sexta-feira, 6 de maio de 2016

Ministério Público Federal apresenta denúncia contra Gim Argello e empresário Ronan Maria Pinto, ligado ao assassinato do prefeito petista Celso Daniel

Também foram denunciados a Sergio Moro os empreiteiros propineiros Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro e Ricardo Pessoa, e os mensaleiros Delúbio Soares, do PT, e o publicitário Marcos Valério


A força-tarefa do Ministério Público Federal que conduz a Operação Lava Jato apresentou nesta sexta-feira duas novas denúncias ao juiz Sergio Moro. As acusações são baseadas nas apurações da 27ª fase da operação, a Carbono 14, e a 28ª fase, batizada de Vitória de Pirro. Entre os denunciados estão o empresário Ronan Maria Pinto, preso na Carbono 14, ligado ao caso do assassinato do prefeito petista Celso Daniel, o ex-senador Gim Argello (PTB-DF), detido na Vitória de Pirro, e os empreiteiros propineiros Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro (ex-presidente da OAS) e Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia. Condenados no julgamento do Mensalão do PT, em 2012, o ex-tesoureiro petista, Delúbio Soares e o operador do esquema, o publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza, também foram denunciados no Petrolão do PT. Deflagrada em abril, a 28ª fase da Operação Lava Jato prendeu Gim Argello por suspeitas de que ele teria negociado e intermediado pagamento de propina de empreiteiras envolvidas no Petrolão do PT a partidos políticos para que empreiteiros não fossem convocados a prestar esclarecimentos em duas CPIs criadas para investigar irregularidades na Petrobras. Os assessores de Gim Argello, Paulo César Roxo Ramos e Valério Neves, também foram denunciados hoje pelo Ministério Público Federal. Revelada nas delações premiadas de Ricardo Pessoa e Walmir Pinheiro, ex-executivo da UTC, a versão para a atuação do ex-senador na CPI mista da Petrobras foi corroborada na colaboração premiada do senador ex-petista Delcídio do Amaral, que, além de Argello, envolveu no esquema o presidente da CPMI, Vital do Rêgo - hoje ministro do Tribunal de Contas da União -, e o relator, deputado federal Marco Maia (PT-RS). Como os dois têm direito a foro privilegiado, ao contrário de Gim, a Procuradoria Geral da República pediu ao Supremo abertura de um inquérito contra Vital e o petista gaúcho Marco Maia. Na coletiva de imprensa em que o Ministério Público Federal detalhou a denúncia, o procurador Athayde Ribeiro da Costa afirmou que "Gim Argello usou a CPI como um balcão de negócios de interesses espúrios", enquanto o chefe da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, classificou o caso do ex-senador como "corrupção para proteger a corrupção, uma espécie de corrupção ao quadrado". Além do ex-senador, seus assessores e os empreiteiros propineiros, os procuradores da Lava Jato também denunciaram pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e obstrução à investigação: Jorge Afonso Argello Junior, filho de Gim Argello, os ex-executivos da OAS, Roberto Zardi Ferreira e Dilson de Cerqueira Paiva Filho, Walmir Santana e Claudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht. Sobre o esquema investigado na Operação Carbono 14, que distribuiu parte do dinheiro proveniente do empréstimo fraudulento de cerca de 12 milhões de reais contraído pelo pecuarista José Carlos Bumlai no Banco Schahin, Dallagnol aponta "uma série de atos de lavagem de dinheiro". Empresário do ramo de transportes e do lixo de Santo André (SP), Ronan Maria Pinto foi o destinatário final de metade do dinheiro, que ele usou para comprar ações do jornal Diário do Grande ABC. Ele é pontado pelo operador do Mensalão do PT, o publicitário mineiro Marcos Valério, como detentor de segredos sobre um esquema de corrupção em Santo André e o assassinato do prefeito corrupto Celso Daniel (PT). No despacho em que autorizou a deflagração da Carbono 14, Sergio Moro afirmou que "é possível que este esquema criminoso tenha alguma relação com o homicídio, em janeiro de 2002, do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, o que é ainda mais grave". O empréstimo nunca foi quitado por Bumlai, amigo íntimo do poderoso chefão e ex-presidente Lula, e acabou compensado, de acordo com as investigações da Lava Jato, por um contrato de 1,6 bilhão de dólares entre a empreiteira Schahin e a Petrobras para operação do navio-sonda Vitória 10.000. Entre os denunciados da Carbono 14 estão, além de Ronan Maria Pinto, o ex-diretor do Banco Schahin, Sandro Tordin; o operador do Mensalão do PT, Marcos Valério; o operador de propinas Enivaldo Quadrado; o corretor Luiz Carlos Casante; o jornalista petista Breno Altman (agente de atividades escusas do bandido petista mensaleiro José Dirceu, tratado pelos petistas ccomo "guerreiro do povo brasileiro"), os empresários Natalino Bertin e Oswaldo Rodrigues Vieira Filho, e o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares. Embora também tenha sido preso na 27ª fase da Operação Lava Jato, o ex-secretário geral do PT, Silvio Pereira, o Silvinho Land Rover, não foi denunciado pelo Ministério Público Federal. O procurador Diogo Castor de Mattos afirmou, no entanto, que "há fortes indícios" da participação dele no esquema, que segue investigada em sigilo. Ressaltando as denúncias contra mensaleiros no Petrolão do PT, o procurador Deltan Dallagnol disse que há no País uma "inundação de corrupção e a sensação é que usamos baldes para tirar a água". Para ele, "precisamos de uma reação institucional, que sejam construídas barragens e muros: reforma da Justiça e política". Ele não disse, mas são necessárias leis que punam estes corruptos e bandidos petistas com penas dez vezes mais elevadas. Tem que haver pena perpétua para esses vagabundos. 

Petista Edinho Silva quer tirar de Teori Zavascki o pedido de inquérito sobre caixa dois na campanha de Dilma


O ministro da Secretaria de Comunicação, Edinho Silva (PT), recorreu ao Supremo Tribunal Federal com pedido para que as suspeitas de que ele teria orientado o senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) a recolher dinheiro de caixa dois não sejam analisadas pelo ministro Teori Zavascki. A defesa do ministro alega que o caso não tem relação com o escândalo de corrupção na Petrobras e, por isso, não deveria ficar nas mãos de Zavascki, relator do Petrolão do PT na Suprema Corte. Em acordo de delação premiada, o ex-petista Delcídio do Amaral disse que, ao final da campanha de 2014, pediu a Edinho, então tesoureiro de Dilma, dinheiro para quitar uma dívida de 1 milhão de reais da disputa em que saiu derrotado pelo governo do Mato Grosso do Sul. De acordo com o delator, Edinho orientou que fosse feito caixa dois de campanha e emitidas notas em nome da multinacional farmacêutica EMS. Na avaliação do Ministério Público Federal, a estratégia indica que a EMS pagou vantagem indevida a Delcídio do Amaral por meio de um esquema de lavagem de dinheiro em que seriam simulados contratos de prestação de serviços.

Gravações de conversas mostram novo presidente da Câmara em tratativas com quadrilha de doleiro


Alçado à cadeira de presidente da Câmara dos Deputados com a decisão do Supremo Tribunal Federal de afastar Eduardo Cunha do mandato e da presidência da Casa, o deputado federal Waldir Maranhão (PP-MA) é um legítimo representante do baixo clero do Congresso Nacional, em todos os sentidos. Aliado de Eduardo Cunha, a quem já prestou alguns valiosos favores - como assinar despachos destinados a retardar o processo de cassação do peemedebista -, a última vez que Maranhão teve seus minutos de fama foi na votação do impeachment de Dilma Rousseff. Ele era tido, até então, como voto certo pela saída da presidente. Mas, de última hora, cortejado pelo PT e convidado a visitar o bunker montado pelo poderoso chefão ex-presidente Lula em um hotel luxuoso de Brasília, o Royal Tuplip, ele mudou de lado. Com a sessão já em curso, e ladeado por próceres petistas, Maranhão correu para anunciar que votaria contra o impeachment. Ele é conhecido como um político que, digamos, não desperdiça oportunidades. Não por acaso, e a despeito da amizade com Eduardo Cunha, na quinta-feira ele não se fez de rogado quando surgiu a chance de substituí-lo: tão logo saiu a liminar do ministro Teori Zavascki, correu para ocupar o gabinete do amigo. Veterinário por formação, e no exercício de seu terceiro mandato de deputado federal, Waldir Maranhão foi eleito vice-presidente da Câmara em fevereiro do ano passado. Junto com Eduardo Cunha. E com a bênção de Eduardo Cunha. Como um parlamentar atento a oportunidades, Maranhão, claro, não deixou o Petrolão do PT passar batido - e, por isso, integra o extenso rol de excelências investigadas pela Operação Lava Jato: está entre as dezenas de deputados e senadores que, em troca de apoio ao governo, recebiam do doleiro Alberto Youssef parcelas regulares da propina oriunda dos desvios na Petrobras. Como um parlamentar atento a oportunidades, Waldir Maranhão aparece enredado em outras histórias comprometedoras que também estão sob a lupa das autoridades. Uma delas, repleta de provas robustas, está em poder da Procuradoria-Geral da República há pelo menos dois anos. Diz respeito à parceria entre Waldir Maranhão e um conhecido doleiro de Brasília, Fayed Traboulsi. Fayed comandava, na capital da República, um esquema de corrupção paralelo à rede de Youssef no Petrolão do PT. Por vezes, a dupla de doleiros fazia parcerias pontuais. Como Fayed mantinha suas operações em Brasília, nas emergências o paranaense Youssef utilizava seus serviços - o esquema brasiliense funcionava como uma espécie de sucursal do banco clandestino do operador do Petrolão do PT. Assim como ele e seus associados também funcionavam como uma espécie de banco clandestino financiador do tráfico de cocaína, com dinheiro desviado da Petrobrás, para a máfia italiana N'dranghetta. Os doleiros também operavam em nome das corruptoras empresas de lixo, que "financiavam" políticos em candidaturas de vereador a presidente da República, como aconteceu no caso do poderoso chefão petista Lula. Em comum, sempre, a ligação estreita entre os doleiros e personagens do mundo da política. Fayed, porém, tinha seus próprios negócios. Um deles, desbaratado pela Operação Miquéias, uma parceria da Polícia Federal com o Ministério Público do Distrito Federal, tinha por objetivo vender títulos podres a fundos de pensão de servidores públicos. O esquema, que desviou mais de 50 milhões de reais, funcionava graças à sempre lucrativa joint-venture como os políticos. Eles abriam caminho para que os negócios saíssem e, em troca, recebiam uma parcela do lucro na forma de propina. É justamente aí que entra o sucessor de Eduardo Cunha na presidência da Câmara. Em um dos casos que caíram na malha da investigação, Waldir Maranhão aparece como intermediário de um "negócio" de 6 milhões de reais com a prefeitura de Santa Luzia, no interior maranhense - com a ajuda do agora presidente da Câmara, a quadrilha vendeu títulos para o fundo de pensão dos servidores municipais. Em troca, o deputado recebeu 1% da operação: 60 000 reais. Um participante do esquema contou aos investigadores que uma parte da comissão, 10 000 reais, foi depositada na conta da mulher de Waldir Maranhão. O pedido, disse a testemunha, foi feito pelo próprio deputado, que "precisava do dinheiro para pagar uma viagem para o Rio de Janeiro" às vésperas do réveillon.
​Durante as investigações, Waldir Maranhão foi flagrado em conversas telefônicas com o doleiro quando o esquema estava no auge. Nos diálogos, o deputado aparece como um legítimo funcionário do doleiro - obediente, ele marca encontros de Fayed com prefeitos aliados, faz visitas a autoridades para resolver assuntos de interesse do esquema e atua como um diligente captador de novos negócios para a quadrilha. "Confirmou para amanhã a nossa reunião?" - pergunta o doleiro ao deputado, que responde prontamente: "Nós estamos trabalhando". As reuniões, quase sempre, eram com outros políticos que se encarregariam de autorizar a compra dos títulos negociados pela quadrilha. A parceria era tão produtiva que, por vezes, se estendia a outros negócios. Num deles, Maranhão se compromete a "convencer" um prefeito amigo a liberar um dinheiro devido a um parceiro da quadrilha. "Parece que o negócio é grande e a gente consegue fazer um negócio bom aí", avisa o doleiro. "Eu tô sabendo. Aí, chegando, a gente articula", responde o deputado. "Negócio", no caso, não era no sentido figurado: em troca dos serviços prestados, Waldir Maranhão era remunerado pela quadrilha. A seguir, alguns dos diálogos:
1) "Tá caminhando, viu?"
08nov2012 15:27:20
O deputado Waldir Maranhão faz a aproximação do doleiro Fayed Traboulsi com o então prefeito eleito de Campo Grande (MS), Alcides Bernal, seu colega de partido. O doleiro estava interessado em fechar negócios com a prefeitura.
Doleiro - Fala, meu querido!
Deputado - Meu irmão!
Doleiro - Tudo bem, irmão?
Deputado - Veja só: o Bernal está em Brasília e deixei o Luís Carlos aí com a missão de levá-lo ao seu encontrou, viu?
Doleiro - Pois é, estou aguardando eles, inclusive. O Luís Carlos disse que tá com ele aí, né?
Deputado - Como eu vim para o Tocantins, eu tratei só por telefone, mas tá caminhando, viu?
Doleiro - Tá. Então eu fico no aguardo. Eles vêm agora à tarde, né
Deputado - É interessante a sua conversa.
2) "Marabá ok, fechado" (Ouça o diálogo)
21nov2012 21:33:53
Duas semanas após o encontro em que o prefeito de Campo Grande foi apresentado ao doleiro, Waldir Maranhão volta a intermediar um encontro entre os dois, em Brasília. O deputado também avisa que o "negócio" na cidade de Marabá, no Pará, já estava "ok".
Doleiro - Fala, chefe.
Deputado - Meu irmão, tudo bem?
Doleiro - Tudo.
(...)
Deputado - Deixa eu lhe dizer: amanhã quem vai estar aqui é o Bernal, lá de Campo Grande. Já teve com ele, né?
Doleiro - Já, sim. Eu já estive conversando da outra vez com ele. Mas eu tô indo pra São Paulo às oito horas da manhã e volto às duas da tarde.
Deputado - Eu acho assim: se você tiver um tempinho, à noite, eu acho que vale a pena convidá-lo para ter uma conversa social, tá? Uma sugestão, uma sugestão, tá?
Doleiro - Claro, claro (...) Amanhã eu vou te ligar assim que eu chegar aqui em Brasília eu te ligo para você ou fazer contato com ele ou me dar o telefone dele pra mim falar com ele, tá?
Deputado - Eu vou te passar logo o telefone dele porque um convite seu é diferente, viu?
Doleiro - Pois eu estou sem poder anotar aqui.
Deputado - De manhã eu te passo, então. Outra coisa: Marabá ok, fechado.
Doleiro - Beleza. O meu pessoal tá lá já.
Deputado - Tá fechado lá. Agora, só as providências.
3) "Nós estamos trabalhando" (Ouça o diálogo)
26nov2012 16:10:22
Os diálogos mostram que o Waldir Maranhão era uma espécie de secretário de luxo do doleiro, que usava os contatos políticos do deputado para facilitar novos negócios da quadrilha. Em mais de uma oportunidade, Fayed cobra encontros prometidos por Maranhão.
Doleiro - Fala meu deputado, tudo bem?
Deputado - Oi meu irmão! Tudo bem?
Doleiro - Confirmou para amanhã a nossa reunião?
Deputado - Nós estamos trabalhando...
Doleiro - Porque você tinha me falado que seria amanhã.
Deputado - Eu tô aí amanhã. Ele me disse que 'taria' amanhã aí, viu? Eu vou checar. Ele me disse que estaria aí amanhã.
Doleiro - Dá uma checada que eu já tô aqui de prontidão para conversar com ele.
Deputado - Tranquilo, viu? Eu amanheço aí. Mas eu confirmo com ele.
Doleiro - Se eu tiver que voltar lá eu volto. Não tem problema, não, também.
Deputado - Tranquilo, eu tô antenado.
4) "Eu estou aqui no Palácio dos Leões"
03dez2012 14:39:55
O agora vice-presidente da Câmara também intercedeu pelos interesses da quadrilha do doleiro junto ao governo do Maranhão.
Deputado - Veja só, eu estou aqui no Palácio dos Leões [sede do governo maranhense], viu? E as notícias 'é' a melhor possível, tá?
Doleiro - Como?
Deputado - As novidades, as melhores 'possível'. Daqui a pouco a gente se encontra.
Doleiro - Tá. Eu tô aqui no hotel.
Deputado - Tá ok.
5) "Você é mais experiente do que eu e conhece todos"
03dez2012 21:45:32
No mesmo dia da visita à sede do governo do Maranhão, o deputado e o doleiro se falam mais uma vez. Fayed estava preocupado com o desenrolar de uma das parcerias da duplas.
Doleiro - Chefe, me fala uma coisa. Oi, tá me ouvindo bem?
Deputado - Estou, estou.
Doleiro - Me diga uma coisa: qual é a sua percepção com relação a isso tudo? O que você tá achando? Você é mais experiente do que eu e conhece toidos.
Deputado - Não, não (trecho ininteligível). Positiva.
Doleiro - Hein?
Deputado - Positivo.
Doleiro - Positivo?
Deputado - Positivo.
Doleiro - Então, tá. Tá bom, então.
6) "A gente consegue fazer um negócio bom"
06dez2012 08:57:43
A parceria entre Waldir Maranhão e o doleiro Fayed envolvia negócios diversos. Neste diálogo, Fayed aciona o deputado para convencer um prefeito amigo a liberar um pagamento. O negócio renderia dividendos a todos os envolvidos
Doleiro - Você tava com o prefeito Maurinho?
Deputado - É. Deixa eu te dizer: ele vai estar comigo. Eu estive com ele ontem. E ele vai estar hoje à noite aí. Eu vim a São Paulo.
Doleiro - Eu precisava me encontrar com você e com ele.
Deputado - Ok, eu organizo.
Doleiro - Mas você organiza para hoje à noite sem falta?
Deputado - Eu ligo. Ok. Eu saio daqui a umas três horas. Ao chegar eu te ligo pra gente articular. Viu?
Doleiro - Eu estou com uma pessoa que tem um negócio pra receber lá e parece que o negócio é grande e a gente consegue fazer um negócio bom aí.
Deputado - Ok.
Doleiro - É uma merenda que o cara fornece lá. Uma merenda escolar. Você tá sabendo?
Deputado - Eu tô sabendo. Aí, chegando a gente articula.
Doleiro - O cara tá na minha mão. A gente consegue resolver isso.
Deputado - Tranquilo, viu?

Polícia de Buenos Aires faz operação de buscas e apreensões em apartamentos da peronista populista Cristina Kirchner


A Polícia Metropolitana de Buenos Aires cumpriu na noite de quinta-feira (5) um mandado de busca e apreensão em escritórios e apartamentos da ex-presidente da Argentina, a peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner, que comandou governos absolutamente corruptos e criminosos, a serviço do Foro de São Paulo. Foram apreendidos computadores e documentos encontrados na administração da empresa imobiliária Los Sauces SA, da qual são sócios Cristina e seus filhos - Florencia e o deputado federal peronista Máximo Kirchner.  


A Justiça investiga se os imóveis da empresa foram alugados por Lázaro Báez e Cristóbal López para agradecer favores prestados pela ex-mandatária. Báez e López são apontados como os empresários que mais enriqueceram no país entre 2003 e 2015, vencendo dezenas de licitações públicas durante o os governos de Cristina e de seu marido, Néstor Kirchner. Três apartamentos em um mesmo prédio localizado no bairro luxuoso de Puerto Madero foram revistados pela polícia, que arrombou uma das portas para entrar. No mesmo edifício já morou o ex-vice-presidente kirchnerista Amado Boudou. Também no local, funcionou a financeira SGI, na qual Martín Báez, um dos filhos de Lázaro, foi filmado contando milhares de dólares. As imagens vazaram para a imprensa neste ano e alavancaram as investigações contra Lázaro, preso há um mês. O empresário era um dos melhores amigos do ex-presidente Néstor (morto em 2010) e a suspeita generalizada é que ele atuava como laranja dos Kirchner.

Jornalista petista dos sites Opera Mundi e Brasil247 é denunciado pelo Ministério Público Federal no Petrolão


O jornalista petista Breno Altmann, conhecido como editor do site Opera Mundi e como colunista de outro site petista, o Brasil247, ambos sustentados por fartíssimas verbas publicitárias federais, é homem, agente, do bandido petista mensaleiro José Dirceu, "guerreiro do povo brasileiro", e ligado ao aparelho do PT. Ele foi denunciado hoje pelo Ministério Público Federal do Paraná. Na 27ª fase da Lava Jato, ocorrida no dia 1º de abril, Breno Altmann foi levado coercitivamente para a sede da Polícia Federal, em Brasília, para depor na Operação Lava Jato. O nome dele já havia sido citado no esquema do Petrolão do PT pela contadora Meire Poza. A Polícia Federal disse que Altman é o elo entre o PT e o empresário Ronan Maria Pinto, de Santa André, este também denunciado hoje e envolvido no assassinato do ex-prefeito petista Celso Daniel, como igualmente numa chantagem feita contra Lula. A contadora Meire Poza disse em depoimento que recebeu do jornalista R$ 45 mil em três parcelas para que fosse feito o pagamento da multa de um dos condenados por lavagem de dinheiro no esquema do Mensalão do PT, Enivaldo Quadrado, sócio da corretora Bônus Banval.

O ex-terrorista Fernando Pimentel é denunciado ao STJ por corrupção


A Procuradoria Geral da República ofereceu nesta sexta-feira denúncia ao Superior Tribunal de Justiça contra o governador de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A acusação leva em conta os desdobramentos da Operação Acrônimo, que investiga esquema de financiamento ilegal de campanhas políticas do PT, que tem Pimentel como um dos principais alvos. A Polícia Federal afirmou ao Superior Tribunal de Justiça que já reuniu elementos que indicam que o governador de Minas Gerais "coordenou e integrou" um esquema criminoso que utilizava a máquina pública. A Polícia Federal aponta que Fernando Pimentel recebeu propina por meio do empresário Bené para favorecer a montadora Caoa. O governador petista poderá sofrer impeachment na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. As suspeitas levam em consideração indícios de que as empresas Bridge e BRO receberam recursos de organizações suspeitas de serem beneficiadas por atos de Fernando Pimentel enquanto ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, no governo da ex-terrorista e petista Dilma Rousseff, antes de disputar a eleição para o governo mineiro. As empresas de consultoria Bridge e BRO são ligadas a Benedito de Oliveira Neto, o Bené, acusado de ser operador de recursos para o governador de Minas Gerais e que está preso desde o mês passado e negocia delação premiada com a Procuradoria Geral da República. O caso envolve a montadora Caoa. Investigadores encontraram indícios de que os contratos da empresa com a montadora não serviram para consultoria, mas para lobby por benefícios no ministério. Em 2012, o Ministério da  Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior lançou o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar Auto), com previsão de crédito presumido. Quando jovem, Fernando Pimentel foi um terrorista, membro da organização comunista terrorista VPR, grupo que tentou sequestrar e assassinar o cônsul americano Curtis Cutter em Porto Alegre, na rua Mostardeiro. Foi no dia 4 de abril de 1970. Baleado, o diplomata americano atirou a enorme caminhonete wagon que dirigiu sobre a fusqueta utilizada pelos macunaímicos terroristas sequestradores, atropelando justamente Fernando Pimentel, que foi preso pouco tempo depois. Desde aquela época ele mantém ligações com Dilma Roussef, que na mesma ocasião militava no terrorismo comunista com Carlos Lamarca. Agora, como Dilma, ele corre risco de voltar para a cadeia, só que desta vez como político preso, como bandido ordinário, ladrão de dinheiro público.

Dilma, a rampa e a porta dos fundos

Há exemplos notáveis na história de farsas judiciais; será que estamos diante de uma?

Por Reinaldo Azevedo - No dia da aprovação do relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) por esperados 15 votos a 5, José Eduardo Cardozo, este impressionante advogado-geral da União, voltou ao Senado para vociferar: “É golpe, é golpe!!!”. E demonstrou que seu ânimo para a inovação é grande: “É golpe mesmo com direito de defesa”. Hummm… Tá bom! Conhecemos exemplos históricos de grandes farsas judiciais, como o caso Dreyfus, na França, em 1894 e 1897, ou os Processos de Moscou, por meio dos quais Stalin eliminou toda a elite bolchevique da União Soviética, entre 1936 e 1938. Era um instrumento para consolidar o poder absoluto. A França vivia sob um regime autoritário; a União Soviética era uma tirania. Nos dois casos, houve, sim, direito de defesa. Mas se tratava de farsas judiciais. Antes do julgamento, já se conheciam os condenados. Mas será esse o caso do Brasil? O nosso País vive, por acaso, sob um regime de exceção? Por aqui, não são livres os tribunais para decidir segundo a consciência dos juízes? Se mais livres não são, é só porque um ou outro, infelizmente, aceitam se comportar como esbirros de partido. Vivemos sob a vigência de uma Constituição democrática, oriunda de um processo constituinte que não criou vetos a nenhuma força política. Todas as correntes de opinião disputaram o mercado de idéias no País, mesmo aquelas que refutam a democracia por princípio. Então cabe a pergunta: onde está o regime de exceção? Que a presidente atentou contra a Lei Fiscal, isso resta cristalino. Ao governo, sobra uma saída: “Ah, não foi por dolo”. A questão é saber se houve cálculo ou não; se ela tinha consciência do que estava fazendo. E tinha! A própria Dilma já disse em palanque que recorreu a tais instrumentos para garantir programas sociais. Nem é exatamente verdade. Mas a confissão também está feita. Um grupo de deputados pretende acionar a presidente na Justiça em razão da sua permanente acusação de que está em curso um golpe no Brasil. Sim, é o caso. Não se pode permitir ao chefe do Executivo que faça pouco caso das instituições e que chame de golpe o funcionamento regular das leis e dos Poderes da República. Trata-se, obviamente, de uma agressão. Mais: o golpe é um crime, não é mesmo?, que prevê punição. A presidente está ao menos obrigada a nominar os que estão sendo caluniados. Seriam, por exemplo, golpistas os 367 deputados que votaram em favor do envio do processo ao Senado? São golpistas os 15 senadores que disseram “sim” ao relatório? Dilma diz que pretende descer a rampa do Palácio quando for apeada. Cada com a sua pantomima. A história prova que está saindo pela porta dos fundos.

Procuradores da Lava Jato denunciam ex-senador e condenados no Mensalão do PT


Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba apresentaram denúncia à Justiça Federal nesta sexta-feira (6) contra o ex-senador Gim Argello (PTB-DF), o empresário Ronan Maria Pinto e outras 18 pessoas suspeita de envolvimento em pagamentos de propinas por empreiteiras com contratos com a Petrobras. Segundo as investigações, Argello e pessoas de sua confiança cobraram propina de empresas entre abril e dezembro de 2014 para evitar que empreiteiros fossem convocados a depor na CPI do Senado e na CPMI no Senado e na Câmara que apurava corrupção em contratos da Petrobras. Já no caso de Ronan Maria Pinto, os investigadores apontam que houve crime de lavagem de dinheiro envolvendo cerca de R$ 6 milhões, por meio de um empréstimo fraudulento com o banco Schahin. O valor equivale a metade dos R$ 12 milhões pedidos em empréstimo pelo pecuarista José Carlos Bumlai, que figurou como intermediário do PT. A suspeita é de que os valores tenham sido usados para comprar o silêncio de Ronan sobre fatos relacionados à morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), assassinado em 2002.
OS DENUNCIADOS
- Denúncia 1:
Gim Argello
Jorge Argello Junior
Paulo César Roxo
Valério Neves Campos
Léo Pinheiro
Roberto Zardi Ferreira
Dilson de Cerqueira Paiva Filho
Ricardo Pessoa
Walmir Pinheiro Santana
Marcelo Odebrecht
Claudio Melo Filho
- Denúncia 2:
Ronan Maria Pinto
Sandro Tordin
Marcos Valério Fernandes de Souza
Enivaldo Quadrado
Breno Altman
Luiz Carlos Casante
Natalino Bertin
Oswaldo Rodrigues Vieira Filho
Delúbio Soares

Relatório favorável ao impeachment de Dilma é aprovado por 15 a 5 e segue para o plenário

A comissão especial do impeachment no Senado aprovou na sessão desta sexta-feira a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo placar de 15 votos a 5. O parecer agora segue ao plenário e deve ir a voto na próxima quarta-feira, dia 11. A votação foi realizada por meio do painel eletrônico e aconteceu após o encaminhamento dos líderes dos partidos, que tiveram o direito a discursar por cinco minutos cada. O resultado da sessão desta sexta-feira seguiu o parecer do relator Antônio Anastasia (PSDB-MG). Iniciadas às 10h28, as deliberações foram suspensas por alguns minutos. Houve discussão entre os senadores logo no começo dos trabalhos e Lira pediu a troca da campainha do plenário, levando à interrupção da sessão. A campainha é acionada sempre que um senador interrompe o outro ou quando o tempo da fala se encerra. O senador Waldemir Moka (PMDB-MS), falando em nome de todo o PMDB, defendeu a aprovação do parecer de Anastasia: " O PMDB encaminha voto sim pela admissibilidade". O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse que a comissão cumpriu exatamente o prazo legal para a análise. "Estão nos entregando um país em frangalhos! E votaremos sim (pelo impeachment)! - disse ele, acrescentando: - "Estamos encerrando hoje a primeira etapa, mostrando que a presidente teve amplo direito de defesa e com um relatório com indícios claros de materialidade. Essa comissão não tem o objetivo de engessar governantes ou criminalizar gestores. O que a Casa está mostrando é que os novos gestores terão que ter compromisso com a verdade". A senadora Ana Amélia (PP-RS) adotou discurso parecido. "A Constituição é nossa Blíbia", declarou. "Democracia não é PT, é uma coisa muito maior. Esse robusto relatório será aprovado aqui", emendou o senador José Medeiros (PSD-MT). 

Waldir Maranhão não engavetará pedido de impeachment de Michel Temer, garante vice-líder do governo


Vice-líder do governo, o deputado federal Silvio Costa (PTB-PE) afirmou na manhã desta sexta-feira que o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), se comprometeu a dar seguimento ao pedido de impeachment do vice-presidente Michel Temer. Segundo Costa, Maranhão disse que, até segunda-feira, enviará um ofício aos líderes partidários para eles indicarem os representes da Comissão especial que vai analisar o eventual impedimento de Temer. "Eduardo Cunha (presidente afastado) engavetou isso, obviamente. Mas, agora, Waldir me jurou de pé junto que vai cumprir a Constituição. Se os líderes não enviarem os nomes, cabe a nós recorrer ao Supremo Tribunal Federal", afirmou Silvio Costa. No primeiro momento, Eduardo Cunha argumentou que não havia indícios de crimes de responsabilidade cometidos pelo vice-presidente e arquivou a solicitação feita pelo advogado Mariel Márley Marra. O autor da peça contestou a decisão de Eduardo Cunha no Supremo e, no início do mês passado, o ministro Marco Aurélio Mello decidiu que a Câmara tinha obrigação de formar a comissão especial e dar seguimento à matéria. Até o momento, apenas 14 membros do colegiado foram indicados por seus partidos. São necessários 33 nomes para que a Comissão seja instalada. Silvio Costa disse ainda que Waldir Maranhão prometeu também se debruçar sobre o pedido de nulidade da sessão em que a Câmara aprovou a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, no dia 17 de abril. "E eu disse a ele (Maranhão) que iria à imprensa contar a nossa conversa. Ele não vai afinar comigo", acredita Silvio Costa. Perguntado sobre a proximidade de Maranhão com Eduardo Cunha, Costa classificou o presidente interino como um homem "sério" e que há muitas ilações em torno da relação de Maranhão com seu antecessor.

Afastado do mandato, Eduardo Cunha deve ter direito a residência oficial e metade do salário de deputado


A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados deve anunciar nesta sexta-feira (6) o ato que definirá o que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) terá direito em seu período de afastamento do mandato e do cargo de presidente da Câmara. Segundo o primeiro-secretário da Casa, Beto Mansur (PRB-SP), a idéia é reservar a Eduardo Cunha direitos proporcionais ao que a presidente Dilma Rousseff deve ter caso seja afastada em decorrência da abertura do seu processo de impeachment. Com isso, Eduardo Cunha deverá ter direito a metade do salário de deputado – ou seja, R$ 16.881,00 dos atuais R$ 33.763,00 – e, possivelmente, à permanência na residência oficial da presidência da Câmara, no Lago Sul de Brasília. Caso seja afastada, Dilma poderá permanecer no Palácio da Alvorada. De acordo com o ato que está sendo elaborado pela Mesa Diretora, Eduardo Cunha perderá direito à cota de R$ 78 mil mensais para o pagamento de salário de assessores, além do chamado "cotão", de R$ 32.500,00 - verba usada mensalmente para reembolso de gastos como aluguel de escritório, transporte e alimentação. Ele perderá também acesso ao fornecimento de material de expediente e de serviços gráficos. Havia dúvida se Eduardo Cunha poderá continuar a usar aeronaves da FAB, reservadas para autoridades como o presidente da Câmara. A interpretação inicial da área técnica da Casa era a de que por estar suspenso do mandato parlamentar, Eduardo Cunha não poderia ter direito a nada relativo ao mandato. Mas na manhã desta sexta-feira já havia a evolução para uma solução política intermediária, o que, obviamente, é assim decidido para beneficiar a petista Dilma Rousseff.

IPCA sobe 0,61% em abril e fica acima das previsões


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,61% em abril, após alta de 0,43% no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. O IPCA é o índice oficial de inflação do País e serve, por exemplo, como baliza para o regime de metas de inflação adotado pelo Banco Central. No acumulado de doze meses até abril, o IPCA teve alta de 9,28%. Até o mês anterior, a inflação somada em doze meses era de 9,39%. A alta de preços no mês passado ficou acima da projeção de analistas. Economistas ouvidos em pesquisa da agência Reuters revelaram expectativa de alta de 0,54% em abril, acumulando em doze meses um aumento de 9,20%. Os grupos alimentação e bebidas e saúde e cuidados pessoais foram os principais responsáveis pelo aumento dos preços em abril, de acordo com o IBGE. Somadas, suas altas (de 1,09% e 2,33%, respectivamente), foram responsáveis por 89% do índice do mês, o equivalente a 0,54 ponto porcentual. Entre as principais altas do grupo alimentação ficaram batata inglesa (+13,13%) e açaí (+9,22%). O tomate, em contrapartida, ficou 15,26% mais barato na passagem de março para abril. Do grupo saúde e cuidados pessoais, a alta mais expressiva de preços foi a dos remédios, que ficaram 6,26% mais caros no mês passado. O avanço foi, em parte, reflexo do reajuste de 12,50% sobre os medicamentos em vigor a partir do dia 1º de abril.

Regime petista criminoso chega ao fim fazendo acordos de leniência criminosos com empresas bandidas


O acordo de leniência da SBM com a Controladoria Geral da União, no ocaso do regime criminoso do PT, deve ser homologado na semana que vem. A empresa holandesa devolverá cerca de R$ 1 bilhão para a Petrobras. É um presente de pai para filho. É criminoso. Não poderia ser assinado nunca nessas condições. 

Petrobras privatiza, porque já está falida pelo regime petista


A Petrobras começa a receber hoje ofertas para a compra da Liquigas, a segunda maior distribuidora de gás de cozinha do Brasil. O governo não deveria ter se metido nunca em uma operação que nada tem a ver com funções de venda de botijões de gás. Mas, isso é muito pouco, é preciso vender tudo, privatizar tudo, porque o estatismo, a participação do Estado na economia, é o pai e a mãe da corrupção, avô e avó do populismo. Próximo passo deveria ser a urgente venda da BR Distribuidora, porque não é papel do Estado ser dono de posto de gasolina. 

Após 2 mil anos, finalmente o império comunista da China admite a existência do mercado e encerrará monopólio sobre o sal


A China encerrará a partir do ano que vem um de seus monopólios mais duradouros ao eliminar o controle sobre preços, produção e distribuição de sal. O controle do Estado sobre o produto existe há mais de 2.000 anos. A emissora de televisão oficial CCTV noticiou nesta sexta-feira que o Conselho de Estado, que equivale ao Poder Executivo no regime chinês, decidiu iniciar uma reforma que, na prática, vai acabar com o monopólio governamental sobre o sal. Mesmo com a decisão, a atuação de novos produtores e comerciantes não será autorizada por enquanto. As empresas dedicadas à produção e venda por atacado de sal na China precisam de uma autorização especial do governo para operar. Até hoje, Pequim também estabelecia cotas de produção e preços e reservava a distribuição do bem às empresas públicas. Segundo a imprensa oficial, o Conselho de Estado não deve aprovar a entrada de novos atores no setor, mas estimulará fusões e aquisições de empresas que já estão em operação na atualidade para permitir a entrada de capital privado. O sal é um monopólio controlado pelas autoridades desde o século VII a.C., antes mesmo da unificação do país. O governo já havia manifestado sua intenção de acabar com essa prática há anos, mas encontrou algumas resistências no setor.  Em todo caso, na decisão divulgada nesta sexta-feira, o governo chinês se reserva ao direito de intervir nos preços em momentos de grandes oscilações.

Tesouro Nacional é contra injeção de recursos na Eletrobras


O Tesouro Nacional é contra a injeção de recursos nas distribuidoras da Eletrobras, conforme prevê relatório da Medida Provisória 706/2015, elaborado pelo senador Edison Lobão (PMDB-MA). O dinheiro que seria utilizado para capitalizar a companhia já foi gasto em outras finalidades. O montante a ser aplicado nas distribuidoras da Eletrobras viria da segunda parcela da outorga das hidrelétricas amortizadas, leiloadas no fim do ano passado. Dos 17 bilhões de reais arrecadados, 5 bilhões de reais seriam direcionados para a empresa. Embora esse dinheiro esteja previsto no Orçamento, o gasto foi alvo de contingenciamento. Desde a semana passada, publicações no Diário Oficial da União já direcionaram 266 milhões de reais que iriam para a companhia para publicidade e gastos com segurança na Olimpíada. O governo já se comprometeu a aplicar 1 bilhão de reais na Eletrobras por meio de Adiantamento para Futuro Aumento de Capital (Afac) neste ano, com o compromisso de que o volume não será utilizado pelas distribuidoras, mas para cobrir despesas de capital. A votação do relatório da Medida Provisória 706/2015 foi adiada para a próxima terça-feira. O adiamento foi decidido após a apresentação do relatório, que mostra que o governo quer empurrar para as tarifas de energia de todo o País e para o Tesouro o custo da ineficiência das distribuidoras da Eletrobras que atendem a Região Norte. Em reunião realizada na quarta-feira, no Ministério de Minas e Energia, ficou acertado que a votação do relatório na comissão mista ficaria para a próxima semana, por causa da polêmica em torno da proposta. Até lá, haverá uma tentativa de se chegar a um consenso sobre a MP 706. Além de técnicos do MME, participaram integrantes do Ministério da Fazenda, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) e o deputado Fabio Garcia (PSB-MT). Nenhum dos convidados, nem mesmo a Aneel, conhecia o conteúdo do relatório antes da apresentação pelo relator, e todos manifestaram contrariedade com o teor da proposta. Diversas emendas incluídas pelo relator, senador Edison Lobão, aliviam a situação financeira das distribuidoras da Eletrobras para dar condições a elas de renovar seus contratos de concessão. Estimativas preliminares da indústria apontam que a proposta pode repassar à conta de luz e ao Tesouro Nacional uma dívida em torno de 9 bilhões de reais ao longo dos próximos anos.

Acompanhe a transmissão ao vivo da sessão da Comissão do Senado que vota relatório do impeachment de Dilma

Todos os 18 acusados na Operação Cartola foram absolvidos na Justiça Federal; o procurador inclusive pediu desculpas aos réus


Há poucos anos, durante o governo do peremptório petista e "grilo falante" e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul invadiu várias prefeituras comandadas por adversários. Um delas foi a prefeitura de Osório que, na época, era comandada por Romildo Bolzan Jr, atualmente presidente do Grêmio. Era prática contumaz do peremptório petista utilizar aparatos policiais para promover a intimidação de adversários políticos, visando subordiná-los pelo medo. Foi o que ele fez com a Operação Rodin, quando era ministro da Justiça e utilizou-se da Polícia Federal, transformada em polícia política petista, para arrasar com toda competição política e ganhar o governo do Rio Grande do Sul sem disputa eleitoral. Durante seu governo, o peremptório petista Tarso Genro utilizou-se do aparato da Delegacia Fazendária da Polícia Civil gaúcha para tentar reproduzir a mesma coisa que fez quando ministro da Justiça. Obviamente, ele encontrou menos recursos humanos, menos talento, e menos competência, para reproduzir o que fez a polícia política do PT, a Polícia Federal. Gerou uma operação pífia contra prefeituras de partidos que poderiam ser oposicionista, a ridícula Operação Cartola. E agora a Justiça Federal absolve todos os denunciados, inclusive com o procurador federal pedindo desculpas a todos os réus. Inacreditavelmente, o governo de José Ivo Sartori manteve na titularidade da Delegacia Fazendária da Polícia Civil e o mesmo delegado que se prestou a prestar esses serviços durante o governo do peremptório petista Tarso Genro. É por isso que Sartori não engana a ninguém sobre seu verdadeiro caráter. Além do ex-prefeito João Carlos Brum, foram absolvidos das acusações Sérgio Gomes Tarrago, Rosângela Marques Fernandes, Rafael da Silva Araújo, Paulo Noschang, Marcos Besteti Otto, Keli de Fátima, Rodrigues Nunes, Jussara Conceição Veras de Bitencourt, Jorge Luiz Thomaz de Souza, Jorge Luiz Nunes Escouto, João Marafiga Dias, João Luiz Guariglia de Oliveira, Eduardo Gomes de Oliveira, Eder Oliveira de Fraga, Darlene Regina Pagani, Aline Vergilino Colombo, Adyr Barbosa Nogueira e Jefferson Teixeira dos Santos. A 7ª Vara Federal de Porto Alegre publicou na tarde desta quinta-feira a sentença de absolvição dos 18 réus da ação penal originada da Operação Cartola, entre eles do ex-prefeito João Carlos Brum. A decisão é da juíza Karine da Silva Cordeiro. O grupo era acusado de desviar verbas da prefeitura de Alvorada oriundas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (Fundef). O procurador Celso Trêz chegou a pedir desculpas aos réus. Diante de um resultado judicial dessa ordem e monta, nada será imputado ao trabalho do delegado titular da Delegacia Fazendária, e daqueles que fizeram parte da delegacia política montada pelo peremptório petista Tarso Genro? 

Prefeito de Caxias do Sul, Barbosa Velho, desiste da reeleição; seu vice, Antonio Feldmann, disputará pelo PMDB

O prefeito de Caxias do Sul, a cidade mais importante do Rio Grande do Sul, Alceu Barbosa Velho, anunciou esta manhã que não será candidato à reeleição. Ele é do PDT. Alceu Barbosa Velho foi eleito em uma coligação com o PMDB, mas seu vice, Antonio Feldmann, entrou em conflito com ele e avisou que será candidato. Ele, agora, quer o apoio do PDT, que no entanto insistirá com outro nome, no caso Edson Néspolo. Fidelidade a acordos na política é como exigir comportamento de freira às moças do prostíbulo. 

Estou contente com a decisão, a exemplo da maioria, mas não tem amparo constitucional

Decisão de Teori desarmou palanque no qual Marco Aurélio, Lewandowski e, quem sabe?, Roberto Barroso pretendiam discursar

Por Reinaldo Azevedo -  Vamos lá. Estou contente que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tenha sido afastado de seu mandato e que não esteja mais na Presidência da Câmara. Já escrevi aqui algumas dezenas de vezes: acho que ele tem de ser cassado. Mais ainda: penso que o afastamento é positivo para o governo Michel Temer porque não é segredo pra ninguém que, para qualquer presidente da República, mesmo um aliado, é melhor um Cunha fraco do que um forte. Mas não escrevo pensando apenas em amanhã e depois de amanhã. Não abro mão de um princípio: na democracia, melhor uma solução ruim amparada na Constituição do que uma boa amparada no arbítrio. A boa decisão contra a Carta acabará fatalmente virando um erro; a má decisão a favor da Carta acabará fatalmente sendo um acerto. Quase todos os ministros que tinham ciência do peso do que estavam votando — o próprio Teori, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello — chamaram a atenção para o caráter excepcional da medida. Tanto é assim, meus caros, que estamos diante de um fato inédito. Que fique claro: não existe amparo na Constituição para a decisão que foi tomada. O fato de eu estar contente com o afastamento de Cunha não me deixa contente com o horizonte que se abre com essa decisão. Como esquecer? Delcídio do Amaral foi flagrado tentando obstruir a Justiça e a investigação da Lava Jato. Nem importa saber se seu plano era ou não mirabolante e inexequível. De tal sorte foi considerado grave o que fez que teve a prisão decretada pelo Supremo. E, no entanto, conservou o seu mandato. Como suspender o mandato de quem não foi preso? Notem: um político pode, sim, ir para a cadeia, mas permanece com o seu mandato. Vimos isso acontecer nas condenações do mensalão. Não estou sozinho no meu estranhamento. Eloísa Machado, professora do curso de direito da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo e Coordenadora do projeto “Supremo em Pauta”, que estuda o tribunal, também expressa certa perplexidade e vai ao ponto: “É evidente que uma decisão dessas tem um impacto enorme no sistema político. Imagine o seguinte: todos os deputados que são réus serão afastados? Ou isso só vale para o Cunha?” É uma boa pergunta. Os ministros, em seus respectivos votos, tentaram, de algum modo, tranquilizar a todos: “Olhem, isso não vai virar um hábito…” Pois é. Por que não? Faço minhas as palavras da professora Eloísa Machado: “Essa decisão me dói porque o Cunha não deveria estar na presidência da Câmara, mas, ao mesmo tempo, fica uma sensação de insegurança porque a decisão está fora dos parâmetros constitucionais.” 
Bastidores
É claro que, a isso tudo, faltam bastidores, não é? Parece que Teori Zavascki, com efeito, vinha evitando tratar da Ação Cautelar movida pela Procuradoria Geral da República porque sabia do risco que ela trazia. Mas aí surgiu a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) da Rede, que caiu nas mãos de Marco Aurélio. Serelepe, ele conseguiu pautar a matéria com Ricardo Lewandowski. Já tratei do assunto aqui. Tratava-se de um ADPF preventiva, argumentando que a permanência de Cunha na Câmara feria preceitos fundamentais e que ele não poderia estar na linha sucessória, uma vez que é réu. Nota: nada disso está na Constituição. Armava-se um palco para Marco Aurélio questionar as decisões do presidente da Câmara, incluindo o primeiro ato de aceitação da denúncia que resultou no impeachment. Teori houve por bem conceder, então, a sua liminar. Cuidou menos da questão da linha sucessória do que dos atos que, entendeu ele, Cunha tomou para obstruir a investigação. O palanque no qual Marco Aurélio, Lewandowski e, quem sabe?, Roberto Barroso poderiam discursar foi desfeito. Isso pode explicar essa quinta-feira estranha. Mas não deve tranquilizar ninguém. Cunha está afastado da Câmara e não preside mais a Casa. Isso, em si, é bom. Mas, do ponto de vista institucional, estamos um pouco mais enrolados, acreditem.