sábado, 6 de agosto de 2016

A sharia, lei islâmica, chega a Porto Alegre, ladrão rouba no camelódromo e tem a mão decepada

Na ausência do aparelho do Estado, que não cumpre mais suas funções, os cidadãos estão tomando a execução da lei em suas mãos. E passa a vigorar, como em Porto Alegre, a sharia islâmica, a lei do olho por olho, dente por dente. Na tarde deste sábado, no centro da capital gaúcha, no Camelódromo localizado na Avenida Julio de Castilhos, um ladrão roubou e saiu correndo. Foi cercado e teve a mão decepada por um golpe de facão. Esse não rouba mais, pelo menos com aquele mão. Ele teria roubado uma loja do camelódromo. Há bastante tempo alguns seguranças do camelódromo avisaram que imitariam a organização terrorista Estado Islâmico e passariam a cortar as mãos dos ladrões. Segundo informação que está sendo apurada pela Brigada Militar, após cometer o crime, ele tentou fugir, foi agarrado e teve a mão decepada. Foi recolhido na calçada e levado ao Hospital de Pronto Socorro. O Camelódromo de Porto Alegre é um espaço popular, ocupado por camelôs que ali ganham a vida duramente. O equipamento foi implantado durante o governo de José Fogaça (PMDB). O lugar é ocupado pelo povo comerciante mais pobre de Porto Alegre. Essas cenas certamente passarão a acontecer com uma frequência cada vez maior, devido à total ausência do aparelho judicial do Estado, que nada faz para combater a violência que tomou conta das ruas. Legiões de zumbis infestam todas as principais artérias do centro da capital gaúcha, assim como as ruas de maior movimento dos principais bairro, onde existe alguma atividade comercial. 

Sem burocracia, ONGs retiram zumbis das ruas e os abrigam em barracas térmicas neste inverno em Santa Catarina



Sob o frio de até -3ºC, ao lado da rodoviária ou em um ginásio, pessoas carentes e moradores de rua encontram um abrigo especial com sopa quente, cobertor, colchão e kits de higiene. A boa localização e o acesso sem burocracia têm estimulado a busca pelas dez grandes barracas térmicas instaladas pela primeira vez em três cidades de Santa Catarina contra o frio deste inverno. Desde junho, 680 pessoas diferentes buscaram o abrigo temporário. Em junho, uma pessoa morreu em Balneário Camboriú por causa do frio. O fato de não se exigir dados e de o serviço ser administrado diretamente por religiosos e ONGs, sem intervenção das prefeituras, contribui para a procura, segundo voluntários. O serviço foi criado este ano em Lages, na serra catarinense, com sete barracas, em Itajaí (duas) e Itapema (uma), no litoral norte. Neste inverno, a temperatura chegou a -3,2ºC em Lages; nas demais, a mínima foi de 3ºC. As barracas foram cedidas pela Defesa Civil Estadual e, até então, eram usadas para casos de desastre natural. Pelo sucesso, a idéia é estender o serviço até o fim do mês. Com 20 metros quadrados, cada uma abriga até 25 pessoas. Apesar de a imensa maioria ser de homens, há separação das tendas por sexo. Coordenador da Defesa Civil em Itajaí, Everlei Pereira diz que as pessoas só buscam a tenda quando se sentem à vontade. "Os albergues costumam ter muitas regras, o que não ocorre nas barracas. Percebo que isso faz as pessoas se aproximarem".  As barracas de Itajaí foram montadas no pátio da Paróquia São Vicente de Paulo. O município fornece kits de acomodação e higiene e a paróquia, a refeição. "As pessoas sabem que aqui tem colchão, cobertor, uma comida quente de noite e um café de manhã cedinho. Mas o fato de saberem que 'é só chegar' ajuda muito na procura", diz o diácono Juarez Carlos Blanger. Itajaí tem casa de passagem, com 30 lugares, e aberta o ano inteiro. Mas há procedimentos burocráticos para conseguir a vaga, dizem funcionários do local. Em Itapema, elas foram armadas no pátio da Defesa Civil, ao lado da rodoviária e da BR-101, a rodovia mais movimentada do Estado. Diretor da Defesa Civil local, Márcio José da Silva, diz que só é pedido o nome da pessoa que procura abrigo. Em caso de suspeita, ele pode pedir rondas policiais, o que não ocorreu até agora. Há quem chega à cidade em busca de trabalho e, sem encontrar, perambula pela cidade. A Defesa Civil já levou à tenda um rapaz que dormia nos fundos de um shopping e beirava a hipotermia. "Ele ficou 15 dias na tenda até arrumar trabalho como pedreiro. Agora alugou uma casa e até comprou uma bicicleta", diz Silva. Das cem pessoas que já pernoitaram em Itapema, 16 pediram apoio para tratar alcoolismo. Em Lages, as barracas estão em um ginásio de esportes. "Nós oferecemos um kit de higiene com pasta, escova de dente, sabonete e toalha. Mas a pessoa toma banho se quiser", diz Jacques Silva, secretário da Defesa Civil. Não há rejeição a quem chega com sinais de embriaguez leve. "Se criarmos muita regra, como nos abrigos, as pessoas vão ficar na rua e morrer do frio", diz Alves. Essa idéia deveria ser colocada em prática em Porto Alegre para a retirada das ruas dos milhares de zumbis que infestam o espaço público, como embaixo das escadarias do viaduto da Avenida Borges de Medeiros, no centro da capital gaúcha. A prefeitura da cidade já se mostrou completamente incompetente e sem vontade de resolver o problema. Então deveria acontecer a entrada em campo da iniciativa privada, por meio de ONGs, associações e outras entidades do gênero. A porcaria do setor público só contribuiria com a cedência de barracas, colchões e cobertores, além de banheiros químicos. O que não pode continuar acontecendo é o espetáculo de milhares de zumbis atirados pelas ruas da cidade, em quase todos os bairros. 

Em plena colheita de cana, Brasil importa etanol dos Estados Unidos


Usinas e comerciantes de etanol dos Estados Unidos estão correndo para aproveitar uma janela oportunidade rara: exportar para o Brasil. A oferta apertada de cana e dificuldades de logística no mercado brasileiro criaram essa brecha para os americanos. Usinas de etanol dos EUA estão, no momento, produzindo um recorde de 1 milhão de barris por dia. Elas tentam aproveitar a oferta abundante e barata de milho, base para a produção de etanol no mercado americano. Os americanos estão atendendo uma inesperada demanda do Brasil, onde a produção está ficando abaixo das expectativas. Com a alta do preço do açúcar, as usinas brasileiras têm destinado uma fatia maior de cana para sua produção, em detrimento do etanol. Isso abriu uma janela de arbitragem em um período incomum do ano, explicitando as diferenças entre as condições de mercado nas duas maiores nações produtoras de etanol. “Os preços do milho dos EUA estão baixos e o dólar mais fraco, criando uma janela de oportunidade para carregamentos de etanol para o Nordeste do Brasil”, afirma o especialista Tarcilo Rodrigues, da corretora e consultoria Bioagência. Rodrigues disse que usinas do centro-sul do Brasil, onde a colheita de cana está no pico, tipicamente embarcam etanol para o Nordeste, que não consegue produzir o suficiente para atender toda sua demanda. No entanto, a capacidade de tanques nos principiais portos das regiões Sul e Sudeste está atualmente ocupada por importações de diesel da Petrobras, atrapalhando os deslocamentos de etanol pela costa brasileira. A moagem de cana no Nordeste ainda está a algumas semanas de começar, o que deixa o mercado daquela região apertado no fim da entressafra. A Raízen, maior produtora global de açúcar e etanol de cana, comprou 55 milhões de litros de etanol dos EUA para o Brasil com embarques previstos para ocorrer entre o fim de julho e o início de agosto, de acordo com três operadores americanos. Sozinho, esse volume sozinho já é mais do que o registrado entre julho e agosto desde 2012, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA. Especialistas disseram que importação de etanol para o centro-sul do Brasil é improvável, já que a demanda local é atendida pelas usinas da região. Contudo, o Norte e o Nordeste do Brasil, com uma demanda anual de 3 bilhões de litros, produzem apenas 1 bilhão de litros. A Bioagência prevê que a importação dos EUA atenda 500 milhões de litros do consumo do Norte/Nordeste. O restante viria do centro-sul. A Raízen recusou-se a comentar. Os navios Furuholmen e Ardmore Chinook já estão no porto de Itaqui, no Maranhão, para descarregar etanol para a Raízen, segundo dados da administração portuária e agentes marítimos. Analistas esperam que carregamentos regulares de etanol proveniente de portos do Golfo do México nos EUA para o Nordeste do Brasil continuem até o início de 2017.

Empreiteiras pagaram R$ 10 milhões a empresa de palestras do poderoso chefão da ORCRIM petista


Cerca de 47% das transferências que a empresa LILS Palestras, Eventos e Publicações recebeu entre 2011 e 2014 foram feitas pelas empreiteiras propineiras Camargo Correa, Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS, UTC e Andrade Gutierrez. O sócio majoritário da LILS é o poderoso chefão da ORCRIM petista e ex-presidente Lula, detentor de 98% da participação societária. A informação consta no documento enviado à Justiça Federal na última quarta-feira para defender a competência do juiz federal Sergio Moro para julgar o petista. “Não há como desassociar o fato de que os cinco maiores repassadores de dinheiro à LILS Palestras, Eventos e Publicações foram empreiteiras integrantes do cartel que fraudou, de forma bilionária, licitações em desfavor da Petrobras”, disseram os procuradores da Operação Lava Jato em manifestação enviada à Justiça Federal na última quarta-feira. O documento é uma resposta ao recurso apresentado pela defesa do ex-presidente, que diz que o juiz federal Sergio Morom, responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba, não tem competência para competência para julgar o ex-presidente. Para o Ministério Público, cabe, sim, a Moro julgar Lula uma vez que os crimes investigados relacionados a ele são de competência da esfera Federal, como lavagem de dinheiro contra a Petrobras, que é uma estatal. “A conexão dos fatos apurados com a Lava Jato se dá uma vez que presentes vários personagens em comum, como diversas das empreiteiras participantes do cartel e dois dos intermediários do pagamento de propina ao Partido dos Trabalhadores”.

Ministério Público Federal diz que Lula sabia de tudo e participou do Petrolão


Em manifestação de 70 páginas enviada à Justiça na última quarta-feira o Ministério Público Federal afirma que o poderoso chefão da ORCRIM petista e ex-presidente Lula não apenas sabia de tudo como "participou ativamente do esquema criminoso" na Petrobras. O texto defende a competência do juiz federal Sérgio Moro para julgar o petista e foi subscrito por quatro procuradores da República que compõem a força-tarefa da Operação Lava Jato. “Contextualizando os fortes indícios, diversos fatos vinculados ao esquema que fraudou as licitações da Petrobras apontam que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) tinha ciência do estratagema criminoso e dele se beneficiou”, acusam os procuradores. A manifestação é uma resposta à ofensiva da defesa de Lula que, em exceção de incompetência, alega parcialidade do juiz Moro para conduzir as investigações contra o ex-presidente. A Lava Jato suspeita que Lula é o verdadeiro proprietário do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, no interior de São Paulo e do tríplex 164-A no Guarujá – os advogados de Lula negam taxativamente que ele possua tais propriedades. A investigação também mira a LILS, empresa de palestras do ex-presidente. “Considerando os dados colhidos no âmbito da Operação Lava Jato, há elementos de prova de que Lula participou ativamente do esquema criminoso engendrado em desfavor da Petrobras, e também de que recebeu, direta e indiretamente, vantagens indevidas decorrentes dessa estrutura delituosa”, acusam os procuradores. A defesa de Lula alega que inexistem motivos para que Moro "seja competente para processar e julgar os feitos que o envolvem, em razão de os fatos supostamente delituosos – aquisição e reforma de imóveis nos municípios de Atibaia e Guarujá e realização de palestras contratadas – consumaram-se no Estado de São Paulo, não apresentando conexão com os fatos investigados no âmbito da Operação Lava Jato". Os procuradores Julio Carlos Motta Noronha, Roberson Henrique Pozzobon, Jerusa Burmann Viecili e Athayde Ribeiro Costa afirmam que há "fortes indícios" de envolvimento de Lula no esquema Petrobras. A peça é um verdadeiro libelo e remonta ao episódio do Mensalão do PT, 11 anos atrás. “Considerando que uma das formas de repasse de propina dentro do arranjo montado no seio da Petrobras era a realização de doações eleitorais, impende destacar que, ainda em 2005, Lula admitiu ter conhecimento sobre a prática de “caixa 2″ no financiamento de campanhas políticas”, destacam. Os procuradores observam que Lula, em recente depoimento à Polícia Federal, “reconheceu que, quanto à indicação de Diretores para a Petrobras ‘recebia os nomes dos diretores a partir de acordos políticos firmados'”. “Ou seja, Lula sabia que empresas realizavam doações eleitorais ‘por fora’ e que havia um ávido loteamento de cargos públicos. Não é crível, assim, que Lula desconhecesse a motivação dos pagamentos de ‘caixa 2’ nas campanhas eleitorais, o porquê da voracidade em assumir elevados postos na Administração Pública federal, e a existência de vinculação entre um fato e outro”, acusam. No entanto, esse mesmo Ministério Público Federal rejeitou categoricamente, durante toda a tramitação do inquérito e do processo do Mensalão do PT, o indiciamento do poderoso chefão da ORCRIM petista, Lula, naquela ação. Ficou o advogado gaúcho Luis Francisco Correa Barbosa bradando sozinho no plenário do Supremo Tribunal Federal, várias vezes apontando que faltava um nome naquele processo. Esse mesmo Ministério Público é aquele que rejeitou a proposta do publicitário mineiro Marcos Valério de fazer uma delação premiada. Essa delação, inevitavelmente, teria colocado Lula no processo do Mensalão do PT. Com isso, esse Ministério Público Federal praticamente deu um alvará para que continuasse a operação criminosa, a roubalheira continuada, produzida pelo PT e seus asseclas, que terminou por levar a Petrobras a um estado falimentar. Agora, segundo os procuradores, “a estrutura criminosa perdurou por, pelo menos, uma década”. A Lava Jato investiga o esquema de corrupção, cartel e propinas instalado na Petrobras entre 2004 e 2014. A peça lista quadros importantes do PT, antigos aliados de Lula, muitos deles acabaram na prisão da Lava Jato: “Nesse arranjo, os partidos e as pessoas que estavam no Governo Federal, dentre elas Lula, ocuparam posição central em relação a entidades e indivíduos que diretamente se beneficiaram do esquema: José Dirceu, primeiro ministro da Casa Civil do Governo de Lula, pessoa de sua confiança, foi um dos beneficiados com o esquema; André Vargas, líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados durante o mandato de Lula, foi um dos beneficiados com o esquema; João Vaccari, tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, legenda pela qual Lula se elegeu, foi um dos beneficiados com o esquema; José de Filippi Júnior, tesoureiro de campanha presidencial de Lula em 2006, recebeu dinheiro oriundo do esquema; João Santana, publicitário responsável pela campanha presidencial de Lula em 2006, recebeu dinheiro oriundo do esquema". Os procuradores se reportam também a inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal e relatam que “partidos políticos da base aliada do Governo Federal de Lula e seus filiados receberam recursos oriundos do esquema”. “Executivos das maiores empreiteiras do País, que se reuniam e viajavam com Lula, participaram do esquema criminoso, fraudando as licitações da Petrobras, e pagando propina. Considerando que todas essas figuras, diretamente envolvidas no estratagema criminoso, orbitavam em volta de Lula e do Partido dos Trabalhadores, não é crível que ele desconhecesse a existência dos ilícitos”, destaca o documento. A Procuradoria afirma que “mesmo após o término de seu mandato presidencial, Lula foi beneficiado direta e indiretamente por repasses financeiros de empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato”. “Rememore-se que, no âmbito desta operação, diversos agentes públicos foram denunciados por receber vantagem indevida mesmo após saírem de seus cargos. Além disso, é inegável a influência política que Lula continuou a exercer no Governo Federal, mesmo após o término de seu mandato (encontrando-se até hoje, mais de cinco anos após o fim do seu mandato com a atual Presidente da República). E, por fim, não se esqueça que diversos funcionários públicos diretamente vinculados ao esquema criminoso, como os Diretores da Petrobrás Paulo Roberto Costa e Renato Duque, foram indicados por Lula e permaneceram nos cargos mesmo após a saída deste da Presidência da República". O advogado José Roberto Batochio, que coordena a estratégia de defesa do ex-presidente Lula, afirma que a Justiça Federal no Paraná, base da Lava Jato, não detém competência para conduzir os feitos relativos ao petista: “A defesa de Lula arguiu a incompetência do juiz do Paraná para apreciar e julgar estes casos que envolvem o apartamento do Guarujá, o sítio de Atibaia e o Instituto Lula por uma razão muito simples. A lei diz que o juiz competente para julgar os fatos é o juiz do local onde os fatos teriam ocorrido. O apartamento que, indevidamente, é apontado como de propriedade de Lula, fica no Guarujá, que não se confunde com Guaratuba. Guaratuba fica no Estado do Paraná. De outro lado, o sítio se situa em Atibaia, que é Estado de São Paulo. Atibaia não é Atobá, uma cidade do Paraná”, destacou o advogado. Segundo Batochio, “não há nenhuma razão para esses processos estarem no Paraná”: “Como questionamos isso, que o caso não tem nada a ver com o Paraná, o Ministério Público Federal, para contestar nossa exceção de incompetência, escreve setenta páginas. Só pelo fato de ter escrito setenta páginas significa que a tese é insustentável. Guarujá é, de fato, no Estado de São Paulo. E Atibaia é, de fato, no Estado de São Paulo. Guarujá e Atibaia não são no Paraná”, disse. “Para ‘provar’ que Guarujá e Atibaia estão no Paraná, os procuradores escrevem setenta páginas”, salientou. 

Sobrinho de Lula não explica como empresa recebeu R$ 1,5 milhão


O empresário Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho do ex-presidente Lula, é um fenômeno do mundo dos negócios: de uma hora para a outra, passou de vidraceiro falido em Santos a sócio de uma empresa de engenharia de grandes obras em Angola. O salto ocorreu quando o jovem criou a Exergia Brasil, com patrimônio de 1,5 milhão de reais, e assinou contratos milionários com a construtora Odebrecht. No dia 20 de maio, ele se tornou alvo da Operação Janus — e foi conduzido coercitivamente pela Polícia Federal para esclarecer a origem da sua fortuna suspeita. Quando questionado sobre o capital social de sua empresa, respondeu que era de 2,5 milhões de reais. Não soube explicar como chegou a esse montante, mas garantiu que o aporte não saiu de sua conta bancária. Sugeriu que os policiais ouvissem o contador. José Emmanuel Camano, o contador da Exergia, contou uma versão diferente. Segundo ele, o capital social da Exergia é de 1,5 milhão de reais, “ tendo a integralização sido feita por João Germano (51%) e Taiguara (49%)”. Ou seja, de acordo com o relato de Camano, o sobrinho de Lula injetou quase metade do 1,5 milhão de reais na Exergia Brasil, mesmo não sabendo explicar direito como ocorreu essa operação financeira, muito menos a origem do dinheiro. Taiguara e seu contador também derraparam em outros trechos de seus depoimentos. Em outubro de 2015, durante uma audiência na CPI do BNDES, realizada na Câmara dos deputados em Brasília, o empresário disse que visitou Cuba em março de 2014 na companhia de seu primo, Fábio Luis, o Lulinha. Aos parlamentares, Taiguara afirmou que o seu intuito era prospectar negócios, enquanto o filho do ex-presidente curtia as férias no país. O contador da Exergia Brasil, mais uma vez, apresentou outro lado da história: “Que também viajou com o Taiguara e o Fábio, ‘Lulinha’, para Cuba, ocasião em que buscavam potenciais mercados na área de exportação de alimentos, nada tendo sido concretizado”. E-mails publicados no ano passado revelaram que um representante da Agência Brasil de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) em Cuba chegou a pedir autorização para reservar um espaço numa feira empresarial para que Taiguara e Lulinha se reunissem reservadamente com autoridades do governo local. A direção do órgão, porém, barrou a solicitação. Os investigadores apuram se Taiguara era parceiro de negócios de Lulinha. O site da Exergia Brasil foi criado pela G4, de Fábio Luis. O único cliente conhecido da empresa é a empreiteira Odebrecht. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal estão apurando todas as estranhezas no súbito enriquecimento de Taiguara – e quais as relações disso com Lula. “Não é difícil enxergar as diversas inconsistências na narrativa apresentada e concluir que toda a inexplicável prosperidade financeira de Taiguara e seus contratos milionários com a Odebrecht constituem, na verdade, favor e meio indireto adotado pela Odebrecht para retribuir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos serviços prestados”, diz a Polícia Federal. O advogado de Taiguara, Fábio Rogério de Souza, nega o envolvimento de seu cliente com irregularidades. “Ele jamais intermediou transações financeiras fraudulentas, nunca emprestou seu nome, documentos ou contas bancárias para ocultar a identidade de qualquer pessoa. Os questionamentos feitos pela CPI e posteriormente no inquérito da Polícia Federal tomam como base reportagens jornalísticas”, complementou. Taiguara, que costuma dizer que está na pindaíba, declarou à Polícia Federal ter hoje uma renda mensal de 10 000 reais, coletando sucatas.

Pela chamada ‘Máfia do Lixo’, candidato à prefeitura de Maceió será intimado para depor


Candidato de Renan Calheiros à prefeitura de Maceió, o deputado federal Cícero Almeida terá que prestar contas à Justiça Federal nos próximos dias. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, fixou um prazo de 15 dias para que Almeida seja intimado a prestar depoimento na ação penal 956, mais conhecida como “Máfia do Lixo”, um esquema que teria desviado RS 200 milhões da prefeitura na gestão de Cícero Almeida.

Dono de cervejaria citada pela Odebrecht consulta advogados sobre possibilidade de delação


Walter Faria, dono da cervejaria Itaipava, tem procurado advogados para estudar a possibilidade de fazer uma delação premiada. O empresário quer uma alternativa para que não seja processado, mas já foi advertido por criminalistas que isso é praticamente impossível. A cervejaria aparece nas planilhas da Odebrecht apreendidas pela Operação Lava Jato. 

Safras recordes de grãos nos Estados Uniddos preocupam Brasil



O cenário da safra norte-americana, se confirmadas as expectativas de parte do mercado, é preocupante para o produtor brasileiro. As avaliações são de bons números de produtividade no relatório do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado na próxima sexta-feira (12). As lavouras de soja e de milho têm os melhores desempenhos desde 1994. Com isso, parte do mercado acredita que a produtividade da soja, estimada em 52,3 sacas por hectare, deverá subir para 54 a 54,5 sacas. Se o Usda realmente apresentar esses números de produtividade, a safra de soja norte-americana irá para o recorde de 110 milhões de toneladas. O recorde anterior tinha sido em 2015/16, quando os produtores norte-americanos colheram 106,9 milhões de toneladas. Daniele Siqueira, analista da AgRural, não acredita, no entanto, que o Usda vá elevar tanto a produtividade neste início de agosto. Este mês ainda é um período de influências do clima sobre as lavouras. Já as lavouras de milho estão praticamente definidas, segundo a analista. E, nesse caso, as previsões otimistas de produtividade do mercado poderão ser referendadas pelo Usda. A produtividade média mais recente do Usda era de 175,7 sacas por hectare. As novas projeções do mercado são de produção de 180 sacas por hectare. Se confirmados esses valores, a produção total do país iria a 378,5 milhões de toneladas, um volume nunca atingido pelos EUA. O recorde anterior ocorreu em 2014/15, quando a produção de milho foi de 361,1 milhões de toneladas. A pergunta é o quanto o mercado já precificou essa possível alta de produtividade, segundo Siqueira. As quedas de preços da semana já podem ser um sinal dessa atenção que o mercado está dando para esses números. O mercado brasileiro também reagiu. A queda de preços fez diminuir o ritmo de negociações. Dados da AgRural indicam que as vendas antecipadas da safra de soja de 2016/17 foram a 23% em julho, pouca diferença dos 20% de junho. Já as de milho subiram para 74%, ante 66% em junho. A queda do dólar e o recuo de preços em Chicago – o que ocorre neste momento – são tudo o que os produtores brasileiros não querem ver. O mercado internacional refletiu a baixa de suco de laranja do Brasil durante a safra 2016/17. Olhando para os chamados fundamentos do mercado, os operadores da Bolsa de commodities de Nova York imprimiram uma alta de 4,7% nos preços do primeiro contrato de negociações futuras. Essa alta refletiu a divulgação do CitrusBR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos), na quinta-feira (4), de possível estoque zero de suco em junho do próximo ano. Após atingir 766 mil toneladas em 2013, os estoques caíram para 510 mil em junho de 2016, e para 352 mil no mesmo mês deste ano. A tonelada de suco de laranja, que valia US$ 1.800,00 há um ano, está em US$ 2.300,00 e poderá ficar próxima de US$ 3.000,00 projetam algumas estimativas. Mais uma vez, as quedas na safra e no rendimento industrial no Brasil resultarão em produção de apenas 708 mil toneladas de suco na safra 2016/17, uma redução de 18% em relação à anterior.

Membros do MST são presos com base em Lei de Organizações Criminosas


Dois integrantes da organização terrorista comunista clandestina MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) estão presos em Goiás com base na Lei de Organizações Criminosas, sancionada em 2013. José Valdir Misnerovicz, de 46 anos, e Luis Batista Borges, também de 46 anos, foram presos preventivamente em 31 de maio e em 14 de abril, respectivamente. Valdir foi preso no interior do Rio Grande do Sul e levado para para Goiás por ordem da Justiça goiana. Luís Batista foi preso em Rio Verde (GO), onde permanece. Há mandados de prisão contra outros dois integrantes da organização terrorista comunista que ainda não foram cumpridos. Segundo o MST, é a primeira vez no País que a Lei de Organizações Criminosas é usada contra o movimento. E demorou até que o aparato judicial do País saísse da sua inércia para passar a usar os mecanismos judiciais existentes contra os terroristas comuno-petistas. O Ministério Público de Goiás, que pediu a prisão, sustenta que os integrantes do movimento "promoveram ou financiaram organização criminosa" ao cometer crimes como cárcere privado, roubo, incêndio e esbulho possessório. A Secretaria de Segurança Pública de Goiás informou que Misnerovicz é suspeito de "liderar, incentivar e cometer diversos crimes" na zona rural do município de Santa Helena de Goiás, a 220 quilômetros de Goiânia. Na decisão da Justiça goiana que determina a prisão preventiva dos quatro integrantes da organização terrorista comuno-petista MST, consta que eles são considerados líderes do movimento que invadiu duas fazendas em Santa Helena de Goiás, a Várzea da Ema e a Mário Moraes. Segundo o documento, a invasão das áreas iniciou em agosto de 2015 e, desde então, os terroristas sem-terra têm praticado uma série de atos criminosos no local. Uma dessas fazendas pertence à Usina Santa Helena.
O delegado responsável pelas investigações que resultaram nos quatro mandados de prisão, Adelson Candeo, de Rio Verde (GO), afirma que a lei referente a organizações criminosas é comumente utilizada para efetuar prisões. Candeo diz que a lei de organização criminosa "se enquadra perfeitamente em relação ao caso, em especial ao José Valdir Misnerovicz que seria o líder dessa organização criminosa". Ele diz que esse "enquadramento" não tem nada a ver com o MST, mas em relação aos crimes e abusos cometidos em Santa Helena de Goiás. A lei de 2013 ganhou notoriedade por ter regulamentado o instituto da colaboração premiada, que se tornou a base da Operação Lava Jato. 

Anselmo Rodrigues, o governaço, do PDT, tenta ressuscitar politicamente em Pelotas

Da mesma forma que em Caxias do Sul, em Pelotas o prefeito Eduardo Leite, do PSDB, não quis disputar a reeleição. Ele deixou a tentativa de continuidade da sua administração para a vice, Paula Mascarenhas. Concorrendo pelo PSDB, ela conta com o apoio e outros 11 partidos. Também está no páreo o médico Anselmo Rodrigues, de PDT, ex-prefeito, que teve uma passagem tumultuadíssima pela prefeitura. Ele apelidou a sua administração de "governaço", e acabou levando o apelido para si próprio. Jurandir Silva concorre pelo Psol e a petista Miriam Marroni, deputada estadual, sem qualquer autocrítica, concorre pelo terminal PT. Ela é mulher do ex-prefeito Fernando Marroni.

Caxias do Sul terá quatro candidaturas

Caxias do Sul é a segunda maior cidade do Rio Grande do Sul, com uma população de 435.564 pessoas, e um eleitorado de 293.417 inscritos. A cidade terá quatro candidaturas. Assis Mello concorrerá pelo PCdoB; Daniel Guerra, pelo PRB; Edson Néspolo, pelo PDT; Pepe Vargas, pelo PT. O candidato oficial é Edson Néspolo, que tem o apoio de 21 partidos, inclusive PMDB, que fornece o vice, Antonio Feldmann.



População - 328.275

Eleitores - 228.634




Da mesma forma que Caxias, em Pelotas o prefeito Eduardo Leite, PSDB, não quis disputar a reeleição. Seu candidato é Paula Mascarenhas, do mesmo Partido, sua vice.




Paula Mascarenhas, PSDB, com o apoio de 11 Partidos

Anselmo Rodrigues, PDT, ex-prefeito

Jurandir Silva, Psol

Miriam Marroni, PT, deputada estadual em terceiro mandato, mulher do ex-prefeito Fernando Marroni.

PDT de Porto Alegre não absorve intervenção de Lupi em favor de Juliana Brizola

O PDT de Porto Alegre não conseguiu absorver a imposição da direção nacional sobre a escolha do candidato a vice na chapa de Sebastião Melo. Foi um ato de força inédito, porque o preferido das zonais, o vereador Mauro Zacher, obteve 99% em convenção legítima. A decisão de Carlos Lupi foi articulada antecipadamente com a direção estadual, as bancadas municipal, estadual e federal, bem como com o prefeito José Fortunati e com o candidato à prefeitura, o atual vice.

Prefeito petista Alexandre Lindenmeyer enfrentará ex-deputado Claudio Diaz em Rio Grande

O prefeito Alexandre Lindemeyer, de PT, enfrentará desta vez um poderoso adversário local na disputa pela prefeitura de Rio Grande, cidade portuária do Rio Grande do Sul, onde está localizado o pólo naval gaúcho. Trata-se do ex-deputado Claudio Diaz, que montou uma poderosa coligação e abriu a campanha com índices altos de adesão. Rio Grande tem uma população de 197.228 pessoas e um total de 151.715 eleitores. Portanto não tem previsão de segundo turno na cidade. Integram a coligação de  Cláudio Diaz os seguintes partidos: PP - PEN- PRB- PR- REDE- SDD- PSC- PTN e PMN. Já o petista Alexandre Lindenmeyer montou uma coligação integrada pelos seguintes partidos políticos: PT - PPS- PCdoB- PV- PTdoB e PRTB. O terceiro candidato à prefeitura é Thiaguinho Pires, com a coligação PMDB - PDT- PSDB e PROS. O trabalhista Elder Salvá concorrerá com a coligação formada por PTB - PSD. Enilson Pool é candidato pelo PSOL e Marcelo Silva pelo PSDC. 

TCU e Itamaraty constatam o sumiço de 5 mil ítens do Palácio do Planalto


Por ordem do juiz Sérgio Moro, todos os objetos levados por Lula de Brasília foram identificados e catalogados. A idéia era verificar se Lula poderia ter levado os presentes para São Paulo. O patrimônio público foi dilapidado. A auditoria acaba de ser feita pelo TCU e Itamaraty. O TCU identificou a ausência de cinco mil itens, entre os quais, seis obras de arte valiosíssimas. O governo Temer acaba de fazer o primeiro levantamento parcial do patrimônio deixado pelos governos Lula e Dilma, com a ajuda do TCU e do Itamaraty. O TCU identificou a ausência de cinco mil itens, entre os quais, seis obras de arte valiosíssimas. E o Itamaraty descobriu que pelo menos 700 presentes recebidos de governos estrangeiros deixaram de ser registrados, como manda lei, na lista de patrimônio da União. Certamente que entre esses presentes não listados deve estar o acervo de porcelana que Dilma ganhou do governo búlgaro e que é um dos símbolos da fauna daquele país, onde nasceu seu pai.