sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Delfim Netto afirma à Polícia Federal ter recebido R$ 240 mil em espécie da Odebrecht


O ex-ministro da Fazenda, Delfim Netto, afirmou à Polícia Federal ter recebido R$ 240 mil em espécie da empreiteira Odebrecht, que é investigada na Operação Lava Jato. Segundo o depoimento, o dinheiro foi entregue ao sobrinho de Delfim, Luiz Appolonio Netto, em seu escritório, "por razões de conveniência". O ex-ministro negou ter conhecimento de que o dinheiro viria do setor da empreiteira responsável pelo pagamento de caixa dois e disse que presta serviços de consultoria à Odebrecht há mais de 20 anos. Ele afirmou, no entanto, que o serviço a que se referia o pagamento foi feito sem contrato, mas foi posteriormente declarado à Receita Federal. Ao delegado da Lava Jato, Rodrigo Luís Sanfurgo de Carvalho, ele disse ter pedido o dinheiro em espécie também por "razões de conveniência" e que não recebeu outros pagamentos do tipo da empreiteira. O valor relatado pelo ex-ministro consta em uma das planilhas do chamado setor de "Operações Estruturadas" da empreiteira, cuja existência foi revelada pela Operação Xepa, 26ª fase da Lava Jato.

Preso no Paraguai o maior traficante de maconha para o Brasil

O traficante Felipe Escurra 'El Barón', à esquerda
Os agentes da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad) prenderam na manhã desta sexta-feira o traficante Felipe Escurra Rodriguez, apontado pela Polícia Federal brasileira como o maior fornecedor de maconha para o Brasil. Conhecido como El Barón, o traficante paraguaio era um dos principais prepostos do PCC naquele país. A PF, que deu suporte à ação que resultou na prisão de Escurra, afirma que o criminoso esteve envolvido em uma série de assassinatos e sequestros. Nos últimos cinco anos, El Barón monopolizou a produção e tráfico de maconha na fronteira entre os dois países. Sua base operacional era Capitán Bado, no lado paraguaio da fronteira com a cidade de Coronel Sapucaia, em Mato Grosso do Sul. Na operação desta manhã, os capangas do traficante usaram armamento de guerra para tentar impedir a aproximação das forças de segurança. Segundo uma fonte da Senad, ninguém morreu ou ficou ferido. Além de Escurra, quatro guarda-costas foram presos.

Pedido de explicações de Comissão da OEA sobre impeachment é um apanhado de tolices

O órgão cumpre uma formalidade; nem por isso, a coisa deixa de ter um elevado grau de estupidez

Por Reinaldo Azevedo - A Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA enviou ao governo brasileiro um documento pedindo explicações sobre o processo de impeachment. Atenção! Trata-se de um procedimento padrão, mas que, nem por isso, deixa de revelar seu caráter ridículo, uma vez que a ação que o motivou é um despropósito. Parlamentares petistas, encabeçados por Wadih Damous, ex-presidente da OAB-RJ — o que, suponho deve envergonhar a Ordem —, denunciaram à Comissão o que seria um golpe parlamentar no Brasil. Segundo a denúncia dos petistas, “estamos diante de uma situação que não pode ser solucionada por meio de recursos internos”. Os companheiros pedem ainda que a Comissão suspenda o processo. A iniciativa conta com o apoio de José Eduardo Cardozo, o advogado de Dilma, ele também, agora, investigado por obstrução da Justiça. Chamo atenção para o fato de que, segundo os parlamentares do PT, o próprio Supremo faria parte, então, do tal golpe, uma vez que, como está na denúncia, inexistem “recursos internos” para resguardar os direitos políticos e, pasmem!, humanos de Dilma. Vamos mais longe: para esses senhores, o Brasil já não consegue cuidar sozinho dos seus problemas.  Trata-se de um acinte e de um despropósito. As perguntas enviadas pela Comissão, dado o ridículo da denúncia, tornam-se igualmente vexaminosas. A Comissão quer saber, por exemplo, “como teria sido garantido o devido processo legal” e “quais seriam os efeitos de uma inabilitação definitiva de Dilma”. Ora, ora… O órgão, que abriga o lulista Paulo Vannuchi, não precisaria nem preguntar isso ao governo. Bastaria consultar o Google. A pena em caso de impeachment está devidamente prevista em lei. Como foi garantido o devido processo legal? Ora, com a aplicação estrita dos nossos códigos, referendados pelo regime democrático e devidamente acompanhados pelo Supremo, que foi chamado a atuar mais de uma vez pelos aliados de Dilma. A Comissão pergunta ainda se haveria a chance de uma “revisão” do processo… Hein? Revisão de quê? Estaria a dita-cuja disposta a declarar sem validade a Constituição do Brasil? O que acho mais divertido é ler por aí que a Comissão pode conceder uma liminar para “suspender” o julgamento. É mesmo? E quem aplicaria a medida? A Quinta Cavalaria? O Brasil é um país soberano, onde vigora uma democracia de direito. A deposição de Dilma, segundo a Constituição e as leis, é uma questão de política interna. E arremato com uma questão que já lembrei aqui: quando essa mesma Comissão recomendou a Dilma a suspensão da construção da usina de Belo Monte, a então presidente, em 2011, deu-lhe uma solene banana. E fez muito bem! Nem a Comissão nem a Corte Interamericana de Direitos Humanos são instâncias revisoras da Justiça brasileira. Menos ainda do Congresso Nacional. O pedido de explicações não passa de uma tolice derivada de outra. Se o deputado Wadih Damous não gosta da Constituição e das leis que temos, ele que proponha projetos e emendas para alterá-las. Ou, então, que proponha, sei lá, a luta armada.

Comitê Olímpico dos EUA pede desculpas ao Brasil; infelizmente, a nossa segurança é que continuará indesculpável

Caso encerrado! Os atletas já estão tendo uma punição e tanto; autoridades agiram com rigor. E nada de nacionalismo exacerbado, por favor!

Por Reinaldo Azevedo - Pronto! Caso resolvido. O Comitê Olímpico dos EUA pediu desculpas aos brasileiros pelo comportamento dos quatro nadadores que, para encobrir a farra, seguida de vandalismo num posto de gasolina e de uma briga, inventaram um assalto que não existiu. Em depoimento à polícia, Gunas Bentz e Jack Conger confessaram que não foram assaltados. Ryan Lochte já voltou para os EUA, e James Feigen ainda não prestou depoimento. O pedido de desculpas é assinado por Scott Blackmun, presidente da entidade. Lá se lê: “O comportamento desses atletas não é aceitável, muito menos representa os valores do Time Americano ou a conduta da vasta maioria de seus membros. Nós iremos revisar o caso, além de possíveis consequências aos atletas, assim que todos estivermos de volta aos Estados Unidos”. Bentz e Conger foram hostilizados por brasileiros ao sair da delegacia. Bem, é evidente que os atletas erraram. As autoridades brasileiras cumpriram a sua parte e esclareceram o caso com a devida rapidez. Ate porque é visível que os nadadores não conheciam, digamos assim, o padrão dos assaltos no Brasil. Esse negócio de só tomar o dinheiro não é própria dos nossos delinquentes. Os outros pertences também costumam ser surrupiados. Nessa matéria, é preciso ficar atento à tecnologia nativa… Agora chega também, né? Uma coisa é tomar as devidas providências para esclarecer o caso. E elas foram tomadas. Os mentirosos já estão sendo severamente punidos. Assim como o suposto assalto foi notícia no mundo inteiro, também a farsa circulou por todo o planeta. Ficou feio pra eles. Mas também não é o caso agora de a gente sair por aí secretando rancor e ressentimento contra os americanos. Certamente os rapazes não tiveram a intenção de ofender toda a nação ou os cariocas. O delegado responsável pelo caso cobrou que os nadadores se desculpem com os cariocas, sugerindo que eles tentaram manchar o nome do Rio… Devagar com andor, né? Em matéria de segurança pública, não precisamos de estrangeiros para manchar a nossa terra. Os nativos o fazem com incrível desfaçatez. Não nos cabe agora reagir como se esses forasteiros tivessem vindo para difamar nosso paraíso. A segurança pública brasileira, em regra, está muito mais perto do inferno. Entendo que o pedido de desculpas do Comitê Olímpico dos EUA põe um ponto final à questão. Infelizmente, a segurança pública do Rio, tão logo terminem os Jogos, e de quase todo o Brasil é que continuará indesculpável. 
Leia a íntegra da nota do comitê americano:
Dois nadadores do time olímpico americano (Gunnar Bentz e Jack Conger) deram depoimentos às autoridades locais nesta quinta-feira, referentes ao incidente primeiramente divulgado no domingo, 14 de agosto. Seus passaportes foram liberados, e eles deixaram o Rio. Depois de fornecer um testemunho no início da semana, um terceiro nadador (James Feigen) revisou o depoimento com a esperança de que o seu passaporte também fosse liberado assim que possível. Trabalhando em colaboração com o Consulado dos EUA no Rio, organizamos a cooperação dos atletas com as autoridades locais e garantimos a segurança dos atletas durante o processo, mas ainda não vimos os depoimentos completos de Bentz e Conger. No entanto, entendemos que o que eles descreveram são os eventos que muitos viram nos vídeos da câmera de segurança que foram divulgados nesta quinta. E pelo que sabemos, os quatro atletas (Bentz, Conger, Feigen e Ryan Lochte) deixaram a Casa da França, no início da manhã, num táxi em direção à Vila Olímpica. Eles pararam num posto de gasolina para usar o banheiro, onde um deles cometeu um ato de vandalismo. Uma discussão entre os nadadores e dois seguranças que puxaram suas armas, mandaram que saíssem do táxi e exigiram uma compensação financeira dos atletas. Uma vez que os seguranças receberam o dinheiro, os quatro foram liberados para ir embora. O comportamento desses atletas não é aceitável, muito menos representa os valores do Time Americano ou a conduta da vasta maioria de seus membros. Nós iremos revisar o caso, além de possíveis consequências aos atletas, assim que todos estivermos de volta aos Estados Unidos. Em nome do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, pedimos desculpas aos nossos anfitriões no Rio e aos brasileiros pelo problema causado durante o que deveria ser apenas a celebração da excelência. A três dias do fim dos Jogos Olímpicos, nosso foco principal continua sendo o apoio aos atletas que ainda estão competindo e comemorando os resultados daqueles que já encerraram a sua participação.

Senadores do PT acertam fazer "treinamento" com Dilma antes de julgamento


Senadores do PT visitaram, na manhã de quinta-feira, a mulher sapiens petista e presidente afastada, Dilma Rousseff, e acertaram com ela fazer uma espécie de "treinamento" antes do início do julgamento do impeachment. Dilma já anunciou que vai participar no dia 29 da sessão em que fará sua defesa pessoal do processo. A intenção dos aliados de Dilma é preparar na próxima semana um roteiro de perguntas para que a presidente afastada responda, simulando situações do julgamento. Reuniram-se com ela no Palácio do Alvorada o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), e os senadores petistas Paulo Rocha (PA) e José Pimentel (CE). O trio também conversou com a presidente afastada sobre o formato da sessão de julgamento, que será presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Humberto Costa disse que a presidente está preparada para ir à Casa a fim de responder a todas as perguntas sobre o processo a que responde por crime de responsabilidade. Para o líder petista, a presença da imprensa nacional e internacional poderá chamar a atenção para o julgamento e, dependendo de como ela transmitir a mensagem dela, influenciar até em alguns votos dos senadores. Costa disse que a participação de Dilma "vai ser um ponto definitivo da narrativa desse processo".

Ficha Limpa é uma estratégia esquerdista e da Igreja Católica para fortalecer democracia direta e demolir a representação parlamentar

Dom Dimas Lara Barbosa, secretário-geral da CNBB, uma ong que funciona como sindicato bolivariano do PT na área religiosa, levou esta entidade de doutrinação comunista a liderar o processo de encaminhamento da proposta de iniciativa popular da ficha limpa, por meio de emenda à constituição. Isto faz parte da estratégia comuno-petista de fortalecimento da democracia direta, liquidando a democracia representativa que é o paradigma que Constituição de 1988. Por meio da iniciativa popular, PT e seus apaniguados, como os bispos e padres comunistas da Igreja Católica, pretendem produzir as mudanças constitucionais no Brasil sem uma constituinte, e até mesmo sem a vontade popular, expressa por meio dos parlamentares legalmente constituídos por meio do voto. Portanto, não há qualquer estranheza que a Igreja Católica no Brasil, controlada pelo sindicato comunista da CNBB, produto direto da Teologia da Libertação (produção comunista), tenha sido a primeira entidade a encabeçar o projeto. A ficha limpa foi um ensaio de laboratório para testar o mecanismo de apelo à iniciativa popular. O bispo diz que, pelo julgamento apertado no STF em relação à competência das câmaras dos vereadores para julgar as contas de prefeitos, "pode ser que estamos diante de uma lacuna da lei, que precisa ser aprimorada". Ou seja, ele está dando novamente a letra, o sinal, de que devem ser acionado o mecanismo da iniciativa popular para a esquerda comuno-petista alcançar o que não conseguiu até agora por outros meios, como as eleições. 

Militares narcotraficantes venezuelanos prendem correspondentes internacionais

Militares bolivarianos e narcotraficantes venezuelanos prenderam nesta quinta-feira os correspondentes Andreína Flores, das emissoras RCN da Colômbia e da Radio France, e Jorge Pérez Valery, do conglomerado Red Más Colombia, quando trabalhavam perto do palácio presidencial, denunciaram os comunicadores e organismos sindicais. "Primeiro nos detiveram em El Calvario. Depois nos levaram ao posto da Guarda Nacional Bolivariana. E agora estamos em Fuerte Tiuna", principal complexo militar em Caracas, escreveu Pérez Valery em sua conta do Twitter. Os jornalistas, ambos venezuelanos, foram trasladados pela Direção de Inteligência Militar até as instalações do Ministério da Defesa, localizadas dentro de Fuerte Tiuna, informou o Sindicato Nacional de Trabalhadores de Imprensa (SNTP) em um comunicado. Segundo a organização sindical, os repórteres foram detidos "por supostamente estar gravando em um 'corredor presidencial'", na área de El Calvario, perto do Palácio de Miraflores. O SNTP "exige a imediata liberação desses trabalhadores de imprensa e responsabiliza o Ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e o Major Antonio Benavides Torres, comandante da Guarda Nacional Bolivariana, pelo o que possa acontecer com nossos companheiros", acrescentou a nota. A Guarda Nacional Bolivariana é uma espécie de SA dos nazistas do tipo cucaracha. O defensor público Tarek William Saab escreveu em sua conta do Twitter que uma delegação iria a Fuerte Tiuna para "verificar a situação legal" dos jornalistas.

Justiça da Bolívia pede 12 anos de prisão para ex-amante do ditador Evo Morales


A Justiça da Bolívia pedirá 12 anos de prisão para Gabriela Zapata, ex-amante do ditador trotskista bolivariano Evo Morales, por legitimação de ganhos ilícitos, mas a liberou da acusação de tráfico de influência, informou nesta quinta-feira o procurador-geral, Ramiro Guerrero. "O Ministério Público vai pedir pena de 12 anos de prisão para a senhora Zapata", disse Guerrero, que anunciou que a Justiça "apresentou uma acusação e está em condições de demonstrar que estes crimes foram cometidos". Na Bolívia comuno-revolucionária, a Justiça condena quem quiser, na hora em que for necessário atender à ditadura bolivariana. Gabriela Zapata, que está em prisão preventiva desde fevereiro, é acusada, ainda, de associação criminosa, falsidade ideológica e uso de instrumento falsificado. "O crime mais grave neste caso é a legitimação de ganhos ilícitos, que tem pena de cinco a dez anos" de prisão, explicou o procurador, mas a sentença se elevaria a 12 anos considerando a ocorrência de crimes conexos. A ex-amante do presidente era gerente da CAMC, empresa chinesa que firmou contratos com o Estado boliviano da ordem de 560 milhões de dólares. O próprio governo reconhece que ela despachou de escritórios públicos. Gabriela Zapata afirmou ter tido um filho com o ditador, em um caso que deu origem a um escândalo na Bolívia que custou a Morales a vitória em um referendo em fevereiro, no qual buscava ser validado para disputar um quarto mandato (2020-2025). Recentemente, a Justiça boliviana determinou a "inexistência física comprovada" do suposto filho. Ela afirmou que a criança morreu. Inicialmente, Gabriela Zapata também era acusada de tráfico de influências em grau de cumplicidade e enriquecimento ilícito de particulares às custas do Estado, mas a Justiça retirou estas acusações. É uma tragicomédia tipica do terceiro-mundismo. 

Teori libera para julgamento denúncia contra a senadora Narizinho, a petista Gleisi Hoffman


O relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Teori Zavascki, liberou para a pauta de julgamentos da Segunda Turma da corte a denúncia contra a senadora Narizinho, a petista Gleisi Hoffmann, o marido dela, o ex-ministro petista Paulo Bernardo, e o empresário Ernesto Kugler. Se a maioria dos cinco integrantes do colegiado aceitar a denúncia, os três serão réus em uma ação penal. Ainda não há data marcada para o julgamento. A denúncia foi apresentada ao tribunal em maio pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O grupo responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Como sempre, no Supremo, qualquer processo contra político demora uma fábula de tempo. É por isso que eles, os políticos, adoram o tal foro privilegiado, que lhes permite procrastinar quase eternamente os seus processos. Segundo as investigações, a campanha da petista Gleisi Hoffman ao Senado, em 2010, recebeu R$ 1 milhão do esquema de desvios de dinheiro da Petrobras. Há indícios de que o dinheiro teria sido entregue pelo doleiro Alberto Youssef. A quantia teria sido paga em quatro parcelas a Kugler, a pedido de Gleisi e do marido. A Segunda Turma do Supremo pode receber a denúncia ou simplesmente arquivá-la, por falta de provas suficientes para justificar a continuidade das investigações. Uma das principais vozes do governo no Congresso Nacional, Gleisi foi ministra da Casa Civil no governo de Dilma Rousseff entre junho de 2011 e fevereiro de 2014. Paulo Bernardo foi ministro do Planejamento no governo Lula, de 2005 a 2011, e das Comunicações já no governo Dilma, de 2011 a 2015. A suposta participação do casal na Lava-Jato surgiu nas delações premiadas de Yousseff e do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Em seguida, veio a delação do advogado Antônio Carlos Fioravente Pieruccini, que detalhou como o dinheiro foi repassado para a campanha da petista. Em depoimento ao Ministério Público Federal, Pieruccini afirmou ter transportado R$ 1 milhão de São Paulo para Curitiba, a pedido de Yousseff. O doleiro disse que a destinatária final do dinheiro era a campanha de Gleisi. Pieruccini disse que as entregas ocorreram em uma sala de propriedade de Ernesto Kugler, localizada no shopping de Curitiba. Pieruccini levou uma caixa lacrada com a inscrição “P.B./Gleisi”. Ainda segundo Pieruccini, Kugler contou as notas, em um total de R$ 250 mil e disse que o valor “não dava nem para o cheiro”. Teriam ocorrido outras três entregas no mesmo molde, segundo o delator. 

Moro volta a reafirmar que os problemas da Petrobras são anteriores à operação Lava Jato


Para duas mil pessoas reunidas na quinta-feira à noite, em Curitiba, o juiz federal Sérgio Moro voltou a afirmar que a Lava-Jato não é culpada pela grave crise econômica que a Petrobras se encontra. Para o juiz, uma das saídas possíveis para reverter o quadro de corrupção é a aprovação da proposta de "Dez medidas Contra a Corrupção", encampada pelo Ministério Público Federal. "Existem algumas pessoas que argumentam que os problemas econômicos da Petrobras vieram à tona por causa da Lava-Jato, mas esses problemas precedem e muito as investigações",  destacou Moro, citando como exemplo os prejuízos da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, uma das obras investigadas. Moro voltou a dizer que ficou assustado com a naturalidade com que os envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras detalhavam as irregularidades. "Uma coisa que me perturbava muito foi a constatação de que vários dos envolvidos confessaram o pagamento e recebimento de propina de maneira muito natural, revelando uma naturalização do pagamento de propina em contratos pelo Brasil", disse. O juiz destacou as possíveis soluções para o quadro de corrupção sistêmica identificado no Brasil, envolvendo sociedade e todos os poderes. Ele voltou a citar a importância da aprovação do projeto do Ministério Público Federal que está em trâmite no Congresso. "Tenho fé que o projeto será aprovado", apontou, destacando que esteve no Congresso para defender a proposta e viu uma mudança de postura dos legisladores sobre a tolerância à corrupção. Perguntado por uma aluna como se sente em "representar uma mudança para o País", Moro respondeu que seu papel não deve ser superestimado: "É um trabalho institucional. Existe uma confusão que se faz porque eu não sou um juiz investigativo. Mas, em geral, eu estou satisfeito com o meu trabalho. Posso ter errado às vezes, mas me sinto satisfeito", declarou, arrancando palmas e risos da platéia. Sobre as dificuldades enfrentadas pelo Judiciário no combate à corrupção, o juiz citou que deve haver uma mudança cultural no sistema de Justiça, aliada a mudanças legislativas para acabar com a morosidade dos processos e o foro privilegiado. "Se o Judiciário tiver 50% de rigor contra a corrupção como tem, por exemplo, contra o crime de tráfico de drogas, já é um primeiro passo", citou. Questionado sobre pequenas atitudes que podem elevar o conceito de ética pelos brasileiros, Moro citou a Olimpíada: "A grande maioria dos brasileiros ficou satisfeita e orgulhosa com a abertura da Olimpíada, por exemplo, é e um trunfo fazer uma olimpíada no nosso País, mas alguns episódios entristecem, como as vaias contra outros países", mencionou. O juiz se defendeu novamente do questionamento sobre posicionamento político-partidário em relação ao julgamento de ações da Lava-Jato. "Quando agentes políticos praticam crimes, normalmente há repercussão política, mas isso não significa que, no processamento e julgamento do caso, haja tendências político-partidárias por parte do julgador", declarou, completando: "O juiz tem que aplicar a lei sobre os fatos e as provas". A palestra de Moro, intitulada "Ética empresarial e na vida pessoal" foi restrita a alunos da Universidade Positivo (UP).

Mariano Rajoy marca votação no Parlamento para 30 de agosto


O presidente interino do governo espanhol, Mariano Rajoy, aceitou as condições do partido de centro-direita Cidadãos para obter apoio em sua tentativa de formar governo, o que poderia por fim a uma paralisia de oito meses no país, depois de duas eleições com resultados inconclusivos. Rajoy marcou para 30 de agosto o início das sessões no Parlamento que definirão se ele tomará posse ou não para um segundo mandato. A primeira votação, para a qual ele precisa de maioria absoluta, será realizada no dia 31, enquanto a segunda será no dia 2. Após se reunir com Rajoy nesta quinta-feira, Albert Rivera, líder dos Cidadãos, disse que o líder do conservador Partido Popular (PP) concordou em estabelecer uma data para o processo de investidura. "Pedi a Rajoy duas coisas, em primeiro lugar, que assine o pacto anti-corrupção, e ele aceitou. A segunda coisa que eu pedi é que não passe de hoje a definição da data de investidura, e Rajoy se comprometeu a marcá-la. Portanto, as duas premissas foram cumpridas", afirmou Rivera. O país está em um limbo político desde que as duas eleições nacionais inconclusivas de dezembro e junho resultaram nos parlamentos mais fragmentado em quatro décadas. O PP, partido conservador de Rajoy, no poder desde 2011, ganhou 137 assentos nas últimas eleições, 39 menos do que a maioria necessária no Parlamento de 350 lugares, e precisa do apoio de outros grupos para que a sua posse seja aprovada. Se Rajoy fracassar novamente, poderia haver uma terceira eleição. Até o momento, as tentativas subsequentes de partidos políticos para chegar a um acordo sobre um governo fracassaram. Uma aliança PP/Cidadãos simbolizaria o maior passo já dado para se romper o impasse.

Maior aeronave do mundo faz vôo inaugural no Reino Unido


O Airlander 10, considerado a maior aeronave do mundo, decolou na quarta-feira para seu primeiro e breve vôo, sobre uma pista no centro da Inglaterra. Com 43,5 metros de largura e 92 metros de comprimento, 6 metros a mais que o gigante Antonov An-225, o Airlander 10 é um híbrido de avião, helicóptero e dirigível. A aposta é que a aeronave possa revolucionar o mercado de transporte aéreo de cargas.


"É uma grande inovação britânica", disse o diretor executivo da Hybrid Air Vehicles, fabricante da aeronave, Stephen McGlennan: "É uma combinação de aeronave que tem partes de um avião com asas fixas, de helicóptero e de balão de hélio". O vôo inaugural aconteceu em Cardington, cerca de 75 quilômetros ao norte de Londres. De acordo com a fabricante, o Airlander 10 foi desenvolvido para usar menos combustível que um avião, mas carregar cargas maiores, de até 10 toneladas. Ele pode alcançar 4.900 metros de altitude, viajar a velocidade de 148 quilômetros por hora e permanecer no ar por até duas semanas. O projeto inicial foi tocado pelas forças armadas americanas, que planejavam usar a aeronave em missões de reconhecimento e vigilância no Afeganistão, mas foi abandonado em 2013 e, desde então, assumido pela pequena companhia britânica Hybrid Air Vehicles, que sonha em inaugurar uma nova era para as imensas aeronaves que voam por serem mais leves que o ar. Os dirigíveis tiveram sua época de ouro no início do século passado, mas foram abandonados após graves acidentes, sendo o Hindenburg, em Nova Jérsei, nos Estados Unidos, o mais famoso. Na Alemanha, esses aeróstatos, também conhecidos como Zepelins, foram usados durante a Primeira Guerra Mundial. A diferença do Airlander 10 em relação ao Zepelim é que o gás usado não é o hidrogêneo, altamento inflamável, mas o hélio.

Comissão de Ética da Presidência será comandada por alto funcionário dos governos corruptos de Dilma e Lula


Depois de acusar o governo Temer de "ingerência nociva" por conta da demissão de seu secretário-executivo, a Comissão de Ética da Presidência terá para o posto um funcionário que pediu exoneração da Casa Civil no mesmo dia em que a mulher sapiens petista Dilma Rousseff foi afastada e ocupou altos cargos nas gestões petistas. Desde que o último secretário da comissão foi exonerado, o colegiado até enviou ofício ao presidente Michel Temer para que o Planalto voltasse atrás da decisão. O novo secretário será Gustavo Caldas. Nas gestões Lula e Dilma, Caldas foi procurador e também diretor-geral do Centro de Altos Estudos da procuradoria da Fazenda Nacional. Ele chegou a representar a Advocacia-Geral da União, em janeiro do ano passado, em um grupo de trabalho interministerial para elaborar proposta legislativa de modernização do futebol brasileiro, tema que havia mobilizado Dilma. De outubro de 2015 a maio de 2016, ele foi Assessor da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil. A demissão, a pedido, foi publicada em 12 de maio, dia em que o Diário Oficial veio carregado de exonerações solicitadas, já que, na data, Dilma Rousseff havia sido afastada, e Michel Temer havia assumido a interinidade. Cerca de um mês e meio depois, e sem substituto para o cargo, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, pediu à comissão indicações e currículos. Após consultas, ele definiu o nome de Gustavo Caldas. Cabe uma pergunta: para que serve essa inutilidade de Comissão de Ética, se os governos em que ela funciona foram os mais corruptos e anti-éticos da história da República no Brasil? Tem que extinguir essa nulidade. 

Firjan alerta para possível aumento na conta de luz



A previsão de chuvas abaixo da média, a queda no nível dos reservatórios e provável aumento da geração térmica associados ao crescimento do consumo total até o final do ano trazem de volta a possibilidade de acionamento da bandeira tarifária amarela. As informações constam no boletim de conjuntura do setor elétrico brasileiro, que será divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). A medida traria um impacto no custo da conta de luz de 15 R$/MWh. Nos últimos três anos, o custo médio de energia para o setor produtivo subiu 57,7%.

Senadores dizem que pergunta formulada por Lewandowski sobre impeachment pode salvar Dilma


Senadores favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff querem que o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, altere a pergunta que fará na fase final do processo do impeachment para definir se a presidente será ou não afastada. Segundo estes senadores, o “quesito” a que os parlamentares devem responder “sim” ou “não” para definir o impedimento não faz referência a todos os crimes cometidos por Dilma e abriria uma brecha para que ela se defendesse no STF. A acusação do Senado diz que Dilma cometeu crime de responsabilidade, que está na Constituição, e crimes contra a lei orçamentária, que são regulados pela Lei 1.079 de 1050. O problema é que a pergunta que será feita aos senadores, se Dilma cometeu ou não crimes, não faz referência à Constituição e cita somente um dos artigos da lei 1.079, justamente o artigo que José Eduardo Cardozo diz, desde o início do processo, que deixou de valer a partir de 1988, quando a Carta foi promulgada. Ou seja, se Dilma for condenada somente por um artigo da lei 1.079 que pode vir a ser invalidado pelo STF, seria possível tentar reverter o impeachment através do Supremo. Para não dar margem a especulações futuras, os senadores querem que a pergunta, o chamado “quesito”, narre textualmente todos os crimes e dispositivos legais e constitucionais que estão no relatório de Antonio Anastasia.

Moro manda prender lobista Adir Assad outra vez


O juiz federal Sergio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato em Curitiba, ordenou nesta quinta-feira que o lobista e doleiro Adir Assad volte “à carceragem da Polícia Federal no Rio de Janeiro ou no sistema prisional estadual do Rio de Janeiro até nova deliberação judicial”. Investigado em diversas operações contra corrupção, Adir Assad foi alvo de três mandados de prisão em pouco mais de um ano: Lava Jato, no Paraná, Operação Saqueador, no Rio de Janeiro, e Operação Pripyat – desdobramento da Lava Jato na Justiça fluminense. Na terça-feira, o Superior Tribunal de Justiça revogou a prisão preventiva de Assad no âmbito da Operação Saqueador e fixou sete medidas cautelares, entre elas, entrega de passaporte e proibição de deixar o País. Na decisão em que manda prender o lobista, o juiz Moro relata que a defesa dele informou que “o cliente retornou à sua residência”. “Aparentemente, a autoridade carcerária, ao cumprir o alvará de soltura decorrente do habeas corpus 366.806 proveniente do Superior Tribunal de Justiça e em relação à prisão preventiva decretada pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, descuidou da ordem de prisão vigente existente contra o condenado e exarada por este Juízo”, afirmou Moro. “Comunique-se, com urgência, a autoridade policial local para que proceda ao cumprimento do mandado de prisão do evento 244, recolhendo Adir Assad à prisão. Por ora, poderá Adir Assad permanecer recolhido à carceragem da Polícia Federal no Rio de Janeiro ou no sistema prisional estadual do Rio de Janeiro até nova deliberação judicial”, concluiu o magistrado. Na Lava Jato, o lobista foi preso preventivamente em 16 de março de 2015 e condenado em setembro a 9 anos e dez meses de prisão pelos crimes de lavagem e de associação criminosa. Ele foi colocado em prisão domiciliar no dia 16 de dezembro do ano passado, com tornozeleira eletrônica, por determinação do Supremo Tribunal Federal. Em 5 de agosto de 2016, Moro restabeleceu a prisão preventiva do lobista, que, segundo a investigação, recebeu 18 milhões de reais do Consórcio Interpar, fornecedor da Petrobras, para repasse a executivos da Diretoria de Serviços da estatal. Na decisão o juiz federal o classificou como “um profissional da lavagem de dinheiro, envolvido reiterada e sistematicamente em diversos esquemas criminosos, evidenciando risco à ordem pública”. Em junho deste ano, a 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro decretou a prisão de Assad na Operação Pripyat, que investiga corrupção e propina nas obras da Usina de Angra 3, e também na Operação Saqueador, que apura lavagem de dinheiro pela empreiteira Delta. Adir Assad deixou a prisão domiciliar, decretada pela Lava Jato, no Paraná, e foi capturado preventivamente no Rio de Janeiro.

TSE investiga se 40 empresas lavaram dinheiro da campanha da petista Dilma Rousseff


Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral detectaram que 40 empresas em todo o Brasil podem ter sido usadas para lavar dinheiro em benefício do projeto eleitoral da petista Dilma Rousseff em 2014. A lista completa de empresas inclui gráficas fantasmas, edificações simples apenas no reboco, casas comuns em bairros residenciais e até um casebre com um puxadinho de madeira. Na prestação de contas de Dilma, porém, essas empresas constam como prestadoras de serviços, sejam de impressão de panfletos eleitorais, de locação de veículos, de aluguel de equipamentos ou ainda um genérico serviço de “apoio administrativo”. Além da Pólis Propaganda e Marketing, conhecida empresa dos marqueteiros baianos João Santana e Mônica Moura, que deixaram a cadeia no início do mês depois de terem sido presos na Operação Lava Jato, 39 empresas receberam 55,26 milhões de reais considerados suspeitos pela Justiça Eleitoral. Somente a Pólis recebeu outros 78 milhões de reais declarados ao tribunal. O TSE já havia encontrado indícios de lavagem de dinheiro por meio da empresa VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda, que recebeu 22,89 milhões de reais da campanha de Dilma para imprimir santinhos, da empresa Rede Seg Gráfica e Editora, que embolsou 6,14 milhões de reais para a impressão de folders, e da DCO Informática, que amealhou 4,8 milhões de reais. O endereço da VTPB, no bairro da Casa Verde, em São Paulo, está desativado. O dono oficial da Red Seg é um motorista. A DCO, na cidade de Uberlândia (MG), não tem sequer alvará de funcionamento e, contratada para enviar mensagens eletrônicas aos eleitores, conta com apenas um notebook. Agora, com a listagem completa das empresas suspeitas, a justiça reuniu evidências de que novas companhias de fachada podem ter sido utilizadas pela campanha de Dilma. Cruzamentos feitos pela Justiça Eleitoral mostram que as fornecedoras da campanha não têm funcionários cadastrados, embora apareçam em situação ativa na Receita Federal. Os mais recentes casos com indicativos fortes de fraude foram encontrados, por exemplo, nas cidades de Sorocaba (SP) e Tramandaí (RS). A Milton Gonçalves Transportes, oficialmente uma empresa de apoio administrativo em Tramandaí, não passa de um casebre de madeira com uma antena parabólica. Ela recebeu cerca de 118.000 reais da campanha de Dilma em 2014. Para o TSE, todos os casos apresentam indícios de falta de capacidade operacional para prestar serviços à campanha ou ausência de estrutura mínima para realizar as atividades declaradas por elas à Receita Federal. Investigações complementares ainda serão feitas para que se verifique se houve ou não lavagem de dinheiro por meio dessas empresas. No início do ano, o presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, já havia pedido que o Ministério Público, as Receitas federal e estadual, o Conselho de Administração de Operações Financeiras (Coaf) e a Polícia Federal investigassem sete pessoas jurídicas por suspeitas de lavagem de dinheiro. Na época, o PSDB, que apontou ao TSE suspeitas de irregularidades, indicou que as pessoas jurídicas Mariana Produtos Promocionais Ltda; Rede Seg Gráfica e Editora; Vitor H G de Souza Design Gráfico; Marte Ind. e Com. de Artefatos de Papéis Ltda; Francisco Carlos de Souza Eirelli; Door2Door Serviços Ltda; e DCO Informática poderiam ter cometido “ilegalidade na contratação e pagamento efetuado a empresas que não possuem capacidade operacional para prestar os serviços avençados pela campanha do PT, bem como evidências de que as empresas aparentemente de fachada foram contratadas por valores exorbitantes e desproporcionais”. Na época, Gilmar Mendes pediu que fossem apurados o crime de inserir declaração falsa em documento eleitoral e “indícios de participação de empresas incapazes de cumprir com o objetivo contratado na campanha de Dilma Rousseff, o que poderá ensejar práticas criminosas, inclusive, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha”.

Marcos Valério terá audiência com o juiz federal Sérgio Moro


O publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, principal operador do Mensalão do PT e réu na Operação Lava Jato, tem data marcada para ficar frente a frente com o juiz federal Sergio Moro. Atendendo a um pedido do magistrado, o juiz Wagner de Oliveira Cavalieri, responsável pela execução da pena de 37 anos de prisão que Marcos Valério cumpre em Contagem (MG), autorizou na quarta-feira a ida do publicitário a Curitiba no dia 12 de setembro. O publicitário falará a Moro no processo em que é réu por participar da lavagem de dinheiro do empréstimo fraudulento do Banco Schahin ao PT. Revelações do operador do Mensalão do PT ajudaram os investigadores da Lava Jato a deflagrar a 27ª fase da Lava Jato, batizada de Carbono 14, em abril. As investigações concluíram que, em troca do empréstimo de 12 milhões de reais do banco ao PT, a empreiteira do grupo Schahin foi agraciada com um contrato de 1,6 bilhão de reais para operar um navio-sonda da Petrobras, o Vitória 10.000. Metade do empréstimo, 6 milhões de reais, segundo Marcos Valério revelou ao Ministério Público Federal em 2012, foi destinada a comprar o silêncio do empresário Ronan Maria Pinto, preso na Carbono 14 e também réu na Lava Jato. O motivo do pagamento seria a chantagem de Pinto contra o ex-secretário-geral do PT, Silvio "Land Rover" Pereira, os ex-ministros José Dirceu e Gilberto Carvalho, o jornalista Breno Altman e até o ex-presidente Lula por saber detalhes do caso do assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel. Para camuflar o pagamento, rastreado pela Operação Lava Jato, foram elaborados contratos fraudulentos de empréstimo. Segundo o Ministério Público, o empresário José Carlos Bumlai intermediou o repasse do dinheiro do Banco Schahin à Bertin Ltda e à Remar Agenciamento, que teriam atuado para despistar o real destino dos 6 milhões de reais. A empresa 2 S Participações, controlada por Marcos Valério, também participou do processo de lavagem.

Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro nega liberdade a dirigente do COI preso na operação contra máfia de cambistas


O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de habeas corpus feito pelos advogados do irlandês Patrick Hickey, membro do Comitê Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) e presidente do Comitê Olímpico da Irlanda. Hickey é apontado como um dos líderes de uma rede internacional da máfia dos ingressos que atua em grandes eventos e foi preso na quarta-feira. O delegado Aloysio Falcão ouviu Hickey e vai encaminhá-lo para a Delegacia de Polícia de Investigações Interestaduais (Polinter). O preso deve ser encaminhado posteriormente para o Complexo Penitenciário de Gericinó, antigo Complexo Penitenciário de Bangu. Hickey foi detido em um hotel na Barra da Tijuca, passou mal e precisou ser atendido por médicos. A suspeita é que ele tenha facilitado, por meio do Comitê Olímpico da Irlanda, que uma empresa chamada Pro 10 comercializasse oficialmente os ingressos dos jogos no país. As investigações apontaram que a Pro 10 pode ser uma empresa fantasma, criada para desviar as entradas para outra empresa, a THG, que então revendia os mesmos ingressos por um preço mais alto. Além de Hickey, os outros mandados de prisão preventiva foram expedidos contra Michael Glynn, Eamonn Collins e Ken Murray. Todos vão responder por formação de quadrilha, marketing de emboscada e facilitação ao cambismo. Na semana passada, a Justiça já havia decretado a prisão de quatro envolvidos no esquema, inclusive o dono da THG, o inglês Marcus Evans, que também tem em seu império um time de futebol, o Ipswich Town, da Inglaterra. Os outros mandados são contra o irlandês David Patrick Gilmore, o inglês Martin Studd e o holandês Marten Van Aos.

Bumlai, o amigo carnal de Lula, foi internado de novo; Moro adia volta do pecuarista à prisão


José Carlos Bumlai foi internado em um hospital de São Paulo na noite de quarta-feira. A informação foi confirmada pela advogada Daniela Meggiolaro nesta quinta-feira. Segundo ela, Bumlai está com uma infecção grave, e os médicos analisam os exames para um diagnóstico mais exato. Bumlai foi alvo da 21ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em novembro de 2015, e está em prisão domiciliar desde março deste ano devido a um tratamento contra um câncer na bexiga. Após o pecuarista ser denunciado, em Brasília, por obstrução à Justiça, o juiz Sérgio Moro determinou que ele voltasse para a prisão na terça-feira (23). Com a informação do internamento, Moro adiou a data. "(...) Considerando a proximidade do dia 23/08 e para evitar riscos desnecessários ao acusado, adio, por ora, para 30/08 a sua reapresentação à Polícia Federal em Curitiba, sem prejuízo de nova avaliação se necessário", disse o juiz. O juiz também pediu para que a defesa apresente o resultado dos exames médicos. Não há motivo que justifique a manutenção em liberdade do corrupto amigo de Lula. Milhares de presos pobres no Brasil continuam cumprindo suas penas mesmo estando doentes. Por que o riquinho Bumlai deveria ganhar privilégios?

Polícia Federal pune escrivão que montou dossiê fajuto contra Sérgio Moro


O chefe da Polícia Federal, o delegado federal gaúcho Leandro Daiello, suspendeu de suas funções na Polícia Federal o escrivão de polícia Flávio Werneck, vice-presidente da Fenapef. Flávio Werneck foi flagrado entregando ao então ministro petista Jaques Wagner um dossiê contra Sérgio Moro. Ele agora é alvo de um processo disciplinar. O flagrante foi disponibilizado nas redes sociais e repercutiu em todo o País. Leandro Daiello foi nomeado por Dilma e foi mantido no cargo por Temer.

Polícia de São Paulo indicia Patrícia Lelis por calúnia e extorsão no caso de falso denúncia de sequestro


A polícia civil de São Paulo indiciou a estudante de jornalismo Patrícia Lelis por denunciação caluniosa e extorsão no caso em que ela acusa o assessor do deputado federal Pastor Marco Feliciano, Talma Bauer, por sequestro e cárcere privado. O caso é independente à acusação que a jovem faz contra Marco Feliciano por estupro qualificado e agressão, que corre em Brasília porque o parlamentar tem foro privilegiado. O delegado titular da 3ª Delegacia de Polícia Civil de São Paulo e responsável pelo caso, Luís Roberto Hellmeister, disse que ao final do inquérito vai pedir a prisão preventiva da jovem. "Ao término do inquérito vou pedir a preventiva dela", disse. Os advogados de defesa pediram cinco dias para Patrícia Lelis fazer aditamento do depoimento que prestou no último dia 5. Na ocasião, Patrícia afirmou à polícia que estava sendo mantida sob coação e ameaça de Bauer porque pretendia denunciar Marco Feliciano por estupro qualificado e agressão. A parte em que ela acusa o parlamentar é investigada em Brasília, onde ela prestou um segundo depoimento. Em São Paulo, a investigação se concentra na acusação de sequestro e coação supostamente cometida por Bauer contra a jovem. No primeiro momento, Hellmeister chegou a cogitar a prisão temporária do assessor de Marco Feliciano, mas voltou atrás quando passou a ouvir novas testemunhas e obter provas que descaracterizavam a situação de sequestro. Entre elas está um vídeo em que Patrícia Lelis e o assessor de Marco Feliciano aparecem negociando o silêncio da jovem. Na quinta-feira, 18, o delegado ouviu duas novas testemunhas, entre elas o ex-namorado de Patrícia Lelis, Rodrigo Simonsen. Ele afirmou à polícia que entre os dias 30 de julho e 5 de agosto, período em que ela esteve em São Paulo, dormiu quatro noites com ela em um hotel no centro de São Paulo. "Ele disse que nestes quatro dias não encontrou Bauer", disse o delegado.