domingo, 27 de março de 2016

Israel constrói a maior torre de energia solar do mundo


Um colosso de 240 metros de altura no meio do deserto israelense de Neguev capaz de converter energia solar em eletricidade para abastecer 120 mil famílias. Assim será Ashalim, a central de energia solar concentrada (da sigla em inglês CSP, Concentrated Solar Power) com a torre mais alta do tipo no mundo. O projeto, nascido em 2013, está em construção e a expectativa é que ele seja concluído no final de 2017. Ao invés de gerar eletricidade diretamente, como nas células solares fotovoltaicas, a tecnologia CSP utiliza heliostats, instrumentos que utilizam um espelho para refletir a luz do sol em uma determinada direção. 


No caso, eles concentram a luz solar sobre encanamentos na torre central, aquecendo uma mistura de sal fundido, que em contato com a água produz vapor em seu interior. Este vapor aciona, então, as turbinas e os geradores de eletricidade. Para estocar calor e operar 24 horas, mesmo em dias de pouca radiação solar, as usinas usam sofisticadas tecnologias de armazenamento térmico, que mantém milhares de litros de sal fundido a temperaturas elevadas. 


O visual dessas fazendas solares é um espetáculo à parte. Na central israelense de Ashalim, cerca de 50.000 heliostats controlados por computador, e medindo até 20 metros quadrados cada, serão instalados em uma área de mais de 3 quilômetros quadrados.


A usina vai fornecer eletricidade sob um contrato de compra de energia por 25 anos com a Israel Electric Corporation. A expectativa é que a geração seja de 300 MW, cerca de 2% da capacidade de produção de eletricidade de Israel. Além de abastecer milhares de pessoas, a central solar evitará emissões de 110 000 toneladas de CO2 por ano ao longo de sua vida.


O projeto é parte essencial do compromisso de Israel em produzir 10% de sua eletricidade a partir de energia renovável em 2020. Ele é orçado em US$ 773 milhões e 80% dos recursos são provenientes do maior fundo de infraestrutura de Israel, o Noy Fund, financiado pelo banco Hapoalim e pelo Banco de Investimento Europeu. A execução está a cargo da Megalim, uma sociedade entre a francesa Alstom e a BrightSource Energym, da Califórnia, nos Estados Unidos.

Atentado terrorista islâmico no Paquistão deixa 69 mortos e 340 feridos


Um homem-bomba, terrorista representando o Talibã, matou 69 pessoas do lado de fora de um parque público na cidade de Lahore, capital de Punjab, no Paquistão. Outras 340 ficaram feridas. A maioria das vítimas eram mulheres e crianças. Jamaat-ul-Ahrar, uma facção do Talibã, assumiu a autoria do ataque e afirmou que o alvo era a minoria cristã do país, majoritariamente muçulmano. "Nós quisemos mandar essa mensagem para o primeiro-ministro Nawaz Sharif, de que nós entramos em Lahore. Ele pode fazer o que quiser, mas não será capaz de nos parar. Nossos homens-bomba vão continuar com esses ataques", disse um porta-voz da facção, Ehsanullah Ehsan. Terroristas paquistaneses têm atacado cristãos e outras minorias religiosas com frequência ao longo da última década. Os cristãos, por sua vez, acusam o governo de poucos esforços para protegê-los. Lahore, capital da província de Punjab, é o coração do território que dá apoio político ao premier. O país, de 190 milhões de pessoas, é atormentado pela insurgência talibã, gangues criminosas e violência sectária. Punjab é sua maior e mais rica província. O homem-bomba se explodiu no estacionamento do enorme parque Gulshan-e-Iqbal. Na hora da explosão, o local estava movimentado e repleto de famílias que passavam o fim de tarde, depois dos compromissos religiosos. O chefe do Estado-Maior do Exército, general Raheel Sharif, presidiu uma reunião de emergência para coordenar a resposta ao ataque. "Requisitamos a ajuda do Exército. Militares estão ajudando no resgate e na segurança", afirmou. Soa como uma piada macabra, porque o Exército, além de profundamente corrupto e corrompido, é dominado pelos islâmicos. Testemunhas disseram ter visto partes de corpos espalhadas pelo estacionamento quando a poeira baixou após a explosão. Muitos dos feridos foram transportados para o hospital em veículos improvisados. Um médico descreveu cenas de horror no hospital onde trabalha. "Até agora já recebemos mais de 40 corpos e 200 feridos, e a maioria está em situação crítica. Temo que o número de mortos aumentará. Estamos atendendo as pessoas no chão e nos corredores do hospital, e segue chegando mais gente ferida", detalhou. O atentado coincide com várias manifestações violentas em outras partes no país, que vêm aumentando desde a controversa execução de Mumtaz Qadri, no final de fevereiro. Qadri foi condenado à morte depois de assassinar Salman Taseer, governador da província de Punjab de quem era guarda-costas. O político, uma das mais populares vozes seculares no Paquistão, foi morto quando prometia reformar as leis de blasfêmia. Ele havia defendido Asia Bibi, uma cristã condenada à morte pelo crime. A execução de Qadri por enforcamento acabou inflamando a parte mais extremista da comunidade muçulmana, que se opõe ao atual governo.

Afinal, quem pagou o concerto dos Rolling Stones em Cuba? De graça, não foi mesmo....

Do El Confidencial
¿Quién ha pagado el concierto de los Stones en La Habana?
Una fundación benéfica vinculada a una asesoría financiera con base en el paraíso fiscal de Curazao ha corrido con los gastos del debut la banda de Jagger y Richards en Cuba


El quién, el cuándo y el dónde han centrado la atención durante semanas. Los Rolling Stones actuarían en la Ciudad Deportiva de La Habana el 25 de marzo ante una audiencia estimada de medio millón de espectadores. Son los datos que han replicado educadamente las agencias desde que el 29 de febrero se confirmó la noticia. También el cómo: sería un macroconcierto gratuito. Pero esta vez la dimensión de ese cómo va mucho más allá del repertorio interpretado (de 'Jumpin' Jack Flash' a 'Brown sugar', pasando por 'It's only rock'n'roll', 'Paint it black', 'Sympathy for the devil'...) y hasta debería llevarnos a indagar en el verdadero porqué del concierto cubano. Ante tan excepcional acontecimiento, la pregunta no es si sonó '(I can't get no) Satisfaction' o no; que sí, faltaría más. Ante la visita de los Rolling Stones a Cuba la pregunta esencial es: ¿quién ha pagado todo esto? El Gobierno cubano no está para costear un caché astronómico como el de los Stones y, aunque estuviera en disposición de hacerlo, cuesta creer que quisiera. Vamos, que Cuba no funciona como el Deutsche Bank, capaz de aflojar cuatro millones de euros como hizo en 2007 para que la banda de Jagger y Richards actuase para seiscientos de sus clientes más selectos en el Museu Nacional d'Art de Catalunya. Los Rolling Stones no salen de casa si no hay mucho, muchísimo dinero de por medio. Y el coste estimado para el concierto de La Habana ronda los siete millones de dólares. Así que...


Según la revista 'Billboard', ni los Stones ni AEG, la empresa que lleva sus giras, obtendrán beneficios del concierto habanero. Sin embargo, la misma fuente habla de un montaje para el que ha habido que desplazar 61 'containers', un Boeing 747 y 350 personas. Los promotores se llenan la boca anunciando el concierto como un "abrazo histórico entre el pueblo cubano y la comunidad internacional musical", pero lo cierto es que los Stones lo traen absolutamente todo. Cuba pone el público y los aplausos. Tras este monumental despliegue está la Fundashon Bon Intenshon. No, no es un chiste de Sacha Baron Cohen, sino una fundación benéfica que lo mismo patrocina un equipo de fútbol para niños desfavorecidos que costea un orfanato o monta un festival de jazz con Sting, Rubén Blades, Chic, Stevie Wonder, Juan Luis Guerra, Alicia Keys y quien haga falta. Radicada en la isla de Curazao, parte de las antiguas Antillas Holandesas, la FBI (esas son sus siglas) es un proyecto filantrópico de Gregory Elias cuyas obras benéficas se desarrollan principalmente en la propia isla.
United Trust, transparencia y megayates. Elias es, a su vez, el presidente de United Trust, una de las asesorías financieras líderes de este paraíso fiscal caribeño. United Trust se presenta en el mundo de las altas y laberínticas finanzas mediante esta declaración: "Nos sentimos orgullosos de nuestra capacidad para cumplir las leyes que regulan algunas de las situaciones financieras más desafiantes en todo el mundo". Y acto seguido aclaran: "De hecho, las personas de United han ayudado a dar forma a las leyes que regulan el sector de servicios financieros". Es una forma sutil de sugerir a sus clientes que ellos saben cómo ajustarse a la legalidad, puesto que han contribuido a diseñarla. La empresa antillana hace bandera insistentemente de la transparencia, pero lo que no desvela en la web es el nombre de sus clientes.


El portal de United Trust es un dechado de transparencia en otros sentidos. Ayuda, por ejemplo, a hacerse una idea de las preocupaciones y necesidades de sus representados. En el artículo 'Hacia la unidad del sector de los superyates' se pregunta "cómo unir el sector de los superyates para crear una situación con mayor igualdad de oportunidades de modo que sea más competitivo". No es lo que se pregunta el 99% de seres humanos en el contexto actual, pero la costa cubana es uno de los tesoros más codiciados por los inversores extranjeros. Cuba será una parada ideal para cruceros y puerto de amarre de yates privados. Solo el Complejo Punta Colorada, proyectado en la provincia de Pinar del Río, tendrá dos puertos deportivos con amarres para 1.400 megayates. Y es que mientras el Papa Francisco, Obama y los Stones promocionaban sus respectivas visitas a Cuba, los expertos estadounidenses en finanzas publicaban artículos como 'Cuatro formas de invertir en Cuba ahora', 'Cinco cosas que debes saber sobre comprar propiedades en Cuba', '25 cosas que cualquier inversor debe saber antes de instalarse en Cuba', 'Siete formas de invertir en Cuba'... Es el tipo de artículos que debe leer Mick Jagger mientras desayuna. Ya en 1971, los Rolling Stones protagonizaron dos hitos para la historia del rock moderno. El primero, grabar el doble disco 'Exile on Main Street' en su nueva residencia en el sur de Francia. El segundo, desviar sus ingresos para esquivar el fisco británico. Aquella empresa pantalla que los convirtió en pioneros de la ingeniería fiscal fue la holandesa Promogroup. Holandesa como lo era la isla de Curazao, hasta que en 2010 se convirtió el territorio autónomo. Holandesa como la universidad en la que estudió Gregory Elias. Holandesa, ya puestos, como la pista que ayudó a la Agencia Tributaria a dar con los 4,6 millones de euros que Oleguer Pujol, hijo del 'expresident' de la Generalitat, Jordi Pujol, había escondido en Curazao. Las letras de los Rolling Stones han sido objeto de incansable estudio en muchas escuelas, pero también deberían serlo sus números. La Habana ha sido la última escala de su gira latinoamericana, pero las fechas anteriores también han tenido su complicación. Se ha hablado durante meses de lo difícil que era que el grupo actuase en La Plata a causa de la debilidad de la moneda argentina. La respuesta del promotor Daniel Grinbank fue puro 'rock'n' roll': "Hay que hacer una ingeniería financiera distinta". Y se hizo. Tras el despliegue de los Stones está la Fundashon Bon Intenshon, que lo mismo patrocina un equipo de fútbol que costea un orfanato o monta un festival. En octubre de 2015, Mick Jagger viajó a Cuba y en cuatro meses se cerró el trato. Inicialmente el concierto iba a celebrarse el domingo 20 de marzo, pero al saber que Barack Obama iba a visitar la isla en esa fecha, el concierto se aplazó cinco días. Para dar suficiente pompa, se anunció como "el primer concierto al aire libre de una banda británica" en suelo cubano. De este modo, nada pueden alegar los Manic Street Preachers, que actuaron en Cuba en 2001, pero dentro del Teatro Karl Marx. Ni Audioslave, que actuaron en 2005 ante 70.000 personas en la tribuna antiimperialista José Martí, pero son estadounidenses. Ni Major Lazer, que reunieron a 450.000 personas el pasado 6 de marzo, porque la banda de Diplo no es de rock. El mundo no necesita más discos de los Stones, pero el contrato con todas las cláusulas y acciones derivadas de su 'show' en Cuba debería caer en manos de alguna universidad; privada, 'of course'. Un pormenorizado análisis del documento daría para un jugoso e intenso máster de dos o tres años: 'Ingeniería fiscal, filantrocapitalismo y rock'n' roll en la tercera edad'. Y de regalo, el visionado del histórico 'show' de los Stones en La Habana (histórico es el calificativo más repetido en los titulares), con especial atención a la canción escogida por votación popular para reforzar el 'set list'; nada menos que 'All down the line', del exiliado 'Exile on Main Street'.


Aquel concierto secreto de los Rolling Stones de hace nueve años en el MNAC de Barcelona era la guinda a un curso sobre nuevos productos financieros que organizó el Deutsche Bank y en el que participaron "ejecutivos de Morgan Stanley, Goldman Sachs, JP Morgan, Santander Gestión, BBVA, La Caixa y analistas de Singapur y Hong Kong", según informó 'El Economista'. Ahora que la banda de Sir Mick Jagger se ha convertido en algo más que una máquina de hacer dinero (es un anzuelo cultural alrededor del cual se hace dinero), a saber la de manos que se habrán encajado, la de reuniones que se habrán acordado, la de tratos que se habrán cerrado y la de porcentajes que se habrán apalabrado mientras Jagger, Richards, Watts y Wood tocaban 'Gimme shelter' en la La Habana. Y todo, gracias a la Fundashon Bon Intenshon y a United Trust.

Governador Pezão encerra as primeiras sessões de quimioterapia


O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), concluiu neste domingo as primeiras sessões do tratamento quimioterápico contra um linfoma não-Hodgkin anaplásico de células T-Alk positivo, tipo de câncer no tecido ósseo, diagnosticado na última quinta-feira. As três aplicações foram no Hospital Pró-Cardíaco, na zona sul do Rio de Janeiro, onde Pezão continua internado. Segundo a assessoria de imprensa do governo, Pezão reagiu bem às primeiras três sessões para aplicação dos medicamentos, iniciadas na última sexta-feira. Os remédios foram injetados por meio de um catéter, implantado na altura da clavícula. Agora o peemedebista terá 18 dias de repouso para que a medicação faça efeito. Os médicos responsáveis pelo tratamento explicaram que Pezão passará ainda por de cinco a sete ciclos de 21 dias, sendo três dias de quimioterapia e 18 de descanso. A nota do governo traz ainda uma fala breve do governador, que se licencia do cargo a partir desta segunda-feira: "Estou bem. Agradeço, mais uma vez, as manifestações de carinho que tenho recebido e desejo a todos uma feliz Páscoa". Linfoma é o termo usado para designar os tumores cancerígenos no sistema linfático, formado por vasos finos e gânglios (linfonodos) que atuam na defesa do organismo levando nutrientes e água às células e retirando resíduos e bactérias. Existem duas categorias: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin. O linfoma de Hodgkin é mais raro e atinge na maioria jovens e pessoas de meia idade. Já o não-Hodgkin, como o que afetou Pezão, Dilma e Gianecchini, responde por 90% dos casos e atinge principalmente pessoas com mais de 55 anos. Os linfomas são classificados em quatro estágios. No estágio 1, observa-se envolvimento de apenas um grupo de linfonodos. Já no estágio 4, há envolvimento disseminado dos linfonodos. Os linfomas não-Hodgkin são, na verdade, um grupo de cânceres correspondente a mais de 20 doenças. A maioria (85%) atinge os linfócitos B e menos de 15% são de células T, como o de Pezão. Na maior parte das ocorrências, não é possível definir o que causou o linfoma, mas há alguns fatores de risco para seu surgimento: sistema imunológico comprometido, exposição química a altas doses de radiação. Os principais sintomas são aumento dos linfonodos do pescoço, axilas e/ou virilha; sudorese noturna excessiva; febre; prurido (coceira na pele); e perda de peso inexplicada, sem infecções aparentes. A maioria dos linfomas é tratada com quimioterapia, radioterapia ou ambos.

Impeachment já tem ampla maioria dos votos na Câmara

O jornal Globo fez uma pesquisa na Câmara dos Deputados e chegou a uma conclusão: o governo petista de Dilma Rousseff só tem 97 votos a seu favor para tentar impedir o avanço do processo do impeachment, em uma casa de 513 deputados. Para evitar que o processo avance, ela precisaria contar com ao menos 172 votos, o que parece impensável a esta altura do jogo. Acontece que o governo petista não tem mais nada a oferecer para os deputados. E mesmo que ofereça, ninguém acredita ou quer se comprometer. O poderoso chefão já percebeu isso claramente, o que é razão para explicar seu destempero e enlouquecimento, porque a hora da prisão está se aproximando rapidamente. 

Partidos nanicos esperam PMDB para romper com Dilma


Os partidos aliados do governo petista aguardam decisão do PMDB, marcada para terça-feira (29), para seguirem a linha do rompimento com a presidente Dilma. Chefiado pelo senador Ciro Nogueira (PB), o PP, por exemplo, se reunirá na quarta-feira (30), um dia após a provável decisão peemedebista de deixar o governo. “O PMDB tem papel importante para abrir a porteira”, segundo cacique do PP. PP e PMDB estão de malas prontas para desembarcarem do governo. PR e PSD, que continuam no muro, também cogitam abandonar Dilma. O governo tenta, em vão, ameaçar parlamentares com exoneração de afilhados políticos alocados em estatais e empresas públicas. A saída dos peemedebistas da base aliada do governo pode significar uma perda de 66 votos no processo do impeachment de Dilma.

Ex-assessor de Delcídio recorrerá de demissão do Senado


O ex-assessor do senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), Eduardo Marzagão, irá recorrer à Justiça contra a sua demissão do Senado, determinada na semana passada pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele foi o autor das gravações que mostraram o ministro Aloizio Mercadante (Educação) em conversas para evitar uma delação premiada do senador. Marzagão acusa a Casa de ter tomado uma decisão política. 


A justificativa oficial do Senado para a demissão foi "quebra de confiança" por Marzagão ter supostamente dito ao ministro que Renan e o ex-senador José Sarney (PMDB-MA) teriam xingado a presidente Dilma Rousseff de "filha da puta" em ligações feitas a esposa de Delcídio, Maika, logo após a prisão do senador, em 25 de novembro do ano passado. Marzagão, no entanto, nega ter dito que os dois peemedebistas tenham proferido tais palavras. No áudio da conversa, entregue pelo ex-assessor à Folha, é possível ouvir ele dizendo que a esposa de Delcídio foi quem teria insultado a presidente. "No dia do acontecido, ligou o Renan para a Maika, em solidariedade, e o Sarney para a Maika. Absolutamente mais nada", diz Marzagão na gravação. Mercadante responde: "eu ia ligar para a Maika, mas como eu não tinha relação com ela, eu fiquei com medo de que ela pudesse reagir e tal". Marzagão completa: "E disseram barbaridades. Que ela ligou para parlamentares, que ela chamou a presidente de filha da puta". A gravação foi feita no dia 1º de dezembro do ano passado, uma semana após a prisão de Delcídio. "Eu vou recorrer da decisão porque eles alegam um fato que não é verdade. Eu nunca falei que Renan e Sarney xingaram a presidente. Renan precisava de uma desculpa para me demitir, a pedido do governo, e embarcou nessa mentira", afirmou. Segundo Marzagão, seu advogado deverá acionar a Justiça na terça-feira (29). Para o assessor, sua demissão é mais um reflexo da perseguição política que vem sofrendo após a revelação das gravações. No dia 15 de março foi homologada a delação premiada de Delcídio, da qual fazem parte os registros feitos por Marzagão. O senador foi preso sob a acusação de obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Delcídio afirmou em depoimento que o ministro da Educação agia como "emissário" da presidente Dilma Rousseff e buscava passar recados para impedir que fechasse um acordo de colaboração. Ele entregou gravações à PGR (Procuradoria-Geral da República) de conversas entre Marzagão e Mercadante, nas quais o ministro tenta evitar a delação de Delcídio, oferecendo ajuda financeira e lobby junto ao Supremo Tribunal Federal para a soltura do parlamentar.  Em entrevista a jornalistas logo após a revelação da conversa, Mercadante explicou que estava prestando "solidariedade" ao senador preso e que não tinha intenção de impedir sua delação, influenciando na Operação Lava Jato. Apesar da demissão, Marzagão continua assessorando Delcídio informalmente. Ele trabalha com o senador há 13 anos e é tido como o homem de confiança dele. Desde que foi solto, em 19 de fevereiro, Delcídio tem feito exames médicos em São Paulo. Ele renovou pela terceira vez sua licença no Senado nesta semana e, se não pedir nova extensão do prazo de afastamento, deve retornar à Brasília em 6 de abril. Na semana passada, a assessoria de imprensa do presidente do Senado negou ter havido qualquer tipo de pressão política na decisão tomada por Renan. "A iniciativa foi do presidente. Não houve nenhum pedido do Palácio do Planalto ou do ministro Aloizio Mercadante. O cargo é de confiança e ele, Marzagão, perdeu a confiança ao reportar palavras que o presidente da Casa nunca disse". A assessoria fez menção ao trecho contestado por Marzagão.

Filha do bandido petista mensaleiro José Dirceu trabalha na Arena Corinthians com salário de R$ 6 mil


A filha do ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu, condenado e preso na Operação Lava Jato, Joana Saragoça, trabalha na área financeira da Arena Corinthians desde a segunda metade do ano passado. A informação sobre o parentesco da profissional, porém, não era conhecida de boa parte dos cartolas corintianos até que a coluna "Painel", da Folha de S. Paulo, divulgou a informação ao longo da semana. Segundo o jornal, Joana teria sido indicada por Andrés Sanchez, ex-presidente do clube, deputado federal pelo PT e amigo de José Dirceu. Ela teria vencido concorrência com outros dois candidatos para vaga com salário de R 6 mil. Andrés nega a indicação. 

Defesa de Lula questiona decisão de Gilmar Mendes

A defesa do poderoso chefão Lula protocolou na noite de quinta-feira, 24, um recurso no Supremo Tribunal Federal para pedir a revogação da decisão proferida pelo ministro Gilmar Mendes, que suspendeu a nomeação do político como ministro-chefe da Casa Civil no último dia 18. Gilmar Mendes afirmou que a posse de Lula teve como motivação permitir que ele escapasse do julgamento em primeira instância. No texto, os advogados alegam que o objetivo da nomeação do ex-presidente, realizada no dia 17 deste mês, seria “ajudar o país e a presidente da República a retomar o desenvolvimento social econômico” do Brasil. Para a dupla de defesa, não é possível presumir desvio de finalidade na nomeação de Lula, “muito menos mediante a distorção de conversas interceptadas de forma ilegal – do telefone de Lula e de seus advogados”, diz a nota. O recurso, que questiona a decisão de Gilmar, foi apresentado em forma de agravo regimental, e precisa ser submetido ao plenário. Os advogados avaliam ainda que o ministro não poderia ter proferido qualquer decisão para devolver as investigações relacionadas às denúncias contra o ex-presidente para o juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato em Curitiba, pois este tema extrapola os limites das ações propostas pelo PPS e pelo PSDB. já que os processos ligados a esta matéria teriam sido distribuídos ao ministro Teori Zavascki. 

Delação de Pedro Correa alcança Lula, Dilma e Fernando Henrique Cardoso


Depois de oito meses em negociação, o ex-deputado federal Pedro Corrêa, condenado no processo do Mensalão do PT, consolidou sua delação premiada agora no Petrolão do PT. Após negociar durante oito meses a delação premiada a ser prestada aos agentes da Polícia Federal que comandam as investigações da Operação Lava Jato, há cerca de duas semanas o ex-deputado federal Pedro Corrêa (PE), ex-presidente nacional do PP, fechou o acordo com a Procuradoria-Geral da República. No depoimento, divulgado na manhã desta sexta-feira (25), Pedro Corrêa cita políticos da base do governo e da oposição. O acordo da delação premiada ainda precisa ser homologado pelo Supremo Tribunal Federal. Em um dos anexos, chamado de “Mesada de Augusto Nardes”, Corrêa mira o atual ministro do Tribunal de Contas da União e afirma que, entre 2003 e 2005, quando Nardes era deputado federal pelo Partido Progressista, ele estava entre os nomes da bancada da Câmara que recebiam propina arrecadada pelo deputado federal José Janene (morto em 2010) junto à Petrobras e outros órgãos com diretorias indicadas pela legenda. Pedro Corrêa menciona ainda a destruição de um recibo que comprovava o pagamento da propina assim que Nardes foi nomeado para assumir a cadeira no TCU, em 2005. Corrêa pontuou que o material destruído seria um recibo de valor “baixo” – entre R$ 10 mil e R$ 20 mil. De acordo com a publicação, o ex-parlamentar apresentou uma lista de operadores de propina, e incluiu o nome de Andréa Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e considerada mais do que braço direito, mentora do candidato tucano à Presidência da República em 2014. Ela é apontada, segundo a Folha, como responsável por conduzir movimentações financeiras ligadas ao irmão. Esta é a primeira citação a Andréa Neves. A lista do ex-deputado por Pernambuco inclui nomes como Marcos Valério, operador do mensalão, e Benedito Oliveira, o Bené, investigado na Operação Acrônimo, que apura suspeitas de irregularidades na campanha de Fernando Pimentel (PT) ao governo de Minas Gerais, no ano de 2014. Durante o depoimento, Corrêa também traz informações sobre o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O delator mencionou a votação que aprovou uma emenda constitucional possibilitando a reeleição de FHC, em 1997. A reportagem afirma que Corrêa disse que o ex-presidente FHC contou com apoio financeiro do empresariado para aprovar o projeto da reeleição. Olavo Setúbal, do Banco Itaú, morto em 2008, é mencionado como alguém que ajudou o ex-presidente. “Olavo Setúbal dava bilhetes a parlamentares que acabavam de votar, para que se encaminhassem a um doleiro em Brasília e recebessem propinas em dólares americanos”, diz o anexo, citando o relato do ex-deputado federal pernambucano. A colaboração está consolidada em pouco mais de 70 anexos, cada um com um tema. São cinco referentes a Lula e cinco a Dilma. Um dos fatos apontados por Corrêa envolvendo Lula foi uma reunião com a participação dele, do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, e de José Eduardo Dutra, na época presidente da Petrobras, para acertar a nomeação de Costa para a diretoria da estatal, em 2004. O ex-parlamentar e outros integrantes da cúpula do PP defendiam a nomeação, enquanto Eduardo Dutra, sob pressão do PT, era contra. Corrêa disse, porém, que Lula atuou em nome do indicado, e revelou detalhes da conversa. “Mas ,Lula, eu entendo a posição do conselho. Não é da tradição da Petrobras, assim, sem mais nem menos trocar um diretor”, disse Eduardo Dutra, na época presidente da estatal. Lula respondeu, segundo Corrêa: “Se fôssemos pensar em tradição, nem você era presidente da Petrobras e nem eu era presidente da República”, respondeu o ex-presidente, conforme o relato. Ainda de acordo com o jornal, 15 dias depois desse diálogo, com a nomeação de Costa, o PP destravou a pauta do Congresso Nacional.