domingo, 1 de maio de 2016

Petista entra na Justiça contra médica que se recusou a atender seu filho



A pediatra de Porto Alegre (RS) que se recusou a atender o filho de uma suplente de vereadora do PT será processada pela mãe da criança. Os advogados de Ariane Leitão pediram na Justiça a condenação da médica Maria Dolores Bressan por danos morais e solicitou o pagamento de três indenizações de R$ 80 mil, para a mãe, para o menino e para o marido. Um pedido de sindicância para analisar a conduta da médica já tramita no Cremers (Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul) desde março, após a denúncia de Ariane. Maria Dolores apresentou sua defesa, que será avaliada por um conselheiro. "A ação por danos extrapatrimoniais é motivada pelo comportamento preconceituoso que deixou a criança sem atendimento", diz Ramiro Goulart, advogado da petista. A defesa de Ariane também pediu a suspensão do credenciamento de Maria Dolores no Ipergs (Instituto de Previdência do Estado). A justificativa da médica para interromper o acompanhamento da criança foi o fato de a mãe ser filiada ao PT.  No dia 17 de abril, um dia após divulgação da gravação da conversa entre o poderoso chefão e ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff, a médica mandou uma mensagem para Ariane dizendo que estava "declinando, em caráter irrevogável, da condição de pediatra" da criança. "Depois de todos os acontecimentos da semana e culminando com o de ontem (quarta, 16/3), onde houve escárnio e deboche do Lula ao vivo e a cores, para todos verem (representante maior do teu partido), eu estou sem a mínima condição de ser pediatra do teu filho", escreveu Maria Dolores. Na ação judicial, a defesa da petista afirma que a pediatra "violou o Código de Ética Médica e a Constituição Federal, ao agir com extremo preconceito, e contra uma criança que nada tem a ver com as decisões e posições políticas dos pais".

José Eduardo Cardozo pedirá suspeição de Anastasia à comissão nesta semana



O ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, afirmou ao fim da reunião da comissão do impeachment de sexta-feira (29) que vai apresentar ao próprio colegiado, no início desta semana, um pedido de suspeição do relator do caso, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). Segundo o advogado-geral da União, é incoerente o fato do parlamentar ser do PSDB, partido ao qual um dos autores do pedido de impeachment, o jurista Miguel Reale Júnior, é filiado, e que também empregou a advogada Janaína Pascoal, outra auxiliadora da elaboração da peça. "Independente de todas as qualidades que o senador Anastasia tem, um partido não pode tomar conta de um processo de impeachment dessa maneira. Incorreto do ponto de vista ético e regimental", disse. O ministro explicou que não se trata de uma suspeição baseada em um argumento do Código Penal, mas de normas do regimento. Anastasia, que passou boa parte das quase 10 horas de reunião se defendendo dos ataques do PT sobre seu posto de relator do processo, voltou a dizer que será isento na análise das acusações contra Dilma. "Essa matéria, como se trata de tema regimental, cabe à própria Casa decidir, e houve decisão por larga maioria de que não há impedimento. Eu volto a dizer que vou fazer meu relatório com base em requisitos técnicos, com a celeridade e serenidade, responsabilidade que sempre caracterizaram o meu trabalho". Ele disse ainda que, desde que foi confirmado como relator do caso, na terça (26), tem sido alvo de falsas acusações e concluiu: "Confio serenamente na Justiça. Sou profissional do direito. Isso não vai me afastar nenhum centímetro do meu trabalho como relator". O ministro da AGU afirmou que vai se dedicar a conversar individualmente com cada um dos integrantes da comissão do impeachment na próxima semana, prática que já tem adotado nos últimos dias. Ao fim da reunião, Cardozo disse também confiar "no bom senso" dos senadores, quando questionado sobre a efetividade das suas argumentações uma vez que, declaradamente, os juízos de valores de todos na comissão já estão praticamente formados. "Quando se está convencido de uma razão e seus argumentos, tem que fazer o seu papel sem nunca perder a esperança de que a verdade venha à tona. Não temos a menor dúvida de que não existe crime de responsabilidade e nos debates, não se consegue fundamentar. Está cada vez ficando mais clara a inconsistência da tese, que as razões não param de pé. Confio no bom senso, acredito na consciência das pessoas e que o comprometimento com a democracia não pode fazer com que interesses político-partidários prevaleçam", afirmou o ministro.

Raimundo Lira se encontra com Lewandowski para "pedir conselhos"



O presidente da comissão especial que discute o impeachment no Senado, Raimundo Lira (PMDB-PB), se encontrou no início da noite desta sexta-feira (29) com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski para pedir conselhos. O senador foi se apresentar ao ministro e chegou a reclamar de algumas dificuldades no comando dos trabalhos. Ele citou como exemplo uma questão de ordem que foi negada nesta sexta e que tratava do alcance da denúncia pelo crime de responsabilidade da presidente, se poderia ou não incluir parte das investigações da operação Lava Jato. Lewandowski recomendou que o senador leve em consideração delimitações que foram feitas pelos STF sobre o impeachment ao se deparar com questões levantadas pelos colegas. Lira, por sua vez, disse que a tendência é que ao longo do processo o Senado só se debruce sobre a acusação que foi protocolada na Câmara contra Dilma, que leva em conta as chamadas pedaladas fiscais e decretos que ampliaram os gastos federais em R$ 3 bilhões. Para o senador, a Lava Jato não deve ser analisada. "Nessa primeira fase de funcionamento da comissão já decidiu que a denúncia será exclusivamente dois itens que são contidos na denúncia da Câmara: os seis decretos e aquilo que ficou conhecendo como pedaladas fiscais", disse. O relator do processo no colegiado, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), no entanto, afirmou que o assunto será abordado em seu relatório, que será apresentado na quarta-feira (4). "Será abordado o assunto. Não estou dizendo em que sentido", disse a jornalistas. Até agora, o Supremo tratou de questões sobre o rito do pedido de afastamento. Os ministros chegaram a negar um pedido para anular o relatório da comissão especial da Câmara que foi levado ao plenário da Casa e foi aprovado por 367 deputados. Questionado sobre a possibilidade de o escândalo de corrupção ser tratado no Senado após eventual afastamento de Dilma, ele indicou que esse item não deve fazer parte do processo. "Acredito que não. A minha autoridade no momento é operar a primeira fase. Quando começarmos na segunda já teremos pareceres técnicos e acredito que será nessa direção dois temas. Após a sessão da comissão do impeachment de sexta-feira, que durou mais de nove horas, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, criticou a intenção de ampliar o escopo da denúncia, apresentado pelo líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB). "Se quiserem mudar o objeto de um processo agora, vão conseguir trazer uma nulidade. O STF já se pronunciou a respeito. Está claro que o objeto hoje está estabilizado. É fazer um diversionismo para que você não possa efetivamente se defender. Só que agora está muito claro qual é o objeto. Se tentarem esse tipo de manobra para impedir o processo e criar um clima político que prejudique a decisão, efetivamente estarão viciando mais uma vez de morte esse processo", disse o ministro.

STF inclui Pasadena em inquérito sobre organização criminosa na Lava Jato



O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, determinou na sexta-feira (29) que trechos da delação do senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) sobre a compra da refinaria de Pasadena sejam inseridos no inquérito que apura a existência de uma organização criminosa na Petrobras. Em sua colaboração, o parlamentar admitiu que recebeu propina de US$ 1 milhão decorrente da compra irregular da Refinaria de Pasadena, adquirida pela Petrobras em 2006. Ex-líder do governo, Delcídio também levanta a suspeita de que a presidente Dilma Rousseff, na época presidente do Conselho de Administração da Petrobras, deveria saber dos problemas nessa operação. Mas não foram anexadas provas além do depoimento dele para comprovar a afirmação. O senador disse que soube que a aquisição de Pasadena rendeu propinas no valor de US$ 15 milhões a funcionários da Petrobras e que pediu a propina aos ex-diretores Nestor Cerveró e Paulo Duque para pagar dívidas da campanha a governador do Mato Grosso do Sul em 2006, na qual foi derrotado. Este inquérito é o principal da Lava Jato que tramita no Supremo porque investiga a relação de 39 políticos na formação de uma organização criminosa que teria atuado no esquema de corrupção da Petrobras. A decisão de Teori atende a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e não significa que os citados se tornam formalmente investigados no inquérito, o que dependerá do andamento da apuração. Mas é uma etapa inicial que pode acarretar na investigação da relação deles com a formação de um esquema criminoso na Petrobras. Para a Procuradoria, as citações feitas por Delcídio complementam a narrativa da atuação do núcleo político que teria ligações com os desvios na estatal. Na semana passada, o ministro também pediu que fossem inseridos no chamado inquérito do quadrilhão referências eitas a Dilma, ao ex-presidente Lula e ao vice-presidente Michel Temer pelo senador em sua delação premiada. 


Os trechos da delação de Delcídio sobre Pasadena também foram incluídos no inquérito aberto em dezembro pelo STF que apura ligação de Delcídio com o esquema de corrupção da Petrobras. Em 2006, a Petrobras comprou do grupo belga Astra metade da refinaria de Pasadena por US$ 360 milhões, aí incluídos estoques de petróleo. Os sócios brigaram por causa do custo da reforma que a Petrobras queria fazer na refinaria, que chegavam a US$ 2,5 bilhões, considerado alto pela Astra. A Petrobras então enviou proposta de US$ 550 milhões pelo restante de Pasadena, mas a Astra queria US$ 1 bilhão. Os sócios acabaram fazendo um acordo de US$ 788 milhões. Mas sem aprovação do conselho da estatal brasileira, ele não foi fechado, o que levou a uma disputa judicial nos EUA. No final, após uma batalha judicial encerrada em 2012, a Petrobras acabou pagando US$ 885 milhões pelo 50% da refinaria. No total, a estatal brasileira desembolsou US$ 1,25 bilhão por um negócio comprado pela Astra por apenas US$ 42,5 milhões em 2005. O ex-presidente da Estatal, José Sérgio Gabrielli, diz que a Astra fez investimentos de US$ 360 milhões na refinaria após a aquisição de 2005. Em 2014, quando o TCU (Tribunal de Contas da União) apurava os prejuízos nessa aquisição, Dilma afirmou que o Conselho de Administração, que ela presidia, não teve conhecimento de todos os atos tomados pelos diretores e que algumas cláusulas do contrato não forma informadas aos conselheiros, responsabilizando os diretores pelo prejuízo. Ao fim da apuração, o TCU considerou que as operações para adquirira Pasadena deram um prejuízo US$ 792 milhões à estatal e está exigindo a devolução desses recursos a 14 ex-diretores. No julgamento, os ministros entenderam que os conselheiros não poderiam ser apontados como responsáveis pelo dano, mas que isso poderia vir a ocorrer na fase atual do processo, onde cada diretor está se defendendo. Na síntese do depoimento do senador Delcídio, os investigadores informam que ele afirmou que a presidente Dilma Rousseff "como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, tinha pleno conhecimento de todo o processo de aquisição da Refinaria de Pasadena e de tudo que essa encerrava". Diz ainda que os ilícitos seriam do "conhecimento de todos. Sem exceção". Os investigadores também informam que "a alegação de Dilma de que ignorava o expediente habitualmente em contratos desse tipo, alegando desconhecimento de cláusula como Put Option, absolutamente convencional, é, no mínimo, questionável". No entanto, no texto anexado do depoimento prestado por Delcídio em 13 de fevereiro sobre esse assunto, o senador diz que "considera, então, que foi 'vendido um peixe' de que a compra da Refinaria de Pasadena teria ocorrido sem o conhecimento do Conselho". Ao longo do depoimento anexado ele não discorre sobre quem sabia das irregularidades da compra da refinaria. Diz ainda que a decisão de comprar "deve ter sido trabalhada no âmbito do Conselho".

O petista Fernando Pimentel condecorou mais da metade dos desembargadores do Tribunal de Justiça mineiro



O governador de Minas Gerais, o ex-terrorista e petista Fernando Pimentel (PT), agraciou com a Medalha da Inconfidência, no último 21 de abril, dia de Tiradentes, 26 dos 43 desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado. Os condecorados serão os responsáveis por julgar eventuais processos criminais contra a primeira-dama Carolina Oliveira, que ganhou foro especial na corte após ser nomeada secretária do Trabalho e do Desenvolvimento Social pelo marido. Carolina e Pimentel são investigados na Operação Acrônimo, que apura suposto esquema de corrupção envolvendo recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros órgãos federais. O caso corre no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em função do envolvimento do governador. Só em caso de desmembramento, o que não ocorreu, a primeira-dama responderia em outra instância. Com a ascensão ao primeiro escalão do governo, a primeira dama passa a responder a ações no TJ-MG quando se tratar de caso estadual. Se o caso for federal, a exemplo da Acrônimo, o processo corre em tribunal regional federal. A Medalha da Inconfidência é a principal condecoração do governo mineiro, que evoca o martírio de Tiradentes. Na entrega, que ocorre em Ouro Preto, o maior número de agraciados este ano veio do TJ-MG. A homenagem foi na quinta-feira. No sábado, o governador almoçou com o presidente da corte, Pedro Carlos Bitencourt Marcondes, e o desembargador recém-eleito para comandar a corte, Hebert Carneiro, e aliados políticos. A escolha se deu na segunda-feira, após a distribuição da insígnia e o almoço.

Senadora governista tenta paralisar comissão do impeachment



Diante da derrota do governo já pavimentada na comissão do impeachment, aliados da presidente Dilma Rousseff tentam, a todo custo, paralisar os trabalhos do colegiado. Em meio a esse esforço, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) pediu na sexta-feira a suspensão da comissão até o julgamento das contas do governo de 2015 - o que ainda não tem data para ocorrer. O Congresso Nacional ainda não votou as contas de 2014, já rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União. O resultado do ano passado não foi deliberado nem mesmo pela corte, e carece, em seguida, de análise do Parlamento. A maquiagem contábil realizada em 2015, por meio das chamadas pedaladas fiscais, é o principal embasamento para o pedido de afastamento de Dilma Rousseff do Planalto. "Onde poderiam estar as provas se os órgãos competentes sequer concluíram seu trabalho? Se não há conclusão, como poderia haver a prova?", questionou a senadora. No momento da questão de ordem, o presidente da comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB), estava ausente, sendo substituído interinamente por Rose de Freitas (PMDB-ES). Ela recolheu o questionamento e disse que vai respondê-lo "oportunamente". Vanessa pediu também a suspeição do relator da comissão, o tucano Antonio Anastasia (MG). 

Empreiteiro propineiro José Antunes Sobrinho, dono da Engevix, diz que Gim Argello praticou chantagem

A Época traz uma reportagem sobre mais um termo da delação premiada de José Antunes Sobrinho, dono da Engevix. Ele afirmou que Gim Argello pediu 5 milhões de reais para blindar a empreiteira na malfadada CPI da Petrobras, instalada em 2014. Segundo Antunes Sobrinho disse à Lava Jato, Gim Argello, vice presidente da comissão, fez o mesmo com todas as outras empreiteiras que poderiam ser alvo da CPI. Quando chantageou o dono da Engevix, Gim Argello afirmou falar também em nome de Vital do Rêgo, presidente da comissão. Vital do Rêgo atualmente é ministro do Tribunal de Contas da União.

A petista Dilma Rousseff ainda vai cair nas mãos de Sérgio Moro

Informa o jornal O Globo: "A Procuradoria Geral da República pediu (a Teori Zavascki) que as acusações do senador Delcídio Amaral sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, sejam remetidas à força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba, onde já existe uma frente de investigação sobre a aquisição do empreendimento pela Petrobras. Em novembro do ano passado, a Polícia Federal deflagrou a 20ª fase da Lava-Jato – chamada "Corrosão" – para apurar pagamento de propina na compra de Pasadena". O ex-senador petista Delcídio do Amaral disse que Dilma Rousseff estava perfeitamente inteirada de todos os aspectos do negócio - o pior da história do capitalismo mundial. Por conta disso, e de outras coisas, a petista Dilma Rousseff acabará nas mãos do juiz federal Sérgio Moro assim que sofrer o impeachment e perder o foro privilegiado.

Cunha e Lewandowsky acertam aumento para os servidores do Judiciário.

O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, acertou com o presidente do STF, Ricardo Lewandowsky, que incluirá na pauta desta semana o reajuste dos salários dos servidores do Judiciário. Ele até já aprovou o regime de urgência do projeto. Agora, poderá ser votado pelo plenário, sem passar por comissões. O aumento oscilará entre 16,5% e 41,47%, de forma escalonada. O projeto terá impacto de R$ 1,1 bilhão a mais no Orçamento de 2016. 

Imprensa internacional repele tese petista de impeachment como golpe de Estado

A reportagem mais visível da coletânea ao lado é da Folha de São Paulo e ela demonstra que pouco depois de uma pequena vacilação, a imprensa internacional não comprou a narrativa de golpe que o governo Dilma e o PT queriam implementar. Os recortes são dos principais jornais do mundo. Ao empunhar a bandeira do golpe, dilmistas e petistas queriam passar por vítimas indefesas de golpistas cruéis, o que melhoraria a biografia de Dilma e daria contornos dramáticos e heróicos ao discurso do PT. Seriam ganhos políticos e eleitorais de monta.




A verificação de que o governo petista cai porque é corrupto e inepto, desconstrói o mito Lula, a mística do PT e a imagem de gerentona de Dilma.




Apesr disto, a organização criminosa lulopetista prosseguirá com o discurso reducionista. Isto, aliás, foi o que se viu na nova fala do ministro José Eduardo Cardozo, hoje, na Comissão Especial do Impeachment.

PDT gaúcho diz que vai defender Cherini e Lasier da expulsão junto à direção nacional do partido

O deputado estadual Eduardo Loureiro, líder do PDT na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, e o secretário estadual da Educação, Vieira da Cunha, participarão da próxima reunião do diretório nacional do partido, cuja pauta principal será a proposta de expulsão dos deputados e senadores que votaram e votarão pelo impeachment da presidente petista Dilma Roussef. A decisão foi da Executiva do Rio Grande do Sul. O PDT gaúcho não quer saber da expulsão do deputado federal Giovani Cherini. "Este tipo de votação não admite fechamento de questão, porque se trata de questão de consciência do parlamentar", disse o deputado estadual Ênio Bacci.

Câmara de Porto Alegre poderá ter "bancada da bala"

A próxima legislatura da Câmara de Vereadores de Porto Alegre poderá conter com uma "Bancada da Bala". Seus dois mais fulgurantes membros poderão ser o coronel Vieira, do PP, mais conhecido como Batman, e a coronela Nádia Gernhardt, que concorrerá pelo PMDB. Os brigadianos querem eleger os dois. A "bancada da bala" na verdade deveria ser composta por civis, porque o direito de ter e portar uma arma deveria ser estendido em nosso País a todos os cidadãos. O brasileiro armado tem condições de reagir a assaltos da bandidagem. E essa seria a primeira e determinante medida de sucesso em uma política de segurança. Militares já têm ao natural o direito de porte de arma, e tem mais, em geral são refratários à idéia de cidadãos armados. 

Justiça investiga manobra para tentar reverter a extradição do mensaleiro petista Henrique Pizzolato



A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal apura a procedência de uma denúncia de suposta negligência médica no tratamento do mensaleiro petista Henrique Pizzolato no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O caso pode embaraçar diplomaticamente a extradição de Pizzolato e, em medida extrema, dificultar que ele seja punido por crimes cometidos antes e durante a fuga do Brasil. O governo da Itália acompanha minuciosamente a prisão de Pizzolato e analisa um pedido de extradição suplementar feito pelo Ministério Público Federal para que ele possa ser alvo de dois processos na Justiça brasileira. Ambos estão suspensos. O Supremo Tribunal Federal entende o que tratado bilateral não autoriza que Pizzolato seja processado por atos ilícitos diferentes dos descritos no pedido inicial de extradição, mesmo os cometidos antes. A extradição dele está atrelada à condenação de 12 anos e 7 meses no Mensalão do PT por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Pizzolato foi denunciado à Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro por ter se passado pelo irmão Celso Pizzolato, morto em 1978, e votado no lugar dele duas vezes nas eleições de 2008 - crimes eleitorais puníveis com prisão. Também virou réu na Justiça Federal em Lages (SC) por falsidade ideológica e uso de documento falso - ele adulterou RG, CPF e título de eleitoral para tirar um passaporte em nome do irmão falecido, usado na fuga do Brasil. A Itália ainda não autorizou a extensão da extradição. A defesa já se manifestou contra a ampliação do rol de crimes. Há fartas provas documentais contra o mensaleiro petista e ele dificilmente escaparia de duas novas condenações. Em março, a juíza Leila Cury, titular da Vara de Execuções Penais, determinou a verificação da denúncia anônima registrada no Disque Direitos Humanos do governo federal. Ela ainda não decidiu sobre o conteúdo da denúncia, mas cobrou explicações da Administração Penitenciária. Pizzolato estaria "sofrendo negligência em assistência de saúde" por parte da direção do Centro de Detenção Provisória. "O remédio medicado para ele na Itália não se encontra aqui, então foi passado um similar. O mesmo demonstrou ter um problema alérgico, tendo seu corpo ficado todo avermelhado", diz o denunciante. "A unidade apresenta várias falhas no que tange à assistência à saúde dos reeducandos em geral, fazendo com que os próprios detentos façam por conta própria procedimentos médicos". O teor é semelhante a representações protocoladas no fim de 2015 pela advogada Marina da Silva Steinbruch. Ela registrou as mesmas informações sobre a alergia e a falta do medicamento no Ministério Público e nas comissões de Direitos Humanos do Senado, da Câmara e da Ordem dos Advogados do Brasil. No documento, conta que visitou Pizzolato na prisão a pedido de Rosa Cimiana dos Santos, servidora da Câmara dos Deputados e militante do PCdoB que se envolve com frequência em tumultos no Congresso. Segundo a advogada, Pizzolato relatava preocupação com a falta de plantão médico. Ela foi subdefensora pública geral da União e mantém vínculo com o Ministério da Justiça como membro da Comissão de Anistia. O Centro de Progressão Penitenciária da Papuda informou à Justiça que ela fez ao menos doze visitas aos também mensaleiros petistas José Dirceu e João Paulo Cunha. O advogado de Pizzolato, Hermes Vilchez Guerrero, disse que "não conhece" Marina Steinbruch e que a defesa nunca registrou essa reclamação à Justiça. Guerrero disse que Pizzolato fala de maneira genérica sobre de falta de remédios para tratar outros presos e de restrições alimentares. Desde que foi descoberto em seu esconderijo na Itália, o mensaleiro-fujão tenta impugnar a extradição com o argumento das péssimas condições do sistema carcerário brasileiro - do qual a Papuda, e a Ala dos Vulneráveis em especial, destoam. As informações divergem de um relatório do Ministério Público redigido em 4 de fevereiro, semanas antes da denúncia anônima. O relatório traz declarações de Pizzolato ao procurador federal Carlos Bruno Ferreira da Silva, secretário substituto de Cooperação Internacional. Questionado sobre a assistência médica no cárcere, ele respondeu que "sua situação é tranquila, mas que há preocupação com eventuais emergências"; relatou que tinha "bom relacionamento com os agentes, recebe medicamentos regularmente e faz caminhadas pela manhã"; pediu alimentação mais balanceada por causa de presos diabéticos e obesos. Disse ainda que estavam fazendo uma horta comunitária para melhorar a qualidade da alimentação. "Foi verificado que o sentenciado continua fisicamente e psicologicamente muito bem. Apresenta-se tranquilo e, quando questionado sobre as condições em que se encontra, nos foi dito que está tudo bem, que se dedica à leitura, que está se alimentando bem e não lhe falta assistência médica", escreveu o procurador. Como não é a primeira vez que se noticiam supostos maus tratos, há suspeita de que a denúncia anônima seja uma forma de prejudicar a extradição. No dia 2 de fevereiro, Pizzolato reclamou de ter sido transportado algemado da Papuda até a sede da 12ª Vara Federal em Brasília, ocasião em que prestaria depoimento. No caminho, teria batido com a cabeça no camburão e ficado com hematomas. A juíza Leila Cury investigou o caso e não encontrou "indícios de irregularidades, tortura ou tratamento humilhante", tampouco lesões. A defesa quer relatar o episódio às autoridades italianas. A magistrada "suspeitava que tudo não passava de estratégia de defesa visando possivelmente reverter a questão relativa à extradição". Leila Cury conversou com Pizzolato em inspeções na Papuda. Segundo ela, o ex-diretor do Banco do Brasil não reclamou do tratamento e aparentava estar saudável. Ela também anotou que ele tem "intuito declarado de reverter o processo de extradição". O serviço de inteligência do presídio apurou que ele conversou com colegas do cárcere sobre a intenção de sensibilizar autoridades para rever a extradição porque o Brasil não teria condições de lhe dar tratamento e que buscava voltar à Itália, onde moram sua mulher e parentes. Depois de o caso ter sido comunicado à Justiça, o Tribunal de Modena pediu ao Supremo informações sobre o cumprimento da pena. As autoridades italianas recebem informes frequentes via embaixada brasileira em Roma. Para autorizar a extradição, por exemplo, pediram relatório com histórico de superlotação, rebeliões, casos de tortura e homicídios, além da planta baixa da Papuda. Autoridades da embaixada da Itália já vistoriaram e fotografaram a cela do mensaleiro na Ala dos Vulneráveis. Até a transferência dele para cadeias alternativas em Santa Catarina, como a Penitenciária Regional de Curitibanos e o Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, deve ser comunicada ao país europeu.