sexta-feira, 29 de julho de 2016

Petrobras vende fatia do pré-sal por US$ 2,5 bilhões


A Petrobras anunciou que seu Conselho de Administração aprovou na quinta-feira a venda de participação no bloco exploratório BM-S-8 para a norueguesa Statoil. No bloco, está o prospecto exploratório de Carcará, no pré-sal, uma das grandes descobertas de petróleo no mundo nos últimos anos. A Petrobras informou anteriormente que testes comprovaram alta produtividade na área. A Statoil vai pagar 2,5 bilhões de dólares uma fatia de 66% numa concessão offshore, numa tentativa de fortalecer sua produção ao longo da próxima década. A empresa brasileira é a petrolífera mais endividada do mundo e planeja se desfazer de mais de 15 bilhões de dólares em ativos até o fim do ano, como parte de uma estratégia para reduzir seu endividamento. Antes do anúncio do negócio com a Statoil, no entanto, a Petrobras havia conseguido levantar apenas cerca de 2 bilhões de dólares com a venda de ativos. A venda da participação no pré-sal irá significar uma menor pressão para os investimentos da companhia no médio prazo, mas uma entrada de recursos no curto prazo, o que vai ao encontro da necessidade da empresa neste momento, segundo a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes. A executiva considera que o negócio não trará impacto nas reservas da companhia, ou em sua produção, visto que o bloco ainda não estava operacional e não existem reservas associadas a esse ativo. Segundo Solange, a decisão serve para desalavancar a empresa e dar sustentabilidade no longo prazo.

Governo Temer precisa fazer operação de socorro de última hora nas finanças de abertura e encerramento da Olimpíada


O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, revelou que o governo Temer está organizando um pacote de patrocínios de estatais e do Ministério da Cultura destinado a fechar a conta das despesas com as cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada, no estádio do Maracanã. Em junho, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, havia feito um apelo público para que a União disponibilizasse 1 bilhão de reais para as despesas finais dos Jogos. Já está acertado que 80% do socorro virá na forma de financiamento do BNDES e será usado para concluir obras olímpicas. Os patrocínios para as festas completariam o bilhão solicitado. Segundo Picciani, o governo definiu que os patrocinadores emergenciais das duas cerimônias serão, além do MinC, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), a Caixa Econômica Federal (CEF), a Petrobras e os Correios (que já patrocinam os Jogos e vão aumentar o tamanho do investimento). Todos poderão expor suas logomarcas em áreas próximas aos locais de competição. “Foi pedido um total de 50 milhões de reais de cada participante. Talvez nem todos consigam chegar a este valor. Os últimos detalhes ainda estão sendo discutido pelos ministros Moreira Franco e Eliseu Padilhas”, explicou o ministro. A Petrobras é a empresa com maior dificuldade para atender ao pedido. Enrolada na operação Lava Jato e com sérios problemas de caixa, avisou há tempos que não repassaria mais que 15 milhões de reais para os Jogos, apesar dos antigos e insistentes convites para ser patrocinadora máster. Os novos recursos chegarão em um momento crucial para o fechamento das contas da Rio 2016. O orçamento do comitê organizador tem um rombo de cerca de 300 milhões de reais e nenhuma alternativa própria de solução à vista. A Olimpíada é uma praga gigantesca produzida pela ORCRIM petista contra o Brasil. 

O poderoso chefão da ORCRIM petista, Lula, agora é réu por tentar obstruir investigação judicial da Operação Lava Jato


O poderoso chefão da ORCRIM petista, ex-presidente Lula, vai sentar no banco dos réus pela primeira vez em sua história. O juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara do Distrito Federal, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal que acusa o ex-presidente de comandar um esquema armado para obstruir a Operação Lava-Jato. As provas apresentadas contra Lula são fartas e consistentes. Ligações telefônicas, extratos bancários e e-mails revelam que o ex-presidente impeliu o ex-senador petista Delcídio do Amaral a adotar “medidas para a compra do silêncio de Nestor Cerveró”, ex-diretor da área internacional da Petrobras. O objetivo era evitar que Cerveró fechasse um acordo de delação premiada que comprometeria tanto Lula como um dos seus amigos mais próximos, José Carlos Bumlai. O pecuarista contratou um empréstimo de 12 milhões de reais com o banco Schahin para saldar dívidas de campanhas do PT em 2006. Em troca, o grupo Schahin ganhou um contrato bilionário com a diretora comandada por Cerveró. Procurada por Delcidio, a família de Bumlai resolveu ajudar no complô arquitetado contra a Lava-Jato — e desembolsou 250 000 reais para pagar os honorários do advogado Edson Riberio, que defendia o ex-diretor da Petrobras. De acordo com o Ministério Público Federal, há indícios de que “Lula atuou diretamente com o objetivo de interferir no trabalho do Poder Judiciário, do Ministério Público e do Ministério da Justiça, seja no âmbito da Justiça de São Paulo, seja do Supremo Tribunal Federal ou mesmo da Procuradoria-Geral da República”. Além do ex-presidente, também viraram réus: Delcidio do Amaral e seu assessor Diogo Ferreira, José Carlos Bumlai e seu filho Maurício Bumlai, Edson Ribeiro e o banqueiro André Esteves. Lula, segundo os investigadores, ocupou papel central no esquema e dirigiu a atividade criminosa praticada pelo grupo. Após receber a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, o juiz Ricardo Leite decidiu: “Pela leitura dos autos, observo a presença dos pressupostos processuais e condições da ação (incluindo a justa causa, evidenciada pelas referências na própria peça acusatória aos elementos probatórios acostados a este feito), e que, a princípio, demonstram lastro probatório mínimo apto a deflagrar a pretensão punitiva proposta em juízo”.

Governo Temer começa a demitir a petralhada em cascata

O governo de Michel Temer demitiu a superintendente da Autoridade Pública Olímpica, Rosana Pereira Braga. A Época informa que ela "é mulher de Olavo Noleto, secretário executivo da Secretaria de Comunicação Social nos tempos do petista Edinho Silva". Olavo Noleto estava assumindo a secretaria-executiva da Secom da Presidência enquanto era citado no inquérito contra o bicheiro Carlinhos Cachoeira. 

Regime comunista venezuelano agora quer fazer o mesmo que o Khmer Vermelho, levar o povo à força para trabalhar no campo



A organização Anistia International (AI) declarou nesta quinta-feira que o novo decreto imposto pela ditadura comunista da Venezuela, que determina que qualquer empregado pode ser obrigado a trabalhar em tarefas de agricultura como forma de combater a crise alimentícia no país, equivale a trabalho forçado.  A diretora da Anistia Internacional para as Américas, Erika Guevara-Rosas, afirmou que “tentar abordar a severa falta de alimentos na Venezuela forçando o povo a trabalhar no campo ‘é como tentar curar uma perna quebrada com um curativo“. Já houve uma política igual a essa praticada por regime comunista, o do Khmer Vermelho, no Cambodja, que resultou no genocídio de milhões de pessoas. “O novo decreto é completamente inútil em termos de encontrar formas para que a Venezuela saia da crise em que ficou imersa por anos. As autoridades venezuelanas devem focar em pedir e levar de maneira urgente a ajuda humanitária que milhões de pessoas necessitam em todo o país e desenvolver um projeto efetivo a longo prazo para solucionar esta crise”, concluiu. O decreto, publicado oficialmente nesta semana, estabelece que as pessoas que trabalham em empresas públicas e privadas podem ser convocadas a trabalhar em organizações estatais especializadas na produção de alimentos. Além disso, estabelece que esses empregados deverão trabalhar temporariamente nessas companhias por um mínimo de 60 dias e seus “contratos” poderão ser renovados automaticamente por um período extra de 60 dias ou retornarão a seus trabalhos originais. O problema do desabastecimento de produtos básicos na Venezuela começou há pouco mais de três anos e foi se agravando com a passagem dos meses.

Médico Claudio Diz monta forte aliança para disputar a prefeitura de Rio Grande

O ex-deputado federal Claudio Diaz será lançado no dia 3 candidato do PP na disputa pela prefeitura de Rio Grande, cidade portuário do Rio Grande do Sul, em uma aliança que contemplará PP, PEN, PRB, PR, PSC, Rede e Solidariedade. Claudio Diaz tenta atrair também o apoio do PMDB e do PDT. O atual prefeito, Alexandre Lindenmayer, PT, será candidato à reeleição. Rio Grande é sede do Pólo Naval e tem 150 mil eleitores.

Lava Jato apura propinas em contrato de informática de R$ 53 milhões do Banco do Brasil


A Operação Lava Jato investiga o pagamento de propinas em contrato do Banco do Brasil com a Ação Informática Brasil. Dois ex-sócios da empresa revelaram em depoimento à Polícia Federal terem repassado valores para a Credencial Construtora Empreendimentos e Representações - acusada de ser empresa de fachada usada para lavagem de dinheiro no escândalo Petrobras - por "consultoria" em negócio de fornecimento de software para o banco, fechado em 2010, por R$ 53,2 milhões. A Credencial, que tem sede em Sumaré (SP), pertence a Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique de Oliveira Macedo, ambos presos em maio na 30ª fase da Lava Jato (Operação Vício). A firma seria usada pelos donos para intermediar negócios no governo federal - em áreas de óleo e gás, energia e tecnologia - com vínculos com o ex-ministro da Casa Civil, o bandido petista mensaleiro e petroleiro José Dirceu. A força-tarefa considera ter provas do repasse de dinheiro de corrupção da Credencial para José Dirceu em contratos de fornecimento de tubos para obras da Petrobras. Os investigadores buscam agora informações sobre quem a Credencial - suspeita de ser de fachada - pagou em serviço prestado à Ação Informática no contrato do Banco do Brasil. Quebra de sigilo bancário da Credencial revelou a transferência de R$ 4,9 milhões da Ação Informática, nos meses seguintes ao contrato com o banco estatal. A força-tarefa suspeita que os pagamentos para a investigada por corrupção e lavagem tenham ocultado propina para agentes públicos e políticos. A relação entre a Ação e a Credencial passou a ser investigada no início do ano, após o juiz federal Sérgio Moro, da Lava Jato, em Curitiba, autorizar as quebras dos sigilos fiscal e bancário da empresa ligada ao bandido petista mensaleiro e petroleiro José Dirceu. Os R$ 4,9 milhões foram repassados entre 19 de abril e 26 de junho de 2010. Eles começaram dias depois da Ação participar, em fevereiro, de uma licitação do Banco do Brasil para fornecimento de software e vencer o contrato, fechado em março. "A única relação que a Ação teve com a Credencial foram os pagamentos efetuados a pedido do representante da Memora em virtude do procedimento licitatório do Banco do Brasil", afirmou Mauricio David Teixeira, ex-vice-presidente da Ação responsável pela área de governo e grandes contas. "O contrato licitado, em questão, girava em torno de cinquenta a sessenta milhões de reais". A Memora Processos Inovadores - citada pelos dois ex-sócios da Ação, Enio Issa e Maurício David Teixeira, era uma das empresas concorrentes na licitação do Banco do Brasil. Ela e a Ação Informática são firmas brasileiras que fornecem sistemas de informática e tecnologia, que representavam a norte americana Oracle Corporation - desenvolvedora dos softwares fornecidos ao banco. 

Amante do senador dilmista Telmário Mota tenta desmentir as agressões que sofreu


A amante do senador dilmista Telmário Mota, Maria Aparecida Nery de Melo, deu uma entrevista para o Estadão negando tudo o que dissera anteriormente: "Não tenho três anos de convivência com o senador. É mentira. Ele não me fez ameaças de morte, nem me deu socos, chutes e pontapés. É tudo mentira". A estudante Maria Aparecida Nery de Melo apresentou queixa contra o senador Telmário Mota, mas agora nega ter sido agredida por ele. Ao mesmo tempo, Telmário Mota confirmou ao jornal O Globo que manteve “um relacionamento” com Maria Aparecida Nery de Melo, que tem 19 anos. Segundo a estudante, o relacionamento iniciou quando ela tinha 15 anos. O cara seduziu uma menor de idade. Que fantástico o esquerdista.....

Jornal inglês descobre as propriedades imobiliárias da família do delator Sérgio Machado em Londres

O jornal The Guardian descobriu que Expedito Machado, filho de Sérgio Machado, torrou 21 milhões de libras comprando propriedades imobiliárias na Inglaterra. Entre 2014 e 2015, ele comprou um apartamento em Mayfair, um prédio comercial no centro financeiro de Londres, outro prédio comercial em Fleet Street e um terreno em Leeds. Os imóveis estão em nome das seguintes empresas de fachada: GTD Properties Limited; CDP Properties Limited, que pertence a The Noronha Trust; PDB Properties Limited, que pertence a The Boldro Trust. 

Grupos de acionistas lesados disputam liderança de ação judicial contra o grupo Gerdau nos Estados Unidos


A disputa da liderança da ação coletiva movida contra a Gerdau no Tribunal do Distrito Sul de Nova York (EUA) está entre cinco investidores, que tiveram perdas que variam de US$ 94,7 mil a US$ 1,4 milhão com recibos de ações (ADRs) da companhia negociados entre 2 de junho de 2011 e 15 de maio de 2016 - o período do processo.  Terminou ontem o prazo para que os investidores declarassem interesse em liderar o processo. A decisão caberá ao juiz Louis Stanton. O investidor escolhido vai representar todos os demais membros da "classe" (grupo de acionistas) ao longo do processo. A Gerdau é acusada de ter violado as leis do mercado de capitais dos Estados Unidos ao publicar comunicados falsos e enganosos durante o período da ação sobre suas políticas de governança e sobre o desempenho operacional e dos negócios. Isso aconteceu devido ao envolvimento da companhia com o esquema de pagamentos de propinas ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Os processos apontam que a Gerdau teria sonegado perto de US$ 429 milhões em impostos e acusam o presidente da companhia, André Gerdau Johannpeter, de ter se envolvido no suposto esquema. Segundo os processos, quando o envolvimento da Gerdau veio à tona, nas investigações da Operação Zelotes da Polícia Federal, os preços das ADRs da companhia tiveram forte queda, resultando em prejuízos aos investidores. Os grupos buscam ressarcimento dessas perdas. Entre os requerentes que ajuizaram os pleitos, o Chicago Police, fundo de pensão da polícia de Chicago, teve a maior perda financeira, de cerca de US$ 1,4 milhão. O fundo é representado pelo escritório de advocacia americano Robbins Geller Rudman & Dowd. As perdas dos outros quatro requerentes são de montantes consideravelmente menores. O Rocha Global, representado pelo Faruqi & Faruqi, alega prejuízo de US$ 144,9 mil com ADRs da companhia. Outra ação foi ajuizada pelo Lebanon County Employees' Retirement Fund, representado pelo Kessler Topaz Meltzer & Check, que perdeu cerca de US$ 94,7 mil. Os investidores Vincente Paulo Coelho e Jeffrey Dreyer são representados pelo The Rosen Law Firm e perderam US$ 143,1 mil. Por fim, o investidor José Carlos Segreto, representado pelo Levi & Korsinsky, teria perdido US$ 144,9 mil. Além da perda financeira, o juiz Stanton também deverá considerar qual investidor será o mais adequado para representar todos os demais no processo, e escolherá um escritório para ser o líder do processo. Na escolha do escritório, pesará a experiência com esse tipo de caso. 

Diretor do Instituto Lula está sendo investigado

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, está sendo investigado por seus interesses no setor elétrico. Ele “pediu informações sobre o andamento da construção da usina hidrelétrica de Tumarín, na Nicarágua”, e isso despertou as suspeitas dos procuradores federais.

Governo do peremptório petista Tarso Genro cedeu ilegalmente a metade da colônia penal de Charqueadas ao MST

Foi o governo Tarso Genro quem cedeu metade das terras da colônia penal de Charqueadas ao MST, em vez de cumprir o que sugeriu o Judiciário, que propôs erguer na área pelo menos três albergues, visando reduzir a pressão de novos presos nos presídios gaúchos. Em junho de 2013, a 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul considerou nula a entrega ao MST. O governo do peremptório petista e poeta e mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro recorreu para obter mais prazo para desalojar os sem-terra, ganhou o prazo e a decisão inicial do Tribunal de Justiça não foi cumprida até hoje. Tarso Genro e a seguir José Ivo Sartori acabaram legalizando o assentamento. Comunistas sempre agem assim. 

Anvisa proíbe venda de extratos de tomate Elefante, Amorita, Predilecta, Aro e Pomarola

A Anvisa proibiu a venda dos extratos de tomate Amorita, Predilecta, Aro e Elefante, além de um lote de molho de tomate tradicional da marca Pomarola. Todos estavam com pelos de rato. É algo inacreditável que fábricas coloquem no mercado produtos nestas condições. 

Rede de Marina Silva fecha apoio ao vice-prefeito de Porto Alegre

Por 23 votos a favor e uma abstenção, a Rede de Marina Silva, a Santinha da Floresta, confirmou na noite de quarta-feira o apoio ao atual vice-prefeito de Porto Alegre na sua campanha pela prefeitura. A aliança com o PSB na coligação proporcional também foi aprovada. A convenção do partido será no dia 4 de agosto e vai homologar a decisão do diretório. Melo registra agora o apoio de 14 legendas.  Daniel Pereira, porta-voz da Rede na cidade, era a principal resistência do apoio ao Melo e não foi à reunião. Ele manifestava a preferência pela parceria com a comunista Luciana Genro (PSOL).  A legenda de Marina Silva estava sendo disputada pelo PSOL, que seguirá com uma chapa pura formada apenas pelos comunistas Luciana e Pedro Ruas.

Propinas da Eletronuclear para PT resulta em denúncia do Ministério Público Federal contra 15


O Ministério Público Federal apresentou nesta quinta-feira denúncia contra 15 pessoas suspeitas de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro em contratos entre a Eletronuclear e duas empreiteiras: Andrade Gutierrez e Engevix. A denúncia foi feita com base em investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato no estado do Rio de Janeiro. Entre os denunciados estão os ex-dirigentes da Eletronuclear, Luiz Antônio de Amorim Soares, Luiz Manuel Amaral Messias, José Eduardo Brayner Costa Mattos, Edno Negrini e Pérsio José Gomes Jordani. Também foram denunciados ex-executivos de cinco empresas investigadas no esquema de corrupção, na construção da usina nuclear de Angra 3. De acordo com o Ministério Púbico Federal, com o aprofundamento das investigações, constatou-se que o núcleo administrativo da organização criminosa não era composto apenas pelo ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz, mas também pelos cinco gestores denunciados agora.

Polícia Federal do Rio de Janeiro prende outro suspeito de terrorismo

A Polícia Federal prendeu na quarta-feira o muçulmano Chaer Kalaun, de 28 anos, por suspeita de ligação com grupos terroristas, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo o advogado dele, a prisão temporária foi decretada por um juiz federal por causa de algumas postagens que ele fez em redes sociais. A defesa nega que ele tenha ligação com atos terroristas. Kalaun é brasileiro e tem descendência libanesa. Na infância, ele chegou a morar alguns anos com a avó no Líbano.

Dilma apresenta alegações finais no processo de impeachment



A defesa da presidente afastada, a mulher sapiens petista Dilma Rousseff, entregou nesta quinta-feira na Comissão do Impeachment no Senado os documentos com as alegações finais do processo. A peça, com cerca de 500 páginas, foi entregue pelo ex-ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, um dos advogados da defesa de Dilma, o ex-namorado da comunista Manuela D'Ávila. “É uma peça que sintetiza todas as provas que foram reunidas ao longo desse período: testemunhas, perícias, prova documental”, explicou Cardozo. Segundo o advogado, na peça da defesa também foram abordados vários fatos que surgiram ao longo desse processo: “Um deles, muito importante, foi a proposta de arquivamento que o Ministério Público Federal fez relativamente ao inquérito que tratava das pedaladas". Após a entrega das alegações, a documentação será encaminhada ao relator da comissão, Antonio Anastasia (PSDB-MG), que terá cinco dias para apresentar seu parecer sobre a acusação. O relatório será votado pela comissão, por maioria simples – metade mais um dos senadores presentes à sessão. Em seguida, haverá nova votação no plenário da Casa, sob o comando do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, encerrando, assim, a fase de pronúncia do impeachment.

Pink Floyd lança box com músicas inéditas do início da carreira



O Pink Floyd lançará várias músicas inéditas como parte de um box que explora o início do lendário grupo de rock britânico, segundo anúncio feito nesta quinta-feira da gravadora Sony Legacy Records. "The Early Years – 1965-1972", que será colocado à venda em 11 de novembro, terá cerca de vinte faixas que jamais foram divulgadas pela banda, além de shows do Pink Floyd. Entre os títulos inéditos está "Vegetable Man", escrita em 1967 pelo membro fundador Syd Barrett, que deixou o grupo pouco depois devido a uma doença mental. Segundo o agente do Pink Floyd, Peter Jenner, o baixista do grupo, Roger Waters, não queria lançar esta canção, já que a considerava muito sombria e incompleta. O box sobre seus primeiros anos, que também irá conter sete livros, dos quais seis serão vendidos separadamente em 2017, não cobre o período de maior sucesso do Pink Floyd. O álbum "The Dark Side of the Moon", lançado em 1973 e em parte inspirado nos problemas mentais de Syd Barrett, continua sendo um dos mais vendidos de todos os tempos, com 45 milhões de cópias.

Objetivo de Lula é obter asilo político, para fugir da prisão no Brasil

O objetivo de Lula com sua ação na ONU é pavimentar o caminho para ser considerado um perseguido político aos olhos do mundo, e, em seguida, solicitar asilo a algum regime simpático ao PT. No ano passado Lula já considerava essa possibilidade, mas como último recurso, caso falhassem todas as suas tentativas de obter foro privilegiado. Todas falharam, e agora se aproxima a hora em que ele irá para a cadeia. Então ele começa o teatro internacional para fugir da cana dura.

Indonésia executa mais quatro condenados por narcotráfico



A Indonésia executou na madrugada desta sexta-feira três nigerianos e um indonésio condenados por tráfico de drogas, informou o vice-procurador-geral Noor Rachmad. Os condenados foram fuzilados por um pelotão na ilha penal de Nusa Kambangan logo após a meia-noite desta sexta-feira (horário local).  O país tem ainda outros dez condenados por narcotráfico no corredor da morte. Rachmad não explicou por que eles não foram executados, como estava previsto. Os condenados, entre eles nigerianos, zimbabuenses, paquistaneses, indianos e indonésios, estão em regime de isolamento em Nusa Kambangan, a chamada “Alcatraz da Indonésia”, prisão situada na pequena ilha de Java. O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, pediu na quarta-feira à Indonésia que renuncie às execuções. A União Europeia também pediu a Jacarta para abolir a pena capital, “uma punição cruel e desumana”. Em abril de 2015, a execução de oito homens, incluindo o brasileiro Rodrigo Gularte, por tráfico de drogas, provocou duras condenações internacionais. O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira foi fuzilado em janeiro do ano passado, depois de passar mais de uma década no corredor da morte.

Oracle na Lava Jato

A Oracle pagou propina para o esquema do bandido petista mensaleiro José Dirceu. Segundo o Estadão, os repasses foram revelados à Lava Jato por dois sócios da empresa Ação Informática. Eles disseram ter vendido um software para o Banco do Brasil depois de pagarem 4,9 milhões de reais à Credencial Construtora, empresa de fachada investigada em Curitiba. Um dos acusadores disse “que foi procurado para participar da licitação pelo vice-presidente da Oracle, Geraldo Trigueiro”. Ele disse também que “a Oracle faria as mudanças necessárias para se adaptar ao edital de licitação do Banco do Brasil”.

André Moura pode estar com os dias contados na liderança do Governo



O deputado federal André Moura (PSC-SE) pode estar com os dias contados como líder do governo. Segundo interlocutores, o novo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estaria buscando um novo nome para o cargo. Moura é apadrinhado do ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de quem tem ascendência integral. O clima no Planalto é que seria melhor manter Moura no cargo até o julgamento final de Cunha. Aguardar para ver se a cassação do peemedebista vingará. Fala-se nos bastidores que Moura estaria articulando para angariar apoio ao ex-presidente da Câmara, votos contra sua cassação. O Planalto faz vista grossa. Caso a cassação de Cunha seja concretizada, Maia estaria buscando um nome simpático ao PMDB. Estão sendo analisados deputados da bancada do PSB e do PR, mas um parlamentar do PP seria o favorito para assumir o cargo. 

Novo capítulo na crise do grupo empresarial Peixoto de Castro


O juiz da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Fernando Viana, determinou nesta quinta-feira o afastamento de Paulo Cesar Peixoto Palhares da presidência do conselho de administração da Grupo Peixoto de Castro (GPC), em recuperação judicial. A lei de recuperação judicial prevê o impedimento de administradores com indícios de ter cometido um crime. No caso de Poleca, como Palhares é conhecido, ele é réu da Operação Lava-Jato em razão de contratos da Apolo Tubulars (controlada pela GPC) com a Petrobras. O facilitador foi o notório Julio Camargo (foto), dono de uma fazenda em Bagé-RS, vizinha ao haras de Poleca.  O afastamento foi solicitado pela SKY Investimentos, ligada a Nelson Tanure, que pretende ser o gestor da GPC. A Sky tem dois integrantes no conselho de administração. A dívida da companhia, uma das mais tradicionais do setor petroquímico, é de R$ 300 milhões.

Itamaraty vai cancelar passaportes diplomáticos de líderes religiosos


Acabou a polêmica em torno da concessão de passaportes diplomáticos a líderes religiosos. Depois de uma consulta feita na semana passada pelo Itamaraty à AGU sobre a legalidade do benefício, a resposta chegou de forma inequívoca: os religiosos não representam o "interesse nacional", que era o argumento usado para a concessão do passaporte. Diz o parecer da AGU: "A condição de 'líder religioso', por si só, não indica 'interesse do país' (...)" Acabou, portanto, a farra: religioso ou não vai ter que entrar em filas e não terá prioridade para despachar e pegar as bagagens. Desde 2011, onze passaportes diplomáticos foram concedidos a religiosos. Quatro deles eram para o religioso e sua mulher, ou seja, um total de oito. Desde o Império, o Itamaraty concedia tais passaportes a religiosos — mas até há pouco tempo, só representantes da Igreja Católica tinham esse privilégio. Recentemente, os evangélicos entraram na onda. Até agora, vigia no Itamaraty uma norma determinando que fossem concedidos, no máximo, dois passaportes diplomáticos por denominação religiosa. Há quinze dias, a Justiça Federal de São Paulo suspendeu em decisão liminar os passaportes diplomáticos concedidos em junho a R.R. Soares, chefe da Igreja Internacional da Graça de Deus, e a sua mulher, Maria Magdalena.

Celso Barros fora da Unimed-Rio


Assembléia Geral votou a destituição do conselho administrativo da encrencada Unimed-Rio. Ou seja, Celso Barros, que comandou a operadora nas duas últimas décadas, está fora da presidência do conselho. Também foi decidido que, no prazo de 30 dias, uma nova eleição para novo conselho seja feita. A Unimed Rio de Janeiro tornou-se um exemplo do que não deveria ser feito com uma cooperativa de médicos e planos de saúde, tornou-se uma patrocinadora de jogadores e clubes de futebol, em uma farra de desperdício de dinheiro. E agora apresenta um tremendo rombo em suas contas. 

Ex-presidente da Andrade Gutierrez diz que valor da propina era incorporado ao custo operacional das obras


No primeiro depoimento à Justiça depois que virou delator da Operação Lava Jato, o ex-presidente do grupo Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, afirmou que o pagamento de propina era visto como "algo natural" dentro da empresa. "Era um custo comercial", afirmou Azevedo, em audiência realizada nesta quinta-feira (28). Segundo ele, os custos da propina eram inseridos na composição do orçamento da obra, junto com gastos administrativos, de locação, mão de obra e afins. Além dos percentuais devidos para agentes da Petrobras, a Andrade Gutierrez afirmou, em delação premiada, que pagava 1% de propina ao PT sobre todos os contratos que tinha com o governo federal - por imposição do então presidente do partido, Ricardo Berzoini. Foram R$ 40 milhões de propina pagos entre 2008 e 2014, segundo Azevedo, a maior parte feita por meio de doações eleitorais. "A gente não via de uma maneira criminalizada. Era uma contribuição para um partido político", afirmou Azevedo: "Era um bônus eleitoral; se enquadrava dentro de um processo formal na empresa". Segundo ele, a propina era paga para "manter o status de relacionamento" com o governo federal e evitar problemas – embora o executivo não tenha relatado ameaças ou retaliações. Azevedo ainda afirma que a empresa se arrependeu. "Sem dúvida, vendo sob a ótica correta, da exigência de uma contribuição, é óbvio que não é certo", disse: "A gente viu que errou. E por isso confessou, e por isso está fazendo um mea culpa público". A Andrade Gutierrez pagará uma indenização de R$ 1 bilhão, como parte de seu acordo de colaboração. O PT tem afirmado, em nota, que refuta totalmente as acusações e diz que todas as doações recebidas pelo partido "foram realizadas estritamente dentro dos parâmetros legais e posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral". Azevedo também levantou a suspeita, em seu depoimento, de que mais uma fornecedora de campanha do PT tenha sido paga irregularmente pela Andrade Gutierrez, por meio de um contrato de fachada. Seria um caso semelhante ao da Pepper, agência de comunicação que prestou serviços à campanha de Dilma Rousseff (PT) em 2010. Os pagamentos à nova empresa, cujo nome não foi revelado, foram feitos nas campanhas de 2010 e 2012. Segundo Azevedo, pode ser "uma questão semelhante à Pepper". "Nós não temos a conclusão; está sendo analisado contrato, pagamento, serviços que foram feitos", afirmou o executivo: "Porque essa empresa tem histórico de trabalhar para a Andrade com produtos reais. Mas pode ser que surja mais uma".

Polícia de São Paulo prende terrorista do Hezbollah procurado pela Interpol

A Polícia Militar de São Paulo prendeu na noite desta quinta-feira, no município de Caieiras, na Grande São Paulo, o libanês Fadi Hassan Nabha, integrante do grupo terrorista xiita libanês Hezbollah, procurado desde 2013 pela Interpol por tráfico internacional de drogas. Em maio, o Ministério da Justiça determinou que Fadi Hassan Nabha, de 42 anos, fosse expulso do País. O libanês foi encaminhado à sede da Polícia Federal em São Paulo, no bairro da Lapa, na zona oeste.

Senadora Kátia Abreu desiste de retomar a presidência da CNA

A Farsul já foi avisada de que a senadora Kátia Abreu desistirá de voltar à presidência da Confederação Nacional da Agricultura. Kátia Abreu indispôs-se com todo o segmento agropecuário brasileiro ao decidir ir para o suicídio político abraçada com a mulher sapiens petista Dilma Roussef. Nunca antes na história política do Brasil viu-se atestado tão eloquente de estupidez política galopante como esse que foi patrocinado por Katia Abreu. Ela também liquidou com sua carreira política, porque não conseguirá se reeleger senadora. Ontem, na Confederação Nacional da Agricultura, ela deveria ter voltado ao cargo, mas abriu mão da pretensão. Se tivesse tentado, teria sido impedida, e aí ficaria muito ruim. A ORCRIM petista produz coisas como essas, turvar completamente a análise política de uma pessoa. O episódio também serve para revelar como há gente estúpida por aí apresentando-se como representante disto ou aquilo. 

Filósofo Luis Milman desafia jornal Zero Hora a investigar espionagem dos comunistas brasileiros para a KGB, e só recebe silêncio

O jornalista e filósofo gaúcho Luis Milman mandou uma carta para a editora do caderno de Variedades do jornal Zero Hora, Claudia Laitano, tratando do assunto da espionagem praticada pelo escritor Josué Guimarães para a KGB comunista, nas décadas de 70 e 80, conforme revelado por investigação jornalísticas do jornal português Expresso e divulgado por Zero Hora. O repórter português Paulo Anunciação informou a Zero Hora que existem muitos documentos nos arquivos de Vasili Mitrokhin, ex-chefe arquivista da KGB, que estão na Universidade de Cambridge, em Londres. Conforme Anunciação, poderão ser descobertos centenas de espiões comunistas brasileiros, entre grandes nomezões da imprensa, da cultura, da política, diplomacia, etc....., tudo gente da esquerda, como agentes da KGB, a serviço do comunismo internacional. A carta de Luis Milman foi respondida com um sonoro silêncio do jornal dominado por comuno-petistas. O texto da carta de Luis Milman é o seguinte: 

Na edição de 22 de julho último, Zero Hora publicou uma entrevista do jornalista Paulo Anunciação, sobre o Arquivo Vasili Mitrokhin, em particular sobre as atividades do escritor Josué Guimarães como agente da KGB nos anos 70. Chama a atenção que, no título da entrevista, foi recortado o trecho que o jornalista enunciou na primeira frase da resposta à última pergunta do entrevistador. O que ele disse, como consta do texto na íntegra, é que “o documento que faz referência a Josué Guimarães não diz que ele era espião ou agente contratado ou que recebeu dinheiro dos soviéticos. Apenas diz que foi incluído na rede da agência (KGB) em Lisboa.” Não é necessário ser um estudioso de espionagem para saber que alguém que foi incluído na “rede da agência” era, no mínimo, um colaborador da KGB, o que é o mesmo que afirmar que desempenhava algum tipo de atividade de espionagem. Pensar diversamente é incorrer em vício de confusão. Mas, como disse, a entrevista segue e trata de elucidar o tema. · Para reforçar a conclusão de que Josué, digamos, no mínimo, colaborava com a KGB, basta ler o prosseguimento da entrevista. Entre 1976 e 1980, segundo Anunciação, o escritor manteve 42 reuniões com os agentes Novikov, Budyakin a Bykov em três cidades/países diferentes. Não é pouco e, certamente, não se tratavam de reuniões literárias. Anunciação esclarece que Josué, de acordo com a nota transcrita por MItrokhin, ”conhecia bem a forma de trabalhar dos serviços secretos soviéticos, nomeadamente quanto às noções de segurança, conspiração e meios pessoais ou impessoais de comunicação.” Convenhamos, é um bom acervo de habilidades. E o próprio jornalista português arremata, de modo impositivo: “... a informação transmitida por Josué Guimarães era tida em alta consideração pelos soviéticos, pois se não fosse assim não teria tido tantas reuniões.”

Zero Hora merece um elogio pela iniciativa da entrevista, depois que repercutiu a reportagem do jornalista Vitor Vieira, do site Videversus. O jornal confirmou, entre outras coisas, que um ícone da literatura do Rio Grande servia à KGB e a um regime criminoso. Este fato não é nada abonatório. Ao final de suas declarações, Anunciação ainda avisa que segredos que os brasileiros gostariam de manter enterrados para sempre estão contidos no Arquivo Mitrokhin. Há muito material desclassificado sobre a América Latina à disposição de pesquisadores. Seria de esperar que Zero Hora se dispusesse a enviar algum profissional até Cambridge para fazer uma investigação sobre qual era o alcance da rede de espionagem soviética no Brasil. Sabemos que Josué Guimarães somente foi incluído na matéria de Anunciação porque o escritor, nos anos 70, vivia e atuava em Portugal.

A intranquilidade causada pela revelação sobre as atividades secretas de Josué Guimarães é compreensível e previsível, na medida em que todos os seus amigos integram um grupo cultural orientado por posições esquerdistas. O que não pode ser mais desconsiderado é que o próprio Josué confessou sua adesão ao comunismo ainda em 1952, quando escreveu Muralhas de Jericó, um diário de sua viagem à URSS e à China ocorrida naquele mesmo ano. Josué tinha, então 31 anos e trabalhava para a Última Hora, do Rio de Janeiro. O livro era inteiramente dedicado à exaltação das conquistas soviéticas e chinesas nos campos das relações de trabalho, inovação industrial, educação, liberdade e cultura.

Tudo mentira e propaganda. A publicação, que se deu apenas em 2001, pela L&PM, de Muralhas, tinha o objetivo de homenagear o escritor quando ele completaria 80 anos. Mas terminou configurando um depoimento definitivo sobre o quanto um jovem intelectual pode prostrar-se diante de uma ideologia facínora por razões inconfessáveis, uma vez que, em 1952, já era inteiramente conhecida do Ocidente a barbárie stalinista e o estado de terror genocida em que vivia a União Soviética. Stálin, que morreu em 1953, exterminou mais de 70 milhões de pessoas durante sua tirania e parte dos seus crimes seria denunciada, em 1956, por Nikita Krushov, no XX Congresso do Partido Comunista da URSS.

Mesmo assim, o editor de Josué Guimarães, Ivan Pinheiro Machado, ele próprio oriundo do Partido Comunista Brasileiro, com passagem pela Dissidência Leninista e, depois, pelo Partido Operário Comunista, não hesitou em fazer a homenagem ao companheiro, com o apoio financeiro do Instituto Estadual do Livro, administrado, à época, pelo governo marxista de Olívio Dutra. O fato mais assustador é que bem antes de 1952, três dos maiores documentos denunciando o totalitarismo comunista já haviam sido publicados e amplamente cobertos pela imprensa ocidental. Eram documentos literários que qualquer intelectual tinha o dever de conhecer: O zero e o Infinito (1940) de Arthur Koestler, Do fundo da noite (1941) de Jan Valtin e Eu escolhi a Liberdade (1946) de Victor Kravchenko. Seria interessante repassar estas informações para os amigos de Josué Guimarães, entre eles aqueles que rotularam as informações publicadas por Vitor Vieira sobre a reportagem de Anunciação como “balela” e “boatos”.

Josué Guimarães morreu sem arrepender-se de suas atividades comunistas e sem inutilizar Muralhas de Jericó. Agora sabemos o porquê. Seus editores da L&PM, propriedade da dinastia dos Pinheiro Machado, uma editora assumidamente esquerdista - cujo patriarca, o falecido Antônio Pinheiro Machado Netto, atreveu-se a escrever, em 1985, um elogio em livro ao Muro de Berlim- também não imaginavam que viriam à tona os segredos de Josué Guimarães arquivados em Cambridge. Agora não é possível mais tentar erguer um véu de desdém ou de silêncio sobre o assunto, como pretenderam fazer Luiz Fernando Veríssimo, Flávio Tavares e David Coimbra. Ao contrário, o Arquivo Mitrokhin está lá na Inglaterra, disponível para pesquisa.

O caso ainda renderá muitas investigações sérias e , naturalmente, novas reportagens.

Começa hoje o espetáculo da delação dos executivos da Odebrecht na Lava Jato

Quinze executivos da empreiteira mega-propineira Odebrecht começam a depor nesta sexta-feira, no provável último ato antes da assinatura dos acordos de delação premiada na Lava Jato. O sinhozinho baiano Marcelo Bahia Odebrecht não está nesta primeira fornada de delatores da empreiteira baiana.

Ministério Público pede que o petista Delcídio do Amaral seja mandado de volta para a cadeia

O Ministério Público Federal está pedindo que o ex-senador petista Delcídio do Amaral, ex-líder do governo da mulher sapiens Dilma Rousseff, e que fez delação premiada, seja mandado de novo para a prisão. Ele descumpriu regras impostas pelo Supremo Tribunal Federal para ser solto. Ele deveria comparecer a cada 15 dias à 12ª Vara Federal, em Brasília, mas não se dignou a aparecer lá uma vez sequer. Oficiais de Justiça tentaram, então, encontrá-lo em casa, e a tarefa foi vã. Então o Ministério Público Federal pediu ao ministro Teori Zavascki que determine que o petista Delcídio do Amaral volte à prisão.

Bicheiro Carlinhos Cachoeira é preso novamente em hotel na orla de Copacabana e levado para Bangu 8



Após a decisão unânime do Tribunal Regional Federal da 2ª Região de restaurar a prisão dos alvos da Operação Saqueador, o contraventor Carlinhos Cachoeira foi detido na manhã desta quinta-feira em um hotel na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde ele cumpria prisão preventiva em regime domiciliar. Sem algemas, ele entrou no camburão da viatura da Polícia Federal sob aplausos das pessoas que assistiam à cena. Além de Carlinhos Cachoeira, o TRF-2 mandou de volta para a prisão o dono da Delta, o empreiteiro propineiro Fernando Cavendish, e o funcionário da construtora, Cláudio Abreu, além dos empresários Adir Assad e Marcelo Abbud. Eles são suspeitos de desviarem cerca de 370 milhões de reais de contratos de obras públicas. A defesa dos réus disse que vai recorrer da prisão ao Superior Tribunal de Justiça.

NÃO DEIXE DE LER ESTE IMPORTANTE E FUNDAMENTAL ENSAIO DO FILÓSOFO ROGER SCRUTTON

O Islã e o Ocidente


O Ocidente hoje está envolto num conflito violento e dilatado contra as forças do radicalismo islâmico. Esta luta é sumamente difícil, tanto pela dedicação do nosso inimigo à sua causa, como – talvez principalmente – pela enorme desconjunção cultural por que passaram Europa e América desde o fim da guerra do Vietnã. Em termos simples, os cidadãos do Ocidente perderam o seu apetite por guerras estrangeiras; perderam a esperança de conquistar qualquer vitória que não fosse temporária; perderam a confiança no seu modo de vida. De fato, não têm mais certeza sobre as exigências que esse modo de vida lhes faz.

Ao mesmo tempo, viram-se diante de um novo oponente, um oponente que crê que o modo de vida ocidental é profundamente defeituoso e que talvez seja mesmo uma ofensa a Deus. Num “acesso de desatenção”, as sociedades ocidentais permitiram que esse oponente ganhasse espaço no seu próprio seio; nalguns casos – como a França, o Reino Unido e a Holanda -, em guetos que apenas mantêm relações tênues e hostis com a ordem política que os circunda. E tanto na Europa como na América há um crescente desejo de apaziguamento: uma contrição pública habitual; uma aceitação, ainda que pesarosa, dos éditos censuradores dos mulás; e um conseqüente passo em direção ao repúdio do nosso patrimônio religioso e cultural. Há vinte anos seria inconcebível que o arcebispo de Canterbury pronunciasse um discurso em favor da incorporação da lei religiosa islâmica (a sharia) ao sistema legal inglês. Hoje, contudo, muitas pessoas julgam essa uma proposta razoável, talvez um avanço rumo a uma contemporização pacífica.

Tudo isso indica que nós ocidentais estamos à beira de um perigoso período de concessão, em que as conquistas legítimas da nossa própria cultura serão ignoradas ou subestimadas na tentativa de provar as nossas intenções pacíficas. Demorará um pouco até que se permita à verdade desempenhar o seu importantíssimo papel de emendar os nossos erros presentes e preparar caminho para os futuros. Isto quer dizer que nos é mais necessário que nunca estar familiarizados com a verdade e ter uma compreensão clara e objetiva daquilo que está em jogo. É meu desejo, portanto, listar algumas das características-chave do nosso patrimônio ocidental, que devem ser compreendidas e defendidas no atual confronto. Cada uma delas está em contraste e, possivelmente, em conflito, com a visão islâmica tradicional da sociedade, e cada uma delas desempenhou um papel fundamental na criação do mundo moderno. A beligerância islâmica brota do fato de a sua cultura não ter lugar seguro nesse mundo e da conseguinte busca de refúgio em preceitos e valores divergentes do modo de vida ocidental. Isto não significa que devemos repudiar ou renunciar aos traços distintivos da nossa civilização, como muitos gostariam que fizéssemos. Ao contrário, significa que devemos estar ainda mais vigilantes na sua defesa.

A primeira das características que tenho em mente é a cidadania. O consenso entre as nações ocidentais de que a lei é legitimada pelo consentimento daqueles que a devem acatar. Esse consentimento é dado por meio de um processo político de que cada cidadão participa, criando e seguindo a lei. O direito e dever da participação é o que chamamos de “cidadania”, e a diferença entre as comunidades políticas e as religiosas resumem-se ao fato de que as primeiras são formadas por cidadãos, ao passo que as últimas são formadas por indivíduos que “se submeteram” (e eis o significado principal da palavra islã). Se quisermos uma definição simples do que é o Ocidente hoje, seria acertado escolher o conceito de cidadania como o nosso ponto de partida. De fato, é o que os milhões de migrantes vagando pelo mundo procuram: um ordenamento que garanta segurança e liberdade em troca de consentimento.

A sociedade islâmica tradicional, em contrapartida, vê a lei como um sistema de mandamentos e recomendações estabelecidos por Deus. Esses éditos não podem sofrer emendas ainda que a sua aplicação em casos particulares possa envolver uma argumentação baseada na jurisprudência. A lei, conforme o Islã a entende, exige a nossa obediência e o seu autor é Deus. O que é o oposto do conceito de lei que nós ocidentais herdamos. A lei é para nós uma garantia das nossas liberdades. Não é feita por Deus, mas pelo homem, segundo o instinto de justiça inerente à condição humana. Não é um sistema de mandamentos divinos, mas o resíduo de acordos humanos.

Isso é particularmente claro para os cidadãos britânicos e americanos, que desfrutam do benefício inestimável da "common law" – um sistema que não foi imposto por algum poder soberano, mas construído nas cortes, que tentavam fazer justiça em litígios individuais. A lei do Ocidente é, portanto, um sistema construído de baixo para cima, que fala ao soberano com o mesmo tom de voz com que fala ao cidadão. Enfatiza que é a justiça, e não o poder, que prevalecerá. Daí o porquê de ser evidente desde a Idade Média que a lei, ainda que dependa do soberano para ser implementada, pode depor o mesmo soberano caso ele tente desafiá-la.

À medida que a nossa lei desenvolveu-se, permitiu a privatização da religião de grande parte da moral. Para nós, por exemplo, uma lei que castigue o adultério não é apenas absurda, mas também opressiva. Desaprovamos o adultério, mas também pensamos não ser assunto da lei punir um pecado simplesmente por ele ser pecado. Na sharia, porém, não há distinção entre moral e lei. Ambas vêm de Deus, e são impostas por autoridades religiosas obedientes à vontade revelada dEle. A dureza da situação é em certa medida mitigada pela tradição que prevê tanto as recomendações como as obrigações dentro da lei sagrada. Todavia, a sharia não comporta a privatização da moral e, menos ainda, dos aspectos religiosos da vida.

Claro, a maioria dos muçulmanos não vive sobre a sharia. Apenas alguns locais isolados – Irã, Arábia Saudita e Afeganistão, por exemplo – tentam fazê-la valer à força. Noutros lugares foram adotados códigos civis e penais do Ocidente, na esteira de uma tradição iniciada nos começos do século XIX pelos otomanos. Mas essa aceitação da civilização ocidental pelos estados muçulmanos tem os seus perigos. Ela desperta inevitavelmente o pensamento de que a lei dos poderes seculares não seria uma lei real; de que, de fato, tal lei não teria qualquer autoridade real e seria mesmo um tipo de blasfêmia. Sayyid Qutb, antigo líder da Fraternidade Muçulmana, defendia exatamente esta idéia na sua obra seminal, "Milestones". De fato, é fácil justificar rebeliões contra os poderes seculares quando a lei é vista como uma usurpação da autoridade divina.

Assim, desde as suas origens o Islã encontrou dificuldades para aceitar que a humanidade necessita de qualquer lei ou qualquer governo que não os revelados no Corão. Daí o grande cisma que seguiu à morte de Maomé, separando os xiitas dos sunitas. Do ponto de vista do governo secular, as questões acerca da sucessão ao poder, tais como a que dividiu esses dois grupos, são resolvidas pela mesma constituição que governa o funcionamento diário da lei. Noutras palavras, são em última análise uma questão de acordo humano. Mas uma comunidade que crê ser governada por Deus, de acordo com os termos postos pelo seu profeta, vê-se diante de um problema real quando o mensageiro morre: quem assume o poder e como? O fato de os governantes das comunidades islâmicas correrem um risco de assassinato acima da média não é alheio a essa questão. Os sultões de Istambul, por exemplo, cercavam-se de uma guarda pessoal composta de janízaros selecionados dentre os seus súditos cristãos precisamente porque não confiavam em que algum muçulmano fosse perder a oportunidade de retificar qualquer insulto a Deus representado pela pessoa de um reles governante mortal. O próprio Corão toca esse ponto, na Sura 3, versículo 64, ordenando judeus e cristãos a não aceitar quaisquer deuses que não o único Deus e também a não aceitar qualquer senhor (ârbâbân) dentre os seus iguais.

Em poucas palavras, a cidadania e a lei secular caminham de mãos dadas. Somos todos participantes do processo de criação das leis; por isso podemos ver uns aos outros como cidadãos livres, cujos direitos devem ser respeitados e cuja vida privada é da nossa própria conta. O que possibilitou a privatização da religião nas sociedades ocidentais e o desenvolvimento de ordens políticas nas quais os deveres do cidadão predominam sobre os escrúpulos religiosos. Explicar como isso é possível mostra-se uma questão profunda e difícil de teoria política; o fato de isso ser possível é provado pelo testemunho inapelável da civilização ocidental.

Isso me leva à segunda característica que julgo ser central na identidade da civilização européia: a nacionalidade. Nenhum ordenamento político pode atingir a estabilidade se não convocar uma lealdade compartilhada, uma “primeira pessoa do plural” que distinga aqueles que compartilham os benefícios e as cargas da cidadania daqueles que estão fora do aprisco. A necessidade dessa lealdade compartilhada fica evidente nos tempos de guerra, mas é igualmente necessária nos tempos de paz, caso as pessoas queiram que a sua cidadania defina as obrigações públicas. A lealdade à nação põe de lado a lealdade à família, ao clã e à fé; põe o foco do sentimento patriótico do cidadão não numa pessoa ou num grupo, mas em um país. Esse país é definido por um território, e também por uma história, por uma cultura e uma lei que tornaram o território nosso. A nacionalidade consiste em terra mais a narrativa da sua posse.

Foi esta forma de lealdade territorial que permitiu às pessoas nas sociedades ocidentais existir lado a lado, respeitando mutuamente os seus direitos de cidadão apesar das diferenças radicais de fé e da ausência de laços familiares, afetivos ou de qualquer costume local de longa data que sustentasse a solidariedade entre elas.

A lealdade à nação é desconhecida em muitas partes do globo e, especialmente, nos lugares onde o islamismo arraigou-se. Às vezes, por exemplo, a Somália é definida como um “estado que falhou” por não possuir um governo central capaz de tomar decisões em nome de todo o seu povo ou de impor qualquer tipo de ordenamento legal. O verdadeiro problema da Somália, no entanto, não é ser um estado que falhou, mas sim uma nação que falhou. Nunca desenvolveu o tipo de ordenamento secular, territorial e baseado na lei que possibilita que um país se estabeleça como estado-nação, não meramente uma assembléia de tribos e famílias em competição.

O mesmo vale para muitos outros lugares onde nascem islamitas. Mesmo quando, como no caso do Paquistão, tais países funcionam como estados, sempre subsistem neles falhas como nação. Não obtiveram sucesso em criar o tipo de lealdade que permite a pessoas de diferentes credos, afinidades e clãs viver pacificamente lado a lado e, também, lutar lado a lado por sua terra natal. A história recente desses países leva-nos a perguntar se não há um autêntico e profundo conflito entre a concepção islâmica de comunidade e as concepções que nos conduziram até a nossa idéia de governo nacional. Talvez a idéia de estado-nação seja de fato uma idéia anti-islâmica.

Esta observação, claro, tem muito a ver com a situação do Oriente Médio hoje, em que vemos os resquícios de um grande império islâmico divididos em estados-nação. Com poucas exceções, essa divisão é resultado da demarcação de fronteiras por potências do Ocidente, especialmente França e Grã-Bretanha por meio do acordo Sykes-Picot de 1916. Não devíamos ficar surpresos, portanto, com o fato de o Iraque possuir uma história tão artificial para um estado-nação, dado que só esporadicamente é que foi um estado e que nunca foi uma nação. Pode até ser que curdos, sunitas e xiitas cheguem a reconhecer-se mutuamente como iraquianos. Mas essa identidade nacional seria frágil e gretada; no primeiro conflito que surgisse, os três grupos iriam definir-se como contrários uns aos outros. Somente os curdos parecem ter desenvolvido uma autêntica identidade nacional, que é oposta ao estado em que estão inseridos. Os xiitas, por sua vez, prestam lealdade inicialmente à religião e, nos momentos de turbulência, vêem a terra natal do xiismo – o Irã – como modelo.

É verdade que nem todos os estados nacionais formados a partir dos restos do Império Otomano são tão arbitrários quanto o Iraque. A Turquia, o filé mignon do Império, teve sucesso em recriar-se como um autêntico estado-nação – não sem antes massacrar ou expulsar as suas minorias não turcas. Desde meados do século XIX, o Líbano e o Egito gozam de uma espécie de semi-identidade nacional sob a proteção do Ocidente. E, claro, Israel estabeleceu-se com uma forma de governo nacional inteiramente ocidental sobre um território que é alvo de disputas precisamente por isso. Estes exemplos, contudo, não são suficientes para diminuir a suspeita de que o Islã não vê com bons olhos a idéia de lealdade à nação e muito menos a idéia de que, em momentos de crise, são os vínculos nacionais, não os espirituais, que devem prevalecer.

Vejamos o caso da Turquia. Atatürk criou o estado nacional turco pela imposição de uma constituição secular; pela adoção de um sistema legal baseado nos modelos francês e belga; proibindo as vestes muçulmanas; expulsando os tradicionais mestres da lei islâmica (“ulemá”) dos cargos públicos; tirando as palavras de origem árabe do turco e adotando o alfabeto ocidental, de maneira a arrancar a língua dos seus antecedentes culturais. Conseqüência dessas mudanças revolucionárias foi o sucesso em lançar para segundo plano o conflito entre o islã e o estado secular. E por muito tempo parece que houve uma tolerância estável de um para com o outro. Hoje, porém, o conflito irrompe novamente por toda a parte: os secularistas tentaram invalidar o governo do partido islâmico (o AKP) que ganhou as eleições com uma votação massiva. Já o governo tentou processar os secularistas por terrorismo num julgamento de legalidade bastante duvidosa.

O Líbano, para darmos outro exemplo, deve a sua condição única no mundo árabe a uma antiga maioria cristã e à duradoura aliança entre maronitas e drusos contra o sultão otomano. A sua atual fragilidade é em grande medida culpa dos islamitas do hezbollah, que se uniram à Síria e ao Irã e que rejeitam o Líbano como uma entidade nacional a que se deva qualquer lealdade. Também o Egito apenas sobreviveu como estado-nação por ter tomado medidas radicais contra a Fraternidade Muçulmana e por ter levado à frente uma herança política e legal que provavelmente seria rejeitada por sua população muçulmana – mas não pela minoria cristã copta – em qualquer plebiscito. Já Israel foi condenado por seus vizinhos a viver num permanente estado de sítio.

A terceira característica central da civilização ocidental é o cristianismo. Não tenho qualquer dúvida de que os muitos séculos de predomínio cristão na Europa lançaram as bases da lealdade à nação como um tipo de lealdade acima da que é devida ao credo e à família e sobre a qual pôde erguer-se um ordenamento de cidadania. Pode parecer paradoxal apontar a religião como a maior força por trás de um governo secular, mas devemos lembrar as circunstâncias peculiares pelas quais o cristianismo entrou no mundo. Os judeus da Judéia do século I eram uma comunidade fechada, unida por uma apertada teia de legalismos religiosos, mas governada desde Roma por uma lei que não fazia referência a qualquer Deus e que oferecia um ideal de cidadania a que todo o súdito livre do Império poderia aspirar.

Jesus viu-se em conflito com o legalismo dos seus colegas judeus e simpatizou com a idéia de um governo secular. Daí a famosa frase na parábola sobre o dinheiro dos impostos: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Depois da sua morte, a fé cristã foi moldada por Paulo tendo em vista comunidades dentro do Império Romano que buscavam apenas liberdade de culto, sem intenções de desafiar o poder secular. Essa idéia de dupla lealdade continuou após Constantino e foi endossada no século V pelo Papa Gelásio na doutrina das duas espadas dadas à humanidade para o seu governo: uma que guarda o corpo político e outra que guarda a alma individual. Essa ratificação da lei secular pela Igreja primitiva foi responsável pelos desenvolvimentos seguintes na Europa, desde a Reforma e o Iluminismo até a lei puramente territorial que predomina no Ocidente hoje.

Durante os primeiros séculos do islamismo, vários filósofos tentaram desenvolver a teoria do estado perfeito, mas a religião era sempre o seu ponto central. Al-Fârâbî, um sábio do século X, chegou mesmo a tentar reformular a República de Platão de acordo com o pensamento islâmico, sendo o profeta o rei-filósofo. Quando tal discussão cessou, no tempo de Ibn Taymiyya no século XIV, estava evidente que o Islã voltara as costas ao governo secular e tornara-se então incapaz de desenvolver qualquer coisa remotamente similar a um vínculo nacional oposto ao religioso. De fato, o mais importante advogado do nacionalismo árabe dos últimos tempos, Michel Aflaq, não era muçulmano, mas um cristão ortodoxo nascido na Síria, educado na França e falecido no Iraque, desiludido com o Baath, partido que ajudara a fundar. Se a lealdade à nação surgiu no mundo muçulmano ultimamente, foi apesar do Islã que surgiu – e não por causa dele. E não deveria causar espanto o fato de essas lealdades serem particularmente frágeis e rebeldes, como nos casos das tentativas palestinas de ganhar coesão nacional e da complicada história do Paquistão.

O cristianismo é algumas vezes descrito como a síntese entre a metafísica judia e os ideais gregos de liberdade política. Sem dúvida que há verdade nessa afirmação, dado o contexto histórico do seu surgimento. E talvez seja a contribuição grega para o cristianismo a responsável pela quarta característica central que acredito valer a pena enfatizar numa comparação entre o Ocidente e o Islã: a ironia. Há já umas marcas de ironia na Bíblia hebraica, marcas essas que são mais fortes no Talmude. Mas há um novo tipo de ironia nos juízos e nas parábolas de Jesus, uma ironia que vê o espetáculo da loucura humana e nos mostra uma maneira “des-torcida” de conviver com ela. Um exemplo significativo é o veredicto de Jesus no caso da mulher apanhada em adultério. “Aquele que não tiver pecado”, diz, “que atire a primeira pedra”. Noutras palavras: “Vamos: vocês não queriam ter feito o que ela fez e já não o fizeram nos seus corações?” Já sugeriram que esse episódio foi uma interpolação tardia – uma das muitas que os primeiros cristãos tomaram do estoque de sabedoria tradicionalmente atribuída a Jesus após a sua morte. Ainda que isso seja verdade, só prova que a religião cristã fez da ironia parte central da sua mensagem. Essa ironia é compartilhada por grandes poetas sufi, especialmente Rumî e Hafiz, mas parece ser largamente desconhecida pelas escolas islâmicas que formam a alma dos islamitas. A religião que ensinam é incapaz de se ver a partir de fora e não pode ser criticada e muito menos alvo de risos – como diversas vezes testemunhamos recentemente.

Isso fica ainda mais claro quando lembramos aquilo que estimulou o juízo irônico de Jesus. A morte por apedrejamento ainda é uma punição para o adultério comum em muitas partes do mundo. E em muitas comunidades islâmicas as mulheres são tratadas como prostitutas assim que pisam fora da linha que os homens traçaram para o seu comportamento. O sexo, um assunto impossível de ser discutido sem uma medida de ironia, é pois um tema doloroso entre os muçulmanos, especialmente quando confrontados – e inevitavelmente são – pela moral laxa e pela confusão libidinosa das sociedades ocidentais. Os mulás vêem-se incapazes de pensar nas mulheres como seres sexuais e incapazes também de pensar muito tempo sobre qualquer outra coisa. O resultado disso é a enorme tensão que emerge nas comunidades muçulmanas dentro das cidades ocidentais, com os rapazes desfrutando das liberdades que os envolvem e as moças escondidas e aterrorizadas, a não ser que façam o mesmo.

O finado Richard Rorty via na ironia um estado de espírito intimamente ligado à visão de mundo pós-moderna [1]. É abrir mão do juízo ao mesmo tempo em que se busca um tipo de consenso, um acordo comum de não julgar. Parece-me, contudo, que a ironia, embora afete o nosso estado de espírito, pode ser mais bem compreendida como uma virtude, uma disposição voltada para a realização prática e o sucesso moral. Se eu fosse arriscar uma definição para essa virtude, diria que é o hábito de reconhecer a alteridade em tudo, inclusive em si mesmo. Não importa quão convencido alguém possa estar da justiça das suas ações e da verdade das suas idéias: deve olhá-las como as ações e as idéias de outra pessoa e reformulá-las de acordo com o que vir. Definida dessa maneira, a ironia mostra-se bastante diferente do sarcasmo. É um modo de aceitação, não de rejeição, que funciona em dois sentidos: pela ironia aprendo a aceitar tanto o outro a quem observo como a mim, o observador. Com todo o respeito a Rorty, a ironia não está livre de julgamentos. Ela simplesmente admite que aquele que julga também é julgado e julgado por si mesmo.

A ironia está intimamente relacionada com a quinta característica notável da civilização ocidental: a autocrítica. É quase natural para nós querer ouvir a voz dos nossos oponentes assim que fazemos uma afirmação. O método antagônico de deliberação é ratificado pelo nosso sistema legal, pelas nossas formas de educação e pelos sistemas políticos que construímos para negociar os nossos interesses e resolver os nossos conflitos. Pensemos em críticos mordazes da civilização ocidental, como o falecido Edward Said e o onipresente Noam Chomsky. Said falava de maneira intransigente e às vezes venenosa em nome do mundo islâmico contra aquilo que via como a última forma do imperialismo ocidental. E por isso foi recompensado com uma cátedra numa prestigiosa universidade e com inúmeras ocasiões de manifestar-se publicamente na América e em todo o mundo ocidental. As recompensas para Chomsky foram mais ou menos as mesmas. Penso que esse hábito de recompensar os nossos críticos é peculiar à civilização ocidental. O único problema é que nas nossas universidades hoje ele foi levado tão a sério que só há recompensas para os críticos. Distribuem-se prêmios à esquerda do espectro político para alimentar a principal emoção daqueles que os conferem, a saber: que a autocrítica nos trará segurança e que todas as ameaças vêm de nós mesmos e do nosso desejo de defender as nossas posses.

O hábito de autocrítica criou outro ponto fulcral da civilização ocidental: a representação. Nós ocidentais, especialmente os anglófonos, somos herdeiros do hábito de longa data de associarmo-nos livremente, o que leva a nos juntarmos em clubes, negócios, movimentos sociais e fundações educacionais. Esse gênio associativo foi particularmente notado por Tocqueville durante as suas jornadas pela América e é facilitado por uma extensão encontrada unicamente na "common law" – a eqüidade e as leis de trust – que permite às pessoas juntar recursos e administrá-los sem a necessidade de pedir permissão a qualquer instância superior.

Esse hábito associativo caminha de mãos dadas com a tradição de representação. Quando formamos um clube ou uma sociedade de caráter público vamos apontar comissários que a representem. As decisões desses comissários passam, pois, a comprometer todos os membros, que não podem rejeitá-las sem sair do clube. Assim, um indivíduo isolado é capaz de falar por todo um grupo e, ao fazê-lo, compromete todo o grupo a aceitar as decisões feitas em seu nome. Para nós, não há nada de estranho nesse fenômeno, que afetou e afeta de maneira inestimável as nossas instituições políticas, educacionais, econômicas e desportivas. Afetou também o governo das nossas instituições religiosas, católicas e protestantes. De fato, foram os teólogos protestantes do século XIX os primeiros a desenvolver plenamente a teoria da corporação como uma idéia moral. Sabemos que a hierarquia da nossa igreja – batista, episcopaliana ou católica – tem o poder de tomar decisões em nosso nome e pode dialogar com instituições de todo o mundo para assegurar o espaço de que necessitamos para realizar o nosso culto.

Em contrapartida, as associações assumem uma forma muito diferente nas sociedades islâmicas tradicionais. Clubes e sociedades entre estranhos são raros e a unidade social básica não é a associação livre, mas a família. Sob a lei islâmica, as empresas não gozam de um suporte legal sofisticado; Malise Ruthven e outros já afirmaram que o conceito de pessoa jurídica não tem equivalente na sharia. O mesmo vale para outras formas de associação. As entidades beneficentes, por exemplo, organizam-se de uma forma completamente distinta da ocidental: não são propriedades possuídas em conjunto para prestar ajuda aos demais, mas sim uma propriedade que foi “parada” (waqf) por motivos religiosos. Por isso, todas as entidades públicas, inclusive escolas e hospitais, são submetidas à mesquita e governadas por princípios religiosos. Por sua vez, a mesquita não é uma pessoa jurídica. Também não existe uma entidade que possa ser chamada de “a mesquita” no mesmo sentido em que nos referimos à igreja: como uma entidade cujas decisões afetam todos os seus membros, que pode negociar em nome deles e que pode ser levada a juízo por conta dos seus erros e abusos.

Como conseqüência dessa longa tradição de associar-se apenas sob a égide da mesquita ou da família, as comunidades islâmicas não têm o conceito de porta-voz. Quando conflitos sérios irrompem entre as minorias islâmicas no Ocidente e o mundo ao seu redor, é difícil, quando não impossível, negociar com a comunidade muçulmana, já que não há ninguém que fale por ela ou que lhe conseguirá impor qualquer decisão. Se por acaso houver quem dê um passo à frente para falar, os membros da comunidade sentir-se-ão livres para aceitar ou rejeitar as suas decisões a seu gosto. O mesmo problema se dá no Afeganistão, no Paquistão e noutros países compostos de muçulmanos radicais. A pessoa que tenta falar em nome de um grupo dissidente muitas vezes o faz por iniciativa própria e sem nenhum procedimento que legitime a sua atuação. Muito provavelmente, caso ela concorde com a solução para um dado problema, será assassinada ou, em todo o caso, rejeitada pelos membros radicais do grupo do qual ele se imagina porta-voz.

Esse ponto leva-me a refletir mais uma vez sobre a idéia de cidadania. Uma razão importante para a estabilidade e paz das sociedades baseadas na cidadania é que os indivíduos em tal sociedade estão completamente protegidos pelos seus direitos. Estão isolados dos seus vizinhos em esferas de soberania privada onde tomam decisões sozinhos. E em conseqüência disso, uma sociedade de cidadãos pode estabelecer boas relações e criar vínculos entre estranhos. Não é preciso que você conheça o seu colega cidadão para afirmar os seus direitos diante dele ou os seus deveres para com ele; além do mais, o fato de ele ser um estranho não muda a disposição de ambos de morrer pelo território que abriga os dois e as leis de que gozam. Essa característica marcante dos estados-nação é sustentada pelos hábitos a que me referi: autocrítica, representação e vida associativa, hábitos que não são encontrados nas sociedades islâmicas tradicionais. O que os movimentos islâmicos prometem aos seus seguidores não é a cidadania, mas a “fraternidade” –ikhwân -, algo ao mesmo tempo mais cálido, próximo e satisfatório do ponto de vista metafísico.

No entanto, quanto mais próxima e cálida é uma relação, menos ela se espalhará. A fraternidade é seletiva e exclusiva; não pode expandir muito sem que se exponha à rejeição violenta e repentina. Daí o provérbio árabe: “Eu e o meu irmão contra o meu primo; eu e o meu primo contra o mundo”. Uma associação entre irmãos não é uma nova entidade, não é uma corporação que pode negociar em nome dos seus membros. Ela subsiste como uma realidade essencialmente plural – de fato, ikhwân é simplesmente o plural de akh, “irmão” – e denota uma assembléia de pessoas com as mesmas idéias unidas por um fim comum, não uma instituição que possa se arrogar qualquer poder sobre elas. Esse fato possui importantes repercussões políticas. Por exemplo, o sucessor de Nasser na presidência do Egito, Anwar Sadat, reservou no Parlamento algumas cadeiras para a Fraternidade Muçulmana. As tais cadeiras foram ocupadas imediatamente por aqueles que o presidente julgava aptos para tanto, mas que foram rejeitados pela Fraternidade real, que continuou com as suas atividades violentas, culminando no assassinato do próprio Sadat. Em termos simples: irmãos não recebem ordens, mas trabalham juntos, como uma família, até discutirem e brigarem.

Isso me traz a última das diferenças vitais entre o Ocidente e o Islã. Vivemos numa sociedade de estranhos que se associam rapidamente e toleram as diferenças uns dos outros. Contudo, não temos uma sociedade de conformidade vigilante. Ela faz as poucas exigências públicas que não estão contempladas pela lei secular e permite às pessoas moverem-se com rapidez de um grupo para outro, de um relacionamento para outro, de uma religião, empresa, maneira de viver, para outra. E tudo com certa facilidade. Trata-se de uma sociedade com uma criatividade infinita para formar as instituições e associações que permitam às pessoas conviver com as diferenças e permanecer em paz umas com as outras, sem a necessidade de intimidade, fraternidade ou lealdade ao clã. Não quero dizer que isso é bom, mas é a maneira que as coisas são, e um subproduto inevitável do conceito de cidadania que descrevi aqui.

O que torna possível a vida assim? A resposta é simples: a bebida. Aquilo que o Corão promete no Céu, mas nega na terra é o lubrificante necessário para o dínamo ocidental. Podemos ver isso claramente nos Estados Unidos, onde os coquetéis imediatamente quebram o gelo entre estranhos e animam toda a reunião, estimulando um desejo coletivo para que as pessoas que instantes atrás eram perfeitas desconhecidas entrem em acordo rapidamente. Esse costume de ir diretamente ao ponto depende, claro, de muitos aspectos da nossa cultura além da bebida, mas a bebida é fundamental e todos aqueles que estudaram o fenômeno persuadiram-se de que, apesar de todo o custo do alcoolismo, dos acidentes de carro e dos lares destruídos, é em grande parte por causa da bebida que, no fim das contas, somos tão bem sucedidos. Evidentemente, as sociedades islâmicas têm a sua própria maneira de criar associações com rapidez: o narguilé, a casa de café e a tradicional casa de banho, que Lady Mary Wortley Montague louvou por criar entre as mulheres uma solidariedade sem equivalente no mundo cristão. Mas essas formas de associação são também formas de retirada, um passo para trás com relação aos negócios do governo numa postura de resignação pacífica. A bebida tem um efeito diferente: une estranhos num estado de agressão controlado, capazes e desejosos de falar sobre qualquer assunto que surgir na conversa.

As características que elenquei não apenas explicam a especificidade da civilização ocidental; elas também explicam o seu sucesso em navegar as enormes mudanças ocasionadas pelo avanço da ciência e da tecnologia, bem como a estabilidade política e o caráter democrático dos seus estados-nação. Essas características também distinguem a civilização ocidental das nações islâmicas que geram terroristas. E ajudam a explicar o grande ressentimento desses terroristas que não conseguem superar com os seus recursos morais e religiosos a fácil competência com que os cidadãos da Europa e da América lidam com o mundo moderno.

Se as coisas são assim, como poderíamos defender o Ocidente do terrorismo? Sugerirei uma resposta breve a essa questão. Em primeiro lugar, devemos ter claro o que estamos e o que não estamos defendendo. Nós não estamos defendendo a nossa riqueza ou o nosso território; não é isso que está em jogo. Nós estamos defendendo o nosso patrimônio político e cultural, composto das sete características que destaquei aqui. Em segundo lugar, devemos ter claro que não podemos superar o ressentimento sentindo-nos culpados ou punindo a nós mesmos. A fraqueza instiga, uma vez que alerta o inimigo para a possibilidade de destruir você. Devemos, portanto, estar preparados para afirmar as nossas coisas e para expressar a nossa determinação de nos mantermos apegados a elas. Dito isto, temos de reconhecer que é o ressentimento, não a inveja, que move o terrorista. A inveja é o desejo de possuir o que os outros têm; ressentimento é o desejo de destruí-lo. Como lidar com o ressentimento? Eis a grande questão que tão poucos líderes da humanidade foram capazes de responder. Os cristãos, porém, são os felizes herdeiros da maior tentativa de respondê-la, que foi a de Jesus, apoiado na longa tradição judaica que remonta à Torá, e que foi expressa em termos similares pelo seu contemporâneo, o Rabino Hillel. Você supera o ressentimento perdoando-o. O espírito de perdão não é uma auto-acusação; é fazer um dom ao outro. E é neste ponto, parece-me, que tomamos a direção errada nas últimas décadas. A ilusão de que nós somos os culpados, de que nós devemos confessar as nossas faltas e aderir à causa do nosso inimigo apenas expõe-nos a um ódio mais intenso. A verdade é que a culpa não é nossa; que o ódio dos nossos inimigos por nós é completamente injustificado; e que a inimizade implacável deles não será desarmada por batermos no peito.

Admitir essa verdade, porém, acarreta uma desvantagem. Ela nos faz parecer impotentes. Mas não o somos. Há dois recursos de que podemos nos valer para a nossa defesa: um é público e outro é privado. Na esfera pública, podemos decidir proteger as coisas boas que herdamos. Isso significa não fazer concessões àqueles que desejam trocar a cidadania pela submissão, a nacionalidade pela conformidade religiosa, a lei secular pela sharia, o patrimônio judaico-cristão pelo Islã, a ironia pela solenidade, a autocrítica pelo dogmatismo, e o alegre beber por uma abstinência censurante. Devemos desprezar todos os que exigem tais mudanças e convidá-los a viver onde a forma política que preferem já esteja estabelecida. E devemos reagir à sua violência com toda força necessária para contê-la.

Na esfera privada, porém, os cristãos devem seguir o caminho que Jesus lhes apontou: olhar com sobriedade e espírito de perdão para as feridas que recebemos e mostrar, com o nosso exemplo, que essas feridas não fazem nada senão desacreditar aquele que as infligiu. Eis a parte difícil da tarefa: difícil de fazer, difícil de aceitar, difícil de recomendar aos outros. Contudo, é a que está ao nosso alcance e, numa batalha com coisas tão grandes em jogo, é uma tarefa em que não podemos falhar.

Roger Scruton é filósofo, escritor e publicista. Atualmente, leciona Filosofia no Institute for the Psychological Sciences, em Arlington, no estado americano da Virginia. Este ensaio é a versão revista de uma palestra proferida no Ethics and Public Policy Center (Washington) como parte do programa para a defesa da liberdade americana.

A teoria do "coitadismo" inventada pela esquerda para justificar violência islâmica é uma grande fraude histórica

Leia este importante artigo do jornalista e filósofo Luis Milman, a única pessoa no Brasil com conhecimento teórico para tratar do assunto "violência islâmica", "violência do terrorismo islâmico", que é constantemente mistificado pela imensa maioria da imprensa e do mundo acadêmico nacionais. 

As fórmulas culturais do comunismo, do marxismo cultural, onipresentes no Ocidente na forma de explicações politicamente corretas, dão curso à doutrina vulgar do ressentimento e da justificação para os atos de terror islâmicos. Árabes muçulmanos, no final das contas, têm razões de fundo para matarem europeus e israelensesporque agem movidos por um ressentimento arraigado em sua cultura, devido às décadas de colonialismo na África do Norte ou na Ásia. Observem que esta é sempre a primeira explicação explícita , ou a alusão ou o subtexto embutido na alegada compreensão dos atentados na Europa, em Israel e nos EUA. Mesmo nossas crianças são ensinadas, nas escolas, a lançar um olhar na perspectiva solidária do eterno colonizado, do oprimido revoltado contra o opressor. Isto não é novo. Basta lembrar que a própria ascensão do nazismo foi muitas vezes justificada pela crise de 29, pelo ressentimento devido à humilhação imposta à Alemanha pelo Tratado de Versailes, pela hiperinflação e pelo desemprego pré-Hitler. Isto explicaria a opção dos alemães pelo estado totalitário e pelas plataformas antissemiitas e expansionistas dos nazistas. É claro que fenômenos políticos possuem muitas causas, mas o problema com as armações explanatórias condescendentes e expiatórias é que elas dão as costas para as motivações internas de ideologias exclusivistas, sejam ultrachauvinistas, como o nazismo, milenaristas seculares, como o comunismo ou teopolíticas, como o próprio islamismo salafista (da palavra “predecessor”, em árabe). Esta linha de argumentação indulgente, que a grande mídia segue à risca, é aplicada para explicar o crescente terrorismo islâmico. Palestinos, por exemplo, estão justificados a cometerem atrocidades contra judeus porque são vítimas do "neocolonialismo" israelense. Não há, do ponto de vista da narrativa do ressentimento, motivação intrínseca para os atos de terror. A doutrina do Islã jamais é escrutinada ou exposta. A rotina é que se toque no assunto de forma genérica, de modo a caracterizar o islamismo como uma religião benevolente a exemplo das demais e como se todas tivessem lá seus radicais que não as representam. No máximo, o que circula pelos jornalões, CNNs e Redes Globo da vida, pautados por este subtexto, são expressões de perplexidade quando defrontados com as carnificinas cometidas por muçulmanos, sempre acompanhadas do justificacionismo que coloca a culpa na vítima. Na verdade, o ressentimento, que a grande mídia vê latente no que ela chama de "Islã radical" é um meio de pregação do ódio ao Ocidente, à sua cultura e valores. Não há - e esta constatação é definitiva- compatibilidade entre o modo de vida do islamismo maximalista e o mundo ocidental. Ao longo de 1400 anos, o islamismo, seguindo o exemplo de seu profeta Maomé, expandiu-se pela violência, pelo Ocidente e Oriente. Conquistou , na época dos califas árabes, a Pérsia e os domínios bizantinos no Oriente Médio e África, impondo aos conquistados a opção da conversão em massa ou a morte. Chegaram até a Espanha que, em grande parte, permaneceu sob domínio árabe por 800 anos. Ao tempo dos sultões turcos e afegãos, a partir do século X, o Islã espalhou-se militarmente pelo subcontinente indiano, sempre arrasando as civilizações que o precederam, promovendo carnificinas e propagando a escravidão. Somente no início do século XX, após a derrota do Império Turco, aliado da Alemanha e da Rússia na 1ª Guerra Mundial, com a consequente criação dos estados árabes modernos e a secularização da Turquia. é que a expansão do islamismo foi contida. As potências europeias dividiram e passaram a dominar politicamente o espaço vital, o Daar al Islã, muçulmano. Foi no final da segunda década do século XX, no entanto, que surgiu, no Egito, a Irmandade Muçulmana, movimento integrista de massas, que apregoa a restauração do califado unificado e a implantação da lei islâmica, a shariá, em toda orbe muçulmana, que não é nada menos que o mundo inteiro. Apesar da divisão entre xiitas e sunitas,determinada pela disputa pela sucessão do profeta, a doutrina totalitária da Irmandade Muçulmana foi adotada pelo Irã e sua sucursal libanesa, o Hezbollah, pelo Afeganistão dos talibãs, pelo Hamas, pelo ISIS e Al Quaeda. Essa doutrina atrai muçulmanos de todos os cantos do planeta para uma guerra sagrada contra os infiéis, representados pelas nações ocidentais. Os princípios de tolerância às diferenças e de convivência plural vigentes na sociedade ocidental, a separação entre teologia e política, devem ser banidos primeiramente dos estados muçulmanos e, em seguida, dos territórios a serem conquistados mediante a jihad, a guerra santa. No pensamento salafista da doutrina da Irmandade Muçulmana vale apenas a lei islâmica derivada do Corão, dos ditos de Maomé e do código civil e penal fundamentado na palavra do profeta, o homem perfeito, a quem todo o muçulmano deve imitar. Alusões profanas ao profeta são punidas com a morte. O nível de intimidação cultural produzido no Ocidente pelas proibições dos muçulmanos já é muito elevado. São raríssimos aqueles que ousam referir-se ao Maomé histórico como sendo não apenas o fundador de uma religião, mas como um líder guerreiro implacável e cruel. Da mesma forma, os guetos islâmicos, que se multiplicam pela Europa, dão prova cotidiana da inadaptabilidade dos muçulmanos ao ethos secular e à convivência com a diversidade, típicos dos princípios culturais e jurídicos do Ocidente, pelo menos desde o século XIX. Mais do que tudo, as matanças praticadas pelos salafistas, os propagadores do Islã autêntico, demonstram ser necessário descartar a abordagem politicamente correta e permissiva com respeito às causas efetivas do terror islâmico, antes que nos perpetuemos como reféns de nossa própria fraqueza.

Polícia Federal intimida Temer com ameaça de greve às vésperas da Olimpíada e ele concede aumento salarial



O presidente Michel Temer assinou na noite de quinta-feira (28) o projeto de lei que prevê reajuste salarial para os delegados federais do País. A categoria ameaçava convocar uma greve geral a partir da semana que vem caso o Planalto não enviasse ao Congresso a proposta de aumento. Isso é o que se chama uma autêntica chantagem corporativista. Segundo os delegados, o projeto recompõe as perdas salariais diante da inflação do período de janeiro de 2012 a abril de 2016. O acordo fora firmado em maio, mas até agora o governo não havia dado encaminhamento. Nesse meio tempo, outros servidores tiveram reajuste. Diante da demora, a Associação dos Delegados Federais anunciou que a categoria entrara em “estado indicativo de greve”. Para pressionar o Planalto, duas manifestações foram convocadas. Uma para esta sexta-feira (29) e outra na terça-feira (2) nos principais aeroportos do País. Pelo acordo firmado com o Ministério do Planejamento, os delegados de Polícia Federal receberão reajuste em janeiro de 2017, janeiro de 2018 e janeiro de 2019. Os aposentados também terão direito ao aumento. Extorquir o poder público no Brasil é a maior moleza. Na verdade significa extorquir os cidadãos, que pagam a conta sempre dessas farras corporativas. 

Marina Silva, a Santinha da floresta, a reencarnação do PT, volta a pedir cassação da chapa de Dilma e Temer



A ex-ministra petista Marina Silva (agora na Rede), a Santinha da Floresta, a herdeira do "legado petista", voltou a pedir nesta quinta-feira (28) que o Tribunal Superior Eleitoral vote a ação que pode cassar a chapa na qual se elegeram a presidente afastada Dilma Rousseff e seu então vice Michel Temer, hoje presidente interino. Ela só pensa em uma coisa: uma eleição para ela ganhar e se apresentar como a nova "salvadora" do Brasil. Para a comunista Marina Silva (ela começou sua carreira como militante do PCdoB; saiu desde partido para formar o PRC - Partido Revolucionário Comunista, junto com José Genoíno e Tarso Genro entre outros), a decisão ficou mais urgente depois que o marqueteiro baiano João Santana e sua mulher Mônica Moura afirmaram ter recebido dinheiro de "caixa dois" para fazer a campanha de Dilma e Temer. Na verdade, eles receberam propina de dinheiro roubado da Petrobras. "As informações demonstrando claramente que houve dinheiro de caixa dois nas campanhas continuam colocando a necessidade de que o TSE faça o julgamento da denúncia que está feita. À medida em que isso fique comprovado, como se poderá manter uma chapa eleita com dinheiro de uma base criminosa?" - reclama a comunista neopetista Marina Silva. Se a chapa Dilma-Temer for cassada até o fim deste ano pelo tribunal, serão convocadas novas eleições em até 90 dias. Na última pesquisa do Datafolha, Marina Silva aparece como vencedora em todos os cenários do segundo turno se a votação fosse hoje. A declaração desta quinta-feira foi dada pela comuno-petista Marina Silva durante a convenção de seu partido na Câmara dos Vereadores de São Paulo para oficializar a candidatura do empresário Ricardo Young à prefeitura da cidade. Sua candidata a vice será a "ativista" Carlota Mingolla. No evento, Marina Silva criticou o governo Temer, que, segundo ela, tem uma equipe econômica competente, mas não tem força política porque está envolvido em denúncias de corrupção. Ela também afirmou que falta à gestão investir mais em educação e criar iniciativas na área da sustentabilidade. Young, por sua vez, disse que o Planalto falha ao não criar um plano nacional para desenvolver as cidades. A ex-ministra também voltou a defender o impeachment de Dilma e disse estar convencida de que a petista cometeu crime de responsabilidade. Sobre as eleições municipais, Marina Silva defendeu a política de alianças da Rede, que foi criticada por ter levado o partido a apoiar, em Guarulhos, a coligação encabeçada pelo PSB e da qual também faz parte o PSC, do deputado Jair Bolsonaro. "Nosso enfoque não é fazer alianças com partido, mas com programas e com nomes. Em Guarulhos, apoiamos a chapa do PSB, na qual somos vice, e só depois disso é que o PSC entrou na coligação. Nossa aliança na cidade é com o candidato do PSB, não com o PSC", afirmou. Na capital, chegou-se a especular que a Rede poderia apoiar a candidatura de Luiza Erundina (PSOL), mas o partido preferiu lançar candidato próprio.

Trabuco, o presidente do Bradesco, agora é réu em processo da Operação Zelotes


A Justiça Federal aceitou nesta quinta-feira denúncia contra o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e outras nove pessoas em mais um desdobramento da Operação Zelotes, que investiga a compra de decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Entre elas, estão ex-servidores da Receita, dirigentes do banco e advogados. Eles foram denunciados por corrupção ativa e passiva. As apurações mostraram que o grupo suspeito de corromper integrantes do Carf conversou com executivos do banco sobre um “contrato” para anular um débito de 3 bilhões de reais com a Receita Federal. Em relatório, a Polícia Federal já havia apontado que Trabuco e outros dois executivos da instituição se encontraram com emissários da organização criminosa para discutir a atuação no órgão. Os indiciamentos são pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. “Está demonstrada até agora a plausibilidade das alegações contidas na denúncia em face da circunstanciada exposição dos fatos tidos por criminosos e as descrições das condutas”, escreveu o juiz Vallisney de Souza Oliveira. Ao receber a denúncia, o magistrado fixou o prazo de 20 dias para a defesa dos réus se manifestar no processo.
Confira a lista de réus: 
Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco 
Luiz Carlos Angelotti, diretor de Relação com Investidores do Bradesco 
Domingos Figueiredo de Abreu, diretor vice-presidente do Bradesco 
Mário da Silveira Teixeira Júnior, ligado ao Conselho de Administração do Bradesco 
Eduardo Cerqueira Leite, servidor da Receita 
Mário Pagnozzi Júnior, consultor e advogado 
José Teruji Tamazato, consultor e advogado 
Jorge Victor Rodrigues, ex-conselheiro do Carf 
Lutero Fernandes do Nascimento, servidor da Receita 
Jefferson Ribeiro Salazar, ex-servidor da Receita