domingo, 17 de abril de 2016

APROVADO O IMPEACHMENT DA PRESIDENTE PETISTA DILMA ROUSSEFF POR 342 A 127 VOTOS ATÉ AGORA

Ministro Marco Aurélio nega pedido para suspender a votação do impeachment

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, negou na tarde deste domingo o pedido de suspensão da votação do impeachment apresentado pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). Ele pediu liminar no Supremo Tribunal Federal para suspender a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados, que está ocorrendo na tarde deste domingo, pretendendo que deveriam ser reunidos em uma mesma votação os processos contra Dilma Rousseff e o presidente da Câmara, deputado federal Eduardo Cunha. Foi uma ação completamente estapafúrdia que não podia ter qualquer aceitação. Eduardo Cunha não tem qualquer processo por crime de responsabilidade tramitando contra ele. 

PP fecha posição 100% com o impeachment. 49 deputados votarão contra a petista Dilma e o PT

O senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, fechou nesta madrugada o acordo que vinha costurando com a bancada e passou há pouco pelo gabinete do deputado Eduardo Cunha para avisar: os 49 deputados federais do PP votarão pelo impeachment, dando 100% dos votos para a cassação do mandato da petista Dilma Rousseff e o encerramento do regime criminoso do PT. O governo esperava contar com até 12 votos no PP, o que não acontecerá.

Gim Argello decide fazer delação premiada que deve arrastar parlamentares


Há menos de uma semana preso, Gim Argello já decidiu fazer um acordo de delação premiada. Os primeiros da lista que devem botar suas barbas de molho são os parlamentares que com ele comandavam a CPMI da Petrobras, de onde Argello amealhou R$ 5,3 milhões para barrar a convocação de empreiteiros.

Banco Panamericano: depoimento admite fraudes e propinas


O ex-diretor financeiro do Banco Panamericano , Wilson de Aro, confessou à Justiça as fraudes contábeis no banco. E foi além: disse que era comum o banco fazer retiradas da contabilidade para pagar propina a funcionários da Receita Federal. O caso está na fase final de depoimentos.

Nelson Barbosa, a decepção do poderoso chefão Lula


O poderoso chefão Lula já amou Nelson Barbosa . Hoje, não pode ver por perto. Recentemente, Lula desceu a borduna em Barbosa numa conversa com alguns interlocutores: "Quando o (Joaquim) Levy era ministro da Fazenda, o Nelson ia ao Instituto e dizia que tinha que ser feito isso, ser feito aquilo, cheio de marra. Virou ministro e não fez nada do que disse que devia ser feito".

Temer deve cancelar empenho de emendas parlamentares feito por Dilma


Deputados federais dão como certo que Michel Temer, saindo vitorioso hoje, irá cancelar o empenho das emendas parlamentares negociadas pelo governo Dilma Rousseff nas últimas semanas em troca de votos contra o impeachment. Segundo um deputado próximo de Temer, não se trata de retaliação, mas sim de ajuste fiscal, dado o volume de emendas pagas.

Pressionados por empresários, governistas decidem trair Dilma


Na reta final da votação do pedido de impeachment da presidente Dilma, assessores da petista foram informados por deputados que mudaram de lado nas últimas horas que foram pressionados diretamente por empresários e não teriam mais como votar a favor do governo. Este movimento final de pressão pelo impeachment levou o governo a perder apoios conquistados entre quinta e sexta-feira, fazendo o placar do Palácio do Planalto indicar um percentual de votos que coloca no horizonte um "sério risco de derrota". Na manhã deste domingo, o governo contabilizava 166 votos favoráveis a Dilma, abaixo dos 172 necessários para barrar o impeachment. Outro assessor disse que a tendência era de "queda" no número de votos a favor da presidente e que isto acendeu de vez o sinal vermelho dentro do Palácio do Planalto. Segundo ele, a ordem agora é buscar abstenções e ausências para que o PMDB de Temer e a oposição não atinjam os 342 votos para aprovar a abertura do pedido de impeachment. Um assessor da presidente disse que o governo está sofrendo um "forte processo de traição" nestas últimas horas antes da votação, marcada para as 14 horas deste domingo (17). Este auxiliar disse que, ao falar com deputados que mudaram de votos, eles alegaram que empresários ligaram diretamente para pedir a mudança de lado. O argumento utilizado pelos empresários é que a economia não aguenta mais a presidente Dilma à frente do governo e que sua permanência representará um aprofundamento da crise econômica. Além da pressão empresarial, deputados governistas que decidiram aderir ao impeachment estão alegando que também está havendo uma pressão forte de suas bases para que votem contra a presidente hoje na votação da Câmara dos Deputados. O poderoso chefão e ex-presidente Lula decidiu voltar a Brasília para ajudar nas articulações para salvar o mandato de Dilma Rousseff. Ele chegou à capital no fim da manhã deste domingo (17) e vai se reunir com parlamentares, governadores e dirigentes partidários no quarto do hotel em que se hospeda em Brasília para convencê-los, mais uma vez, a apoiar Dilma. Lula havia voltado a São Paulo neste sábado (16), após o que acreditou ser um reação do governo, mas ouviu o pedido de Dilma e articuladores petistas para retornar ao bunker que montou no hotel.

Discussão de pedido de impeachment termina antes do previsto

Passadas 43 horas, a Câmara concluiu às 3h42 deste domingo (17) a fase de deliberação do processo de impeachment na presidente Dilma Rousseff. A votação está marcada para às 14 horas. A última sessão de discursos, prevista inicialmente para acabar pela manhã, foi encurtada por um acordo entre os líderes partidários. Eles abriram mão de subir à tribuna, na condição de comandantes de suas bancadas, para que a discussão terminasse mais cedo. Além disso, cerca de 140 dos 513 deputados não compareceram ou também decidiram não fazer uso da palavra pelos três minutos garantidos a cada um dos parlamentares da Casa. Desde o final da noite de sexta-feira (16) até a madrugada deste domingo, quase 120 deputados discursaram, a favor e contra o impedimento de Dilma. Esta foi a sessão mais longa da história da Câmara dos Deputados. De acordo com a Secretaria-geral da Casa, o tempo de debate ultrapassou o registrado durante a Medida Provisória dos Portos, em 2013, quando deputados permaneceram 36 horas e 35 minutos deliberando a matéria. Terceira no ranking, a eleição do ex-presidente Severino Cavalcanti para a presidência da Câmara levou 17h15, em 2007. A discussão do impeachment em plenário começou na sexta-feira (14), às 8h55. A maior interrupção ocorreu na madrugada de sábado (16), 15 minutos, por volta das 5 horas. Pelo regimento interno da Casa, cada sessão extraordinária pode durar, no máximo, cinco horas. Desde sexta-feira de manhã, porém, assim que uma se encerra, o deputado que está presidindo os trabalhos determina a abertura de outra, logo em seguida.