quinta-feira, 16 de junho de 2016

Deputada britânica é assassinada na rua a facada e balaço à véspera de plebiscito


A deputada britânica trabalhista Jo Cox foi assassinada nesta quinta-feira após ser baleada e esfaqueada em um ataque na cidade de Birstall, perto de Leeds. Ela iria completar 42 anos na próxima quarta-feira. Um suspeito foi preso. As autoridades não confirmaram relatos de que o agressor teria gritado "Reino Unido antes" (Britain First) em possível referência ao referendo pela saída da União Européia ou a um partido de extrema-direita britânico. Após o ataque, atos de campanha do referendo foram suspensos. O responsável pela agressão foi identificado como Thomas Mair, de 52 anos. Segundo o irmão, ele teria um histórico de problemas mentais. Jo Cox estava nas escadas da biblioteca da cidade quando foi atacada, após participar de um evento no local. Uma pessoa contou ter visto a deputada caída e sangrando perto dos degraus. Ainda na cena do crime, a mulher foi declarada morta por um paramédico. "Ele estava lutando com ela, então a arma disparou duas vezes e ela caiu entre dois carros. Eu fui até lá e ela estava sangrando no chão", relatou uma testemunha. Outras pessoas contaram que houve uma discussão antes dos tiros, que, segundo relatos, podem ter atingido a cabeça de Jo Cox. Um homem de 77 anos também ficou ferido no ataque. "Havia um sujeito que estava muito irritado e um outro com um boné de beisebol que estava tentando controlá-lo. De repente, o homem de boné puxou uma arma da bolsa", contou Hithem Ben Abdallah, que estava em um café próximo. O homem teria dado um passo para trás e a deputada teria se envolvido na confusão, contou Abdallah. Ainda não estão claras as motivações do ataque. Algumas testemunhas afirmam que o agressor gritou "Reino Unido antes" ("Britain First") ao atacar Jo Cox. "Ele a estava atacando com uma faca em múltiplos golpes enquanto gritava 'Britain First, Britain First, Britain First", relatou uma testemunha. A expressão ("Britain First") é o nome de um partido nacionalista de extrema-direita, que defende políticas anti-imigração. Além disso, "Britain first" é o slogan dos que defendem a saída do Reino Unido da União Européia. O país terá um referendo na próxima quinta-feira sobre a permanência no bloco europeu. "Estamos extremamente chocados de ver estes relatos e empenhados em confirmá-los porque, é claro, por enquanto são apenas boatos. Isto acabou de chegar ao nosso conhecimento e não é o tipo de comportamento que toleraríamos", disse Jayda Fransen, líder do partido Britain First. A deputada foi levada em um helicóptero para o Leeds General Infirmary. Jo Cox, de 41 anos, foi eleita no ano passado pelo Partido Trabalhista. Em entrevista coletiva, autoridades britânicas disseram que trabalham para entender o motivo do crime. A polícia não está procurando outras pessoas que possam estar ligadas ao caso e acredita que este seja um episódio isolado. 


Recentemente, Jo Cox defendeu a permanência do Reino Unido na União Européia. Ela pediu que os britânicos votassem contra o Brexit (abreviação de British Exit, que significa “Saída Britânica” em inglês), no referendo da próxima semana. Na véspera do ataque, participou de uma "uma batalha no Tâmisa", com barcos das campanhas a favor e contra a saída. "A imigração é uma preocupação legítima, mas não é uma boa razão para deixar a União Européia", escreveu recentemente Jo Cox em seu Twitter. Boris Johnson, o ex-prefeito de Londres que defende a saída da União Européia, disse que estava suspendendo a campanha volante em East Anglia em respeito à morte da deputada, ao lado de outros membros do grupo. Representantes da campanha pela permanência do país no bloco também suspenderam suas atividades pelo resto do dia. No Parlamento, Jo Cox era conhecida por ter ido contra o líder dos trabalhistas, Jeremy Corbyn, ao defender uma ação britânica na Síria: "Síria é o teste de nossa geração, nossa responsabilidade", havia dito ela. No Twitter, Corbyn expressou choque com o ataque: "Toda a família do Partido Trabalho, na verdade todo o país, estão em choque e tristes com o assassinato horrível de Jo Cox". O primeiro-ministro britânico, David Cameron, por sua vez, disse à BBC que o Reino Unido "perdeu uma estrela".

Presidente colombiano diz que organização narcoterrorista Farc está pronta para guerra urbana se acordo de paz fracassar

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse nesta quinta-feira (16) que as Farc (organização narco-terrorista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) estão prontas para uma guerra urbana caso o acordo de paz não seja aprovado em referendo. O pacto final das negociações entre o narcoterrorismo e o governo deve sair nos próximos meses, mas sua ratificação deve ser feita em consulta popular. Santos é um dos principais defensores do "sim" ao documento.


Em reunião do Fórum Econômico Mundial para a América Latina, em Medellín, ele voltou suas críticas aos adversários do referendo, especialmente seu ex-aliado, o ex-presidente Álvaro Uribe, o qual emparedou o narcoterrorismo com seu decidido combate a essa organização comunista e traficante de cocaína. "Temos informação abrangente de que eles estão preparados para voltar à guerra e à guerra urbana, mais destruidora que a rural. Se não há aprovação no plebiscito, voltamos à guerra. Simples assim", disse. Evidentemente, Juan Manuel Santos está fazendo terrorismo também contra a população colombiana, que é totalmente contra o terrorismo dos narcotraficantes das Farc. Questionado sobre Uribe, Santos disse que o acordo de paz a ser assinado com as Farc "não é exclusivamente meu" e que tentou incorporar "todos os partidos políticos e organizações" nas negociações desde seu início, em 2012. "Os partidos de oposição também apóiam a paz. O único que ficou de fora por vontade deles foi o partido do presidente Uribe (o Centro Democrático), ao qual foram feitas ofertas de todo o tipo", disse:. "Pediria a todos os que têm que deixar as botas para pedir votos que se apressem, porque é verdade que administrar a paz sempre é mais complicado que administrar a guerra". Durante seu pronunciamento no fórum, ele voltou a dizer que os diálogos de paz deverão ser concluídos nas próximas semanas, faltando apenas o ponto do desarmamento e da desmobilização de guerrilheiros narcotraficantes. Segundo Juan Manuel Santos, estes pontos deverão ser acertados nos próximos dias. A questão é o principal motivo para que as negociações, inicialmente previstas para terminar em 23 de março, atrasassem. A celebração do plebiscito depende de autorização da Corte Constitucional, que ainda não decidiu se o acordo de paz deve ser incluído na Constituição, como foi pedido pelas duas partes da negociação em maio. Pela proposta aprovada no mês passado, o acordo de paz fará parte de uma emenda constitucional e de uma resolução da ONU. Dessa forma, se um futuro governo quiser derrubá-lo, poderá ser alvo de sanções da organização. Diante da proposta, Uribe e seu partido lançaram uma "resistência civil" contra o acordo, começando com a coleta de assinaturas pelo "não" à consulta e à emenda constitucional.

Banco Central projeta inflação de 4,5% para 2017, dentro da meta

 

O Banco Central informou nesta quinta-feira que a projeção para a inflação do próximo convergiu para a meta. Nas contas da autarquia, a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) alcançou o objetivo de 4,5%. No entanto, a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta quinta-feira, reafirma que ainda é cedo para começar a cortar os juros porque a inflação permanece em um patamar alto. Os exercícios feitos pelos técnicos do Banco Central mostram que, se a Selic fosse mantida no patamar atual e o dólar continuasse na casa dos R$ 3,60, a inflação para este ano aumentaria, mas — no fim do próximo ano — a taxa chegaria exatamente na meta. “Já para 2017, houve redução da projeção no cenário de referência, que atinge a meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)”, diz o documento. Mesmo com perspectivas melhores, o Banco Central ainda acha cedo para começar a cotar do juros básicos, que estão em 14,25% ao ano. A inflação nos últimos 12 meses está em 9,32%: mais que o dobro da meta. “O Comitê ressalta que, apesar dos avanços no combate à inflação, há incertezas associadas ao balanço de riscos, notadamente relacionadas ao gradual processo de recuperação dos resultados fiscais, e que o processo de realinhamento de preços relativos mostrou-se mais demorado e mais intenso que o previsto. Adicionalmente, que remanescem incertezas em relação ao comportamento da economia mundial”, diz o documento, que completa: “Nesse contexto, o Comitê reitera que adotará as medidas necessárias de forma a assegurar o cumprimento dos objetivos do regime de metas, ou seja, circunscrever a inflação aos limites estabelecidos pelo CMN, em 2016, e fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017. Nesse contexto, ressalta que o cenário central não permite trabalhar com a hipótese de flexibilização das condições monetárias”. Entre os motivos para a inflação estar elevada e resistente o Copom incluiu “choques temporários de alimentos” e também as incertezas em relação às perspectivas para a economia dos Estados Unidos. Mais uma vez, o Copom culpou a indefinição fiscal pela desancoragem da inflação de 2016 e reafirmou que esse é o maior risco para o controle de preços. No entanto, mudou o que disse sobre a política fiscal na ata de abril. O comitê retirou o trecho que diz que a situação das contas públicas “contribui para acentuar a percepção negativa sobre o ambiente macro econômico, além de impactar negativamente as expectativas de inflação”. O Copom reitera que o cenário central para a inflação leva em conta a materialização das trajetórias recentemente anunciadas para as variáveis fiscais. Ou seja, o rombo de R$ 170 bilhões para este ano e a promessa de transparência, pagamento de pedaladas e também compromisso de não alterar a meta fiscal. “Ressalte-se a importância de se garantir uma trajetória de resultados primários que permita a estabilização e a posterior redução do endividamento público em relação ao PIB, medida crucial para reforçar a percepção positiva sobre o ambiente econômico, para melhorar a confiança dos agentes e para contribuir para a ancoragem das expectativas de inflação”, incluíram os diretores no texto. De acordo com os economistas, entretanto, a recessão econômica, a alta do desemprego e queda do consumo tende a frear os preços daqui para frente. A troca de comando do Banco Central aumenta essa expectativa. O novo presidente, Ilan Goldfajn, defende a volta do tripé econômico: inflação controlada, política fiscal austera e câmbio flutuante. “Dada a profundidade incomum, amplitude e duração da contração econômica, e o fato de que as condições financeiras globais são bastante restritivas, a inflação começa a ser controlada. Esperamos que o Banco Central flexibilize os juros antes o fim do ano em curso”, ressaltou o economista-chefe para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos: “A expectativa de que a administração Temer poderia mostrar progressos tangíveis em termos de consolidação orçamental a curto e médio prazo poderia ajudar a ancorar o Real e melhorar as expectativas de inflação. Isso poderia dar ao banco central liberdade para calibrar a política monetária em um nível menos restritiva". 

Erenice, ex-ministra e amigona de Dilma, será convocada pela CPI do Carf

A CPI do Carf aprovou nesta quinta-feira a convocação da ex-ministra de Dilma, Erenice Guerra, investigada atualmente na Operação Zelotes e na Lava Jato, e também do empresário Walter Faria, do grupo Petrópolis. Erenice deve explicar aos parlamentares sua relação com o advogado José Ricardo da Silva, ex-conselheiro do Carf preso na Zelotes sob suspeita de corrupção no Conselho. Em depoimento à Justiça, ele admitiu que seu escritório atendia casos de recursos ao Carf, mesmo sendo ele conselheiro do órgão. Além da convocação da dupla, a CPI também aprovou a quebra de sigilo do escritório de advogados da ex-titular da Casa Civil – o Guerra Advogados Associados – e do grupo Caoa. Além disso, autorizou as convocações dos empresários Victor Sandri, da Cimentos Penha; Eduardo Ramos, da Mitsubishi; e Carlos Alberto de Oliveira Andrade, da Caoa.

Nova baixa no governo Temer, cai o ministro do Turismo

A Presidência da República informou nesta quinta-feira que o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pediu demissão do cargo. Alvo da Operação Lava Jato, ele foi citado na delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, como beneficiário do esquema de corrupção da Petrobras. É o terceiro ministro do Temer a cair em pouco mais de um mês. A assessoria de Temer divulgou a demissão durante uma cerimônia do presidente com o ministro da Educação, Mendonça Filho. No início de junho, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, já havia dito, em entrevistas, que o envolvimento de Henrique Eduardo Alves no esquema de corrupção na Petrobras “constrangia o governo”. Foi o sinal. Na ocasião, ele disse que Temer deixou claro aos seus ministros que não se furtaria a demitir quem fosse emparedado nas investigações.

Temer eleva o tom e diz que acusações de Sérgio Machado são "levianas e criminosas"

Visivelmente irritado, o presidente interino, Michel Temer (PMDB), fez um pronunciamento a jornalistas nesta quinta-feira para rebater a acusação do delator da Operação Lava Jato Sérgio Machado - ex-presidente da Transpetro, ele afirmou que combinou com Temer doação de recursos ilícitos para campanha eleitoral em 2012. Temer reagiu: "A manifestação é irresponsável, leviana, mentirosa e criminosa do cidadão Sérgio Machado". Temer reconheceu, no entanto, que a acusação embaraça o governo provisório, no momento em que tenta emplacar projetos de ajuste fiscal.  O presidente interino subiu o tom em relação à nota publicada na véspera, na qual dizia que a acusação era "absolutamente inverídica" e assumiu ter um relacionamento "formal e sem nenhuma proximidade" com o delator. Na colaboração premiada, Sérgio Machado declarou o repasse de 1,5 milhão de reais da Queiroz Galvão, dissimulado como doação oficial à campanha do "menino" - referência ao então candidato peemedebista a prefeito de São Paulo Gabriel Chalita, hoje no PDT e rompido politicamente com Temer. "Eu falo, em primeiro lugar como homem, como ser humano, para dizer que nossa honorabilidade está acima de qualquer função ou tarefa pública que exerça no momento ou venha a exercer. Ao falar como ser humano, quero me dirigir à minha família, aos muitos amigos e conhecidos que tenho no Brasil e ao povo brasileiro para dizer que não deixarei passar em branco essas afirmações levianas que acabei de mencionar", disse o presidente interino: "Falo com palavras indignadas, mas ao meu estilo, para registrar que essa leviandade não pode prevalecer". Temer tentou passar sobriedade e afirmou que a citação ao seu nome no acordo de Sérgio Machado com o Ministério Público está ligado ao fato de ele exercer a Presidência da República provisoriamente, desde o afastamento de Dilma Rousseff pelo processo de impeachment. "É claro que uma coisa está muito ligada à outra. Alguém que teria cometido aquele delito irresponsável que o cidadão Sérgio Machado apontou não teria até condições de presidir o País. Por isso que a primeira palavra que dei foi precisamente como homem, para poder andar nas ruas do meu Estado, nas ruas do Brasil, receber os cumprimentos e as homenagens que tenho recebido neste último mês em todos os locais por onde passo e para não deixar a afirmação de que eventualmente eu pratique atos malfeitos". Na rápida declaração à imprensa no Palácio do Planalto, Temer também disse que o limite para os gastos públicos de vinte anos proposto pelo Executivo por meio de PEC "é dos mais adequados para o momento que passa o País e de uma seriedade extraordinária" - em referência ao déficit de 170,5 bilhões de reais previsto para 2016 e os cerca de 400 bilhões de reais da dívida pública. "No instante em que nós estamos fazendo um esforço extraordinário, com apoio, convenhamos, da grande maioria do povo brasileiro e da quase totalidade daqueles que no Congresso Nacional pensam o Brasil, surge um fato leviano como este que embaraça a atividade ou pode embaraçar a atividade governamental. Mas quero aqui registrar em alto e bom som. Nada embaraçará o nosso desejo e nada impedirá que nós continuemos a trabalhar em prol do Brasil e do povo brasileiro. Não vamos tolerar afirmações dessa natureza. Quando surgirem fatos dessa natureza, eu virei a público para contestá-las em benefício da harmonia do nosso país", afirmou o presidente.


Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas realizado a pedido do site de VEJA e divulgado nesta quinta-feira revela que o governo Temer é desaprovado por 55% dos brasileiros e que a ampla maioria, 84%, acha que ele errou ao nomear ministros investigados na Operação Lava Jato.

Aneel obrigada a adiar a segunda etapa do leilão de transmissão de energia para agosto

O momento não é fácil, mas a indústria brasileira terá de esperar um pouco mais. A segunda etapa do leilão de transmissão de energia foi adiada e agora deverá ser realizada em agosto, anunciou nesta quarta-feira (15) o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino. Inicialmente previsto para acontecer em julho, o certame foi adiado pelo governo para que sejam realizados ajustes nos lotes que serão ser ofertados ao mercado. A expectativa é de que a licitação tenha seu edital final aprovado pela entidade já no próximo dia 28, quando será feita uma reunião da diretoria.  Segundo Rufino, que compareceu nesta quarta-feira a uma audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado, as linhas de transmissão da Abengoa não deverão ser incluídas entre os lotes do leilão. O executivo afirma que a retomada das concessões da companhia espanhola podem demorar ainda mais três meses, ao passo que o mercado ainda busca uma solução para os ativos. Entre as possíveis saídas estaria a aquisição de projetos da empresa pela chinesa State Grid, que manifestou interesse em uma possível aquisição. Até o momento, porém, não foi anunciado nenhum acordo entre as partes. A primeira fase do leilão, realizada em abril, teve 14 lotes arrematados em um total de 24, totalizando 6,5 mil km de linhas de transmissão e frustrando os planos do governo de arrecadar cerca de R$ 12,2 bilhões. Nessa etapa, medidas determinadas pelo Tribunal de Contas da União fizeram com que os lotes tivessem uma taxa média elevada de 8,5% ao ano para 9,5% ao ano, e que a receita anual permitida subisse uma média de 11%. No total, onze consórcios e empresas se sagraram vencedoras na primeira parte do certame: Consórcio Transmissão do Brasil; State Grid Brazil Holding S/A (2 lotes); WPR Participações Ltda (2 lotes); Consórcio KV-LT; Alupar Investimento S/A (2 lotes); F3C Empreendimentos e Participações S.A; Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A – Taesa; Consórcio Braferpower; Zopone Engenharia e Comércio Ltda; Consórcio MPE-KV; e Consórcio Geogroup. Os projetos leiloados deverão beneficiar 20 Estados brasileiros.

Venezuela registra a maior queda na produção de petróleo em dez anos


Em meio à crise internacional da indústria de óleo e gás e a dificuldade para novos investimentos, o cenário é pouco animador para a Venezuela. O país registrou em maio sua maior queda na produção de petróleo em dez anos, reduzindo 120 mil barris para alcançar um total de 2,37 bilhões de barris extraídos. A queda, que chega à margem de 11% na comparação com o ano passado, vem sendo motivada pela crise econômica venezuelana, que atualmente dificulta o avanço de novos projetos e torna o fornecimento de equipamentos mais escasso no setor. As informações foram divulgadas nesta semana pelo novo relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Segundo os dados da entidade, a Venezuela registrou uma queda de 5% em seus índices produtivos frente ao mês passado. No acumulado, esta é a pior diminuição já apresentada pelo país desde 2003, ano que em os trabalhadores da estatal PDVSA mobilizaram uma greve nacional. Com a crise, vem a falta de pagamentos e o impacto sobre as demais empresas do setor. O horizonte de pessimismo vem afastando fornecedores do mercado venezuelano e em abril foi a vez da Schlumberger, que anunciou uma redução de suas atividades no país devido ao não recebimento de recursos do governo. Em comunicado, a companhia afirmou que iniciaria um corte de operações gradativo, mantendo apenas serviços para petroleiras que seguissem com bom fluxo de caixa. O baixo preço do barril, no entanto, vem atingindo o setor no mundo inteiro. Com a cotação estabilizada em níveis baixos, a Opep registrou em 2015 uma receita de US$ 404 bilhões com a exportação de petróleo, em uma queda de 46% frente aos US$ 753 bilhões obtidos no ano anterior. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE), que projeta uma receita ainda menor para este ano, com um total de US$ 341 bilhões até dezembro.

Usiminas vai demitir mais 500 trabalhadores em sua unidade de Cubatão


A crise da Usiminas ganhou novos contornos e a empresa anunciou que demitirá mais 500 trabalhadores na unidade de Cubatão, depois de já ter dispensado cerca de 2 mil funcionários no local desde janeiro deste ano. É mais uma baixa pelo agravamento da crise econômica brasileira, que vem deixando um rastro de desemprego e de empresas fechadas pelo caminho nos últimos tempos. Os problemas surgem em meio ao imbróglio societário que vem afetando o grupo Usiminas, por conta das brigas entre os controladores, a ítalo-argentina Ternium-Techint e a japonesa Nippon Steel, e devem ser agravados pela reação dos sindicatos locais, o Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos (STISMMMEC) e do Sindicato dos Engenheiros (SEESP-Santos), que pretendem se reunir na porta da empresa para fazer pressão. A empresa alegou que a crise no setor de aço e a desaceleração da economia brasileira foram os fatores principais que levaram à situação, mas disse estar tentando dar todo apoio aos colaboradores, com medidas como manutenção de planos de saúde, odontológicos e auxílio-alimentação.

GR finaliza plano de nacionalização de equipamentos para o setor eólico

De olho no setor brasileiro de energias renováveis, a GE concluiu o plano de nacionalização de inversores para usinas eólicas do País, de acordo com as regras do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A partir de agora, os clientes da empresa poderão financiar o produto com linhas de créditos do BNDES, que tem taxas de juros mais atraentes. Segundo o Diretor Comercial da GE Power Conversion para América Latina, Sérgio Zuquim, a partir da nacionalização desta tecnologia, outros equipamentos da empresa também poderão passar pelo mesmo procedimento, de acordo com a demanda do mercado. “Todo o processo foi realizado usando a expertise da GE na área. Além de atender às necessidades dos clientes, estamos contribuindo para o crescimento do setor energético como um todo, já que desenvolvemos a cadeia local de fornecedores”, comentou Zuquim. A empresa também está mirando no setor brasileiro de energia solar e passou a produzir inversores para este segmento a partir de sua fábrica em Betim, no estado de Minas Gerais. Além disso, a companhia também concluiu o plano de nacionalização de inversores para o mercado solar do Brasil. A GE está focando na expectativa de crescimento no mercado de fontes limpas no País. Segundo dados de entidades do setor, a fonte solar representará 4% da matriz energética brasileira, enquanto que a energia eólica será a segunda fonte de geração até 2020, com 12% da produção nacional.

Conselho da ONU tem uma tara especial, a de incriminar Israel


Das 233 resoluções do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, na última década, específicas a paises, mais de um quarto delas focam em Israel, facilmente superando a Síria e a Arábia Saudita. As guerras no Iraque, Síria e Iêmen mataram centenas de milhares de pessoas. Sequestros, torturas e ataques extremistas infringiram os direitos humanos em todo o mundo. Tirânicos, líderes autocráticos e seus aliados, desde a Bielorrússia até Burundi, repeliram a dissidência com mão de ferro. Mas, enquanto os abusos de direitos humanos estão por todo lado, nestes tempos conturbados, apenas um país tem o seu recorde de críticas em sessões do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas: Israel, especificamente sobre as suas políticas na Cisjordânia. Israel, alardeia seu “bona fides” como uma democracia num bairro difícil e cheio de inimigos. E não está só: Outros críticos, nomeadamente os Estados Unidos, também condenam o que vêem como um viés entrincheirado em instituições das Nações Unidas e uma obsessão com a questão palestina, à custa de outras crises ao redor do globo. De 233 resoluções específicas a cada país, na última década, mais de um quarto - 65 – tiveram como foco Israel. Cerca de metade das resoluções são "condenatórias". A Síria, onde desde 2011, pelo menos 250.000 pessoas foram mortas e mais de 10 milhões foram deslocados e suas cidades destruídas, foi objeto de apenas 19 resoluções. (Rua Judáica)

Grande festa em Manhattan pelo Dia de Israel



Quarenta mil americanos desfilaram na chuva para celebrar o desfile anual de Israel na cidade de Nova York. A Quinta Avenida, em Manhattan, transformou-se em um espetáculo azul e branco com participantes carregando a bandeira de Israel e dezenas de milhares mais aplaudindo.


"Moradores de Nova York acreditam em Israel e amam profundamente o povo de Israel", disse o prefeito de Nova York, Bill de Blasio que participou do evento: "Contanto que eu seja o prefeito, eu ficarei ao lado de Israel". O desfile é o 52º que acontece desde 1964. Representantes de mais de 250 organizações marcharam pela Quinta Avenida, da 57th Street até a 74th, acompanhados por dançarinos em rollerskates, motociclistas, bandas e 15 e grupos de dança, palhaços e malabaristas. Juntaram-se ao desfile os atores da Broadway que estrelaram no clássico 'O Violinista no Telhado " e cantaram trechos do show.



"O desfile não é só a maior exposição mundial de apoio a Israel, mas também o maior evento anual para os judeus em Nova York, que somam cerca de 2 milhões", disse Arik Goldstein, diretor da filial de Nova York do UJA-Federation: "É o único evento em Nova York que consegue reunir todas as vertentes e seitas do judaísmo". O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, também elogiou o evento citando os laços entre Israel e os Estados Unidos: "É animador ver dezenas de milhares de americanos vindo para as ruas de Nova York para mostrar seu apoio incondicional a Israel. Temos amigos reais nos Estados Unidos. A aliança entre os dois países está mais forte do que nunca e com base em compromissos profundos e valores comuns". O show gigante de solidariedade nas ruas de Nova York não foi a única boa notícia para Israel. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, anunciou que seu estado está tomando medidas significativas contra o movimento BDS, que apela por um boicote contra o Estado de Israel.



O governador Cuomo assinou uma lei declarando que qualquer empresa que boicote Israel será boicotada pelo Estado de Nova York. A legislação foi assinada duas horas antes do desfile anual em New York City. O governador anunciou as novas medidas em um evento na presença do cônsul-geral de Israel em Nova York Ido Aharoni e do Diretor da Conferência dos Presidentes Judaicos, Malcolm Honlein e dezenas de legisladores, incluindo o representante Jerrold Nadler. Cuomo afirmou ainda que ele vai se concentrar em compilar uma lista de empresas e organizações que apoiam o BDS e irá instruir as instituições do Estado para não trabalharem com elas.


O Embaixador de Israel Danny Danon na ONU organizou a maior conferência internacional contra o BDS na sede da ONU, em Nova York, na semana passada. Danon saudou a decisão do governador: "O anúncio de governador Cuomo é outra greve eficaz contra aqueles que procuram prejudicar Israel". 


"A América é a maior e mais importante aliada de Israel, e a iniciativa do governador enfatiza essa ligação especial. Esta é mais uma vitória crucial para derrotar o fenômeno BDS e outros estados em breve se juntarão à luta e ajudarão a conter o BDS nos Estados Unidos", disse Danon. O Cônsul Geral Aharoni expressou grande satisfação com a decisão do governador e agradeceu-lhe por seu apoio a Israel e ao povo judeu. Ele mencionou que Cuomo foi o único governador dos EUA, que visitou Israel durante a Operação Borda de Proteção. (Por Rua Judáica)

Organização terrorista Estado Islâmico ordena o assassinato de milhares de pessoas, incluindo brasileiros


A organização terrorista Estado Islâmico divulgou em suas redes de comunicação, na segunda-feira (6), uma "lista da morte" com o nome de pessoas que seus afiliados ao redor do mundo devem assassinar. Na lista, o grupo terrorista ordena a morte de mais de oito mil pessoas, incluindo brasileiros. A lista foi descoberta pelo grupo Vocativ, especializado em investigações da chamada "deep web", a parte da internet inacessível aos mecanismos de busca. O grupo não informou exatamente quantos brasileiros estão "marcados para morrer", mas estima-se que a relação pode chegar a até 39 pessoas.  A lista da morte foi divulgada pelo braço de tecnologia do Estado Islâmico, o United Cyber Caliphate (Cyber-califado unificado, em tradução livre). Os terroristas divulgaram a lista em um grupo do aplicativo Telegram. Nela estão inclusos nomes, endereços e emails dos alvos. Ao todo, a lista pede a morte de 8318 pessoas de todo o mundo, em sua grande maioria americanos. Na mensagem, o Estado Islâmico pede para que seus seguidores "sigam" os alvos indicados e "matem-nos para vingar os muçulmanos".  São 7848 americanos, 312 canadenses, 69 australianos e 39 britânicos. Outras 50 pessoas pertencem a um grupo de países que incluem Brasil, Bélgica, China, Estônia, França, Alemanha, Grécia, Guatemala, Indonésia, Irlanda, Israel, Itália, Jamaica, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Suécia e Trinidad e Tobago. Não há informações sobre os motivos das pessoas na lista terem sido selecionadas. Especialistas em segurança não têm um consenso sobre o objetivo da lista: se são ameaças reais que devem ser levadas a sério ou se o objetivo é apenas aterrorizar aqueles que têm o azar de terem sido selecionados. Desde novembro de 2015, logos após os ataques à Paris, especialistas de segurança desconfiam de que o Estado Islâmico esteja planejando um ataque ao Brasil. Em novembro um membro do grupo postou no Twitter uma ameaça ao País e, alguns meses depois, o departamento de imigração americano descobriu que uma célula do grupo atua no Brasil realizando tráfico de pessoas. Nesta semana, um homem foi preso em Santa Catarina (Chapecó) suspeito de estar planejando ataques com armas de longo alcance, a mando do Estado Islâmico.

Senado reage à nomeação do embaixador petista bolivariano Patriota para embaixada em Roma


Ex-presidente da Comissão de Relações Exteriores e líder da bancada antiDilma na Comissão do Impeachment, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) ficou perplexo com a indicação do ex-chanceler Antonio Patriota à embaixada do Brasil em Roma. “É um tapa na cara da sociedade”, reagiu, confessando-se tomado por “profunda decepção” e decidido a fazer chegar sua indignação ao governo. Antonio Patriota é um dos diplomatas bolivarianos mais ligados ao PT e conhecido pela sabujice a Dilma. Na era Patriota, Ferraço acompanhou de perto a sórdida perseguição a Eduardo Saboia, diplomata que desafiou o bolivarianismo de Dilma. Eduardo Saboia foi perseguido por salvar o ex-senador Roger Molina, que, caçado na Bolívia, asilou-se na embaixada do Brasil em La Paz. A última de Patriota foi barrar o acesso de deputados de oposição à ONU, quando Dilma foi lá para contar lorotas sobre “golpe” no Brasil.

Pedido de prisões dispõe o PMDB contra Dilma de uma vez por todas


A tentativa do procurador-geral Rodrigo Janot de obter a prisão de Renan Calheiros, Romero Jucá e José Sarney, pela revolta que provocou no PMDB, pode ter consolidado a destituição de Dilma Rousseff. A cúpula do PMDB está convencida de que Janot, a serviço do PT, adota a estratégia de desmoralizar senadores e ministros do partido, ligados ao governo Temer, para fragilizar o impeachment. Renan mudou de atitude: chamou Temer de presidente e Dilma de “ex”. E que terá com Temer relação idêntica à de Dilma. Ou seja, de aliado. Em conversas reservadas, o PMDB lembra que em dezembro de 2015, com o impeachment iminente, Eduardo Cunha virou alvo de Janot. Os mandados contra o presidente da Câmara frearam a campanha, sob a alegação de impeachment era “coisa do Cunha, um corrupto”. O PMDB está tentado a avançar no impeachment de Janot, alegando dois pesos e duas medias no tratamento a políticos do PT e do PMDB.