segunda-feira, 18 de abril de 2016

Argentina lança emissão da dívida para voltar aos mercados

A Argentina lançou nesta segunda-feira uma emissão da dívida de pelo menos 12,500 bilhões de dólares, necessários para pagar na sexta-feira aos fundos abutres. O pagamento marcará sua volta aos mercados internacionais após 15 anos e o fim da política de endividamento. O governo de Mauricio Macri já tem tudo pronto para colocar a emissão de três séries de títulos a 5, 10 e 30 anos, que pode chegar até 15 bilhões de dólares, de acordo com a ação judicial, e uma taxa de juros de aproximadamente 8%. Com esses recursos, o governo espera cobrir os 10,5 bilhões de dólares que deve pagar aos 'holdouts', respaldados por uma sentença judicial em Nova York, e usar o resto para recompôr o déficit orçamentário. Os bancos Deutsche Bank, HSBC Securities, J.P. Morgan, Santander, BBVAFrancés, Citigroup e UBS Securities são os que participarão na operação, segundo uma resolução do Ministério da Fazenda. "A Argentina está de volta, espero que possam desfrutar", se entusiasmou o ministro da Fazenda, Alfonso Prat-Gay, de Washington, onde participou da reunião de primavera (boreal) do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Para se lançar ao mercado, o governo preparou um prospecto confidencial de 256 páginas para eventuais interessados, cujo conteúdo antecipou no domingo o jornal Ambito Financiero. Ali se confirma a emissão de três bônus sob a jurisdição de Nova York e que em caso de default, Buenos Aires deverá voltar a se submeter aos tribunais dessa cidade, onde obtiveram uma decisão favorável os detentores de bônus que litigaram após rejeitar as reestruturações de 2005 e 2010 pela dívida em moratória desde 2001. O documento que inclui uma contextualização política da terceira economia da América Latina determina que os novos títulos vençam em 2021 (Série A), 2026 (B) e 2046 (C) e que novamente o Bank of New York Mellon (BoNY) será o agente de registro, pagamento e transferência. Além disso, se compromete a suspender o processo que o governo de Cristina Kirchner (2007/2015) abriu contra o BoNY, que bloqueou os pagamentos aos credores que aderiram à reestruturação por ordem do juiz Thomas Griesa. Na equipe econômica há otimismo pela "assombrosa demanda" de títulos, como classificou Prat-Gay, que na quarta-feira celebrou a decisão da corte de apelações de Nova York, que autorizou o retorno de Argentina aos mercados. Esta decisão busca facilitar que o país avance em sua oferta lançada em fevereiro e aceita por 90% dos 'holdouts'. A Argentina alcançou pré-acordos por aproximadamente 8,25 bilhões de dólares. "A Argentina é o país da moda para os investidores. A saída do default em tão pouco tempo, voltou a colocar o país entre os interesses dos investidores", afirmou neste domingo, em Washington, Hernán Lacunza, ministro da Economia da província de Buenos Aires, o maior distrito governado pela coalizão de centro-direita liderado por Macri. Nesta segunda-feira, o país começou a receber ofertas para a colocação de bônus de ao menos 12,5 bilhões de dólares em sua volta aos mercados internacionais da dívida, informou uma fonte do Ministério de Fazenda. "Estamos recebendo as ofertas, amanhã (terça-feira) se saberá a 'taxa de corte' (montante da emissão). Não podemos anunciar nada hoje, toda a informação sairá de Buenos Aires na terça-feira", disse a fonte. O FMI elogiou no sábado as medidas tomadas na Argentina para "pôr a casa em ordem". Entretanto, o titular do Comitê Financeiro do organismo, o mexicano Agustín Carstens, advertiu que os argentinos deverão suportar "no curto prazo algumas medidas difíceis de digerir". O governo que assumiu em dezembro prometeu baixar drasticamente no segundo semestre a inflação, que acumula 12% no primeiro trimestre, de acordo a consultoras ante a ausência de estatísticas oficiais. O presidente advertiu neste domingo que os argentinos deverão ser "mais austeros e cuidadosos e emitir menos quantidade de pesos" para frear a espiral inflacionária. A imagem positiva de Macri caiu oito pontos até situar-se em 50,1% na primeira semana de abril, revelou uma pesquisa do consultor Raúl Aragón, o que atribuiu ao "ajuste da economia". As tarifas de serviços como gás, luz, água e transporte sofreram aumentos de 200% a 700% sem que tenham ainda chegado a um acordo sobre os reajustes de salários em negociações coletivas. O FMI anunciou que voltará em setembro à Argentina para a revisão anual econômica conhecida como artigo IV, pela primeira vez desde que em 2006 o ex-presidente Néstor Kirchner (2003/2007) saldará a dívida de 9,5 bilhões de dólares, no marco de sua política de desendividamento. O organismo prevê que a Argentina se contrairá 1% em 2016 e crescerá 2,8% em 2017. Prat-Gay, contudo, afirma que o crescimento será "algo parecido a zero" neste ano e de "entre 3,5 a 4 pontos" no ano que vem. Apesar dos prognósticos desalentadores, em 2015, a economia argentina cresceu 2,1%, segundo estatísticas oficiais.

Janaina Paschoal elogia a lição de democracia demonstrada pela Camara dos Deputados

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A advogada Janaina Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment da presidente petita Dilma Rousseff, afirmou nesta segunda-feira que se sentiu representada pela Camara dos Deputados neste domingo: "Ontem (domingo) para mim foi um alívio, não especificamente pelo resultado, que eu entendo que foi justo, mas pela maneira como o país passou por isso, foi uma aula de democracia que o país passou para o mundo". Sobre as homenagens que os deputados fizeram a suas famílias, a Deus e às mais diversas causas na hora de anunciar seus votos, a advogada disse que isto não tira a legitimidade do processo de impeachment: "Foi um momento de manifestação dos deputados, isto é inerente ao papel do deputado, que é eleito por uma comunidade e presta satisfação a essa comunidade. E a participação em peso dos deputados foi um recado de que não estão à venda". "Eu fiquei muito emocionada", afirmou Janaína Paschoal. A advogada esclareceu, no entanto, que não se sentiu representada pelas justificativas dos deputados, mas sim pela "liberdade de manifestação".

PT quer demissão de ministros cujos partidos votaram contra Dilma

Reunido nesta segunda-feira (18), o comando do PT decidiu propor, formalmente, a exoneração dos ministros cujos partidos votaram em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. A proposta deverá ser oficializada amanhã numa reunião do Diretório Nacional do PT que contará com a presença do poderoso chefão e ex-presidente Lula. Integrantes da cúpula do partido descartaram a ideia de sugerir a convocação de eleições gerais, sob o argumento de que seria o reconhecimento da derrota e uma quebra da institucionalidade tão defendida pelo partido. No documento a ser apresentado pela sigla, o PT vai sugerir mudanças na política econômica. O presidente do PT, Rui Falcão, se reuniu na tarde com Lula. Na conversa, Falcão relatou detalhes da reunião que ocorre agora na sede do partido. Ele recebeu orientações de Lula para o encontro de amanhã do comando do PT.

José Dirceu é internado em hospital de Curitiba para fazer exames


O bandido petista mensaleiro e ex-ministro José Dirceu foi levado na manhã desta segunda-feira, por volta das 7 horas, para o Hospital Santa Cruz, em Curitiba (PR), onde ficará até esta terça-feira para realizar exames e tratamentos médicos. Há duas semanas, os advogados de José Dirceu informaram ao juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na capital paranaense, que o petista vem sofrendo há mais de vinte dias com uma dor de cabeça "intermitente, lancinante e sem fator de melhora ou piora". O ex-ministro foi preso em agosto do ano passado, na 17ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco, e responde pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Dilma Rousseff diz que está tendo seus sonhos e direitos "torturados"


Em seu primeiro pronunciamento depois da derrota na votação do impeachment, a presidente petista Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira que se sente injustiçada e voltou a afirmar que não cometeu crime de responsabilidade. "Queria dizer que me sinto injustiçada por um processo sem base de sustentação", disse a presidente: "Me sinto indignada com a decisão que recepcionou a questão da admissibilidade do impeachment". A presidente lembrou ainda o período em que esteve presa durante a ditadura militar. E afirmou: "Hoje, estou tendo meus sonhos e direitos torturados". Visivelmente abatida, Dilma afirmou também que não se beneficiou pessoalmente de nenhum ato que motivou a aceitação da denúncia por crime de responsabilidade: "Saio no sentindo de ter a consciência tranquila de que não os fiz ilegalmente. Os atos se baseiam em pareceres técnicos". A presidente afirmou que assistiu a todas as intervenções dos deputados na Câmara durante a discussão e que não viu nenhum debate sobre as pedaladas fiscais e os decretos de crédito suplementar. Ela disse que os presidente antecessores não foram punidos por atos semelhantes: "A mim se reserva um tratamento que não se reservou a ninguém". "Nenhum governo será legítimo sem ser por obra do voto secreto, direto numa eleição convocada previamente para este fim. Não se pode chamar de impeachment uma tentativa de eleição indireta. Essa tentativa se dá porque aqueles que querem ascender ao poder não tem voto para tal. É estarrecedor que um vice-presidente no exercício de seu mandato conspire contra a presidente abertamente. Em nenhuma democracia do mundo uma pessoa que fizesse isso seria respeitada. A sociedade humana não gosta de traidor. Porque sabe a injustiça e a dor que se sente quando se vê a traição no ato". Com a voz embargada, Dilma por diversas vezes repetiu ao longo do pronunciamento a frase "saio do processo". Ela no entanto indicou que não renunciará ao cargo: "Eu tenho ânimo, força e a coragem suficientes para enfrentar essa injustiça, apesar da tristeza. Não vou me abater. Vou continuar lutando como fiz ao longo de toda a minha vida. De uma certa forma estou tento meus sonhos e meus direitos torturados, mas não vão matar em mim a esperança, porque sei que a democracia é sempre o lado certo". Isso é uma lorota, porque ela é comunista e revolucionária, nunca foi uma democrata, como não o são todos os comunistas. "Podem ter certeza: eu continuarei lutando e vou enfrentar todo o processo. Vou participar e me defender no Senado e quero dizer aos senhores, ao contrário do que anunciaram, não começou o fim. É o início da luta, longa e demorada. Ela envolve o meu mandato, não é por mim mas pelos 54 milhões de votos que tive", prosseguiu. Questionada sobre a possibilidade de encurtar o mandato, por meio de renúncia, Dilma rechaçou a hipótese. "Não estou avaliando agora", disse, em um tom já diferente do que vinha adotando, quando afirmava que não renunciaria em hipótese alguma. Dilma disse, porém, que "todas as alternativas democráticas são viáveis", em referência à proposta que circula em setores do PT e no Parlamento, de convocação de eleições gerais antecipadas por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional.

Eduardo Cunha entrega processo de impeachment da petista Dilma Rousseff para Renan Calheiros


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entregou na tarde desta segunda-feira ao presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), o relatório com os autos da admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma (PT), aprovado neste domingo. O documento tem 36 volumes e 11 anexos. Os dois peemedebistas se reuniram no gabinete do presidente do Senado. A previsão é que o relatório seja lido no plenário do Senado nesta terça-feira, dando o início oficial dos trâmites na Casa. O presidente e o relator do colegiado, que terá 21 senadores titulares, devem ser eleitos dentro do prazo de 48 horas. A previsão é que a reunião da comissão deve acontecer nesta quarta-feira, já que quinta-feira é feriado, de Tiradentes. A comissão terá prazo de 10 dias para concluir o trabalho e levar o relatório ao plenário da Casa.

PSDB define os nomes da comissão especial do Senado que vai avaliar o impeachment

Pouco depois da decisão na Câmara dos Deputados, o PSDB já definiu os nomes para compor a comissão do impeachment no Senado Federal. Como titulares, o partido pretende indicar Cássio Cunha Lima (PB), Aloysio Nunes Ferreira (SP) e Antonio Anastasia (MG). Na suplência, Tasso Jereissati (CE), Paulo Bauer (SC) e Ricardo Ferraço (ES). Os nomes devem ser indicados até quarta-feira, dia 20, data prevista para instalação da comissão. A partir daí, esse colegiado terá dez dias para emitir e votar um parecer a favor ou contra a admissibilidade do processo. A previsão da secretaria-geral da Mesa do Senado é que essa etapa termine até 5 de maio.

PT reage a acordo para ter PP na relatoria do impeachment no Senado



A bancada do PT no Senado reagiu nesta segunda-feira (18) a um acordo traçado entre a oposição e setores do PMDB para indicar a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) como relatora do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Casa. Para os petistas, a senadora não tem isenção para conduzir o caso porque o PP fechou questão em favor da saída da presidente, inclusive com a ameaça de expulsão dos parlamentares que votarem contra a deposição. "Nesse caso aqui somos juízes. Precisa ser alguém que tenha imparcialidade. E Ana Amélia não pode ser porque não tem imparcialidade. Ela já indicou o voto há muito tempo", disse Lindbergh Farias (RJ) ao fim da reunião. Segundo o líder do governo no Senado, Humberto Costa (PE), o PT pode até não indicar um correligionário para o posto mas vai fazer questão de participar do processo de escolha. Já o senador Jorge Viana (AC), vice-presidente do Senado, afirmou que tal escolha seria uma "precipitação" da Casa. "Se o Senado se precipitar, como a Câmara fez, um jogo de carta de marcada, aí não tem sentido. Prefiro acreditar que aqui a serenidade vai prevalecer e não haveremos de conviver com atalhos em um processo tão delicado como esse", disse. Os petistas acusam o senador Romero Jucá (RR), presidente do PMDB, de querer "passar o trator em cima de todo mundo". O peemedebista tem sido um dos principais articuladores entre a oposição para compor a comissão especial que será criada para discutir o impeachment. Neste desenho, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) assumiria a presidência da comissão. "Romero Jucá agora quer mandar em tudo, na República, no Senado. Tem regras", reclamou Lindbergh. No dia seguinte à aprovação da admissibilidade do processo dado pela Câmara dos Deputados, a bancada do PT se reuniu para começar a definir as estratégias para barrar o impeachment no Senado. Parlamentares da base governista admitem que as chances de o governo vencer a primeira votação, justamente a que poderá afastar Dilma do cargo por 180 dias, são muito difíceis. Eles, no entanto, acreditam que uma forte campanha junto à população com o mote de que Temer não tem legitimidade para conduzir o governo e a ideia de que ele integra uma chapa com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), réu no processo da Lava Jato, já que ele assume a presidência caso Temer se ausente do País. "Quantos vão para as ruas defender um governo de Michel Temer e Eduardo Cunha? Quem é que vai apostar que esses dois, entrando pelas portas do fundo do Palácio do Planalto e deixando de lado a rampa dos eleitos, vai ter legitimidade para conduzir o País e enfrentar essa crise econômica?", disse Jorge Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado. Viana acompanhou a votação da Câmara com Renan neste domingo e, segundo ele, o peemedebista está preparado para conduzir "com serenidade" o processo. "Aqui tem um rito para uma matéria como essa e certamente será cumprido sem os atropelos da Câmara", disse.

IBGE adia o Censo Agropecuário brasileiro por falta de verbas e cancela até concurso


Com um corte em seu orçamento, o IBGE decidiu adiar a realização do Censo Agropecuário, que iria a campo em 2017, uma importante pesquisa que inclui informações sobre segurança alimentar e agricultura familiar. Com isso, o concurso para preenchimento de 1.409 vagas temporárias, destinadas ao censo, foi cancelado. Os inscritos no processo terão os valores das inscrições reembolsados, informou o IBGE. O orçamento do Censo Agropecuário foi reduzido em janeiro deste ano, de R$ 330,8 milhões para R$ 266,8 milhões na Lei Orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional. Nos últimos meses, o IBGE vinha negociando com o Ministério do Planejamento a recomposição deste orçamento para preparar a pesquisa, o que inclui, por exemplo, a compra de equipamentos. "Diante dessa realidade, o Censo Agropecuário está adiado, e uma nova data para sua realização está condicionada à liberação dos recursos necessários em tempo hábil à organização da operação", informou o instituto. Esta não é a primeira vez que a pesquisa é adiada. Dois anos atrás, após um corte no orçamento, o IBGE decidiu adiar o Censo de 2015 para 2017. Segundo o IBGE, as demais pesquisas previstas para este ano seguem preservadas "até o momento".

Tiririca esteve no hotel de Lula antes de votar a favor do impeachment


"Esse cara esteve comigo hoje. Como ele faz isso? Ele ia votar com a gente". O poderoso chefão e ex-presidente Lula fez um desabafo inconformado ao assistir ao voto do deputado Tiririca (PR-SP), favorável à abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff. "Senhor presidente, pelo meu País, meu voto é sim", afirmou Tiririca durante a sessão de domingo (17). Há quase seis anos como deputado, essa foi a primeira vez que o ex-humorista fez uso do microfone do plenário da Câmara. Sentado em uma das salas de reunião do Palácio da Alvorada, Lula disse à presidente Dilma que havia recebido Tiririca na manhã de domingo, no quarto do luxuoso hotel Royal Tulip em que se hospeda em Brasília. "Ele ia votar com a gente", repetiu Lula. Dilma balançou a cabeça negativamente. Estava consciente das traições. Assessores presidenciais tentavam mapear os "traidores", não apenas entre deputados do PP, mas também PR, PMDB e outras siglas. Somente PT e PCdoB não "traíram" o governo. Concluiu-se ali que "o vento das ruas" não estava com Dilma e o clima no plenário, favorável ao impedimento da petista, influenciava deputados como Tiririca, que foi ovacionado pela oposição após dizer "sim". Outro pepista que esteve no QG anti-impeachment que Lula montou em um hotel de Brasília foi o deputado federal Paulo Maluf (SP). Ele era contrário ao impeachment da presidente, mas mudou de idéia durante a comissão especial da Câmara. O ex-presidente tentou reverter mais uma vez o voto de Maluf, mas não conseguiu. Lula recebeu raros "nãos" em Brasília nos últimos dias. E o desânimo era visível no poderoso chefão durante a votação de domingo. Cabisbaixo, falava pouco e parecia realmente surpreso com alguns votos que, para ele, eram inesperados. Como o do deputado Adail Carneiro (PP-CE), assessor especial do governador Camilo Santana (PT-CE). Carneiro foi exonerado para votar contra o impeachment. Era voto certo mas, em seu discurso, votou "sim" pelo impedimento e pediu "desculpas" à presidente. Camilo estava no Alvorada acompanhando a votação ao lado de Dilma, Lula e aliados. Não sabia explicar o que tinha acontecido. Aliás, esse era o sentimento comum entre as quase vinte pessoas que estavam naquela sala.

Procurador diz que Operação Lava Jato deve prosseguir com qualquer governo


As investigações reveladas pela Operação Lava Jato, que apura um grande esquema de corrupção na Petrobras envolvendo políticos e empreiteiras, precisam ter sequência seja ainda durante o governo Dilma Rousseff (PT) seja em um eventual governo Michel Temer (PMDB) caso o impeachment seja aprovado. A opinião é do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. "Nosso posicionamento é o de que, independentemente do governo, há que se respeitar as investigações da Operação Lava Jato e que elas devem prosseguir até a revelação dos esquemas criminosos que macularam nosso sistema político-partidário", afirmou o procurador. Ainda segundo Lima, existem tentativas de "macular a reputação" dos investigadores da Lava Jato, incluindo delegados e procuradores, em especial o juiz Sergio Moro, que conduz os processos em primeira instância. O procurador diz esperar que estas ameaças "encerrem-se por completo, pois o uso desses expedientes pode caracterizar crime de obstrução à Justiça, dentre outros". Em sua página no Facebook e também no Twitter, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa no Ministério Público Federal de Curitiba, também se manifestou nesta segunda-feira sobre o resultado da votação na Câmara. Para Dallagnol, o resultado no Legislativo não muda o curso das investigações da Lava Jato: "A decisão não afeta a Lava Jato, que é uma investigação técnica, imparcial e apartidária". Qualquer que fosse a decisão, ainda segundo Dallagnol, "a Lava Jato continuará tendo muitos inimigos, cujo número cresce a cada dia em que o número de investigados aumenta". A operação, diz ele, "continuará a ser atacada, de modo ostensivo e sorrateiro, e nossa única proteção é a sociedade". 

Guarde esse link, ele tem o registro dos votos no impeachment; quando chegar às eleições em outubro, consulte, e veja quem é ligado a deputado que foi contra o impeachment

Guarde o link a seguir entre os seus favoritos para você consultar quando chegarem as eleições. Quando você olhar material de campanha usado por candidato a prefeito ou vereador, contendo apoio de deputado federal que votou contra o impeachment, você já saberá o que fazer com aquele candidato à vereança ou prefeitura:

Delator diz que ex-senador Gim Argello tinha missão de arrecadar 5 milhões de reais de cada empreiteira


Em novo depoimento aos investigadores da Lava Jato, o lobista e delator Júlio Camargo indicou que o esquema de propinas para evitar a convocação de empreiteiros em duas CPIs da Petrobras em 2014 teria sido muito maior do que o revelado até agora pela investigação. Segundo ele, o ex-senador Gim Argello (PTB), preso na terça-feira, na operação Vitória de Pirro, cobrou 5 milhões de reais de cada empresa para livrá-las das CPIs. O novo depoimento de Julio Camargo ocorreu na quinta-feira, em Curitiba, base da Lava Jato. Ele é o delator que em 2015 revelou ter sido pressionado pelo presidente da Câmara, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB/RJ), por uma propina de 5 milhões de dólares. O relato do lobista teve peso decisivo na denúncia que a Procuradoria-Geral da República apresentou ao Supremo Tribunal Federal contra o parlamentar, por corrupção e lavagem de dinheiro. Até aqui a Lava Jato identificou 5,3 milhões de reais pagos a Gim Argello. Uma parte repassada pela UTC (5 milhões de reais) destinada aos quatro partidos da Coligação União e Força, nas eleições de 2014 - o Ministério Público Federal destaca que não há informação de que as legendas soubessem da origem ilícita dos valores. Outra parte foi depositada pela OAS (350 mil reais) na conta da Paróquia São Pedro, de Taguatinga - cidade satélite de Brasília -, frequentada pelo ex-senador. Em troca desses repasses os empresários Ricardo Pessoa, da UTC, e Léo Pinheiro, da OAS, não foram chamados para dar explicações às duas CPIs. Em nenhuma das duas comissões houve convocação dos empresários para depor. Em seu depoimento, o delator diz que ele, Argello e Léo Pinheiro buscaram outras empreiteiras para relatar a cobrança, mas não deu mais detalhes sobre como a situação foi tratadas por elas: Odebrecht, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Engevix. Nesse novo depoimento, realizado na quinta-feira, Júlio Camargo citou três encontros com Gim Argello e outros empreiteiros após a instalação das duas CPIs. Segundo o delator, a preocupação com as comissões fez os empreiteiros investigados se articularem, organizados pelo ex-presidente da OAS Léo Pinheiro. Com isso, ele e Léo Pinheiro participaram da primeira reunião com o então senador, em Brasília. "Gim Argello disse que a intenção não era ir contra os empresários, mas contra as pessoas da Petrobras envolvidas em processos irregulares da empresa; que Gim Argello disse que chamaria todo o setor e pediu a Léo Pinheiro e ao depoente para avisar a alguns dos empreiteiros", afirmou o delator. Então, ele e Léo Pinheiro teriam ficado responsáveis por avisar as outras empresas sobre a demanda que, no primeiro encontro ainda não estava clara que se tratava de propina e o próprio Léo Pinheiro teria comentado. "Léo Pinheiro, mais experiente que o depoente, perguntou se teria que haver pagamento de propina, disfarçada em contribuição política; que Gim Argello disse que deixassem esse assunto para a próxima reunião", disse. No segundo encontro, contudo, o ex-senador teria sido mais direto e dito que tinha a "missão" de cobrar 5 milhões de reais dos empresários. "Gim Argello disse que não queria pressionar o empresariado, mas que aproveitaria a CPI para arrecadar contribuições, pois estava próximo das eleições; que Gim Argello disse que essa era uma missão que tinha recebido, um 'pepino', que Gim Argello disse que queria 5 milhões de reais por empresa", relatou o lobista. O senador ainda teria deixado claro em outra ocasião que quem não pagasse a propina seria convocado. Na época conselheiro da Toyo Setal junto com Augusto Mendonça Neto, outro delator da Lava Jato, Júlio Camargo disse aos investigadores que sua empresa era menor e não tinha condição de arcar com os 5 milhões de reais e, por isso, teria negociado uma redução para 2 milhões de reais, que foi informada a Argello em uma terceira reunião. Os repasses, então, teriam sido acertados via doações oficiais da Toyo Setal, junto com Paulo Roxo e Valério Neves, suspeitos de operarem os pagamentos a mando de Argello e que foram soltos nesta sexta-feira, 15. 

Deputada dedicou voto pelo impeachment ao marido, que foi preso hoje pela Polícia Federal


O prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PSB-MG), foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira em Brasília. Neste domingo, a mulher dele, deputada federal Raquel Muniz (PSD-MG), votou sim pela admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff e citou seu marido como exemplo de gestão. Em seu discurso, a deputada disse que o Brasil tem jeito e "o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com sua gestão". A operação Máscara da Sanidade II - Sabotadores da Saúde deflagrada pela Polícia Federal deve cumprir mandados de busca e apreensão na prefeitura, secretaria de saúde e na casa dos envolvidos no esquema. De acordo com o delegado federal Marcelo Freitas, a secretária de saúde Ana Paula Nascimento também foi presa. A operação deve cumprir oito mandados judiciais: quatro mandados de busca e apreensão, dois mandados de busca pessoal e dois mandados de prisão preventiva que já foram cumpridos nesta manhã. Segundo as investigações, os alvos valeram-se de meios fraudulentos para prejudicar os hospitais locais - Hospital Universitário Clemente Faria e Santa Casa de Misericórdia, Fundação Aroldo Tourinho e Fundação Dilson Godinho - localizados em Montes Claros. Em outubro de 2015, eles retiraram cerca de 26.000 consultas especializadas e 11.000 exames dos hospitais municipais, causando graves prejuízos à população que dependem dos serviços. Com isso, pretendiam favorecer o hospital privado Clínicas Mario Ribeiro da Silveira (Âmbar Saúde) pertencente e gerido pelo prefeito municipal e seus familiares. De acordo com a Polícia Federal, o prefeito de Montes Claros vem utilizando indevidamente verbas públicas e tem divulgado campanha difamatória contra os hospitais públicos e filantrópicos da cidade. Os presos na operação Máscara da Sanidade II - Sabotadores da Saúde responderão pelos crimes de falsidade ideológica, dispensa indevida de licitação pública e peculato. Se condenados, as penas podem ultrapassar 30 anos.

Maroni quer licença para funcionário público que tiver morto seu bichinho de estimação

Vereador Rodrigo Maroni, ex-PCdoB, atual PRB, entrou com projeto de lei na Câmara Municipal de Porto Alegre prevendo licença remunerada para funcionários públicos da capital gaúcha no caso de morte de seus bichinhos de estimação. É fantástico.... ele é o o ex-namorado da comunista Manuela D'Ávila, aquele que lançou jingle de campanha dizendo: "..... eu sou dela.... ela é minha". 

Ditadores Evo Morales e Nicolas Maduro dizem que aprovação do impeachment foi golpe

Os ditadores da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Bolívia, o indio cocaleiro trotskista Evo Morales, criticaram o resultado do impeachment ontem na Câmara dos Deputados do Brasil. Para os dois comunistas bolivarianos, o avanço do processo de impeachment foi um golpe. O psicopata Nicolas Maduro chegou a colocar imagens da organização terrorista clandestina MST na postagem em seu Twitter para dizer que "a direita do continente desconhece a soberania popular". Na mesma rede social, o indio cocaleiro trotskista Evo Morales afirmou que sente "indignação pelo julgamento político" e acrescentou que a "batalha será vencida pelo povo". As duas ditaduras destes psicopatas esquerdistas só sobrevivem devido justamente ao regime petista instalado no Brasil. Fora dele, devem cair logo, porque estão podres.

Fernando Henrique Cardoso diz em seminário que impeachment de Dilma juntou dificuldades jurídicas e politicas

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso falou hoje a uma platéia de intelectuais e pesquisadores no seminário “Desafios ao Estado de Direito na América Latina – Independência Judicial e Corrupção”, promovido pela Fundação Getulio Vargas. Fernando Henrique Cardoso disse que não vê riscos para a democracia com o impeachment. De acordo com o tucano, o processo de impedimento de um presidente é algo “violento”, porque contraria a vontade expressa pelo voto nas eleições, mas não se trata, de jeito nenhum, de golpe. Fernando Henrique Cardoso explicou que o impeachment é a “consequência de atos e fatos de duas dimensões: uma é jurídica, a Constituição tem que dizer se aquilo é ou não crime de responsabilidade, e outra é política, se o governo tem força ou não para governar”. E, segundo ele, a petista Dilma Rousseff conseguiu juntar essas duas coisas, o que deixou sua situação insustentável.

Pressione os senadores, ligue para os senadores, o Brasil quer o impeachment - veja a lista dos números deles

A partir desta segunda-feira é tarefa para os brasileiros ligar para os senadores, pressionando-os para que votem a favor do impeachment da presidente petista Dilma Roussef no processo de admissibilidade que será aberto no Senado Federal. Nas imagens abaixo, procure os números dos celulares dos senadores e liguem para eles. Os parlamentares, na votação na Câmara dos Deputados, ao declararem seus votos, reconheceram que sentiram os efeitos das pressões populares por meio das redes sociais e outros mecanismos de comunicação. Este tipo de pressão é eficaz e dá resultados. Seja educado na ligação telefônica, mas seja firme. 



PDT de Carlos Lupi resolveu ser nanico e morrer abraçado com a ORCRIM

Há muito tempo já o PDT, sob o comando do dono de banca de jornais carioca Carlos Lupi, resolveu se tornar um partido nanico. E agora essa vontade é associada ao desejo de ter uma morte sofrida abraçado ao destino final da ORCRIM. Carlos Lupi assegurou que o partido irá mesmo demitir mesmo todos os deputados federais que votaram a favor do impeachment da petista Dilma Rousseff. São eles: Flávia Morais (GO), Giovani Cherini (RS), Hissa Abrahão (AM), Mário Heringer (MG), Sergio Vidigal (ES), Subtenente Gonzaga (MG).

Senadora Ana Amélia Lemos é cotada para ser relatora do processo do impeachment

O PSDB defende a escolha da senadora gaúcha Ana Amélia Lemos (PP) como relatora do processo do impeachment da presidente petista Dilma Rousseff no Senado Federal. O plano do partido é convencer o PMDB a não participar do comando da comissão especial que deve ser formada para apreciar o caso a partir desta terça-feira. Com a maior bancada na Casa, os peemedebistas têm direito a escolher a presidência ou a relatoria da comissão. Consta nos comentários políticos em Brasília que o vice-presidente Michel Temer já teria concordado com essa proposta. A solução Ana Amélia Lemos seria uma saída para dar mais credibilidade a um relatório contra Dilma Rousseff e amenizar o discurso de golpe defendido pelos petistas. Ana Amélia é considerada uma senadora muito ponderada e íntegra. Quem diria, depois das pauladas que os petistas aplicaram nela na última campanha governamental no Rio Grande do Sul, agora precisarão fazer súplicas a ela. 

Olho em Lewandowski a partir de agora

Fiquem atentos aos movimentos do ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, a partir de agora. Ele é homem de Lula, vai fazer exatamente o que o poderoso chefão Lula desejar. A história da nomeação de Lewandowski é conhecida, a mãe do ministro é amiga da galega italiana Marisa Letícia e pediu a ela a nomeação do filho. Lewandowski é, escancaradamente, o ministro mais "amigo" do governo petista no Supremo Tribunal Federal. E a presidência do processo do impeachment no Supremo Tribunal Federal caberá a ele. Caberá a Michel Temer tratar de mudar rapidamente a composição da Suprema Corte. Temer é constitucionalista e sabe que o PT depende do controle do Poder Judiciário para instalar sua ditadura do regime bolivariano, aos moldes daquele instalada pelo Foro de São Paulo na Venezuela.

Michel Temer viaja a São Paulo

O vice-presidente Michel Temer viajou na manhã desta segunda-feira de Brasília para São Paulo e não marcou data para retorno à capital federal. Evidentemente, ele parece querer se afastar do primeiro plano das movimentações políticas em Brasilia. Mas, é evidente que a corrida agora, no Senado Federal, torna-se muito mais complexa. São apenas 81 senadores, e esse é um cenário bem mais concentrado para a atuação do poderoso chefão Lula, que só poderá ser paralisado pelo juiz federal Sérgio Moro. 

Supremo mantém o julgamento de Lula para quarta-feira

O Supremo Tribunal Federal confirmou na manhã desta segunda-feira que está mantido para a próxima quarta-feira, dia 20, o julgamento do mandado de segurança que suspendeu a posse do poderoso chefão Lula na Casa Civil do governo Dilma. Depois da apresentação do incisivo parece emitido pelo procurador geral Rodrigo Janot, a tendência da maioria dos ministros é anular o ato de posse do petista na Casa Civil e abrir caminho para que o juiz Sérgio Moro possa seguir com o processo da Operação Lava Jato e fazer aquilo que o País inteiro espera, que é colocar na cadeia o chefão dos chefes da roubalheira na Petrobras e em outros órgãos do governo federal. 

A petista Dilma Rousseff está pedalando as diárias da Polícia Federal, incluindo a Operação Lava Jato

O colunista Lauro Jardim informa que o Sindicato dos Policiais Federais recorreu ao Superior Tribunal de Justiça para cobrar da União o pagamento de diárias de operações fora da cidade, a maior parte relacionada à Lava Jato. O atraso nos repasses é de até três semanas, o que faz com que os policiais paguem do próprio bolso as despesas com alimentação, estadia e transporte, o que é absolutamente insuportável e configura boicote oficial ao trabalho de investigação.

Veja os nomes da preferência de Michel Temer para a presidência da Petrobras

Os nomes mais cotados para assumir a presidência da Petrobras no governo do vice-presidente Michel Temer são os seguintes: Moreira Franco, ex-governador do Rio de Janeiro e ex-ministro de Dilma; Paulo Skaf, presidente da Fiesp, candidato assumido ao governo de São Paulo; Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, ex-presidente da Firjan e ex-dono do Grupo Ipiranga; Jorge Camargo, profissional do mercado de óleo e gás. O nome mais cotado entre eles é o de Moreira Franco.

Michel Temer liga para Fernando Henrique Cardoso e propõe um governo de união democrática nacional

O vice-presidente Michel Temer falou esta manhã com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele avisou que fará um governo de união democrática nacional, escolhendo um ministério de experiência comprovada, tudo para estancar a crise política, debelar a crise econômica com a garantia da retomada do crescimento, além de garantir a atual rede de proteção social. Fernando Henrique Cardoso é o responsável direto pela ascensão do petismo e de Lula. 

Renan Calheiros receberá o processo do impeachment às 15 horas

O presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), irá pontualmente às 15 horas de hoje até o Senado Federal para fazer a entrega do processo do Impeachment da presidente Dilma Rousseff. Após receber o processo de impeachment, o presidente do Senado Federal, senador Renan Calheiros, já avisou que deve se reunir com a presidente Dilma Rousseff, às 16h30. E, mais tarde, com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski. 

A petista Dilma tem apenas mais 24 dias para renunciar

A renúncia é ato político menos doloroso do que a cassação do mandato por cometimento de crime de improbidade.  A presidente Dilma Roussef tem até o dia 11 de maio para renunciar e com isto manter seus direitos políticos e vantagens da condição de ex-presidente. Se fizer depois do dia 12 de maio, quando se imagina terá início o julgamento, nada adiantará a renúncia, porque o julgamento irá até o final, como aconteceu com o ex-presidente Collor de Melo.

Eduardo Cunha sai mais forte para tentar barrar sua cassação


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi chamado de "gângster", "ladrão" e "golpista" por deputados que votaram contra a aceitação do impeachment pela Câmara. Nos cerca de dez segundos que cada um dos deputados teve, sobraram manifestações políticas contra o governo, mensagens a familiares, a eleitores, e denúncias contra o "golpe". Réu no petrolão e principal condutor do processo contra Dilma, Cunha não respondeu a ataques, como é seu costume. Em seu voto, o deputado, que é evangélico, se limitou a dizer que espera que Deus tenha misericórdia do País.  "Senhor Eduardo Cunha, o senhor é um gângster! O que dá sustentação a sua cadeira cheira a enxofre", discursou o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), apontando em direção ao peemedebista. O comunista homossexual declarado Jean Wyllys (PSOL-RJ) reforçou, chamando Cunha de "ladrão". Ao se afastar, Wyllys cuspiu no deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e sair em desabalada corrida para o meio dos petistas. Cunha também havia sido um dos principais alvos dos discursos que precederam a votação. O único a defendê-lo foi Jair Bolsonaro, dizendo que ele entrará para a história pela forma como conduziu os trabalhos.  Mesmo hostilizado em rede nacional, Cunha saiu mais forte da sessão que aprovou o impeachment, na avaliação de aliados que pretendem usar a votação para enterrar o processo no Conselho de Ética e manter o peemedebista na presidência da Câmara. O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) diz que o empenho do colega para derrubar o governo deve ser retribuído por partidos como PSDB e DEM, que já defenderam a sua cassação. "A oposição está satisfeita. Se não fosse o Cunha, não haveria impeachment", disse. O deputado Paulinho da Força (SD-SP) tentará convencer deputados a perdoar o peemedebista da acusação de quebra de decoro parlamentar: "Ele merece ser anistiado. Vamos começar a discutir isso já na segunda". Para Osmar Serraglio (PMDB-PR), o presidente da Câmara "sai muito fortalecido" da votação: "O máximo que pode acontecer a ele é ter que sair da presidência e continuar como deputado". No momento, os aliados só veem um risco: a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal afastá-lo do cargo. O pedido foi apresentado pela Procuradoria-Geral da República em dezembro. 

Michel Temer deflagra a escolha de ministros e já discute medidas

Aprovada a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o vice Michel Temer (PMDB- SP), seu substituto, vai evitar declarações até que o Senado avalie a decisão da Câmara, mas usará este período de pelo menos duas semanas para montar sua equipe e definir as primeiras medidas de seu futuro governo. A idéia é priorizar as áreas econômica e social com dois objetivos para mostrar logo a que veio: mudar as expectativas sobre o rumo do País e rebater as críticas de que pode desmontar os programas sociais deixados pelo PT. Até que o Senado decida sobre o afastamento temporário de Dilma Rousseff, no entanto, a ordem é não dar declarações específicas sobre o futuro governo em respeito ao Senado e também porque, neste interregno, a presidente do País continua sendo Dilma. Não está descartado, porém, um pronunciamento do peemedebista no tom de busca da "pacificação nacional", tentando indicar que fará um governo de união com todas as forças políticas. A partir desta segunda-feira (18), a equipe de Temer diz que ela passa ater uma "perspectiva concreta" de poder e, por isto, ficará mais à vontade para fazer "sondagens oficiais" de nomes que vão compor seu ministério. Temer também vai deflagrar em conversas com aliados as negociações para montar sua futura base aliada no Congresso. Assessores dizem que não estão descartadas nem sequer conversas com alas do PT no sentido de tentar desmotivar reações radicais de entidades simpáticas ao petismo, como a organização terrorista clandestina MST. A equipe de Temer também vai procurar estabelecer negociações com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB- AL ), para aparar arestas entre os dois e buscar que ele acelere o processo de votação na Casa da autorização dada pela Câmara para abertura do processo de impeachment contra a presidente. Nesta primeira fase, a avaliação tanto do governo como da oposição é que o Senado irá acatar a decisão da Câmara. Seguidos todos os prazos normais, o plenário do Senado pode votar até o final da primeira quinzena de maio a admissibilidade do processo. A equipe de Temer, porém, acredita que é possível acelerar prazos, dentro do regimento, e permitir que esta etapa seja cumprida até o final de abril. Só após esta votação do Senado é que Dilma é afastada por 180 dias e Temer assume em seu lugar.


Uma das prioridades é definir quem irá comandar o Ministério da Fazenda, posto para o qual estão cotados Henrique Meirelles e Armínio Fraga, para que o chefe da futura equipe econômica já possa elaborar as medidas nas próximas semanas e tenha condições de anunciá-las logo depois da posse. Temer deve reduzir também o número atual de 31 ministérios para algo abaixo de 20, buscar fazer cortes em algumas áreas para preservar e até melhorar alguns programas sociais, numa estratégia para rebater e se contrapor às críticas que já espera receber do PT. Um auxiliar disse que Temer tem "plena consciência" de que não pode frustrar as expectativas de que conseguirá melhorar a economia do País ainda neste ano, numa estratégia para isolar os grupos petistas que prometem infernizar sua vida no Palácio do Planalto.

Lula sofre a derrota mais humilhante de sua carreira e deve ser enterrado junto com Dilma

Aquele que prometeu desembarcar em Brasília e mostrar como se faz obteve um resultado pífio; Dilma vai insistir, mas sabe que seu governo acabou

Por Reinaldo Azevedo - O grande derrotado da votação deste domingo, quando a Câmara autorizou o Senado a abrir o processo de impeachment por 367 votos a 137, chama-se Luiz Inácio Lula da Silva. Sim, é evidente que Dilma se conta entre os perdedores. Mas, vamos convir, até por seu real tamanho na política, ela não é uma vítima maiúscula. Trata-se de mera personagem acidental do petismo. Lula não! Que nunca se perca de vista: só existe um processo de impeachment porque Dilma cometeu crime de responsabilidade. Sem este, não haveria incompetência que pudesse retirar aquela senhora do palácio. Mas não é menos verdade que a Câmara também é uma Casa política. Fosse a presidente um exemplo de ética e retidão com a coisa pública — e ela é, no mínimo, negligente — e de uma competência formidável, vamos ser claros: com ou sem crime de responsabilidade, os deputados teriam se recusado a dar a autorização. O resultado seria outro. Ocorre que Dilma é um desastre sob qualquer aspecto que se queira. E não se pode cobrar que um deputado deixe de fazer também um juízo político quando profere seu voto, ora essa! E, nesse caso, a política que está sendo rechaçada não é a da presidente Dilma em particular. O que não se suporta mais — e olhem que muita coisa feia se passa no Congresso — são os métodos petistas. Com que ousadia a senhora Dilma Rousseff, cometendo, a meu ver crime de responsabilidade na modalidade improbidade — Inciso V do Artigo 85 da Constituição — entregou a gestão da coisa pública a um homem que nem mesmo tem cargo formal na Esplanada dos Ministérios. Refiro-me, claro!, a Lula. Este senhor instalou-se num quarto de hotel, fez de conta que a República é um prostíbulo, e passou a receber políticos interessados em cargos, que o visitavam entrando pelas portas dos fundos, esgueirando-se como raparigas que buscam fugir aos olhos do público. Não! Lula não estava “rearticulando” a base de Dilma. Estava era distribuindo cargos mesmo. O Diário Oficial, aliás, foi encharcado pela chuva de nomeações. Assim, mesmo com a República em liquidação no quarto de hotel, mesmo apelando às práticas mais sórdidas, o que Lula conseguiu entregar a Dilma? Miseráveis 137 votos. Ora, um governo que tem essa base de apoio na Câmara, vamos ser claros!, já acabou. Logo depois daquela condução coercitiva determinada pelo juiz Sérgio Moro, Lula concedeu uma entrevista-comício em que anunciou que estava de volta. Ele pretendeu dar início ali à, digamos assim, República da Jararaca. Tomou a Presidência das mãos de Dilma, instalou-se em Brasília e anunciou: “Agora é comigo”. Enquanto recebia seus convivas para fatiar o País, mandava o recado: se o impeachment for reprovado, aí ele assume a coisa e dá um novo tom ao governo. A canalha petralha acusa o processo de impeachment de ser um terceiro turno da eleição. Mentira! Lula é que tentou usar a votação deste domingo como se fosse um Colégio Eleitoral em que ele poderia ser eleito presidente com apenas um terço dos votos. Quebrou a cara. A autorização segue agora para o Senado. Das manobras espúrias à judicialização do processo, o governo vai tentar de tudo. Mas pergunto de novo como quem, obviamente, responde: que sobrevida pode ter um governo que, mesmo apelando aos métodos mais sórdidos de cooptação, consegue miseráveis 137 votos na Câmara, 76 dos quais pertencem ao PT (60), PCdoB (10) e PSOL (6)? Todos os números, não importa o cruzamento que se faça, evidenciam que este governo está morto. Apenas as respectivas bancadas de três Estados tiveram menos de 50% dos votos para o impeachment: CE, BA e AP. Em 10 Estados, a adesão foi de 80% ou mais: ES, SP, PR, RR, RN, DF, SC, GO, RO e AM. Nesses dois últimos estados, 100% dos votos foram contra Dilma. Em nove partidos, a totalidade dos votos foi a favor do impeachment: PSDB, DEM, PRB, SD, PSC, PPS, PV, PSL, PMB. Nas demais legendas, foi de 50% ou mais. Só três partidos ficaram abaixo dessa margem: PDT, com 31,6%, e PCdoB, PSOL e PT, que deram 100% dos votos contra o impeachment. Isso dá conta do desastre fabricado por Lula. Que vai ser enterrado junto com Dilma.

O choro do líder do governo no Congresso


O site de VEJA flagrou uma cena que deixou claro o sentimento que se apossou dos defensores do governo da petista Dilma Rousseff a votação do processo do impeachment. Um dos mais estridentes e piadistas parlamentares na Câmara, o vice-líder do governo Silvio Costa (PTdoB-PE) caiu no choro durante a votação do impeachment. Ele entrou cabisbaixo no cafezinho da Casa, lugar onde os deputados acompanhavam a sessão por um telão, e dirigiu-se a um acesso externo da Câmara. Lá, acendeu um cigarro e sentou-se diante da Esplanada dos Ministérios, que reunia milhares de manifestantes favoráveis à queda de Dilma. Ao ser abordado pela reportagem, ele, que costuma ser sempre receptivo, começou a chorar. Não foi preciso dizer mais nada. Silvio Costa é uma espécie de bobo da corte do PT, um daqueles personagens que se acercam da mesa do banquete do petismo para comer as migalhas que caem ao chão. E logo são enxotados como cães sarnosos. Acabam sentindo mais do que o rei a queda do reino. 

Resultado representa a vitória dos conservadores da democracia, como MBL e VPR

O resultado deste domingo não nasce do acidente, mas da determinação; não é fruto do acaso, mas da convicção; não decorre do reacionarismo estúpido e encarquilhado, mas do conservadorismo virtuoso, que jamais havia encontrado sua devida expressão nas ruas

Por Reinaldo Azevedo - Cumpriu-se a primeira etapa que vai livrar o Brasil do governo de Dilma Rousseff. Atingidos às 23h07 os 342 votos necessários, dois terços do total, a Câmara vai autorizar o Senado a abrir o processo de impeachment contra a presidente. Bruno Araújo do PSDB de Pernambuco foi o voto que marcou a vitória. O placar final foi: 367 votos pelo “Sim” à abertura do processo de impeachment, 137 contra, 7 abstenções e 2 ausências. O contraste é simples: trata-se de uma vitória da verdade contra a empulhação. Como chegamos até aqui? É importante começar a contar direito essa história agora, não depois. E não! Nem todos os que votaram em favor do impedimento da presidente são pessoas que possamos convidar para o jantar. Mas, atenção! Essa não é uma questão nem íntima nem pessoal. Trata-se apenas de saber se a presidente cometeu crime de responsabilidade: sim, ela cometeu! Não um, mas uma penca. Dilma não deixa de ser uma mulher de sorte: vai cair porque violou a lei orçamentária, incidindo no Inciso VI do Artigo 85 da Constituição. É o que está na denúncia aceita pela Câmara e agora referendada pelo plenário. Com um mínimo de rigor, poderia ser acusada de transgredir os outros seis: atentou contra a existência da União, contra o livre exercício dos Poderes Legislativo e Judiciário; contra a segurança interna no país; contra a probidade administrativa e contra o cumprimento de ordens judiciais. A mistificação foi vencida: não é e nunca foi um golpe. O terrorismo foi derrotado: o Brasil não vai para o abismo; ao contrário, renovam-se as esperanças. Um mito foi derribado de forma vexaminosa: junto com Dilma, também se desmancha uma estátua de areia chamada Luiz Inácio Lula da Silva.
Como chegamos aqui?
O resultado deste domingo não nasce do acidente, mas da determinação; não é fruto do acaso, mas da convicção; não decorre do reacionarismo estúpido e encarquilhado, mas do conservadorismo virtuoso, que jamais havia encontrado sua devida expressão nas ruas: o que está em marcha é a revolução dos conservadores das instituições democráticas.
E A PRÓPRIA IMPRENSA, ATENÇÃO!, TOMADA PELO ESQUERDISMO SEM IMAGINAÇÃO, ESTAVA E ESTÁ DESPREPARADA PARA INFORMAR O SEU PÚBLICO SOBRE O QUE REALMENTE ESTÁ EM CURSO. O JORNALISMO BRASILEIRO MODERNIZOU AS SUAS PLATAFORMAS FÍSICAS. FALTA AGORA MODERNIZAR AS IDEIAS.
O começo
O impeachment de Dilma Rousseff não começou a ser pensado nos partidos de oposição. Ao contrário até: inicialmente, eles se mantiveram distantes da movimentação das ruas. E, se querem saber, isso foi bom. Fazia-se necessário que novos olhares, novos discursos e novos anseios buscassem seu lugar nas consciências. Também o modo de se opor ao petismo havia chegado à sua miséria. Este domingo começou a ser gestado quando grupos da sociedade civil como o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua (VPR) resolveram se organizar e convocar a população a expressar a sua indignação: em ordem e em paz. A primeira grande manifestação, no dia 15 de março de 2015, anunciava uma sociedade que queria mudanças. No terceiro mês do segundo mandato de Dilma, a esmagadora maioria dos brasileiros já havia se dado conta de que tinha sido vítima do maior estelionato eleitoral da história. Estava claro que a presidente havia cometido crime de responsabilidade em seu primeiro mandato. Uma interpretação obtusa da Constituição, no entanto, referendada pela Procuradoria Geral da República e pelo próprio STF, impedia que fosse processada. Mas quiseram a arrogância, a imprudência e a glória de mandar que os atentados à lei fiscal tivessem continuidade no segundo mandato. E não há um só especialista honesto que deixe de reconhecer o crime cometido. E foi ele que embasou a denúncia apresentada por Miguel Reale Jr., Janaína Paschoal e Hélio Bicudo. Casavam-se, assim, a higidez jurídica da denúncia com a questão política.
A primeira fase 
E insisto no ponto: os movimentos surgidos na sociedade civil, como MBL e VPR, identificaram o descontentamento com muito mais rapidez do que as oposições oficiais: “A rainha cometeu um crime; cortem-lhe a cabeça!” Tanto é assim que lideranças oposicionistas se mantiveram a uma prudente distância dos protestos iniciais. E eu saudei isso aqui. Consultem os arquivos. Onde muitos viam a fraqueza das ruas — “são desorganizados”; “não têm eixo”; “não têm uma hierarquia” —, eu via virtudes. Eu e quem se mostrava disposto a ver o novo.
A segunda fase
Se as ruas precisavam renovar o espírito das oposições formais, as estruturas formais da política precisavam conferir musculatura institucional aos movimentos de rua. E essa foi a fase mais difícil, mas delicada, dessa trajetória. Foi preciso que o MBL e o VPR se aproximassem dos partidos de oposição e passassem a falar diretamente com os políticos, sem, no entanto, se misturar com eles. Não vai aqui um juízo negativo sobre os políticos, não. Ocorre que é preciso que a sociedade civil mantenha a sua identidade. Estava claro que, sem essa parceria, não havia futuro para o movimento de rua. Nem as oposições formais conseguiriam vencer o aparato de propaganda do governismo.
Vencendo as hostes da desqualificação
Quando essa aproximação se deu, foi preciso vencer distintas e combinadas hostes de desqualificação. Foi necessário combater o preconceito da imprensa largamente contaminada pelo esquerdismo velho e burro, por mais jovens que sejam os militantes disfarçados de jornalistas. Foi preciso enfrentar, como sempre, a patrulha das esquerdas organizadas. Mas essas já são velhas conhecidas. E, ora vejam, foi preciso trombar com a direita cretina, mistificadora, estúpida e, sim, golpista, que acusava o MBL e o VPR de estarem se vendendo aos políticos. Segundo esses trogloditas de Facebook, que pretendem comandar o mundo com um teclado nas mãos e algumas ideias tortas na cabeça, meia-dúzia de militares entusiasmados resolveriam a questão. Não odeiam a democracia menos do que o PT. Aliás, nada mais são do que o petismo com sinal trocado. 
O MBL e o VPR tinham razão 
Como está claro a esta altura, o MBL e o VPR tinham razão. Tinha razão quando não esperaram que as oposições formais se mobilizassem para chamar a população para ocupar as ruas. Tinham razão quando advogaram um espaço próprio de militância política, que não se subordinava — nem pode se subordinar — à pauta dos partidos. E tinham razão quando decidiriam que era chegada a hora de trabalhar COM os políticos, não PARA os políticos. A imprensa, com raras exceções, não entendeu nada e não entende ainda. As esquerdas, como de hábito, não entenderam nada. E a direita babona, para não fugir ao costume, babou o seu rancor e também não entendeu nada.
Encerro este post
O impeachment de Dilma Rousseff será o segundo da nossa história. Mas não se trata de uma repetição. Nem o primeiro foi uma tragédia nem esse é uma farsa. O evento que temos aí é único. Sabem por quê? Collor foi deposto com o apoio unânime das esquerdas e da imprensa. E boa parte das manifestações de rua mobilizavam as correntes de opinião ditas “progressistas”. Havia muito pouca gente na rua que não carregasse bandeiras. Desta feita, não! O impeachment se fez contra o espírito dominante nas redações e contra os movimentos embandeirados. A população de verdade, que fala por si e não em nome de um partido, está depondo Dilma Rousseff. E jovens que, felizmente, nada devem às ideias mortas que oprimem o cérebro dos vivos tiveram a coragem de dizer: “Vem pra rua em nome de um Brasil livre”. E a coisa se deu! É a vitória dos conservadores de instituições democráticas.

Jean Wyllys vota e a seguir tenta cuspir em Jair Bolsonaro

O esquerdinha esvoaçante Jean Wyllys votou e a seguir tentou cuspir no deputado Jair Bolsonaro. E aí a figurinha esvoaçante, envolta em um estranho chale, saiu fugindo. A figurinha não se aguenta!!!!

Câmara aprova processo de impeachment contra Dilma Rousseff


Há um tempo para tudo debaixo do céu, e este domingo trouxe o tempo de Dilma Vana Rousseff e seu partido, o PT, se haverem com as consequências da crise econômica e política que semearam. Às 23h07, com o voto de Bruno Araújo (PSDB-PE), formou-se a maioria de 342 deputados necessária para que o processo de impeachment que tramitava na Casa siga para o Senado, onde Dilma poderá ser julgada por crime de responsabilidade - o placar final ficou em 367 votos contrários à petista e 137 contra o impeachment. Houve ainda 7 abstenções e duas faltas. A votação foi encerrada já perto da meia-noite. Quarta presidente eleita desde a Constituição de 1988, a petista agora faz dupla com Fernando Collor de Mello, que enfrentou, em 1992, o mesmo ritual de impedimento. Chorando, Araújo proferiu seu voto já em clima de festa no plenário. "Que honra o destino meu reservou: da minha voz sairá o grito de mudança dos brasileiros". Ao terminar seu voto, o tucano saiu carregado pelos colegas de oposição. A Avenida Paulista e a Esplanada dos Ministérios também explodiram em celebrações - ao menos, é claro, o lado do muro reservado aos manifestantes pró-impeachment. Do outro, um misto de tristeza, resignação e um discurso que afirmava que "a luta não terminou". O ânimo dos manifestantes de esquerda, contudo, já parecia ter se esgotado. Nas ruas, cada voto foi acompanhado como uma decisão por pênaltis numa partida de futebol: a tensão era logo substituída pela alegria, ou raiva. Dilma e o PT insistem em dizer que a democracia brasileira sofre um golpe, e que seu impeachment representará uma ruptura institucional. Mas a votação de hoje está imune a qualquer questionamento. O governo teve ampla oportunidade de atacar na Justiça todos os aspectos da tramitação do processo de impeachment na Câmara. Seus argumentos foram analisados pelo Supremo Tribunal Federal, acolhidos em alguns casos, rejeitados na maioria. Disso resultou um rito que já não pode ser questionado. Mais importante, o impeachment requer a maioria de dois terços do plenário da Câmara justamente para garantir que não paire nenhuma dúvida sobre uma decisão de tamanha gravidade. Cabia ao governo a tarefa mais "fácil": a de obter o apoio de 172 parlamentares. O fato de que não foi capaz de fazê-lo atesta o grau de aversão a Dilma. E não foi pouco o que ela ofereceu para cooptar parlamentares. Ou melhor: o que Lula ofereceu. O ex-presidente, um político infinitamente mais hábil que sua pupila e sucessora, transformou um hotel de Brasília em bunker anti-impeachment. Às vésperas da votação, o Diário Oficial registrava nada menos que 26 nomeações feitas como consequência do frenético loteamento de cargos promovido pelo governo. Mas nem isso bastou. Pesou mais o sentimento registrado pelas pesquisas de opinião, que mostram que mais de 60% dos brasileiros desejam que Dilma seja apeada o quanto antes de seu lugar no Planalto. Numa analogia com o processo penal, a Câmara atua como o Ministério Público na tramitação do impeachment: observa se existem indícios de crime e oferece uma denúncia. Cabe ao Senado o papel de julgador. É lá que a denúncia é aceita ou rejeitada numa primeira comissão. Se for aceita em decisão referendada pelo plenário, Dilma tem de se afastar do cargo e o mérito da acusação deve ser avaliado em até 180 dias. Para que perca o mandato em definitivo, é preciso que 54 dos 81 senadores julguem que ela é culpada de crime de responsabilidade - mais uma vez, uma maioria de dois terços. Dilma, obviamente, repetiu reiteradas vezes que não cometeu crime algum. Mas o relatório do deputado Jovair Arantes, defendendo o contrário, é uma peça poderosa. Pedaladas fiscais e outros atentados à ordem orçamentária da República - os crimes de que Dilma é acusada - não representam, nas palavras de Arantes, "atos de menor gravidade ou mero tecnicismo contábil". Eles são, pelo contrário, "gravíssimos e sistemáticos atentados à Constituição Federal, em diversos princípios estruturantes do Estado de Direito, mais precisamente a separação de Poderes, o controle parlamentar das finanças públicas, a responsabilidade e equilíbrio fiscal, o planejamento e a transparência das contas do governo, a boa gestão do dinheiro público e o respeito às leis orçamentárias e à probidade administrativa." Se a presidente sofrer impeachment por crimes orçamentários, a mensagem será poderosa. A noção de que os governantes não recebem carta branca para realizar seus planos de governo a qualquer custo, quando ganham uma eleição, talvez fique inscrita com fogo na ordem pública brasileira. Mas o fato é que o embasamento jurídico é apenas um requisito do processo de impeachment. Esse processo, na essência, é político. E no campo da política, Dilma se autoinfligiu todos os danos. A corrosão de seu capital começou na campanha de 2014, quando ela mentiu aos eleitores sobre a necessidade de consertos na economia. Seu segundo mandato começou com ajustes de tarifas que ela prometera não fazer e um aumento da inflação que ela jurou que não viria. Mês a mês a economia foi se mostrando mais frágil - e em paralelo caíam os índices de aprovação de Dilma. Somem-se a crise econômica e o declínio de seu prestígio à incapacidade da presidente e de seus assessores mais próximos de fazer com habilidade o jogo da articulação política, e estão dadas as condições objetivas para o desastre. A presidente não soube, em particular, lidar com o PMDB, e acabou transformando seu principal sócio na coalizão governista em um ninho de inimigos figadais - o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o vice-presidente Michel Temer, à frente. O fato de que muitos peemedebistas são alvos graúdos da Operação Lava Jato - Cunha em particular - em nada desculpa os erros de Dilma, nem elimina o fato de que, para governar, ela precisava saber manter sob controle o PMDB, ou substituí-lo em sua base. Dilma não soube fazer nenhuma das duas coisas. Na verdade, suas tentativas inábeis de fortalecer legendas como o PSD em detrimento do PMDB só fizeram acirrar os ânimos. Nem mesmo o apoio do partido de Gilberto Kassab, até outro dia ministro das Cidades, ela conseguiu na votação do impeachment: a maioria dos parlamentares do PSD votou pelo seguimento do processo neste domingo. Do outro lado estava um vice que circula pelo Congresso com particular habilidade. E soube aproveitar a tendência anti-Dilma. Michel Temer adiantou os vetores de seu mandato num áudio espalhado pouco antes da votação pela continuidade do processo na comissão do impeachment, na última segunda-feira. Proposital ou não, o vazamento pode ter detido um ou outro "indeciso", pronto a ser seduzido pelas ofertas de cargos que o governo fazia a granel. A partir desta segunda-feira, serão 31 dias até que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) agende a data para a resolução do processo que pode encerrar antecipadamente o governo Dilma - e a era dos governos petistas. Em Brasília, existe a máxima de que a Câmara é a voz do povo, pois expressa os votos de todos os rincões. Mas é o Senado da República quem ditará os dias futuros.

Sentimento de defesa da família provocou enfrentamento e derrota do petismo na Câmara dos Deputados

A palavra mais citada nas declarações de votos dos parlamentares favoráveis ao impeachment foi "família". Isso comprova, mais uma vez, que os petistas nunca entenderam verdadeiramente o que estava se passando neste País nos últimos anos, em que gastaram seu tempo tratando de destruir, diluir, apagar, os sentimentos familiares, de laços familiares, de valores familiares. A Câmara dos Deputados comprovou o quanto esse é um elemento fundamental na vida nacional.

367 a 137 votos - isso é uma vitória acachapante

O povo brasileiro e as oposições conseguiram uma vitória verdadeiramente acachapante na Câmara dos Deputados, de 367 a 137 votos. Eram necessários 342 votos para que o processo fosse aprovado. Golpe, agora, seria o Senado Federal tentar brecar o processo do impeachment, porque essa Casa não representa o povo, mas os Estados.

Foi uma vitória acachapante do impeachment na Câmara dos Deputados

A Constituição brasileira prevê que um processo de impeachment só pode ser instalado se tiver a aprovação da maioria absoluta dos membros da Câmara dos Deputados. Isso representa um poderoso breque a qualquer tentativa menor de derrubada de um governo. É preciso ter consistente apoio para conseguir esse objetivo. Ou seja, para que o processo do impeachment seja instalado, são necessários os votos de 342 dos 513 parlamentares, ou seja, dois terços dos deputados. E isso não é nada pouco, é uma exorbitância. Com 25 votos a mais do que o necessário, a votação na Câmara significa que o governo não existe mais, que acabou, que é totalmente incapaz de exercer coordenação política e arrebanhar apoios. Isso terá uma repercussão enorme, sem sombra de dúvida, sobre o Senado Federal, onde o processo terá seu desdobramento a partir de agora. 

Michel Temer mostrou que tem mesmo o controle do PMDB, ao contrário do que Dilma e o PT pensavam

O vice-presidente Michel Temer mostrou que tem mesmo o controle do seu partido, o PMDB, e foi o grande vencedor, dentro de sua agremiação e fora dela, na votação deste domingo na Câmara dos Deputados. Ele conseguiu garantir 59 votos de seus parlamentar a favor do impeachment, enquanto apenas sete deram apoio ao governo da petista Dilma Rousseff. Renan Calheiros tem agora uma forte barreira a qualquer pretensão sua de tentar melar a tramitação do processo do impeachment dentro do Senado Federal. Nem o seu próprio partido, o PMDB, irá tolerar essa pretensão. 

Veja o resultado final da votação do impeachment, por Estado

O resultado final da votação do processo do impeachment por Estado mostra que a presidente petista Dilma Rousseff só ganhou no Amapá, no Ceará e na Bahia. No Piauí e no Acre, o placar ficou empatado. O Brasil praticamente inteiro derrubou Dilma. Veja os números:
Roraima: 7 a 1
Rio Grande do Sul: 22 a 8 (1 abstenção)
Santa Catarina: 14 a 2
Amapá: 3 a 4 (1 abstenção)
Pará: 10 a 6 (1 abstenção)
Paraná: 26 a 4
Mato Grosso do Sul: 5 a 3
Amazonas: 8 a 0
Rondônia: 8 a 0
Goiás: 16 a 1
Distrito Federal: 7 a 1
Acre: 4 a 4
Tocantins: 6 a 2
Mato Grosso: 6 a 2
São Paulo: 57 a 13
Maranhão: 10 a 8
Ceará: 9 a 11 (1 abstenção e 1 ausência)
Rio de Janeiro: 34 a 11 (1 abstenção)
Espírito Santo: 8 a 2
Piauí: 5 a 5
Rio Grande do Norte: 7 a 1
Minas Gerais: 41 a 12
Bahia: 15 a 22 (2 abstenções)
Paraíba: 9 a 3
Pernambuco: 18 a 6 (1 abstenção)
Sergipe: 6 a 2
Alagoas: 6 a 3
Estes números são importantes porque, no processo do impeachment, a admissibilidade dele se dá na Câmara dos Deputados, a casa dos representantes do povo; já o processamento do impeachment propriamente dito se dá no Senado Federal, a casa dos Estados (o senado não é formado por representantes populares, mas representantes dos Estados). Alguns desses representantes, como o senador petista Paulo Paim, do Rio Grande do Sul, deve votar a favor da presidente petista Dilma Rousseff, embora o povo gaúcho em larguíssima maioria seja favorável à defenestração dela.