sábado, 19 de março de 2016

DATAFOLHA 4 – Sem ganhar voto, Marina lidera cenários para o 1º turno de 2018

Candidata da Rede aparece numericamente à frente em todos os cenários testados: é claro que acho uma má notícia, mas ainda é cedo

Por Reinaldo Azevedo - Não tá fácil pra ninguém! O fato é que, por enquanto, nenhum nome obtém vantagens eleitorais com a crise. É bem verdade que uma pesquisa feita a esta altura, faltando três anos e sete meses para a eleição de 2018, tem um valor muito relativo. Mais do que isso: o levantamento ocorre no auge da crise política, quando tudo parece contaminado pela roubalheira e pela safadeza. Afinal, o evento que está em curso não é trivial: o partido daquele ex-operário que se dizia a redenção dos oprimidos e a encarnação da ética na política se mostra o mais corrupto da história. Há certa descrença na política, sim. Ainda que não tenha ganhado eleitores — há situações em que até pode ter perdido —, Marina Silva, da Rede, aparece em primeiro lugar em todas as simulações eleitorais de primeiro turno para 2018. Ela não ganhou. Ocorre que os outros perderam.
CENÁRIO UM
No cenário em que a disputa opõe o tucano Aécio Neves, Marina e Lula (PT), a líder da Rede aparece numericamente à frente do senador do PSDB: 21% a 19% — dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Ela oscilou dois pontos para cima em relação a fevereiro. A notícia para Aécio não é boa: tinha 24% há um mês e 27% em dezembro do ano passado. Bolsonaro (PP) e Ciro Gomes (PDT) marcam 6%.
CENÁRIO DOIS
Num outro arranjo, com Geraldo Alckmin como candidato do PSDB, Marina mantém os mesmos 23% do mês passado, oscilando um ponto para baixo em relação a dezembro. Lula cai de 20% para 17%, e o tucano varia de 12% para 11%. Bolsonaro mantem os 6%, e Ciro vai a 7%.
CENÁRIO TRÊS
Com Serra disputando pelo PSDB, os números não são muito diferentes. Marina vai de 23% para 24%; o tucano, de 15% para 13%, e Lula tem a perda mais importante: de 21% para 17%. Ciro e Bolsonaro empatam em 7%. 
Marina, a ausente
Marina Silva é a figura de proa mais ausente hoje da política. Já se manifestou contrária ao impeachment porque diz apostar numa solução no TSE, que poderia cassar toda a chapa. Se isso acontecer nos dois primeiros anos, uma das possibilidades é haver nova eleição direta. A líder da Rede optou pela esperteza. Como o ambiente está muito crispado, ela prefere ficar à margem do processo, deitando fora sentenças morais. Não perdeu pontos, mas também não ganhou. É claro que é cedo. O PMDB, por exemplo, diz estar disposto à candidatura própria em 2018. Será que vai ser mesmo assim? E quem será o candidato? Tudo depende do que acontecer ainda em 2016. Todo mundo sabe o que eu acho. Penso que seria um desastre que Marina, a ausente, fosse a beneficiária da crise. Mas não creio que isso vá acontecer. Esse é o espírito de hoje. Muita coisa ainda vai acontecer. E nós já vimos que, na hora de a onça beber água, o trololó de Marina se esfarela. Dados os números, nesse particular, ninguém tem o que comemorar.

DATAFOLHA 3 – Rejeição a Lula é recorde: 57%; 82% apoiam condução coercitiva; para 73%, Dilma agiu mal ao fazê-lo ministro

Por Reinaldo Azevedo - A operação petista-palaciana que conduziu Lula ao Ministério da Casa Civil — medida ora suspensa por liminar concedida pelo STF — foi das ações mais atrapalhadas e contraproducentes da história do PT. Dilma oficializou o antecessor no cargo, o que correspondeu a um golpe branco, no auge da crise gerada pela divulgação de grampos que evidenciam que a presidente e o próprio Lula conspiravam de forma determinada contra a Lava Jato. O resultado não poderia ser pior para o ex-todo-poderoso. Atenção! A rejeição ao nome de Lula atinge a espantosa marca de 57%. O seu pior índice nesse quesito foi obtido, pasmem!, em setembro de 1994, quando ele disputou a eleição com FHC e perdeu no primeiro turno. Naquele caso, era repudiado por… 40%! Coisa de rico? Não! É bem verdade que a rejeição a Lula atinge 74% entre os que ganham 10 salários mínimos ou mais, mas é de 49% entre os que recebem até dois. Há números ainda piores para o petista. Nada menos de 82% acharam que o juiz Sérgio Moro agiu bem em determinar a sua condução coercitiva, contra 13% que pensam o contrário; 5% não sabem. E a sua condução ao ministério propriamente? Será que Dilma fez bem ou mal? Nada menos de 73% pensam que ela agiu mal — e 68% afirmam que isso só aconteceu para ele conquistar o foro especial por prerrogativa de função. Bem, nesse caso, a maioria está apenas repetindo o que o governo confessou, não? Só 22% veem o ato de Dilma como positivo, e minguados 19% acham que a nomeação se deu para ele ajudar o governo. Numa das gravações, Lula se orgulha de que o Datafolha trará uma pesquisa — não se refere a esta — em que ele aparece como o melhor governante do Brasil… É, também se verifica isso nesse levantamento: ele lidera com 35%, seguido de FHC, com 16%, e Getúlio Vargas, com 7%. Esses são índices sem relevância porque é evidente que as pessoas não têm como fazer uma avaliação objetiva de um governo que acabou há 14 anos, no caso do de FHC, ou um pouco mais, se é para citar Getúlio… Mas, se isso consola o Apedeuta, o que é do gosto regala a vida, como se diz em Dois Córregos. Deu tudo errado. O Lula que dizia que iria fazer e acontecer está hoje torrando a própria biografia. A tramoia que o levou à Casa Civil não convenceu ninguém e só serviu para desgastar ainda mais o governo, a presidente Dilma e ele próprio. Em situações assim, os petistas costumam dizer aos adversários, quando em êxtase: “Chuuupaaa!!!” Sou um jornalista educado: “Suuugaaa!!!”

DATAFOLHA 2 – Expectativas sobre governo Temer são mais positivas do que avaliação sobre governo Dilma

Só 10% acham o governo Dilma ótimo ou bom; 16% avaliam que assim seria a gestão Temer. Para 69%, a administração da presidente petista é ruim ou péssima, mas só 35% esperariam o mesmo da de Temer — os números são brutalmente distintos

Por Reinaldo Azevedo - As expectativas sobre um eventual governo de Michel Temer são bem melhores do que a avaliação que se faz do governo Dilma. Só 10% acham o governo Dilma ótimo ou bom; 16% avaliam que assim seria a gestão Temer. Para 69%, a administração da presidente petista é ruim ou péssima, mas só 35% esperariam o mesmo da de Temer — os números são brutalmente distintos. Para outros 35%, seria regular. Notem: não se tem ainda um governo Temer para avaliar, mas parece claro que haveria mais otimismo. De certo modo, as pessoas opinam um tanto no escuro. Boa parte dos brasileiros conhece Temer muito pouco — uma sina dos vices. Ocorre que todos conhecem Dilma muito bem! Assim, é evidente que, nessa pergunta, as expectativas sobre Temer são bem mais positivas do que a avaliação que se faz de Dilma. Indagados se o atual vice faria um governo igual, melhor ou pior do que o da petista, 38% responderam que seria igual; para 22%, seria pior; 12% dizem não saber, e 28%, que seria melhor. Insisto neste aspecto: as pessoas tendem a avaliar negativamente aquele que não conhecem. Ainda que os números não ensejem queima de fogos, são muito melhores do que a avaliação que se faz da gestão Dilma.

PMDB cria comissão para definir futuro de ministro da Aviação na sigla



A comissão de ética do PMDB que vai analisar a permanência do deputado Mauro Lopes (MG) no partido após sua nomeação como ministro da SAC (Secretaria de Aviação Civil) foi instalada nesta sexta-feira (18). Segundo o presidente do colegiado, deputado Eduardo Krause (RS), a relatora Rose Rainha (DF) deve analisar as 11 representações que pedem a saída de Lopes, o que, em seguida, será encaminhado à Executiva Nacional da sigla, a quem cabe a decisão final sobre a expulsão do novo ministro. A posse do deputado licenciado na quinta-feira (17), na mesma cerimônia em que foi empossado o poderoso chefão e ex-presidente Lula, no Palácio do Planalto, foi marcada pela ausência de todos os parlamentares do PMDB. O próprio vice-presidente, Michel Temer, não compareceu e classificou a indicação de Lopes para o cargo como uma "afronta" a uma decisão anterior do partido. No último sábado (12), na convenção nacional do PMDB, houve a aprovação de uma moção proibindo o ingresso de filiados ao governo até que a legenda deliberasse em definitivo sobre a pressão pela ruptura com o PT. Lopes alega que negociou o cargo anteriormente e que, portanto, não violou nenhuma determinação. Na comissão de ética do PMDB, a relatora vai apresentar um parecer pela expulsão ou não de Lopes, que em seguida terá 10 dias para apresentar defesa. Em seguida, o documento é submetido à votação dos demais conselheiros. A palavra final, contudo, é da direção do partido. Uma reunião da Executiva Nacional, que deveria ocorrer só no próximo mês, foi antecipada para o dia 29.

Petrobras estuda abrir mão de controle da BR Distribuidora


A Petrobras considera vender o controle da sua subsidiária de combustíveis BR Distribuidora, depois de não conseguir garantir lances por uma participação minoritária na companhia, afirmaram nesta sexta-feira (18) duas fontes com conhecimento direto dos planos. Uma mudança na estratégia passou a ser analisada depois que três dos quatro concorrentes que entregaram propostas preliminares para a participação na BR Distribuidora pediram por direitos de gestão ou uma fatia maior do capital votante na unidade. Cerca de 30 empresas haviam inicialmente demonstrado interesse no negócio. Nenhuma das propostas inclui um preço pela unidade. A BR Distribuidora, que controla a maior rede de postos de combustíveis do País, foi avaliada no ano passado em cerca de US$ 10 bilhões por analistas do UBS Securities. O montante representa boa parte da meta de desinvestimento da companhia para este ano, de mais de US$ 14 bilhões, parte de um plano para reduzir a dívida da empresa, que tem sido fortemente afetada pela queda dos preços do petróleo e por investigações de corrupção pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Preocupações sobre os padrões de governança corporativa da Petrobras, evidenciadas pelas investigações, têm deixado os interessados cautelosos quanto à compra de fatias minoritárias em ativos da companhia colocados à venda, disseram profissionais de bancos de investimentos. Em novembro, a Petrobras desistiu de uma oferta pública de ações da BR Distribuidora, citando condições desafiadoras do mercado. Os quatro interessados na subsidiária incluem a canadense Brookfield Asset Management e as empresas de private equity GP Investiments e Advent International. Apenas um proponente manifestou interesse em uma fatia minoritária da BR. A venda de uma fatia majoritária ajudaria a Petrobras a atrair mais interessados, aumentando o valor da subsidiária por meio de um processo mais competitivo, além de evitar outra tentativa frustrada de venda. O Conselho de Administração da Petrobras e seus advogados estão analisando o assunto, uma vez que uma eventual venda do controle da empresa poderia ser vista como uma privatização. Cerca de US$ 5 bilhões em vendas de ativos até o final do ano devem ser o suficiente para que a Petrobras arque com as necessidades de investimento e pagamento de dívidas que vencem neste ano, uma vez que o empréstimo de até US$ 10 bilhões obtido pela companhia na China ajudou a reduzir a necessidade de recursos. Algumas das empresas que inicialmente mostraram interesse na BR Distribuidora incluem o Grupo Pão de Açúcar, maior varejista do país, e Ultrapar Participações, um dos maiores e mais diversificados grupos industriais do País. Representantes do Citigroup, consultor da Petrobras no negócio, disseram aos interessados que a fatia a ser vendida envolveria entre 25% e 40%.

Com câncer de bexiga, Bumlai será transferido para prisão domiciliar


O juiz Sergio Moro decidiu transferir o pecuarista José Carlos Bumlai, preso desde novembro em Curitiba pela Operação Lava Jato, para prisão domiciliar. Bumlai foi diagnosticado com câncer de bexiga, segundo Arnaldo Malheiros Filho, advogado que cuida de sua defesa. O tratamento para o câncer, segundo Malheiros, reduz as imunidades do pecuarista, e o médico recomendou que prisão não é o melhor local para ele receber os medicamentos. Bumlai foi preso sob acusação de intermediar recursos para o PT e de ter atuado em negócios envolvendo a Petrobras. O pecuarista também é apontado como um dos que ajudaram a reformar o sítio de Atibaia (SP) que Lula diz frequentar, junto com a OAS e Odebrecht. O pecuarista já confessou que fez um empréstimo de R$ 12 milhões junto ao Banco Schahin em 2004 e transferiu os valores para o PT.

DATAFOLHA 1 – 68% defendem o impeachment de Dilma; 65% acham que ela deveria renunciar, e 69% veem um governo ruim ou péssimo

Na opinião dos entrevistados, Dilma lidera o ranking dos governos mais corruptos do Brasil; em segundo lugar, vem o de Lula

Por Reinaldo Azevedo - Pesquisa Datafolha realizada nos dias 17 e 18 de março com 2.794 pessoas em 171 municípios indica que 68% são favoráveis ao impeachment de Dilma; 27% se dizem contrários; 3% afirmam ser isso indiferente, e 2% não sabem. A um mês do afastamento de Collor, em 1992, 75% defendiam o procedimento, contra 18%. Consideradas as margens de erro antes e agora — esta é de dois pontos para mais ou para menos —, os números são bem parecidos. A população tem o bom senso que Dilma não demonstra: 65% consideram que ela deveria renunciar; 32% pensam o contrário, e 3% não sabem. A avaliação negativa do governo, dada a margem de erro, volta ao nível recorde: acham o governo ruim ou péssimo 69% dos brasileiros — o número mais alto nesse quesito foi alcançado em agosto de 2015: 71%. Também os que têm o governo por ótimo ou bom repetem o fundo do poço: só 10% — naquele mesmo agosto, eram 8%. O governo Dilma lidera a lista dos mais corruptos. Ele merece esse troféu para 36% dos entrevistados. Na distinção negativa, o segundo colocado é o de Lula, com 23%, seguido pelo de FHC, com 20%. E que se note, hein?: a pesquisa foi realizada na véspera e no dia das manifestações de rua em favor do governo. Os petistas nem têm do que reclamar. Imaginem a gritaria se o Datafolha tivesse escolhido para fazer essa pesquisa no dia 13…
Certa descrença
Se 68% defendem o impeachment, se 65% querem a renúncia e se 69% acham seu governo ruim ou péssimo, tal desempenho não se repete quando se pergunta às pessoas se elas acham que Dilma vai ser afastada: 46% dizem que sim, e 47% que não! Como se nota, embora a indignação seja grande, há certo pessimismo. Isso certamente decorre da gritaria feita pelos petistas, passando a impressão de que o governo ainda tem como sobreviver.

Queda de avião em São Paulo mata Roger Agnelli, ex-presidente da Vale

O ex-presidente da Vale, Roger Agnelli, morreu neste sábado em um acidente com um avião de pequeno porte, que caiu sobre uma casa no bairro da Casa Verde, zona norte de São Paulo. Todas as sete pessoas que estavam a bordo da aeronave que pertencia ao empresário morreram, incluindo sua mulher, dois filhos, uma nora e um genro, filho da jornalista Angela Bittencourt, do Valor. Uma moradora da casa atingida ficou ferida, informou o Corpo de Bombeiros. O acidente ocorreu na rua Frei Machado, número 110, próximo ao Campo de Marte, por volta de 15h22. O avião decolou do Campo de Marte às 15h20, com destino ao aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, mas caiu três minutos depois.

MARIA DO ROSÁRIO, A PETISTA INGÊNUA, ELA NÃO SABE O QUE SIGNIFICA "GRELO DURO" - A INCOERÊNCIA AMBULANTE, AQUELA QUE DEFENDE LULA E ADMITE O MACHISMO EM PRIVADO DO PODEROSO CHEFÃO




Ouçam o áudio dessa entrevista do apresentador Antonio Carlos Macedo, da Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, com a deputada federal petista gaúcha Maria do Rosario, popularmente conhecida como Maria do Ossário. Ela foi referida pelo poderoso chefão Lula em uma das suas conversas interceptadas pela Polícia Federal com ordem judicial. O poderoso chefão Lula diz que ia mobilizar as mulheres de "grelo duro" do PT para atacar procurador federal integrante da Força Tarefa da Operação Lava Jato. A petista Maria do Rosário foi a própria imagem da desfaçatez nessa entrevista, a ponto de dizer que não sabe o que quer dizer "grelo duro". Qualquer guri lá de Bagé, há no mínimo 50 anos, conhece muito bem a expressão. Tudo para desculpar a chulice e crime ostensivo do poderoso chefão Lula. Mas, a rainha da defesa do feminismo, do respeito pelas mulheres, subiu aos píncaros da desfaçatez quando alegou, na falta absoluta de outra argumentação, que o poderoso chefão falou aquele barbarismo das mulheres de "grelo duro do partido" em uma conversa privada. E culpou a imprensa pela ofensa, ao divulgar o conteúdo. É inacreditável. Seria inacreditável, se não partisse de quem parte. A coisa ficou ostensivamente tão insustentável que irritou o apresentador do programa, que ordenou a retirada do ar da deputada federal petista Maria do Rosário. Pode ser que, agora, finalmente, os eleitores gaúchos tomem vergonha na cara e não reelejam essa mulher para novo mandato eleitoral. Está na hora de encerrar a carreira política dessa inqualificável petista. Não deixe de ouvir o que ela diz, e compartilhe muito isso, para que todos os gaúchos tomem conhecimento de que tipo de representação eles têm no Congresso Nacional.

Por 18 votos a 9, bancada gaúcha vota em peso contra a petista Dilma; sete deputados federais ainda estão indecisos

O único parlamentar gaúcho que não é do PT e se coloca frontalmente contra o impeachment de Dilma Roussef é Afonso Motta, do PDT. A constatação é do movimento social Vem pra Rua de hoje. Segundo os dados disponibilizados num site que registra todos os votos, Estado por Estado, 18 parlamentares gaúchos votarão pelo impeachment, sete estão indecisos e 9 são contrários. Os votos contrários são todos do PT. Entre os indecisos estão José Otávio Germano (PP), Danrlei (PSD), Giovani Cherini (PDT), Fogaça (PMDB), Pompeo de Matos (PDT), Carlos Gomes (PRB) e Renato Molling (PP). O leitor pode consultar a posição de cada Estado no site www.mapa.vemprarua.net Vá lá e mande correspondência a esses deputados, alertando-os sobre a responsabilidade histórica que pesa sobre os ombros deles. 

Delcídio reafirma para a revista Veja: “Lula comandava o esquema”


O senador Delcídio do Amaral participou do maior ato político da história do País. No último domingo, dia 13, ele pegou uma moto Harley-Davidson, emprestada do irmão, e rumou para a Avenida Paulista, onde protestou contra a corrupção e o governo do qual já foi líder. Delcídio se juntou à multidão sem tirar o capacete. Temia ser reconhecido e hostilizado. Com medo de ser obrigado pela polícia a remover o disfarce, ficou pouco tempo entre os manifestantes, o suficiente para perceber que tomara a decisão correta ao colaborar para as investigações. "Errei, mas não roubei nem sou corrupto. Posso não ser santo, mas não sou bandido." Na semana passada, Delcídio conversou com VEJA por mais de três horas. Emocionou-se ao falar da família e ao revisitar as agruras dos três meses de prisão. Licenciado do mandato por questões médicas, destacou o papel de comando de Lula no petrolão, o de Dilma como herdeira e beneficiária do esquema e a trama do governo para tentar obstruir as investigações da Lava-Jato. O ex-líder do governo quer acertar suas contas com a sociedade ajudando as autoridades a unir os poucos e decisivos pontos que ainda faltam para expor todo o enredo do mais audacioso caso de corrupção da história. A seguir, suas principais revelações. 
Por que delatar o governo do qual o senhor foi líder?
Eu errei ao participar de uma operação destinada a calar uma testemunha, mas errei a mando do Lula. Ele e a presidente Dilma é que tentam de forma sistemática obstruir os trabalhos da Justiça, como ficou claro com a divulgação das conversas gravadas entre os dois. O Lula negociou diretamente com as bancadas as indicações para as diretorias da Petrobras e tinha pleno conhecimento do uso que os partidos faziam das diretorias, principalmente no que diz respeito ao financiamento de campanhas. O Lula comandava o esquema.
Qual é o grau de envolvimento da presidente Dilma?
A Dilma herdou e se beneficiou diretamente do esquema, que financiou as campanhas eleitorais dela. A Dilma também sabia de tudo. A diferença é que ela fingia não ter nada a ver com o caso.
Lula e Dilma atuam em sintonia para abafar as investigações?
Nem sempre foi assim. O Lula tinha a certeza de que a Dilma e o José Eduardo Cardozo (ex-ministro da Justiça, o atual titular da Advocacia-Geral da União) tinham um acordo cujo objetivo era blindá-la contra as investigações. A condenação dele seria a redenção dela, que poderia, então, posar de defensora intransigente do combate à corrupção. O governo poderia não ir bem em outras frentes, mas ela seria lembrada como a presidente que lutou contra a corrupção.
Como o ex-presidente reagia a essa estratégia de Dilma?
Com pragmatismo. O Lula sabia que eu tinha acesso aos servidores da Petrobras e a executivos de empreiteiras que tinham contratos com a estatal. Ele me consultava para saber o que esses personagens ameaçavam contar e os riscos que ele, Lula, enfrentaria nas próximas etapas da investigação. Mas sempre alegava que estava preocupado com a possibilidade de fulano ou beltrano serem alcançados pela Lava-Jato. O Lula queria parecer solidário, mas estava mesmo era cuidando dos próprios interesses. Tanto que me pediu que eu procurasse e acalmasse o Nestor Cerveró, o José Carlos Bumlai e o Renato Duque. Na primeira vez em que o Lula me procurou, eu nem era líder do governo. Foi logo depois da prisão do Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, preso em março de 2014). Ele estava muito preocupado. Sabia do tamanho do Paulo Roberto na operação, da profusão de negócios fechados por ele e do amplo leque de partidos e políticos que ele atendia. O Lula me disse assim: "É bom a gente acompanhar isso aí. Tem muita gente pendurada lá, inclusive do PT". Na época, ninguém imaginava aonde isso ia chegar.
Quem mais ajudava o ex-presidente na Lava-Jato?
O cara da confiança do Lula é o ex-deputado Sigmaringa Seixas (advogado do ex-presidente e da OAS), que participou ativamente da escolha de integrantes da cúpula do Poder Judiciário e tem relação de proximidade com ministros dos tribunais superiores.
Quando Lula e Dilma passam a trabalhar juntos contra a Lava-Jato?
A presidente sempre mantinha a visão de que nada tinha a ver com o petrolão. Ela era convencida disso pelo Aloizio Mercadante (o atual ministro da Educação), para quem a investigação só atingiria o governo anterior e a cúpula do Congresso. Para Mercadante, Dilma escaparia ilesa, fortalecida e pronta para imprimir sua marca no país. Lula sabia da influência do Mercadante. Uma vez me disse que, se ele continuasse atrapalhando, revelaria como o ministro se safou do caso dos aloprados (em setembro de 2006, assessores de Mercadante, então candidato ao governo de São Paulo, tentaram comprar um dossiê fajuto contra o tucano José Serra). O Lula me disse uma vez bem assim: "Esse Mercadante... Ele não sabe o que eu fiz para salvar a pele dele".
O que fez a presidente mudar de postura?
O cerco da Lava-­Jato ao Palácio do Planalto. O petrolão financiou a reeleição da Dilma. O ministro Edinho Silva, tesoureiro da campanha em 2014, adotou o achaque como estratégia de arrecadação. Procurava os empresários sempre com o mesmo discurso: "Você está com a gente ou não está? Você quer ou não quer manter seus contratos?". A extorsão foi mais ostensiva no segundo turno. O Edinho pressionou Ricardo Pessoa, da UTC, José Antunes, da Engevix, e Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez. Acho que Lula e Dilma começaram a ajustar os ponteiros em meados do ano passado. Foi quando surgiu a ideia de nomeá-lo ministro.

Tucanocídio consumado em São Paulo: Andrea Matarazzo sai do PSDB


O vereador Andrea Matarazzo anunciou nesta sexta-feira sua desfiliação do PSDB. O destino mais provável do agora ex-tucano é o PSD, do ex-prefeito e atual ministro das Cidades Gilberto Kassab, sigla pela qual ele deve disputar as eleições à prefeitura de São Paulo, em outubro. Apesar de declarações de apoio do senador José Serra e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Matarazzo enfrentava dificuldades para firmar-se como o candidato do PSDB: em prévias marcadas por atos de vandalismo e acusações de compra de votos, ele passou ao segundo turno da disputa com o empresário João Doria, nome apoiado pelo governador Geraldo Alckmin, em segundo lugar. As novas eleições ocorreriam em 20 de março, mas Matarazzo já havia solicitado que fossem postergadas para abril. Em coletiva de imprensa concedida em São Paulo, o vereador afirmou que essa é uma "decisão individual" e que nenhum apoiador vai segui-lo. A decisão de Matarazzo abre caminho, portanto, para a candidatura de João Doria. 
Confira a íntegra da carta de desfiliação de Matarazzo:
Prezados,
Venho por meio desta reiterar minha indignação diante do descalabro ocorrido nas prévias para escolha do candidato do PSDB a Prefeitura de São Paulo. Faço isso em respeito aos paulistanos, aos mais de 117 mil votos que obtive nas últimas eleições; em respeito aos meus pares, os vereadores do PSDB, representantes populares aguerridos, que fazem a justa oposição ao PT na cidade, e que me confiaram a liderança da maior bancada na Câmara Municipal; em respeito aos membros da Comissão Executiva Municipal do PSDB, da qual faço parte; e em respeito aos milhares de militantes do PSDB em nossa cidade. Como líder da bancada de vereadores e representante da Executiva Municipal tenho o dever de multiplicar esforços para fortalecer a sigla - algo que sempre fiz e faço com dedicação e empenho - e a responsabilidade de denunciar procedimentos que denigrem o partido. Como pré-candidato a prefeito de São Paulo, cidade onde nasci, cresci e me formei politicamente, dentro dos preceitos da ética e da transparência, tenho a obrigação de exigir lisura nos procedimentos de escolha, que, longe de consagrar a democracia partidária, avilta não só os filiados, mas a própria democracia. Aprendi com Mario Covas o significado da luta e do trabalho pela Social Democracia. Segui trilhando esse caminho ao lado de lideranças como Fernando Henrique Cardoso, Alberto Goldman, José Serra, Aloysio Nunes, Arnaldo Madeira, José Gregori e tantos outros. São essas as raízes do PSDB. São essas as minhas raízes, que se frutificaram em mais de 25 anos de militância. O PSDB veio à luz para oxigenar a vida política nacional. Para combater formas ossificadas de se fazer política, para dar vez e voz a militantes sufocados pelo caciquismo, pela subordinação da política a projetos pessoais e mandonistas. Para fazer frente aos que utilizavam a máquina do Estado para obter maioria, sufocando qualquer possibilidade de democracia interna. Assim, ao me deparar com as barbáries ocorridas ao longo do processo das prévias percebi que ele se transformou na negação do que, desde a sua origem, o PSDB pregou. É a isto que não me subordino. Contra o que vi, acompanhado de valorosos companheiros, no dia do sufrágio: o intensivo uso da máquina do governo do Estado, bem como o ilegal abuso do poder econômico. Ao longo do fatídico dia 28 de fevereiro assistimos perplexos a ostensiva e irregular publicidade eleitoral; a prática escancarada de boca de urna (definida como crime eleitoral); o transporte massivo de eleitores; a oferta de alimentação; a realização de festas com oferecimento de bebida alcoólica; a violência nos locais de votação; o impedimento dos fiscais exercerem suas funções; a afronta ao exercício do voto secreto; a intimidação física e moral de eleitores. E a pior das afrontas: a compra de votos. Tudo, absolutamente tudo, registrado por meio de fotos, vídeos, depoimentos e pela grande imprensa, que tornou público à sociedade aquilo que o PSDB mais condena em seus oponentes: o vale tudo eleitoral. O processo, completamente contaminado pelo arranjo do pré-candidato João Dória Jr., foi definitivamente colocado sob suspeição a partir das próprias declarações do postulante, confessando à imprensa que faz pagamentos mensais a militantes tucanos para obter apoio nas prévias. Isso é ilegal, imoral e indecente. Destaca-se ainda o flagrante uso da máquina estatal para auxiliar em favor de uma candidatura. Mais grave: antecipando a campanha presidencial de 2018, com um cabo eleitoral passando ao largo dos interesses locais, das demandas e da vida do cidadão paulistano. Nada disse é irrelevante ou ridículo, como foi afirmado. Estamos todos em risco. Dada a passividade com a qual o processo está sendo tratado, fundamentado em abuso de poder econômico e na falta de conduta moral de uma das candidaturas, todos nós seremos coniventes com o erro, com o "tudo pode", com a ilegalidade. Nem mesmo a apuração das gravíssimas denúncias encaminhadas por iminentes representantes do nosso partido, no dia do pleito, recebeu tratamento adequado. Primeiro, a relatoria ficou a cargo de um aliado confesso do pré-candidato denunciado, que protelou a análise, permitindo - e até incentivando - que os mesmos métodos inaceitáveis se repetissem no segundo turno. Não bastasse, a Executiva do Diretório Estadual interveio no Diretório Municipal e, com mãos de ferro, cassou a decisão de adiamento da data do turno final, o que permitiria a apuração de denúncias e evitaria a consagração da ilegitimidade da disputa. Jamais considerei a hipótese de ser submetido a tamanha ignomínia. Nunca pude me imaginar em uma agremiação em que parte de seus membros são capazes de chancelar a compra de votos, o uso da máquina, o crime eleitoral. Jamais imaginei que um grupo no partido que ajudei a construir, que apoiei em vitórias e derrotas, decidisse rifar o futuro da maior cidade do país. E que viesse dar aval a um processo viciado e ilícito. O PSDB ainda é um partido formado por uma parcela de pessoas dignas, militantes dedicados e batalhadores, lideranças inquestionáveis, mas que também foram atropeladas por essa forma arcaica, atrasada de se fazer política. Sou profundamente grato a essa militância tucana que não se dobrou à pressão e exerceu seu direito de votar livremente na disputa interna. Ela sempre terá o meu respeito. Mas o caminho que a legenda tomou nessas prévias é inaceitável. Além de beneficiar uma candidatura, atropelou o princípio da isonomia na disputa interna e desconsiderou o mais importante: o destino dos milhões de paulistanos. Diante de tudo isso, depois de 25 anos de dedicação e lealdade, não tenho mais condições de me manter no PSDB. Tomo tal atitude depois de muito refletir, com dor no coração. Mas é o único caminho que me resta. Pelo exposto, solicito minha desfiliação do Partido da Social Democracia Brasileira".

Neymar é condenado a pagar R$ 188 milhões por fraude fiscal


O atacante Neymar foi considerado culpado por sonegação de imposto de renda de pessoa física, fraude e conluio por uma corte administrativa da Receita Federal, no Rio de Janeiro. A decisão aconteceu no último dia 4 de março, quando a 20ª Turma da Delegacia da Receita chegou à conclusão de que Neymar omitiu quantias arrecadadas do Santos, do Barcelona e da Nike, sua maior patrocinadora. O jogador terá de pagar um total de 188,8 milhões de reais em impostos atrasados, juros e multas. "Analisando-se os atos e negócios jurídicos levados a efeito pelo contribuinte, as três empresas mencionadas e seus sócios, é possível confirmar que foram praticados por eles negócios jurídicos simulados, fraudulentos", escreveu a auditora fiscal Claudia Develly Montez. Ainda segundo a publicação, Neymar teria utilizado suas empresas Neymar Sport e Marketing, N&N Consultoria e N&N Administração de Bens para pagar taxas mais baixas em comparação ao Imposto de Renda de pessoa física. Com isso, o jogador teria poupado cerca de 63,6 milhões de reais em impostos, entre 2012 e 2014. Neymar poderá recorrer da decisão da Receita Federal carioca ao Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), em Brasília. O jogador é alvo de investigação sobre o mesmo caso em que o Ministério Público Federal interviu, mas que acabou tendo a denúncia indeferida pelo juiz Mateus Castelo Branco, da 5ª Vara Federal de Santos, no começo de fevereiro. No entanto, a denúncia da Receita Federal é um outro processo e segue seus desdobramentos judiciais independentemente do caso do Ministério Público.

Hubble detecta aglomerado de estrelas-monstro milhões de vezes mais brilhante que o Sol


Um time de especialistas da Nasa e da ESA (agência espacial europeia) revelaram com a ajuda do Telescópio Espacial Hubble novas imagens do aglomerado de estrelas R136, na Nebulosa de Tarântula. O conjunto de estrelas está localizado há 170.000 anos-luz da Terra e abriga nove estrelas enormes, apelidadas de "estrelas-monstro", que juntas são 30 milhões de vezes mais brilhantes que o Sol. O estudo, que foi publicado recentemente no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, deve auxiliar pesquisadores a compreender o desenvolvimento e funcionamento de estrelas massivas, sendo também uma prova da capacidade de Hubble. De acordo com os pesquisadores, liderados por Paul Crowther, da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, as nove estrelas massivas possuem 100 vezes a massa do Sol e emitem gás e poeira em quantidade equivalente à massa da Terra todo mês, o que garante que elas não terão vida longa. Para realizar as observações os especialistas dissecaram a radiação ultravioleta do aglomerado de estrelas utilizando dois equipamentos a bordo do Hubble. "Novamente nosso trabalho demonstra que, mesmo em órbita por mais de 25 anos, ainda existem algumas áreas da ciência nas quais o Hubble se mostra unicamente capaz", afirmou Crowther. É possível que algumas dessas estrelas massivas muito próximas se tornem buracos negros no futuro, que podem se fundir eventualmente, assim como o movimento visto na primeira vez que as ondas gravitacionais foram detectadas. A equipe de pesquisadores vai continuar a analisar os dados recolhidos pelo Telescópio Espacial para identificar qual a origem desse aglomerado de "estrelas-monstro" e calcular as possibilidades da formação de novas ondas gravitacionais.

Suspeito de atentado em Paris é capturado em Bruxelas


Salah Abdeslam, um dos principais suspeitos dos atentados terroristas em Paris, em novembro passado, foi atingido por um tiro na perna e capturado vivo em uma nova operação antiterrorista realizada nesta sexta-feira pelas forças especiais belgas no distrito de Molenbeek, em Bruxelas - informaram autoridades belgas. Outros dois suspeitos ainda não identificado também foram capturados. "Prendemos Salah Abdeslam durante as ações relacionadas com os atentados de Paris", afirmou o primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, em entrevista coletiva conjunta com o presidente da França, François Hollande, que estava em Bruxelas para participar da cúpula da União Européia (UE) sobre refugiados. "Nós o pegamos", confirmou o Secretário de Estado para Asilo e Imigração belga, Theo Francken, em sua página no Twitter. A operação buscava Abdeslam, que é acusado de ter liderado os atentados que mataram 130 pessoas em novembro do ano passado e era considerado o terrorista mais procurado da Europa. De acordo com a rede de televisão belga RTL, foram ouvidos vários disparos e granadas durante a operação na rua Quatre Vents. Testemunhas disseram ter visto um homem morto no chão. De acordo com outra emissora, a rede pública RTBF, Salah Abdeslam teria escapado de outra operação a polícia em Bruxelas na última terça-feira. Os investigadores encontraram suas impressões digitais no local da batida. Também durante a ação de quinta-feira, um homem armado identificado como Samir Bouzid foi morto a tiros por um atirador de elite da polícia. Bouzid também estava sendo procurado por ter ligação com os terroristas responsáveis pelos ataques de Paris. Durante a entrevista coletiva, Hollande afirmou que a Procuradoria francesa pedirá a extradição imediata de Abdeslam e que ele tem "confiança total" que as autoridades belgas concordarão. O presidente francês também se lembrou das vítimas dos atentados e de suas famílias. "Uma lembrança especial às vítimas dos ataques de 13 de novembro em Paris, porque Salah Abdeslam esteve diretamente ligado à preparação, organização e... a perpetração desses ataques", afirmou. Charles Michel e François Hollande participaram em uma reunião antes da entrevista coletiva, durante a qual o primeiro-ministro recebeu uma ligação do presidente americano Barack Obama. "Parabéns do presidente dos Estados Unidos. Bélgica e França estão juntas contra o terrorismo", escreveu Michel em sua página no Twitter, junto a uma foto sua no telefone.

Ministro do Esporte troca PRB pelo PROS após partido abandonar Dilma


O ministro do Esporte, George Hilton, deixou o PRB nesta sexta-feira e migrou para o PROS, num movimento que teve o aval da presidente Dilma Rousseff. Na quarta-feira, auge da crise política do governo Dilma, o PRB deu início à debandada na base aliada e anunciou que colocaria os cargos e o ministério à disposição. Para evitar mais uma crise com mudanças na cúpula do governo a cinco meses dos Jogos Olímpicos Rio 2016, Dilma se reuniu com Hilton e pediu que ele ficasse no cargo - o ministro também queria permanecer e já havia discordado de manifestações críticas a Dilma do presidente nacional do PRB, Marcos Pereira. Na quarta-feira, Pereira disse que a situação do governo era "insustentável" e que o partido assumiria postura de independência no Congresso Nacional. A solução encontrada pelo Planalto foi sugerir a mudança de partido do ministro. "Me desfilio por entender que, neste momento, nós, homens e mulheres que atuam na vida pública, devemos nos empenhar no sentido de desfazer conflitos, evitar injustiças e trabalhar com afinco pela normalidade democrática e pela solidez das instituições nacionais", disse Hilton, em nota. Assessores dele afirmaram que Hilton, que é pastor da Igreja Universal e deputado por Minas Gerais licenciado, sofreu pressão da cúpula do partido e uma tentativa de constrangimento público para que ele entregasse o cargo. Minutos antes de informar a troca de partido, a direção nacional do PRB afirmou, em nota assinada por Marcos Pereira, que o ministro já havia "elaborado carta de demissão" e aguardava apenas a indicação de um substituto para transmitir o cargo - o que não se confirmou.