segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Polícia Federal intima a galega italiana Marisa Letícia e Fábio Luiz a depor sobre sítio em Atibaia


A mulher do poderoso chefão e ex-presidente Lula, a galega italiana Marisa Letícia, e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foram intimados a depor pela Polícia Federal no processo que investiga a ligação de Lula com um sítio na cidade de Atibaia. Dois sócios de Lulinha que aparecem como proprietários do sítio em Atibaia, os prováveis "laranjas! Fernando Bittar e Jonas Suassuna, também foram intimados. A Polícia Federal entrou em contato com a defesa de Marisa Letícia e Fábio Luís na última quinta-feira, mas não obteve retorno. O advogado de Jonas Suassuna afirmou que conversaria com seu cliente em relação à intimação. O depoimento de Fernando Bittar já foi marcado. O pedido foi feito na última quinta-feira, mas foi anexado ao processo apenas hoje. A Polícia Federal também pediu a seus peritos a análise do patrimônio de Lulinha, Fernando Bittar, Jonas Suassuna e de outro filho de Lula, Luís Cláudio. A Polícia Federal questiona se há compatibilidade na movimentação financeira e na evolução patrimonial dos investigados com seus rendimentos declarados. Quanto a Bittar e Suassuna, o delegado pediu exame que apure se os dois possuíam lastro patrimonial para a aquisição e reformas do sítio em Atibaia. O terreno do imóvel é dividido em duas propriedades, cada uma em nome de Fernando Bittar e Jonas Suassuna. Em relação à Lulinha e Luís Cláudio, a Polícia Federal pediu uma análise que apure se ambos possuem registros do pagamento de aluguel de dois imóveis. Em relação à Lulinha, o imóvel investigado é um apartamento na zona sul de São Paulo. O imóvel está registrado em nome de Jonas Suassuna, sócio de Lulinha. Suassuna é sócio de Fábio Luís na BR4 Participações, enquanto Fernando Bittar é sócio de Lulinha na G4 Entretenimento. Outros depoimentos realizados no âmbito da investigação também foram anexados ao processo. Entre eles está o de Celso Silva Vieira Prado, que trabalha com a família Bittar há mais de 20 anos. Fernando Bittar é filho de Jacó Bittar, um dos fundadores do PT. Prado afirmou em depoimento que faz visitas constantes às propriedades da família, mas não conhecia o sítio registrado em nome de Fernando Bittar na cidade de Atibaia e que, apesar das visitas rotineiras às propriedades da família, suas visitas não incluíam o sítio de Atibaia. Em seu depoimento, prestado em março passado à Polícia Federal durante a Operação Alethea, Rogério Pimentel, ex-assessor da Presidência, confirmou ter pegado envelopes com dinheiro das mãos do engenheiro Frederico Barbosa, por duas vezes, para pagar materiais de construção usados na obra do sítio, mas afirmou não saber que ele era funcionário da Odebrecht. Pimentel confirmou ter recebido um pedido da galega italiana Marisa Letícia para acompanhar o andamento das obras do sítio de Atibaia, mas disse que nunca ouviu alguém dizer que a propriedade era da família Lula. Para ele, o sítio era de Fernando Bittar, amigo da família, e o interesse da galega italiana Marisa Letícia era vinculado à necessidade de ter onde guardar os presentes que Lula ganhou durante seus dois mandatos como presidente. Ele negou saber quem pagou pela instalação de um gerador e de uma estação de tratamento de esgoto no sítio e afirmou que, mesmo depois de exonerado do cargo, em junho de 2012, voltou ao sítio, a pedido da galega italiana Marisa Letícia, para receber cerca de 70 caixas de vinho do ex-presidente, a título de "favor", já que havia sido o responsável pelo recebimento da mudança do casal de Brasília para São Paulo em 2011, no término do mandato. O processo investiga a propriedade e reforma de um sítio em Atibaia. A propriedade aparece em nome de Jonas Suassuna e Fernando Bittar, no entanto, o Ministério Público suspeita que o sítio seja de Lula. Em relação à reforma, o Ministério Púbico afirmou que há indícios de que a Odebrecht, a OAS e a Usina São Fernando participaram da reforma. Em laudo realizado pela Polícia Federal, os peritos afirmaram que o poderoso chefão e ex-presidente Lula e sua mulher, a galega italiana Marisa Letícia, orientaram a reforma da cozinha da propriedade, no valor de R$ 252 mil. De acordo com a análise realizada pela Polícia Federal, as reformas na propriedade custaram R$ 1,2 milhão. De acordo com o laudo, os investimentos são discordantes em relação aos rendimentos e bens declarados no imposto de renda do proprietário do sítio, Fernando Bittar. A Polícia Federal, no entanto, admitiu que se faz necessária a realização de exames periciais contábeis específicos para apurar a evolução patrimonial de Fernando Bittar.

Artistas almoçam com juiz Sérgio Moro e declaram apoio à Operação Lava Jato


Um grupo de artistas se reuniu nesta segunda-feira (8) com o juiz Sergio Moro e almoçou com o magistrado em um restaurante em Curitiba para declarar apoio à Operação Lava Jato e às dez medidas contra a corrupção. Estiveram no ato Luana Piovani, Suzana Vieira, Vitor Fasano, Lucinha Lins e Jorge Pontual, além do cantor Fagner - um dos favoritos de Moro, que almoçou com o juiz também no domingo, com direito a fotos e a uma palhinha de "Guerreiro Menino". "Estou aqui fazendo coro de apoio à Lava Jato e ao Sergio Moro", disse Fagner, que em seguida cantou: "Guerreiros são pessoas / São fortes, são frágeis / Guerreiros são meninos / No fundo do peito / Precisam de um descanso". "Ele foi muito elegante, muito discreto, mas acima de tudo agradecido", comentou Lucinha Lins, sobre o almoço com o magistrado. "Ele é gentilíssimo, amoroso. Ficou encantado de a gente pegar um avião e vir até aqui", afirmou Suzana Vieira, uma das mais tietadas por manifestantes que aguardavam o grupo: "Eu tenho certeza de que ele é abençoado". Moro, que recebeu os artistas em seu gabinete antes do almoço, não desceu para o ato, realizado em frente ao prédio da Justiça Federal do Paraná. Na chegada dos artistas ao local, cerca de cem pessoas com bandeiras do Brasil, faixas e camisetas de apoio a Moro celebraram, cantaram o hino nacional e gritaram "E dá-lhe Moro, e dá-lhe Moro, olê, olê, olê" e "Justiça Federal, orgulho nacional". Na sequência, tiraram selfies com os atores e agradeceram pelo apoio. Os artistas disseram representar cerca de 50 atores, que gravaram vídeos individuais de apoio à Lava Jato e às dez medidas contra a corrupção, propostas pelo Ministério Público Federal. "Nós trouxemos aqui nesse pendrive o apoio de mais de 50 pessoas", declarou Fasano. "É para mostrar que muitos de nós defendemos as dez medidas, sim, e queremos que elas sejam aprovadas. O recado é inclusive para os senhores Rodrigo Maia e Renan Calheiros". A atriz Luana Piovani disse que o grupo representava "o sentimento de todos os brasileiros": "Cansamos desse lugar inerte de apenas lamentarmos as bandalheiras que fazem com nosso dinheiro. Sabemos as melhorias necessárias e não suportamos mais tanta corrupção". Os artistas ainda se reuniriam com o procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal – um dos idealizadores das dez medidas. 

Governo Temer vai ampliar discussão sobre plano de saúde "popular"


Depois de receber novas críticas de entidades de saúde e defesa do consumidor em relação à proposta de um plano de saúde "popular", com menos serviços do que o ofertado pelos planos atuais, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou nesta segunda-feira (8) que irá ampliar o grupo de trabalho criado para discutir a projeto dentro do governo. A mudança ocorre após críticas de entidades como a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), para quem a composição do grupo apenas por representantes do governo e de empresas de planos de saúde trazia riscos de "retrocesso" aos direitos dos usuários desses serviços. Inicialmente anunciado como plano de saúde "popular", o projeto, rebatizado agora de plano "acessível", prevê mudança nas regras da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para que sejam ofertados no mercado planos com cobertura menor de procedimentos do que o rol mínimo obrigatório definido pela agência.
 

Em contrapartida, Ricardo Barros tem defendido que os preços também sejam menores, como forma de aumentar os atendimentos no setor privado e, assim, "aliviar a demanda no SUS". Além da Proteste, o governo também deve convidar para fazer parte do grupo de trabalho representantes de Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e de entidades médicas como o CFM (Conselho Federal de Medicina) e a AMB (Associação Médica Brasileira). A Abramge, associação que representa planos de saúde, também deve entrar no grupo, segundo o ministério. Na sexta-feira (5), o CFM divulgou nota em que afirma que a oferta de planos populares "apenas beneficiará os empresários da saúde suplementar e não trará solução para os problemas do SUS". Diante da polêmica, o ministro da Saúde voltou a rebater as críticas nesta segunda-feira (8) e disse esperar que a medida traga economia de R$ 20 bilhões por ano. Ainda segundo a pasta, a ideia é "ampliar a oferta de planos individuais" – hoje, 70% das operadoras ofertam planos coletivos, ligados a empresas e instituições, por exemplo. A previsão é que o projeto que prevê planos menores e mais baratos seja finalizado em até 60 dias. Após esse período, a possível oferta no mercado deve ser avaliada pela ANS, responsável por regular o setor. 

Embraer vai lançar PDV e projeta corte de US$ 200 milhões nas despesas


A Embraer comunicou aos empregados nesta segunda-feira (8) que vai abrir um Programa de Demissão Voluntária (PDV) no Brasil. A medida, motivada pela crise, faz parte de um pacote ações que a fabricante de aeronaves vai adotar para reduzir em cerca de US$ 200 milhões ao ano as despesas da companhia. No último trimestre, a Embraer sofreu prejuízo de R$ 337,3 milhões, revertendo resultado positivo, de R$ 399,6 milhões obtido no mesmo período do ano passado. A companhia também cortou estimativas para entregas de aviões executivos e comerciais. Com isso, a projeção de receitas líquidas neste ano teve queda para o intervalo de US$ 1,6 bilhão a US$ 1,75 bilhão ante previsão anterior de US$ 1,75 bilhão a US$ 1,9 bilhão. Nos últimos seis meses, o consumo de caixa da companhia foi de US$ 600 milhões. "O cenário nos negócios em que atuamos tem se mostrado cada vez mais desafiador, principalmente para os próximos anos, com demanda global em declínio, acirramento da competição, além de instabilidades econômicas e políticas em mercados importantes", diz trecho do comunicado divulgado aos trabalhadores. A empresa é uma das maiores empregadoras de São José dos Campos, com cerca de 13 mil trabalhadores. Nas fábricas e subsidiárias, como a Eleb, que mantém no Brasil e no Exterior, são cerca 19 mil empregados - mais de 90% deles atuam no Brasil nas unidades de São José dos Campos, Taubaté, Sorocaba, Botucatu e Gavião Peixoto - todas em São Paulo. Os moldes do PDV serão discutidos com o Sindicato dos Metalúrgicos, que representa os trabalhadores, e devem ser divulgados nas próximas semanas. A Embraer vai discutir com a entidade a meta de dispensas, benefícios e prazos do processo. O sindicato informou que uma reunião foi marcada para a quarta-feira (10) com a empresa e que vai questionar a abertura do PDV. "O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos não apoia o PDV ou qualquer outra medida que penalize os trabalhadores", diz a nota da entidade. O sindicato considera que o valor projetado para corte das despesas é o mesmo de uma multa referente a um caso de propina investigado pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro e denunciado em 2010 pelo Departamento de Justiça do governo dos Estados Unidos. Um depoimento de um gerente da companhia revelou que a cúpula da empresa teria autorizado o pagamento de propina a uma autoridade da República Dominicana para garantir a venda de oito aviões Super Tucano ao país. A empresa nega a relação entre a redução de despesas e a multa. No pacote de medidas contra a crise, a Embraer anunciou a revisão do plano anual para os próximos anos em que prevê readequação da estrutura administrativa e operacional e redução de custos em todas unidades da empresa no mundo. "Todos os investimentos serão com base no orçamento disponível, que priorizará a geração de receitas e de caixa, necessários para as entregas dos próximos anos e também para o desenvolvimento dos programas-chave da empresa", diz outro trecho da nota. A Embraer tem atualmente uma receita de US$ 4 bilhões em caixa. 

Volkswagen rompe com fornecedor e antecipa férias coletivas


A Volkswagen anunciou nesta segunda-feira (8) o rompimento com o grupo Prevent, dono de empresas de autopeças e que fornecia diversos itens para de veículos da marca alemã no Brasil. De acordo com a montadora, que tem 18 mil empregados no País, a falta de abastecimento por parte da antiga parceira fez a Volkswagen ficar mais de 120 dias com a produção parada somando as fábricas de São José dos Pinhais, no Paraná, Taubaté e São Bernardo do Campo, em São Paulo, deixando de produzir mais de 100 mil veículos no período. As três fábricas da montadora enfrentam problemas na produção desde meados de julho por falta de peças de carroceria provenientes da Fameq, empresa recém-adquirada pelo grupo Prevent. Antes disso, houve falta de fornecimento da Keiper, responsável por bancos. "Essa ação foi a última alternativa encontrada pela Volkswagen para normalizar a sua operação e mitigar os impactos em toda a cadeia produtiva. É uma medida que causa pesados custos à empresa. A transferência do ferramental, sua instalação, sua validação e a curva de aceleração até que a empresa opere normalmente, resultarão temporariamente em perdas de produção", disse a empresa, em comunicado. A montadora também anunciou que antecipará as férias coletivas de outubro para agosto. Segundo a Volkswagen, a relação de "mais de 40 anos" com a Fameq empresa mudou logo que ela foi comprada pelo Prevent, e passaram a ocorrer interrupções na entrega das peças. A montadora disse ter ido a Justiça requerer a retomada dos ferramentais de sua propriedade que se encontram nas unidades do grupo Prevent. A multinacional Prevent é dona de diversos fornecedores de autopeças. No 1º semestre, um deles, a Keiper, que produz bancos, interrompeu a entrega à montadora por diversas vezes, e a briga chegou à Justiça. Uma liminar obrigou a empresa a retomar o fornecimento e, ainda assim, continuaram as paralisações. A Volkswagem diz que a Prevent "reiteradamente faz solicitações de aumento de preços" e de "pagamento injustificado de valores (sem respaldo contratual ou econômico)". Em maio passado, a Keiper também levou a Fiat a parar a produção na fábrica de Betim (MG), a maior do País. Em junho passado, ante as novas paralisações no fornecimento, a Keiper afirmou que não tinha "nenhuma intenção contrária a não ser ver seu pleito atendido de forma a equilibrar seus custos de produção, os quais têm sido corroídos pela inflação, refletindo diretamente no seu fluxo de caixa". E que buscava junto à VW "uma solução que possa resultar em vantagem para ambas, a fim de manter a parceria existente durante anos".

Juiz federal Sergio Moro envia depoimento do marqueteiro da mulher sapiens Dilma para processo no TSE


O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, enviou para o processo de cassação do mandato da presidente afastada, a mulher sapiens petista Dilma Rousseff, no Tribunal Superior Eleitoral, os depoimentos do marqueteiro João Santana, sua mulher Mônica Moura e o lobista Zwi Skornicki. Moro enviou o material a pedido do próprio TSE, em formato digital. Os depoimentos foram dados em audiência na 13ª Vara Federal e gravados em vídeo. Neles, Santana, Mônica Moura e Skornicki apontam recebimentos via caixa dois, no Exterior, da campanha de Dilma, em 2010. Os pagamentos teriam sido operacionalizados por Skornicki, lobista que atuava na Petrobras, em contas do casal no Exterior. Os fatos relatados nesses depoimentos a Moro, porém, não abrangem diretamente o período do processo de cassação, porque este é referente à campanha de 2014. O TSE também pediu a Sérgio Moro informações dessas contas no Exterior, mas o juiz não autorizou o compartilhamento sob o argumento de que são provenientes de pedidos de cooperação internacional para fins penais, havendo dúvidas se poderiam ser compartilhados por ele para uso do TSE. O compartilhamento de provas de Curitiba faz parte da fase de produção de provas nas ações que pedem a cassação da mulher sapiens petista Dilma Rousseff e do vice, o atual presidente interino Michel Temer (PMDB). Nesta fase serão ouvidos delatores da Lava Jato, solicitados compartilhamento de provas sobre o esquema de corrupção da Petrobras ao juiz Sergio Moro e ao Supremo Tribunal Federal, além de feitas perícias solicitadas pelo PSDB em empresas que prestaram serviços para a campanha presidencial vitoriosa, mas que estão sob suspeita de irregularidades.

A ex-favelada Rafaela Silva conquista o primeiro ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro




Com uma atuação segura, firme e decidida a judoca Rafaela Silva derrotou Sumiya Dorjsuren, da Mongólia, na disputa final, e se tornou campeão olímpica na categoria até 57kg nesta segunda-feira. A brasileira venceu ao marcar um wazari na adversária – o mesmo golpe usado em outras três vitórias de sua trajetória rumo ao ouro. Foi a segunda medalha do Brasil na Rio-2016, mas a primeira de ouro, depois da prata do sargento Felipe Wu no tiro esportivo no sábado. “Minha vida é o judô”, afirmou Rafaela após a luta. Emocionada, a primeira brasileira a subir ao lugar mais alto do pódio nesta Olimpíada não segurou as lágrimas. “Treinei muito para estar aqui”, concluiu. Com o ouro, a carioca de 24 anos volta a se consagrar no Rio de Janeiro – há três anos ela conquistou o mundial da categoria disputado na cidade. Cada vez que a judoca entrava no tatame, a mesma cena se repetia: o público cantava “olê, olê, olê, olá, Rafa, Rafa”. Cada ataque era comemorado como um gol de futebol, mas a brasileira sempre mantinha o semblante fechado, com concentração máxima, quando centenas de pessoas gritavam seu nome. Na final, Rafaela mostrou concentração e técnica. Com pouca ação no começo da luta, as duas receberam um shido cada. Na sequência a brasileira acertou um lindo golpe e pontuou com um wazari, levou o combate até o final e se tornou campeã olímpica. O pódio veio no terceiro dia de disputas da modalidade, após outros judocas brasileiros terem chegado perto, sem sucesso. No sábado, Sarah Menezes e Felipe Kitadai, que tinham conquistado medalhas em Londres-2012, ficaram pelo caminho na repescagem. No dia seguinte, Charles Chibana perdeu em sua primeira luta e Érika Miranda ficou a uma vitória do bronze. A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) tem como meta, no mínimo, repetir as quatro medalhas dos Jogos de Londres, de preferência melhorando qualitativamente. Ainda faltam lutar atletas cotados para o pódio, como Victor Penalber, Mayra Aguiar, Tiago Camilo, Maria Suelen Altheman e Rafael Silva, o Baby.

Guerra de versões no mundo da propina do Petrolão, Walter Torre nega ter recebido propina de cartel

O empresário Walter Torre Júnior, fundador e CEO da WTorre Engenharia, afirmou à Polícia Federal, no dia 28 de julho, que "tomou conhecimento" do cartel de empreiteiras que atuava na Petrobras, mas negou que tenha recebido R$ 18 milhões para que sua empresa, que não fazia parte do conluio, desistisse da licitação do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) em 2008, cujo valor inicial foi de R$ 850 milhões. Ele disse ainda que "bota a mão no fogo" pelo diretor de sua empresa Francisco Caçador, que participou da licitação. Segundo Walter Torre, sua companhia "não se utiliza de expedientes ilícitos". A versão do empresário vai na contramão da apresentada pelo dono da Carioca Engenharia (que confessou ter participado do cartel e compunha o consórcio vencedor do Cenpes) e delator Ricardo Pernambuco Junior, que relatou ter confirmado com Walter Torre o acerto da propina naquele ano. Em 2008, a WTorre ficou em primeiro lugar na disputa, oferecendo um preço quase R$ 40 milhões abaixo do primeiro colocado, mas não ofereceu desconto na negociação com a Petrobras para fechar o acordo e a disputa acabou sendo vencida pelo Consórcio Novo Cenpes, formado pelas empreiteiras que participavam do cartel na Petrobras e que ofereceu um desconto na negociação final com a estatal. O episódio da licitação do Cenpes foi alvo da 31ª fase da Lava-Jato, a Operação Abismo, deflagrada em 4 de julho e que prendeu o ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, e conduziu coercitivamente Walter Torre para depor sobre o episódio. Segundo os investigadores, houve um total de R$ 39 milhões em propinas pagas pelas empreiteiras do consórcio vencedor (Consórcio Novo Cenpes), sendo R$ 18 milhões para a WTorre desistir da obra e R$ 19 milhões para operadores de propinas que repassaram os recursos para o PT, para Paulo Ferreira e para ex-executivos da estatal petrolífera. Em sua versão, Walter Torre relatou que sua empresa sempre atuou no mercado privado e que acabaram abrindo uma área específica para atuar em contratos da Petrobras. Após ser cadastrada entre os fornecedores da estatal, a WTorre recebeu então a primeira carta-convite para participar de um certame na estatal, exatamente o do Cenpes. A partir daí, relata o empresário, ele e outros executivos de sua empresa começaram a perceber a pressão do cartel para não vencerem a licitação. "Como sempre realizou em obras privadas, a WTorre se aproximou de seus fornecedores para formular a proposta à Petrobras, visando a ajustar um preço que não pudesse flutuar; que durante esse movimento, o declarante e seus funcionários perceberam que os fornecedores começaram a mencionar que havia algo de errado em a WTorre assumir o Cenpes; que os fornecedores mencionavam que havia um descontentamento no mercado com relação a tal possibilidade", relatou. Diante disso, na versão do executivo, ele e o diretor da WTorre Francisco Caçador foram conversar com Ricardo Pernambuco Junior, da Carioca Engenharia. "A reunião ocorreu na casa de Rico (Ricardo Pernambuco Júnior, em um condomínio fechado, no Brooklin); que Rico estava de saída para Disney, com a família, inclusive com malas na porta da casa. Que na ocasião, Caçador perguntou a Rico sobre a pressão que fora noticiada pelos fornecedores e Rico disse que não era para a WTorre fazer a obra, pois era uma obra 'do grupo'", relatou. Na versão de Walter Torre, Ricardo Pernambuco Júnior teria agido de forma "arrogante" afirmando ainda que, se a WTorre quisesse participar de alguma licitação o "grupo" poderia incluí-los em outra obra, mas não na do Cenpes. "Em tal encontro não se falou em dinheiro, nem houve qualquer oferta para que a WTorre desistisse do certame", disse o executivo. Em sua delação, porém, Ricardo Pernambuco Júnior disse que o encontro ocorrido em sua residência foi apenas para confirmar que havia sido feito o acerto de R$ 18 milhões para a WTorre por meio do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro. "Como o Walter Torre conhecia a mim deste consórcio anterior, o Walter Torre foi à minha casa. Eu tô tentando. É muito difícil dizer a data, mas eu me lembro que eu tava indo pro Exterior, a trabalho. Então, ele foi à minha casa, eu moro no Brooklin, em São Paulo, entrou pela garagem e tudo, foi à minha casa e foi só pra dizer que teve a conversa (com Léo Pinheiro) e pra dizer: "tá tudo ok?". Eu disse "tá tudo ok". O que você combinou com o Léo (Pinheiro, da OAS) nós vamos cumprir, o consórcio como um todo", disse o delator. À Polícia Federal, Walter Torre disse que não conhece Léo Pinheiro, e que não teve nenhum contato com ele referente à obra do Novo Cenpes. "Não houve qualquer oferta ou pedido nesse sentido (para a WTorre deixar a licitação) e não houve qualquer pagamento; Que a empresa WTorre não se utiliza de tais expedientes ilícitos em sua atuação; Que especialmente quanto a Francisco Caçador, afirma que "põe a mão no fogo" por ele, e que acredita que nenhum funcionário seu tenha aceitado ou recebido qualquer quantia no âmbito da obra do Novo Cenpes", disse o executivo.

Rui Falcão não é mais vizinho do bandido petista mensaleiro José Dirceu, ele vendeu a mansão em Vinhedo por R$ 1,8 milhão

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, resolveu dar demonstração de desapego e por isto vendeu a mansão de 602 metros quadrados que tinha no condomínio de luxo mais festejado de Vinhedo, em São Paulo. E faturou R$ 1,8 milhão. Rui Falcão, jornalista que iniciou a carreira como trabalhador assalariado de poucas posses, trabalhando na revista Exame, da editora Abril, enriqueceu ao trocar tudo pela militância no PT. Em Vinhedo, ele era vizinho do bandido petista mensaleiro José Dirceu.

Parecer sobre a cassação de Eduardo Cunha é lido em plenário


O deputado Hildo Rocha (PMDB-MA) leu nesta segunda-feira, no plenário da Câmara dos Deputados, o parecer do Conselho de Ética que recomenda a cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por quebra de decoro parlamentar. Agora, abre-se o prazo de duas sessões ordinárias para que seja incluído na pauta de votação. Durante a leitura, parlamentares se manifestaram pedindo agilidade no processo de votação. O líder da Rede, deputado alma petista Alessandro Molon (RJ), pediu que a votação do processo de cassação do deputado afastado ocorra ainda nesta semana. São necessários 257 votos entre os 512 deputados em exercício para determinar a perda do mandato de um parlamentar. O deputado federal Rubens Bueno (PR), afirmou que é preciso marcar a data com agilidade. “A partir de agora nós temos que marcar a data. E o Plenário soberanamente vai decidir no voto. Queremos dar um desfecho a uma situação tão grave”. A data de votação será definida pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

O poderoso chefão da ORCRIM petista, Lula, culpa seu poste, Dilma, pelo seu declínio e a ruína do PT


O poderoso chefão da ORCRIM petista e ex-presidente Lula se assustou com a queda de popularidade no Nordeste, onde reinava absoluto. Ele constatou isso durante visita recente a Fortaleza, Natal e Recife. Aceitou participar de encontros privados, como o almoço oferecido pelo governador do Ceará, Camilo Santana, e nessas ocasiões criticou Dilma Rousseff asperamente. “Foi uma cagada!”, penitenciou-se, referindo-se à escolhida como sucessora. A irritação de Lula com Dilma chega ao ponto de ele divertir os amigos, em conversas informais, com piadas grosseiras sobre a sucessora. Lula pareceu “sobressaltado” no Nordeste, dizem os petistas. Várias vezes, à mesa, segredou a certeza de que será preso na Lava Jato. Nas conversas com petistas do Nordeste, Lula também escolheu como alvo Sérgio Moro. Tentando desqualificá-lo, chama o juiz de “tucano”. Dirigentes do PT que estiveram com Lula no Nordeste afirmam que o ex-presidente não explicou as graves denúncias que pesam contra ele.