança na disputa pela Prefeitura de São Paulo, com uma vantagem ainda maior do que lhe atribuiu o Datafolha (26%) há pouco mais de um mês. Se a eleição fosse hoje, o Ibope diz que ele teria 33% das intenções de voto — com margem de erro de três pontos para mais ou para menos. No Rio de Janeiro, o senador Marcelo Crivella, também do partido, bispo da Universal e sobrinho de Macedo, está na frente, com 27% das intenções de voto. 
De volta a SP
Disputaria o segundo turno com Russomanno em São Paulo a senadora Marta Suplicy, do PMDB, que aparece com 17% — tinha 16% no outro instituto. Em terceiro lugar, há um triplo empate, com 9%: Fernando Haddad (PT), João Dória (PSDB) e Luíza Erundina (PSOL). Major Olímpio (SD) marcou 2%. A avaliação que fazem os paulistas da gestão Haddad explica o seu fraco desempenho. Nada menos de 76% dizem desaprovar seu modo de governar a cidade, contra apenas 19% que aprovam. Sua gestão é ótima ou boa para apenas 13%; 30% dizem ser regular, e nada menos de 57% a tem como “ruim ou péssima”.
De volta ao Rio de Janeiro
Se a eleição fosse hoje, provavelmente disputaria o segundo turno com Crivella, no Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, no nanico PSOL, que está com 12%, embora haja, na verdade, dados os três pontos da margem de erro, também um triplo empate: Flávio Bolsonaro (PSC) tem 11%, e Jandira Feghali (PCdoB) e Pedro Paulo (PMDB) aparecem com 6%.
Muito cedo
É claro que haverá muita porfia ainda pela frente. Em São Paulo, dada a forte coligação, o tucano Dória tende a crescer. O PT está combalido, sim, mas Haddad tem a máquina na mão. No Rio de Janeiro, Pedro Paulo ainda tem a ganhar na proximidade com o prefeito Eduardo Paes (PMDB). A avaliação que se faz da gestão do prefeito não é um espetáculo, mas ele está em situação bem mais confortável do que Haddad na capital paulista: 27% consideram sua gestão ótima ou boa; 40% dizem ser regular, e 32% afirmam ser ruim ou péssima.
Rejeições
Nas duas cidades, a rejeição aos nomes eleitoralmente viáveis é igualmente alta. Haddad lidera em São Paulo, com 52%, seguido de Marta Suplicy, com 35%. Erundina aparece com 25%, e Russomanno, com 24%. É evidente que a situação do candidato do PRB é bem mais tranquila até aqui. 
No Rio, Crivella e Jandira estão na ponta do ranking que ninguém quer liderar, com 35%. Pedro Paulo vem em seguida, com 33%, seguido de Flávio Bolsonaro (31%) e Marcelo Freixo (25%). Num segundo turno, a rejeição pode ser tão importante como a aprovação. De modo a meu ver incompreensível, o instituto não fez simulações de segundo turno.

Advogado Pedro Lagomarcino denuncia reitor da Ufrgs por improbidade pelos atos contra o "Morogate"


O advogado gaúcho Pedro Lagomarcino protocolou representação no Ministério Público Federal contra o reitor da UFRGS por improbidade administrativa. O advogado denuncia o ato que foi realizado na UFRGS na semana passada, nas dependências da Faculdade de Ciências Econômicas por grupos de ativistas ligados ao PT e com o objetivo de denunciar o que o advogado Lênio Streck, orador do ato, classificou de "Morogate", uma suposta "conspiração" de Poderes da República e da mídia, destinada a derrubar a mulher sapiens petista e presidente afastada Dilma Roussef, e garantir a posse do vice-presidente Michel Temer em seu lugar. A representação recebeu o nº 20160082918 e já está cadastrada no sala de atendimento do cidadão do Ministério Público Federal disponível na internet. O Ministério Público Federal já protocolou a representação.

Prefeito petista de Lajeado é corrido de bairro sob ameaça de planchaço de facão por eleitor irritado


O prefeito de Lajeado (RS), o petista Luiz Fernando Schmidt, ex-deputado estadual, que está em campanha buscando a reeleição, tentou fazer uma visita ao bairro Santo Antônio, na semana passada, acompanhado do candidato a vereador Nilson, da coligação situacionista. Em uma das ruas do bairro um cidadão de facão na mão ameaçou e desaforou o prefeito petista, relatou o portal LajeadoClic. O episódio só não teve um epílogo mais sério devido a intervenção do morador do bairro Pedro Weber, que trabalha em cargo de confiança na Secretaria de Obras. O morador estava indignado. Segundo ele, Schmidt teria em 2012 prometido pavimentação da sua rua, mas não teria cumprido a promessa. O petista Luiz Fernando Schmidt descobriu da pior maneira que a coisa não está boa para seu partido. 

Recompensa para denúncia de corrupção

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que chefia a comissão especial que examina o projeto de 10 medidas contra a corrupção, pretende incluir no seu parecer a inclusão no projeto de uma medida prevendo a figura do chamado "informante do bem", com o objetivo de incentivar quem denuncia casos de corrupção com uma porcentagem do dinheiro recuperado. A idéia é excelente, mas precisa ser melhorada. É preciso estender esse estímulo a todos os brasileiros que denunciarem processos corruptos, viciados, deturpados, dirigidos, de licitações públicas, que notoriamente evitarem perdas de recursos públicos. Veja um exemplo: o jornalista Vitor Vieira, Editor de Videversus, denunciou ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul uma licitação viciada do lixo, promovida pela Prefeitura de Porto Alegre, no valor contratual de cerca de um bilhão de reais, por cinco anos de prestação de serviços. Logo no primeiro momento da denúncia, esta provocou uma alteração de 90 ítens do edital de licitação, o que promoveu uma redução em 240 milhões de reais no valor total do contrato licitado. Posteriormente a licitação foi anulada porque ficou constatado pela Polícia Civil e Tribunal de Contas que o processo licitatório tinha sido fraudado. Acredite, apesar da descoberta documentada da fraude, não houve denúncia criminal. Realizada nova licitação, a economia de recursos se manteve na ordem de 250 milhões. Ou seja, se vigorasse uma recompensa de 10% do valor economizado com fraudes, ao autor de denúncia consistente ganharia, nesse caso, em torno de 24 milhões de reais. O setor público ainda sairia ganhando, como no caso, cerca de 224 milhões de reais. Um estímulo dessa ordem faria com que os cidadãos se movessem para fiscalizar os atos públicos. E as autoridades passariam a tomar muito mais cuidado do que hoje. 

Eleitor de Porto Alegre tem uma percepção péssima da administração Fortunati


Pesquisa Ibope questionou a população de Porto Alegre sobre a avaliação do prefeito José Fortunati (PDT). Das 602 pessoas entrevistadas entre 18 e 21 de agosto, 3% avaliaram a administração de Fortunati como "ótima", 14% como "boa", 41% como "regular", 18% como "ruim" e 22% como "péssima". 2% não sabem/não responderam. A pesquisa também questionou se os entrevistados aprovam ou desaprovam a forma como o prefeito vem administrando a cidade: 63% desaprovam, enquanto 29% aprovam e 7% não souberam ou não responderam. Um verdadeiro desgoverno não poderia resultar em coisa diferente. 

Balança comercial tem superávit de US$ 541 milhões na 3º semana do mês

A balança comercial registrou superávit de US$ 541 milhões na terceira semana de agosto, informou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O valor resulta de exportações de US$ 3,557 bilhões e importações de US$ 3,016 bilhões no período. Com o desempenho na terceira semana, a balança acumula superávit de US$ 2,862 bilhões em agosto e US$ 31,092 bilhões no ano. As exportações no mês subiram 3,9% em relação a agosto de 2015, considerando a média diária de embarques, para US$ 766,4 milhões. O avanço foi sustentado pelos produtos semimanufaturados e manufaturados que cresceram 9,7% e 7,3%, respectivamente. Entre os produtos semimanufaturados, a alta foi puxada pela venda de açúcar em bruto, ouro em forma semimanufaturada, alumínio em bruto, madeira serrada ou fendida, ferro fundido e ferro-ligas. Os manufaturados foram influenciados pela venda de veículos de carga, açúcar refinado, máquinas e aparelhos para terraplenagem, aviões e motores e geradores elétricos. Em contrapartida, os produtos básicos (com maior participação na pauta de exportações) tiveram queda de 0,3% na média diária, para US$ 347,4 milhões. A retração foi liderada por soja em grão, carne bovina e de frango, café em grão e milho em grão. A média diária de importações até a terceira semana do mês caiu 5,5%, para US$ 575,6 milhões. Nesse comparativo decresceram os gastos com siderúrgicos (-33,9%), veículos automóveis e partes (-31,2%), equipamentos mecânicos (-19,8%), instrumentos de ótica e precisão (-6,4%) e plásticos e obras (-5,2%).

Senador do PSDB dará parecer contrário a reajuste dos ministros do STF

Senador pelo PSDB, Ricardo Ferraço (ES) apresentará nesta terça-feira, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, parecer contrário ao reajuste salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele trabalha, ainda, em uma estratégia para tentar barrar os projetos que concedem aumento ao Procurador-Geral da República (PGR) e aos membros da Defensoria Pública. A remuneração dos ministros serve como referência para o teto do funcionalismo público. Ferraço lembra que, se a CAE derrubar a elevação dos subsídios mensais dos ministros - dos atuais R$ 33,7 mil para R$ 36,7 mil a partir de junho de 2016, passando a R$ 39,2 mil a partir de janeiro de 2017 -, o próprio aumento do PGR fica comprometido, pois os valores atuais e do aumento são idênticos e não poderiam ultrapassar o limite imposto ao STF. O tucano, que tem criticado ações do governo do presidente interino Michel Temer que expandem o gasto público, anotou em seu parecer estimativa da Consultoria de Orçamento do Senado, que aponta que a aprovação da proposta de aumento poderá gerar um impacto financeiro anual superior a R$ 4,5 bilhões. A medida pode causar um “efeito cascata” provocado pelas vinculações constitucionais com outras carreiras, dando margem a reajustes para membros da magistratura federal e estadual, ministros e conselheiros de tribunais de contas e salários de parlamentares, chegando até aos vereadores. Apenas na União, a despesa estimada supera o R$ 1,21 bilhão graças à sua repercussão sobre os salários dos demais juízes federais, Ministros do TCU e elevação do teto do funcionalismo. Nos Estados, apenas com a elevação dos subsídios da magistratura estadual, estima-se um outro impacto anual superior a R$ 1,23 bilhão nas despesas. Já a elevação do teto para os Estados irá implicar em um custo adicional superior a R$ 1 bilhão. “O momento é dramático em termos fiscais. É hora de socializar o sacrifício”, lembra. Questionado sobre eventuais acenos do governo à concessão desses reajustes, Ferraço, diz que a “hora da verdade” será a análise da proposta na CAE. “O posicionamento do governo vai ter que ficar explícito. Espero que o governo me acompanhe”. Já o reajuste à Defensoria, que chegou a ir ao Plenário do Senado, volta à CAE após acordo entre os senadores, na semana passada. Tratam-se dos maiores reajustes em análise, em termos percentuais. Se aprovado, o Defensor Público-Geral Federal terá aumento em seu subsídio dos atuais R$ 31 mil para R$ 33,7 mil a partir de 1º de janeiro de 2018. O subsídio dos defensores públicos integrantes da categoria especial será elevado de R$ 22,5 mil para R$ 32 mil (aumento acumulado de 42,4%) no período em questão. Já o subsídio dos defensores da categoria primeira aumentará de R$ 19,9 mil para R$ 30,4 (aumento acumulado de 53%). Por sua vez, o subsídio dos defensores integrantes da categoria segunda saltará de R$ 17,3 mil para R$ 28,9 mil (aumento acumulado de 67%), de acordo com dados constantes no relatório da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), favorável à proposta. Ferraço estuda a apresentação de voto em separado contra a medida: “É absolutamente incompatível com a realidade. Um defensor público em início de carreira ganha R$ 17 mil. A maior parte da população brasileira não está lutando por reajustes, mas sim para manter os seus empregos. São quase 12 milhões de desempregados”.

Fitch retira observação negativa de ratings do banco BTG

A agência de classificação de risco Fitch Ratings removeu as observações negativas envolvendo as notas do BTG Pactual e reafirmou as avaliações atribuídas ao banco e às suas subsidiárias. A observação (“crediwatch”, em inglês) indicava que a agência estava acompanhando com mais frequência a situação do banco, e tendia para um possível rebaixamento. De acordo com a Fitch, a remoção da observação negativa indica que a agência “reconhece a estabilização da liquidez do banco, sua confortável capitalização e o bem-sucedido gerenciamento de sua crise”, escrevem os analistas da Fitch. “Seu perfil financeiro permanece sólido, com boa geração de resultados, qualidade de ativos controlada, ao passo que sinais de uma lenta reconstrução de sua franquia de captação já podem ser percebidos”. O Banco BTG Pactual SA tem seu rating de probabilidade de inadimplência do emissor (IDR, em inglês) de longo prazo, em moeda local e estrangeira, classificado em “BB-”. Apesar de a observação negativa ter sido removida, a nota está em perspectiva (“outlook”) negativo, o que indica uma tendência de rebaixamento em um prazo maior de tempo. Segundo a agência, caso novas acusações ou investigações oficiais relativas a operações do banco apareçam, a instituição pode ser rebaixada. A Fitch considera que há um risco menor que esse cenário se materialize, depois que uma auditoria independente contratada pelo BTG não encontrou sinais desse tipo de operação.

Câmara aprova MP que prorroga programa Mais Médicos por 3 anos

A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 723, editada para prorrogar, por três anos, o prazo de atuação de profissionais estrangeiros no programa Mais Médicos. A proposta foi encaminhada ao Congresso Nacional pela presidente afastada Dilma Rousseff. O programa foi criado em julho de 2013 e, segundo dados ressaltados pela gestão petista, são 18,2 mil profissionais atuando em mais de 4 mil municípios. “Todos esses resultados e satisfação passam por um momento bastante sensível em 2016, já que os profissionais do programa sem registro no Brasil completam três anos de participação e não poderão continuar no mesmo por força do artigo 16 da Lei 12.871 que limita o tempo de participação dos médicos no Programa, já que ele dispensa o médico do exame de revalidação de diploma somente nos três primeiros anos”, ressaltou o governo petista em documento encaminhado junto com a proposta. Mais cedo, a Câmara aprovou, em votação simbólica, a MP 722, editada para abrir crédito extraordinário para o Ministério do Esporte no valor de R$ 180 milhões. As duas MPs, agora, seguem para o Senado.

Moody’s rebaixa nota da Odebrecht Engenharia e Construção

A Moody’s rebaixou nesta segunda-feira os ratings da Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) de “B2” para “B3”, na escala global, e de “Ba2.br” para “B2.br”, na escala nacional. As notas de crédito estão em revisão para corte adicional. O rebaixamento reflete a percepção da agência de aumento do risco de crédito para a companhia devido à evolução do perfil de liquidez e riscos reputacionais, em meio às incertezas de negócios e um ambiente desfavorável para investimentos em infraestrutura na América Latina. “Apesar da ampla experiência da OEC em construção e do sólido histórico de execução em complexos projetos de engenharia, a vantagem competitiva da companhia tem sido gravemente impactada pelas atuais alegações de corrupção”, escreve a Moody’s. O prolongado processo de investigação resultou em enfraquecimento na confiança dos investidores e menor disponibilidade de financiamento para os projetos do grupo. Também pressionam os negócios da empresa as menores taxas de crescimento em investimentos em infraestrutura na América Latina, reflexo de incertezas políticas, limitações fiscais e tendências de preços mais baixos para commodities nos setores de metais e mineração e petróleo e gás. Penalidades monetárias consideráveis ou outras sanções comerciais decorrentes de acusações de corrupção podem prejudicar ainda mais a liquidez da companhia, considera a Moody’s. Dessa forma, um acordo com as autoridades pode ser visto como um desenvolvimento positivo ao crédito, dependendo das condições específicas do acordo em questão. Porém, atrasos prolongados para finalizar o acordo de leniência continuarão a prejudicar a liquidez da companhia e afetar sua sustentabilidade operacional. Os ratings poderão ser rebaixados novamente caso a agência perceba um risco mais elevado proveniente dos desdobramentos dos procedimentos legais, tais como evidências de que o acordo de leniência não seja assinado nos próximos dois meses. Outros fatores para novo corte podem ser penalidades monetárias maiores que as previstas, sanções comerciais ou cancelamentos de contratos que levem a uma deterioração do volume de projetos contratados, que poderiam resultar em uma alavancagem maior ou liquidez menor para cumprir o serviço de dívida.

Renegociação da dívida dos Estados será votada nesta terça-feira


O líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), confirmou nesta segunda-feira que a votação do projeto de renegociação das dívidas dos Estados com a União será apenas nesta terça-feira (23), quando confia ser possível concluir a análise da proposta. Nesta segunda-feira, os deputados analisaram três medidas provisórias cujos prazos de validade estavam próximos de expirar. Por ampla maioria, o plenário da Câmara já aprovou o texto-base que trata da renegociação das dívidas estaduais. Porém, algumas bancadas apresentaram os chamados destaques – pedidos para suprimir ou reincluir trechos no projeto. Isso, portanto, pode alterar os termos do acordo. O Palácio do Planalto se posiciona contra os três destaques, em especial um que propõe a retirada do limite dos gastos para os Estados, uma das contrapartidas da proposta. Antes eram quatro destaques. Mas um deles foi retirado. Moura acredita que o quórum na terça-feira será mais elevado que nesta segunda-feira. Na terça-feira, também está prevista sessão conjunta do Congresso para analisar o projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017. Foi fechado um acordo com a base e com a oposição para que a renegociação das dívidas fosse adiada e que oposicionistas não obstruam a votação das medidas provisórias. O acordo, contudo, ainda permitirá que aliados da presidente afastada Dilma Rousseff apresentem nesta terça-feira requerimento para adiar a votação do projeto de renegociação das dívidas. 

Câmara aprova MP de prorrogação do Cadastro Ambiental Rural

A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória (MP) 724, editada para prorrogar, por mais um ano, os prazos de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e adesão ao Programa de Regularização Ambiental. A MP foi publicada pela presidente afastada Dilma Rousseff, em maio. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o CAR consiste no levantamento de informações georreferenciadas do imóvel, com delimitação das Áreas de Proteção Permanente (APP), Reserva Legal (RL), remanescentes de vegetação nativa, área rural consolidada, áreas de interesse social e de utilidade pública, com o objetivo de traçar um mapa digital a partir do qual são calculados os valores das áreas para diagnóstico ambiental. A votação na Câmara foi simbólica e, agora, a MP segue para o Senado.

Perícia nas contas da campanha da petista Dilma identifica serviços não comprovados

A ministra Maria Thereza de Assis Moura, corregedora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), recebeu na noite desta segunda-feira o laudo da perícia contábil determinada sobre documentos de empresas que prestaram serviços à campanha eleitoral que reelegeu a presidente afastada Dilma Rousseff e o presidente interino Michel Temer. A ministra é relatora das ações que pedem a cassação da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer. Os peritos identificaram que as empresas Rede Seg, VTPB e Focal não apresentaram documentos que comprovem que prestaram serviços no valor pago pela campanha vitoriosa. O laudo pericial indicou ainda que a Editora Gráfica Atitude, que é suspeita de ter sido usada pelo PT para captar propinas, não foi contratada pela chapa presidencial eleita em 2014. O PSDB pediu a investigação de possível campanha ilegal que a empresa teria feito para Dilma. O TSE vai agora ouvir as testemunhas Pedro Barusco, Hamylton Pinheiro Padilha Jr., Marcelo Cortes Neri e Zwi Skornicki serão ouvidos no dia 16 de setembro, às 11h, no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Já Augusto Mendonça, Eduardo Hermelindo Leite, Ricardo Pessoa, Julio Camargo Otávio Marques de Azevedo e Flávio David Barra serão ouvidos no dia 19 de setembro, no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. A ministra também deu prazo de quinze dias para que os advogados da defesa se pronunciem sobre a perícia, se desejarem. Após os depoimentos, o Tribunal abre prazo para as alegações finais das partes - tanto para o PSDB, autor da ação, como para advogados de Dilma e de Temer - e pode colocar o processo em pauta para julgamento no plenário da Corte. 

Comissão do Senado volta a analisar projeto que trata da legalização dos jogos no Brasil


A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional reúne-se na quarta-feira (24), às 14h30, com um único item na pauta: o projeto que amplia o leque dos jogos de azar legalizados no País (PLS 186/2014). O projeto já havia sido enviado ao Plenário, mas um requerimento aprovado no início do mês determinou o reexame da matéria na comissão. O requerimento foi apresentado pelo senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). Ele é o novo relator da proposta, em substituição ao senador Blairo Maggi (PR-MT), que se tornou ministro da Agricultura. A justificativa de Fernando Bezerra é de que, após receber representantes de vários órgãos públicos, ficou evidente a necessidade de mudanças no projeto que libera os jogos de azar. Entre os órgãos que participaram de discussões com o senador estão a Polícia Federal e o Ministério Público. Para Bezerra, que vai apresentar um novo substitutivo ao projeto, é imprescindível aperfeiçoar o texto para que os jogos de azar não sejam usados para a lavagem de dinheiro. O projeto original é do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e libera o funcionamento de cassinos, bingo, jogo do bicho e apostas eletrônicas. O autor afirma que é no mínimo incoerente dar um tratamento diferenciado para o jogo do bicho e, ao mesmo tempo, permitir e regulamentar as modalidades de loteria federal hoje existentes. Segundo o senador, as apostas clandestinas no País movimentam mais de R$ 18 bilhões por ano. Na mesma linha, Bezerra Coelho diz em seu relatório que a regulamentação do tema pode ser um importante canal de atração de investimentos privados, tanto em infraestrutura hoteleira e turística como também em logística. Para o senador, a legalização dos jogos de azar ajudará a economia do País, com a geração de emprego e renda, e também o governo, que poderá arrecadar com os impostos. Uma projeção conservadora, segundo o relator, estima a arrecadação de R$ 29 bilhões nos próximos três anos. A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional, presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), é a responsável pela Agenda Brasil – pauta apresentada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, com o objetivo de incentivar a retomada do crescimento econômico do País.

TV e internet são os meios que mais exercem influência sobre os eleitores


As eleições municipais começam, de fato, na sexta-feira (26) com os primeiros programas em horário eleitoral gratuito de rádio e TV, mas a aposta dos candidatos para conquistar o eleitor deve trocar o rádio pela interrnet. De acordo com levantamento da Ipsos, TV e internet estão quase empatados como os meios com maior capacidade de influenciar o eleitorado. Entre os entrevistados, 77% reconheceram o poder da TV e 76%, o da internet. Na sequência, aparece o jornal (66%) e o rádio (61%). Revista vem como a última opção, com 48%. A pesquisa revela que influência da televisão e da internet é alta entre todas as classes sociais e níveis de escolaridade, mas a prevalência da TV a diminui proporcionalmente à idade do eleitor, chegando a ser ultrapassada pela internet entre os eleitores de 18 a 24 anos.


“Recentemente viralizou a notícia de que, nos Estados Unidos, Donald Trump não investiu absolutamente nada em publicidade na TV para a sua campanha. Isto, talvez levado ao extremo, reflita uma nova realidade sobre a influência dos meios de comunicação. No Brasil, estamos começando a vivenciar uma nova era da influência, principalmente com os Millennials e Geração Z,” afirma Diego Pagura, diretor de negócios da Ipsos Connect, responsável pelo levantamento. O estudo mostra ainda que as classes mais altas acreditam que os meios impressos têm mais influência sobre a população: 51% das classes A e B mencionam o meio revista, contra 48% da população em geral. O mesmo cenário é visto com relação ao meio jornal, que atingiu 66% no levantamento geral, mas sobe para 70% entre as classes mais altas. Já o rádio tem 61% de concordância, com pouca variação entre as classes A, B e C. Entre os entrevistados das classes DE, o percentual cai para 56%. “A influência das mídias é uma resposta ao que as pessoas esperam delas. A mídia impressa tradicionalmente tem criado a percepção de confiança e de credibilidade da informação, o que sustenta a sua relevância, principalmente para um assunto sério como a política”, complementa o executivo. Os dados fazem parte de levantamento do Estudo Geral de Meios (EGM), realizado pela Ipsos com 31.096 entrevistas presenciais com homens e mulheres acima de 18 anos em nove regiões metropolitanas. Os dados foram coletados entre abril de 2015 e março deste ano. As regiões monitoradas foram São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza. A margem de erro é 0,56% para mais ou para menos.

Presidente do México é acusado de plagiar monografia

  

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, plagiou quase 30% de sua monografia para obter o título de Direito. A denúncia é da jornalista Carmen Aristegui, que publicou uma longa reportagem em seu site afirmando que Peña Nieto plagiou pelo menos dez autores em seu trabalho. Estudante da Universidade Panamericana entre 1984 e 1989, o presidente apresentou a monografia “O presidencialismo mexicano e Álvaro Obregón”, em 1991. Segundo a jornalista, ele não citou os autores e nem reproduziu os trechos usando aspas. O porta-voz da presidência do México, Eduardo Sánchez, admitiu que Peña Nieto possa ter cometido “erros de estilo como citações sem aspas ou falta de referência a outros autores que não incluiu na bibliografia”, e lamentou que isso agora seja “assunto de interesse jornalístico”. Em sua reportagem no site aristeguinoticias.com, Carmen — demitida da emissora MVS em 2015 depois de revelar que uma mansão de propriedade da primeira-dama, Angelica Rivera, foi vendida por um dos principais empreiteiros do governo — argumenta que Peña Nieto plagiou 28,8% das 200 páginas que compõem a tese. A reportagem compara fragmentos do trabalho do presidente com obras do historiador Enrique Krauze ou da professora da Universidade do Novo México Linda Hall, entre outros especialistas. Ah..... se jornalistas gaúchos se dedicassem a examinar as teses aprovadas na UFRGS ia acontecer uma devastação federal..... É notável que o México tenha um presidente doutorado. No Brasil se elege analfabeto para o cargo. E uma mulher sapiens que mentiu ter defendido tese, na Unicamp, o que nunca fez. 

Presidente do México é acusado de plagiar monografia

  

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, plagiou quase 30% de sua monografia para obter o título de Direito. A denúncia é da jornalista Carmen Aristegui, que publicou uma longa reportagem em seu site afirmando que Peña Nieto plagiou pelo menos dez autores em seu trabalho. Estudante da Universidade Panamericana entre 1984 e 1989, o presidente apresentou a monografia “O presidencialismo mexicano e Álvaro Obregón”, em 1991. Segundo a jornalista, ele não citou os autores e nem reproduziu os trechos usando aspas. O porta-voz da presidência do México, Eduardo Sánchez, admitiu que Peña Nieto possa ter cometido “erros de estilo como citações sem aspas ou falta de referência a outros autores que não incluiu na bibliografia”, e lamentou que isso agora seja “assunto de interesse jornalístico”. Em sua reportagem no site aristeguinoticias.com, Carmen — demitida da emissora MVS em 2015 depois de revelar que uma mansão de propriedade da primeira-dama, Angelica Rivera, foi vendida por um dos principais empreiteiros do governo — argumenta que Peña Nieto plagiou 28,8% das 200 páginas que compõem a tese. A reportagem compara fragmentos do trabalho do presidente com obras do historiador Enrique Krauze ou da professora da Universidade do Novo México Linda Hall, entre outros especialistas. Ah..... se jornalistas gaúchos se dedicassem a examinar as teses aprovadas na UFRGS ia acontecer uma devastação federal.....

STF julga denúncia contra Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo dia 30

 

Está marcado para o dia 30, no Supremo Tribunal Federal, o julgamento da denúncia contra a senadora petista Gleisi Hoffmann, a Narizinho, ou Barbie petista, o marido dela, o ex-ministro petista Paulo Bernardo, e o empresário Ernesto Kugler. Se a maioria dos cinco ministros que integram a turma aceitar a denúncia, os investigados passarão à condição de réus em uma ação penal. O tribunal também pode simplesmente arquivar o caso, por falta de provas suficientes para justificar a continuidade das investigações. Segundo a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a campanha de Gleisi ao Senado em 2010 recebeu R$ 1 milhão do esquema de desvios de dinheiro da Petrobras. Há indícios de que o dinheiro teria sido entregue pelo doleiro Alberto Youssef. A quantia teria sido paga em quatro parcelas a Kugler, a pedido de Gleisi e do marido. Gleisi foi ministra da Casa Civil no governo de Dilma Rousseff entre junho de 2011 e fevereiro de 2014. Paulo Bernardo foi ministro do Planejamento no governo Lula, de 2005 a 2011, e das Comunicações no governo Dilma, de 2011 a 2015. Assim como Kugler, o casal é suspeito de ter cometido corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O casal foi citado na Lava-Jato em delações premiadas de Yousseff e do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Em seguida, veio a delação do advogado Antônio Carlos Fioravente Pieruccini, que detalhou como o dinheiro teria sido repassado para a campanha de Gleisi. Em depoimento ao Ministério Público Federal, Pieruccini afirmou ter transportado R$ 1 milhão de São Paulo para Curitiba, a pedido de Yousseff. O doleiro teria dito que a destinatária final do dinheiro era a campanha da petista. Pieruccini disse que as entregas ocorreram em uma sala de propriedade de Ernesto Kugler, localizada em shopping de Curitiba. Pieruccini teria levado uma caixa lacrada com a inscrição “P.B./Gleisi”. Ainda segundo Pieruccini, Kugler contou as notas, em um total de R$ 250 mil e disse que o valor “não dava nem para o cheiro”. Teriam ocorrido outras três entregas no mesmo molde, segundo o delator.

Planalto já discute possível posse de Temer, em sessão do Congresso

 

Se o impeachment da mulher sapiens petista e presidente afastada Dilma Rousseff for aprovado pelo Senado, Michel Temer tomará posse como presidente efetivo da República em sessão solene do Congresso. O Palácio do Planalto e o Senado, nos bastidores, já discutem como seria a cerimônia. A idéia é que seja adotado o mesmo rito de 1992, quando Itamar Franco tomou posse depois do processo contra Fernando Collor, que renunciou ao cargo de presidente no julgamento final do impeachment.  Documento com a transcriação do passo-a-passo de Itamar Franco foi entregue a um emissário do Planalto, que também discutiu que a resposta à Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre impeachment fosse feita pelo Senado, como Casa que conduz o processo, e não pelo Planalto. O julgamento final de Dilma começará na próxima quinta-feira, mas a votação só deve ocorrer entre os dias 30 e 31. A avaliação é que acabe na madrugada do dia 31. Neste caso, a sessão do Congresso poderia ocorrer às 15 horas, para dar tempo de todos descansarem, mas isso depende ainda de uma definição do presidente do Supremo Tribunal Federal e do processo de impeachment, ministro Ricardo Lewandowski. Além disso, interlocutores de Temer lembram que ele tem viagem marcada para a China dia 31, no caso de aprovação do impeachment. Em 1992, a cerimônia de posse de Itamar Franco foi às 12h30, rápida e não houve discursos de parlamentares. O Congresso foi convocado apenas 3h30 depois de lida a carta de Collor. Agora, a convocação poderia ocorrer horas depois de votado e confirmado o afastamento de Dilma. Na sessão, é lido o termo de posse do presidente da República. No Senado, ainda há expectativa sobre participação de Dilma no julgamento, no dia 29. Por enquanto, a defesa não fez exigência sobre uma sala ou local para a permanência da presidente afastada. Já as oito testemunhas - duas de acusação e seis de defesa - se hospedarão em hotel da cidade a partir da próxima quinta-feira, quando inicia o julgamento e ficarão incomunicáveis: sem televisão ou telefone. As testemunhas de acusação são o procurador Júlio Marcelo de Oliveira, representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), e Antônio Carlos Costa D´Avila Carvalho, auditor federal de Contas de Controle Externo do TCU. Já a defesa de Dilma apresentou seis testemunhas, com destaque para o economista e professor Luiz Gonzaga Belluzzo e o ex-ministro Nelson Barbosa. O presidente do Supremo aceitou realizar, se necessário, sessão nos finais de semana. A expectativa é que a fase de oitiva das testemunhas, que começa nesta quinta-feira, só termine na tarde de sábado.

Empresa de aviação do herdeiro da Casas Bahia faz aquisição de R$ 38 milhões

A CB Air, empresa de aviação executiva criada pelo empresário Michael Klein em 2013, anunciou nesta segunda-feira (22) que está em processo de compra da Global Aviation, empresa com tradição no setor, responsável pela hangaragem de mais de 80 aeronaves. A transação, que só será fechada após a aprovação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e do Cade (Conselho de Administração de Defesa Econômica), envolve R$ 38 milhões, além da negociação de ativos e passivos. “Temos que apurar quantos ativos virão para a nova empresa e quais serão os passivos. Mas já temos uma estimativa de que o mínimo são os R$ 38 milhões e o máximo R$ 70 milhões”, disse Klein. A Global Aviation inclui as empresas Global Táxi Aéreo, Pássaro Azul, Reali Táxi Aéreo e SSR Assessoria e Prestação de Serviços. Após a conclusão do processo de aquisição, a CB Air, que tem hoje seis helicópteros e seis aviões, passará a ter uma frota de 32 aeronaves. O número de hangares passa de dois para dez, em pontos como Campo de Marte, Congonhas, Sorocaba, Santos Dumont e Brasília, além de helipontos no Estado de São Paulo.

Morre, aos 94 anos, Toots Thielemans, o rei da gaita


O músico belga Toots Thielemans, considerado o rei da gaita, morreu nesta segunda-feira aos 94 anos, após uma longa carreira internacional durante a qual tocou junto aos maiores nomes do jazz. Thielemans, cuja música pode ser ouvida em trilhas sonoras de filmes como “Bonequinha de Luxo” (1961), morreu “enquanto dormia”, um mês depois de ter sido hospitalizado devido a uma queda, anunciou seu agente, Veerle Van de Poel. Figura mundial do jazz, tocou junto aos maiores: Ella Fitzgerald, Quincy Jones, Bill Evans, Frank Sinatra, Ray Charles, Larry Schneider e Oscar Peterson. Também acompanhou artistas como Nick Cave, Paul Simon, Elis Regina, Billy Joel e Stevie Wonder. Nascido em 29 de abril de 1922, em um bairro popular de Bruxelas onde seus pais trabalhavam em um café, Thielemans, também guitarrista, foi o primeiro músico a levar a gaita cromática ao reconhecimento geral. Thielemans descobriu este instrumento em 1938. Seduzido em um primeiro momento pela música de Ray Ventura, foi picado pelo vírus do jazz durante a Segunda Guerra Mundial e, com uma guitarra nas mãos, adotou como modelo o cigano Django Reinhardt. No fim da década de 1940 se instalou nos Estados Unidos, onde acompanhou o saxofonista Charlie Parker. Retornou posteriormente à Europa para uma turnê com o clarinetista Benny Goodman. Após o êxito de “Bluesette”, em 1962, interpretou com sua gaita a trilha sonora do filme “Perdidos na Noite”, de John Schlesinger (1969) e, mais tarde, de “Jean de Florette”, de Claude Berri (1986). “Um mestre. Perdemos um grande músico”, escreveu no Twitter o primeiro-ministro belga, Charles Michel, após o anúncio da morte de Thielemans, a quem o rei Alberto II concedeu o título de barão em 2001. Em 2012, e apesar de estar em um estado delicado de saúde, Thielemans fez um show no Palácio de Belas Artes de Bruxelas para celebrar seus 90 anos, antes de iniciar uma turnê que o levou a Estados Unidos e Japão. “Levou a gaita ao topo da arte e se converteu em um maestro”, havia declarado na época o instrumentista brasileiro Oscar Castro-Neves, que o acompanhava regularmente. Em 2014, ao sentir que perdia forças e “para não decepcionar seu público”, cancelou seus shows e colocou um ponto final a sua carreira. Em 2009, os Estados Unidos concederam a ele o prêmio “jazz master award”, uma distinção dada poucas vezes a europeus, e a Academia Charles Cros entregou ao belga em 2012 um prêmio em homenagem a sua carreira.

Anvisa suspende venda de três lotes de Rivotril e Lexotan

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu nesta segunda-feira (22) lotes de três medicamentos tranquilizantes de venda controlada, usados no controle de ansiedade e insônia, entre outras indicações. A medida ocorre após testes apontarem absorção insuficiente ou falhas na embalagem. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, veda a distribuição, comercialização e uso de alguns lotes específicos de remédios como o Rivotril e Lexotan, fabricados pela farmacêutica Roche. Ficam suspensos os lotes RJ0792 e RJ0899 do Rivotril (Clonazepam), com comprimidos de 0,5 mg e validades em fevereiro de 2017 e janeiro de 2019, respectivamente; assim como o lote RJ0613 do medicamento Lexotan (Bromazepan), de 6 mg, com validade até janeiro de 2018. Segundo a Anvisa, foram detectados índices insuficientes em resultados de testes in vitro que simulavam a absorção dos comprimidos pelo organismo – o que pode estar relacionado a uma possível falha na fabricação. Além desses dois medicamentos, a agência também suspendeu nesta segunda o lote de outro remédio indicado para a ansiedade, no caso, o lote 812594 do Alprazolam 1 mg, com 15 comprimidos e validade até novembro de 2017. A medida segue comunicado de recolhimento voluntário divulgado pela própria fabricante, a EMS, que constatou possibilidade de que o medicamento estivesse sendo embalado em caixas de Alprazolam de 2 mg.

Governos devem apostar na venda de ações estatais para melhorar contas públicas

O mercado financeiro brasileiro deverá receber a partir de 2017 uma enxurrada de ações de empresas pertencentes aos governos federal e estadual com o objetivo de melhorar as contas públicas. Na esfera nacional, o BNDESPar, braço de participações do BNDES, indicou o interesse em vender parte de seus ativos para compensar um rombo de R$ 2,174 bilhões registrado no primeiro trimestre de 2016. Já o governo do Paraná enviou para a Assembleia Legislativa um pedido de autorização de venda de R$ 2 bilhões em posições da Sanepar e da Copel, o que segundo o governo ampliará o montante disponível para investimentos. Mas, para que o mercado absorva todos esses papéis, os governos deverão aguardar sinais de que os investidores estão dispostos a apostar no País, o que depende muito do cenário econômico brasileiro e da aprovação de reformas, como a da Previdência, e da criação de um teto para os gastos públicos. No entanto, analistas afirmam que a ação em si dá um sinal positivo aos agentes econômicos. “A venda dos ativos mostra ao mercado que o governo está executando medidas para melhorar a sua estrutura financeira e diminuir as dívidas, o que pode criar uma reação positiva não tanto pela venda, mas pelo sinal de que o estado está cuidando das suas contas”, acrescenta o assessor de investimentos da Toro Investimentos, Leonardo Morotti. A estimativa é que apenas o BNDESPar possua US$ 21 bilhões (R$ 67 bilhões) em ações de empresas brasileiras, que são divididas em carteiras de setores tão diferentes quanto os ramos da alimentação (JBS), de papel e celulose (Fibria), de mineração (Vale) e de petróleo, gás e energia (Petrobras e Eletrobras). O banco ainda estuda quais posições serão colocadas à venda, mas de acordo com economistas a tendência é que os papéis escolhidos serão vendidos em lotes para evitar grandes deságios. O gestor de fundos de ações do Banco Daycoval, Juan Carlos Resende Morales, afirma que mesmo com uma possível redução dos preços das ações que venham a ser negociadas, a queda no Risco Brasil e a melhora das perspectivas nos lucros das empresas poderão garantir valores atrativos ao Estado. “Essas vendas ocorrem porque o governo precisa de liquidez e, devido à relevância que essas empresas têm no mercado, elas deverão ser absorvidas por um preço adequado, já que oferecem várias oportunidades aos investidores”, observa. Além das participações do BNDESPar, o governo federal indicou a intenção de abrir o capital de empresas como a Caixa Seguros e o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). 

Governo não consegue reunir deputados para votar dívida dos Estados


O apelo feito pessoalmente pelo presidente interino, Michel Temer, para que os deputados compareçam à Câmara nos esforços concentrados durante o período de campanha eleitoral não surtiu o efeito esperado nesta segunda-feira (22).  A votação final do projeto de lei que trata da renegociação das dívidas dos Estados com a União, que estava marcada para esta segunda-feira (22), foi adiada por falta de quórum. Uma nova tentativa será feita nesta terça-feira (23), caso haja parlamentares suficientes para garantir uma vitória do governo, que precisa de pelo menos 257 votos favoráveis para derrubar os destaques apresentados. O quórum para votação só foi atingido por volta das 19 horas, com 263 deputados, incluindo governo e oposição. 

Comissão de ética da Presidência vai apurar repasses a secretário


A comissão de ética da Presidência da República abriu nesta segunda-feira (22) processo ético disciplinar para apurar se houve conflito de interesse na conduta no ano passado do hoje secretário especial de comunicação do governo interino, Márcio Freitas. No domingo (21), a Folha revelou que uma fundação nacional do PMDB repassou R$ 240 mil ao hoje secretário especial. No mesmo período, ele recebeu salário como assessor na vice-presidência da República. Na época, a Fundação Ulysses Guimarães realizou pagamentos mensais de R$ 20 mil à empresa Entretexto Serviços, da qual Márcio Freitas é sócio-proprietário. A própria comissão de ética decidiu abrir o procedimento em reunião ordinária e foi aberto prazo de dez dias para que o secretário especial apresente sua defesa. Segundo o presidente do colegiado federal, Mauro Menezes, no ano passado a comissão de ética analisou caso semelhante e concluiu que o servidor público não poderia acumular as duas funções. O episódio em questão envolvia o atual assessor especial da Presidência da República, Mozart Vianna. Na época, nomeado sub-chefe de assuntos parlamentares da Secretaria de Relações Institucionais, ele consultou o colegiado federal se poderia também prestar serviço de consultoria Fundação Ulysses Guimarães. "A comissão examinou o caso e se pronunciou no sentido que ele não poderia, tendo em vista a necessidade de não confundir as questões partidárias com o exercício da função pública", explicou. Caso tenha havido irregularidade na conduta do secretário especial, o código da alta administração federal prevê tanto advertência como recomendação de exoneração do servidor público. Na época dos repasses, Márcio Freitas exercia a chefia da Assessoria de Comunicação Social da Vice-Presidência pelo salário de R$ 11,3 mil. A sua relação financeira com a fundação do PMDB aparece na prestação de contas anual do Fundo Partidário ao Tribunal Superior Eleitoral. A lei 8.112/90 proíbe o servidor público de "participar de gerência ou administração de sociedade privada", funções que o secretário especial disse à Folha não exercer na Entretexto Serviços.

Para José Serra, manifestação da OEA sobre impeachment é "besta" e "malfeita"


O ministro das Relações Exteriores, José Serra, afirmou nesta segunda-feira (22) que o documento da Organização dos Estados Americanos (OEA) questionando o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff é "besta" e "malfeito". Segundo ele, a resposta à OEA cabe ao Congresso, responsável pelo processo. "O Brasil não tem que responder nada. A OEA mandou um documento besta, mal feito e quem tem que responder a respeito do impeachment é o Congresso", afirmou o ministro, quando questionado sobre o tema em entrevista após o lançamento de campanha para promover produtos brasileiros no Exterior.  No último dia 16, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA notificou o governo interino de Michel Temer e pediu explicações sobre o impeachment. A medida é resultado de um pedido de liminar protocolado por parlamentares do PT para suspender a tramitação do processo de afastamento de Dilma. "O impeachment não tem nada a ver com o executivo. Foi uma decisão do Congresso brasileiro. Portanto, a OEA deveria ter se dirigido a eles", disse Serra. Ele defendeu que o processo é "inteiramente constitucional" e que as alegações de que representa um golpe de estado são "bobagem". A campanha lançada pela Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) tem como mote o slogan "Be Brasil" (Seja Brasil) e vai focar na qualidade dos produtos brasileiros para tentar ganhar o mercado internacional. A idéia é usar a rede de embaixadas e consulados brasileiros para atingir um número maior de mercados - por isso, a Apex foi transferida do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio para as Relações Exteriores. "O Brasil tem que mostrar que tem qualidade", disse Serra, citando como exemplo o setor agrícola. "É o mais sustentável do mundo, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). Os consumidores do mundo devem saber disso, isso ajuda a vender", comentou.

Governo adia leilão de linhas de transmissão de energia para rever condições


O governo federal resolveu adiar e rever as condições do leilão para a concessão de linhas de transmissão de energia elétrica agendado para 2 de setembro, que tinha como objetivo atrair R$ 12,6 bilhões em investimentos. Havia temor no Ministério de Minas e Energia de que se repetisse no certame o fracasso da tentativa de licitação da distribuidora Celg-D, da Eletrobras, cuja privatização foi desmarcada na semana passada devido à total falta de interesse do mercado. A pasta entendeu que o leilão envolveria muitos lotes e que talvez seja necessário elevar a receita oferecida para ter participantes. A definição de uma nova data para o leilão dependerá de uma conversa do Ministério de Minas e Energia com o Tribunal de Contas da União, assim como uma eventual mudança nas receitas do certame. "O Ministério entende que a quantidade de lotes era muito grande e que não haveria competição suficiente...a ideia é aumentar o preço e reduzir os lotes para ter mais competição", disse a fonte ministerial. Os últimos leilões de transmissão têm registrado expressivo número de lotes vazios, ou seja, que não recebem ofertas, em meio à recessão, à elevada taxa de juros, à falta de crédito e a críticas de empresas quanto a riscos ambientais no setor. O Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica não responderam imediatamente a pedidos de comentários.

Ibope aponta a comunista Luciana Genro liderando intenção de voto em Porto Alegre com 23%


Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira aponta a comunista Luciana Genro (Psol) na frente com 23% na corrida pela prefeitura de Porto Alegre, seguida pelo comuno-petista Raul Pont (PT, ele é o chefão do partido revolucionário clandestino DS - Democracia Socialista, que parasita o corpo do petismo gaúcho) com 18%. O instituto ouviu 602 eleitores entre os dias 18 e 21 de agosto. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Veja como ficaram os demais candidatos na capital gaúcha. 
- Nelson Marchezan Júnior (PSDB) - 12% 
- Sebastião Melo (PMDB) - 10% 
- João Carlos Rodrigues (PMN) - 3% 
- Júlio Flores (PSTU) - 3% 
- Mauricio Dziedricki (PTB) - 3% 
- Marcello Chiodo (PV) - 2% 
- Fábio Ostermann (PSL) - 1% 
- Branco/nulo - 15% 
- Não sabe/não respondeu - 10% 
A pesquisa Ibope publicada nesta segunda-feira obriga a fazer uma revisão das previsões anteriores. Na análise dos resultados combinados dessa pesquisa, percebe-se claramente a tendência do eleitorado em Porto Alegre. A comunista Luciana Genro (PSOL) e o comuno-petista Raul Pont (dono têm uma rejeição média em torno dos 30% dos eleitores da capital gaúcha. Ou seja, quase um terço do eleitorado diz que não vota neles nem que a vaca tussa. Resumindo: os dois lideram a pesquisa, mas têm grandes dificuldades para crescimento da candidatura. De uma maneira ou outra estão vinculados ao gigantesco fracasso do regime petralha, corrupto até a raiz dos cabelos. Já o vice-prefeito do PMDB amarga a enorme rejeição ao governo de Michel Temer (inexplicada), ao governo estadual de José Ivo Sartori, completamente incompetente, e à rejeição da população da cidade ao desgoverno da administração José Fortunati. É o que explica que, embora sendo vice-prefeito, o candidato amargue lá atrás na fila dos candidatos. Daí emerge a figura do tucano Nelson Marchezan Junior. Ele larga no páreo em excelentes condições. Poderá se tornar na alternativa para o eleitorado. Nelson Marchezan Junior só precisa ficar atento às tramas e conspirações da marquetagem do PMDB, como aquela que foi feita contra Ana Amélia Lemos, em conluio com o PT. Se conseguir evitar esta trama, para a qual deve ser devidamente preparado, tem todas as condições de ganhar a eleição neste momento singular de vazio político no Rio Grande do Sul.

Câmara e Senado dizem a OEA que impeachment seguiu ritos legais


A Câmara e o Senado negaram nesta segunda-feira (22) que tenha havido qualquer irregularidade na tramitação do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, no Congresso. As Casas responderam a questionamentos feitos pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos). A organização notificou o governo interino de Michel Temer no último dia 16 de agosto. A medida foi resultado de um pedido de liminar protocolado por parlamentares do PT que pediam a suspensão da tramitação do processo de afastamento da petista. O Palácio do Planalto, no entanto, pediu ao Congresso para prestar tais esclarecimentos. O prazo acabava nesta segunda-feira (22). Nos documentos, as duas Casas apresentam detalhadamente todo o rito que o processo teve desde que foi aceito pelo hoje ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no fim do ano passado. "Verifica-se, assim, que foram observados os preceitos constitucionais, legais e regimentais que norteiam o processo de impedimento, não havendo que se falar em qualquer ilegalidade ou inconstitucionalidade dos atos praticados pelo Senado Federal", diz o documento do Senado. O texto da Câmara afirma ser "improcedente, descabida e sem nenhum fundamento constitucional, legal e jurisprudencial, a reclamação levada à OEA". O documento do Senado foi assinado pelo advogado-geral da Casa, Alberto Cascais, e foi encaminhado ao secretário executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, Mario López Garelli. O documento da Câmara foi assinado pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e foi enviado ao Itamaraty. A pasta deverá reencaminhá-lo para a OEA. A organização pediu o esclarecimento de seis pontos específicos: observações gerais sobre a solicitação dos petistas; explicação sobre como teria sido garantida a legalidade do processo de impeachment; indicação sobre o andamento de recursos judiciais pendentes sobre o caso; esclarecimentos sobre Dilma ter ou não acesso a recursos judiciais, incluindo a revisão do processo; explicação dos efeitos que o eventual afastamento definitivo poderia ter sobre os direitos políticos de Dilma; e quais seriam os prazos para resolver o processo. Os deputados Wadih Damous (PT-RJ), Paulo Pimenta (PT-RS) e Paulo Teixeira (PT-SP) assinaram a petição enviada à comissão da OEA junto com o advogado argentino Damián Loreti, alegando que Dilma foi afastada como parte de uma tática para frear as investigações da Operação Lava Jato e que o processo é "ilegal". O efeito prático da atuação da OEA, no entanto, é praticamente nulo já que a organização dificilmente teria condições de determinar a mudança de comando do País, caso considere que há violação das regras do impeachment no caso. O próprio governo Dilma já havia dado demonstrações das limitações da medida. Em 2011, a instância pediu a interrupção das obras da Usina de Belo Monte, alegando irregularidade no licenciamento ambiental. Em retaliação pelo que considerou uma interferência indevida, Dilma convocou de volta ao Brasil o representante do País junto à OEA e suspendeu o repasse à entidade. O Brasil só voltou a ter representante no órgão no ano passado. Nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, afirmou que o documento da Organização dos Estados Americanos (OEA) questionando o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff é "besta" e "malfeito". Segundo ele, a resposta à OEA cabe ao Congresso, responsável pelo processo.

Chefe da OEA agora vai no fígado e diz: "Venezuela não tem democracia nem Estado de Direito"; demorou para descobrir o óbvio

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, disse nesta segunda-feira (22) que a ratificação da condenação contra o opositor venezuelano Leopoldo López foi o "marco" do final da democracia e do Estado de Direito nesse país. "Nenhum foro regional, ou sub-regional, pode desconhecer a realidade de que, hoje, na Venezuela, não há democracia nem Estado de Direito", escreveu Almagro em uma carta aberta a López, a quem chamou de "amigo". "Vou ser sincero: a princípio, após sua prisão, não sabia se era um preso político, o governo (em Caracas) havia convertido a mentira em verdade continental; mas quando vi a sentença, assimilei palavra por palavra a dimensão do horror político que vive este país". Na carta de oito páginas, Almagro ressalta o clima de "intimidação" contra opositores na Venezuela e a corrupção de altos funcionários, e defende a realização do referendo revogatório do mandato do ditador bolivariano narcotraficante Nicolás Maduro. "Em nenhuma circunstância se deve utilizar o poder (...) para impedir que o povo soberano se expresse". Para o ex-chanceler uruguaio, os venezuelanos são "vítimas da intimidação", que se tornou em um "signo político governamental tangível" em meio "à gestão ineficaz do governo". O governo venezuelano "procura manter o poder negando ao povo a possibilidade de decidir mediante o voto e recorrendo à violência contra os que se manifestam ou têm opiniões diferentes". "Foi ultrapassado um umbral, que significa o fim da democracia". No dia 12 de agosto passado, a justiça venezuelana rejeitou a apelação da defesa e confirmou a condenação imposta em setembro de 2015 a López, por incitar à violência durante a onda de protestos contra Maduro em 2014, que deixou 43 mortos. No final de junho, o secretário-geral denunciou a situação na Venezuela em um demolidor relatório ao Conselho Permanente da OEA, ativando a Carta Democrática Interamericana. Este documento faculta os países da região a analisar mecanismos para aliviar o confronto político na Venezuela, e em última instância contempla a suspensão do país da organização.