sábado, 9 de abril de 2016

Cristina Kirchner será investigada em escândalo de lavagem de dinheiro


A ex-presidente da Argentina, a ex-peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner, que comandou um governo do Foro de São Paulo completamente corrupto, será investigada por envolvimento em crime de lavagem de dinheiro. O procurador federal Guillermo Marijuan solicitou a abertura de investigação contra a ex-presidente por suspeita de participação em um esquema que já levou para cadeia pessoas com fortes conexões com seu governo. Uma testemunha disse no processo, que corre sob segredo de justiça, que a ex-presidente e o marido Néstor Kirchner, que foi presidente entre 2003-2007 e que morreu em 2010, eram chefes de um esquema de corrupção e desvio de recursos. Além de Cristina, o procurador solicitou que sejam investigados o ex-ministro do Planejamento Federal de Kirchner, Julio De Vido, o financista argentino Ernesto Clarens e outras pessoas que não tiveram sua identidade divulgada. Na próxima quarta, a ex-presidente deve comparecer à Justiça para testemunhar em um outro caso por suspeita de malversação pública por operações cambiais do Banco Central quando ela ocupava a Casa Rosada. No âmbito dessa investigação, a Justiça determinou na quarta-feira a detenção do empreiteiro Lázaro Báez, por suspeita de lavagem de dinheiro. Ele teria multiplicado sua fortuna ao longo das gestões do casal Kirchner, inclusive com a propriedade de cassinos. Báez, de 59 anos, é acusado de ter desviado dinheiro para contas na Suíça nos 12 anos de governo Kirchner, com os quais manteve uma amizade. A imprensa argentina afirma que Baéz seria responsável pela administração financeira da família Kirchner.

Marcos Valério retoma conversas para delação premiada sobre caso Celso Daniel


Marcos Valério, que cumpre pena de prisão de 37 anos pelo Mensalão do PT, retomou conversas com o Ministério Público Federal sobre a possibilidade de aderir à delação premiada para contar o que sabe da operação para comprar o silêncio do empresário Ronan Maria Pinto sobre a morte do prefeito Celso Daniel — investigada na Carbono 14, 27ª fase da Lava-Jato. A dúvida de Marcos Valério reside no fato de que, se colaborar, ele terá de devolver à Justiça dinheiro repassado pelo PT para comprar seu silêncio. Entre obter a liberdade antes do previsto e deixar a família desassistida financeiramente, o operador do mensalão hesita.

H1N1 já provocou 70 mortes no Estado de São Paulo; 17 foram na capital


Subiu para 70 o número de mortos por consequência da gripe H1N1 no Estado de São Paulo, conforme balanço divulgado nesta sexta-feira, 8, pela Secretaria Estadual da Saúde. O número é sete vezes maior do que o registrado em todo o ano passado, quando dez pessoas morreram. A capital paulista já registrou 17 mortes por gripe A (vírus H1N1) em 2016 e pelo menos 201 pessoas estão infectadas. Os dados do governo do Estado e da Prefeitura mostram ainda que já são 534 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo H1N1. Em 2015, foram 33 registros no Estado e 12 na capital. O surto antecipado da doença levou o governo do Estado a antecipar a campanha de vacinação contra a gripe. A previsão original era de que fosse iniciada no dia 30 deste mês, mas foi adiantada na capital e na Grande São Paulo na segunda-feira passada para profissionais de saúde. Será expandida para idosos, gestantes e crianças de 6 meses a 5 anos a partir da próxima segunda, 11. Apesar do crescimento de casos na cidade, o secretário municipal da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não há razão para que a população tema nova pandemia da doença, como a de 2009. "Não há 'reemergência' do vírus nem mutação. Estamos tendo uma antecipação da circulação dos vírus gripais, mas não há indícios de que repetiremos o cenário de 2009. Naquela ocasião, não tínhamos a vacina adequada nem tínhamos clara a função do oseltamivir (Tamiflu) na redução das complicações", disse. Segundo o secretário, do total de mortos na capital, 14 eram idosos ou tinham alguma doença crônica, ambos grupos de risco para desenvolver quadros mais graves da doença. Os outros três óbitos ainda estão em investigação. Com o surto na cidade, a quantidade de cápsulas de oseltamivir distribuídas na rede municipal triplicou na última semana, segundo a secretaria, passando de 30 mil na última semana de março para 109 mil na primeira semana de abril. Padilha afirmou que, para reforçar a estrutura das unidades de saúde durante o período de surto, as Organizações Sociais da Saúde (OSSs), unidades conveniadas à Prefeitura que administram serviços municipais, foram autorizadas a contratar médicos de forma emergencial na modalidade de pessoa jurídica (PJ). A secretaria municipal disse ainda que montará bancos de reservas de médicos que possam ser deslocados para unidades com maior demanda. Segundo o secretário, a estrutura das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) também será reforçada na próxima segunda-feira, por causa do início da campanha de imunização. "Poderemos usar mais de uma sala só para isso e desmarcar vacinações agendadas contra outras doenças", disse Padilha.

Olho firme nos votos desses dois deputados socialistas gaúchos

Ao longo desta semana, segundo a revista IstoÉ, circularam relatos no Congresso Nacional de que os deputados federais Heitor Schuch e José Stédille, ambos do PSB do Rio Grande do Sul, “teriam sido abordados por aliados do Palácio do Planalto com oferta de dinheiro para apoiar a presidente. A bancada do PSB se reuniu para cobrar explicações. Eles negaram. Um deputado de um partido da base aliada, no entanto, assegurou à IstoÉ que a oferta foi feita. O valor: R$ 2 milhões pelo voto pró-Dilma”. Heitor Schuch e José Stédille dizem que não se venderam e prometem votar pelo impeachment.

Comissão teve 13 horas de debate e tende a aprovar impeachment de Dilma


A comissão especial do impeachment realizou uma sessão histórica nesta sexta-feira e adentrou a madrugada de sábado - algo pouco usual - com discursos majoritariamente favoráveis ao afastamento da presidente Dilma Rousseff, em um Congresso Nacional praticamente deserto. Dos 116 inscritos para debater o voto desfavorável a Dilma do relator Jovair Arantes (PTB-GO), vinte parlamentares se posicionaram contra o impedimento e quarenta a favor, o dobro. Um ficou indeciso. A votação final ocorrerá na noite de segunda-feira, e a tendência é que o colegiado dê aval ao afastamento da presidente, que ainda precisará ser confirmado no plenário da Câmara e no Senado Federal. Ao todo, 61 deputados fizeram uso da palavra entre a tarde de sexta-feira e a madrugada de sábado. A reunião durou mais de 13 horas. Na segunda-feira, os 27 líderes partidários ainda poderão discursar, além do relator e do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, defensor da presidente. Em meio aos debates, os parlamentares da base governista começaram a abandonar o plenário. Coube a um dos vice-líderes do governo reconhecer a expectativa de derrota do Planalto na comissão. "Aqui na comissão nós já perdemos. Pode ganhar aqui, não estou nem ligando. Será uma ilusão. Vocês não vão colocar 342 votos no painel no plenário no domingo", disse Silvio Costa (PTdoB-PE). O parlamentar calcula que a base governista terá entre 29 e 31 votos dos 65 na comissão e não conseguirá enterrar o avanço do relatório favorável ao afastamento de Dilma. A principal arma do Planalto é capturar, por meio do fisiologismo, votos de parlamentares do baixo clero no plenário. E Silvio Costa tem sido um dos principais articuladores de votos pró-Dilma. É o novo Roberto Jefferson. O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), manteve o posicionamento anunciado antes e defendeu a presidente Dilma. Picciani ponderou que os juristas que ajuizaram a denúncia fizeram discursos políticos na comissão e que não encontrou na denúncia fundamentos jurídicos de que Dilma praticou crime de responsabilidade ao editar decretos de crédito suplementar e atrasar repasses a bancos públicos, as pedaladas fiscais. "Tenho convicção de que ela não cometeu. Seria aceitável por qualquer outra razão que a estabilidade republicana do presidencialismo pátrio fosse rompida? Se há dúvida que ela cometeu crime de responsabilidade, devemos ir adiante? A meu juízo isso é um erro", questionou Picciani. O peemedebista fez o último discurso governista, por volta às 2h42 da madrugada. Daí em diante, a comissão virou um monólogo pró-impeachment, com críticas ao saldão de cargos, emendas parlamentares e ministérios promovido pelo Planalto. "Dilma usa o governo para dar guarida aos que podem ser presos", disse Bruno Covas (PSDB-SP), logo após ler no plenário a transcrição grampo telefônico em que a presidente adianta o termo de posse do ex-presidente Lula na Casa Civil, para blindá-lo de um pedido de prisão preventiva. "O golpe real foi ter mentido para a população nas eleições de 2014, tentar calar a imprensa, o Ministério Público e o Judiciário. Esse golpe não passará, impeachment já". "O Brasil não tem jeito enquanto a presidente Dilma continuar no poder", disse Mendonça Filho (DEM-PE). Ele afirmou que "quem comanda o País é o ex-presidente Lula, de um hotel em Brasília". "Alguns se veem intimidados pela pressão do governo, alguns são cantados para que desviem da rota do interesse público com mecanismos aéticos, troca de cargos, oferta até do Ministério da Saúde para conquistar a toco custo a permanência no poder." "A melhor alternativa para o Brasil é que o vice-presidente Michel Temer possa fazer essa transição", disse Rodrigo Maia (DEM-RJ). A reunião também evidenciou que ainda há votos em jogo. Inicialmente inscrito para falar tanto contra quanto a favor, o deputado Bebeto (PSB-BA) usou a palavra em defesa da presidente, mas afirmou que só definirá sua posição na segunda-feira. Ele criticou industriais favoráveis ao impeachment e se mostrou reticente em relação ao governo que poderá emergir do impeachment, liderado pelo PMDB. O pessebista disse que o processo de afastamento é muito influenciado por questões políticas, como Operação Lava Jato e a crise econômica. Houve três votos em separado, alternativos ao do relator. Todos pretendem barrar a denúncia por crime de responsabilidade contra Dilma. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que vota em separado porque o impeachment "não tem justa causa". O petista criticou a debandada do PMDB da base do governo, liderada pelo vice-presidente Michel Temer: "Temer se apressou e com seu staff, Eliseu Padilha e Moreira Franco, apresentou um programa que não ganharia a eleição, coligado a forças derrotadas". O Líder do PDT, Weverton Rocha (MA), reproduz o argumento palaciano do "golpe de Estado" e diz que as acusações são "desprovidas de gravidade extrema, incapazes de atingir os alicerces centrais da ordem jurídica democrática" e "poderiam resultar em abalos à estabilidade institucional". O terceiro relatório alternativo é do PSOL, um braço auxiliar do PT. O partido acusa o processo contra Dilma tem "defeitos congênitos" e repete um discurso oficial da defesa dilmista, que alega "vingança" do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é réu na Operação Lava Jato e responde a processo no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. O PSOL é partido que já nasceu morto por causa de sua indesmentível dependência do petismo, é partido comunista subalterno do petismo e do lulismo. 

Protesto em frente ao edifício do triplex de Lula na defesa do zelador demitido

Sindicalistas reuniram-se para protestar neste sábado em frente ao edifício Solares, no Guarujá, aquele do triplex de Lula, em defesa do zelador José Afonso Pinheiro, demitido por ter falado a verdade sobre o triplex de Lula, das visitas do poderoso chefão e da galega italiana Marisa Letícia, acompanhada de filho, para inspeção das reformas bancadas pela empreiteira propineira OAS. Foi a OAS que comprou o edifício da criminosa Bancoop, cooperativa dos bancários de São Paulo, aquela da Rosemary Noronha, a primeira amante. A OAS comprou o edifício sem gastar um dinheiro, usando recursos do Fundo de Investimentos do FGTS. A Conatec, que reúne os sindicatos de trabalhadores de edifícios e condomínios, promete entrar com uma representação junto ao Ministério Público de São Paulo contra a demissão do zelador José Afonso Pinheiro.

Ministério Público Federal vai denunciar o prefeito petista Jairo Jorge em Canoas

Jairo Jorge e sua mulher, Tais Pena, que também faz parte do secretariado e é prima de José Dirceu
O prefeito de Canoas, cidade da região metropolitana de Porto Alegre, a mais importante da capital gaúcha, o petista Jairo Jorge, será denunciado na próxima semana pelo Ministério Público Federal, no rumoroso caso da compra fraudulenta dos uniformes escolares. Jairo Jorge foi chefe de gabinete do então ministro Tarso Genro, no Ministério da Educação. Ele pretende ser o grande nome futuro (em breve, 2018) do PT no Rio Grande do Sul, e concorrer ao governo do Estado liderando uma frente de "esquerda". Ele se considera uma espécie de "esquerdista muito ilustrado".

OAB dá aviso prévio a Sartori sobre retomada de colocação de presos em delegacias

Ao protocolar queixa contra a retomada da abominável prática de guardar presos em delegacias, a OAB do Rio Grande do Sul passou uma espécie de aviso prévio ao governador Ivo Sartori. Se alguém morrer, o governador em pessoa será responsabilizado. Ele não poderá alegar que não sabia de nada. A iniciativa foi tomada pelo presidente da secção gaúcha da OAB, o advogado Ricardo Breier, ex-presidente da subcomissão de direitos humanos da entidade, que não poderia negar a sua história. Depois Sartori não diga que não foi avisado, o impeachment dele está a caminho. 

Léo Pinheiro, da OAS, começou a delatar tudo sobre o triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e da longa amizade com o poderoso chefão Lula


O ex-diretor da OAS, Léo Pinheiro, deverá dar detalhes sobre imóveis ligados a Lula. Os detalhes sairão antes da votação do impeachment de Dilma pelo Senado, abalando de vez os alicerces da organização criminosa lulopetista. Como se sabe, foi a OAS que comprou o Edifício Solaris da Bancoop, no Guarujá, concluindo os apartamentos, inclusive o de Lula. Os outros apartamentos foram generosamente distribuídos entre a alta nomenklatura da Orcrim. A OAS também reformou o sitio de Atibaia. A nota a seguir é de Murilo Ramos, coluna Expresso da revista Época de hoje: "O ex-diretor da OAS, Léo Pinheiro está, finalmente, negociando sua delação premiada na Lava Jato. Diz que está pronto para dar detalhes sobre o tríplex de Guarujá, o sítio de Atibaia e a longa relação mantida por ele com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com líderes do PT. A delação está demorando porque os procuradores querem que Pinheiro forneça informações de contratos não relacionados à Petrobras. Léo Pinheiro, no entanto, está sozinho na iniciativa. O dono da OAS,César Mata Pires, que vinha protegendo Pinheiro, discorda da vontade do antigo funcionário. Mais que isso: diferentemente de outras empreiteiras envolvidas na Lava Jato, Mata Pires não quer que sua empresa acerte um acordo de leniência".

José Ivo Sartori resolve trazer o fantasma da Kiss para dentro do Palácio PIratini


José Ivo Sartori (PMDB), governador do Rio Grande do Sul, é mesmo patético. Para resolver a crise gigantesca que tomou conta de seu governo, e dos conflitos existentes entre a nomenklatura gerontocrática de seu partido, resolveu fazer um seminário do governo, Aí trouxe para o seminário a presença do gerontocrata peemedebista Cezar Schirmer, ainda prefeito de Santa Maria, e que sequer consegue andar sozinho nas ruas da cidade, sem a companhia de parrudos seguranças. Ele pretende colocar o deputado estadual Alexandre Postal. no Tribunal de Contas do Estado, na vaga aberta pelo falecimento de Adroaldo Loureiro, e Schirmer na Casa Civil, no lugar do deputado federal Marcio Biolchi, que pretende reassumir o mandato. Há problemas pelo caminho: o suplente José Fogaça, recentemente operado e que implantou três pontes de safena, ao pressentir a manobra, deu entrevista neste sábado dizendo que retornava a Brasília, para votar no impeachment da presidente petista Dilma Rousseff. Ou seja, na menor das hipóteses, até a votação no plenário da Câmara, Fogaça continuaria ocupando a titularidade do mandato. O PMDB teria um compromisso com ele de mantê-lo no mandato para que ele possa usufruir dos benefícios do plano de saúde da Câmara dos Deputados e também alcançar tempo para sua aposentadoria como parlamentar. Quanto a Schirmer saír de Santa Maria e largar a prefeitura, isso não seria grande problema. Ele teve uma gestão absolutamente desastrada na prefeitura. O episódio do incêndio da boate Kiss, com o saldo trágico de 242 mortes de jovens em decorrência da omissão e inanição da prefeitura no governo Schirmer, é apenas um exemplo negativo da atuação dele. Aliás, a escolha de Cezar Schirmer para a Casa Civil apenas demonstra o grau de insensibilidade que tomou conta da nomenklatura geriátrica do PMDB e do governador José Ivo Sartori. Ele vai trazer péssimos eflúvios de Santa Maria, uma cidade marcada pela infâmia, a começar pela da Operação Rodin, uma operação político-policial desencadeada pela política política do PT, a Polícia Federal, sob o comando do peremptório petista "grilo falante" e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro. É impressionante a série de maus exemplos da liderança política geríátrica do Rio Grande do Sul. Por essas razões dá para entender o fracasso e total falência em que mergulhou o Estado. A volta de Schirmer também consagrará o retorno do eterno Rasputin da política gaúcha, o lobista e gerenciador de crises José Barrionuevo.

Faltam 56 votos para alcançar os 342 votos necessários para derrubar Dilma

Nesta noite de sábado o placar do impeachment, online, do Estadão, registrou pouca movimentação em relação a ontem. Entre parênteses, a posição de ontem: 
A favor do impeachment
286 (284)
Indecisos
62 (63)
Não quiseram responder
51 (52)
Contra
114 (114)
Para aprovar, são necessários 342 votos.
Para rejeitar, bastam 171.
Acompanhe a evolução do placar do impeachment no link a seguir http://mapa.vemprarua.net/

Deputado federal gaúcho Carlos Gomes, do PRB, sai do muro e apóia impeachment de Dilma

O deputado federal gaúcho Carlos Gomes, PRB, que era um dos dois indecisos da bancada federal do Rio Grande do Sul, mudou de posição neste sábado e abriu seu voto pelo impeachment de Dilma. Foi durante ato realizado na Câmara de Vereadores de Canoas. Agora, apenas o deputado Giovani Cherini, do PDT gaúcho, está na lista dos indecisos. Os apoiadores gaúchos de Dilma são apenas os deputados do PT e um do PDT, Afonso Motta, ex-diretor do grupo de comunicação RBS e um dos mais poderosos latifundiários do Estado. 

A incrível história de Mirian Dutra e da jornalista que teria guardado um segredo por 13 anos. A narrativa não para em pé

Tenho a impressão de que uma tal "Operação Mirian Dutra" deu com burros n'água

Por Reinaldo Azevedo - Mirian Dutra concedeu nesta sexta uma entrevista a Mariana Godoy, na RedeTV! Ainda que conduzida com extrema cordialidade, ela se saiu muito mal. Algumas perguntas muito precisas, feitas em meio a uma conversa amena, mereceram respostas evasivas, tangenciando o absurdo. Não estou afirmando, mas tenho o direito de desconfiar de que o buliçoso episódio Mirian Dutra, desde a sua primeira entrevista, estava destinado a um tiro de canhão e acabou um estalo de biriba. O que deveria ser um estrondo virou só um suspiro de melancolia. Para a tristeza do PT, de Lula, dos blogs sujos e de certos “spin doctors”, que apostavam que o caso poderia reverter o clima “fora Dilma”. Saiu tudo pelo avesso. Sua performance na RedeTV! foi a desmoralização final. Mirian depôs à Polícia Federal na quinta, no inquérito aberto, o que não deixa de ser espantoso, para investigar eventual remessa ilegal de dinheiro pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Atenção! Ainda que as piores versões que circulam fossem verdadeiras, não há indício de crime. Mas sabem como é… Vamos investigar FHC já que Lula virou caso de polícia. É um nojo. Adiante. Mirian depôs na quinta, e seus advogados divulgaram uma nota na sexta. Síntese: o dinheiro enviado por FHC serviu à educação do filho; não se menciona o nome Brasif, empresa que teria sido utilizada por FHC entre 2002 e 2006 para remeter o dinheiro; ela saiu do Brasil em 1992 porque quis; foi funcionária da Globo por 30 anos, em regime de exclusividade. Ou por outra: tudo o que andou saindo na imprensa depois da primeira entrevista — à tal revista “Brazil com Z” — faria parte, com mais intensidade ou menos, da mente criativa de jornalistas. Sugeriu, na entrevista, contra as evidências de dois exames de DNA feitos nos EUA, que Thomas é, sim, filho de FHC. Indagada uma segunda vez a respeito, disparou um “o problema é meu”. Então tá!
Maluquice
Aos 54min20s, tem-se o momento de surrealismo explícito. O repórter Mauro Tagliaferri lhe pergunta se, afinal, ela concedeu ou não uma entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha, em que afirma que recebeu a pensão paga por FHC por meio da empresa Brasif entre 2002 e 2006. E eis que vem a resposta surpreendente. Segundo ela, a conversa com Mônica teria ocorrido em… 2003!!! Vale dizer: Mirian Dutra afirma que a sua entrevistadora guardou a informação por 13 anos! Por que faria isso? Basta ler o texto, no entanto, para constatar que a conversa certamente é coisa recente. Aliás, em entrevista anterior a Natuza Nery, também da Folha, ela já cita “uma empresa”. É bom lembrar que à revista “Brazil com Z”, ela não havia tocado nesses assuntos. Parece que as revelações obedeciam a uma espécie de programa. Mirian Dutra aproveitou também para negar qualquer associação com Mirian Cordeiro, aquela usada por Collor contra Lula na campanha eleitoral de 1989. E negou que tenha recebido dinheiro para “romper o silêncio”. Bem, meus caros, eu é que não vou dizer o contrário. Ficou evidente, depois da entrevista, que as histórias de Mirian Dutra simplesmente não fazem sentido. Não especulo sobre as suas motivações. Apenas reitero isto: apostava-se que ela poderia ser uma arma mortal. Tudo acabou caindo no ridículo.

Caixa Econômica Federal ignorou recomendação de Conselho contra pedaladas fiscais


Atas até hoje sigilosas do Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal revelam que a direção do banco fez pagamentos de programas sociais do governo nos meses que antecederam a reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014, mesmo tendo recebido recomendação expressa de que as operações fossem suspensas. O Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal recomendara à direção do banco que deixasse de pagar benefícios diante da falta de definição jurídica sobre a legalidade de operações, no centro das acusações sobre “pedaladas fiscais”, no processo de impeachment. Na época, a União não repassava toda a verba necessária, e a Caixa Econômica Federal era obrigada a usar recurso próprio para arcar com o pagamento de Bolsa Família e seguro-desemprego. A recomendação do conselho, órgão superior à direção executiva da Caixa Econômica Federal, está expressa em ata da reunião dos sete conselheiros em 6 de junho de 2014. Após a diretriz do conselho, o comando do banco recebeu um parecer jurídico que endossaria a legalidade das operações. Sem que os conselheiros voltassem a ser consultados, a direção da Caixa Econômica Federal continuou fazendo as operações. A ata da reunião de 6 de junho registra que os conselheiros consideraram “os riscos envolvidos” na manobra para fazer a seguinte recomendação: “Que a Caixa se abstenha de utilizar a previsão contratual sob análise jurídica”, diz trecho do documento. Os riscos foram detectados em uma auditoria interna da Caixa Econômica Federal, referente a atividades em 2013, discutida na reunião do conselho. A auditoria fez um detalhamento sobre represamentos de repasses de verbas dos ministérios ao banco, que se viu obrigado a arcar com o pagamento dos programas e benefícios do governo, o cerne das “pedaladas fiscais”. A “previsão contratual” citada na recomendação diz respeito a uma cláusula do contrato assinado entre a Caixa Econômica Federal e o Ministério do Trabalho para o pagamento de seguro-desemprego e abono salarial. A cláusula permitia que o banco pagasse os benefícios enquanto a União não regularizasse os repasses. A legalidade desta cláusula ainda dependeria de análise jurídica. Enquanto isso, o Conselho de Administração recomendava que as operações fossem suspensas. A Caixa Econômica Federal diz que a análise jurídica foi finalizada “dias depois” da reunião do conselho, mais especificamente em 24 de junho de 2014. O parecer concluiu pela legalidade da cláusula contratual. O novo documento, porém, só foi submetido ao Conselho de Administração em 25 de setembro, como consta em ata da reunião. Nesse intervalo de quase quatro meses, a recomendação dos conselheiros para que se interrompessem as “pedaladas” deixou de ser seguida. Dilma foi reeleita em 26 de outubro. As “pedaladas” com seguro-desemprego, abono salarial e Bolsa Família ocorreram intensamente em junho, julho, agosto e setembro. Os saldos negativos nas contas de suprimento dos programas no banco foram registrados na maioria dos dias no período, conforme relatório final do Tribunal de Contas da União que embasou parecer pela rejeição das contas de 2014 de Dilma. A recorrência de saldos negativos é uma prova das “pedaladas” e de como a manobra configura operação de crédito, segundo o Tribunal de Contas da União. 

"Não acerto todas", diz o juiz Sergio Moro em palestra em Chicago, nos Estados Unidos


O juiz federal Sergio Moro afirmou ter cometido erros durante as investigações da Lava Jato, mas disse que sempre se baseou na lei. "Não acerto todas", reconheceu nesta sexta-feira (8), sem detalhar os erros que teria cometido. Segundo ele, porém, a Justiça está funcionando e oferece a possibilidade de recursos: "Eventuais decisões minhas ou de qualquer outro juiz podem ser revisadas se equivocadas". Moro defendeu a operação dos "ataques" sofridos e afirmou que o Brasil não tem alternativa, a não ser continuar as investigações, mesmo admitindo que a Lava Jato gera instabilidade política. "Não podemos varrer para debaixo do tapete. Se não o enfrentarmos agora, encontraremos o problema no futuro, provavelmente em escala muito maior", disse o juiz em palestra a estudantes brasileiros na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. De acordo com o juiz, a investigação da Lava Jato começou com "um fiapo de prova" até revelar a "corrupção sistêmica" na Petrobras, onde o pagamento de propina era a "regra do jogo". Ele lamentou os custos "enormes" dos casos de corrupção descobertos na investigação, das perdas financeiras estimadas em US$ 6 bilhões ao impacto negativo na autoestima dos brasileiros e na imagem do País no Exterior. Ao falar do superfaturamento da refinaria de Abreu Lima, em Pernambuco, cujo custo subiu de US$ 2 bilhões inicialmente para US$ 18 bilhões, Moro arrancou gargalhadas da platéia, que acabou levando um pito do juiz. "O pior é que não é engraçado", disse. Comparando a Lava Jato com a operação Mãos Limpas, que investigou a corrupção na Itália nos anos 90, Moro disse esperar que o Brasil não repita o mesmo erro do país europeu, que não conseguiu consolidar os ganhos institucionais do processo de caça aos corruptos. "A iniciativa privada tem um papel fundamental. Se ela se organizar, cobrar do governo o fim dessas práticas corruptas, se incentivar o reforço a nossas instituições para que esse tipo de conduta se torne comum, isso pode fazer uma grande diferença", afirmou, resumindo num conselho simples: "Basta não pagar propina". Moro reconheceu que a instabilidade política no Brasil "é preocupante", mas elogiou o caráter pacífico das manifestações ocorridas recentemente e enfatizou que "as instituições democráticas estão bem, funcionando". O país já passou por períodos piores e deu a volta por cima, disse Moro, lembrando a ditadura militar. Após acompanhar na platéia a palestra de quase uma hora do juiz, o médico Dráuzio Varella, um dos participantes da conferência, quis saber o motivo de as investigações de corrupção no Brasil terem levado à prisão de vários empresários, mas poucos políticos. O juiz respondeu que alguns foram presos, entre eles "um deputado" na investigação do escândalo do Mensalão. E criticou o foro privilegiado para políticos, usando uma referência inusitada. Citando a "sabedoria das histórias em quadrinhos", ele disse que "quanto maior o poder maior a responsabilidade". Mas no caso do foro privilegiado é o oposto, afirmou, quanto maior o poder, maiores os privilégios. Sobre o futuro, disse que é preciso "trabalhar para que nossas instituições melhorem e tenhamos uma democracia mais profunda". Do ponto de vista pessoal, demonstrou incômodo com o estrelato que alcançou na condução da Lava Jato, afirmando que o trabalho é "institucional". Dizendo-se avesso à fama, completou: "Minha única pretensão ao final deste caso é tirar longas férias". A conferência em Chicago é organizada pela Brasa (Associação de Estudantes Brasileiros no Exterior). O evento continua neste sábado, com participações do ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy, do presidente do banco BTG Pactual, Pérsio Arida, do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, e da ex-senadora Marina Silva. Porque só a santinha da floresta, Marina Silva, é convidada, esse é mistério que talvez só seja explicável pelo sentimento esquerdista vigorante no meio acadêmico.

Novas provas fizeram Janot se voltar contra o poderoso chefão Lula

Novos fatos e provas recolhidos pela Lava Jato fizeram o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, firmar a convicção de que Lula e Dilma protagonizaram uma trama para obstruir a Justiça e tumultuar as investigações, a fim de impedir o juiz Sérgio Moro de adotar medidas coercitivas contra o ex-presidente. As novas provas foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal por ordem do ministro Teori Zavascki. A situação de Lula, o investigado, piorou tanto que ele pediu à Procuradoria Geral da República para manter seu depoimento de quinta (7) sob sigilo. Foi atendido. De tão graves, as novas provas contra Lula, que incluiriam até vídeo, podem impactar na votação do impeachment de Dilma. Em seu parecer, Janot sugere possível abertura de investigação contra a própria presidente Dilma, por crime de obstrução à Justiça. Janot se convenceu de vez que o “termo de posse” enviado por Dilma a Lula era “salvo-conduto” contra eventual mandado do juiz Sérgio Moro.

Novo escândalo, Caixa Econômica Federal vendeu por 493 milhões créditos ditos "podres" de 13 bilhões


Depois de ser usada pelo governo como locomotiva de crédito para impulsionar a economia nos últimos anos, a Caixa Econômica Federal recorreu à venda recorde de R$ 23 bilhões em “créditos podres” – débitos considerados de difícil recuperação – desde 2014 para limpar o balanço da instituição. No ano passado, o banco estatal vendeu R$ 13,1 bilhões a empresas especializadas na recuperação de dívidas, quase o triplo da soma das operações do mesmo tipo feitas pelos três principais concorrentes – Banco do Brasil vendeu R$ 3 bilhões, Itaú Unibanco, R$ 2,2 bilhões, e Bradesco não efetuou esse tipo de negócio. Pelas transações feitas no ano passado, a Caixa Econômica Federal recebeu apenas R$ 439,3 milhões. Em fevereiro, o banco colocou à venda mais R$ 1,5 bilhão da carteira de empréstimos inadimplentes de micro e pequenas empresas. Em 2014, a Caixa Econômica Federal já tinha desovado R$ 8,3 bilhões em créditos em atraso que estava carregando no balanço, ou mesmo já baixados para prejuízo. Por essa venda, recebeu R$ 1,6 bilhão. Depois de ser protagonista na expansão de crédito no Brasil nos últimos anos, com crescimento da carteira até superior a 40% ao ano, a Caixa Econômica Federal passa por brusca desaceleração na concessão de empréstimos e financiamentos. Fechou 2015 com aumento de 11,9%, ritmo bem menor do que os 22,4% de 2014 e os 36,8% de 2013. Com a recessão prolongada, a inadimplência aumentou, o que obrigou o banco a fazer provisões maiores para cobrir eventuais calotes. A exigência diminuiu o lucro do banco, que não contará com novas injeções do governo e depende de lucros retidos para reforçar o capital. “A Caixa entrou numa série de linhas que nunca tinha entrado antes, foi muito agressiva na oferta de crédito, viu a inadimplência subir e não tem a expertise na recuperação de inadimplentes”, afirma Guilherme Ferreira, da Jive, empresa de recuperação de dívidas. O banco, seguindo recomendação do governo, seu controlador, entrou nas operações de crédito a empresas. Também foi obrigado a tocar o Minha Casa Melhor, linha de financiamento de até R$ 5 mil para compra de móveis e eletrodomésticos para os beneficiários do Minha Casa Minha Vida. A inadimplência do programa, rejeitado pela equipe técnica do banco, é de 35,2%, enquanto a taxa de calotes de linhas similares oferecidas pela rede bancária é de 10%. O banco de investimento JP Morgan disse, na análise do balanço da Caixa Econômica Federal de 2015, que a venda de carteiras “podres” distorceu o índice de inadimplência do banco. O índice fechou o ano passado em 3,55%, acima dos 3,26% registrados em setembro. Pelos cálculos do JP Morgan, se não fosse a venda de carteiras, o indicador teria sido de 3,89%. Para especialistas do setor, a Caixa Econômica Federal errou na forma como tornou pública a operação, sem dar detalhes do impacto da venda de créditos que ainda carregava no balanço do banco na taxa de inadimplência. Do volume vendido no ano passado, 20% foram comprados pela Ativos, que pertence ao Banco do Brasil. Das vendas de 2014, 87% foram "comprados" pela Emgea, empresa pública criada pelo governo para absorver prejuízos dos bancos oficiais com devedores. Em nota, o banco afirmou que a cessão de carteiras “não performadas ou de baixa possibilidade de recuperação” é uma boa prática de gestão bancária utilizada por bancos no Brasil e no mundo. “Possibilita a renovação dos ativos e a liberação de recursos para aplicação em novas operações”, disse. A Caixa Econômica Federal afirmou negociar com todas as empresas especialistas em recuperação antes de fechar a venda. “A contribuição dessas cessões para o resultado do banco é pequena e seu principal objetivo é renovar os ativos e ganhar eficiência operacional, mantendo o foco da administração e o uso do capital em operações de maior rentabilidade".

PSDB fecha apoio a Temer e rejeita proposta de antecipação de eleições


A uma semana da votação decisiva sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, a cúpula do PSDB se reuniu nesta sexta-feira, 8, em São Paulo, para dar uma demonstração de unidade, sepultar a tese de novas eleições e blindar o vice-presidente Michel Temer (PMDB). O encontro ocorreu em um momento de turbulência interna do partido. O governador Geraldo Alckmin enfrenta um racha sem precedentes em São Paulo devido ao apoio que deu ao empresário João Doria nas prévias da capital e os tucanos divergem sobre a participação em um eventual ministério de Temer. O senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, os senadores Aloysio Nunes e José Serra, os governadores Beto Richa (PR) e Pedro Taques e uma comitiva de parlamentares tucanos se reuniram no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Durante o encontro, os tucanos decidiram retirar de uma vez por todas a proposta de novas eleições do horizonte e selar o apoio a “solução Temer”. No fim de 2015, às vésperas do recesso do parlamentar, as principais lideranças do PSDB no Congresso anunciaram que a melhor saída para a crise política seria a realização de novas eleições, e não apenas o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Embora os discursos já demonstrassem uma nova mudança retórica, a posição partidária não havia mudado oficialmente até a reunião desta sexta-feira. “O PSDB reafirma o seu compromisso absoluto com a interrupção do mandato da presidente Dilma pela via constitucional do impeachment: 100% do partido apoia o afastamento", afirmou Aécio em entrevista coletiva após a reunião na sede do governo paulista. Em seguida, o senador fez uma ponderação: “O PSDB não é beneficiário dessa solução”. Em sua fala, Alckmin ressaltou que o momento é “unidade” em benefício do povo brasileiro: “O quadro político é de extrema gravidade e precisa ser aliviado. A população brasileira quer mudança. Nós temos lado: o lado da mudança”. Motivo de divergência interna, o debate sobre a participação do PSDB com cargos em um eventual governo Temer foi adiada para depois da votação do impedimento. Defensor da participação, José Serra não participou da entrevista coletiva aos lados das lideranças tucanas. Sobre a tese de realizar novas eleições gerais, que hoje é defendida por parte do PMDB e ventilada por setores do governo, o PSDB foi unânime. O secretário geral do partido, deputado Silvio Torres (SP), classificou como “absurda” a proposta. “Não há a menor chance de realizar eleições gerais”, afirmou ele aos jornalistas. Terminada a reunião, Aécio Neves seguiu com uma comitiva de deputados para um evento organizado pela Força Sindical que teve com um dos objetivos centrais dar apoio ao vice-presidente Michel Temer, que é alvo de um pedido de impeachment na Câmara. "O impeachment não era a primeira opção de muitos de nós tucanos. Sempre achamos que novas eleições a partir do Tribunal Superior Eleitoral talvez fosse o caminho que legitimasse de forma mais adequada um novo governo. Mas hoje, há uma convergência em razão da necessidade de essa mudança acontecer rapidamente. Não se sabe o que acontecerá no TSE nem quando. O impeachment está nas nossas mãos", disse Aécio Neves.