domingo, 24 de abril de 2016

Morre o cantor Billy Paul, uma lenda do soul, aos 81 anos


Lenda do soul, conhecido por ser um dos pioneiros do ritmo, o cantor Billy Paul morreu, aos 81 anos, na manhã deste domingo, dia 24, de acordo com o seu empresário. A notícia foi dada pelo site NBC Filadélfia, cidade onde o músico nasceu. O empresário Beverly Gay disse ao site que Paul foi diagnosticado com câncer e tinha sido hospitalizado na semana passada. Ainda de acordo com Gay, Paul morreu em sua casa, em Blackwood, New Jersey. Uma mensagem postada no site oficial do músico (billypaul.com) neste domingo noticiou: "Lamentamos anunciar, com o coração partido, que Billy faleceu hoje em casa depois de enfrentar uma grave condição médica. Nós gostaríamos de estender nossas mais sinceras condolências à sua mulher Blanche e a sua família pela perda".


Nascido no dia 1º de dezembro de 1934, na Filadélfia, Paul (seu nome de batismo era Paul Williams) começou sua carreira aos 11 anos de idade, quando apareceu na estação de rádio local WPEN. No início da carreira, ele costumava se apresentar em clubes e universidades ao lado de nomes como Charlie "Bird" Parker, Nina Simone, Miles Davis e Roberta Flack. Após servir no Exército, Paul lançou seu primeiro álbum "Feelin 'Good ao Cadillac Club", em 1968. Um dos maiores sucessos da carreira de Paul é a faixa "Me and Mrs. Jones", de 1972. A canção foi número um na Billboard Hot 100 e R&B e levou um Grammy. Ao todo, Paul lançou 15 álbuns, entre 1968 e 1988. 

Mulher do marqueteiro João Santana, a "dona Xepa" Monica Moura, implica o petista Palocci ao negociar delação



A empresária Mônica Moura, mulher do publicitário João Santana, aquele que sorriu com empáfia para os fotógrafos no ato de sua prisão, afirmou que o ex-ministro petista Antonio Palocci articulou pagamentos por meio de caixa dois em campanhas eleitorais do PT. Mônica, que está presa há dois meses, disse que Palocci e o ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, indicaram a ela executivos de empresas que iriam contribuir diretamente em dinheiro. O pagamento de despesas de campanha dessa maneira, sem declaração à Justiça Eleitoral, configura caixa dois. A afirmação da "dona xepa" baiana foi feita a procuradores da República de Brasília em uma negociação para fechar um acordo de delação premiada. O casal foi detido na 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de "Acarajé", sob suspeita de receber no exterior pagamentos referentes a campanhas eleitorais no Brasil. Santana foi o responsável pelas candidaturas presidenciais do partido em 2006, 2010 e 2014. A investigação apontou pagamentos fora do Brasil a eles feitos pela Odebrecht e pelo lobista Zwi Skornicki, que representava no Brasil o estaleiro asiático Keppel. Mônica disse ainda aos procuradores que ela pode esclarecer detalhes de uma das principais provas da fase Acarajé da Lava Jato: uma planilha apreendida com funcionários da Odebrecht que mostra milhões de reais em pagamentos da empresa. Nessa planilha, segundo a força-tarefa da Lava Jato, Santana é apelidado de "Feira". Na eleição de 2010, na qual Dilma Rousseff se elegeu presidente, Palocci foi o principal coordenador da campanha petista. Dona Xepa tirou a empáfia da cara bem rapidinho. 

Ex-presidente do Banco Central impõe condições a Michel Temer para assumir o Ministério da Fazenda


O ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foi sondado por Michel Temer neste sábado (23) sobre a possibilidade de comandar o Ministério da Fazenda caso o vice venha a assumir a Presidência da República. Meirelles respondeu que aceitaria assumir a pasta, desde que pudesse dar a palavra final sobre todos os nomes da área econômica de eventual novo governo. Fazem parte dessa lista o Ministério do Planejamento e as presidências do Banco Central, do BNDES, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Meirelles e Temer se encontraram neste sábado em Brasília. O peemedebista disse que não pode fazer convites formais antes da votação final sobre a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff no Senado, o que está previsto para maio. Eles ficaram de voltar a conversar depois da decisão. Na conversa, o vice e Meirelles concordaram que deve haver um alinhamento da equipe econômica. A intenção de Meirelles seria blindar a área para que ninguém atuasse em desacordo com a linha que ele viesse a adotar nem "conspirasse" contra ele se a situação viesse a se complicar. Temer precisa de um nome de peso na Fazenda para acalmar parte do empresariado, que começa a desconfiar da capacidade do peemedebista de montar uma equipe capaz de tirar o País da crise. Esse temor aumentou depois de o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, um dos nomes preferidos do mercado, deixar claro, na semana passada, que não pretende fazer parte de um eventual governo Temer. Após o encontro deste sábado, Meirelles afirmou, em entrevista, estar disposto a aconselhar o vice, caso ele assuma a Presidência, mas afirmou não ter sido convidado para assumir a Fazenda. Questionado se aceitaria o cargo, disse que não trabalha com "hipóteses". "Eu não respondo, não trabalho e não penso sobre hipóteses. Eu trabalho com realidade, coisas concretas. E, no momento, o que existem são hipóteses. Estou disposto a aconselhar, dar minha contribuição", disse. O ex-presidente do Banco Central, na entrevista, também elogiou a percepção de Temer sobre a economia e disse que o Brasil tem tudo para voltar a crescer, mas que depende de uma retomada da confiança: "Me parece que ele está com uma visão bastante correta e adequada, e que eu acho muito positiva, sobre a economia". Para Meirelles, a economia só poderá ser recuperada a partir de uma resolução da crise política: "O que é mais importante é tomar medidas que sinalizem claramente que a trajetória de crescimento da dívida pública vai ser revertida no devido prazo". Segundo ele, Temer não se manifestou sobre o diagnóstico apresentado por ele. "Certamente ele está aguardando o pronunciamento do Senado e, a partir daí sim, de uma forma ou de outra, ele vai se manifestar", disse. Meirelles, que ocupou a presidência do Banco Central entre 2003 e 2010, é, desde 2012, presidente do Conselho da J&F, holding do grupo que produz as marcas Friboi, Seara, Vigor e Havaianas. Além dele, estiveram no encontro o ex-ministro das Cidades do governo Dilma, Gilberto Kassab, que deixou o cargo na semana passada, e o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Kassab foi chamado à reunião porque é presidente do PSD e Meirelles é filiado ao partido. Jucá é o principal articulador de Temer na formação de sua equipe de governo. Segundo Jucá, Temer realiza uma série de encontros com economistas para "ir construindo um posicionamento" para o caso de ele precisar "assumir rapidamente o País".

Esquerdistas fazem "escracho" na frente da casa de Jair Bolsonaro


Um grupo de no máximo 50 militantes trotskistas decidiu infernizar a vida do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e de seus vizinhos na manhã deste domingo. Os manifestantes, todos jovenzinhos vinculados à organização revolucionária trotskista clandestina Levante Popular da Juventude, protestaram em frente à casa do parlamentar, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Além de criticarem as palavras de Bolsonaro, que evocou a memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que chefiou o órgão de repressão da ditadura militar Doi-Codi de São Paulo, eles gritaram palavras de ordem contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em seu Twitter, Bolsonaro reclamou do protesto, no qual era taxado como "golpista", por defender o impeachment de Dilma. "Meu condomínio está certado por simpatizantes do PT. Estão ameaçando invadi-lo. Espero que não cometam essa loucura", afirmou o deputado na rede social. É evidente que os esquerdistas não se atreveram, porque seriam recebidos a bala. Durante a votação do impeachment na Câmara, no dia 17 de abril, Bolsonaro disse: "Perderam em 1964, perderam agora em 2016. Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias, pelas Forças Armadas, o meu voto é sim". De toda a declaração de voto de Bolsonaro, o que levantou os esquerdistas foi este trecho: ".... pela memória do coronel Carlos Alberto Bilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff". Qual é o problema existente nisso? As esquerdas não reverenciam diariamente os maiores bandidos da história da humanidade, como o porco comunista Che Guevara, Fidel Castro, Camilo Cienfuegos, Carlos Prestes, Stalin, Lenin, Mao Tse Tung et caterva? Os próprios membros do Levante Popular da Juventude reverenciam o assassino genocida Leon Trotski. Que moral eles têm, então, para escrachar quem quer que seja?


O protesto ocorreu diante do condomínio onde mora o deputado que, nas últimas pesquisas de intenções de votos, já ocupa o quarto lugar entre os candidatos mais votados para presidente. Na votação do impeachment, Bolsonaro foi ofendido e levou uma cusparada do deputado hermafrodita gayzista Jean Willys, que vai responder pelo que fez ao Conselho de Ética.

Operações Lava Jato e Xepa voltam para Curitiba, e são investigadas de novo

A Lava Jato vai retomar as investigação que iniciaram nas fases Acarajé e a Xepa. As agências de publicidade que pagaram 7 milhões de reais à Pepper - Nova SB, Agnelo Pacheco, Lew Lara, Link e Borghi & Lowe - podem ajudar a rastrear o dinheiro de propina que abasteceu a campanha de Dilma Rousseff. Dona Xepa e a dona da Pepper ainda não citaram os nomes de Franklin Martins e Thomas Traumann. É impossível que estes dois ex-ministros petistas da Propaganda do regime petista não sejam investigados. 

Palácio de Dilma compra medicamentos para depressão, sedação e insônia


No início de abril, a revista Istoé chegou a publicar que os dias no Planalto estavam sendo marcados por momentos de extrema tensão e absoluta desordem com uma presidente da República dominada por sucessivas explosões nervosas, “quando, além de destempero, exibe total desconexão com a realidade do País”. O site da ONG "Contas Abertas" revela no seu site, hoje, que no último dia 18 a Secretaria de Administração da Presidência da República reservou R$ 3,6 mil para compra de diversos tipos de remédios. Os medicamentos tratam taquicardia, depressão, insônia, amidalite, entre outras enfermidades.  A compra abrange 50 ampolas de adenosina (taquicardia), 1.200 ampolas de água destilada, 280 comprimidos de amoxicilina (antibiótico para bactérias), 10 frascos de lidocaína (anestésico), 100 ampolas de midazolam (sedação e insônia) e 120 comprimidos de quetiapina (anti-psicótico). Para que servem:
Adenosina é um remédio antiarrítmico cardíaco utilizado para tratar taquicardia. 
Quetiapina é um medicamento anti-psicótico. Ele é usado para tratar o transtorno bipolar (psico maníaco depressiva). A quetiapina também é usada em conjunto com medicamentos antidepressivos para tratar transtorno depressivo maior em adultos. 
Maleato de midazolam é um medicamento de uso adulto indicado para tratamento de curta duração de insonia.

Terminal de Viracopos é inaugurado inacabado e com problemas

A operação dos vôos domésticos no novo terminal do aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas (a 93 km de São Paulo), começou com problemas neste sábado (23). Alguns elevadores, esteiras e escadas rolantes do terminal não funcionaram. Além disso, operários ainda trabalhavam no terminal e parte do forro do teto não tinha sido colocado. Passageiros e motoristas que não sabiam da transferência dos voos foram para o antigo terminal e tiveram que retornar para só então seguir até o novo local de embarque. Das 28 pontes (fingers) para os aviões previstas no contrato de concessão, apenas 16 estão em operação. A Azul, que mais usa o aeroporto, reclamou do baixo número dos equipamentos. Segundo a assessoria da companhia aérea, os dez fingers destinados a ela para os voos domésticos são insuficientes, o que obriga que parte dos passageiros ainda sejam levados aos aviões a jato por meio de ônibus. Ainda de acordo com a Azul, a expectativa é a de que até novembro, mais posições com fingers sejam entregues, ampliando ainda mais o conforto para os clientes que usam Viracopos. A transferência total para o novo terminal sofreu atraso de 23 meses. A previsão inicial era para maio de 2014, antes da Copa do Mundo no Brasil. Porém, apenas os vôos internacionais foram migrados. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) já autuou a concessionária e estuda o valor da multa à concessionária, que pode chegar a R$ 170 milhões, mais R$ 1,7 milhão por dia de atraso. Segundo a assessoria da Aeroportos Brasil Viracopos, os problemas registrados no novo terminal já foram reparados. Mas parte do acabamento continuará sendo realizado até a finalização. A assessoria negou que as outras 12 pontes de embarque não estejam prontas e informou que elas já estão instaladas e entrarão em operação conforme o aumento da demanda do aeroporto. No ano passado, Viracopos recebeu 10,3 milhões de passageiros, um aumento de 4,9% em relação ao mesmo período anterior. O novo terminal tem capacidade para 25 milhões de passageiros por ano. Sobre o atraso de 23 meses, a assessoria informou que ele ocorreu devido a problemas de caixa, que afetaram o cronograma de obras.

Dilma ataca os juízes do STF: "Eles não têm nada que ficar falando"

Embora a mídia tenha aberto pouco espaço para as críticas de Dilma aos juízes do STF, repercute em Brasília suas declarações sobre as manifestações dos ministros Dias Toffoli, Celso de Mello e Gilmar Mendes, todos criticando sua intenção de falar em "golpe" no discurso que fez na ONU. O que disse Dilma, movendo-se como elefante em loja de louça: "Eles não têm nada que ficar falando, porque serão obrigados a falar sobre mim nos recursos e ações que interpusermos no STF". Como nenhum outro ministro ousou fazer o contraditório ao que disseram Toffoli, Mello e Mendes, o que se pode inferir é que o trio manifestou a opinião do STF. A oposição acha que Dilma não falou em golpe no discurso da ONU, exatamente em função das advertências do STF.

Policia Rodoviária Federal emite nota de apoio aos brigadianos que eliminaram quatro bandidos que os atacaram


A nota oficial acima é da Polícia Rodoviária Federal. Trata-se de apoio explícito aos quatro brigadianos que na sexta-feira à tardinha foram atacados na rua, reagiram e mataram todos os quatro bandidos que os ameaçaram com armas de grosso calibre. O modo como o Jornal do Almoço, RBS, tratou o caso neste sábado, por meio de uma repórter petista e da apresentadora Cristina Ranzolin, causou indignação dentro e fora da Brigada Militar. Nas redes sociais, as críticas atingiram a apresentadora Cristina Ranzolin, que durante a tarde foi obrigada a explicar-se em seu Facebook. As falas de Cristina Ranzolin não são convincentes. A repórter de rua ousou questionar o comportamento dos brigadianos durante a ação, já que um dos bandidos foi alvejado várias vezes depois que saiu correndo do carro, parecendo querer fugir a pé ou se entregar. Essa repórter é petista e faz postagens ostensivas de defesa do mandato da presidente petista Dilma, contra o impeachment, em seu perfil no Facebook. Está na hora de a direção da RBS tomar uma posição firme diante dos seus profissionais de comunicação. O fato é que toda a ação durou 25 segundos, durante os quais os bandidos e os brigadianos trocaram dezenas de tiros à luz do dia e diante de dezenas de pessoas e enfermos do Hospital Cristo Redentor, palco da tragédia. Não havia escapatória, os policiais tinham que reagir com toda a firmeza e toda a força de fogo que dispusessem. Foi o que fizeram, e o fizeram muito bem, com grande perícia e prontidão, mostrando enorme sentido do dever. 

A reforma ministerial de Temer

O jornalista Ilimar Franco, em O Globo, traz algumas das intenções de Temer para a esperada reforma ministerial:
- Ministério da Justiça passaria a se chamar Ministério da Justiça e da Cidadania, englobando secretarias das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos;
- Ministério do Desenvolvimento Agrário se integraria ao Ministério da Agricultura;
- Secretaria de Portos ficaria dentro da pasta dos Transportes;
- União dos ministérios do Turismo e do Esporte;
- Transformar a CGU em Ministério da Transparência, da Fiscalização e do Combate à Corrupção.

Anatel acusa a pressão popular e suspende bloqueio na banda larga fixa por tempo indeterminado



A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) proibiu, por tempo indeterminado, as operadoras de banda larga fixa de bloquear a conexão de usuários que extrapolarem os limites de dados mensais. Esse órgão público irresponsável acusou a pressão popular e voltou atrás em suas determinações. O conselho diretor da agência, que nos últimos dias foi alvo de pesadas críticas e até ataques de hackers por causa de decisões sobre o tema, disse, em comunicado, que vai examinar o assunto. "Até a conclusão desse processo, sem prazo determinado, as prestadoras continuarão proibidas de reduzir a velocidade, suspender o serviço ou cobrar pelo tráfego excedente nos casos em que os consumidores utilizarem toda a franquia contratada, ainda que tais ações estejam previstas em contrato de adesão ou plano de serviço", diz o órgão, em nota. Nas últimas semanas, usuários de serviços de banda larga têm protestado contra medidas de grandes operadoras do País de limitar o uso de dados de internet – e até de cortar a conexão caso os pacotes contratados sejam excedidos, prática já existente na internet móvel. A justificativa é que serviços como o Netflix e jogos on-line, que exigem uma quantidade grande de dados, fizeram com que as redes ficassem sobrecarregadas, o que exigiria a imposição de limites. A Vivo, por exemplo, anunciou em fevereiro que passaria a bloquear o acesso de clientes que extrapolassem a franquia de dados: inicialmente os clientes estariam sujeitos a isso a partir de 2017, mas depois a empresa passou a dizer que não iria fazer isso "por tempo indeterminado", e que sempre ofereceria "desde planos mais acessíveis até planos ilimitados". A Net já reduz a velocidade de usuários que estouram o pacote, e a Oi diz que não faz nenhuma das duas coisas. Nesta semana, o presidente da Anatel, João Rezende, afirmou que "a era da internet ilimitada acabou". Para ele, não há mais possibilidade para que as operadoras de banda larga fixa ofereçam serviços sem uma limitação, o que obrigará o segmento a migrar para o modelo de franquias. É preciso derrubar esse sujeito do cargo, porque ele defende somente o interesse das grandes operadoras. Na segunda-feira (18), a agência havia determinado apenas que as companhias fizessem um plano de comunicação aos usuários e criassem ferramentas para medir o esgotamento dos pacotes, como forma de orientar o consumidor. A medida gerou forte reação. O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Claudio Lamachia, classificou a medida como "inaceitável", uma vez que a agência estaria normatizando meios para que as empresas prejudiquem os consumidores: "Ao editar essa resolução, a Anatel nada mais fez do que informar às telefônicas o que elas devem fazer para explorar mais e mais o cidadão". Entidades de defesa do consumidor como a Proteste e o Idec entraram com ações na Justiça contra as operadoras para proibir as companhias de adotarem esse tipo de medida. E, na quarta-feira (20), o Ministério Público Federal pediu que a Anatel enviasse estudos técnicos sobre o assunto, "para avaliar os impactos econômicos e concorrencial da venda de internet de banda larga fixa por franquia".

Extrema-direita sai na frente em eleição na Áustria - e põe a Europa em alerta


Os primeiros números oficiais confirmam: a extrema-direita largou na frente na disputa pela presidência da Áustria. Impulsionado pelos temores do eleitorado em relação aos imigrantes estrangeiros em geral - e aos refugiados sírios que avançam em suas fronteiras, em particular -, o candidato Norbert Hofer, do Partido da Liberdade, já alcançava 35% dos votos com perto da apuração concluída. O triunfo de Norbert Hofer supera o melhor desempenho obtido anteriormente pelo seu Partido da Liberdade - mais de 27% de apoio nas eleições que definiram a adesão da Áustria à União Europeia. Sua vitória expressiva no primeiro turno do pleito presidencial coloca contra a parede a coalizão governista que domina a vida política do país há décadas, formada pelo Partido Social Democrata, de centro-esquerda, e o Partido Popular, de centro. Os candidatos de ambos os partidos não ficaram nem entre os três melhores colocados. Com 98% dos votos apurados, Hofer estava muito à frente de Alexander Van der Bellen, do Partido Verde, que concorreu como candidato independente e conquistou pouco mais de 21% de apoio - e deverá desafiar Hofer no segundo turno. Irmgard Griss, também independente, ficou em terceiro lugar, com pouco menos de 20% dos votos. A ascensão da extrema-direita na Áustria acendeu uma luz amarela no continente, já que seu partido é contrário à União Européia. Embora na Áustria a presidência seja uma função restrita à chefia de estado, não de governo, a ascensão fulminante de Hofer pode elevar as pressões por novas eleições gerais, caso ele vença a disputa do segundo turno marcada para 22 de maio. E, com isso, lance a Áustria de vez nas mãos da extrema-direita antes mesmo das eleições regulares, previstas para 2018. Uma eventual vitória de Hofer no segundo turno poderia aproximar a Áustria das nações da União Européia que são contra a entrada de imigrantes.

Cuidado com as chuvas fortes e frio intenso no Rio Grande do Sul a partir desta segunda-feira

A Metsul lançou aviso neste domingo alertando os gaúchos sobre o tempo muito instável, com chuvas fortissimas e frio intenso no Rio Grande do Sul, especialmente nestas segunda e terça-feiras. Diz a meteorologista Estael Sias: "O ar frio que avança de Sul deve intensificar uma frente fria sobre o território gaúcho. Em muitos locais do Estado o acumulado de chuva em 48 horas deve ficar entre 50 mm e 100 mm. Pode chover por vezes forte na Grande Porto Alegre. Não se afasta o risco de temporais isolados na Metade Norte que ainda está sob ar mais quente. A partir da quarta-feira (27) se espera melhora do tempo em grande parte do Rio Grande do Sul com a chegada de ar mais seco, proporcionando madrugadas geladas no Estado na quarta-feira e, sobretudo, nas quinta e sexta-feiras. Começa a esfriar no final desta segunda-feira (25), mais no Oeste e no Sul, e na terça-feira (26) a queda da temperatura será acentuada em todo o Rio Grande do Sul com vento moderado a forte de Sul. Mais recentes dados insistem em mínimas muito baixas na segunda metade da semana com marcas que podem cair a valores entre 1ºC e 3ºC na Campanha, entre 4ºC e 6ºC na Fronteira Oeste e no Centro do Estado, 5ºC a 7ºC no Sul gaúcho e Grande Porto Alegre, 2ºC a 4ºC no Planalto Médio e Alto Uruguai, e prováveis marcas negativas em pontos da Serra, Campos de Cima da Serra e baixadas da Metade Norte. Quinta e sexta-feiras são dias que podem ter formação de geada em várias regiões gaúchas, as primeiras amplas neste ano no Rio Grande do Sul". Portanto, abram seus armários, tirem as roupas quente, os casacos de lã, as capas de chuva e as botas forradas. Vai começar o inferno anual dos gaúchos.

Aécio Neves ameaça com apoio a Caiado na Comissão de Impeachment, se Antonio Anastasia for rejeitado

Aécio Neves diz que, se relator do Impeachment não for Anastasia, então indicado Ronaldo Caiado. Ótimo, é bem preferível. Tucanos são sujeitos acostumados a contemporizar com a ORCRIM, a organização criminosa petista. Fazem isso ostensivamente desde o segundo governo de Fernando Henrique Cardoso, que traiu a candidatura de José Serra, e depois traiu novamente os brasileiros ao não dar apoio ao impeachment do poderoso chefão Lula no episódio do Mensalão do PT. Ronaldo Caiado é bem melhor mesmo.

Odebrecht consegue estender prazo para pagamento de dívida de R$ 10 bilhões


A Odebrecht acaba de fechar um acordo com os credores para alongar a dívida de R$ 10 bilhões da ETH, sua encrencada empresa de etanol. Bradesco, Santander, Banco do Brasil, Itaú e BNDES toparam que o prazo de vencimento das dívidas passasse de quatro anos para dez anos. O acordo está aprovado pelas partes envolvidas, falta apenas sua formalização. A propósito, este tipo de renegociação será mais e mais frequente nos próximos meses. "Do contrário, a quebradeira será geral", diz um presidente de um grande banco.

A Sete Brasil não passa de junho, está em estado agônico


A Sete Brasil , enfim, decidiu na semana passada requerer recuperação judicial. Se a Justiça não conceder o pedido, ela pára de funcionar de qualquer maneira em junho por um motivo inescapável: o dinheiro da Sete acaba em junho. A empresa custa R$ 7 milhões por mês, entre salários dos vinte funcionários e custos de advogados, consultores e instalações.

Dívida pública é bomba-relógio que cresce cerca de R$ 2 bilhões por dia


Enquanto o governo está paralisado pela crise política, a dívida pública cresce neste 2016 a uma velocidade média de R$ 2 bilhões ao dia. A conta inclui sábados, domingos, feriados e, como o ano é bissexto, o dia 29 de fevereiro, quando o endividamento de União, Estados e municípios ultrapassou a casa dos R$ 4 trilhões. Com a perspectiva de assumir o Planalto a partir de maio, o hoje vice-presidente Michel Temer terá pouco tempo para desarmar essa bomba-relógio em meio a um clima político tormentoso. Com o desequilíbrio no Orçamento do governo e a recessão econômica, a dívida pública deverá saltar de 66,5% do PIB, em 2015, para 74,4% até dezembro próximo, conforme as previsões mais consensuais do mercado. Trata-se, de longe, da maior proporção entre os principais países emergentes. Se não for detida, a escalada gerará temores crescentes entre empresários e investidores – que tenderão a cobrar juros mais altos para emprestar ao governo ou, no limite, a interromper o crédito. Até 2013, o Tesouro Nacional conseguia poupar o suficiente para manter sob controle a proporção entre a dívida pública e o PIB. Hoje, entretanto, o governo precisa tomar dinheiro no mercado para seus gastos cotidianos. As despesas programadas com pessoal, custeio administrativo, programas sociais e investimentos deverão somar, neste ano, R$ 1,2 trilhão, cerca de R$ 100 bilhões acima das receitas. Espera-se que, com o afastamento da presidente Dilma Rousseff, Temer monte uma equipe econômica com credibilidade, capaz de restabelecer parte da confiança de empresas e consumidores. O próprio mandato do peemedebista, no entanto, está ameaçado pelo avanço das investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. As incertezas tornam mais árdua a tarefa de atrair nomes de peso ao governo. O reequilíbrio das contas do Tesouro depende de aumento de tributos ou reformas impopulares que reduzam direitos previdenciários e trabalhistas. E essas reformas exigem mudanças na Constituição, para as quais é preciso ter votos de 60% do Congresso – particularmente difícil em ano de Olimpíada e eleições.

Repatriação bate recorde de US$ 125 milhões em 2015 com Lava Jato

Impulsionado pelas delações premiadas da Operação Lava Jato, o DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos de Cooperação Jurídica), órgão do Ministério da Justiça, registrou em 2015 um recorde na repatriação de recursos desviados do País. As autoridades brasileiras conseguiram recuperar US$ 124,9 milhões (equivalente a R$ 446 milhões), cifra oito vezes maior do que o acumulado nos dez anos anteriores. Entre 2005 e 2014, o DRCI recuperou só US$ 14,9 milhões. Para o diretor do órgão, Ricardo Saadi, "o aumento da repatriação em 2015 se deve à finalização do processo, na Suíça, relativo à Operação Anaconda, bem como aos acordos de delação premiada, nos quais os próprios investigados autorizam a repatriação dos ativos, não havendo necessidade de se esperar o trânsito em julgado da sentença penal condenatória". O DRCI funciona no Brasil como a autoridade central que faz intermediação dos pedidos de cooperação com outros países. A polícia ou o Ministério Público acionam o órgão, que então cuida dos pedidos junto aos governos dos outros países. Dos US$ 124,9 milhões recuperados no ano passado, US$ 94,6 milhões são referentes à Operação Lava Jato. Esse montante saiu da Suíça e voltou para o Brasil. O principal destino desses recursos é o cofre da Petrobras, estatal que foi atingida pelos desvios descobertos pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. O DRCI não informa detalhes da origem desses recursos, apenas que se devem às delações premiadas. A cifra deve aumentar porque há novos acordos sendo assinados. A Procuradoria informa que 49 delações já foram seladas. Do restante de 2015, foram repatriados US$ 19,4 milhões da Operação Anaconda – deflagrada em 2003 para investigar uma quadrilha especializada em venda de sentenças judiciais - e US$ 10,5 milhões do caso do Banco Santos, instituição que teve falência decretada em 2005. Da primeira investigação, trata-se de valores na Suíça ligados ao ex-juiz federal João Carlos da Rocha Mattos. Em relação ao banco, a repatriação é de duas obras de arte que estavam nos Estados Unidos e faziam parte da coleção do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira. Em 2016, o DRCI já contabiliza US$ 54 milhões recuperados, referentes à delação premiada do ex-representante da empresa holandesa SBM Offshore no Brasil, Julio Faerman, que já foi denunciado pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro no fim do ano passado. Embora também envolva pagamentos de propina a funcionários da Petrobras, esse caso não faz parte da Operação Lava Jato, porque a investigação já havia começado antes no Rio de Janeiro. Além da repatriação, a cooperação jurídica internacional inclui desde a simples comunicação de atos processuais, como a intimação de alguém que viva no exterior, à obtenção de provas e informações. Em 2015, o DRCI fez um total de 4.714 pedidos, nas áreas civil e criminal. Em 2016, até o momento foram 1.077 pedidos. Das diligências internacionais em andamento, 58,2% são comunicações de atos processuais. Medidas como bloqueio de valores representam 2,1% do total.

Michel Temer recebe Skaf e grupo de empresários no Palácio do Jaburu

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, e um grupo de empresários ligados à entidade desembarcaram na manhã deste domingo (24) em Brasília para um encontro com Michel Temer. Eles serão recebidos no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente. Skaf entregará a Temer uma proposta de ajuste fiscal sem aumento de impostos para o provável governo do peemedebista. À frente da Fiesp, Skaf comanda a campanha "Não vou pagar o pato", contra o aumento de tributos. Tendo como símbolo patos infláveis, a campanha nasceu em setembro de 2015, como marca da entidade contra a retomada da CPMF. Skaf já afirmou que a campanha contra aumento de impostos no País continuaria em um eventual governo Michel Temer. Auxiliares de Temer já admitem, reservadamente, a criação de um novo imposto nos moldes da CPMF. A avaliação é que, se necessária, a idéia só pode ser publicizada depois de o governo ter mostrado que reduziu seus gastos e cortou na própria carne. Eles não vão levar, os brasileiros não topam mais continuar financiando a gastança promovida por políticos. Chegou a hora de diminuir o tamanho do Estado e promover aceleradas privatizações. 

Eduardo Braga tira licença do Senado e não vota abertura de processo


Mal reassumiu o mandato de senador, o ex-ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB-AM), já tirou uma licença médica e não vai votar a admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff no plenário do Senado. O senador teve câncer de bexiga e, nos últimos meses, descuidou da saúde e engordou 30 kg, segundo pessoas próximas. Durante o afastamento, a mulher e suplente do senador, Sandra Braga, não reassumirá o mandato. Na Casa, a licença foi vista como uma forma de Braga não precisar votar a favor de Dilma. Caso se ausente, o ex-ministro ajuda o governo sem precisar votar a favor de Dilma. Na Câmara, 100% dos votos do Amazonas foram pela admissibilidade do impeachment. Assessores de Braga e Sandra dizem que ele voltará para votar o mérito do impeachment. Isso pode demorar até seis meses.

José Serra pressiona PSDB a participar do governo Temer


O senador José Serra (PSDB-SP) usou seu perfil no Facebook neste sábado para pressionar seu partido a aderir oficialmente a um eventual governo de Michel Temer (PMDB). Segundo Serra, "seria bizarro o PSDB ajudar a fazer o impeachment de Dilma e depois, por questiúnculas e cálculos mesquinhos, lavar as mãos e fugir a suas responsabilidades com o país". A disputa dentro do principal partido de oposição à gestão de Dilma Rousseff (PT) sobre a adesão ou não ao novo governo, caso a abertura do impeachment da presidente seja aprovado no Senado, está dividindo as lideranças tucanas. Enquanto nos últimos dias nomes ligados ao presidente nacional da sigla, senador Aécio Neves (MG), e ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) defenderam por ora maior distância de Temer, neste sábado foi a vez de Serra deixar claro seu ponto de vista a favor da participação. "Eu concordo com o senador Aloysio Nunes Ferreira: se o futuro presidente Michel Temer aceitar os pontos programáticos do PSDB, o partido deve apoiar o governo. E se apoiar o governo e for convidado, deve participar do governo", escreveu o ex-governador paulista em seu perfil na rede social. Ele se referia a uma declaração feita horas antes por Nunes, seu aliado e senador por São Paulo, que postou um vídeo também no Facebook em que praticamente dá como certa a participação do partido na gestão de Temer. De acordo com Nunes, o PSDB "não vai faltar com a sua responsabilidade", já que participou ativamente do processo de impeachment. "Agora, cumprida essa etapa, cabe a nós ajudarmos o novo governo com todas as forças, para que o governo (...) de Michel Temer possa ter condições de enfrentar a crise", disse. O presidente do PMDB, o senador Romero Jucá, disse neste sábado que "está garantida" a presença do PSDB na base parlamentar de um eventual governo Michel Temer. "O importante para a coalizão não é a ocupação de cargos, mas a participação do PSDB no agrupamento político, na base, o que vai efetivamente trazer mudanças estruturais para o país. O PSDB está engajado", disse o senador, após reunião de duas horas no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente em Brasília. O PSDB definirá, no dia 3 de maio, se o partido aceitará ocupar cargos oferecidos por Temer, se ele assumir a presidência. "Não há distanciamento, mas sim uma discussão interna e legítima. O PSDB tem excelentes quadros que poderiam ajudar qualquer governo, mas é uma decisão interna que nós vamos respeitar", disse Jucá. Para ele, tucanos são "muito importantes para a união e para a retomada da atividade econômica do país". Jucá criticou ainda a fala da presidente Dilma Rousseff, de que os defensores de seu afastamento estão "vendendo terreno na lua" para chegar ao poder. "O vice-presidente não está garantindo cargo para ninguém, vendendo ou entregando nada, nem nomeando ninguém, até porque não estamos no poder", disse Jucá. "O atual governo nomeou muita gente na tentativa de não passar o impeachment na Câmara, uma política que mostrou que não dá resultado", completou. O senador disse que o PMDB está conversando com vários partidos para definir a formação de um bloco político parlamentar para recuperar o país. "A nenhum deles (partidos) cabe essa reprimenda de Dilma", disse. "Estamos discutindo um futuro governo para o caso de o Senado decidir afastá-la, algo que vamos aguardar com tranquilidade", acrescentou.

Sem dinheiro, Estados cortam 47% dos investimentos no primeiro bimestre


A penúria enfrentada pelos Estados era uma crise anunciada. Com uma estrutura inchada pelo aumento da dívida e crescimento das despesas com pessoal, as receitas tinham de ser crescentes para fechar a conta. A recessão econômica, no entanto, mudou esse roteiro e colocou as finanças estaduais numa rota trágica. Hoje, sem dinheiro até para pagar o funcionalismo público, a alternativa de boa parte dos governadores tem sido sacrificar os investimentos. Só no primeiro bimestre deste ano os recursos aplicados caíram 47% em relação a 2015, de R$ 2,1 bilhões para R$ 1,1 bilhão. O resultado da paralisia dos Estados é um amontoado de obras interrompidas em todo o Brasil, sem previsão para serem concluídas. São projetos de várias áreas: de metrô a hospitais, de estradas a creches, de esgoto a escolas. Algumas foram interrompidas no meio e viraram grandes esqueletos; outras estão suspensas até a situação melhorar. E há ainda aquelas que estão sendo tocadas, mas num ritmo lento, com cronogramas a perder de vista. "O investimento foi a grande variável de ajuste das contas públicas", diz o consultor econômico do Senado, Pedro Jucá Maciel, responsável pelo levantamento do orçamento dos Estados, que considerou as despesas liquidadas (fase anterior ao pagamento) no primeiro bimestre. Jucá diz que a queda de quase metade dos investimentos foi surpreendente porque a base de comparação já era fraca. De acordo com a pesquisa, o ranking dos maiores tombos de investimentos estaduais é liderado por Rio de Janeiro (94%), Pará (92%) e Goiás (90%). O Rio Grande do Sul - que tem mostrado uma das faces mais perversas da crise, a falta de dinheiro para pagar os servidores - só não entrou nessa lista porque os investimentos do ano passado já haviam sofrido um corte drástico. Outros Estados seguem o mesmo caminho. Houve aumento no Paraná e em Santa Catarina, embora tímidos para recuperar a defasagem de investimentos dos Estados. "A partir de janeiro de 2015, fizemos um contingenciamento de 25% no orçamento, revisamos licitação em curso, renegociamos contratos e proibimos novas contratações", diz o secretário da Fazenda do Paraná, Mauro Ricardo Costa. A crise fiscal paranaense se tornou emblemática pelo confronto entre professores e a Polícia Militar durante votação do projeto que alterava o regime previdenciário dos servidores estaduais. "O ajuste custou muito à popularidade do governador (Beto Richa, do PSDB). Mas conseguimos um superávit de R$ 2,5 bilhões em 2015 e voltamos a investir neste ano", diz o secretário. A situação crítica das finanças estaduais tem origem na forte queda da arrecadação, sobretudo do ICMS - o principal imposto estadual -, e pelo excesso de endividamento. Entre 2012 e 2015, a União estimulou os governos estaduais a se endividarem. Mesmo Estados com baixa capacidade de tomar empréstimos receberam aval da União para novos empréstimos. "Os Estados já estavam muito endividados. Quando o governo Dilma liberou crédito de forma indiscriminada só antecipou e agravou a crise. A depressão atual, obviamente, afetou sobremaneira essa situação", diz o professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), José Roberto Afonso, também pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Uma parte da piora das finanças estaduais também se deve ao recuo do Fundo de Participação dos Estados (FPE). No primeiro trimestre, os repasses do governo federal caíram 4,9% em relação a igual período de 2015. Em março, no entanto, o tombo foi de 39% comparado ao mês anterior. Nas últimas semanas, a crise do endividamento dos Estados foi parar no Judiciário. Nove Estados conseguiram liminares no Supremo Tribunal Federal para alterar a metodologia de cálculo das dívidas estaduais de juros compostos para simples. O governo federal tenta reverter a decisão. Segundo cálculos da equipe econômica, a mudança na metodologia deverá reduzir em R$ 300 bilhões o tamanho da dívida dos governadores. Muitos Estados deixariam de ser devedores e passariam a ser credores da União.

Zé de Abreu vale menos do que o escarro de Zé de Abreu

Como eles não engolem o impeachment, então cospem!

Por Reinaldo Azevedo - Vocês já devem ter visto este vídeo. O ator José de Abreu, o canastrão que ganha dinheiro na Globo para sair por aí acusando os meios de comunicação de apoiar o “golpe”, se desentendeu com um casal num restaurante de São Paulo, na noite de sexta-feira. Num ataque à moda Jean Wyllys, não teve dúvida: deu uma cusparada no rosto da dupla. Vejam. Volto em seguida.


Já escrevi aqui muitas vezes e reitero: não apoio esse tipo de bate-boca em público. Por mais que a figura seja desprezível, e é, que seja deixada na sua irrelevância. Um restaurante não é a melhor arena para o embate político. Os demais frequentadores têm direito ao lazer e ao sossego. É evidente, no entanto, que esse sujeito é um desclassificado. E não é de hoje. Tornou-se uma caricatura de militante político. É uma figura asquerosa. Ele nem precisa cuspir nos outros para ser repugnante. E isso nada tem a ver com ideologia ou preferência política. Além de ter protagonizado a baixaria, foi para o Twitter e ainda se orgulhou do seu feito.


Também mentiu. O rapaz reagiu. Esse cara não tem limites. Até os petistas o tratam como uma caricatura patética. No dia 4, publicou uma das coisas mais detestáveis que já li. Referindo-se ao jornalista Sandro Vaia, que havia morrido no dia 2, tornou pública esta baixaria.


Vaia era um dos profissionais mais dignos que já conheci. A estupidez evidencia que José de Abreu não respeita nem vivos nem mortos. O que ele faz com muita galhardia é defender criminosos do PT. 
Zé de Abreu vale menos do que um escarro de Zé de Abreu. Na próxima vez em que ele mostrar a cara na Globo, lembre-se disso e mude de canal.

Com impeachment, PT vive onda de deserções e perde 1 de cada 5 prefeitos

A janela de filiação partidária aberta no mês de março e a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) impulsionaram o movimento de debandada de prefeitos petistas para outros partidos políticos. A seis meses das eleições municipais, levantamento feito no sistema de filiação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aponta que, de cada cinco prefeitos do PT eleitos em 2012, um deixou o partido. Os dados mostram filiações e desligamentos concluídos até 15 de abril. Ao todo, 135 dos 638 prefeitos eleitos pelo PT pediram desfiliação ou foram expulsos do partido. Essa conta inclui gestores que renunciaram ou foram cassados. O maior desgaste da legenda está concentrado em São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, governados pelo PSDB e pelo PMDB, mas o movimento também atingiu Estados comandados por petistas, como a Bahia e Minas Gerais. Em São Paulo, 35 dos 73 prefeitos eleitos migraram. No Paraná, foram 18 baixas entre 40 gestores. No Rio de Janeiro, mantiveram-se fiéis ao PT só quatro dos 11 prefeitos eleitos há quatro anos. Em Mato Grosso do Sul, oito dos 13 prefeitos saíram da legenda. Está nesse grupo Paulo Duarte, gestor de Corumbá, município com mais de 100 mil habitantes. A maior parte das desfiliações ocorreu neste ano, após a prisão do senador Delcídio do Amaral, tido até então como a estrela do partido no Estado. As baixas atingiram ainda cidades com mais de 500 mil habitantes, próximas de grandes metrópoles, como Osasco (SP) e Niterói (RJ).

Unasul não cai na conversa de Dilma

Entidade que reúne países da América do Sul rejeita armação de Marco Aurélio Garcia

Por Reinaldo Azevedo - E o PT quebrou a cara. A Unasul não endossou a moção que Marco Aurélio Garcia tramou nos bastidores, condenando o processo de impeachment no Brasil (ver post). Na reunião de ministros das Relações Exteriores neste sábado, em Quito, não houve consenso a respeito. Paraguai, Colômbia, Argentina, Peru e Chile não caíram na conversa. Pois é… Era de se esperar que os respectivos governos dos três primeiros países resistissem, já que mais identificados com o campo liberal. A má notícia adicional para Dilma é que nem os presidentes Michelle Bachelet (Chile) e Ollanta Humala (Peru) cederam à conversa mole. Insisto: Dilma tem de ser responsabilizada por sair mundo afora difamando as instituições do país.