sábado, 13 de fevereiro de 2016

Encontrada em Praga obra musical escrita por Mozart e Salieri


Uma composição musical conjunta do austríaco Wolfgang Amadeus Mozart e do italiano Antonio Salieri, que se achava estar perdida, foi encontrada em Praga - informou uma fonte local nesta sexta-feira. "É uma composição conjunta de Mozart e Salieri, a partir de um livreto de Lorenzo Da Ponte", disse a porta-voz do Museu Nacional da Música, Sarka Dockalova. "Foi descoberta nos arquivos do Museu da Música. É um documento verdadeiramente valioso", declarou. "Acreditava-se que o fragmento musical estava perdido", afirmou Dockalova, anunciando que seria "apresentado oficialmente" durante uma entrevista coletiva. Considerado um dos maiores gênios musicais de todos os tempos, Mozart (1756-1791) viveu várias vezes em Praga, que era, na época, parte do Império austríaco. Neste ano, celebra-se o 260º aniversário do nascimento de Mozart, e o 225º, de sua morte. 

Dilma, ministra, foi advertida sobre tramitação imprópria de MPs suspeitas de serem “compradas”


O servidor Luiz Alberto dos Santos conhece como poucos os meandros da burocracia dos governos do PT. Concursado do Senado e professor da Escola de Administração Pública da Fundação Getulio Vargas, ele atuou por mais de onze anos, entre janeiro de 2003 e julho de 2014, como subchefe da Casa Civil, o ministério mais importante da República. Nesse período, assessorou José Dirceu, Dilma Rousseff, Erenice Guerra, Antonio Palocci, Gleisi Hoffmann e Aloizio Mercadante - todos ministros da Casa Civil. Sua tarefa era eminentemente técnica. Em novembro de 2009, logo depois de o ex-presidente Lula assinar a medida provisória que concedia incentivos fiscais às montadoras, agora investigada pela Polícia Federal, Santos alertou Dilma sobre a forma afoita com que o assunto estava sendo tratado. Foi ignorado.
Qual foi a razão do alerta?
No governo do presidente Lula, e depois também no da presidente Dilma, tornou-se muito comum o ministro levar a medida provisória e despachar diretamente com o presidente. Saía do gabinete já com o sinal verde. No mesmo dia, à noite, chegava a proposta de MP, às vezes pelo e-mail, com a seguinte orientação: "Olha, tem que sair amanhã". Isso é absolutamente equivocado. Enfraquece a própria lógica da análise de mérito da matéria, uma das atribuições da Casa Civil.
O senhor está dizendo que medidas provisórias eram aprovadas sem a devida análise técnica? O papel de coordenação governamental da Casa Civil é exatamente o de dizer se uma matéria pode ou não ser submetida à decisão presidencial. Isso não estava acontecendo. Por isso, a nossa preocupação. Ao não se seguir o rito técnico de análise da matéria, o risco de ocorrer uma decisão manipulada e vinculada a interesses é muito maior. O presidente tem legitimidade para tomar a decisão diretamente, sem seguir os ritos, mas ele é responsável por isso.
As medidas provisórias e os decretos que estão sob investigação do Ministério Público tramitaram dessa maneira?
Sim. O Ministério da Fazenda levava direto para o presidente as suas propostas de MP, e a orientação era "para sair amanhã". Chegava a ser constrangedor. O sistema existe para prevenir problemas. A instância final de análise técnica e jurídica é a Casa Civil.
O Ministério Público suspeita que essas medidas que beneficiaram o setor automobilístico foram compradas.
Tenho visto tudo isso com preocupação. É óbvio que ninguém assinou um contrato firmando o compromisso de entregar uma MP a A, B ou C, mas não é totalmente absurdo que isso possa ter acontecido. Nesse caso específico, do setor automotivo, se alguém pagou, foi enganado, comprou um terreno na Lua. Era quase impossível que aquele benefício não fosse prorrogado.
Essa MP sob suspeição foi "analisada" e aprovada pela Casa Civil em menos de 24 horas?Exatamente. Isso aconteceu em muitos casos.

​O senhor informou a então ministra Dilma Rousseff?
A Casa Civil passou por um processo de enfraquecimento muito forte em relação à área econômica. Na nossa área, nós sempre questionávamos isso. Decisões tomadas, anunciadas, questionávamos internamente. O papel do burocrata é trabalhar para dentro do governo. Nesses casos se fazia um alerta: "Olha, essa medida provisória não deu para analisar, estamos preocupados".
E qual foi o resultado?
Não adiantava reclamar porque os ministros da Casa Civil não tinham força nem queriam comprar esse tipo de briga. Quando alertei, disseram apenas que o assunto já estava resolvido, que já havia sido discutido com o presidente e que a decisão já estava tomada. Isso dificulta o trabalho das áreas técnicas. Se a decisão já estava tomada pelo presidente, não havia o que fazer.
Quando o senhor alertava a então ministra Dilma, havia algum tipo de explicação? Normalmente tínhamos reuniões nas quais esses assuntos podiam ser falados: "Olha, tal situação está acontecendo". Sempre se dizia que "é matéria que já foi decidida, já foi levada ao presidente pelo próprio ministro". O nosso pessoal na área técnica cansou de alertar, mas sempre ouvia: "Isso está resolvido, vai ter de sair no Diário Oficial".
A medida provisória dos carros, que não passou pelo crivo técnico da Casa Civil, envolvia uma renúncia fiscal de mais de 1 bilhão de reais.
Todas essas matérias envolviam renúncias tributárias enormes, muitas vezes mal estimadas. Nós cansamos de alertar: "Olha, isso aí não está de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal".
Alertavam o pessoal do Ministério da Fazenda?
Sim, mas eles sempre diziam que aquilo já estava decidido. Davam uma envernizada na exposição de motivos para tentar justificar, faziam umas contas lá que ninguém sabia se estavam certas e levavam direto ao presidente. Às vezes, a gente ficava sabendo dos detalhes pela imprensa.
Dilma não se insurgia contra essa situação?
Ela era a ministra da Casa Civil que colocou como prioridade zero o PAC, o Minha Casa Minha Vida, o marco regulatório do pré-sal e algumas outras coisas. Mas no varejão, e particularmente nessas matérias econômicas e tributárias, ela não se envolvia muito.

A portas fechadas, Dilma se reúne com Lula em hotel de São Paulo


A presidente Dilma Rousseff se encontrou com o ex-presidente Lula nesta sexta-feira, em São Paulo. A reunião, que não estava prevista na agenda presidencial, aconteceu a portas fechadas no Hotel Renaissance, na região da Avenida Paulista, centro de São Paulo. Dilma desembarcou no aeroporto de Congonhas por volta das 17 horas, ficou com Lula até às 20h30, e voltou ainda nesta sexta-feira a Brasília. Barrados por seguranças, os jornalistas foram impedidos até de permanecer no saguão do hotel. Esta é a primeira vez que os petistas se encontraram desde que as operações Lava Jato e Zelotes colocaram na mira das investigações imóveis frequentados por Lula, como o tríplex, em Guarujá (SP), e o sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), além da tramitação de medidas provisórias que beneficiaram montadoras. O ex-presidente participou mais cedo de uma reunião do Conselho do Instituto Lula no Hotel Grand Mercure, na Zona Sul de São Paulo. O encontro estava agendado desde o ano passado. A expectativa era que Lula falasse sobre as suspeitas que o rondam em relação ao sítio de Atibaia, que foi reformado por empreiteiras investigadas na Lava Jato. De acordo com os conselheiros ouvidos pela imprensa, porém, o encontro não tratou sobre as investigações em curso. "O presidente, inclusive, disse que as questões relativas a ele, ele mesmo enfrenta", disse o ministro da Cultura, Juca Ferreira. É impressionante o costume do PT e dos petistas de gastarem dinheiro com aluguéis de hotéis para seus encontros. 

TRF determina que Moro avalie tese da defesa de Odebrecht


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) acatou parcialmente nesta sexta-feira um recurso dos advogados do empreiteiro Marcelo Odebrecht, determinando que o juiz federal Sergio Moro, que conduz a Operação Lava Jato em primeira instância, em Curitiba, analise as teses e requerimentos apresentados pela defesa em 21 de janeiro. O magistrado havia indeferido a apresentação dos documentos por atraso no prazo. Segundo os advogados de Odebrecht, Moro teria concedido prazo de cinco dias para que as partes se manifestassem sobre documentos juntados, "bem como para requerer o que entendessem de direito", o que levou a defesa a apresentar teses e manifestações relativas a diversos pontos do processo. No entanto, ao apresentarem a documentação, tiveram a análise negada por Moro sob argumento de que a instrução ordinária e a complementar estavam encerradas e que as questões colocadas pelos procuradores se referiam a etapas anteriores do processo e não aos documentos recentes. Os defensores ajuizaram recurso no TRF4, pedindo a suspensão do processo, que se encontra em fase de alegações finais, por "inversão tumultuária". Segundo o juiz federal Nivaldo Brunoni, responsável por julgar os recursos da Lava Jato durante as férias do desembargador federal João Pedro Gebran Neto, existindo dúvida razoável, "melhor é a interpretação favorável ao réu, a fim de evitar a ocorrência de cerceamento de defesa". "Penso que o juízo corrigido deve aceitar a petição formulada dentro do prazo concedido, e analisar as teses trazidas naquele arrazoado", decidiu Brunoni. Apesar disso, a suspensão do processo foi negada pelo magistrado do TRF4. "Não verifico a necessidade de suspensão dos prazos da ação penal para que tal providência seja tomada, uma vez que somente haverá repercussão na marcha processual se acatada alguma tese que demande dilação probatória ou que atinja outras partes envolvidas", escreveu.

Conselheiros de Lula querem Dilma em tarefa suicida: defendendo o companheiro

Por Reinaldo Azevedo - É, pois é… Escrevi nesta sexta-feira na Folha que o PT busca arrastar Dilma para a defesa de Lula. Setores do partido acham que há gente do Palácio empenhada na operação “Pega Lula, salva Dilma”. Ou por outra: também no entorno da presidente há quem tenha percebido que, para ela, é melhor que ele vá para a forca. Alguns desconfiaram da análise. Não é opinião. É informação. Nesta sexta-feira, Lula e membros do Instituto que leva seu nome se reuniram, em tese, para decidir o planejamento de 2016. Formado por 36 conselheiros — entre eles Fernando Haddad, Alexandre Padilha, Luiz Marinho e o advogado Roberto Teixeira —, o colegiado pressionou Lula a cobrar que Dilma e o governo o defendam publicamente. Entenderam? Os conselheiros de Lula querem que a presidente se lance de peito aberto na operação suicida. Acham que Dilma tem de seguir o exemplo dos ditos movimentos sociais, que sairão às ruas nas próximas semanas em favor do chefão. Na direção da legenda, a avaliação é que “proteger Lula é proteger o PT”. Não consegui saber se Haddad também endossa essa avaliação. Ele vai disputar a reeleição em outubro. Eu adoraria vê-lo a defender o Babalorixá de Banânia. Ah, sim: havia a expectativa de que, ao término do encontro, Lula finalmente falasse sobre o tal sítio. Mas quê… Não se ouviu palavra. Afinal de contas, falar o quê? Se ele o tivesse feito, já teria aparecido a Marisa de marreta na mão para desmoralizar a versão.

Oposição venezuelana acelerará proposta de saída de Maduro

A oposição venezuelana acelerará a definição de uma via legal para encurtar o mandato do presidente Nicolás Maduro, apesar de reconhecer o risco de sua iniciativa ser bloqueada pela justiça deste país mergulhado em uma crise institucional. "Nos próximos dias vamos apresentar uma proposta concreta de saída desta desgraça nacional que é o governo", declarou o líder parlamentar Henry Ramos Allup depois que o Supremo Tribunal da Justiça da Venezuela - acusado pela oposição de estar a serviço do chavismo - aprovou um decreto de emergência econômica do presidente socialista, apesar de ter sido rejeitado pelo Parlamento. A oposição prometeu apresentar em um prazo de seis meses a partir de 5 de janeiro quando assumiu o controle do Legislativo, uma "via constitucional" para encurtar o mandato de Maduro, eleito para o período de 2013-2019. Para tanto, a coalizão de oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD) avalia a possibilidade de uma emenda constitucional ou um referendo revocatório, mas deverá buscar os mecanismos legais para evitar o bloqueio pelo STJ. Ramos Allup disse estar certo de que a qualquer proposta do Congresso, o TSJ "vai dizer que é inconstitucional", mas destacou que o mesmo não poderá "sustentar" um "governo agonizante". "Eles acreditam que estão ganhando o jogo, mas se enganam", desafiou. "Temos que tomar decisões, este governo não quer mudar em nada, a cada dia a situação é pior (...). Chegou o momento", declarou o ex-candidato presidencial opositor Henrique Capriles. Prevendo que o TSJ deterá a emenda constitucional, Capriles se inclina por um referendo - que pode ser convocado no meio do mandato -, mas esta via terá que ser supervisionada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o qual a oposição também acusa de estar alinhado com o oficialismo. "Não estamos resolvendo uma questão simples. Temos que entrar em acordo sobre o meio mais eficaz, mais eficiente, menos oneroso, mais simples... E vamos dar com o método, não tenham dúvida", disse Ramos Allup. A decisão sobre o decreto se soma a outras tomadas pelo TSJ, favoráveis ao chavismo nos últimos anos, a mais recente a impugnação oficial de três deputados opositores.  Na quinta à noite, o STJ - acusado pela oposição de estar a serviço do chavismo - declarou vigente a emergência econômica decretada por Maduro no dia 14 de janeiro e negada oito dias depois pela grande maioria opositora no Legislativo. Maduro exaltou a decisão e anunciou que, nos próximos dias, ativará uma série de medidas contra a crise, agravada pela queda dos preços do cru, responsável por 96% da renda deste país altamente dependente das importações. "O STJ se pronunciou, santa palavra; deve ser acatada por todos os setores da vida nacional", disse o mandatário, para quem o decreto - por 60 dias prorrogáveis - é necessário para enfrentar a "guerra econômica" que atribui a empresários de direita que - dizem - querem derrubá-lo. A emergência permite ao governo dispor de recursos extraordinários e de alguns bens de empresas privadas para garantir o abastecimento de produtos. Mas a oposição assegura que o decreto obedece a um "modelo fracassado" de controle estatal excessivo que - afirma - levou à crise, junto com a corrupção. "Que a Venezuela saiba que o TJS é tão responsável pelo desabastecimento, pelas filas, pela insegurança, pelo auge impune do crime. Agora, não é um o responsável, agora são dois", disse Ramos Allup. A decisão da corte aprofunda o confronto político que descambou para a crise institucional. O TSJ, que tem vários magistrados nomeados na última hora pelo Parlamento anterior, de maioria chavista, deve dirimir as disputas legais entre governo e oposição. O deputado José Guerra, um dos maiores críticos da medida, rejeitou a decisão do STJ afirmando que sua Sala Constitucional "acredita ser um Estado dentro do Estado" e que "pensa que está acima da vontade do povo". "O problema que a Venezuela tem é a ausência de um árbitro que dirima o conflito de poderes, o que complica ainda mais a situação", alertou o diretor da empresa Ecoanalítica, Asdrúbal Oliveros, ao assegurar que é muito difícil resolver a crise com um TSJ "parcializado". O confronto político agrava uma crise que se manifesta em uma escassez severa de produtos básicos, uma inflação anual de 141,5% em setembro de 2015, uma contração econômica de 4,5% no terceiro trimestre do ano passado e um déficit público que consultoras privadas estimam em 20%. 

Transportadora entregou 37 caixas de bebida no sítio da família Lula, cada uma mais purinha do que a outra, para um alma purinha!!!!


Documentos obtidos por VEJA mostram que, logo após deixar o governo, pertences do ex-presidente Lula e de sua família foram levados para o sítio em Atibaia comprado em nome de sócios do filho mais velho do petista e reformado às expensas de empreiteiros acusados de participar do Petrolão do PT. As notas fiscais e ordens de serviço de uma das transportadoras contratadas pelo governo federal para fazer o serviço comprovam que, a mando do Palácio do Planalto, parte da mudança de Lula foi remetida para a propriedade que o ex-presidente nega ser sua. O sítio é o mesmo que virou alvo da Operação Lava-Jato e de uma investigação do Ministério Público de São Paulo, que apura a suspeita de que Lula tentou ocultar patrimônio, além de ter sido beneficiado por favores das empreiteiras envolvidas no escândalo da Petrobras. Mais de 200 caixas com pertences da família do ex-presidente foram levadas de Brasilia até o o sítio em Atibaia - 37 delas eram caixas de bebidas, conforme registraram, zelosamente, os funcionários encarregados de fazer a mudança. Os documentos com o registro da mudança estão arquivados na Presidência da República. A entrega em Atibaia se deu em 8 de janeiro de 2011, dois meses após a compra do sítio, feita em nome dos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar, sócios do filho mais velho de Lula. No sítio, a carga foi recebida por um ex-assessor especial de Lula. Entre os empreiteiros do Petrolão do PT, o ex-presidente era chamado de "Brahma". 

Marisa Letícia inspecionou pessoalmente as reformas no sítio Santa Bárbara


A famosa reforma no tríplex do ex-presidente Lula no Guarujá, custeada pela empreiteira OAS, não foi a única obra vistoriada pessoalmente pela ex-primeira-dama, a "galega" italiana Marisa Letícia. Investigando a troca de favores que envolve empreiteiros do Petrolão do PT e o ex-presidente Lula, o promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, colheu elementos de que a reconstrução das instalações do sítio de Atibaia também foi supervisionada de perto por Marisa Leticia. A informação consta de um depoimento que os investigadores mantêm em sigilo. Segundo o relato, a ex-primeira-dama cobrava celeridade nas obras de reforma do sítio. No início, o responsável pelo trabalho era o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, preso na Operação Lava Jato. O cronograma, porém, não evoluía. Dona Marisa queria tudo pronto no final de 2011, antes do Natal. Foi quando a OAS se apresentou para concluir o serviço. A testemunha revelou que Bumlai ficou muito nervoso com o atraso: "Em determinado momento da reforma, José Carlos Bumlai ligou agressivamente ao depoente reclamando que a obra não progredia. Bumlai disse, no momento de ira ao telefone, que quem ocuparia o espaço na reforma seria a OAS". O ingresso da OAS na empreitada foi relatado à ex-primeira-dama pelo arquiteto Igenes Irigaray, supervisor dos trabalhos: "A mulher de Lula, dona Marisa Letícia, visitou o sítio e soube dessa informação (mudança de empresa) por intermédio de Igenes".

Agora é consenso entre economistas, governo petista já abandonou a meta fiscal deste ano



O adiamento do anúncio no corte do Orçamento e as notícias de que o governo pretende adotar regras mais flexíveis para cumprir a meta de superavit primário prejudicaram ainda mais a credibilidade da equipe econômica. Na quinta-feira (11), o governo petista de Dilma Rousseff decidiu postergar para março o corte que pretende fazer nos gastos para tentar cumprir a meta de economia de 0,5% do PIB. O anúncio era esperado para esta sexta-feira (12). "Esse atraso é muito ruim. A presidente já deveria ter apresentado coisas pontuais nesse sentido em sua mensagem ao Congresso, na semana passada", disse o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito: "Mas o clima já está tão ruim que não será isso o que vai mudar as expectativas do mercado". Para José Francisco de Lima Gonçalves, do Banco Fator, o governo tenta ganhar tempo para negociar com parlamentares cortes nos gastos ou aumento de impostos para definir o Orçamento. Marcelo Giufrida, sócio da Garde Asset Management, diz que o que mais preocupa não é o governo postergar a decisão, mas a intenção de adotar bandas de flutuação do superávit. Para ele, na prática, o governo está abandonando a meta fiscal para este ano. "No curto prazo só tem um jeito de resolver o problema fiscal, aumentar imposto, o que é inviável por causa do Congresso", diz Perfeito. O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, também acredita que não será possível cumprir a meta. "Estimamos para este ano um deficit de pelo menos 1% do PIB, mas com chance de revisão para 1,5% nas próximas semanas", afirma. Ele acrescenta, porém, que o mais preocupante é a perspectiva de endividamento crescente. O mercado de juros futuros reflete essa preocupação. Com dívida maior, o governo pode ter de aumentar a remuneração oferecida aos investidores para se financiar. 

Chico Fraga condenado a 18 anos de cadeia em processo da Operação Solidária



A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, julgou, na última semana, recursos de apelação criminal de 11 réus da Operação Solidária e manteve integralmente as sentenças condenatórias proferidas pela Justiça Federal na capital gaúcha. A Operação Solidária, deflagrada pela Polícia Federal em 2007, e que se baseou em grande parte em denúncias publicadas em primeira mão pelo jornal O Timoneiro, de Canoas, comandado pelo jornalista e ex-deputado federal Jorge Uequed, descobriu uma organização criminosa comandada pelo ex-secretário municipal de Canoas, (RS) Francisco José de Oliveira Fraga (Chico Fraga) que, entre os anos de 2000 e 2008, desviou verbas públicas por meio de fraude em procedimentos licitatórios de merenda escolar, obras públicas e do Programa de Saúde da Família do município de Canoas.  Chico Fraga teve confirmadas quatro condenações criminais que somam 18 anos e 11 meses de reclusão pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ele também terá que devolver três imóveis em Tramandaí (RS), quatro automóveis, e pagar multa a ser calculada na execução da pena. Ainda cabe recurso e Fraga poderá recorrer em liberdade. Os outros réus são empresários, corretores de imóveis do litoral gaúcho, amigos e familiares de Fraga, que atuaram ajudando o ex-secretário a esconder bens adquiridos com o dinheiro roubado. Todos poderão recorrer. 

BRIGA DE FOICE NO ESCURO COM LUVA DE BOXE POR VAGA NO TRIBUNAL DE CONTAS DO RIO GRANDE DO SUL


Todo mundo na política gaúcha sabia que Adroaldo Loureiro, ex-deputado estadual e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, internado no Hospital Moinhos de Vento, com câncer, não escaparia da morte. E não escapou. Morreu na sexta-feira. Assim, com a expectativa da morte dele, incendiou a disputa pela sua vaga no TCE. Ele havia sido indicado pelo PDT, e os partidários acreditam que a vaga deve continuar com o partido. Dois candidatos estão em franca disputa, ambos deputados estaduais trabalhistas: Enio Bacci e Gerson Burmann, afastado do mandato porque ocupa o cargo de secretário estadual de Obras no governo de José Ivo Sartori (PMDB). Burmann tem a preferência de seu colega Gilmar Sossela, que comanda o movimento pela sua escolha. Se Burmann for para o Tribunal de Contas do Estado, Gilmar Sossela conta pegar seu lugar de secretário estadual de Obras. Sossela não tem o menor pudor em suas manobras. Ele é deputado estadual cassado, que só continua no exercício do mandato por força de liminar obtida no TSE. Como a Justiça Eleitoral não cassa ninguém no País, porque não julga nunca os processos, os quais terminam extintos por fim dos mandatos, então ele se considera garantido como deputado e pode permanecer fazendo altas articulações políticas. Ele teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul por um monte de imputações, uma delas a de extorsão sobre funcionários da Assembléia Legislativa, na qual era presidente, para que comprassem convites a R$ 2.500,00 para um churrasco de apoio à sua candidatura à reeleição. Quem não comprasse era exonerado do cargo de chefia que ocupava. E assim segue a política gaúcha, de façanha em façanha.

Banco central da Suécia deixa juros ainda mais negativos para estimular gastos dos cidadãos


O banco central da Suécia, que já tinha taxas de juros negativos, fez um novo corte de 15 pontos básicos, para 0,5% negativo. O principal motivo é a inflação, que está abaixo de 1%, enquanto a meta do banco é elevá-la para 2%. A baixa inflação tem levado bancos centrais de vários países e regiões do mundo a adotar juros negativos – que, na prática, têm o objetivo de estimular que o dinheiro circule na economia, em vez de ficar depositado em instituições financeiras. Se ele ficar no banco, com juros negativos, estará perdendo parte de seu valor. A Suécia, no entanto, ocupa posição incomum, por ter crescimento econômico forte. O banco central prevê crescimento de 3,5% no PIB este ano, perto dos 3,7% de 2015. Mas a inflação anualizada foi de apenas 0,1% em dezembro, e a taxa de inflação básica, o indicador mais acompanhado pelo Riksbank (o Banco Central sueco), foi de 0,9%. O Riksbank foi criticado por outros países por ter sido um dos primeiros a elevar os juros depois da crise financeira mundial e, depois, por se tornar o primeiro banco central do mundo a tornar negativa sua taxa de redesconto –  em lugar de reduzir a taxa de depósito, como o Banco Central Europeu, ou a taxa aplicada às novas reservas bancárias, como no Japão. A decisão mais recente do Banco Central sueco não foi unânime: 2 dos 6 integrantes do comitê executivo defenderam a manutenção da taxa. O Riksbank argumentou que a fraqueza recente na inflação sueca, combinada à incerteza econômica mundial, tornava necessário o corte nos juros. A decisão foi acelerada pelo temor de que a moeda sueca, a coroa, se valorize acima do previsto, o que tenderia a reduzir ainda mais a inflação. O Riksbank vem se pronunciando abertamente sobre seu desejo de manter a coroa fraca em relação ao dólar, para evitar a perda de competitividade de seus produtos no mercado internacional. O banco central no começo do ano delegou autoridade ao seu presidente e a um de seus vices para que intervenham nos mercados cambiais a qualquer hora, decisão que causou alguma preocupação aos políticos de Estocolmo e rejeição da parte de outro dos vice-presidentes do banco central. O novo corte da taxa de juros foi criticado por analistas. James Pomeroy, economista do banco HSBC, disse que "dado o crescimento econômico e o mercado florescente de habitação, a decisão só servirá para provocar ainda mais questões sobre a estabilidade financeira". Economistas têm expressado preocupação com o efeito das taxas básicas negativas sobre a lucratividade dos bancos comerciais, já que muitos vêm relutando em transferir aos clientes o custo dos juros negativos. 

Mudança começou muito antes do fim do mandato

Para não chamar a atenção da imprensa, Lula determinou que a mudança fosse feita aos poucos. Por isso, a licitação para contratar a transportadora foi lançada em janeiro de 2010. O valor estimado era superior a R$ 800 mil, mas caiu para menos de R$ 375,5 mil no pregão. O menor lance, o vencedor, foi da Mudanças Cinco Estrelas. O seguro foi calculado em R$ 30 mil sobre bens estimados em R$ 3 milhões. Só no final de 2010, quando a mudança já estava praticamente concluída, o Palácio do Planalto lançou outro pregão e contratou a Três Poderes Mudanças e Transportes, representante da Granero. Essa informação foi liberada à imprensa de forma calculada, apenas para distrair. 

Bens também foram para São Bernardo

As notas fiscais registradas no site da Transparência confirmam que a mudança de Lula teve outros destinos, além do sítio de Atibaia. Parte da mudança foi para São Bernardo do Campo e outra para um depósito em Jaguaré (SP).

Ainda bem que ele não é desonesto

Muito pitoresca essa história do ministro Raimundo Carreiro, do TCU, com o processo do acordo de leniência da UTC, de Ricardo Pessoa. Raimundo Carreiro foi delatado por Ricardo Pessoa na Lava Jato. O empreiteiro disse que, por meio de Tiago Cedraz, deu propina de 1 milhão de reais ao ministro. Pois bem, por um capricho da sorte, foi justamente Raimundo Carreiro o sorteado para ficar como relator do processo da leniência da UTC. Sem se declarar impedido, Raimundo Carreiro ficou com o processo durante 9 meses, sem o conhecimento do Ministério Público de Contas, até ser flagrado agora. Tempo suficiente para um desonesto negociar um cala-boca com Ricardo Pessoa, em troca da salvação da UTC. Ainda bem que Raimundo Carreiro não é desonesto.

Marisa acompanhou obras em Atibaia

A Veja também traz relato de uma nova testemunha ouvida pelo promotor Cássio Conserino que confirmou que Marisa Letícia acompanhou pessoalmente as obras no sítio de Atibaia. Segundo essa testemunha, quem primeiro acompanhou a obra foi José Carlos Bumlai. Marisa, porém, queria tudo pronto até o final de 2011. Por isso, a OAS foi chamada a tocar a obra. Diz a Veja: "A testemunha revelou que Bumlai ficou muito nervoso com o atraso: 'Em determinado momento da reforma, José Carlos Bumlai ligou agressivamente ao depoente reclamando que a obra não progredia [...] Bumlai disse, no momento de ira ao telefone, que quem ocuparia o espaço na reforma seria a OAS'. O ingresso da OAS na empreitada foi relatado à ex-primeira-dama pelo arquiteto Igenes Irigaray, supervisor dos trabalhos: 'A mulher de Lula, dona Marisa Letícia, visitou o sítio e soube dessa informação (mudança de empresa) por intermédio de Igenes'."