quinta-feira, 14 de abril de 2016

Abin confirma ameaça ao Brasil da organização terrorista Estado Islâmico


Uma ameaça ao Brasil publicada em novembro em uma conta no Twitter vinculada a um membro da organização terrorista Estado Islâmico (EI) foi confirmada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que intensificou o monitoramento de indivíduos que teriam jurado lealdade ao grupo terrorista e poderiam agir dentro do País. "Brasil, vocês são nosso próximo alvo", diz o tuíte enviado para o microblog dias depois dos ataques terroristas em Paris - nos quais 130 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas - através da conta utilizada por Maxime Hauchard, um francês que foi para a Síria em 2013 e juntou-se às fileiras do Estado Islâmico. A conta de Maxime foi suspensa pelo Twitter. "Monitoramos e percebemos que o perfil realmente era do Maxime, um dos líderes do Estado Islâmico. A partir do momento da postagem houve uma maior intensidade nos discursos de agressividade dos autoproclamados seguidores desse grupo terrorista no Brasil", disse o diretor de Contraterrorismo da Abin, Luiz Alberto Sallaberry. Diante de uma platéia de especialistas que participou da Feira Internacional de Segurança, no Rio de Janeiro, Sallaberry descreveu o jihadista como "espécie de garoto-propaganda do Estado Islâmico". "(Maxime) é o segundo na linha de comando de decapitadores e gosta de dizer que estar no grupo 'é como estar no Éden'", detalhou. O diretor da Abin disse também que tem aumentado no Brasil a quantidade de pessoas que juram lealdade ao EI e estariam, portanto, prontas para agir em nome do islã. "Quando uma pessoa faz o juramento ao califado e se torna autoproclamado ela está disposta a cometer qualquer atentado violento em nome do grupo. A ordem não precisa ser presencial, pode ser via internet", disse Sallaberry. Ainda na Feira Internacional de Segurança, Sallaberry apresentou exemplos de materiais usados pelos indivíduos que juraram lealdade ao EI no Brasil, como bandeiras com inscrições em árabe e adornadas com o símbolo do grupo terrorista. "Posso dizer que são de origem salafista sunita, comunidade que está ligada ao EI. Não estou dizendo que vai acontecer um atentado. Estou dizendo que é a primeira vez que a probabilidade aumentou sobremaneira no nosso país”, completou o diretor da agência. Em novembro, ele havia alertado que as autoridades brasileiras consideram os chamados lobos solitários - que agem inspirados ou sob direção de algum grupo radical, mas sem a necessidade de uma célula terrorista ou outra organização formal - "a principal ameaça aos Jogos Olímpicos" que serão realizados no Rio de Janeiro em agosto.

Senador do PDT diz que Dilma se arrepende de ter confiado em Temer


O vice-líder do governo no Senado, Telmário Mota (PDT-RR), relatou nesta quinta-feira (14) uma conversa que teve com a presidente Dilma Rousseff em que ela teria lhe contado se arrepender muito de ter confiado no vice-presidente Michel Temer. Em um discurso no plenário da Casa, o senador afirmou que Temer foi, por muito tempo, o responsável por organizar a base aliada do governo no Congresso, mas o acusou de ter conspirado contra a petista para desgastá-la a ponto de o processo de impeachment poder ser efetivado e ele assumir o comando do país. "Temer era um homem que gozava da total confiança do governo. Ele que realmente controlava essa parceria da presidente Dilma, e ela confiava nele. Mas poucos sabiam que ele já estava no processo de conspiração porque ele, como tinha informações privilegiadas, inclusive informações de Estado, fez um conluio com o Cunha (presidente da Câmara, Eduardo Cunha). O governo planejava um ato e o Cunha entrava com as pautas-bombas para inviabilizar o país", disse. Para Telmário, o impeachment em curso se deu por vingança de Cunha contra o PT, porque o partido não apoiou a derrubada do processo a que ele responde no Conselho de Ética da Câmara. O pedetista disse que ainda não havia relatado publicamente o encontro com a presidente porque achava que havia sido uma conversa informal, mas, agora, sentiu-se confortável para revelar o diálogo. "E ela me dizia que o grande arrependimento foi ela ter confiado no Temer, em todos os sentidos", disse. O senador também criticou a decisão do PMDB de deixar a base aliada do governo neste momento. "E o que ele faz hoje para cassar a presidente Dilma? O PMDB pula fora. E agora ameaça expulsar quem não votar a favor do impeachment. Olhe como eles começam a usar a mão de ferro. Começam a bater na democracia com a mão de ferro", disse.

Acionistas cancelam reunião marcada para discutir "contrato Eletrobras"


Prevista para esta quinta-feira (14), a reunião dos acionistas de Belo Monte, marcada para encontrar maneiras de forçar a Eletrobras a comprar a energia excedente da usina hidrelétrica, foi cancelada. Os acionistas da Norte Energia, concessionária de Belo Monte, devem marcar uma nova data. O contrato entre a Eletrobras e a Norte Energia prevê a preferência de compra e venda caso a concessionária não consiga vender essa sobra (que representa 20% do total da energia) para o mercado livre – segmento em que as empresas compram e vendem eletricidade diretamente, sem a necessidade de leilões. O custo dessa operação para a Eletrobras pode chegar a R$ 1,2 bilhão por ano até o final da concessão, em 2045. Consta no acordo, firmado em 13 de abril de 2011, que a Eletrobras se compromete a comprar a energia por R$ 130 por megawatt-hora, cerca de 65% acima do que foi negociado à época do leilão, em 2010. Hoje, esse valor está próximo de R$ 180 por MWh, devido à correção pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), prevista no acordo. Essa preferência, no entanto, só pode ser exercida pela Norte Energia desde que a Eletrobras seja notificada com 180 dias de antecedência e desde que a usina não entrado em operação comercial da usina. Atualmente, nenhuma turbina entrou em operação comercial, mas apenas na chamada "pré-operação comercial". Nessa fase, uma das etapas de teste, a empresa gera energia e é paga por isso, mas não tem validade para o cumprimento dos contratos de fornecimento.

Procuradoria de Nova York afirma que Maluf continua na lista de procurados da Interpol


A ordem internacional de prisão contra o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) continua válida, segundo comunicado feito pela procuradoria de Nova York para o Ministério Público de São Paulo e a prefeitura da cidade. A única mudança que ocorreu foi que as fotos de Maluf e de seu filho, Flávio Maluf, saíram do site da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), ainda de acordo com a procuradoria de Nova York. "Não é verdade que Maluf saiu da lista da Interpol. O processo e a ordem de prisão contra ele não foram revogadas", afirma o promotor Silvio Marques, um dos que receberam o comunicado de Nova York. A retirada das fotos foi feita pela Interpol a partir de dois critérios: gravidade do crime praticado e interesse público. Com o crescimento do terrorismo nos últimos anos, Maluf se tornara uma figura menor no cenário internacional, segundo interpretação de um delegado da Polícia Federal que já trabalhou na Interpol. Maluf está na lista da Interpol desde março de 2010. Dois anos antes ele fez sua última viagem internacional. O deputado foi incluído no sistema de alerta vermelho pela Procuradoria de Nova York, com ordem de prisão válida para 181 países, porque parte do dinheiro desviado na abertura da avenida Água Espraiada, atual Roberto Marinho, passou por um banco de Nova York antes de chegar em Jersey, um paraíso fiscal no canal da Mancha, ao lado da Inglaterra. O desvio total das obras, orçadas em R$ 800 milhões, chegou a R$ 550 milhões, segundo dados da Procuradoria Geral da República que estão na ação contra o deputado que tramita no Supremo Tribunal Federal. A obra foi executada quando Maluf era prefeito de São Paulo pela segunda vez, entre 1993 e 1996, pelas empreiteiras OAS e Mendes Junior. A Prefeitura de São Paulo conseguiu recuperar em 2013 cerca de 1,8 milhão de libras esterlinas que estavam depositadas em Jersey. O valor corresponde hoje a R$ 8,9 milhões. A prefeitura busca repatriar mais US$ 28 milhões (R$ 97,5 milhões atualmente) que estão em Jersey, em forma de ações da Eucatex, empresa da qual Maluf é sócio. O montante foi recuperado pela prefeitura porque Maluf perdeu um processo judicial em Jersey para a prefeitura. Ele alega que não tem conta no Exterior, apesar de a sentença de Jersey afirmar que ele controla as empresas que são donas dos recursos. 

Jornalista usa sigilo de fonte para pedir segredo de Justiça a Moro

O jornalista petista Breno Altman, que foi alvo da 27ª fase da Operação Lava Jato, usou em pedido ao juiz Sergio Moro o instituto do sigilo da fonte jornalística para pedir que não fosse dada publicidade ao material recolhido pelos investigadores. Altman, que é amigo do bandido petista mensaleiro e ex-ministro José Dirceu e próximo à cúpula do PT, foi levado para depor de maneira coercitiva no último dia 1º e também sofreu ação de busca e apreensão. Em petição a Moro, a defesa dele argumentou que os arquivos em seu computador e pen drives contêm pesquisas de cunho jornalístico e que a Constituição garante o direito do sigilo de fonte. Os advogados pediram que os dados extraídos permanecessem acessíveis apenas às "partes com interesse processual". O jornalista dirige o site "Opera Mundi". Moro negou o pedido em despacho nesta quarta-feira (13). Disse que é "inviável" decretar sigilo sobre material ainda não examinado pelos policiais e de natureza não informada. Mas determinou que a polícia, "diante da profissão" de Altman, aja com "cautela" e só anexe ao inquérito o que for de interesse criminal relevante. Ao depor na 27ª fase da Lava Jato, Altman disse que emprestou dinheiro para o doleiro Enivaldo Quadrado, condenado no processo do Mensalão do PT, pagar em 2015 uma multa imposta pelo Supremo Tribunal Federal. Mas disse que o empréstimo foi pessoal, pela relação de amizade, e não teve nenhuma relação com o PT. 

Delta Air Lines avalia incorporar aviões da Gol à frota


A norte-americana Delta Air Lines está avaliando oportunidades de incorporar à sua frota aeronaves da Gol, da qual é acionista, conforme a parceira brasileira toma medidas de redução de capacidade em meio à desaceleração da demanda no Brasil. O próximo presidente-executivo da Delta, Ed Bastian, comentou nesta quinta-feira (14) em teleconferência sobre seu resultado trimestral que a empresa está "trabalhando muito de perto com os parceiros no Brasil". "Estamos em diálogo... não somos os únicos indivíduos na mesa porque eles também estão conversando com alguns 'lessors' (empresas de leasing)", afirmou. Segundo a Delta, uma decisão sobre incorporar aeronaves da Gol à frota ou usar seus componentes para reformar outros aviões ainda não foi tomada. A Gol tem frota composta por aeronaves 737 da Boeing. A companhia aérea brasileira pretende reduzir entre 15% e 18% o volume total de decolagens em 2016. No fim do mês passado, a Gol disse que tem hoje 20 aeronaves excedentes na malha prevista ao longo deste ano, para o que negocia uma solução com empresas de leasing. Segundo o presidente da brasileira, Paulo Kakinoff, a discussão faz parte das atividades a serem realizadas com a contratação da empresa de assessoria financeira especializada SkyWorks Capital. Por sua vez, a Delta precisa renovar sua frota de aeronaves de um corredor. A empresa pretende aposentar cerca de 115 aeronaves mais antigas MD-88, assim como tirar de operação jatos menores e menos eficientes com os quais companhias aéreas regionais voam sob contrato com a norte-americana, disse o vice-presidente financeiro da Delta, Paul Jacobson. 

BTG vende varejista Leader por R$ 1 mil e dívida de R$ 900 milhões

A empresa Legion Holdings anunciou nesta quinta-feria (14) que comprou a rede de varejo popular Leader do banco BTG Pactual. A transação foi acertada pelo valor simbólico de R$ 1 mil - já que a Legion irá assumir uma dívida de R$ 900 milhões da varejista. A Leader já está em processo de reestruturação operacional e deve anunciar cortes na área administrativa nos próximos dias. A Legion, fundada por pelos empresários Fabio Carvalho, André Peixoto e Rogerio Bimbi, é especializada em reestruturação de empresas. Carvalho também comandou a reestruturação da Casa & Video. "Acreditamos no potencial da Leader no segmento promissor de moda. É uma marca forte e com oportunidade de geração de valor. Vamos prepará-la para o próximo ciclo de consumo", afirmou em nota Fabio Carvalho. A Leader foi fundada em 1951, conta com 92 lojas e cerca de seis mil funcionários. Apesar do acerto entre BTG e Legion, ainda há uma pendência no negócio, relacionado a empresa Seller. Em 2013, a rede Seller passou a compor o grupo Leader. Em janeiro de 2015, porém, os fundadores da Seller entraram com um pedido judicial de falência da Leader referente ao atraso no pagamento de parcela relacionada à venda. As empresas ainda negociam uma solução para o impasse.


Além das lojas, o BTG Pactual tenta vender a subsidiária de cartões da Leader para o banco Bradesco. A Leader tinha sido comprada pelo banco BTG em 2012. A instituição financeira, contudo, passa por dificuldades de caixa após o fundador André Esteves ter sido preso em novembro do ano passado. Em dezembro, o banco BTG Pactual vendeu ao fundo soberano de Cingapura GIC ações da Rede D'Or São Luiz, a maior rede de hospitais privados do País. O negócio totalizou aproximadamente R$ 2,38 bilhões. No mesmo mês, o Itaú também comprou a participação do BTG na empresa de recuperação de crédito Recovery do Brasil Consultoria por R$ 640 milhões. Outra operação do BTG foi para que o banco sediado na Suíça EFG International adquirisse o BSI por entre 1,5 bilhão e 1,6 bilhão de francos suíços (R$ 6,13 bilhões e R$ 6,54 bilhões), em fevereiro deste ano.

Juiz Sérgio Moro determina o sequestro da casa onde vive a mãe do bandido petista mensaleiro José Dirceu


O juiz Sergio Moro determinou o sequestro de uma casa no interior de Minas Gerais onde mora a mãe do bandido petista mensaleiro e ex-ministro José Dirceu, que está preso e é réu na Operação Lava Jato. Moro havia ordenado em 2015 sequestros de imóveis de José Dirceu devido à "origem suspeita" dos recursos usados para comprar os bens. Em despacho do último dia 5, o juiz expediu ordem de sequestro de uma casa em Passa Quatro, cidade natal do ex-ministro, que pertence formalmente à TGS Consultoria, empresa suspeita de ocultar patrimônio do ex-ministro. O pedido havia sido feito pelo Ministério Público Federal. Na prática, a mãe do ex-ministro pode continuar ocupando o imóvel como "depositária" até uma decisão final. Em 2015, Sérgio Moro decidiu sequestrar bens do bandido petista mensaleiro José Dirceu não relacionados ao processo da Lava Jato porque as propriedades mencionadas na ação não cobriam "o produto estimado de propinas recebidas" pelo ex-ministro. A quantia, escreveu o juiz, soma mais de R$ 60 milhões. José Dirceu é suspeito de receber dinheiro de empreiteiras que tinham contrato com a Petrobras, como a Engevix. Em depoimento em janeiro, ele disse que comprou a casa para a mãe por meio da TGS e depois reembolsou a empresa. Também falou que prestava consultoria publicamente no Brasil e em outros países para empresas e que não tinha o objetivo de enriquecer.

PROS libera a bancada, mas líder trabalha por voto pró-impeachment


Partido que desde a sua fundação, em 2013, caminha ao lado do governo, o PROS está rachado sobre a posição que adotará durante a votação do impeachment. A bancada se reuniu nesta quinta-feira e decidiu liberar os deputados na sessão do próximo domingo. Favorável à destituição de Dilma, porém, o líder da legenda, Ronaldo Fonseca (DF), ainda trabalha por buscar unidade no partido - atualmente, três são favoráveis à ação e outros três, contrários. Uma nova reunião foi convocada para esta sexta-feira para discutir a possibilidade de fechamento de questão. Nos bastidores, o PROS tenta desde o fim de março uma reacomodação no governo Dilma. O partido passou a comandar o Ministério do Esporte neste ano - mas por apenas uma semana, após George Hilton deixar o PRB, que rompeu com Dilma e embarcou na campanha pelo impeachment. Hilton migrou para o PROS em busca de continuar à frente da pasta, mas, apesar do gesto político, acabou demitido pela presidente da República. Ele ainda não se posicionou oficialmente sobre qual posição adotará na ação contra Dilma.

STF indefere ação do PCdoB contra o rito do impeachment

Em instantes o STF retoma sessão extraordinária com quatro mandados de segurança contra a votação do impeachment, inclusive aquela movida pela AGU

Por Reinaldo Azevedo - Indeferida: Em sessão extraordinária que iniciou-se no fim da tarde de hoje o STF, Supremo Tribunal Federal, julgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade 5498 movida pelo PCdoB, Partido Comunista do Brasil e a indeferiu. O PCdoB acusava inconstitucionalidade da ordem definida para votação do impeachment, mas a Corte entendeu que o caso era de “interna corporis”, que não deferia haver interferência do Judiciário; mesmo assim, a forma de votação, qual ordem, se nominal, ocuparam a pauta dos ministros que mostraram divergências. A maioria do STF (Supremo Tribunal Federal) validou nesta quinta-feira (13) trecho do regimento da Câmara dos Deputados que prevê que votações nominais devem iniciar com deputados de Norte para o Sul, e vice-versa. Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e Marco Aurélio Mello foram os votos pelo deferimento da ação, derrotados pelos outros sete ministros que votaram nesta tarde: Gilmar Mendes, Carmen Lucia, Luis Roberto Barroso, Teori Zavaski, Rosa Weber, Luiz Fux e Celso de Mello. O ministro Dias Toffoli esteve ausente da sessão. Após breve intervalo, a Corte volta ainda esta noite aos trabalhos de análise de mais quatro mandados de segurança, um deles da AGU, Advocacia-Geral da União, todos relativos à votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Exército precisa entrar em prontidão, bolivarianos estão invadindo o Brasil para provocar agressões

As fronteiras do Brasil estão ganhando vigilância reforçada, mas já com atraso. As regiões de fronteira do Brasil foram reforçadas nas últimas horas, com ênfase para as divisas com Venezuela, Bolívia e Paraguai. Ocorre que boa parte dos vagabundos esquerdopatas comandados pelo Foro de São Paulo já fizeram entrar milícias dentro do Brasil. A Polícia Militar de Goiás interceptou três ônibus procedentes da Bolívia que levavam manifestantes estrangeiros para encorpar as forças da organização criminosa lulopetista de Brasília, conforme a jornalista Vera Magalhães, na sua coluna Radar, no site da Veja. A jornalista revelou que caravanas também da Venezuela e do Paraguai dirigem-se a Brasília. É preciso rechaçar esses terroristas, que não devem ingerir na política brasileira. Isso é uma agressão externa. 

PDT vai expulsar deputado Cherini nesta sexta-feira; se fizer isto, Lupi cairá ou rachará o partido no Rio Grande do Sul


Por ter declarado que votará a favor do impeachment no domingo, contra a petista Dilma Rousseff,  o deputado Giovani Cherini será expulso nesta sexta-feira pelo PDT. O presidente nacional do partido, Carlos Lupi,  disse que reunirá a Executiva com esse objetivo. Se isto acontecer, o PDT do Rio Grande do Sul rachará de alto a baixo, porque já existe um movimento liderado pelo deputado estadual Enio Bacci, cujo foco é apoiar e acompanhar Giovani Cherini.

Assembléia gaúcha fecha as portas diante de ameaças dos terroristas de esquerda

Desde ontem a noite são cada vez mais inquietantes os sinais de que o governo petista de Dilma Rousseff, o PT e os seus aliados, terroristas de esquerda, desesperados diante da iminência de perderem a votação de domingo, forçarão atos de desordem para facilitar a decretação de estado de emergência, que suprimiria as garantias e direitos individuais, impedindo a sessão de domingo da Câmara dos Deputados. A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul decidiu fechar as portas até o dia da votação do impeachment, no domingo, porque os órgãos de segurança localizados no Estado detectaram movimentações de chefetes da organização terrorista clandestina MST e de outros aparelhos vinculados ao PT e ao PCdoB, como CUT e Cpers, todas com o objetivo de invadir e ocupar o Palácio Farroupilha. Um acampamento do MST foi instalado esta semana na Praça da Matriz com esse objetivo. 

Além da Lava-Jato, Pizzolatti é denunciado por porte de armas


Investigado pela Lava-Jato, o ex-deputado do PP de Santa Catarina, João Alberto Pizzolatti, foi denunciado pelo Ministério Público Federal por porte ilegal de armas. Ao cumprir um mandado de busca e apreensão em seu sítio em Pomerode (SC), a polícia encontrou uma pistola .40 e 30 cartuchos embaixo do colchão de uma cama. Recentemente, Pizzolatti foi nomeado secretário de estado de Roraima para tentar fugir da jurisdição de Sérgio Moro.

Demora na renegociação das dívidas da Odebrecht Agroindustrial


Maior abacaxi do grupo Odebrecht, a renegociação de dívidas do braço agroindustrial, de usinas, está mais difícil que o esperado de descascar. A reunião para oficializar o aumento o capital da empresa em 2 bilhões de reais já foi adiada seis vezes. Inicialmente prevista para o dia 4 de março, agora deve acontecer apenas no próximo dia 20. E não se descarta uma nova prorrogação. Na operação, o grupo Odebrecht – único acionista – vai transferir de volta para a Agroindustrial usinas de geração de energia a partir do bagaço de cana. Em troca, ficará com debêntures da controlada. A operação é uma exigência de bancos para renegociar a dívida de 13 bilhões de reais, equivalente a mais de quatro vezes seu faturamento anual. O problema é que há necessidade ainda de um aporte em dinheiro para quitar parte das dívidas, cujo montante depende das condições que serão conseguidas com as instituições financeiras. A Odebrecht, é claro, tenta jogar esse valor para baixo.

Feliciano já tem 200 assinaturas para criar CPI da UNE


O deputado federal Marco Feliciano já conseguiu mais de 200 assinaturas para instalar a CPI da UNE. Depois da votação do impeachment a comissão será instalada e o a entidade do PCdoB terá de explicar para onde foram os milhões de reais que o governo Federal lhe entregou nos últimos. Um deputado que assinou o requerimento já aconselhou os dirigentes a irem procurando as notas fiscais dos gastos da entidade. 

Tribunal vê sobrepreço de R$ 460 milhões em contrato da arena Fonte Nova


O contrato de construção e gestão da Arena Fonte Nova, estádio que sediou as partidas da Copa do Mundo em Salvador, foi considerado ilegal pelo Tribunal de Contas da Bahia na terça-feira (12). Após uma sessão que se estendeu por oito horas, os conselheiros decidiram dar um prazo de 120 dias para que o governo baiano faça uma readequação do contrato com a Fonte Nova Participações, formada pelas empreiteiras OAS e Odebrecht. Entre as irregularidades apontadas estão uma suspeita de sobrepreço da ordem de R$ 460 milhões no contrato, além de ausência de informações do projeto básico e de planilhas de custo que ajudassem a quantificar o valor global da obra. Firmada na gestão do então governador Jaques Wagner (PT) – atual ministro de Dilma Rousseff (Gabinete da Presidência) –, a parceria público-privada prevê desembolsos de R$ 2,3 bilhões do governo para o consórcio ao longo de 35 anos. Relator do processo, o conselheiro Pedro Lino afirma que o contrato entre governo e Fonte Nova possui vícios e irregularidades desde a publicação do edital e suspeitas de favorecimento às empreiteiras. "É um contrato no qual o Estado da Bahia entra com tudo, do terreno ao financiamento. Já as construtoras OAS e Odebrecht entraram com o charme para auferir lucro por 35 anos", disse o conselheiro. Segundo Lino, a decisão do governo de demolir a antiga Fonte Nova para erguer a arena não se justificava: "Já havia um estádio pronto e acabado que precisava apenas de reparos para se adequar ao padrão da Fifa. Isso custaria bem menos, cerca de R$ 230 milhões". O caso é mais um problema envolvendo problemas com estádios construídos para a Copa. Em março, o governo pernambucano resolveu rescindir o contrato de concessão com a Arena Pernambuco Negócios e Participações. Mesmo declarando o contrato ilegal, os conselheiros não acataram o pedido do relator Pedro Lino para que o Tribunal pedisse à Assembleia Legislativa da Bahia declarasse a nulidade do contrato. Também não foram acatadas medidas cautelares que previam a suspensão de 50% dos repasses feitos mensalmente pelo governo à Fonte Nova Participações. Além de determinarem a renegociação do contrato, os conselheiros aplicaram multa de R$ 13,3 mil aos ex-secretários estaduais Nilton Vasconcelos (Trabalho e Esporte) e Carlos Martins (Fazenda), além do ex-diretor da autarquia Sudesb Raimundo Nonato, o Bobô, ex-jogador campeão brasileiro pelo Bahia em 1988. 

Chance de processo de impeachment passar na Câmara sobe para 92%

A chance do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff passar na Câmara subiu para 92%, de acordo com análise estatística do professor de economia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Regis Ely. A probabilidade do impeachment ser aprovado pela Câmara subiu em dois pontos percentuais em relação a análise realizada nesta quarta-feira (13), quando as chances do afastamento da presidente pela Casa eram de 90%. O professor Ely explica que os percentuais não mudaram muito, apesar do aumento de manifestações individuais de apoio ao impeachment. Isso acontece porque o modelo estatístico utilizado previa que os indecisos votariam de acordo com as orientações das bancadas partidárias, o que está acontecendo. Segundo a análise realizada pelo professor, o impeachment não passaria pela Câmara, por exemplo, se fosse registrada uma ausência de pelo menos 10% dos deputados, o que deixaria os votos favoráveis ao afastamento da presidente na faixa dos 65,9%, insuficientes para a aprovação da medida. Para que o processo seja aprovado, são necessários votos de 342 parlamentares, ou 67% do total. A Câmara tem 513 deputados e a decisão está prevista para ocorrer no domingo (17). A estatística considera que todos os deputados estarão presentes na votação. Cada falta implica um voto a menos a favor do processo. A partir da ausência de mais de 10% (51 deputados), cairia o número de votos favoráveis à saída de Dilma e o resultado da votação se inverteria. O algoritmo construído pelo professor parte do princípio de que a decisão dos deputados sofre influência do partido e do Estado pelo qual foram eleitos. Com base nisso, ele infere qual será a posição dos que ainda não declararam seu voto. Ely atua nas áreas de previsão, análise de dados, séries temporais e finanças. A ordem de votação deve provocar um "efeito manada" entre os deputados, já que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), determinou que a votação começará pelos Estados do Sul. A estimativa indica que, registradas as posições do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, o percentual de votos favoráveis ao impeachment já terá atingido cerca de 78%. Se em algum momento a votação estiver decidida, os deputados podem mudar de opinião ou se abster. O algoritmo foi construído como exercício de previsão com fins didáticos e de demonstração do uso de técnicas de análise de dados em problemas práticos, afirma o professor da UFPel. Contribuíram com o projeto os professores Cláudio Shikida (UFPel) e Bruno Speck (USP).

Embraer entrega 37,5% aeronaves a mais no 1º trimestre deste ano


A Embraer entregou 21 jatos comerciais e 23 executivos no primeiro trimestre, em um total de 44 aeronaves, alta de 37,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, informou a companhia nesta quinta-feira (14). A carteira de pedidos firmes a entregar recuou 2,7%, totalizando US$ 21,9 bilhões em 31 de março, acrescentou a fabricante, contra US$ 22,5 bilhões ao fim de dezembro de 2015. No segmento de aviação comercial, foram entregues 19 aeronaves E175 e duas aeronaves E195 entre janeiro e março. No primeiro trimestre do ano passado haviam sido entregues 20 aeronaves comerciais, todas do modelo E175. Já no segmento de aviação executiva foram entregues 12 jatos leves e 11 jatos grandes, ante 10 jatos leves e dois jatos grandes nos primeiros três meses de 2015. A companhia se manteve com 24 aeronaves E175 em carteira para serem entregues à cliente Republic Airways, que pediu concordata em 25 de fevereiro, levando a Embraer a realizar provisão em seu balanço do quarto trimestre.

OMS confirma que zika causa microcefalia


A Organização Mundial da Saúde (OMS) chancelou as declarações das autoridades médicas americanas apontando para o fato de não haver mais dúvidas de que é o zika vírus que causa a microcefalia.  Na quarta-feira, o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) indicou não haver mais dúvidas quanto a relação entre os dois.  – Estudos publicados nesta semana marcam um ponto de virada na epidemia de zika. Agora está claro que o vírus causa microcefalia – disse o diretor do CDC, Tom Frieden, em comunicado à imprensa. Nesta quinta-feira, a OMS voltou a confirmar a declaração. "Existe forte consenso científico de que o zika é a causa da microcefalia, da Síndrome de Guillain-Barré e de outras desordens neurológicas. A onda de estudos apoia a conclusão de que existe uma associação entre o zika e a microcefalia", apontou o órgão. Até março, a entidade apenas dizia que existiam "evidências". Agora, existe um "consenso científico". Em uma nota à imprensa, a OMS indicou que os cientistas ainda não excluem a possibilidade de que "outros fatores possam se combinar com o zika para causar as desordens neurológicas". Nesse caso, porém, a entidade alerta que "mais pesquisas são necessárias antes que qualquer conclusão seja feita". A agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) lembrou que a Guillain-Barré e a microcefalia podem ser geradas por "uma série de fatores", incluindo contato com produtos tóxicos e outras infecções. "Novos estudos sobre o zika e suas complicações estão sendo publicados diariamente, e o ritmo da pesquisa vai continuar a aumentar", afirmou a OMS. Segundo ela, seus técnicos e entidades parceiras acompanham cada um dos estudos de forma detalhada para identificar qualquer "mudança na direção das evidências". A decisão de reconhecer a relação entre o vírus da zika e a microcefalia, porém, vem quatro meses depois de o Brasil iniciar gestões para convencer a OMS a agir nesse sentido. Em 18 de novembro de 2015, a diretora-geral da entidade, Margaret Chan, esteve em Brasília e ouviu do ministro da Saúde, Marcelo Castro, um alerta sobre a zika. Naquele momento, ela optou por esperar por novas evidências e não convocou seu grupo de especialistas. A reunião ocorreria apenas em fevereiro e, ainda assim, ela atuaria com cautela, considerando apenas a microcefalia, e não o zika, como uma emergência internacional. Na véspera daquela reunião em Genebra, na Suíça, o governo brasileiro insistia com Chan de que as evidências já eram claras. Mas a OMS optou por aguardar por uma prova científica.

República do Prostíbulo de Hotel é malsucedida, e Lula promete sabotar governo Temer

Se o Babalorixá de Banânia se opôs até a Itamar depois de ter ajudado a derrubar Collor, por que faria coisa diferente agora?

Por Reinaldo Azevedo - E Luiz Inácio Lula da Silva, quem diria?, promete ser, no governo Temer, aquilo que sempre foi quando está na oposição: um sabotador. Alguém estranha? Leio na Folha que ele já avisou a correligionários que não vai sair da rua. Ora, não me digam! E que não tem essa de entendimento nacional, como vai propor o futuro presidente. Lula deveria nos contar ao menos uma novidade. Se ele migrou para a oposição ao governo Itamar Franco, depois de ter sido um dos líderes do movimento em favor do impeachment de Collor, por que faria algo diferente agora, quando é o PT que está sendo impichado do poder? E não pensem que foi pouca coisa, não, o que fez o PT contra o governo Itamar. Jaques Wagner, hoje o faz-tudo de Lula no governo moribundo, protocolou uma denúncia pedindo o impeachment do então presidente recém-empossado. O PT expulsou Luiza Erundina porque esta aceitou ser ministra da Administração daquela gestão. O partido se opôs com ferocidade lupina e asinina ao Plano Real, que acusava de prejudicar, ora vejam…, os trabalhadores. Qual era o cálculo de Lula? Itamar faria a transição; seria obrigado a dar uma arrumada na economia, que havia sido destroçada no governo Collor; os petistas ficariam na oposição mobilizando as suas bases e jogando-as contra o governo, e a eleição de 1994 lhes cairia no colo, de bandeja, como se fosse o maná divino. Lula só se esqueceu, então, de combinar com os russos. Não contava com o Plano Real. Tampouco esperava que fosse dar certo. Aloizio Mercadante e Maria da Conceição Tavares juravam que seria um desastre. As esquerdas babavam de indignação com o que chamavam de “farsa”. Alguns daqueles gênios estão por aí hoje, endossando abaixo-assinados contra o que chamam “golpe”. Pois é. O Plano Real fez FHC se eleger no primeiro turno em 1994 e em 1998, feito que Lula nunca logrou — e ele não se conforma com isso até hoje. Agora, o Babalorixá de Banânia pretende fazer a mesma coisa, só que com mais virulência. Promete lançar desde já a sua campanha à Presidência da República e, mais uma vez, sabotar todas as tentativas honestas de tirar o Brasil do atoleiro. Continuará, em suma, a ser Lula. E, pelo visto, mais uma vez, ele vai se esquecer de combinar com os russos. O chefão petista não se conforma com o fato de que a sua tentativa de transformar a República num prostíbulo oficial tenha sido malsucedida. Mas foi. Para o bem do Brasil.

Maioria do PMDB aprova apoio ao impeachment, mas libera voto de dissidentes

Reunida na manhã desta quinta-feira (14), a bancada de deputados federais do PMDB decidiu por ampla maioria apoiar o impeachment de Dilma Rousseff, mas não fez o chamado "fechamento de questão", o que colocaria os dissidentes sob ameaça de expulsão da legenda. A votação foi simbólica, sem registro nominal dos votos. O PMDB tem a maior bancada da Câmara, com 67 cadeiras. O governo trabalhava para obter até 20 votos da bancada, entre eles os dos ministros Marcelo Castro (Saúde), Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Mauro Lopes (Aviação Civil), que reassumiram os mandados de deputado nesta quinta. Mas nesta quinta-feira a contabilidade já havia caído para menos de 10. Também fiel a Dilma, o líder da bancada, Leonardo Picciani (RJ), afirmou que irá respeitar a decisão da maioria e que irá orientar o voto contra a petista na sessão deste domingo (17). Ele, porém, votará contra o impeachment. Segundo relatos de deputados, não houve nenhuma manifestação de defesa de Dilma na reunião, que ainda não havia acabado às 11h40 desta quinta-feira. O PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer, rompeu com Dilma há algumas semanas, mas os ministros decidiram permanecer no cargo. Outros partidos governistas, como PP e PSD também manifestaram, por maioria de votos, apoio ao afastamento da petista.

Governo recorre ao STF para anular processo de impeachment


Diante da chance cada vez mais clara de derrota no próximo domingo, quando o plenário da Câmara dos Deputados vai votar a denúncia por crime de responsabilidade contra a presidente Dilma Rousseff, o advogado-geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, recorreu nesta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal com pedido para que seja anulado o processo de impeachment contra a petista. Segundo o governo, os atos do processo de denúncia contêm "vícios que impedem a sua continuidade". Ontem, Cardozo rebateu a tese de que judicializar o processo de impeachment seria tentar vencer o processo "no tapetão". "O dia em que o Judiciário for entendido como um tapetão nós rasgamos de vez o Estado de Direito no Brasil. A Constituição é clara: nenhuma lesão de direito pode ficar afastada de apreciação do Poder Judiciário. Se um cidadão comum, se qualquer pessoa ou um presidente da República tem uma lesão, vamos ao Judiciário. Isso sinceramente não é tapetão", afirmou na ocasião. No mandado de segurança apresentado hoje ao STF, o governo alega que "diversos atos praticados pela Câmara dos Deputados revelaram frontais agressões às garantias devidas aos acusados em qualquer âmbito de apuração, (...) causando concretos e inaceitáveis prejuízos à participação e defesa da impetrante". Cardozo tentou justificar mais uma fase de judicialização do pedido de impeachment e alega que cabe à justiça intervir em caso de irregularidades na "tramitação do processo". Ele sinalizou que em outra fase a AGU pode voltar a recorrer ao Supremo para discutir efetivamente a suposta falta de justa causa para se afastar a presidente. "Esta ação está sendo proposta neste momento e tem um objetivo muito claro: discutir aquilo que julgamos inválido na tramitação do processo. Não quer dizer que não iremos discutir no futuro, indagando da falta de justa causa. Nesta ação não estamos discutindo desvio de poder, nem justa causa para o impeachment", disse. Segundo a AGU, houve "evidentes violações" praticadas pela comissão especial do impeachment, que na última segunda-feira aprovou o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) pela admissibilidade do processo de deposição de Dilma. Entre as supostas violações, a advocacia-geral alega que os debates antes da apreciação do texto de Arantes trouxeram à tona "diversos argumentos de índole política", extrapolaram a denúncia propriamente dita, com a citação, por exemplo, de depoimentos de delação premiada do ex-líder do governo Delcídio do Amaral (ex-PT-MS). "Foram indicadas, no parecer elaborado pelo relator da Comissão Especial, diversas imputações e considerações de cunho persuasivo, totalmente desconectadas do teor da denúncia, em flagrante e inconstitucional ampliação do espectro das imputações das quais foi a ora impetrante intimada para se defender, o que redunda na construção de um processo em que se inviabiliza a construção de uma defesa substancialmente adequada", diz a AGU. Cardozo ainda apela para argumentos processuais para pedir a anulação do processo de impeachment, como o fato de Dilma Rousseff não ter sido notificada depois que a comissão do impeachment pediu "esclarecimentos" sobre a denúncia, diz que o princípio do contraditório e ampla defesa foi violado e afirma que a comissão especial do impeachment teria de respeitar um "conjunto mínimo de garantias", já que suas conclusões sobre o destino da presidente Dilma Rousseff não se esgotam ali e serão levadas em conta pelo Plenário da Casa. "Não se pode negar que o procedimento em curso (na comissão especial) já é capaz de constituir atos que influenciarão irremediavelmente as conclusões que podem levar, ao final, à aplicação das mais graves sanções, que, em verdade, vão além da pessoa da investigada, uma vez que atingem a própria organização das instituições democráticas", diz. O processo de impeachment contra Dilma foi apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaína Paschoal e está baseado na acusação de que o governo promoveu uma verdadeira maquiagem contábil nas contas públicas, escondendo da população a grave situação financeira da administração pública. A contabilidade criativa foi levada a cabo com as chamadas pedaladas fiscais, consolidadas, por exemplo, por meio da edição de decretos não numerados com liberação de créditos orçamentários. Este foi o principal argumento utilizado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para aceitar a denúncia contra a presidente Dilma. A prática de pedaladas fiscais viola a Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe que instituições como o BNDES e a Caixa financiem seu controlador - neste caso, o governo.

Juiz Sérgio Moro determina escolta permanente a José Dirceu no hospital

O juiz Sérgio Moro determinou ontem à Polícia Federal que mantenha escolta permanente do bandido petista mensaleiro José Dirceu, o "guerreiro do povo brasileiro", entre os dias 18 e 19 de abril, quando ficará internado para exames no Hospital Santa Cruz, em Curitiba. Não dá moleza para o azar. E tem toda razão.

Impeachment de Dilma pode levar cinco ministros petistas para Moro


Se a Câmara dos Deputados abrir o processo de impeachment e o Senado afastá-la, pelo menos cinco ministros petistas poderão ir parar nas mãos de Sérgio Moro, ao perderem o foro privilegiado. Automaticamente, Aloizio Mercadante e Edinho Silva, alvos de inquéritos já abertos, passariam a ser investigados em Curitiba. Mas não só. Jaques Wagner, José Eduardo Cardozo e Ricardo Berzoini podem ter o mesmo destino. Wagner pode se tornar alvo de um inquérito se o Ministério Público Federal entender que houve possível crime em sua relação com Léo Pinheiro. José Eduardo Cardozo pode se tornar investigado se a Lava-Jato decidir apurar se houve possível obstrução da Justiça ao articular a nomeação do ministro Marcelo Navarro no STJ, conforme disse Delcídio Amaral. Já Berzoini foi citado por Otávio Azevedo em sua delação. Ele teria cobrado doações da Andrade Gutierrez também em virtude de outras obras da administração do PT, além da Petrobras.

Roberto Jefferson reassume o comando nacional do PTB

Roberto Jefferson, denunciante do processo do Mensalão do PT,  reassumiu nesta manhã o comando nacional do PTB. O comando foi passado a ele por sua filha, a deputada federal Cristiane Brasil. Antes disso, o ex-presidente Fernando Collor de Melo se desfiliou do partido, no qual permaneceu por oito anos. Collor de Mello ficou injuriado com a tentativa de intervenção de Cristiane Brasil no diretório regional de Alagoas. Conforme ela, durante o tempo em que ficou no  partido, Collor de Melo nada fez para constituir o partido no Estado. 

Relator da CPI dos Fundos de Pensão tenta livrar presidente da Funcef do indiciamento

Sérgio Souza, relator da CPI dos fundos de pensão, retirou da lista de pedidos de indiciamento o nome de Carlos Caser, que presidiu a Funcef na maior parte do período de fraudes na previdência dos funcionários da Caixa Econômica Federal. Como a medida não teve consenso, a inclusão de Carlos Caser será votada agora à tarde como destaque do relatório final. Para Efraim Filho, que preside o colegiado, a maioria votará pelo indiciamento do dirigente: "Vamos decidir no voto e eu confio na obtenção da maioria". Ele acrescenta: "Os escândalos dos fundos de pensão revelam a face mais cruel da corrupção petista, porque estão roubando os aposentados".

Ataque geral contra o impeachment

O PCdoB, uma linha auxiliar do PT, acaba de entrar no STF com uma ação direta de inconstitucionalidade contra o impeachment. A medida foi tomada paralelamente ao mandado de segurança da AGU. Trata-se de uma ação coordenada para garantir que, no sorteio, algum recurso caia nas mãos de ministro simpático ao governo.

PIB gaúcho despencou 3,4% em 2015, é um desastre, o menor índice em mais de 10 anos

O Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho fechou com queda de 3,4% em 2015, conforme informação da Fundação de Economia e Estatística (FEE). Indústria e comércio tiveram desempenhos terríveis. Foi o pior PIB dos últimos 12 anos. O PIB do Brasil fechou o ano passado com recessão de 3,8%.  A única exceção da brutal queda foi o setor de agropecuária, que encerrou o ano com alta de 13,6%. Em contrapartida, a indústria obteve a maior taxa negativa, com -11,1%. A atividade foi seguida pela arrecadação de impostos (-8%), o Valor Adicionado Bruto (-2,7%) e Serviços (-2,1%). De acordo com o coordenador do Núcleo de Contas Regionais da FEE, Roberto Rocha, os quatro segmentos da Indústria tiveram reduções significativas. “O resultado foi liderado pela indústria de transformação, que caiu 13,5%, seguida pela construção (-6,6%) e indústria extrativa (-5,2%)”, relatou. Com isso, a Indústria contribuiu com -2,3 pontos percentuais (68%) da queda do PIB do Estado. Por outro lado, a Agropecuária amenizou o resultado gaúcho, contribuindo com 1,2 pontos percentuais ao crescimento do PIB. Examine como foi o PIB nos últimos três governos:
RIGOTTO
- 2003: 1,6
- 2004: 3,3
- 2005: -2,8
- 2006: 4,7
Média, 3,1%
YEDA CRUSIUS
- 2007: 6,5
- 2008: 2,7
- 2009: -0,8
- 2010: 7,8
Média, 4,05%
TARSO GENRO
- 2011 – 5,7
- 2012 - -1,80 (MENOS 1,80)
- 2013 – 6,.37
- 2014 – 1,95 
Média, 3,05%

Estados Unidos dão sinal verde para Argentina emitir títulos e pagar credores


A Argentina poderá sair do "calote técnico" nos próximos dias. Nesta quarta-feira (13), a Justiça americana retirou a liminar que impedia o país de pagar aos credores que aceitaram a renegociação da dívida em 2005 e 2010 enquanto os que não aceitaram também recebessem. A decisão foi tomada na Câmara de Apelações em Nova York em uma audiência de cerca de uma hora. O governo de Mauricio Macri comemorou a rapidez da Justiça, pois esperava que a solução só saísse em alguns dias. Com a queda da liminar, a Argentina poderá emitir os US$ 15 bilhões em títulos necessários para levantar recursos e quitar a dívida com os fundos abutres – credores que compraram os papéis "podres" da dívida argentina e não aceitaram as duas reestruturações nos anos 2000. A lei aprovada no Congresso, no fim de março, que permite o pagamento dos credores só autorizava o governo a emitir os papéis se a Justiça americana deixasse a Argentina sair do calote. O acordo com abutres, no entanto, tinha o dia 14 como data-limite para que o pagamento fosse feito. Diante da impossibilidade de a Argentina levantar os recursos em 24 horas, os abutres concordaram em estender o prazo para o próximo dia 22. A programação agora prevê que o governo receba as ofertas pelos papéis na segunda-feira (18) e que os negócios sejam fechados no dia seguinte. Com a saída do default, a Argentina poderá voltar ao mercado de crédito internacional. O endividamento no Exterior é visto pelo governo como a melhor forma para financiar os investimentos que pretende fazer, sobretudo em infraestrutura.

Papéis indicam que Odebrecht fez compras para sítio usado por Lula


Documentos indicam que a empreiteira Odebrecht bancou em fevereiro de 2011 a compra de bens para o sítio em Atibaia (SP) frequentado pelo ex-presidente Lula. Os papéis, de lojas de Atibaia, são os primeiros a ligar a construtora a gastos com a aquisição de produtos para a propriedade rural usada pelo ex-presidente. Até agora somente testemunhos de fornecedores apontavam a Odebrecht como responsável pelo pagamento de materiais para o imóvel no interior paulista. A empreiteira já admitiu ter atuado nas reformas do sítio, mas relatou ter fornecido apenas parte da mão de obra para os trabalhos. A construtora afirmou somente ter encaminhado o engenheiro Frederico Barbosa e mais 15 funcionários para as obras no local, no período entre a segunda quinzena de dezembro de 2010 e meados de janeiro de 2011. Porém negócios feitos em nome do engenheiro da Odebrecht Paulo Henrique Moreira Kantovitz em fevereiro de 2011 indicam que a empreiteira também financiou a compra de bens para a propriedade rural. Nessa época, Lula já frequentava o sítio, conforme manifestações dos próprios advogados do petista. Segundo a defesa, o ex-presidente passou a visitar o local a partir de 15 de janeiro de 2011. Um pedido de compra de um aquecedor elétrico para piscina feito em nome de Kantovitz em uma loja de Atibaia, cujo dono pediu para não ser identificado, é o ponto de partida. O documento aponta que o aparelho, no valor de cerca de R$ 13 mil (R$ 18 mil em valor atualizado), foi retirado na loja no dia 2 de fevereiro de 2011 para ser instalado no sítio usado por Lula no município paulista. Outro documento em nome de Kantovitz é a nota fiscal de aquisição de uma porta de correr emitida por uma loja situada em São Paulo, a Hiper Cartescos Madeireira, em 25 de fevereiro de 2011. Esse papel foi apreendido pela Polícia Federal no apartamento de Lula, em São Bernardo do Campo, em uma das diligências da 24ª fase da Operação Lava Jato, realizada no dia 4 de março. A nota fiscal aponta como endereço de entrega a loja Depósito Dias, de Atibaia, que forneceu materiais de construção para o sítio, segundo relato feito por Patrícia Fabiana Melo Nunes, dona da loja à época da reforma na propriedade rural. Mas o recibo de entrega da porta traz no campo de assinatura os dizeres "Élcio P. Vieira", que correspondem ao nome do caseiro do sítio frequentado por Lula, Élcio Pereira Vieira, conhecido como "Maradona". A assinatura na nota fiscal é semelhante àquela feita pelo caseiro no termo de depoimento que ele prestou à força-tarefa da Lava Jato, no âmbito das investigações sobre a propriedade rural. A direção da Hiper Cartescos Madeireira informou que o valor da porta, de cerca de R$ 6.000,00 (R$ 8.400,00 em valor corrigido), foi pago em dinheiro vivo na loja. A ex-proprietária do Depósito Dias afirmou em janeiro último que o engenheiro da Odebrecht, Frederico Barbosa, fazia os pedidos de materiais de construção para o sítio. Patrícia também disse que as obras levaram a gastos de cerca de R$ 500 mil em sua loja. Segundo a comerciante, esses produtos foram pagos também em dinheiro vivo, por um homem que levava os valores em envelopes pardos, dentro de uma mala.