quarta-feira, 27 de julho de 2016

TSE envia ao STF novos indícios contra campanha eleitoral da mulher sapiens petista Dilma Rousseff


O Tribunal Superior Eleitoral encontrou novos indícios de irregularidades nas contas de uma empresa que prestou serviço para a campanha à reeleição da presidente afastada Dilma Rousseff. O presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, enviou as informações para compor a ação que trata da prestação de contas da petista no Supremo Tribunal Federal. Os novos detalhes envolvem a empresa DCO Informática, contratada para disparar mensagens para celulares via WhatsApp durante a campanha. A empresa tem sede na cidade mineira de Uberlândia e recebeu 4,8 milhões de reais pelo serviço, em quatro repasses feitos ao longo de uma semana em outubro de 2014. “O estabelecimento não possui identificação na fachada, aparentemente também funciona como residência e não tivemos acesso ao interior do mesmo”, aponta o relatório da Secretaria Municipal de Finanças de Uberlândia feito a pedido do ministro. Além disso, a empresa possui apenas um servidor, um notebook e três funcionários que trabalham sem carteira assinada. Um dos funcionários da DCO relatou que a campanha de Dilma contratou a empresa por 0,06 centavos a 0,16 centavos para cada disparo, e que o preço variava de acordo com o porte e solicitação. Ele também disse que a empresa desenvolveu o programa para fazer os disparos de mensagens e subcontratou a 2K Comunicações para fazer os relatórios das atividades. Em fevereiro, Mendes já havia pedido que órgãos de controle fiscalizassem a DCO e outras seis empresas por suspeitas de irregularidades. Os indícios foram apontados pelo PSDB, que alegou possível ilegalidade na contratação e pagamento efetuado às empresas supostamente sem capacidade operacional para prestar os serviços à campanha petista. O TSE aprovou em 2014 as contas da campanha de Dilma, mas o ministro, relator da prestação feita pela presidente afastada, determinou que as investigações sobre supostas irregularidades continuassem. Em outubro do ano passado, a Polícia Federal instaurou um inquérito sobre o assunto com base numa determinação do ministro. Gilmar Mendes utiliza informações reveladas pelas investigações da Operação Lava Jato para dizer que a campanha foi supostamente financiada com recursos da Petrobras. Por ser uma empresa de capital misto – recursos públicos e privados – a petroleira é vedada de financiar campanhas eleitorais. O inquérito da Polícia Federal, no entanto, aguarda uma decisão do STF para saber se o caso deve ser conduzido pela primeira instância ou pela própria Suprema Corte, já que envolve autoridade com foro privilegiado. O caso no Supremo está sob a relatoria do ministro Edson Fachin, para quem as novas informações sobre a DCO foram enviadas. 

Fitch melhora projeções para economia brasileira até 2018


A agência de classificação de risco Fitch revisou para cima sua estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil de 2016, 2017 e 2018. Os números aparecem em relatório sobre as perspectivas para economia global divulgado nesta quarta-feira. Para este ano, a Fitch ainda espera forte retração, mas não mais de 3,8%, e sim de 3,3%. Para 2017, a agência projeta crescimento de 0,7% – a previsão anterior era de 0,5%. A projeção para 2018 passou de 1,7% para 2% para o avanço da economia brasileira. A agência afirma que o recuo ainda forte em 2016 é um reflexo do “colapso na demanda doméstica, que foi ofuscado em parte pela contribuição positiva das exportações”. “Nós esperamos que a recuperação em 2017 seja reduzida, uma vez que os consumidores continuaram a enfrentar fracos rendimentos no trabalho e crescimento moderado do crédito”, avalia. O relatório ainda diz que um aumento nos investimentos vai depender da recuperação da confiança das empresas, que será influenciada pelo progresso do governo interino em sua capacidade de aprovar medidas para melhorar a perspectiva das finanças públicas e reduzir a inflação. A agência argumenta ainda que alterou suas estimativas de maio após a contração mais suave que o esperado no primeiro trimestre (0,3%) e ressalta que os indicadores de confiança também começaram a melhorar desde que o presidente interino, Michel Temer, assumiu a Presidência. Na visão da Fitch, a “equipe econômica amigável aos negócios inspirou a confiança do mercado – como refletido no rali sustentado de ativos financeiros, incluindo o real”, mas pondera que caso as autoridades falhem em aprovar medidas consolidadas no Congresso, a confiança pode se deteriorar novamente. Em relação à política monetária, a Fitch espera que o Banco Central mantenha a taxa Selic em 14,25% neste ano e reduza os juros em 2017.

Brasil destrói mais 500 mil empregos no semestre


O Brasil perdeu 91.032 vagas formais de emprego em junho deste ano, informou nesta quarta-feira o Ministério do Trabalho. O resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) é fruto de 1.204.763 de contratações e 1.295.795 de demissões no período. O resultado foi pior que o esperado por analistas do mercado financeiro, que previam fechamento de 25.000 a 84.600 postos. A mediana das previsões era de 60.000 vagas encerradas. O número de postos fechados em junho deste ano foi menor intenso que o de junho do ano passado, quando foram extintas 111.199 vagas. Ele superou, porém, as 72.615 demissões líquidas de maio de 2016. No acumulado do primeiro semestre, o saldo de postos fechados é de 531.765 vagas pela série com ajuste, ou seja, incluindo informações passadas pelas empresas fora do prazo. Este é o pior resultado para o período desde o início da série, em 2002. No acumulado dos últimos doze meses, o País encerrou junho com 1.765.024 vagas a menos, também considerando dados com ajuste.

Candidato do PT à prefeitura do Recife vira réu em dois processos


O candidato à prefeitura do Recife e ex-deputado federal João Paulo (PT) virou réu em dois processos por improbidade administrativa nas últimas semanas. Nesta terça-feira, a Primeira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Pernambuco acatou por unanimidade de votos uma apelação do Ministério Público e recebeu uma ação de improbidade contra João Paulo por uma viagem de dezoito dias à China, Japão, Índia e França, em outubro de 2007, paga com dinheiro do contribuinte, quando ele era prefeito da capital pernambucana. Para a acusação, o então prefeito João Paulo, com uma motivação genérica, com aparência de legalidade, promoveu um verdadeiro turismo de eventos, implicando gastos de 259.717 reais aos cofres públicos sem qualquer efeito concreto em favor da população. A investigação teve origem num pedido de informações da então vereadora Priscila Krause (DEM), que hoje é pré-candidata à prefeitura do Recife. Na semana passada, o juiz Haroldo Carneiro Leão, da Oitava Vara da Fazenda Pública de Pernambuco, recebeu outra ação de improbidade contra João Paulo. Na prefeitura, ele contratou o Instituto de Pesquisas Sociais Aplicadas, sem licitação, no valor de 3,8 milhões de reais. Segundo o juiz, “fortíssimos são os argumentos trazidos” pelo Ministério Público, “devendo todos eles ser exaustivamente instruídos com vista à defesa do patrimônio público e moralidade pública”. Para os promotores Charles Hamilton Lima e Eduardo Cajueiro, que ajuizaram a ação em 2010, as dispensas de licitação atentaram contra “os princípios norteadores da Administração Pública” da legalidade e da impessoalidade. Por isso, pedem que o candidato perca seus direitos políticos por até cinco anos e pague uma multa civil equivalente a cem vezes à sua remuneração como agente público na ocasião. João Paulo, que está tecnicamente empatado em primeiro lugar com o atual prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), nas pesquisas de intenções de voto, nega qualquer irregularidade e diz “estar tranquilo” em relação aos processos.

Justiça manda Cachoeira e Cavendish de volta para a cadeia


A 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal decidiu nesta quarta-feira mandar de volta à prisão o contraventor Carlinhos Cachoeira e os empresários Fernando Cavendish (dono da Delta), Adir Assad, Marcelo Abbud e o funcionário da Delta, Cláudio Abreu. Os cinco foram presos preventivamente na Operação Saqueador, que investiga um esquema de desvios de recursos públicos e lavagem de dinheiro, mas cumpriam prisão domiciliar. Os desembargadores federais André Fontes, Abel Gomes e Paulo Espírito Santo julgaram o mérito do habeas corpus impetrado pela defesa dos réus, e votaram por unanimidade pela retomada da prisão preventiva em regime fechado. “O País não suporta mais a corrupção, a violência e desvio de conduta das autoridades. Não suporta mais a impunidade. Tem que dar um basta”, disse Espírito Santo, que também é presidente do TRF-2. “É medida necessária para reafirmar preventivamente a ordem pública, amenizar a sensação de impunidade e reafirmar a credibilidade da Justiça”, afirmou o relator do caso, desembargador Abel Gomes. A procuradora regional da República, Monica de Ré, defendeu no julgamento que a permanência dos acusados em liberdade representa risco de voltarem a praticar os crimes. A procuradora reivindicou ainda que os recursos “saqueados dos cofres públicos” deveriam ser devolvidos para “suprir o déficit do Estado do Rio de Janeiro”. “Permitir que Cachoeira fique em casa, com liberdade de articulação, é crença na redenção do ser humano, cuja vida é marcada por fatos ilícitos. Em casa, com tornozeleira, podem continuar a praticar delitos e a ação penal pode ser comprometida com a soltura deles”, disse Monica. O advogado Miguel Pereira, que representa Assad e Abbud, argumentou que não há fato novo que justifique a prisão de seus clientes. Pereira apontou que as investigações são referentes a fatos que teriam ocorrido entre 2007 e 2012. “Não houve reiteração de fatos e, diante disso, não se pode antecipar uma pena que não existe”. Antônio Sérgio Pitombo, advogado de Cavendish, também disse que não há fato novo e argumentou que o empresário é pai de duas meninas de seis anos que são exclusivamente dependentes dele, uma vez que a mãe morreu em um acidente. “Não estou falando apenas do paciente, mas também de mais duas meninas. Se o pai é responsável único pelas crianças a prisão deve ser domiciliar”, defendeu. A procuradora rebateu a afirmação, dizendo que Cavendish fez 15 viagens ao Exterior no período de um ano, sendo que as menores o acompanharam em apenas uma ocasião. Após serem presos na Operação Saqueador, os acusados deixaram o presídio Bangu 8, no Rio de Janeiro, no dia 11 de julho, e cumpriam prisão domiciliar desde então. Eles foram beneficiados por decisão liminar do ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça. No entanto, a medida, que era provisória, perde o efeito com o julgamento do mérito do habeas corpus. O primeiro relator do habeas corpus no TRF-2, Ivan Athié, concedeu liminar para converter a prisão preventiva dos cinco acusados em prisão domiciliar. O Ministério Público Federal recorreu da decisão e pediu a suspeição do desembargador, alegando que o então advogado de Cavendish, Técio Lins e Silva, tinha defendido Athié em ação penal no STF. Diante disso, Athié pediu para deixar o caso, embora tenha ressaltado não ter nenhuma ligação íntima com o advogado. O desembargador federal Paulo Espirito Santo resolveu manter a determinação do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, que decretou a prisão preventiva. Ainda hoje, a 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro será comunicada da decisão e deverá expedir a ordem de prisão dos cinco réus, o pode ocorrer ainda nesta quarta-feira. A Operação Saqueador foi deflagrada no dia 30 de junho e tinha como alvo supostos desvios de 370 milhões de reais em obras públicas tocadas pela construtora Delta, controlada por Cavendish. Cachoeira, Assad e Abbud eram os responsáveis por criar as empresas fantasmas que lavavam os recursos públicos por meio de 18 empresas de fachada.

Jovem diz ter sido espancada pelo senador dilmista Telmário Mota até desmaiar


No último dia de 2015, a estudante universitária Maria Aparecida Nery de Melo, de 19 anos, procurou a Polícia Civil em Boa Vista (RR) para registrar um boletim de ocorrência contra um homem que, segundo ela, a espancara com chutes e socos com tal violência que a levara ao desmaio. Ela disse que viveu maritalmente com o suposto agressor por cerca de três anos e meio e agora estava "sofrendo ameaças de morte". Pediu as "devidas providências" à delegacia. Ou seja, o sujeito com a qual ela tinha vivido, casado, senador da República, havia se aproveitado de uma menor de idade. Titular da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), a delegada Verlânia Silva de Assis disse que ficou caracterizada "violência contra a mulher" e que as agressões foram confirmadas por exame de corpo de delito que apontou "múltiplas lesões". "É complicado você imaginar que alguém se lesionaria para prejudicar alguém", disse a delegada. O exame apontou "lesões na cabeça, boca, orelha esquerda, região dorsal, braço direito e joelho esquerdo". Seria mais uma ocorrência a se somar ao cotidiano de violência contra a mulher em Boa Vista não fosse por uma particularidade. O denunciado é um dos homens mais poderosos de Roraima: o senador dilmista Telmário Mota (PDT), de 58 anos, um dos mais exaltados defensores da mulher sapiens e contrário ao impeachment, e além disso um machista assumido em alto grau. Mas é quase certo que o mulherio petista ficará quieto diante desta agressão. Telmário Mota negau ter agredido a garota e que ela fosse sua amante: "Não teve negócio de agressão, não existe isso, em nenhum momento, até porque não tenho nada com ela". Em novembro, o senador foi à tribuna para sugerir a "agilização" de "todos os projetos de lei e outras proposições que digam respeito ao combate à violência contra a mulher e coloque na cadeia os agressores valentões". Ele defende tanto as mulheres quanto o poderoso chefão Lula, que as considera a sua brigada de grelos duros. De acordo com o boletim de ocorrência, Maria indicou que as agressões ocorreram após acesso de ciúmes do senador durante um encontro com a família de Maria. Ele não teria gostado de cumprimentos dados a Maria por familiares. Então levou-a a um quarto, onde teriam ocorrido as agressões. Maria disse que teve a boca tapada para que a família não ouvisse seus gritos ou pedidos de socorro. A filmagem feita na época da denúncia mostra Maria com ferimento arroxeado no braço direito e marcas no pescoço e na orelha. Ela narrou ter sido chutada quatro vezes no chão e empurrada contra a parede. Disse que o parlamentar passou a lhe dar murros na cabeça, o que a teria feito desmaiar. Ao acordar, por volta das 4 horas, disse que conversou com os familiares para saber o que fazer. Cinco dias depois, decidiu prestar queixa. Duas atitudes de Maria chamaram a atenção dos policiais civis. Dias após o registro da ocorrência, ela procurou a delegada Verlânia para tentar "retirar" a queixa. A delegada, porém, disse que isso era impossível porque as denúncias de agressões contra a mulher são consideradas ações "incondicionadas", ou seja, independem da vontade da vítima. Em seguida, no dia 22 de janeiro, Maria destituiu por escrito o advogado que a acompanhou no registro da ocorrência, Thiago Santos. Segundo o defensor, a cliente não explicou os motivos da sua decisão. O advogado afirmou: "Não tenho dúvida sobre os fatos narrados na primeira oportunidade que procuramos a polícia. Ela contou a verdade". Como Telmário detém foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal, a delegada encaminhou os autos à Procuradoria da República em Roraima. Em 31 de maio, o caso foi enviado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que abriu um procedimento preliminar interno. A Procuradoria Geral da República já intimou, em 22 de junho, a defesa do parlamentar a se manifestar. Ao final dessa fase inicial de obtenção de informações, Janot decidirá se pede ou não ao STF a abertura de um inquérito. O senador Telmário Mota (PDT-RR) negou ter agredido Maria Aparecida Nery de Melo e ter mantido relacionamento amoroso com ela. "Não teve negócio de agressão, não existe isso, em nenhum momento, até porque não tenho nada com ela. Não agredi nem ela nem mulher nenhuma. Fui criado pela minha mãe. Agora, macho, não. Macho vou pra porrada mesmo. Desafio provar, 58 anos e nunca houve agressão a mulher. Desafio. Inventaram essa onda toda, essa conversa", disse. O parlamentar de Roraima descreveu Maria como "uma velha conhecida". Indagado se ela havia trabalhado para ele, Telmário disse que não de forma "direta": "Ela trabalhava. Era militante do PDT. Mas não trabalhava direto para mim, não. Militava, com os jovens lá". 

Monica Moura tenta obter liberdade após admitir em juízo a obtenção de "caixa dois", o velho truque petista lá do Mensalão


A defesa da empresária Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, entrou na terça-feira (26) com pedido de liberdade no Supremo Tribunal Federal. O pedido foi feito após Mônica admitir, em depoimento perante o juiz federal Sérgio Moro, que o casal recebeu US$ 4,5 milhões de "caixa 2" no Exterior, referentes a uma dívida da campanha presidencial de Dilma Rousseff nas eleições de 2010. Ela pensa que vai colar de novo o velho truque petista que salvou o marqueteiro baiano Duda Mendonça no processo do Mensalão do PT. Mônica e o marido estão presos há cinco meses, em Curitiba, após investigações da Operação Lava Jato. Devido ao período de recesso do Supremo, a petição foi encaminhada do presidente da Corte, Ricardo Lewandowski. Na petição, os advogados alegam que a prisão é ilegal e que a empresária não tinha conhecimento da origem ilícita do dinheiro, que estava depositado em uma conta offshore chamada Shellbill, em um banco na Suíça. Que anjinha essa baiana..... “Tais particularidades, sopesadas em conjunto, assumem especial relevância a fim de corroborar a tese de que a prisão preventiva, ao fundo e ao cabo, revela-se medida ilegítima, posto que outras cautelares menos gravosas se prestariam, de forma mais que suficiente, a impedir novas práticas delituosas ou proteger os valores ínsitos à norma penal”, argumenta a defesa. Na quinta-feira (21), durante o depoimento, Mônica Moura, que era responsável pela parte financeira da empresa de marketing do casal, informou que recebeu US$ 4,5 milhões em uma conta offshore na Suíça, controlada pelo empresário Zwi Skornick, acusado de operar os pagamentos ilegais, segundo investigadores da Lava Jato. Conforme Mônica, o repasse era referente a uma dívida por serviços prestados ao PT durante a campanha da presidenta Dilma Rousseff em 2010. A empresa do casal fez o trabalho de marketing político da campanha. Após o depoimento, em nota, o PT declarou que todas as “operações do partido foram feitas dentro de legalidade”. O PT também ressaltou que as contas de campanha eleitoral de 2010 foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Contas externas voltam ao vermelho em junho com déficit de US$ 2,5 bilhões

Depois de dois meses no azul, as contas externas voltaram a fechar no vermelho em junho. O resultado de todas as trocas de serviços do comércio do Brasil com o mundo ficou negativo em US$ 2,5 bilhões no mês passado. Apesar de estar deficitário, é o melhor resultado para o mês desde 2009, segundo dados do Banco Central. No primeiro semestre, os números do Banco Central mostram o ajuste feito nas contas externas por causa do aumento do dólar sentido desde o ano passado. O déficit nas contas externas (também chamadas de transações correntes) foi de R$ 8,4 bilhões. Nos seis primeiros meses de 2015, o rombo era de US$ 37,9 bilhões. "Isso evidencia de maneira clara o ajuste significativo das contas externas nesse período", salientou o chefe do departamento econômico do Banco Central, Túlio Maciel. Os investimentos estrangeiros no País aumentaram 9% no semestre — na comparação com o mesmo período do ano passado — e chegaram a US$ 33,8 bilhões. No entanto, em junho, houve queda. Entraram US$ 3,9 bilhões. No mesmo mês do ano passado, os ingressos somaram US$ 5,4 bilhões. Enquanto o dólar mais caro favorece as exportações, freia os gastos. Por isso, há um ajuste muito rápido das contas externas. Além da moeda americana cara, o brasileiro cortou gastos como em viagens ao Exterior por causa da crise econômica. As despesas caíram 17% em relação a junho de 2015. No mês passado, os turistas deixaram no Exterior US$ 1,3 bilhão. No primeiro semestre, os gastos chegaram a US$ 6,5 bilhões. 

Terroristas se filmaram pregando em árabe no altar da igreja francesa em que degolaram o padre de 86 anos


Uma das freiras que conseguiu escapar do ataque a uma igreja da Normandia, na França, relatou nesta terça-feira que os dois terroristas se filmaram no altar do templo pregando em árabe. Segundo a religiosa, identificada como Danielle, os criminosos forçaram o padre a se ajoelhar antes de degolá-lo. O ataque foi reivindicado pela organização terrorista Estado Islâmico (EI). "Todo mundo estava gritando ‘pare, pare, você não sabe o que está fazendo’. Eles o forçaram a ficar de joelhos e, obviamente, ele queria se defender e foi aí que o drama começou", contou Danielle. "Eles se filmaram. Era como um sermão em árabe ao redor do altar". Os dois homens invadiram a igreja, na localidade de Saint-Etienne-du-Rouvray, armados com facas. A freira e outros dois reféns escaparam — um deles está em estado grave. Padre auxiliar da paróquia, Jacques Hamel, de 86 anos, celebrava a missa no momento do ataque e foi assassinado. "Eles não me viram sair", acrescentou Danielle ao canal francês BFMTV. "Eles estavam ocupados com suas facas. Eles estavam se filmando, pregando em árabe na frente do altar. Foi um horror. Jacques era um sacerdote extraordinário. Ele era um grande homem". Os dois terroristas foram mortos a tiros pela polícia enquanto saíam da igreja. Uma pessoa foi detida na investigação sobre o ataque, segundo a promotoria de Paris, que não deu mais detalhes sobre o suspeito. A França, que foi alvo de três ataques de grande porte nos últimos 18 meses — 17 mortos em janeiro de 2015, 130 mortos em 13 de novembro deste ano e 84 mortos no dia 14 de julho — vive mergulhada no medo de novos ataques. Depois do último ataque em Nice, o governo francês estendeu por seis meses o estado de emergência, em vigor desde os atentados terroristas de 13 de novembro de 2015 em Paris. Vários ataques na Alemanha nos últimos dias, alguns deles reivindicados pelo grupo Estado Islâmico, também aumentaram os temores na Europa. 

Polícia Federal pediu a transferência de três presos da Lava-Jato e Moro autorizou

A Polícia Federal pediu nesta terça-feira a transferência de três presos da Operação Lava-Jato da carceragem da Superintendência de Curitiba para o Complexo Médico Penal, em Pinhais. Entre eles, o lobista Fernando de Moura, que perdeu o acordo de delação premiada após mentir ao juiz Sérgio Moro. Além de Moura, foram pedido as transferências de Flávio Henrique de Oliveira Macedo e Eduardo Aparecido de Meira. Os dois são sócios da Construtora Credencial e foram presos na 30ª fase de Lava-Jato, que investiga um esquema de propina em contratos de fornecimento de tubos para Petrobras. As transferências dos presos já foram autorizadas nesta quarta-feira pelo juiz Sérgio Moro. Os investigadores afirmam que as empresas Apolo Tubulars e a Confab fizeram contratos fictícios com a construtora Credencial para realizar o repasse da propina. Entre 2008 e 2013, as duas fornecedoras de tubos fecharam contratos que somam R$ 5 bilhões com a Petrobras. Para a força-tarefa, a propina chegou a R$ 40 milhões. Segundo as investigações da Polícia Federal, o bandido petista mensaleiro e ex-ministro José Dirceu também participava do esquema. Os investigadores descobriram que a construtora Credencial, a empresa de fachada, pagou R$ 170 mil para a consultoria do bandido petista José Dirceu. José Dirceu está preso, condenado a mais de 23 anos de cadeia. Moura também é ligado ao ex-ministro petista. O lobista recebeu pelo menos R$ 5 milhões em propina e atuou na indicação de cargos comissionados na Petrobras ao lado de José Dirceu. Em 22 de janeiro, ao ser ouvido por Moro, o lobista negou que tivesse lido o acordo antes de assiná-lo e disse que não recebeu de José Dirceu uma recomendação para deixar o País quando estourou o escândalo do Mensalão do PT. Seis dias depois, Fernando Moura voltou atrás após ser alertado que poderia perder os benefícios que recebera por causa da delação premiada, como o direito de responder ao processo em liberdade. Ao se retratar, disse que sofreu uma "ameaça velada" para mudar seu testemunho. No dia 28, ele disse novamente que recebeu uma dica para viver no Exterior durante o processo do Mensalão do PT. Fernando Moura foi o primeiro delator a perder a a colaboração. Ele está condenado a mais de 16 anos de prisão. Vai aprender a dureza da cana. 

Juiz federal Sérgio Moro será o primeiro a ser ouvido na comissão especial do projeto de combate à corrupção


O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato, será o primeiro a ser ouvido pela comissão especial criada na Câmara para elaborar projetos de combate à corrupção, baseada no pacote de dez medidas contra a corrupção entregues à Casa pelo Ministério Público. Segundo o relator da comissão, deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), as propostas do pacote vão mexer em 29 leis diferentes sobre o tema. "Daremos prioridade para as propostas das dez medidas, que mexem em 29 legislações diferentes", disse ele. Moro comparecerá à Câmara no dia 4 de agosto, mesmo dia da votação, na Comissão do Impeachment no Senado, do parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) sobre o processo de impeachment da mulher sapiens petista Dilma Rousseff. Cinco dias depois, em 9 de agosto, será a vez da oitiva do procurador Deltan Dallagnol, que coordena a força-tarefa da Lava-Jato. Outra data também importante no Senado, quando o parecer será votado no plenário da Casa. O relator e o deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA), presidente da comissão especial, estiveram em Curitiba na segunda-feira com Moro, e em seguida se reuniram com toda a equipe de procuradores da operação. Lorenzoni admitiu que, após o encontro, foram superados "atritinhos" existentes entre os membros do Ministério Público e deputados. Na última vez que esteve na Câmara, Dallagnol ouviu apelos do deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, de que nada tinha a ver com o "réu confesso". "Quando os procuradores trouxeram o pacote tiveram alguns atritinhos com deputados. Mas isso está superado, vamos trabalhar de forma cooperativa", disse Onyx Lorenzoni. A comissão, que vai apresentar o cronograma de trabalhos na terça-feira logo após a volta do recesso, vai trabalhar às segundas e terças-feiras. O trabalho ficará concentrado em Brasília, mas também haverá audiências de deputados nos Estados. Vão participar do debate na comissão, segundo o deputado Onyx Lorenzoni, mais de trinta instituições, entre juízes federais, integrantes da OAB nacional, do Tribunal de Contas da União e da Receita Federal. "Queremos fazer com que a corrupção seja algo isolado numa sociedade, estimulando a cultura do combate à corrupção. A Câmara está devendo uma resposta à sociedade. Quando um projeto chega aqui com mais de 2 milhões de assinaturas, temos o dever de virar quantas noites forem necessárias", disse o deputado. Lorenzoni esteve na terça-feira com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e contou ter sido um pedido do próprio correligionário que ele apresente o relatório no final de outubro ou início de novembro. O relator quer votar as medidas no plenário também em novembro. A idéia é ter todos os projetos aprovados até o dia 9 de dezembro, quando se comemora o Dia Internacional de Combate à Corrupção. O deputado alertou que o pacote apresentado pelo Ministério Público mexerá em 29 legislações diferentes, mas garantiu que conseguirá terminar os trabalhos a tempo. Para isso, conta com a ajuda de consultores da Câmara. Ele já pediu ao corpo técnico da Casa um estudo de legislação comparada em alguns países tidos como referência no combate à corrupção, como Canadá, Estados Unidos e Alemanha, além de um levantamento dos principais projetos na Câmara e no Senado que tratam do assunto. "Vamos tentar fazer um trabalho de fôlego. Vamos mexer e desacomodar muita gente, temos que ser firmes", garantiu Onyx Lorenzoni. 

Lula, o poderoso chefão da Orcrim PT, também não irá à abertura dos Jogos Olímpicos


O poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula também definiu que não comparecerá à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, no próximo dia 5, no Rio de Janeiro. A avaliação do petista, similar a da presidente afastada Dilma Rousseff, é de que não há “clima político” para sua presença. A decisão do ex-presidente foi confirmada por sua assessoria de imprensa e ratificada em uma série de entrevista que Lula concedeu a veículos estrangeiros nos últimos dias. Se Lula e a mulher sapiens petista Dilma comparecessem à abertura dos Jogos Olímpicos o planeta inteiro iria ver a mais solene e demorada vaia de toda a história da humanidade, transmitida ao vivo e a cores para todos os países. Na segunda-feira, 25, em entrevista à Rádio França Internacional, Dilma também afirmou que não deve comparecer ao evento. "Eu não pretendo participar da Olimpíada numa posição secundária", afirmou a mulher sapiens petista. Já o presidente em exercício, Michel Temer, que será o chefe representante na nação no evento, vai ao Rio de Janeiro neste sábado, 30, para inauguração da linha 4 do Metrô, no Jardim Oceânico. Temer deve dormir no Rio de Janeiro e, no domingo, 31, visitar a Vila Olímpica para participar da recepção aos atletas brasileiros.

PP adia decisão sobre quem apoiar na eleição à prefeitura de Porto Alegre

Reunido no início da tarde de terça-feira, o PP adiou a decisão sobre quem apoiar na eleição à prefeitura de Porto Alegre. O partido havia convocado os cem membros do diretório municipal para deliberar no voto, nesta quarta-feira, sobre o rumo eleitoral, mas a opção acabou sendo por esticar o prazo. Agora, a definição interna ocorrerá na próxima segunda-feira, dia 1º de agosto. O motivo do adiamento é pragmático. A legenda quer pressionar o atual vice-prefeito, pré-candidato do PMDB à prefeitura, a ceder a vaga de vice na chapa ao PP. Os outros três pré-candidatos que disputam o apoio do partido, Maurício Dziedricki (PTB), Vieira da Cunha (PDT) e Nelson Marchezan (PSDB), já acenaram positivamente ao pleito do PP de ocupar a posição de vice. "Vamos fazer uma segunda rodada de conversas com todos os partidos. O que falta decidir é a questão do vice. Queremos indicar o Gustavo Paim ou o Raul Cohen", diz o vereador Kevin Krieger, presidente do PP de Porto Alegre, citando os nomes da legenda para a chapa majoritária. Gustavo Paim e Raul Cohen são supremos desconhecidos, ninguém sabe quem são e o que fizeram ou fazem. Umas inutilidades absolutas em uma chapa. Paim é advogado e Cohen foi secretário municipal de Acessibilidade e Inclusão Social, o que tem importância zero. 

Avó da Praça de Maio continua na busca de filhos de presos políticos roubados pela ditadura militar


Com quase 97 anos, Rosa Tarlovsky de Roisinblit ainda acredita em ver condenados os acusados pelo desaparecimento de sua filha e seu genro durante a ditadura militar na Argentina, cujo bebê roubado é um dos 120 recuperados pelas Avós da Praça de Maio. Roisinblit, vice-presidente dessa organização, orgulha-se por ter levado ao banco dos réus o general-de-brigada aposentado Omar Graffigna, de 90 anos, um dos ex-comandantes da Força Aérea durante a ditadura militar (1976-1983), junto com os que sequestraram seu neto. "Estou muito emocionada porque finalmente o caso está se resolvendo. Olhem quantos anos se passaram e agora se chega à verdade", disse Roisinblit em seu modesto apartamento localizado a 50 metros do Congresso argentino. Ela relembra que começou "a querela contra o Estado em 1979, e agora se somaram meus netos. Sei que vamos ganhar", confiou com voz firme de ligeiro sotaque russo. Graffigna, que foi absolvido no histórico Julgamento das Juntas de 1985, enfrenta agora a justiça pelo desaparecimento de Patricia Roisinblit e seu marido, José Pérez Rojo, militantes da organização terrorista peronista Montoneros. Ambos foram sequestrados no dia 6 de outubro de 1978 com sua filha Mariana de 1 ano e 3 meses, que foi devolvida à família. Mas Patricia estava grávida de 8 meses. Eles foram colocados na Regional de Inteligência de Buenos Aires (Riba) de Morón (periferia oeste), que dependia da Força Aérea. No parto a jovem foi transferida para o centro clandestino de detenção da Escola de Mecânica da Armada (Esma) e, dias depois de dar à luz em condições sub-humanas em um porão, teve seu bebê roubado. Rosa foi obstetra em sua juventude. "Vi Graffigna no julgamento. Vejo-o como um velho que vai negar tudo, mas eu sei que é verdade pelo que eu o acuso", disse Roisinblit. Um problema nas pernas tem a impedido de ir à Casa das Avós, como fez diariamente durante os últimos 39 anos, e a assistir todos as audiências do julgamento, mais um nesse país que ainda não fechou a ferida de uma ditadura que deixou dezenas de milhares de desaparecidos. Junto com Graffigna são julgados pelo caso o ex-agente civil da Aeronáutica, Francisco Gómez, já condenado como sequestrador de seu neto, e o ex-chefe do Riba, Luis Trillo.  "Dor sempre haverá, essa ferida não cura nunca... Mas dizer que vou parar? Não, nunca vou parar", assegura Rosa, que nasceu no dia 19 de agosto de 1919 em Moises Ville, um povoado de imigrantes judeus no campo de Santa Fe, onde seu pai chegou criança "fugindo da perseguição czarista", disse. O neto de Rosa, que "viveu 21 anos sem saber que era filho de desaparecidos", hoje recuperou sua identidade e leva o sobrenome de seus dois pais, ainda que tenha escolhido mantido Guillermo, como foi chamado sempre. A vida de Guillermo deu uma reviravolta no dia 27 de abril de 2000 quando uma jovem se apresentou em seu trabalho e lhe disse: "Olá, sou Mariana, filha de desaparecidos, e procuro meu irmão que pode ser você". Ele se aproximou das Avós e o teste de DNA foi definitivo: Mariana era sua irmã e hoje este homem corpulento de 37 anos é Guillermo Rodolfo Pérez Roisinblit. Ambos foram testemunhas no julgamento. "Contra a verdade não há nada o que fazer. Não se pode lutar contra ela", afirma sua avó ao admitir que a relação nem sempre foi fácil. "No início o reencontro foi poético", relembra Rosa, mas depois Guillermo ficou com raiva quando seus sequestradores foram julgados e condenados. Para Rosa não havia outra opção além da justiça: o sequestraram, registraram como próprio, fraudaram uma certidão de nascimento e mentiram. Só o tempo permitiu a reconciliação. "Agora me chama de 'baba' (avó). É um bom menino", diz ela sobre Guillermo, pai de três filhos. "Como pode ser uma pessoa tão boa se foi criada por um repressor?", pergunta-se Rosa, e logo responde: "é que tem os genes". "Nós lutamos, mas os heróis são nossos filhos que se levantaram contra uma ditadura feroz e deram a vida por um país melhor", sustenta. Esse é um erro, os filhos dela e das outras avós não foram heróis, foram terroristas que ajudaram a jogar a Argentina no mais negro episódio de sua história. A Argentina ainda purga os crimes cometidos pelos militares, é preciso um dia purgar os crimes cometidos por terroristas comunistas peronistas, como aqueles das organizações Montoneros e ERP.

BTG anuncia ex-ministro Nelson Jobim como sócio e membro do Conselho de Administração


Nelson Azevedo Jobim, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, foi anunciado, nesta terça-feira, como sócio do banco BTG Pactual. Jobim será ainda membro do Conselho de Administração, responsável por Relações Institucionais e Políticas de Compliance. Assim, Jobim deixa de ser defensor de empresários e empreiteiras propineiras, investigadas na Operação Lava Jato, para se tornar sócio de banqueiro denunciado por corrupção, formação de quadrilha e obstrução de investigação judicial. É um passo e tanto. Completa uma biografia. O presidente do Conselho de Administração do BTG Pactual, Pérsio Arida, disse que a chegada de Nelson Jobim significa "um passo em direção ao aprimoramento da gestão do BTG", assim como um aprimoramento da governança corporativa do banco. "Estou certo de que ele terá uma contribuição extremamente relevante em todas as nossas áreas de negócios", afirma o copresidente do BTG, Roberto Sallouti. Em novembro, a Procuradoria-Geral da República apreendeu, no âmbito da Operação Lava-Jato, uma anotação que indica que o banco BTG Pactual pagou R$ 45 milhões ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A transação seria para atender um interesse de André Esteves, que comandava o banco na época, em uma emenda provisória. A anotação está descrita no pedido da Procuradoria Geral da República para manter o assessor e Esteves presos por tempo indeterminado, o que foi aceito pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, no domingo. O texto foi encontrado por policiais federais na casa de Diogo Ferreira, chefe do senador Delcídio Amaral (PT-MS). A anotação seria parte de um roteiro de Delcídio para tentar soltar o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, a mando do poderoso chefão Lula, para que ele não fizesse delação premiada. "Em troca de uma emenda à medida provisória nº 608, o BTG Pactual, proprietário da massa falida do banco Bamerindus, o qual estava interessado em utilizar os créditos fiscais de tal massa, pagou ao deputado federal Eduardo Cunha a quantia de 45 milhões de reais", diz o texto. "Esse valor também possuía como destinatário outros parlamentares do PMDB", prossegue a descrição. Essa Medida Provisória, aprovada no Congresso em 2013, trata de operações bancárias. Um dos seus artigos pode ter beneficiado o BTG Pactual.

Governo Sartori vai demorar mais tempo para pagar os salários integrais do funcionalismo gaúcho


Os salários dos servidores do Executivo gaúcho serão parcelados pelo sexto mês consecutivo. A primeira parcela da folha de julho será depositada neste dia 29. O cronograma de pagamento ainda não foi divulgado pela Secretaria da Fazenda. Técnicos afirmaram que o Estado deve levar mais tempo para quitar os valores. A projeção é de que os últimos depósitos ocorrerão até o dia 19 do mês que vem. "É aquilo que já prevíamos, a situação financeira se agravou", disse um técnico da Fazenda. O número de parcelas e o valor que será pago em dia ainda não foi definido. No entanto, já está determinado que o valor será menor do que no mês passado, quando os servidores receberam até R$ 3 mil por vínculo e tiveram os vencimentos pagos totalmente no dia 12 do mês seguinte. O custo líquido da folha do Executivo é de aproximadamente R$ 1 bilhão.

Operador ligado a Eduardo Cunha será transferido para presídio da Papuda


O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, determinou nesta quarta-feira (27) a transferência do corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro, preso no último dia 1º, para o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. Desde sua prisão, Funaro estava sendo mantido em uma carceragem da Polícia Federal. Sua defesa reclamava que isso restringia as visitas dos advogados e também de familiares e, por isso, pediu ao Supremo a transferência. Em sua decisão, Lewandowski escreveu que o cenário da carceragem onde Funaro estava era "francamente atentatório aos mais elementares direitos que a Constituição Federal assegura aos presos, nomeadamente, o respeito à sua integridade física e moral". Para Lewandowski, o quadro justifica a sua decisão durante o recesso do Supremo para que "seja resguardada a higidez corporal e psíquica" do preso. Ainda não há um prazo para a Polícia Federal operacionalizar a transferência, mas deve ocorrer ainda nesta semana. Funaro foi preso preventivamente a pedido da Procuradoria-Geral da República, sob acusação de participar de um esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal em parceria com o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Impasse sobre Venezuela deixará Mercosul sem chefia a partir do dia 1º


O Mercosul ficará acéfalo a partir desta segunda-feira (1º). O Uruguai, presidente de turno do bloco, anuncia que entregará a Presidência para a Venezuela, à qual caberia o comando neste segundo semestre. Mas Brasil e Paraguai não aceitam a transferência. Como as decisões têm que ser tomadas por consenso, a objeção de Paraguai e Brasil impede a transferência para a Venezuela. Logo, o grupo ficará acéfalo, o que prejudica todo o seu funcionamento e acentua as tensões internas, evidentes desde que começaram as infrutíferas negociações para a transferência da Presidência. Tensões tão fortes que o Uruguai decidiu cancelar a reunião de chanceleres que ele próprio convocara para este sábado (30), sempre com a intenção de seguir a regra que determina a transferência da Presidência para o país seguinte na ordem alfabética, ou seja, a Venezuela. O próximo momento em que a tensão ficará à luz do dia será no dia 12 de agosto: nessa data, completam-se os quatro anos da adesão da Venezuela, prazo concedido para que ela se adaptasse a um conjunto enorme de regras do bloco. Entre elas, o vital Protocolo de Assunção, que trata do respeito e proteção dos direitos humanos. Brasil e Paraguai (e, antes deles, a Argentina, tão logo Mauricio Macri assumiu) dizem que a manutenção de presos políticos é um evidente desrespeito aos direitos humanos, embora a Argentina tenha posteriormente suavizado sua posição, para não prejudicar a candidatura de sua chanceler, Susana Malcorra, à secretaria-geral das Nações Unidas. O que acontece se se constatar, como é inevitável, que a Venezuela não cumpriu todas as regras com as quais se comprometeu? Uma hipótese extrema seria suspendê-la do bloco, até que se adapte integralmente ao ordenamento jurídico do Mercosul. Expulsá-la, outra hipótese ainda mais extrema, é complicado porque exige a concordância não só dos membros plenos (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além da Venezuela) como dos associados, entre os quais aliados do "bolivarianismo", como Equador e Bolívia. A hipótese mais suave seria simplesmente passar a Presidência do bloco para o país seguinte na ordem alfabética (Argentina), até que a Venezuela se adapte às regras. Todas essas possibilidades são complicadas pelo fato de que o Mercosul exige consenso para esse tipo de decisões. Com a colisão frontal entre Venezuela, de um lado, e pelo menos Brasil e Paraguai do outro, as chances maiores são de que a acefalia se prolongue.

Terrorista islâmico e ex-preso de Guantánamo que tentou entrar no Brasil é preso na Venezuela


O terrorista islâmico sírio Jihad Diyab, ex-prisioneiro de Guantánamo e que estava desaparecido havia pouco mais de um mês, após desaparecer do Uruguai, foi detido nesta terça-feira (26) pelo Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional da Venezuela, o Sebin. O motivo ainda não foi revelado pelo governo venezuelano. Ele portava um passaporte para refugiados emitido pelo Uruguai, uma carteira de identidade daquele país e uma caixa de remédios. 


No momento da prisão em solo venezuelano, Diyab aparentava estar debilitado, se locomovendo com a ajuda de muletas e bastante magro. Ele ficou conhecido das autoridades brasileiras depois de tentar entrar no Brasil em pelo menos duas ocasiões. Ainda não se sabe como o sírio chegou à Venezuela. A agência russa de notícias Sputnik sustenta, porém, que ele foi de ônibus e, no trajeto, passou pelo Brasil. A Polícia Federal negou essa informação. Diyab foi capturado em 2002, no Paquistão, por suspeitas de ligação com a rede terrorista Al Qaeda. Passou 12 anos preso em Guantánamo e, em 2014, recebeu autorização para viver no Uruguai, junto com outros cinco ex-prisioneiros. Pouco após a divulgação de que ele estava desaparecido, autoridades uruguaias chegaram a informar que Diyab havia cruzado a fronteira com o Brasil, mas não há registro da entrada dele. Um representante da Polícia Federal disse que o sírio foi barrado no posto de controle da cidade de Chuí, no Rio Grande do Sul, separada apenas por uma avenida do município de Chuy, no norte do Uruguai. Em pelo menos uma das duas tentativas o ex-prisioneiro teria sido barrado porque o nome dele ainda constava na lista internacional de suspeitos de ligação com o terrorismo. Na época, ele alegou que faria uma palestra no Brasil. Diyab foi o ex-prisioneiro de Guantánamo que chegou ao Uruguai mais debilitado, após ter feito uma longa greve de fome na prisão americana para terroristas islâmicos. Na ocasião, o sírio foi submetido a alimentação forçada, por meio de sondas, na prisão – o que fez com que seus advogados entrassem com um processo contra o governo americano. Tanto a Polícia Federal quanto o Ministério da Justiça brasileiros foram comunicados sobre a prisão de Diyab na tarde desta quarta-feira. 

Ministério do Trabalho encontra 630 trabalhadores sem registro em carteira e multa a organização da Olimpíada

Em mais um capítulo da série vila olímpica e seus problemas, o Ministério do Trabalho encontrou 630 trabalhadores sem registro em carteira em uma blitz feita na tarde de quarta-feira (27) na Vila Olímpica do Rio de Janeiro. Todos os funcionários estavam trabalhando em obras emergenciais, que começaram no último sábado (23), depois da abertura oficial do condomínio de alto padrão onde estão sendo abrigadas todas as delegações olímpicas que chegam ao Rio de Janeiro para os jogos.


Várias delegações encontraram problemas de acabamento nos apartamentos que depois dos jogos vão ser todos comercializados, além de vazamentos e falta de energia. A autuação, encaminhada ao comitê organizador dos jogos e as empresas terceirizadas contratadas para fazer os reparos pode render uma multa total de R$ 315 mil. São R$ 500,00 para cada trabalhador em situação irregular. Os autuados podem recorrer. Segundo o auditor fiscal Hércules Terra, a vistoria também detectou outros graves problemas trabalhistas. Entre eles, pessoas cumprindo uma jornada de 23 horas. "Os registros mostram pontos assinados das 7 horas de um dia até 6 horas do dia seguinte", disse Terra, que também reclamou da falta de empenho do comitê de entregar toda a documentação dos funcionários pedida pelos auditores. Filas grandes para as refeições também são problemas segundo o grupo de fiscais. "O trabalhador está ficando 40 minutos na fila da refeição. Depois que ele entra, ele tem só 20 minutos para comer e voltar correndo ao trabalho", afirma Terra. O imbróglio entre o ministério do trabalho e o comitê é apenas mais um capítulo da tumultuada abertura oficial da Vila Olímpica, na Barra da Tijuca, ao lado do Riocentro, na zona oeste do Rio de Janeiro. O próprio prefeito Eduardo Paes (PMDB) admitiu novamente nesta terça-feira ter sido surpreendido pela quantidade enorme de problemas nos apartamentos dos atletas. Tudo começou no sábado, quando os primeiros atletas chegaram. Paes colocou a culpa no comitê organizador local que não teria feito as vistorias necessárias. "São muitos apartamentos. Realmente faltou checar todos eles", reconheceu o prefeito carioca nesta terça-feira (26). 

TCU denuncia BNDES e seu fundo de pensão à polícia por desvio de recursos



O Tribunal de Contas da União encaminhará denúncia à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal para investigação de peculato, desvio de recursos praticado por funcionário público, de servidores do BNDES e do fundo de pensão dos servidores do banco, o Fapes. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (27) pelo plenário do órgão após análise de um recurso do banco e do fundo de pensão para que fosse modificada uma decisão anterior do TCU que apontou as irregularidades no repasse de recursos da instituição ao fundo. "O BNDES, por meio de atos de seus dirigentes, fundado em 'pareceres', praticou o mais lídimo exemplo de patrimonialismo, caracterizado pelo desvio e apropriação do patrimônio público em benefício do grupo estatutariamente encarregado de sua gestão e dos demais empregados da entidade e beneficiários do seu fundo de previdência complementar", afirmou o relator, Walton Alencar Rodrigues. O Tribunal de Contas da União entendeu que houve um aumento irregular dos salários dos servidores e aposentados do BNDES e o banco aceitou cobrir sozinho o déficit atuarial do fundo de pensão, também de forma irregular, fazendo depósitos entre 2009 e 2010. De acordo com o relatório, os valores desviados do banco para o fundo dos servidores chegam a R$ 921 milhões atualmente. Walton afirma que os aumentos de salários no banco levaram os valores dos vencimentos dos cerca de 2 mil servidores a "patamar sem paradigma em todo o mundo civilizado" e que "vantagens que seriam específicas de uma leva muito pequena de dirigentes, de excepcional capacitação, para todos os empregados da empresa pública". Os valores, contudo, não são informados no relatório. Por causa desse aumento houve desequilíbrio entre as receitas do fundo e as despesas que ele deveria pagar no futuro aos aposentados. Quando isso ocorre, a empresa e os funcionários têm que enviar mais recursos ao fundo. Mas só o banco colocou dinheiro. A denúncia da irregularidade foi feita pela Previc, setor do governo que fiscaliza fundos de pensão. No processo original, ex-diretores do banco estão sendo ouvidos para saber quem são os responsáveis pelo atos irregulares e eles poderão ser punidos até com a devolução do dinheiro. O ministro Walton Alencar disse que ouviu funcionários do banco antes de tomar a decisão e alguns servidores chegaram a se dizer "enojados" com os valores que os funcionários estavam recebendo por causa das mudanças remuneratórias. "Não pode ser uma remuneração de um potentado produtor de petróleo", disse o ministro que determinou também uma fiscalização sobre os vencimentos dos servidores do banco, alegando que eles não têm transparência. Walton lembrou que a maioria dos recursos do banco são provenientes de fundos públicos, sejam do Tesouro Nacional ou do FAT, e que, por isso, o banco tem que se submeter a regras de transparência e remuneração adequadas. Para ele, as remunerações elevadas só são possíveis devido aos recursos "amplamente subsidiados" recebidos pelo banco.

A comunista Hillary Clinton é proclamada candidata democrata à presidência dos Estados Unidos


A Convenção Nacional do Partido Democrata proclamou nesta terça-feira a comunista Hillary Clinton como sua candidata à presidência nas eleições de novembro nos Estados Unidos. A ex-secretária de Estado superou o número necessário de votos dos delegados para ser declarada candidata à presidência, tornando-se a primeira candidata à Casa Branca por um dos dois grandes partidos dos Estados Unidos. Nas eleições de novembro, Hillary Clinton e seu candidato à vice, o senador Tim Kaine, enfrentarão o candidato conservador Donald Trump, que há uma semana foi proclamado candidato do Partido Republicano. Após confirmar sua indicação na Convenção que se realiza na Filadelfia, Hillary Clinton tem agora a missão de unificar o partido, em meio às denúncias de sabotagem contra seu principal adversário na disputa interna, o senador Bernie Sanders. Na véspera, Sanders realizou um dramático apelo à unidade partidária para garantir a vitória de Clinton e impedir que Trump chegue à Casa Branca, mas foi vaiado por seus correligionários. Hillary Clinton é uma seguidora desde a juventude do teórico comunista americano Saul Allinsky, autor do livro "Rules for radicals", uma espécie de bíblia dos comunistas americanos. Ela escreve uma tese de 92 páginas sobre a teoria dele em sua trabalho de formatura na universidade.