segunda-feira, 7 de março de 2016

Dez anos e 34 recursos depois, finalmente a Justiça manda prender o ex-senador Luiz Estevão


A Justiça Federal em São Paulo decretou a imediata prisão do ex-senador Luiz Estevão. A ordem é do juiz Alessandro Diaferia, da 1ª Vara Criminal Federal. Estevão foi condenado a 31 anos de cadeia por desvio de verbas das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo, mas pelo caminho dos recursos processuais conseguir ir postergando o cumprimento da pena por todos esses anos. A condenação foi imposta em 2006 pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3). Na mesma ação foi condenado o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, que presidiu o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2). Nesses dez anos que se seguiram à condenação, Estevão apresentou 34 recursos aos tribunais superiores. Na mesma decisão, o juiz Alessandro Diaferia mandou prender o empresário Fabio Monteiro de Barros Filho, também condenado pelo desvio de recursos do Fórum. Segundo a Procuradoria da República, em valores atualizados, o rombo seria de 1 bilhão de reais. Em janeiro, o Ministério Público Federal requereu ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, o início da execução da pena de prisão imposta pelo TRF3. A petição foi assinada pelo subprocurador-geral federal Edson Oliveira de Almeida, que fez o pedido a Fachin com base na recente decisão do Supremo que determinou o início do cumprimento da pena de condenados já em segunda instância, antes de se esgotar todos os recursos judiciais. Em 2000, Luiz Estevão teve o mandato cassado em função de sua participação no desvio de verbas públicas destinadas à construção do Fórum Trabalhista de São Paulo. Os crimes, cometidos durante o período de 1992 a 1998, deram origem a sete processos criminais e duas ações civis públicas movidas pelo Ministério Público Federal entre 1998 e 2001. Somente em um deles ocorreu, às vésperas da prescrição, o trânsito em julgado da decisão condenando Luiz Estevão, pela prática do crime de uso de documento falso. Atualmente o ex-senador cumpre pena de três anos e seis meses em regime aberto. Várias das condenações impostas aos réus do caso TRT-SP já prescreveram, outras correm risco de prescrição. Em valores atualizados, a cifra desviada pelo esquema criminoso ultrapassa a quantia de 3 bilhões de reais, cobrada pelo Ministério Público Federal em uma das ações cíveis.

REACENDE A VELHA CHAMA TERRORISTA DA PETISTA DILMA ROUSSEFF


A presidente petista Dilma Rousseff foi uma terrorista no fim dos anos 60 de início dos 70. Ela foi dirigente da organização terrorista VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), que praticou centenas de atos terroristas. Presa e condenada, ao sair da cadeia já não existia mais sua antiga organização clandestina revolucionária e terrorista. Então ela viajou para Porto Alegre e começou a militar no trabalhismo gaúcho. Há coisas que não se apagam na vida das pessoas. Nesta segunda-feira os jornais informam que Dilma Rousseff está preocupada com prováveis "confrontos" no domingo 13, entre manifestantes pró e contra o PT. Ora, a manifestação contra o PT está marcada há meses, vem sendo convocada há meses. Agora, com a condução sob vara do chefão Lula, o que escancarou a chance dele ser preso na Operação Lava Jato, na qual já é formalmente investigado, a petralhada se ouriçou e passou a convocar manifestação em cima da hora, também para o dia 13. O que o PT e Dilma querem é absolutamente claro: é tocar terror no povo brasileiro, para se manter no poder. O que ela, o PT e Lula estão fazendo está escancarado no último capítulo, o 13º, da atual quarta temporada da série americana "House of Cards". OU seja, é um jogada antiga, manjada. Ela, Lula e o PT querem "tocar o terror" no Brasil. Ela reanimou a sua velha alma terrorista com grande prontidão.

Bumlai negocia acordo de delação premiada


Preso desde novembro, o pecuarista José Carlos Bumlai negocia um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. Há duas semanas, o amigo do chefão Lula se reuniu com procuradores para discutir sua disposição em colaborar com as investigações, que apuram o esquema de corrupção na Petrobras. Os advogados do empresário, porém, negam categoricamente essa possibilidade. Na primeira reunião, Bumlai foi informado sobre o funcionamento de uma delação premiada e os detalhes do procedimento - como se deslocar para prestar esclarecimentos sempre que considerado necessário pelos procuradores. Se concordar em colaborar com a força-tarefa, o empresário pode esclarecer se o chefão Lula tinha conhecimento e deu aprovação à contratação, sem licitação, do Grupo Schahin para operação de navio-sonda da Petrobras. Em troca, Bumlai fez um empréstimo de 12 milhões de reais no banco Schahin e que, conforme ele já confessou, foi destinado ao financiamento de caixa dois do PT. Segundo interlocutores, o pecuarista também pode explicar sua suposta intermediação junto a Lula para a contratação da OSX pela Sete Brasil - criada para a construção de 28 sondas fora do balanço da Petrobras. Embora a negociação não tenha dado certo, o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, "adiantou, a título de comissão, cerca de 2 milhões de reais a José Carlos Bumlai", segundo o Ministério Público Federal, cujo destino não está claro. Além disso, Bumlai pode dar respostas aos investigadores sobre o sítio em Atibaia (SP), que segundo a Lava Jato pertence ao ex-presidente Lula - ele afirma que não é dono do imóvel. O pecuarista é suspeito de ter bancado reformas na propriedade rural com dinheiro oriundo do petrolão.  O filho de Bumlai, Maurício Bumlai - que responde a processos penais na Lava Jato por corrupção e por envolvimento em esquema fraudulento com a Schahin - reapareceu na quinta-feira passada, quando a delação do Delcídio do Amaral veio a público. Segundo o senador, foi o filho de Bumlai quem intermediou o pagamento de 250.000 reais à família do ex-diretor Nestor Cerveró, para que ele não aceitasse fechar acordo de delação premiada. A menção ao filho deixou Bumlai mais preocupado com o avanço da Lava Jato sobre seus familiares.

'Não poderia ser de um desconhecido', diz Okamotto sobre cobertura usada por Lula


O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, tentou minimizar, na manhã desta segunda-feira, o fato de o ex-presidente Lula alugar o apartamento vizinho a sua cobertura e que está em nome de um primo do pecuarista José Carlos Bumlai. Okamotto reafirmou que o imóvel era e continua sendo alugado desde a época em que o petista estava no governo e disse que o dono do imóvel não poderia ser uma pessoa desconhecida. "Aquele prédio de São Bernardo foi alugado e o aluguel continua, em vez de estar alugado pelo governo, agora está alugado pelo presidente", afirmou Okamotto. "Ali precisava ser de alguma pessoa que comprasse aquilo e não tivesse interesse de usar. Todo mundo que comprasse aquilo saberia que aquilo ali sai de frente para o apartamento de Lula. Você ser vizinho de um político sempre tem transtorno, então a pessoa que vai comprar não pode ser uma pessoa desconhecida", prosseguiu. Na cobertura do edifício Hill House, em São Bernardo do Campo, o apartamento número 121 fica em frente à residência do petista, de número 122. O aposentado Glaucos Costamarques, primo de Bumlai, é o dono do imóvel. O petista usa a cobertura desde o primeiro ano de seu governo, em 2003. Até 2007 o PT pagava pela despesa. No segundo mandato, o governo assumiu os custos, sob a justificativa de que era necessário para garantir a segurança do então presidente. Glaucos negou que a compra do imóvel tenha sido um pedido de Bumlai. O pecuarista foi preso na Lava Jato, suspeito de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. O imóvel também foi alvo de busca e apreensão da 24ª fase da Lava Jato, deflagrada na sexta-feira e que teve como principal alvo o ex-presidente, que foi levado para depor à Polícia Federal em Congonhas. Okamotto também foi levado a depor coercitivamente e, segundo a Polícia Federal, é suspeito de viabilizar a lavagem de 1,292 milhão de reais de pagamentos da empreiteira OAS para o chefão Lula. Questionado sobre as suspeitas que o envolvem, Okamotto desconversou. "Lavagem de quê?", questionou. Ele relatou que, na sexta-feira, a Polícia Federal o questionou sobre o funcionamento do instituto, a realização das palestras do ex-presidente e a arrecadação. "Perguntaram como funciona o instituto, expliquei a finalidade de preservar o legado do presidente, o trabalho do presidente na América Latina e na África. Perguntaram como é a arrecadação, quem fazia os contatos com a arrecadação, expliquei que era eu. Perguntaram sobre as palestras, essas coisas". Okamotto disse que, além de demonstrar com provas à Justiça que não há irregularidades nas atividades do instituto e do ex-presidente Lula, é importante a comunicação com a população. "Temos também que dialogar com a população, com o povo brasileiro. Vamos explicar como são feitas as palestras, em que países aconteceram. Vamos explicar o que se faz com os recursos do instituto Lula, para desmistificar. De uma certa forma o presidente Lula foi muito humilhado, a família dele humilhada. Ao longo desses anos todos, as pessoas vêm falando que ele é o homem mais rico do Brasil, outras pessoas falam que ele é dono da Telemar, dono da Oi, da Friboi, tem fazendas, helicóptero, ilha, há uma cultura de que o Lula, sua família, seu entorno... Precisamos dialogar com a sociedade brasileira, explicar essa situação porque isso não vai levar a lugar nenhum", disse.

Oposição apresentará queixa-crime contra Dilma

A oposição decidiu esta tarde que protocolará queixa-crime contra a presidente Dilma Roussef, tendo por base de acusação as delações feitas contra ela pelo senador Delcídio Amaral. Isto acontecerá amanhã.

25 líderes partidários vão pressionar Lewandowski na quarta-feira

Uma comitiva de pelo menos 25 deputados irá quarta-feira ao ministro Ricardo Lewandowski, tudo para pedir celeridade na decisão do STF sobre os embargos declaratórios apostos pelo deputado Eduardo Cunha contra o acórdão que interferiu no rito do impeachment. O deputado Darcísio Perondi informou há pouco ao editor que o presidente do STF confirmou a agenda, mas pediu a relação dos deputados que irão falar com ele. O STF sabe que a crise é grave e urgente, tanto que nesta segunda-feira antecipou em dez dias a publicação do acórdão sobre o impeachment de Dilma. A comitiva terá deputados do DEM, PSDB, SDD, PPS, PMDB, PP e PSC, mas parlamentares da Rede também serão convidados.

Eduardo Cunha é enfim notificado oficialmente do processo no Conselho de Ética


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi notificado na tarde desta segunda-feira, 7, sobre o andamento do processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética. A partir desta terça-feira, 8, começa a contar o prazo de 10 dias úteis para o peemedebista entregar sua defesa ao colegiado. Na quinta-feira passada, 3, foi feita a primeira das três tentativas regimentais de notificação, mas o servidor da Câmara foi informado que o peemedebista estava em reunião e que não poderia receber o documento. Sem alarde, às 15h28 desta segunda-feira, o peemedebista recebeu o funcionário do conselho. Após meses de idas e vindas, o colegiado conseguiu aprovar na madrugada de quarta-feira, 2, o relatório do deputado Marcos Rogério (PDT-RO) que pedia a continuidade da ação disciplinar. Essa foi a segunda vez que o parecer prévio de admissibilidade foi votado. O primeiro relatório preliminar foi anulado após decisão do vice-presidente da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), que concedeu um recurso favorável ao peemedebista onde era contestado um pedido de vista. A aprovação do relatório na semana passada só foi possível após alteração no parecer de Rogério. À pedido do deputado Paulo Azi (DEM-BA), que poderia mudar sua posição e votar a favor de Cunha, o relator aceitou retirar o trecho do relatório que citava a possibilidade de perda de mandato por recebimento de vantagens indevidas e manteve apenas a menção à omissão de informações relevantes aos parlamentares da CPI da Petrobras quando o peemedebista negou que tivesse contas no Exterior. No entendimento dos aliados de Eduardo Cunha, a mudança abre espaço futuramente para uma punição mais branda ao peemedebista. Já a ala contrária a Eduardo Cunha diz que, ao se tornar réu na Lava Jato, o presidente da Câmara corre o risco efetivo de enfrentar um processo de cassação no plenário.

Chefão Lula se reúne com aliados em São Paulo para discutir estratégias de comunicação


O chefão Lula chegou à sede de seu instituto no Ipiranga, região sudeste de São Paulo, no início da tarde desta segunda-feira, 7, para se reunir com diretores do Instituto, aliados, amigos e parlamentares para discutir estratégias depois de ter passado oficialmente à condição de investigado na Lava Jato. O presidente do Instituto, Paulo Okamotto, os diretores Clara Ant, Celso Marcondes, Luiz Dulci e Paulo Vannuchi estavam presentes. O jornalista Fernando Morais, o ex-presidente do PT-SP, Paulo Frateschi, e os deputados Paulo Teixeira (PT-SP) e Wadih Damous (PT-RJ), e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, também participaram da reunião. Um dos temas centrais do encontro será como vencer a batalha contra a Lava Jato no campo da opinião pública. De acordo com uma fonte, é importante aproveitar a percepção crescente entre a população de que levar Lula para depor à força na sexta-feira, 4, foi um excesso do juiz Sérgio Moro. Isso só se passa na cabeça delirante dos petistas. Para tanto, avalia-se que é importante esclarecer o episódio do depoimento adiado do ex-presidente ao Ministério Público de São Paulo. Em 17 de fevereiro, Lula iria depor no fórum criminal da Barra Funda e um aliado - o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) - conseguiu adiar o depoimento recorrendo ao Conselho Nacional do Ministério Público. No dia 17, houve confusão e pancadaria entre grupos pró e contrários ao ex-presidente. Neste inquérito, conduzido pelo Ministério Público em São Paulo, Lula é investigado por causa da atuação criminosa da Bancoop, cooperativa petista dos bancários, e a ocultação de patrimônio ligada à propriedade de um tríplex no Guarujá, no litoral paulista. O encontro também discute como rebater a manifestação pró-impeachment marcada para o próximo domingo, 13. Segundo Damous, por enquanto a melhor hipótese seria não fazer manifestações contrárias no mesmo dia. O deputado diz que a ideia é manter a manifestação de centrais sindicais e de movimentos populares prevista para 31 de março - em uma lembrança à data do golpe militar de 1964, com argumento de evitar um novo "golpe" contra a democracia brasileira. Outra hipótese colocada na mesa é haver uma manifestação no dia 18. O Instituto Lula está agindo fora de suas atribuições legais e deverá ser processado por isso, além de perder sua imunidade tributária. 

José Rainha é deixado na calçada por mais de uma hora e sai sem falar com o chefão Lula


O ex-líder da organização terrorista clandestina revolucionária MST, aliado histórico e amigo de Lula, José Rainha Júnior, foi pessoalmente na manhã desta segunda-feira, 7, tentar dar um abraço de solidariedade no ex-presidente. Apesar dos muitos anos de relacionamento - Rainha e Lula conheceram-se em 1978 e lutaram juntos pela reforma agrária -, o chefete "rural" não foi imediatamente chamado a entrar na sede do Instituto Lula. Ficou por mais de uma hora do lado de fora, onde chegou a se sentar na calçada ao lado de jornalistas que fazem plantão em frente ao edifício. Depois da espera, Rainha foi recebido pelo presidente do instituto Lula, Paulo Okamotto, e pelo diretor Luiz Dulci. Lula chegou ao prédio do Instituto antes de Rainha sair, mas não recebeu o amigo. Okamotto falou durante a manhã sobre a investigação feita pela Operação Lava Jato no Instituto. O ex-presidente se reúne nesta segunda com aliados políticos e com a direção do instituto para traçar estratégias depois do depoimento forçado à Lava Jato, na sexta-feira, 4. O Instituto Lula, que é uma ong, organização sem fins lucrativos, está servindo para bancar a atividade política de Lula e do PT, e isso encobre ilegalidades. Mesmo após a tentativa frustrada, Rainha continuou defendendo o amigo de velhos tempos. "Lula é companheiro nosso de história, cumpriu a pauta dos trabalhadores rurais no governo dele. Achamos abuso de autoridade a criminalização. O que a Lava Jato fez foi juntar a gota d'água que faltava pra encher o copo. Eles deram um tiro no pé, atiçaram a massa favorável a Lula e vai vir a periferia, juntaram a fome e vontade de comer", disse Rainha, sobre as manifestações que estão sendo organizadas para defender o ex-presidente. Esses piadistas revolucionários estão cutucando a onça com vara curta. Apesar da defesa enfática de Lula, Rainha, que hoje é chefete de outro grupelho revolucionários, criado por ele, a Frente Nacional de Lutas (FNL), é crítico da gestão Dilma Rousseff. Ele alega que, no ano passado, Dilma não editou um decreto para a reforma agrária enquanto no governo Lula eram mais de 50 por ano.  Ele também reclama da diminuição de recursos para Minha Casa, Minha Vida e outros programas sociais. "É impressionante como ela (Dilma) fez essa ginástica toda para cortar as verbas dos programas, mas continua pagando a dívida pública. Ela tem que retomar a auditoria da dívida" disse Rainha: "Fazer o que a Dilma está fazendo hoje com os trabalhadores é inadmissível". 

TRF1 cassa liminar que tornava sem efeito nomeação de ministro da Justiça; não houve juízo de mérito

Por Reinaldo Azevedo - O desembargador Cândido Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, cassou a liminar concedida pela Justiça Federal que tornava sem efeito o decreto que nomeou Wellington César ministro da Justiça. Atenção! O desembargador foi muito claro: não estava fazendo juízo de mérito. Ele admitiu que a questão é controvertida e só cassou a liminar porque, deixou claro, a decisão a respeito será tomada pelo Supremo numa ADPF: Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. Assim, não se trata de vitória nenhuma nem para o governo nem para Wellington César.

STF publica acórdão que beneficia Dilma Roussef no processo de impeachment

O acórdão abre caminho para que o STF diga qual é o rito correto para constituir a Comissão Especial e o processo subsequente de impeachment de Dilma. O STF estava sob dura pressão dos deputados para que saísse de cima do muro, mas as pressões prosseguirão. O STF, também, agora, não tem mais razão para deixar de examinar recurso do presidente da Câmara contra a intromissão da Corte nos assuntos de competência exclusiva do Legislativo. O Supremo Tribunal Federal publicou, na manhã desta segunda-feira, o acórdão do julgamento sobre o rito do procedimento de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O documento é uma formalidade que traz a decisão, em detalhes, tomada pela Corte acerca do caso. O STF decidiu, na ocasião, que a eleição da comissão de impeachment deveria ser feita por eleição com voto aberto e sem chapa avulsa. A composição da Comissão Especial, decidiram os ministros, deverá ser por indicação dos líderes de bancada, o que deverá gerar maioria governista. Pelo menos duas das bancadas organizadas na Câmara, a ruralista e a da bala, querem impugnar o ministro Luiz Roberto Barroso, que induziu seus colegas a erro e favoreceu a edição do acórdão de hoje. 

Focus: recessão prevista para 2015 já está em 3,5%; vai piorar muito!

Perspectiva de agora certamente ainda é muito otimista. No fim de março do ano passado, economistas previam retração de 0,83%: a economia encolheu 3,8%

Por Reinaldo Azevedo - E a recessão antevista para este ano vai se aproximando, célere, de 4%. E, nesse ritmo, vai superar a marca. Querem ver? Os analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central pioraram suas estimativas. Segundo o último Boletim Focus, a perspectiva para o PIB em 2016 passou de retração de 3,45% para queda de 3,5%. Já para o IPCA, a projeção subiu de 7,57% para 7,59%. Para o ano que vem, a expectativa é de uma sensível melhora, dentro da ruindade. Os economistas estimam que o PIB de 2017 fique positivo em 0,5% — mesmo valor da semana passada. A inflação, por sua vez, deve encerrar o ano em 6% – previsão igual à da última semana. Só pra comparar: no dia 23 de março de 2015, há um ano, o Boletim Focus previa recessão de 0,83%. O país fechou 2015 com um encolhimento da economia de 3,8%. Vale dizer: os economistas ouvidos não tinham noção do tamanho do abismo. Tudo faz supor que a recessão neste ano possam ser bem superior aos 3,5% que estão sendo previstos agora. 

RBS enfim ajoelha como Breno Caldas Jr. e anuncia a venda de todos os seus negócios em Santa Catarina


Até o início da década de 80, no Rio Grande do Sul, impunha-se a figura do vice-imperador do Estado, o empresário Breno Caldas Jr, poderoso proprietário da Empresa Jornalística Caldas Jr, dona do jornal Correio do Povo, da Radio Guaíba e TV Guaíba. Embora já estivesse decadente e ultrapassado, Breno Caldas Jr. protagonizava um espetáculo anual de beija-mão no aniversário do Correio do Povo, ao qual acorriam todas as autoridades civis, militares e eclesiásticas. Era quase um ritual de mais de meio século. Então, abalada pela maxidesvalorização do dólar, a Empresa Jornalística Caldas Jr definhou. E chegou ao ponto em que Breno Caldas precisou se ajoelhar ao lado do governador Amaral de Souza e implorar por empréstimo de papel da Corag (Companhia Riograndense de Papel) para continuar imprimindo o jornal Correio do Povo. Diante da negativa do governador em atender seu pedido, Breno Caldas Jr. teve seu último arroubo. Publicou um editorial violento, com o título "O anão moral", contra Amaral de Souza. Pouco tempo depois, a Companhia Jornalística Caldas Jr. entrou em colapso e paralisou todas suas atividades. Breno Caldas refugiou-se no Haras do Arado, no Belém Velho, zona rural do sul de Porto Alegre, onde vivia. Acabava assim um império da comunicação no Brasil. Consagrava-se outro império, o da RBS, que passou a reinar sozinha sobre o Rio Grande do Sul. O orgulho e a prepotência dos controladores da RBS chegou ao limite no dia em que o empresário Nelson Sirotsky anunciou o arremate da estatal de telefonia CRT (Companhia Riograndense de Telecomunicações) junto com a Telefonica de Espanha. Parecia o lançamento espacial da RBS, rumo a um futuro cada vez mais poderoso. Pois aquele foi o momento da sua inflexão e definitivo declínio. Abandonada logo depois pela Telefonica, que preferiu concentrar sozinha os negócios telefônicos em São Paulo, a RBS viu-se afundada em endividamento que a comprometeu definitivamente. E o último comprometimento foi na Operação Zelotes. Então sofreu o esgoelamento final pela Rede Globo. Assim, nesta segunda-feira, inapelavelmente, foi anunciado no começo da tarde o acordo entre os acionistas da RBS e os empresários Lírio Parisotto e Carlos Sanchez, do Grupo NC, juntamente com outros investidores, para a compra das operações de televisão, rádio e jornal que atuam sob a marca RBS em Santa Catarina. A conclusão do negócio está sujeita à condição suspensiva de aprovação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e dos demais órgãos regulatórios do setor, bem como ao cumprimento de determinadas condições precedentes usuais para estes tipos de transações. Com esse movimento, a RBS fica embretada no Rio Grande do Sul, sem qualquer perspectiva futura. O valor do negócio deve superar 1 bilhão de reais. Lirio Parisotto é um bilionário que cresceu vendendo CDs com trilhas de novelas da Rede Globo. É íntimo amigo de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho e dos irmãos Marinho, que controlam a Rede Globo. O empresário Carlos Sanchez é o dono do laboratório de remédios genéricos EMS, que manda no mercado nacional. Eles são, na verdade, ventriloquos da Rede Globo. com isso, acabou a brincadeira da RBS. Seus dirigentes ajoelharam como Breno Caldas Junior. Na verdade, há muitos anos a RBS vivia ajoelhada diante do altar do petismo. Não resolveu nada, foi o seu altar do suplício. Jornalismo sem independência dá nisso, na total desimportância e na morte dos veículos. 

PT QUER GUERRA CIVIL 1 – Carvalho ameaça o país e as instituições com o caos se Lula for submetido à lei

O PT arreganha os dentes. Enquanto deu as cartas no país, demonizou e destruiu quem quis, sem dar a ninguém chance de defesa. Agora que o partido e seu chefão estão submetidos à lei, petista vem nos ameaçar com sangue nas ruas

Por Reinaldo Azevedo - Gilberto Carvalho, que foi chefe de gabinete de Lula por oito anos e, por quatro, secretário-geral da Presidência, está hoje no comando do Conselho Nacional do Sesi. A sinecura lhe garante vida boa e tempo para falar bobagem pelos cotovelos. Inclusive para ameaçar as instituições. Ele não é um qualquer. Depois de Lula, é o segundo homem mais influente do PT. Também era braço-direito de Celso Daniel, prefeito petista de Santo André que foi assassinado em 2002 em circunstâncias nebulosas. Sim, Carvalho acabou sendo personagem de narrativas um tanto estranhas sobre aquele caso. Carvalho concede uma patética entrevista a Natuza Nery na Folha desta segunda-feira — patética pelas respostas, bem entendido. O trabalho de Natuza está bem-feito. Afinal, o gigante se revelou em toda a sua nanica grandeza. A quase totalidade de seu chororô beira o ridículo. Ele insiste, por exemplo, que o tal sítio de Atibaia foi um presente de amigos para Lula, que nunca nem quis saber de onde saía o dinheiro para toda aquela fartura. Não dá para levar a sério. Depois desenvolve a tese, já tornada pública por Rui Falcão, que setores da Polícia Federal e do Ministério Público Federal são tomados de antipetismo congênito. Segundo Carvalho, os pais dos jovens delegados e procuradores batem panela. Bem, ainda que assim fosse, o que ele tem com isso? Seria o caso de fazer um teste ideológico nos dois entes e só aceitar indivíduos de esquerda? O homem que pertence ao partido que apela a milicianos para bater em adversários nas ruas diz estar em curso no País uma espécie de fascismo. Por “fascistas”, claro!, entendam-se todos aqueles que repudiam os malfeitos do PT. É um lixo moral. Mas isso tudo é bobajada sem importância. A coisa fica séria quando Gilberto Carvalho ameaça o País com o caos caso Lula seja preso — e, obviamente, Lula só será preso se houver lei que dê amparo a tal decisão. Logo, Carvalho está dizendo que as leis se submetem ao PT, mas o PT não se submete às leis. Não se trata de interpretação. Ele foi explícito. Prestem atenção ao que disse quando indagado sobre uma eventual prisão de Lula: “Eu não quero falar nessa hipótese, espero sinceramente que não aconteça. Eu só espero que eles não brinquem com fogo. A tese que eles desenvolveram é a tese de que o Lula é uma estátua de gelo, que basta você encostar perto do fogo que ela vai derreter. Essa foi a tese que eles seguiram, na expressão de um cara deles, que eu fiquei sabendo. Então, eles tentaram desmoralizar o Lula primeiro isolando-o da massa para depois chegar nele. Na sexta ficou evidente que isso não é tão simples assim". O que se entende por “brincar com fogo”? Carvalho está dizendo que o PT vai incendiar o país se Lula for submetido à lei? Indagado sobre uma possível radicalização, o irresponsável chega a falar que teme conflitos no dia 13 próximo, num claro esforço para amedrontar a população. As maiores manifestações políticas da história do país, em favor do impeachment, sempre foram pacíficas. Justamente porque não contaram com a presença de petistas. Leiam o que disse: “Vai depender, a meu juízo, do comportamento da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário. Se houver um reequilíbrio e ficar claro que a Lava Jato busca combater a corrupção, não o Lula, acho que a sociedade vai compreender. Mas, se continuar tão explicitamente como foi demonstrado na sexta-feira e em outras ocasiões, esse direcionamento persecutório de uma força política de um líder, como é o caso do Lula, aí eu temo muito por um processo que nos leve ao que acontece na Venezuela, porque você vai levando ao processo de justiçamento, de justiça com as próprias mãos, e haverá um ódio progressivo. Não foi nada bom o que ocorreu na sexta, as manifestações à tarde. Estou convencido de que pode ocorrer no dia 13, mas temos que ter maturidade de não insuflar ou estimular esse tipo de manifestação. Temos de buscar o contrário, buscar o entendimento e a paz". Como se nota, Carvalho é aquele que, primeiro insufla e, depois, pede paz. O PT arreganha os dentes. Enquanto deu as cartas no país, demonizou e destruiu quem quis, sem dar a ninguém chance de defesa. Agora que o partido e Lula estão submetidos à lei, Carvalho vem nos ameaçar com sangue nas ruas. Só para registro: no ano retrasado, o canalha Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, matou mais de 40 pessoas em protestos de rua. Quando Carvalho fala em venezuelização, e considerando que é o seu partido que está no poder, fica claro de que lado estariam os assassinos e de que lado estariam os assassinados. De vários modos, o Brasil não é a Venezuela. E eu vou lembrar aos senhor Carvalho por quê.

PT QUER GUERRA CIVIL 2 – Aécio tem de interpelar Carvalho na Justiça: ele terá de provar o que disse

Chefão petista não vê nisso motivo para investigar Lula, apesar de tudo o que já se sabe, mas acusa sem provas presidente do principal partido de oposição

Por Reinaldo Azevedo - Na aloprada entrevista à Folha, ao tentar defender Lula e deixar claro que ou a Lava Jato faz o que o PT quer, ou o partido vai à guerra, afirmou Gilberto Carvalho: “Espero que haja o bom-senso e de que a Lava Jato volte ao seu leito natural de combater a corrupção real e se desteatralize, que as delações premiadas deixem de ser instrumento de perseguição de parte de um partido político. E digo mais, se a delação da Andrade Gutierrez for direcionada apenas contra o PT, esse escândalo vai ser insuportável, porque vai ser a confissão final de que a Lava Jato é dirigida contra o PT. Pois todo mundo sabe que a Andrade Gutierrez é a casa do senhor Aécio Neves, é quem banca o Aécio Neves. Então, se houver isso, vai ser uma loucura". Eis Gilberto Carvalho! O homem que reclama que o Ministério Público Federal e que a Polícia Federal, que estão fazendo investigações, perseguem o PT; o homem que reclama das acusações que considera irresponsáveis; o homem que reclama que pessoas estão sendo perseguidas sem provas, esse mesmo senhor não tem vergonha nenhuma de acusar: “Pois todo mundo sabe que a Andrade Gutierrez é a casa do senhor Aécio Neves, é quem banca o Aécio Neves”. É asqueroso. O sítio “frequentado” por Lula foi reformado por duas empreiteiras. A Oi, uma concessionária de serviço público, de que o BNDES é sócio, botou lá uma antena para o regalo do chefão petista. Empresas investigadas na Lava Jato fizeram de Lula um milionário com as supostas palestras que concedeu. Carvalho não vê nisso motivo para investigação. Mas não se constrange em acusar o presidente do maior partido de oposição de ser “bancado” pela Andrade Gutierrez, seja lá o que isso signifique. Eis o que esse sujeito entende por responsabilidade.

PT QUER GUERRA CIVIL 3 – Lembro que o Brasil não é a Venezuela e que nossas Forças Armadas não são bolivarianas

Vale dizer: se as forças do petismo quiserem chantagear as instituições e se acharem que podem se impor pela violência, pelo caos e pelo terror, faremos valer todos os recursos à mão para que triunfe a ordem democrática

Por Reinaldo Azevedo - Gilberto Carvalho, porta-voz de Lula e número dois do PT, resolveu ameaçar os brasileiros, os manifestantes, as instituições, o Ministério Público, a Polícia Federal, o Judiciário e quem mais pudesse não vergar a cerviz para o PT. Ao afirmar que prender Lula seria brincar com fogo e ao se referir à radicalização da luta política, disse temer que ocorra por aqui o que se deu na Venezuela. Muito bem! Naquele país, como se sabe, está no poder um aliado ideológico de Lula: Nicolás Maduro. É um ditador bufão, que substitui outro: Chávez. Quem conduziu o país ao caos foram os bolivarianos, amigos de Carvalho. Estamos falando de um governo homicida. Nos protestos contra a fraude eleitoral e a perseguição a líderes de oposição, em 2013, as milícias bolivarianas assassinaram mais de 40 pessoas. Como as palavras fazem sentido e como a lógica existe, sou obrigado a concluir o óbvio: entendo que Gilberto Carvalho está nos advertindo para que tomemos cuidado com suas milícias. Pois é… O Brasil não é a Venezuela. Nem será. Nosso Poder Judiciário ainda não está corrompido como o daquele país. Há mais: as nossas Forças Armadas não são um ajuntamento de gorilas do narcotráfico, que servem a pistoleiros disfarçados de políticos. É sério que Gilberto Carvalho quer nos ameaçar com sangue nas ruas? Eu não vou ameaçá-lo com nada. Só jogo na sua cara a Constituição da República Federativa do Brasil. Lá está o Artigo 142, explícito a mais não poder: "Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem". Repudio, como vocês sabem, os imbecis que saem às ruas nos protestos com cartazes pedindo intervenção militar. Não precisamos das Forças Armadas para governar. Essa é uma tarefa dos civis. Ou por outra: é inaceitável que se pense nas Forças Armadas para romper a ordem constitucional. Mas está constitucionalmente previsto que elas podem ser convocadas para GARANTIR A ORDEM CONSTITUCIONAL. Vale dizer: se as forças do petismo quiserem chantagear as instituições e se acharem que podem se impor pela violência, pelo caos e pelo terror, faremos valer todos os recursos à mão para que triunfe a ordem democrática. Vocês não vão levar no grito, Gilberto Carvalho. E quem tiver de ir para a Papuda vai para a Papuda, papudo!

Bispo-auxiliar de Aparecida recomenda pisar na cabeça dos que se autodenominam jararacas

“Peça, meu irmão e minha irmã, a graça de pisar a cabeça da serpente, de todas as víboras que insistem e persistem em nossa vida”

Por Reinaldo Azevedo - Luiz Inácio Lula da Silva, como se sabe, declarou-se uma “jararaca”. Mais: afirmou que a Operação Lava Jato só bateu no rabo na serpente. E ele próprio lembrou que, para matá-la, é preciso esmagar a cabeça. Neste domingo, o bispo-auxiliar de Aparecida, dom Darci José Nicioli, falou de serpentes e jararacas. Afirmou o religioso: “Peça, meu irmão e minha irmã, a graça de pisar a cabeça da serpente, de todas as víboras que insistem e persistem em nossa vida, daqueles que se autodenominam jararacas… Pisar a cabeça da serpente: vencer o mal pelo Bem. Por Cristo Nosso Senhor!”

O petista Gilberto Carvalho faz ameaça, dizendo que uma eventual prisão de Lula seria brincar com fogo



Na última quinta-feira (3), véspera da Operação Aletheia, Lula fez um desabafo premonitório ao amigo petista Gilberto Carvalho: "Eu vou ser preso ou vão fazer a minha condução coercitiva porque, do contrário, a Lava Jato não tem sentido". A conversa sintetiza a percepção do partido de que a maior investigação das últimas décadas busca fazer "justiçamento, não justiça". "O doutor Sergio Moro tem uma necessidade de provar que os agentes do PT formam uma quadrilha e que o capo dessa quadrilha agora é o presidente Lula", disse ele. Para o petista Gilberto Carvalho, a Lava Jato não tem provas contra Lula, tem teses. E prevê o pior caso tentem prender o ex-presidente: "Não quero falar nessa hipótese. Espero que não brinquem com fogo". Ou seja, ele faz uma ameaça de agressões disseminadas pelas milícias petistas mantidas por aparelhos como a CUT e MST. Gilberto Carvalho não acredita no sucesso do impeachment e duvida que Dilma Rousseff saia do PT. "Até porque a sobrevivência dela estaria muito ameaçada", avalia. 

Lava Jato cogita abrir ação que teria como uma das consequências a impossibilidade de Lula se candidatar

Lula pode ser alvo de ação civil de improbidade administrativa na Operação Lava Jato, que tem como uma das punições a proibição de disputar eleições. Lula pode ser acusado nesse tipo de processo caso fique comprovado que empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras pagaram custos de obras do sítio frequentado por ele em Atibaia (SP) no final de 2010, quando ainda era presidente, para beneficiá-lo ilegalmente. Na Lava Jato, já estão em curso cinco ações de improbidade com pedidos de decretação de inelegibilidade por até dez anos contra acusados. Integrantes da força-tarefa do Ministério Público Federal já consideram a possibilidade de que Lula seja alvo de uma causa deste tipo, no âmbito da 24ª fase da Lava Jato, na qual são investigados supostos atos de corrupção e lavagem de dinheiro ligados à propriedade rural. Em suas manifestações, a defesa e aliados de Lula têm buscado desvincular as situações relativas ao sítio do período em que ele ainda exercia o mandato de presidente. Em petição ao Supremo Tribunal Federal, os advogados do ex-presidente alegaram que o imóvel foi comprado por amigos em outubro de 2010 para uso compartilhado com a família do petista, mas que Lula só soube da aquisição em janeiro de 2011. A empreiteira Odebrecht bancou parte das obras no sítio no fim de 2010, conforme relato da ex-dona de uma loja de materiais de construção que forneceu produtos ao sítio. 

Delcídio do Amaral pede ao STF para permanecer mais tempo em São Paulo



A defesa do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) pediu ao Supremo Tribunal Federal para esticar até o próximo dia 22 a autorização para que ele permaneça em São Paulo para exames médicos. Este é o segundo pedido de afastamento que o senador faz após ter sido solto, em 19 de fevereiro. Delcídio está afastado do trabalho no Senado desde o fim de novembro do ano passado. No dia 23, ele solicitou 15 de licença médica e foi à São Paulo fazer exames. Segundo seus advogados informaram ao longo da semana, alguns dos procedimentos médicos foram muito invasivos e ele estaria ainda inabilitado para retomar os trabalhos. O pedido será analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato. Na semana passada, o ministro liberou Delcídio para permanecer na capital paulista até esta segunda-feira (7), quando apresentou um atestado alegando transtorno de ansiedade. A ampliação da viagem foi solicitada pelos advogados que apontaram problemas do senador com diabetes. O pedido acontece um dia depois de vazar que Delcídio fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República e teria citado a presidente Dilma e o ex-presidente Lula, além de vários políticos. O senador está em prisão domiciliar, tendo autorização para sair para trabalhar no Senado, mas tem que se recolher em casa à noite e nos dias de folga. Se estiver licenciado ou afastado do cargo, não pode sair sem autorização judicial. Ele ficou preso por três meses acusado de atrapalhar as investigações da Lava Jato. De acordo com documentos divulgados pela revista "IstoÉ", o senador revelou aos investigadores que o ex-presidente mandou subornar o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, em troca de seu silêncio. O senador, afirma a revista, também diz que Dilma Rousseff tentou por três vezes interferir na Lava Jato com a ajuda do ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Em uma delas, teria usou sua influência para evitar a punição de empreiteiros, ao nomear o ministro Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça. Em seu relato, Delcídio cita outros senadores e deputados, tanto da base aliada quando da oposição. 

Janot se manifesta a favor do perdão da pena de Roberto Jefferson


Em parecer ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou a favor do perdão da pena do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), de 7 anos e 14 dias de prisão, por envolvimento no esquema de corrupção do mensalão. Para o procurador-geral, ele se enquadra no decreto de indulto natalino que foi assinado pela presidente Dilma Rousseff no fim do ano passado. Pelas regras do indulto, o beneficiado fica livre de cumprir o restante da pena e de outras medidas judiciais, como se apresentar à Justiça periodicamente. 


O indulto está previsto na Constituição e é tradicionalmente concedido pelo presidente da República no Natal e leva em consideração critérios que são pré-estabelecidos pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, ligado ao Ministério da Justiça. Entre as regras para o perdão estão cumprimento da pena em regime aberto, condenações menores que oito anos, não reincidentes e, se reincidentes, desde que tenham cumprido um quarto da pena. A concessão do benefício não é automática. No mensalão, o ministro do Supremo, Luís Roberto Barroso, relator da execução das penas do caso, vai analisar se os requisitos estão preenchidos.  O petebista denunciou o mensalão à Folha em junho de 2005. A entrevista abriu a maior crise do governo Lula e levou à queda do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, acusado de comandar o esquema de compra de apoio no Congresso. Jefferson foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, foi preso em fevereiro de 2014 e solto em 16 de maio de 2015. Atualmente, cumpre pena em regime aberto no Rio de Janeiro.

Presidente do PT em São Paulo diz que Moro 'tentou inflar manifestações'


O presidente do PT de São Paulo, Emídio de Souza, afirmou que com a ação de sexta-feira (4) que o juiz Sérgio Moro "tentou inflar as manifestações do dia 13", contra o PT e a presidente Dilma Rousseff. " Mas o efeito será contrário. Vamos fazer manifestações maiores ainda", afirmou ao deixar a sede do PT, no centro de São Paulo. 


De acordo com ele, Moro também tenta "constranger" a ministra Rosa Weber e o Supremo Tribunal Federal, que decidirá nos próximos dias de quem é a competência para investigar o ex-presidente Lula, do Ministério Público Federal ou do Ministério Público Estadual. Ainda segundo Emídio, a Polícia Federal "deu uma resposta" à troca do ministro da Justiça

Juiz marca audiência do ex-delegado federal comunista Protógenes de Queiroz


O juiz Alessandro Diaferia, da 1ª Vara Federal Criminal em São Paulo, designou para o dia 20 de abril uma audiência admonitória (advertência) ao réu Protógenes Pinheiro de Queiroz, ex-delegado da Polícia Federal, referente à execução penal da sentença condenatória revista pelo Supremo Tribunal Federal em setembro de 2015. A audiência foi designada para o cumprimento de procedimento em que o réu condenado ao regime aberto recebe a leitura dos termos constantes na decisão e é comunicado sobre a necessidade de cumprir as condições da pena que lhe foi imposta. O não comparecimento à audiência poderá implicar a expedição de mandado de prisão, quando o juiz faz uma análise de conversão da pena podendo ocorrer eventual regressão de regime. Protógenes Queiroz foi condenado pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo em novembro de 2010 pela prática dos crimes de violação de sigilo funcional e fraude processual na chamada “Operação Satiagraha”. A pena privativa de liberdade em regime aberto foi substituída por restritivas de direitos. A condenação foi revista pelo STF em setembro de 2015, em razão do executado ter se diplomado como deputado federal após o julgamento. Protógenes foi deputado pelo PCdoB, mas conseguiu se reeleger. Em outubro de 2015, ele foi demitido do cargo de delegado federal pelo Ministério da Justiça.

Procuradoria Geral da República diz que Eduardo Cunha tinha gastos milionários em lojas de luxo no Exterior


A nova denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), revela que o peemedebista manteve gastos milionários com lojas de luxo, hotéis e restaurantes de alto padrão no Exterior, entre 2012 e 2015. A acusação mostra despesas de cartão de crédito ligado a contas secretas de Eduardo Cunha e familiares durante viagens a países como Estados Unidos, França, Itália, Portugal, Suíça, Rússia, Espanha e Emirados Árabes. Essas contas receberam depósitos que somam R$ 23 milhões. Segundo a Procuradoria, entre agosto de 2014 e 2 fevereiro de 2015, as despesas de cartões de crédito de Eduardo Cunha, sua mulher, a jornalista Claudia Cordeiro Cruz, e sua filha, Danielle Dytz da Cunha, somaram US$ 156,2 mil (R$ 626 mil). 


Chamou atenção dos procuradores uma passagem de Eduardo Cunha por Miami (EUA) no final de 2012, quando foram desembolsados R$ 169,5 mil (US$ 42.258), em sete dias. Os gastos incluem, por exemplo, duas diárias de US$ 23 mil no Hotel The Perry, US$ 3,5 mil na loja Ermenegildo Zegna, US$ 1,5 mil na Giorgio Armani, além de US$ 1,2 no Restaurante Joes Stone Crab. Na época, ele declarou receber salário de R$ 17,7 mil. Em fevereiro de 2013, quando era líder do PMDB na Câmara, ele gastou em cinco dias US$ 1 mil no hotel The Dolder Grand e mais R$ 3,6 mil no Hotel Baur Au Lac, que ficam em Zurique (Suíça) e mais US$ 5,9 mil no Hotel Crillon, em Paris. Há ainda despesa de US$ 5 mil na Chanel e de US$ 8 mil na loja de sapatos masculinos Pravda Abbigliamento. Em abril de 2014, Eduardo Cunha gastou US$ 5 mil para se hospedar no Burj Al Arab, primeiro hotel sete estrelas do mundo, em Dubai. A hospedagem foi escolhida para uma parada durante viagem de uma comitiva da Câmara para a China. Após conquistar a presidência da Câmara impondo uma derrota ao governo Dilma Rousseff, em fevereiro do ano passado, Eduardo Cunha também realizou viagem internacional, pagando US$ 15,8 mil no Hotel Plaza Athenee, US$ 1,4 restaurante Paço D' Arcos, em Portugal, além de US$ 8 mil na loja de roupas masculinas Textiles Astrum France. A acusação aponta que as despesas pessoais foram custeadas por propina de contratos da Petrobras na África e são "completamente incompatíveis como os rendimentos lícitos declarados do denunciado e seus familiares". Eduardo Cunha teria recebido mais de R$ 5 milhões em propina para garantir o esquema de corrupção na Petrobras e atuar na Diretoria da Área Internacional para facilitar e não colocar obstáculo na compra do campo de Benin – ao custo de R$ 138 milhões para a estatal. Essa é a segunda denúncia apresentada pela Procuradoria contra Eduardo Cunha no Supremo Tribunal Federal. Ele é acusado dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Além desses crimes, a denúncia também acusa o deputado de crime de falsidade ideológica eleitoral por omissão de rendimentos na prestação de contas eleitoral. Se a ação for aberta, a Procuradoria quer a perda do mandato parlamentar. A Procuradoria Geral da República pede ainda que seja aplicada multa de pelo menos R$ 20 milhões por danos morais pelos crimes envolvendo o esquema, além do repasse de R$ 9 milhões que foram bloqueados das contas na Suíça.

Governadores vão a Brasília mas não selam acordo sobre dívida com União



Em meio a todo o esforço de gerenciamento da crise política no Palácio do Planalto, acentuada na sexta-feira (4) pela condução coercitiva de Lula, ministros de Estado e a presidente Dilma Rousseff estiveram reunidos com quase todos os governadores do País para negociar um plano de auxílio aos Estados. Era esperado que um acordo sobre a dívida de Estados e municípios fosse selado, mas não se chegou a um consenso sobre as contrapartidas a serem exigidas pelo governo de Dilma. Outras reuniões devem acontecer nas próximas semanas. De acordo com o ministro Nelson Barbosa (Fazenda), está na mesa a proposta de alongar em vinte anos o prazo para que Estados honrem seus débitos com a União, e em dez anos, com um prazo de carência de quatro anos, o prazo para dívidas contraídas no BNDES. Para Barbosa, a fraca atividade econômica e o atual cenário político pedem uma resposta rápida sobre reequilíbrio das contas dos Estados e municípios, o que vai implicar em corte de gastos por parte desses entes. "Eu acho que a situação econômica que estamos passando exige respostas rápidas e eu tenho certeza de que o contexto político, os parlamentares e governadores, estão todos interessados na recuperação mais rápida da economia. Então, nós vamos conseguir construir um consenso sobre essas propostas". Os Estados têm feito uma verdadeira força-tarefa para costurar esse acordo. A grande maioria deles enfrenta sérios problemas de caixa, em que falta dinheiro inclusive para pagamento da folha de salário de servidores públicos. No total, a dívida de Estados e municípios com a União é de R$ 463 bilhões. Em contrapartida, a União exige que os entes da federação se comprometam com um ajuste severo das contas públicas, que contemple principalmente corte no funcionalismo e nos gastos previdenciários, as maiores fontes de despesas dos Estados. Ao esticar o prazo para pagamento da dívida, o ministério da Fazenda estima que dará um respiro de R$ 36 bilhões aos Estados e municípios. O governo estuda uma trava para que esses recursos poupados não sejam usados em gastos correntes, e sim em investimento. "Esse auxílio não deve ser somente uma medida de curto prazo. Ele deve ser uma oportunidade para se avançar também nas reformas estruturais. Para que a economia brasileira se recupere mais rapidamente, temos o desafio de agir rápido em questões estruturais".  O governo quer enviar ao Congresso o que chama de "reforma fiscal de curto prazo" ainda neste mês. Essa reforma, mais urgente pois tenta aliviar a economia neste ano, inclui a criação de uma tolerância fiscal para frustração de receitas federais, corte de gastos e a negociação com Estados e a recriação da CPMF. O governador do Mato Grosso, Pedro Tasques, disse ser totalmente contrário à CPMF, nem que as receitas do imposto sejam divididas entre Estados. "Não vou vender minha consciência, nem a dos meus eleitores". 

Sem apoiar outro republicano, Ben Carson oficializa fim de candidatura


Ao oficializar sua saída da disputa pela candidatura do Partido Republicano, Ben Carson evitou endossar outro nome para as eleições presidenciais deste ano nos EUA. Na quarta-feira (2), após um mau desempenho nas prévias da Superterça, o neurocirurgião já tinha dito que não via "caminho político" para continuar no páreo. 


"Ainda que eu esteja saindo da campanha, vocês sabem que há muitas pessoas que me amam. Elas só não poderão votar em mim", disse, durante conferência com representantes de diversos grupos conservadores do país, a Conservative Political Action Conference, em Maryland: "Mas está tudo bem. Não é um problema. Eu continuarei envolvido em tentar salvar a nossa nação". Embora não tenha endossado nenhum outro nome, Carson disse que uma disputa prolongada entre os republicanos enfraqueceria as chances do partido contra o democrata escolhido para concorrer à Casa Branca. Somente Hillary Clinton e Bernie Sanders disputam a candidatura do Partido Democrata: "Precisamos entender que nós, Republicanos, não somos nossos próprios inimigos. Não podemos nos dar ao luxo de dar essa munição aos democratas".


Ex-assessor do Planalto pagou reforma de sítio em dinheiro 





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Fabio Braga/Folhapress


No fim de 2010, quando Lula ainda era presidente da República, o assessor dele, Rogério Aurélio Pimentel, realizou pagamentos em dinheiro vivo para quitar despesas de obras realizadas no sítio em Atibaia (SP) que é frequentado pelo petista e seus familiares, segundo um fornecedor de serviços, Pimentel foi uma das pessoas conduzidas para prestar depoimento à Polícia Federal em São Paulo na 24ª fase da Operação Lava Jato deflagrada na sexta-feira (4). A força-tarefa do caso aponta a suspeita de que Lula seja o real dono da propriedade rural, que está registrada em nome de dois sócios do filho mais velho do petista. Segundo Carlos Rodrigues do Prado, dono da pequena empreiteira Rodrigues do Prado, que foi a executora de trabalhos no sítio, o então auxiliar do presidente Rogério Aurélio Pimentel fez repasses em espécie em favor da construtora que totalizaram R$ 167 mil entre o fim de 2010 e meados de janeiro de 2011. Questionado onde era possível encontrar o ex-assessor presidencial, o dono da pequena empresa respondeu: "Pergunte ao Lula". Pimentel deixou o posto de funcionário do gabinete pessoal de Lula em fevereiro de 2011, quando as obras no sítio já tinham acabado. A informação foi confirmada no depoimento do engenheiro da Odebrecht, Frederico Barbosa, à força-tarefa da Lava Jato. Barbosa também trabalhou na obra. A oitiva dele foi usada pelo Ministério Público para embasar a 24ª fase da operação. No testemunho, Barbosa apontou Emyr Diniz Costa Junior, diretor de Contratos da Construtora Norberto Odebrecht, como o superior da empresa que pediu a atuação dele nas obras do sítio. O engenheiro também afirmou que a Odebrecht forneceu e pagou 15 funcionários para reforçar a equipe de Prado nos serviços no imóvel. "Frederico relatou que ele e sua equipe foram remunerados, durante o período em que trabalharam no sítio, pela Odebrecht", segundo a representação da Procuradoria. Segundo ele, Pimentel "disponibilizava recursos para pagar despesas imediatas com prestadores de serviços. Ele deixava dinheiro em espécie dentro de um móvel do sítio, para o depoente pagar prestadores de serviço". Barbosa relatou que o ex-assessor de Lula também fez pagamentos de produtos na loja de materiais de construção fornecedora para as obras no sítio e quitou despesas de aluguel de equipamentos. Patrícia Nunes, proprietária da loja à época, afirmou que a Odebrecht bancou parte das obras no sítio, que consumiram cerca de R$ 500 mil (R$ 700 mil, em valores atualizados) só em materiais. Nunes disse que os pagamentos dos produtos eram feitos por um homem que levava os valores em espécie separados em envelopes pardos dentro de uma mala. O relato do engenheiro da Odebrecht indica que esse homem era Pimentel. O ex-auxiliar também orientou os acabamentos da obra, segundo Barbosa. Pimentel foi o responsável por receber a mudança da família de Lula que saiu do Palácio da Alvorada e foi entregue no sítio no início de 2011. No Palácio do Planalto, Pimentel chegou a dividir sala com Freud Godoy, ex-segurança e amigo de Lula, também vizinho no Edifício Solaris, no Guarujá, aquele do triplex. 

Grupo celebra condução coercitiva de Lula na Avenida Paulista



Um grupo de manifestantes contrários ao governo e ao PT reuniu-se na noite de sexta-feira na Avenida Paulista para comemorar o fato de a 24ª fase da Operação Lava Jato ter sido focada nas investigações contra o ex-presidente Lula, que foi conduzido coercitivamente para depor à Polícia Federal. Centenas de pessoas se reuniram na Avenida Paulista, em frente ao Masp. O grupo cantava palavras de ordem e levou o boneco Pixuleco para a manifestação. Havia representantes de partidos de oposição, como o Solidariedade. Os manifestantes saudaram a Polícia Federal e o juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba. "Nós precisamos de povo, de todos que quiserem participar. Não é o momento de um movimento querer aparecer mais que os outros", disse a voz que puxou a execução do hino nacional. O grupo ficou reunido até as 19h40, com autorização da Polícia Militar.

Lava Jato investiga repasses a quatro filhos de Lula



Quatro filhos de Lula receberam repasses por meio do Instituto Lula e também da empresa de palestras do pai, a LILS. As transferências desses recursos também são alvo de investigação nesta 24ª fase da Operação Lava Jato, desencadeada na sexta-feira (4). Segundo o Ministério Público Federal, grandes empreiteiras investigadas na Lava Jato por desvio de recursos por meio de contratos com a Petrobras seriam as maiores doadoras do Instituto Lula e também as que mais efetuaram pagamentos para a LILS palestras, empresa cujo nome é formado com as iniciais do nome do ex-presidente. 


As investigações recaem sobre os filhos Fábio Luis, Sandro Luis, Luis Claudio e Marcos Claudio, segundo despacho do fim de fevereiro do juiz Sergio Moro, que conduz os processos da Lava Jato em Curitiba. Os maiores valores teriam sido repassados a Fábio Luis Lula da Silva, em um montante de R$ 1,349 milhões para a G4 Entretenimento e Tecnologia Digital Ltda., que pertence a Fábio, por serviços prestados ao Instituto Lula, entre 2012 e 2014, segundo os procuradores da força-tarefa da Lava Jato. Em sua decisão, Moro diz que a G4 "recebeu valores vultosos" do Instituto Lula, mesmo o magistrado chamando a atenção para o número reduzido de empregados da empresa. "A causa desses pagamentos deve ser esclarecida", afirmou o juiz, na sentença que autoriza os pedidos de mandado de busca e apreensão feitos pela Polícia Federal e Ministério Público Federal tanto na G4 como em outras empresas de Fábio das quais ele é sócio –BR4 Participações Ltda., Gamecorp S/A., LLF Participações Eireli - EPP e FFK Participações Ltda. Quanto a Sandro Luis, sócio da Flexbr Tecnologia Ltda., a busca e apreensão foi autorizada, diz Moro, "para melhor apurar as causas dos valores recebidos pela empresa do Instituto Lula". Segundo a denúncia, a Flexbr, que tem ainda como sócios o filho de Lula Marcos Claudio e a nora Marlene Araújo Lula da Silva, receberam R$ 114 mil do Instituto Lula. A LILS Palestras é investigada por efetuar o pagamento de R$ 72 mil à Flexbr, além de outros R$ 227 mil ao irmão Luis Claudio no período de 2011 a 2013. Mais cedo, o procurador Carlos Fernando Lima –um dos integrantes do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato– disse em Curitiba que a força-tarefa vai checar se as empresas G4 e Flexbr realmente prestaram serviços ao Instituto Lula. "Agora precisamos investigar se foram feitos [os serviços]", afirmou. 

Dilma defende Lula e ataca 'vingança' de Delcídio na TV



A presidente da República, Dilma Rousseff, fez um pronunciamento de 10 minutos na tarde de sexta-feira, transmitido por canais de televisão, para defender o ex-presidente Lula, seu antecessor e padrinho político, e rebater a delação premiada de seu ex-líder no Senado, Delcídio do Amaral. Ela afirmou que a condução de Lula à força na Operação Lava Jato era "desnecessária" e que as denúncias de Delcídio são "vingança" movida de maneira "imoral e mesquinha". Dilma foi alvo de panelaços durante a transmissão. "Quero manifestar o meu mais absoluto inconformismo com o fato de o ex-presidente Lula, que por várias vezes compareceu de forma voluntária para prestar esclarecimentos perante as autoridades competentes, seja agora submetido a uma desnecessária condução coercitiva para prestar outro depoimento", disse a presidente no Palácio do Planalto, em Brasília. "Num ambiente republicano e democrático, o protagonismo da Constituição sob orientação do Supremo Tribunal Federal constitui importante salvaguarda, segundo o entendimento de nossa Suprema Corte, o respeito aos direitos individuais passa, nas investigações, pela adoção de medidas proporcionais que jamais impliquem em providências mais fortes e gravosas do que as necessárias para o esclarecimento dos fatos". Em São Paulo, houve protestos em bairros nobres como Vila Leopoldina, Perdizes, Itaim Bibi e Higienópolis durante a fala de Dilma. No Rio, panelaços foram ouvidos em bairros de classe média como Barra da Tijuca e Copacabana. A presidente gastou a maior parte do tempo para rebater o acordo de colaboração premiada de Delcídio. Ela disse que está inconformada com o vazamento de trechos do que o senador se comprometeu a revelar ao Ministério Público Federal e indignada com as denúncias do petista. "É lamentável que ocorra o vazamento de uma hipotética delação premiada, que, se chegou a ser feita, teve como motivo único a tentativa de atingir a minha pessoa e o meu governo. Provavelmente, pelo imoral e mesquinho desejo de vingança e de retaliação de quem não defendeu quem não poderia ser defendido pelos atos que praticou", afirmou Dilma. Dilma disse que a Procuradoria-Geral da República arquivou a investigação sobre a responsabilidade de integrantes do Conselho de Administração da Petrobras, instância que presidiu, na compra desvantajosa da refinaria-sucata de Pasadena, nos Estados Unidos. Delcídio diz que ela sabia das irregularidades no negócio. "Observo que nas declarações atribuídas ao senador Delcídio nenhum elemento novo foi apresentado de forma a propiciar qualquer alteração dessa compreensão formada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base em atas do conselho", disse Dilma: "O senador Delcídio não integrava nem a diretoria executiva nem o Conselho de Administração à época". Dilma também negou que seu governo tenha feito gestões junto ao Poder Judiciário para mudar os rumos e interferir na Lava Jato, beneficiando empreiteiros presos. Disse que a reunião relatada pelo senador, entre ela e o presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, na cidade do Porto, em Portugal, serviu apenas para debater o reajuste de servidores da Justiça. A presidente rechaçou que tenha "negociado de forma imoral" a nomeação de ministros do Superior Tribunal de Justiça. "Jamais falei com o senador a esse respeito. Não teria nenhuma razão de pedir ao senador para conversar com um juiz. Não é um senador que participa da nomeação de ministros do STJ ou do Supremo. É subjetiva e insidiosa a fala do senador, se ela foi feita". Dilma afirmou ainda que "carece de qualquer credibilidade a afirmação de que o encerramento da CPI dos Bingos teria sido feito para beneficiar minha campanha presidencial", quatro anos antes da indicação dela para suceder a Lula como candidata nas eleições de 2010: "Não antecipei o fim dessa CPI dos Bingos. É um absurdo supor que eu, em 2006, sabia o que aconteceria em 2010".

A sexta-feira de Lula: de manhã na Polícia Federal, à noite no palanque


Mortadeleiros do Partido dos Trabalhadores realizam na sexta-feira uma manifestação na sede do Sindicato dos Bancários, no Centro de São Paulo, em defesa de Lula, alvo principal da 24ª fase da Operação Lava Jato. O ato de desagravo transformou-se em palanque para o petista. O discurso tem o tom da pregação para convertidos. Na primeira parte da fala, o ex-presidente fez referências a seu passado de pobreza, ao fato de ter sido um metalúrgico eleito presidente - elementos onipresentes em suas manifestações públicas -, mas, sobre o tema do dia, seu depoimento à Polícia Federal, nenhuma palavra. O próprio Lula admitiu a tergiversação: "Até agora, eu só divaguei". A plateia riu. Lula ainda atribuiu as graves acusações que pesam contra ele e sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff, ao preconceito. Contra ele, na versão de Lula, pesa o preconceito "das elites". Já contra a Dilma, o machismo. "Eu tenho orgulho, porque sou um metalúrgico, visto como machista a vida inteira, e tive a primazia, com a ajuda de vocês, de eleger pela primeira vez uma mulher presidente da República", afirmou. Estiveram presentes ao ato quadros petistas como o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o ministro Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência Social), Rui Falcão e o senador Humberto Costa, além do ex-ministro Orlando Silva (PCdoB). Os mortadeleiros se dirigiram à sede do sindicato pouco depois do término da coletiva de imprensa do ex-presidente, em que Lula fez duros ataques ao juiz federal Sergio Moro e conclamou a militância a sair às ruas. 

Lula ataca o juiz Sérgio Moro e convoca os petistas às ruas: "A jararaca está viva"



Poucas horas após prestar depoimento à Polícia Federal em São Paulo, Lula concedeu entrevista coletiva na sede do diretório nacional do PT na capital paulista para dizer-se "ultrajado", "ofendido" e "magoado" com a decisão da força-tarefa da Operação Lava Jato de conduzi-lo coercitivamente para depor. Sem responder a perguntas dos jornalistas, Lula fez um discurso em que abusou do papel de vítima e proferiu duros ataques contra o juiz federal Sergio Moro, responsável por conduzir os processos da Lava Jato em Curitiba. O petista sugeriu que Sérgio Moro é arrogante e serve ao inimigo de sempre do PT: a imprensa livre: "O juiz poderia ter me convidado a prestar depoimento e eu iria, como já fui outras três vezes". Depois de proferir uma série de ataques a Moro e ao Ministério Público, chegando a dizer que o salário dos membros do Judiciário é custeado com o imposto pago pelas empresas investigadas no petrolão, como se isso obrigasse os membros da Justiça a serem gratos às empresas responsáveis por desvios bilionários de verba dos cofres da Petrobras, Lula afirmou que sexta-feira representará um marco para a história do PT. E que sairá em caravana pelo País a partir da semana que vem para "defender o partido": "Se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça. Bateram no rabo, e a jararaca está viva como sempre esteve". Em um discurso para convertidos, Lula não usou sequer um segundo para dar explicações ao País sobre as graves acusações que pesam contra ele, como a de que enriqueceu à custa do Petrolão do PT. Aproveitou o tempo para chorar, pedir desculpas aos 'companheiros' do Instituto Lula, como Paulo Oakamatto, e à mulher, Marisa Letícia, pelos transtornos provocados pela operação de sexta-feira. Lula afirmou que, ao contrário dos agentes que foram à sua casa em São Bernardo, Marisa trabalha desde os 11 anos e não merecia passar por tamanho constrangimento. Em um recado direto a Moro e aos demais integrantes da força-tarefa da Lava Jato, afirmou que "antes deles, nós já éramos democráticos". Depois de discursar sobre a própria importância para a liberdade de expressão, Lula aproveitou para atacar os meios de comunicação - cujo controle é um sonho histórico do PT. Lamentou a "arrogância e prepotência" de Moro, um juiz que, segundo ele, está trabalhando em associação com a imprensa. "Hoje a primeira coisa que você faz é determinar quem é o criminoso. Depois que você coloca a cara dele na imprensa você cria os crimes que ele cometeu", afirmou. Reforçando o discurso petista de que o partido por trás do maior escândalo de corrupção já descoberto no país é, na verdade, vítima de uma conspiração da elite em resposta aos avanços sociais promovidos pela legenda, Lula afirmou: "É preciso criminalizar o PT". E continuou: "Ser amigo do Lula hoje é uma coisa perigosa". "A gente trabalhou durante todos esses anos para fazer com que as pessoas do andar de baixo subissem um degrau. E já haviam me avisado: 'Lula, você precisa parar de querer subir os do degrau de baixo, os do andar de cima não vão deixar você chegar lá'", afirmou. Lula ainda sugeriu que é um dos responsáveis pela autonomia que detêm hoje a Polícia Federal e o Ministério Público. Afirmou que "não se arrepende" disso, mas que ao Ministério Público cabe um alerta: autonomia requer responsabilidade. Ele disse também que, atualmente, quem mais precisa de autonomia é a presidente Dilma Rousseff: "Porque desde outubro de 2014 não querem deixar que ela governe o País". O ex-presidente afirmou reiteradas vezes que se sentiu um "prisioneiro" e que está magoado e indignado com o tratamento que recebeu na sexta-feira. "Nada justifica irem atrás dos meus filhos", disse. "Eu mereço um pouco mais de respeito deste País", prosseguiu. Para encerrar, Lula conclamou os petistas a erguerem a cabeça e saírem às ruas. "O que eles fizeram hoje foi fazer com que, a partir da semana que vem, eu saia por esse País em passeatas. Podem me convidar, quem quiser discurso de Lula, é só comprar passagem", disse. "Há muito tempo o PT estava de cabeça baixa. Há muito tempo todo dia alguém faz o PT sangrar. É preciso recomeçar. Vamos recomeçar".

STF nega pedido para parar investigações contra Lula



A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, negou na noite de sexta-feira pedido da defesa do ex-presidente Lula para interromper as investigações contra ele e definir qual braço do Ministério Público estaria apto a apurar irregularidades atribuídas ao petista. Nos últimos dias, a defesa do ex-presidente havia recorrido ao Judiciário, com pedido de liminar, alegando ser alvo de duas apurações simultâneas, do Ministério Público de São Paulo e do Ministério Público Federal. Ele alegava que não deveria ser investigado na Lava Jato e pediu ao STF que decidisse onde o processo deve tramitar. Em seu despacho, a ministra disse que o Supremo é, sim, o foro competente para dirimir conflitos de competência dessa natureza, mas afirmou que, no momento, não é possível afirmar que haja duplicidade nas investigações. "Afastadas eventuais situações teratológicas, em princípio ao encerramento das investigações, quando bem delineados e esclarecidos os fatos, é que é possível identificar a existência de conteúdos conflitantes", disse. A magistrada destacou que o Ministério Público de São Paulo e o Ministério Público Federal, em Curitiba, não reconhecem haver conflito nas apurações envolvendo o ex-presidente Lula e afirmou que, "sob o ângulo objetivo, carece de plausibilidade a própria tese de que efetivamente foi configurado o conflito positivo de atribuições entre os Ministérios Públicos apontados na exordial". "Reputo que os crimes em apuração no procedimento instaurado pelo Ministério Público Federal, aparentemente, não se confundem com o objeto da investigação do Ministério Público do Estado de São Paulo. Ainda que de qualquer modo interseccionados e que, no curso ambas as investigações, tenham sido suscitadas questões pertinentes aos mesmos imóveis, vislumbro contemplarem objetivos distintos", completou ela.

Unafisco vê motivo para suspender a isenção tributária do Instituto Lula



A confusão operacional e patrimonial entre o Instituto Lula e a empresa de palestras LILS, somada a pagamentos a empresas relacionadas com familiares do ex-presidente, como a empresa G4, pode gerar a suspensão da isenção tributária do instituto, de acordo com o presidente da Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita), Kleber Cabral. A suspensão da isenção tributária, segundo ele, pode levar à cobrança dos tributos devidos. "Seria motivo para suspender a isenção do Instituto Lula, já que a empresa de palestras aufere lucros. Isso leva à suspeita de que o instituto funcione como uma ponte para o recebimento de vantagens indevidas", afirmou Cabral. No despacho que deu aval à ação de sexta-feira, o juiz Sérgio Moro informa que o Instituto Lula repassou dinheiro, entre 2012 a 2014, à empresa G4 Entretenimento e Tecnologia Digital Ltda, que tem como sócio-administrador Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente, além de Fernando Bittar e Kalil Bittar. O juiz cita ainda a empresa de palestras do ex-presidente LILS. De acordo com o documento, a LILS efetuou pagamento à Flexbr Tecnologia Ltda., que tem o mesmo endereço da G4 e cujos sócios são outros filhos do ex-presidente, como Marcos Claudio Lula da Silva, Sandro Luis Lula da Silva e a nora Marlene Araújo Lula da Silva.

Supremo deve publicar acórdão sobre rito do impeachment nos próximos dias


O ministro Luís Roberto Barroso, relator no Supremo Tribunal Federal da ação que definiu o rito do impeachment no Congresso, prevê para a semana que vem a publicação do acórdão do plenário sobre o caso. A exposição da ementa abre caminho para os ministros incluírem na pauta a análise dos recursos do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre o caso. A publicação do acórdão abre também o prazo para a interposição de novos recursos. Em uma ação em várias frentes na investida contra a presidente Dilma Rousseff, a oposição já estuda apresentar novos embargos que endossem os já interpostos pelo peemedebista. São três pontos principais de questionamento: os vetos à chapa alternativa e ao voto secreto para eleição da comissão especial que deverá analisar o pedido na Casa e a decisão de dar ao Senado poder para rejeitar o processo de impeachment mesmo após aprovação na Câmara. O presidente da Câmara já deixou claro que não irá dar andamento ao pedido de impeachment contra Dilma enquanto os embargos não forem julgados. Cunha também afirmou que a Casa ficará "paralisada" até que o STF esclareça os pontos questionados por ele e dê a última palavra sobre o caso. Por terem sido apresentados antes da publicação do acórdão, os embargos de Eduardo Cunha correm o risco de não serem analisados pelo Supremo. A Procuradoria-Geral da União, a Presidência e a Advocacia-Geral da União já se manifestaram nesse sentido, por considerarem os recursos de Cunha "intempestivos". O presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, chegou a afirmar que todas as dúvidas seriam dirimidas com a divulgação da decisão.

Pesquisa revela que 68,8% não votariam em Lula

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, um dos mais acreditados do País, indica que 68,8% dos eleitores não votariam “de jeito nenhum” em Lula para presidente, nas eleições de 2018, contra 16,2% que “sim, com certeza” o escolheriam novamente. A pesquisa, fechada na quarta-feira (2 de março), é anterior à condução coercitiva de Lula e à revelação da devastadora delação premiada de Delcídio do Amaral. A pesquisa apurou que 66,3% consideram as investigações da Lava Jato positivas, contra 24,8%. São indiferentes para 7,3% do total. A maioria aprova a Lava Jato, mas para 53,6% a corrupção no Brasil continuará como está. Já 36,8% têm esperanças na sua diminuição. O Paraná Pesquisas também verificou que apenas 50,2% sabem das manifestações do dia 13, pelo impeachment de Dilma. Foram entrevistados 2.022 eleitores em 160 municípios de 24 estados, entre 28 de fevereiro e 2 de março. A margem de erro é de 2%. 

Dinheiro sujo para Instituto Lula chegou a filhos de Lula

Quatro filhos de Lula receberam dinheiro por meio do Instituto Lula e da empresa de palestras do pai, a LILS. A força-tarefa da Lava Jato suspeita que o dinheiro é o mesmo transferido ao Instituto Lula por empreiteiras que roubaram a Petrobras, “triangulação” frequente em crimes financeiros. No total, as cinco empreiteiras “doaram” R$ 20 milhões ao Instituto Lula e R$ 10 milhões a LILS, do ex-presidente. Fábio Luis, Sandro Luis, Luis Claudio e Marcos Claudio são os filhos de Lula investigados pela Operação Aletheia, a 24ª fase da Lava Jato. Fabio Luis levou R$ 1,349 milhões para a G4 Entretenimento, que lhe pertence, por serviços prestados ao Instituto Lula entre 2012 e 2014. Sandro Luis, sócio da Flexbr Tecnologia, com o irmão Marcos Claudio e a nora de Lula, Marlene, receberam R$ 114 mil do Instituto Lula. A 24ª fase da Lava Jato ao menos sepulta as surradas referências a Lula como “apenas informante” ou “testemunha”. Agora ele é oficialmente investigado por corrupção e lavagem de dinheiro. O ex-presidente Lula deveria ter aproveitado seu pronunciamento desta sexta-feira, após deixar a polícia, para responder às graves acusações que pesam contra ele, em vez de contar lorotas e fazer bravatas. (Claudio Humberto)

Ministério Público Federal suspeita que palestras ao custo de U$ 200 mil encobriram propina a Lula



O Ministério Público Federal suspeita que as palestras do ex-presidente Lula no Exterior, pelas quais costumava receber cerca de 200.000 dólares de empreiteiras do Petrolão do PT, tenham sido uma maneira de "dissimular o recebimento de vantagens indevidas" no esquema de corrupção da Petrobras e compra de apoio político ao governo dele. A força-tarefa da Operação Lava Jato também lançou suspeita sobre doações feitas pelas mesmas construtoras ao Instituto Lula. "Considerando os dados colhidos no âmbito da Operação Lava Jato, há elementos de prova de que Lula tinha ciência do esquema criminoso engendrado em desfavor da Petrobras e também de que recebeu, direta e indiretamente, vantagens indevidas decorrentes dessa estrutura delituosa", afirmou o Ministério Público ao pedir a condução coercitiva do ex-presidente petista, realizada na sexta-feira. "Existem indícios consistentes de que o ex-presidente Lula, por meio de pessoas de seu círculo mais íntimo, o familiar, pode ter recebido vantagens indevidas de construtoras envolvidas nos ilícitos perpetrados em desfavor da Petrobras". O embasamento da 24ª fase da Operação Lava Jato partiu da movimentação financeira do Instituto Lula - entidade sem fins lucrativos - e da empresa dele, a LILS Palestras, Eventos e Publicações, da qual é sócio o presidente do Instituto, Paulo Okamotto. A Receita Federal e o Ministério Público afirmam que a entidade e a empresa de Lula se misturaram, e que funcionários registrados do Instituto trabalhavam para a empresa. "Há, portanto, evidente desvio de finalidade do Instituto Lula, entidade sem fins lucrativos, cuja estrutura muitas vezes confunde-se com a da LILS Palestras, entidade com fins lucrativos. Pode-se concluir que o instituto era utilizado não apenas como meio para o recebimento de recursos, ao que tudo indica, dissimulados de doações, como também emprestava sua estrutura, em completo desacordo com a finalidade jurídica por si sustentada, para possibilitar o funcionamento da LILIS Palestras", sustentaram os investigadores. O procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima disse que a força-tarefa está "verificando" se houve algum ato de governo vinculado a essas palestras, na Petrobras ou outros órgãos públicos, para favorecer as empreiteiras. Ele afirmou que o valor pago à LILS Palestras não é simples de precificar porque "palestra é um bem imaterial". Tanto o Instituto Lula quanto a empresa LILS receberam recursos milionários das maiores empreiteiras envolvidas no cartel que fraudou licitações na Petrobras: respectivamente, 20,7 milhões de reais e 10 milhões de reais. Os principais repasses de dinheiro partiram de Andrade Gutierrez, Odebrecht, Camargo Correa, OAS, Queiroz Galvão e UTC.

Para o Ministério Público Federal, os recursos são vantagens indevidas que podem ter sido transferidas a Lula - e depois repassadas pela LILS a empresas dos filhos dele e de assessores e colaboradores políticos de longa data. Conforme relatório de investigação, a empresa G4 Entretenimento e Tecnologia, de Fábio Luís, o Lulinha, Kalil Bittar e Fernando Bittar (laranja do ex-presidente no sítio de Atibaia), foi "de longe, dentre os destinatários dos recursos da entidade, a empresa que mais recebeu recursos" - 1,3 milhão de reais, entre 2011 e 2014. Outro filho de Lula, Luís Claudio Lula da Silva, recebeu da empresa de palestras do pai outros 227.138,85 reais, entre 2011 e 2013. A FlexBr Tecnologia, empresa de Marcos Claudio Lula da Silva, Sandro Luis Lula da Silva (ambos herdeiros de Lula) e Marlene Araújo Lula da Silva (nora do ex-presidente) levou mais 186.621,20 reais. "Algumas dessas empresas para as quais os valores foram repassados não possuíam empregados ou possuíam um quadro de empregados restrito, denotando a pessoalidade do destino do dinheiro", observou a força-tarefa. O Ministério Público Federal obteve cópias de notas fiscais, de e-mails trocados entre funcionários de Lula registrados pelo Instituto (mas que agiam em nome da empresa LILS Palestras) e das construtoras, além de minutas de contratos de uma série de palestras encomendadas. Agora, os investigadores querem apurar se elas de fato ocorreram - ou se os repasses de dinheiro constituem pagamento sem causa. A Lava Jato ouviu três executivos da OAS: o diretor financeiro Ricardo Marques Imbassahy, o diretor superintendente Carmine De Siervi Neto, e o presidente Fabio Hori Yonamime. Eles afirmaram que "não se recordam de ter sido noticiada palestra do ex-presidente Lula dentro da OAS ou custeada pela mesma no período em que estiveram no Grupo OAS". "A partir de tais depoimentos, reforça-se a hipótese de que a LILS Palestras, Eventos e Publicações Ltda possa ter sido usada para dissimular o recebimento de vantagens indevidas, utilizando-se de tais documentos tão somente para justificar os recebimentos de valores a partir do Grupo OAS", anotaram os procuradores da República. Os investigadores encontraram minutas de contrato da LILS Palestras em língua estrangeira e até sem especificação do serviço a ser prestado, como o tema da palestra. Por uma palestra realizada em 2011 no Hotel Hyatt Regency Trinidad, em Trinidad e Tobago, Lula receberia 200.000 dólares livre de impostos. O valor é o mesmo cobrado da OAS por outra exposição de Lula, na sequência, que seria realizada na Costa Rica. No Chile, em 2013, outra minuta de contrato também indica como custo bancado pela OAS o valor de 200.000 dólares. No mesmo ano, Lula teria ido a Quito, capital do Equador, por 400.000 reais - mais uma vez a pedido da OAS. Também há uma troca de mensagens referente a um evento ao qual Lula atenderia em Montevidéu, capital do Uruguai, mas a polícia não encontrou mais documentos sobre a viagem. "A falta de profissionalização dos serviços supostamente prestados pela LILS Palestras resta consubstanciada pelo fato de que funcionários do Instituto Lula apresentam-se como responsáveis pelo contato com a empresa contratante, cuidando de detalhes acerca da contratação e dos recebimentos de valores", observam os procuradores. O Ministério Público Federal também observa que o Instituto Lula pedia "aprovação da Odebrecht para emitir notas fiscais por serviços supostamente prestados, o que denota seu provável caráter de subterfúgio para o repasse de valores indevidos". Foram obtidas notas fiscais emitidas em 2014 no valor bruto de 479.041,92 reais referentes a serviços de palestra para a Odebrecht em Havana, capital de Cuba. A maior empreiteira do país também teria encomendado, no ano anterior, uma palestra de Lula em Santo Domingo, capital da vizinha República Dominicana, por 372.935,54 reais. As tratativas eram geralmente conduzidas por Alexandrino Alencar, executivo da Odebrecht que foi preso na Lava Jato, e Paulo Okamotto. Eles também combinaram uma palestra em Lisboa, Portugal, por 487.250,87 reais. A Odebrecht também teria custeado uma palestra na Venezuela, em 2011, por 359.281,44 reais. A Lava Jato observou que a empresa de Lula recebeu 402.993,67 reais da empresa QUIP S.A, "envolvida no repasse de vantagens indevidas ao ex-presidente entre abril de 2010 e maio de 2014". A sociedade de Lula com Okamotto manteve relacionamentos financeiros com a Telos Empreendimentos Culturais, empresa que recebeu 1,19 milhão de reais em patrocínio da Petrobras. O Instituto Lula teve a Telos como fornecedor em 2011 e pagou à empresa 42.776,13 reais. No mesmo ano, a Telos contratou a LILS Palestras e fez dois repasses de 691.720, 42 reais ao todo.

Lula tentou reagir à Polícia Federal e à ordem judicial, dizendo que só sairia de casa algemado para ir depor



Em relatório assinado neste domingo (6), o delegado Luciano Flores de Lima, da Polícia Federal, afirmou que o ex-presidente Lula se negou, num primeiro momento, a sair de casa para prestar depoimento em uma sala do aeroporto de Congonhas, durante a 24ª fase da Lava Jato. O delegado Luciano Flores de Lima é originário de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, mas estava atuando em Cachoeira do Sul, antes de ser integrado à Operação Lava Jato. Ele é irmão do juiz federal Loraci Flores de Lima, que entrou como substituto no processo da Operação Rodin e assinou as sentenças. Esta foi uma operação político-policial realizada pela polícia política do PT, a Polícia Federal, sob comando do então ministro da Justiça, o peremptório petista "grilo falante" e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro. O objetivo dele era amedrontar e encurralar todo o meio político gaúcho, e com isso ganhar o governo do Estado do Rio Grande do Sul. Ganhou, mas fez o pior governo da história do Estado, levado o Rio Grande do Sul à completa falência econômico-financeira. Lula disse para o delegado Luciano Flores de Lima que só deixaria seu apartamento "algemado". Luciano Flores de Lima foi o chefe da equipe policial que esteve no apartamento de Lula na manhã de sexta-feira (4) durante a Operação Alethéia, que investiga a relação do ex-presidente com empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras. A Polícia Federal chegou na casa de Lula às 6 horas de sexta-feira. A porta foi aberta pelo próprio, que então, na versão policial, foi informado da busca e apreensão no local e de que deveria acompanhar a polícia até Congonhas. "A fim de que sua saída do prédio fosse feita antes da chega de eventuais repórteres e/ou pessoas que pudessem fotografar ou filmar tal deslocamento", disse o delegado. Foi quando Lula, segundo ele, recusou-se a acompanhá-lo: "Foi dito por ele que não sairia daquele local, a menos que fosse algemado. Disse ainda que se eu quisesse colher as declarações dele, teria de ser ali", contou Flores de Lima. "Respondi então que não seria possível fazer sua audiência naquele local por questões de segurança, pois tão logo alguém tomasse conhecimento disso, a notícia seria divulgada e poderia ocorrer manifestações e atos de violência nos arredores daquele local, o que prejudicaria a realização do ato", informou o delegado, em documento tornado público pela Justiça Federal do Paraná. Pelo relato do delegado da Polícia Federal, Lula foi informado que, caso se recusasse a acompanhar a autoridade policial, seria então aplicada a condução coercitiva, ou seja, ele seria levado à força para depor. "Momento em que lhe dei ciência de tal mandado", diz Flores de Lima. Após conversar com seu advogado, Roberto Teixeira, por telefone, Lula concordou em seguir para o aeroporto. "Logo depois de ouvir as orientações do referido advogado, o ex-presidente disse que iria trocar de roupa e que nos acompanharia", afirma o relatório. A Polícia Federal diz que Lula entrou numa viatura "discreta", tendo sido orientado a ficar em posição atrás do motorista, "sem aparecer entre os bancos, pois assim impediria que qualquer pessoa que estivesse na rua conseguisse captar sua imagem". De acordo com o delegado, as perguntas e respostas do depoimento foram gravadas em áudio e vídeo para posterior transcrição. "Após a assinatura do termo (do depoimento), foi permitida a entrada no local de diversos parlamentares federais que batiam na porta e chegaram a forçar para entrar naquele recinto, durante a audiência", destacou Luciano Flores de Lima, o irmão do juiz federal Loraci Flores de Lima, de Santa Maria, que assinou as sentenças da Operação Rodin.

Marina Silva ressurge, oportunisticamente, dizendo defender investigação de Lula na Lava Jato e cassação de Dilma



A ex-senadora e presidente do partido Rede, Marina Silva, ressurgiu oportunisticamente neste domingo para manifestar apoio às investigações da Operação Lava Jato e afirmar não ter visto irregularidades na condução coercitiva do ex-presidente Lula, levado por policiais federais para prestar depoimento na última sexta-feira (4). "Não podemos condenar o ex-presidente, mas não podemos desqualificar os indícios de corrupção", afirmou durante congresso da Rede em Brasília neste domingo (6). Marina Silva, a "Santinha da Floresta", defendeu que a Polícia Federal deve apurar informações sobre supostas condutas ilícitas do ex-presidente, de quem já foi ministra do Meio Ambiente, desde que seu direito de defesa seja assegurado. Que grande novidade.... "Ninguém está acima da lei. Temos que aguardar o andamento das investigações", disse ela. Que revelação!!! Candidata ao Palácio do Planalto derrotada em 2014, ela também disse esperar que o Tribunal Superior Eleitoral casse a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer – obrigando, assim, a convocação de novas eleições. Claro, esse sempre foi o objetivo dela. Marina Silva também disse preferir que a presidente deixe o cargo pela via da cassação do mandato, e não por um eventual impeachment. "O impeachment cumpre a formalidade legal, mas não a finalidade que queremos. O melhor caminho é o processo no TSE, porque julga a chapa Dilma-Temer, devolvendo ao povo a possibilidade de corrigir um erro involuntário, pois foi induzido a ele", declarou. Para a ex-senadora, mesmo que o processo no TSE seja mais demorado que o da Câmara, é preferível esperar.

Movimentos pró-Lula estudam chamar manifestação provocativa para o dia 13 na Paulista


Movimentos sociais, na verdade milícias petistas, pagas com dinheiro público que irriga o onguismo, estudam convocar para o dia 13 de março uma manifestação pró-Lula na avenida Paulista. O evento seria no mesmo dia e hora em que movimentos contra o governo, como o Vem Pra Rua, marcaram protestos contra o ex-presidente e a favor do impeachment de Dilma Rousseff, o que é uma nítida provocação e busca de confronto. Essas milícias do PT estão agindo ostensivamente como as SA de Hitler na Alemanha nazista. Nas conversas em redes sociais, discute-se a conveniência até de se usar roupa vermelha no dia, e também de desvincular a iniciativa do PT. O partido vê risco e já decidiu não se envolver na organização nem na divulgação dela, mas parte dele, é claro, a idéia de jerico. "Essa idéia está muito forte", diz João Paulo, dirigente da organização clandestina terrorista revolucionária MST. "Em alguns Estados já está praticamente decidido, como Brasília e Rio Grande do Sul", afirma: "Mas, se houver orientação nacional, todos os outros lugares mudam de data também". Segundo ele, já foi marcada reunião para o dia 9. Nela, os movimentos sociais vão decidir se antecipam as manifestações pró-Lula ou se elas ficam mantidas para o dia 18.