terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Governador gaúcho José Ivo Sartori é balaqueiro

O governo do Rio Grande do Sul, de José Ivo Sartori (PMDB), tem 1297 professores cedidos para outros órgãos público, assim como 420 brigadianos (policiais militares) também cedidos, portanto fora das atividades de policiamento preventivo. E, para completar, mais 400 funcionários cedidos para sindicatos de corporações estatais. Sartori, há poucos dias, disse que ordenaria o retorno de todos eles às suas funções de origem. Como dizia o ex-governador Alceu de Deus Collares (PDT), que se autodenominava um "balaqueiro", tudo não passou de balaca de Sartori. Ou seja, o Rio Grande do Sul estaria tendo um segundo governador "balaqueiro". Quando terminou o governo do peremptório petista "grilo falante" e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro, o contingente de professores em sala de aula somava 52.8760, número que caiu para 51.363 no primeiro ano do governo Sartori, por conta das aceleradas aposentadorias. Só no ano passado, o aumento de professores estaduais que pediu aposentadoria foi de 37,08%. Uma vertigem. Até agora, 3.305 professores não quiseram saber de trabalhar sob as ordens de Sartori. Portanto, Sartori só não supre as necessidades abertas pelas aposentadorias porque não quer, porque é apenas "balaqueiro", na definição de Collares. 

O novo amor de Geraldo Alckmin

Já foi publicado que Geraldo Alckmin poderá sair candidato a presidente da República pelo PSB, caso não consiga a legenda tucana em 2018. Mas as negociações nesse sentido estão muito mais avançadas do que se imagina. Geraldo Alckmin tem até um nome para vice na sua chapa socialista. O vice-presidente de Geraldo Alckmin seria -- tchan, tchan, tchan, tchan -- Ciro Gomes, agora no PDT. Geraldo e Ciro já namoram seriamente, e estão achando o amor lindo.

Campeões de previsão projetam dólar a 4,40 reais

Em um país em que até o passado é imprevisível, é mais fácil ganhar na loteria do que acertar uma projeção de mercado. De qualquer modo, há analistas que conseguem. De acordo com os campões de estimativas do boletim Focus, do Banco Central, o dólar deve subir ainda mais e encerrar o ano em até R$ 4,40. Já a média dos investidores “comuns” espera uma taxa de R$ 4,25.

Mantega: Arno operacionalizou pedaladas

Guido Mantega declarou ao Ministério Público Federal que a "operacionalização" das pedaladas fiscais foi "toda feita pela secretaria do Tesouro Nacional, a quem incumbia a negociação com os ministérios". Na prática, o ex-ministro culpou Arno Augustin, que comandava o Tesouro. No depoimento, obtido por Época, Mantega negou "dolo" nos atrasos e alegou que decorreram de "dificuldades econômicas". "Não houve intenção de 'maquiar as contas' nem qualquer intuito eleitoreiro", disse o ex-ministro, que é alvo de inquérito civil por suposta improbidade administrativa.

A doação da OAS a Lula

A Lava Jato, segundo o Estadão, tenta decifrar uma nota numa planilha da OAS que menciona uma doação para o "Inst. Luiz Inácio Lula da Silva". Estranhamente, a nota não cita o "triplex no Guarujá" nem o "sítio Santa Bárbara". Ajude a Lava Jato a interpretá-la:

A ORCRIM do petista Fernando Pimentel

A Procuradoria-Geral da República rejeitou o pedido de indiciamento de Fernando Pimentel. Por que? Porque ele tem foro privilegiado, e só o STJ pode autorizá-lo. Mas veja os crimes que lhe são imputados: corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Fernando Pimentel está morto.

A sinistra operação para salvar a Invepar

A Folha informa que os fundos de pensão Previ, Petros e Funcef injetaram mais R$ 1 bilhão na Invepar para permitir que a empresa salde suas dívidas. Como já mostramos aqui, a Invepar é uma sociedade entre a OAS e os três fundos de previdência dos servidores do BB, da Petrobras e da Caixa - cada um com 25%. Os recursos foram aplicados por meio da compra de debêntures, num total de R$ 2 bilhões. A equação é complicada, pois os fundos ficaram com 50% do valor da emissão, enquanto os outros 50% foram divididos em partes iguais entre a Brookfield e o grupo de bancos credores da Invepar (BB, Bradesco, Citibank e BTG). Ocorre que a Invepar deu como garantia das debêntures ações de suas controladas. Na prática, são garantias furadas porque os fundos já são donos das controladas.

Lula ficou chocado

Na delação obtida pela Folha, Nestor Cerveró explicou aos investigadores que a compra antecipada da safra das usinas de Alagoas pela BR Distribuidora por R$ 1 bilhão era na prática "uma concessão de crédito às usinas". Fernando Collor, segundo o delator, explicou que em 2010 uma grande enchente atingiu a região, causando estrago, e que Collor levou Lula para "ver pessoalmente a situação de Alagoas, tendo Lula ficado chocado". Na reunião na BR, Collor apresentou João Lyra como "exemplo de usineiro alagoano altruísta". Collor e Lula, por sua vez, são exemplos de políticos altruístas.

Como deslanchar uma campanha em Alagoas

Nestor Cerveró fez revelações que podem comprometer também Aldemir Bendine, que presidia o Banco do Brasil e hoje comanda a Petrobras. Cerveró disse que boicotou o negócio de R$ 1bi sugerido por Collor com ajuda de Lula, mas depois soube que o BB teria injetado R$ 50 milhões na usina de João Lyra, aliado do senador. Renan Calheiros ficou "chateado com a situação" e questionou Cerveró sobre a ajuda do BB. Quando o ex-diretor explicou a operação, Renan comentou: "Ah, agora eu entendi. Então é por isso que a campanha do Collor está deslanchando".

Defesa de Dilma facilitará sua derrota no TSE

Vera Magalhães, do Radar, diz que a equipe que defende Dilma Rousseff no TSE quer tentar desvincular a Lava Jato da campanha petista, como se fosse possível. Ao negar a realidade de que o petrolão ajudou a reeleger Dilma, a tese estapafúrdia de defesa da petista será facilmente derrotada.

A perda de valor de 90,9% da Petrobras

Antes da abertura dos mercados, nesta terça-feira, havia a estimativa dos analistas do Credit Suisse, segundo os quais as ADRs da Petrobras, em 2016, cairiam 46,09%. Bem, elas caíram um quinto disso em apenas um dia. Mais alguns números espantosos: "As ADRs da Petrobras estão sendo negociadas nesse momento na bolsa Nasdaq a US$ 3,38, o menor valor em toda a história. No primeiro dia do governo Dilma Rousseff, em 1º de janeiro de 2011, essas ADRs valiam US$ 37,29, portanto, houve uma perda de 90,9%". Jamais em toda a história do Brasil, se viu tamanho desastre. O petismo é devastador, o PT é morte, corrupção absoluta. 

Petrobras: -9,50%

Petrobras: -9,50%. Há um sentimento de gratidão dos brasileiros pelo Partido dos Trabalhadores. E há um reconhecimento pela ajuda de Lula, também. Os vagabundos que iam abraçar a Petrobras produziram esse quadro de falência total da estatal petrolífera. Que bandidagem!!!! Que assalto!!! Que tamanha destruição!!!!

Petrobras corta US$ 32 bilhões de investimentos até 2019


O conselho de administração da Petrobras reduziu o plano de investimentos da companhia para o período 2015-2019 para 98,4 bilhões de dólares, principalmente devido à otimização do portfólio de projetos e do efeito cambial, segundo comunicado divulgado nesta terça-feira. Com a redução de 24,5%, o corte totaliza 32 bilhões de dólares em relação à projeção inicial, divulgada em junho passado, que projetava aportes de 130,3 bilhões de dólares. No plano para 2014-2018, a companhia chegou a prever investimentos de 220,6 bilhões de dólares. Os investimentos previstos para a área de exploração e produção no período 2015-2019 agora são de 80 bilhões de dólares, ou 81%. Na primeira versão do plano, a previsão era de 108,6 bilhões de dólares. A unidade de abastecimento, por sua vez, deverá investir 10,9 bilhões de dólares, seguida por gás e energia, com 5,4 bilhões, e pelas demais áreas, com 2,1 bilhões de dólares. Dos recursos cortados do plano, 21,2 bilhões de dólares foram devido à "otimização de projetos", segundo a Petrobras, e 10,7 bilhões devem-se ao efeito cambial. "Esses ajustes visam a preservar os objetivos fundamentais de desalavancagem e geração de valor para os acionistas (..) à luz dos novos patamares de preço do petróleo e taxa de câmbio", afirmou a Petrobras. A nova versão do plano de negócios considera um preço médio para o petróleo Brent de 45 dólares em 2016 - a projeção anterior era de 55 dólares - e taxa de câmbio média no ano de 4,06 reais por dólar. Antes, o dólar médio previsto era de 3,80 reais. Já a meta de produção média de petróleo para 2016 no Brasil foi revista para 2,145 milhões de barris por dia, abaixo do 2,185 milhões de barris previstos anteriormente. A Petrobras informou ainda que atingiu uma produção média de petróleo de 2,128 milhões de barris diários no país em 2015, pouco acima dos 2,125 milhões estimados no plano de negócios. A produção de 2015 "representa o recorde anual histórico de produção de óleo da companhia, superando o recorde alcançado em 2014", segundo a companhia.

Atentado do Estado Islâmico em bairro turístico de Istambul deixa dez mortos


Ao menos dez pessoas morreram e outras quinze ficaram feridas nesta terça-feira em atentado à bomba no bairro turístico de Sultanahmet, perto da Basílica de Santa Sofia e da Mesquita Azul, em Istambul. Em um pronunciamento na TV, o presidente Recep Tayyip Erdogan confirmou que um homem-bomba foi o responsável por uma explosão. "Eu condeno o incidente terrorista em Istambul, considerado um ataque de um suicida com origem síria. Infelizmente, temos dez mortos, incluindo estrangeiros e cidadãos turcos", disse o presidente. Posteriormente, o primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, informou que o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) foi responsável pelo ataque. A Turquia faz parte da coalizão liderada pelos Estados Unidos que combate o EI na Síria e no Iraque. Na área é possível ver corpos no chão e já há grande presença de equipes de resgate e de policiais. A explosão foi ouvida a mais de um quilômetro de distância e a região foi isolada pela polícia, o trânsito nas ruas adjacentes também foi interrompido e o bonde próximo deixou de circular como medida de precaução. A Basílica de Santa Sofia e a Mesquita Azul são os dois templos mais visitados por turistas ocidentais e árabes que visitam a Turquia. A Basílica de Santa Sofia - catedral de quase 1.500 anos, da época do império Bizantino, convertida em mesquita e posteriormente em museu - e os monumentos próximos, como a Mesquita Azul e o palácio de Topkapi, formam o principal complexo turístico de Istambul, cidade que recebe por ano quase 10 milhões de viajantes. O presidente da Associação de Turismo de Sultanahmet indicou ao jornal Hürriyetque o provável ataque "é um grande golpe ao turismo" de toda a região: "Há 7.000 hotéis em Istambul. Os turistas agora querem ir embora, já estão buscando passagens para retornar a seus países. Com esta explosão, o ano 2016 terminou para nós". Não é a primeira vez que os jihadistas atacam a Turquia. O país já foi alvo de dois violentos atentados no ano passado. Em julho, um homem-bomba se explodiu durante um evento de estudantes em Suruç, no sul, perto da fronteira com a Síria, deixando mais de trinta mortos. Em outubro, duas explosões mataram mais de 100 pessoas durante uma manifestação em Ancara. O atentado na capital turca foi o mais violento da história do país, que já teve muitos problemas com ataques de milícias terroristas separatistas curdas.

Cerveró diz que Dilma garantiu a Collor presidência e diretorias da BR Distribuidora


Nestor Cerveró, delator da Operação Lava Jato, o ex-diretor da área internacional da Petrobras, disse aos investigadores que o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) disse a ele por volta de setembro de 2013 que a presidente Dilma Rousseff (PT) lhe garantiu que a presidência e as diretorias da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, estavam "à disposição" do parlamentar. Aliado do desgastado governo petista, Collor já foi denunciado na Operação Lava Jato e é suspeito de ter embolsado milhões de reais em propina no esquema do Petrolão do PT. Segundo a delação de Nestor Cerveró, o ex-ministro do governo Collor e operador financeiro do senador, Pedro Paulo Leoni Ramos, chamou o próprio ex-diretor da Petrobras a Brasília para uma reunião na notória Casa da Dinda e no encontro relatou a garantia dada pela presidente Dilma. Ainda conforme o delator, Collor informou na ocasião que não "tinha interesse em mexer" na presidência da BR nem nas diretorias da subsidiária preenchidas por indicação do PT, como o então presidente José Andrade Lima Neto, o então diretor de Mercado Consumidor, Andurte de Barros Duarte Filho, e o próprio Cerveró. Neste momento, o delator disse ter sido irônico e agradecido a atitude de Collor. O episódio, contudo, acabou provocando mal estar entre o ex-diretor da Petrobras e o senador alagoano. Conforme relato de Pedro Paulo Leoni Ramos, "Fernando Collor de Mello havia ficado chateado com a ironia do declarante, uma vez que pareceu que o declarante estava duvidando de que Fernando Collor de Mello havia falado com Dilma Rousseff". Na versão apresentada por Nestor Cerveró, ele percebeu, após o encontro na Casa da Dinda, que "Fernando Collor de Mello realmente tinha o controle de toda a BR Distribuidora" e que foi mantido na empresa "para que não atrapalhasse os negócios". O esquema protagonizado por Fernando Collor e Leoni Ramos envolvia, segundo Cerveró, a "base de distribuição de combustíveis de Rondonópolis/MT e o armazém de produtos químicos de Macaé/RJ". Em depoimento aos investigadores da Operação Lava Jato, Cerveró informou ainda que o PT nutria um "sentimento de gratidão" por ele por causa da intermediação que fez para a compra da sonda Vitoria 10.000 pelo grupo Schahin. A transação foi consolidada após o pagamento de propina a dirigentes da Petrobras e ao PT por meio de um empréstimo simulado pelo pecuarista e amigo do ex-presidente Lula, José Carlos Bumlai. "Em razão de o declarante ter viabilizado a contratação da Schahin como operadora da sonda Vitória 10.000, quando ainda era Diretoria Internacional da Petrobras, havia um sentimento de gratidão do Partido dos Trabalhadores", relatou Cerveró: "Como reconhecimento da ajuda do declarante nessa situação, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu indicar o declarante para uma diretoria da BR Distribuidora". Ainda conforme o delator Nestor Cerveró, em 2009, Lula atribuiu ao ex-senador e ex-presidente da José Eduardo Dutra a missão de "participar do esvaziamento da CPI da Petrobras", que havia sido criada para apurar irregularidades na estatal. "Para cumprir essa missão, José Eduardo Dutra deixou a presidência da BR Distribuidora", abrindo caminho para a nomeação de José Andrade Lima Neto, ex-secretário de Gás e Energia do peemedebista Edison Lobão no Ministério de Minas e Energia. Lima Neto acabou nomeado para o posto máximo na BR Distribuidora com o apoio político do PT, PMDB e PTB.

Petrobras é o retrato perfeito dos desastres do petismo

Por Reinaldo Azevedo - Que coisa, não? A Petrobras vai se revelando a melhor expressão do destino contínuo que leva “estepaiz” para as trevas. A estatal divulgou na manhã desta terça-feira uma nova revisão de seu plano de negócios para o período 2015-2019. Dessa vez, a estatal anunciou uma redução de US$ 32 bilhões em seu orçamento, que passou a US$ 98,4 bilhões. Segundo a empresa, o corte tem por objetivo adequar os gastos ao novo cenário de preços do petróleo e de taxa de câmbio. Com a redução, a meta de produção de petróleo para 2020 também caiu: de 2,8 milhões para 2,7 milhões de barris por dia. Em nota enviada à Comissão de Valores Mobiliários, a Petrobras informou que está revendo também as projeções de gastos gerenciáveis para 2016, o que indica a possibilidade de novos cortes. Ai, ai… Querem ver como é bom ter um dinossauro desses no jardim? O governo Dilma levou a Petrobras à lona de dois modos: deixando de reajustar os combustíveis para controlar a inflação — o que provocou um rombo de caixa de R$ 80 bilhões — e largando a empresa sob os cuidados de uma quadrilha, que alimentava com o devido denodo os partidos da base aliada. Muito bem! O preço do petróleo despencou. Está na casa dos US$ 30,00 o barril. Há quem estime que a desaceleração da China pode levar a US$ 20,00. Hoje, a gasolina já custa 14% a mais do que deveria. A defasagem do diesel é ainda maior. Muito bem! Não fosse a Petrossauro, o preço dos combustíveis cairia, o que certamente seria positivo num cenário de inflação renitentemente alta. Mas a Petrobras terá de mantê-lo nos cornos da lua porque a estatal precisa de caixa. Entenderam? Para segurar a inflação, o governo quebrou o caixa da Petrobras deixando de aumentar os combustíveis. Agora que o preço poderia cair, o que certamente colaboraria para a queda da inflação, o governo está de mãos atadas porque a empresa está na lona. E o cenário vai se desenhando o pior possível. O custo de extração do pré-sal se situa da faixa de US$ 62,00 o barril. Entenderam? Em outubro do ano passado, o governo considerava que o pré-sal se tornava inviável caso esse preço se estabilizasse na faixa dos US$ 45,00. Já está quase US$ 15,00 abaixo disso. E a lógica atua contra a empresa. O preço do petróleo cai, as ações da Petrobras despencam e vão tirando da estatal capacidade de investimento. A decadência da Petrobras é o melhor retrato do jeito petista de fazer as coisas.

Schahin tinha quatro pilares em seu projeto global

Ao destrinchar a complexa engenharia financeira montada pelo Grupo Schahin em conluio com a cúpula da Petrobras, a Receita Federal identificou quatro pilares: financeiro, administrativo-financeiro e de coordenação, jurídico e societário. O pilar financeiro se refere aos 13 bancos já identificados que financiaram a construção das sondas; o administrativo-financeiro e de coordenação envolve quatro bancos (Deutsche Bank, Itaú BBA, Votorantim e HSBC) que atuaram como agentes administrativos. O pilar jurídico era composto por escritórios de advocacia que chancelavam contratos e garantias, além de operações financeiras: Lefosse Advogados; Machado Meyer, Sendacz e Opice Advogados; Souza, Cescon, Barrieu & Flesh Sociedade de Advogados; e Tozzini, Freire, Teixeira e Silva Advogados. Já o pilar societário era formado por consultorias especializadas na abertura, mutação societária e transformações de pessoas jurídicas sediadas em paraísos fiscais, além de serviços paralegais. Basicamente a Amicorp do Brasil e a Amicorp BVI Limited. Todos são acusados de coautoria no crime de lavagem de dinheiro.

A denúncia contra Fernando Peppertel

A Polícia Federal pediu o indiciamento de Fernando Pimentel, diz Lauro Jardim. A Procuradoria-Geral da República, no entanto, não concordou. Avaliou que a polícia deve concluir o inquérito e oferecer a denúncia diretamente ao STJ. "A tendência, segundo um procurador envolvido no caso, é que Pimentel seja mesmo denunciado".

Aposentados que ganham acima do mínimo terão reajuste de 11,28%

Aposentados e pensionistas do INSS que recebem benefícios com valor acima de um salário mínimo, de R$ 880,00 terão seus benefícios reajustados em 11,28% em 2016, segundo portaria dos ministérios da Fazenda e da Previdência Social publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira. Com isso, o teto da Previdência Social para 2016 fica em R$ 5.189,82. No ano passado, o reajuste dos benefícios havia sido de 6,23%.

Mais uma ideia de jerico

A Folha informa que o governo estuda a fusão de três empresas estatais para criar uma gigante de tecnologia da informação e comunicação. A ideia é juntar Telebras, que só dá prejuízo, Serpro, que só dá prejuízo, e Dataprev, a única que registra lucro, num mostrengo de R$ 5 bilhões e 7 mil empregados. Os argumentos apresentados para o projeto são pífios e escondem o aparelhamento de um setor sensível. A ideia serve para satisfazer o desejo de poder de um determinado grupo do PT que em breve mostrará a cara.

A estratégia de defesa de Delcídio

Delcídio do Amaral contratou um especialista em delação premiada, mas o especialista diz que não haverá delação premiada. "Esquece delação, não tem delação", disse Figueiredo Basto ao Estadão. Ele alega que "não precisa" de acordo. Na verdade, é uma questão de estratégia. "Entendemos que temos condições de fazer uma ótima defesa dele. Vamos enfrentar o mérito na questão do áudio, na questão da conversa, das nulidades que nós entendemos. É uma tese de defesa que, no momento oportuno, vamos colocar nos autos. Acho que agora seria até precipitado informar a estratégia que vou usar.” A delação de Delcídio é uma questão de tempo.

Saldo do agronegócio recua 6,2% ante 2014

A balança comercial do agronegócio registrou saldo comercial positivo de US$ 75,1 bilhões em 2015, resultado 6,22% abaixo do registrado em 2014. Tal desempenho foi resultado de exportações de US$ 88,2 bilhões (-8,8% ante o ano retrasado) e de importações de US$ 13 bilhões (-21,3%). Os dados do ministério mostram ainda que o volume exportado de soja em grão, milho, frango in natura, café e celulose bateram recorde no ano passado. Clima, qualidade da safra e condições de mercado favoreceram as vendas. O volume embarcado de soja em grãos cresceu 19% em relação a 2014 e chegou a 54,32 milhões de toneladas. A lista de recordes segue com farelo de soja, com 14,8 milhões de toneladas (aumento de 8%); milho, que alcançou 28,9 milhões de toneladas (+40%); café, com 2,09 milhões de toneladas (+1%); carne de frango in natura, com 3,89 milhões de toneladas (+7%) e celulose, com 11,97 milhões de toneladas (+8%). Já a venda de carnes (bovina, de frango e suína) caiu 15,5%, apesar de ter sido o segundo produto na lista dos mais exportados no ano passado. A do recordista frango representou 48% dos US$ 14,7 bilhões exportados. Para 2016, embora os embarques de carne bovina tenham retrocedido em 2015 ante 2014, o ministério espera incremento de US$ 1,3 bilhão nas vendas externas, em razão da abertura de novos mercados, como os Estados Unidos e China. 

União volta a bloquear contas do governo gaúcho


Mais uma vez o governo do Estado do Rio Grande do Sul teve as contas bloqueadas pela União devido ao não pagamento da dívida pública federalizada. O débito, estimado em cerca de R$ 272 milhões, deveria ter sido pago até o dia 31 de dezembro. Com as restrições na gerência de seus próprios recursos até quitar a parcela da dívida, o governo gaúcho deverá atrasar o pagamento de fornecedores e terceirizados. O governo de José Ivo Sartori (PMDB) é absolutamente incompetente e sem qualquer iniciativa objetiva em termos de busca de uma solução definitiva para a enorme crise financeira estrutural do Estado. É um governo entregue para as manobrinhas financeiras superficiais promovidas pelos fiscais do ICMS do Estado, que efetivamente mandam nas contas públicas. E, como não tem qualquer proposta no campo econômico-financeiro para o Rio Grande do Sul, o governo Sartori fica buscando auxílios band-aid em Brasília. Os gaúchos podem ter certeza, a crise vai piorar ainda muito mais, porque a política de Sartori é a do barrigaço. 

16 horas com Delcídio

Antes da virada do ano, Delcídio do Amaral foi ouvido por membros do Ministério Público Federal em duas sessões que somaram 16 horas. Foram conversas preliminares sobre o que o senador poderia revelar.

Conab prevê supersafra de 210,5 milhões de toneladas de grãos para este ano


Os números do 4º levantamento da safra 2015/2016 de grãos apontam para uma produção de 210,5 milhões de toneladas. O volume representa 1,4% a mais do que a safra anterior, com aumento de 2,8 milhões de toneladas. A estimativa foi divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (12), em Brasília. De acordo com o estudo, o destaque foi para a soja, com crescimento de 6,1%, passando de 96,2 para 102,1 milhões de toneladas.,O maior produtor da oleaginosa é o Estado do Mato Grosso, com 28,3 milhões de toneladas, o que representa cerca de 28% da safra nacional, seguido do Paraná, com 18,5 milhões de toneladas. Com relação ao milho (1ª safra), os números apresentaram uma redução de 7,7%, passando de 30,1 para 27,8 milhões de toneladas.  A estimativa de área plantada no Brasil totaliza 58,5 milhões de hectares, com aumento de 0,9% sobre a safra passada, que foi de 57,9 milhões de hectares. Esse fator deve-se unicamente ao crescimento de 3,5% (1,1 milhão ha) da área de soja. As outras culturas apresentaram decréscimo na área de plantio, com exceção da mamona, que teve um crescimento significativo de 56,4%, passando de 82,1 mil para 128,4 mil hectares. 

Governo petista de Dilma Rousseff reluta elevar impostos de importação para o aço

Embora as usinas siderúrgicas continuem seu poderoso lobby para cima do governo federal, é crescente a posição das áreas técnicas contra a elevação das alíquotas de importação de aço. A decisão mais recente foi dos técnicos dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento. Eles falaram no âmbito de uma demanda da indústria metal-mecânica de Caxias do Sul e Serra do Rio Grande do Sul, que não querem salvaguardas para as siderúrgicas brasileiras. Na semana passada, o barão do aço brasileiro, Jorge Gerdau, esteve com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, mas assegurou que não tratou do assunto, o que não parece razoável.  A alíquota atual varia entre 8% e 14%. As usinas querem que a taxa passe para 35%;

Detalhes do esquema da Schahin com os bancos

O envolvimento de 13 bancos em operações de crédito suspeitas para o grupo Schahin foram sintetizadas em organogramas. Em resumo, os irmãos Milton e Salim Schahin recorriam a empréstimos de dezenas ou centenas de milhões de reais em bancos nacionais, mas transferiam a dívida para uma offshore em paraíso fiscal. O banco, por sua vez, transferia a titularidade do crédito para uma filial no Exterior. Como alertou o auditor César Nakano, responsável pelo relatório da Receita, "o cenário é a completa novação do contrato originariamente estatuído em solo brasileiro para o contrato a ser adimplido no Exterior, tanto o sujeito ativo quanto o sujeito passivo estão sediados em paraíso fiscal". E conclui: "Ou seja, em um ambiente estéril para controles de identificação de contas e movimentação financeira fértil para lavagem de dinheiro".

Aécio Neves na mira de Dilma

A Lava Jato já demonstrou que Dilma Rousseff foi eleita com dinheiro roubado da Petrobras. Por isso ela partiu para o ataque contra o ministro Dias Toffoli: ela sabe que, se o TSE julgar corretamente, seu mandato será cassado. O Antagonista foi informado de que o Palácio do Planalto partiu para o ataque também contra Aécio Neves. A ordem na Procuradoria-Geral da República é perguntar aos delatores se eles podem fornecer algo contra a campanha presidencial do PSDB.

Os mistérios da perícia de um celular-bomba, o do delator Leo Pinheiro

O surgimento do relatório sobre a perícia do celular de Léo Pinheiro surpreendeu alguns membros da força-tarefa da Lava Jato. Eles desconheciam a existência das mensagens que comprometem meia República. O relatório envolvendo políticos com foro privilegiado foi enviado à Procuradoria Geral da República em setembro e só começou a ser analisado agora, por causa do volume de trabalho. Mas e a parte referente aos políticos sem foro? Se Léo foi preso em novembro de 2014, por que essas mensagens não entraram na ação penal que condenou, em agosto, o empreiteiro a 16 anos de reclusão? O Antagonista foi informado de que o exame do celular ficou pronto tardiamente, inviabilizando sua inclusão naquele processo. Sem o atraso, Léo Pinheiro teria sido condenado na companhia de outros petistas ilustres e o governo Dilma teria terminado em 2015.

Cid Gomes é suspeito

Os negócios de Cid Gomes estão sendo investigados pelos procuradores do Ceará. Segundo a Época, Cid Gomes recebeu um empréstimo suspeito do Banco do Nordeste para erguer um galpão em Sobral. Em seguida, o galpão foi alugado à cervejaria Itaipava, que é investigada por ter recebido um empréstimo suspeito de 375 milhões de reais do mesmo Banco do Nordeste. Cid Gomes é suspeito, o Banco do Nordeste é suspeito, a Itaipava é suspeita.

Toffoli na mira do Planalto

Com medo de ser cassada pelo TSE, Dilma Rousseff partiu para o ataque contra o ministro Dias Toffoli. O Estadão publicou nesta segunda-feira que o Palácio do Planalto está incomodado com a "dobradinha" entre Dias Toffoli e Gilmar Mendes. A reportagem publica também que, "nos bastidores do governo, o comentário é que Toffoli não gosta de Dilma desde que teve de deixar a Casa Civil, em 2005. Ele era subchefe de Assuntos Jurídicos quando a petista assumiu a pasta no lugar de José Dirceu - abatido no escândalo do mensalão - e o exonerou". O que se insinua, portanto, é que Dias Toffoli persegue Dilma Rousseff porque está associado ao lado mais podre do PT. Ao Estadão, Toffoli disse que “sempre” teve “posição de total independência” em relação ao governo. Ele que se prepare, então: nas próximas semanas, antes do julgamento do TSE, o governo vai tentar arrastá-lo para a lama.

As mensagens de Léo Pinheiro para Lula

As mensagens do celular de Léo Pinheiro referentes a políticos sem foro privilegiado, como Lula, permanecem em Curitiba com a força-tarefa da Lava Jato comandada por Sérgio Moro. Elas são fundamentais para a abertura de uma nova ação penal que tenha como foco a relação entre Lula e o empreiteiro que bancou despesas pessoais e a reforma de imóveis usados pelo ex-presidente.

Os maiores bancos do Brasil lavaram dinheiro?

O contrato do navio-sonda Vitória 10.000, aquele que, segundo os delatores da Lava Jato, rendeu 60 milhões de reais em propina para a campanha de Lula, pode enrolar alguns dos maiores bancos do Brasil. O Estadão informa que os 13 bancos que emprestaram 500 milhões de dólares ao Schahin são investigados pela Receita Federal como "co-autores do crime de lavagem de dinheiro, porque criaram uma estrutura para emprestar e receber dinheiro em paraísos fiscais que, ao final, abriu espaço para dar aparência lícita a dinheiro que poderia ter sido obtido em operações ilegais no Brasil". Os bancos são: Itaú BBA, Bradesco, HSBC, Santander, Votorantim, Bonsucesso, Fibra, ABC Brasil, Bic, Pine, Tricury, Rural e Deutsche Bank. 

-2,99%

A pesquisa Focus já vê uma queda do PIB, em 2016, de 2,99%. É a primeira pesquisa semanal do Banco Central e já revela o tamanho da crise que vem pela frente. É possível estimar uma queda de até 6% do PIB nacional para este ano de 2016, quando inicia a temporada sob tão pessimistas projeções. 

Devolvendo as chaves

Um dos dados mais impressionantes sobre a calamidade econômica produzida por Dilma Rousseff está na primeira página do Estadão de segunda-feira: "De cada 100 imóveis vendidos, 41 foram devolvidos de janeiro a setembro de 2015". Um representante do setor deu a dimensão desse número: "Historicamente, o porcentual de distratos girava em torno de 10%, um patamar saudável para a indústria". Os compradores de imóveis, iludidos de que a economia melhoraria ao longo do ano, fizeram investimentos de longo prazo, mas acabaram sendo tragados pela ruína financeira.

CSN inicia demissões em usina de Volta Redonda, diz Força Sindical



A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) se prepara para desligar o alto forno 2 da usina Presidente Vargas, em Volta Redonda (RJ), e já iniciou as primeiras demissões de funcionários no sul fluminense, informou o presidente da Força Sindical, Miguel Torres. Segundo ele, os cortes tiveram início na sexta-feira (8), mas novas demissões foram registradas nesta segunda-feira (11). O sindicalista, contudo, não soube informar quantos empregados já foram dispensados. A CSN não se manifestou sobre o assunto. De acordo com Torres, a expectativa é que, com o desligamento do alto forno, 3 mil funcionários diretos da CSN sejam demitidos, o que representa cerca de 30% da força de trabalho da usina. O presidente da Força Sindical se reuniu nesta segunda-feira com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), para tentar barrar as demissões. "A ideia era que eles nos ajudassem na intermediação. Queremos abrir um canal de diálogo com a CSN. Existem ferramentas que podem ser utilizadas, como o lay-off [supensão temporária dos contratos de trabalho] e o Plano de Proteção ao Emprego que podem evitar essas demissões", disse Torres. Torres afirmou também que Pezão ligou para a presidência da CSN para pedir a abertura de um canal de negociação com os sindicatos e se comprometeu a levar o assunto ainda hoje (11) ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. A ideia é discutir não somente as demissões no sul fluminense, mas a crise da siderurgia no Brasil como um todo.

Ex-diretor da Petrobras, delator cita propina de US$ 100 milhões a integrantes do governo de Fernando Henrique Cardoso



O ex-diretor da área Internacional da Petrobras, o bandido delator Nestor Cerveró, afirmou à Procuradoria-Geral da República, durante a negociação de sua delação premiada assinada em novembro, que a aquisição do conglomerado de energia argentino PeCom (Pérez Companc) pela Petrobras envolveu propina de US$ 100 milhões ao governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O documento com a informação de Cerveró faz parte do material apreendido no gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso há quase dois meses sob acusação de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato — na época, Delcídio era filiado ao PSDB. Segundo Cerveró, ele soube do fato por meio dos diretores da PeCom e de Oscar Vicente, que presidia a empresa quando ela foi adquirida pela estatal brasileira, em 2002. "A venda da Perez Companq envolveu uma propina ao governo Fernando Henrique Cardoso de US$ 100 milhões, conforme informações dos diretores da Perez Companc e de Oscar Vicente, principal operador do ex-presidente da Argentina, Carlos Menem, e durante os primeiros anos de nossa gestão", diz o anexo 25 da delação do ex-diretor. Ele afirma ainda que cada diretor da empresa argentina recebeu US$ 1 milhão como "prêmio pela venda da empresa", e Vicente foi recompensado com o montante de US$ 6 milhões. No entanto, Cerveró não aponta no documento os nomes dos integrantes do governo FHC que teriam se beneficiado da propina. Em 2002, a Petrobras, que era presidida por Francisco Gros, comprou PeCom, considerada na época uma das maiores empresas de petróleo da América Latina, por US$ 1,027 bilhão. Após a aquisição, a estatal brasileira e a companhia argentina formaram juntas a PESA (Petrobras Energia SA). No documento, o delator também diz que a compra da PeCom aconteceu no início da gestão do ex-presidente argentino Néstor Kirchner, "que fez muita pressão para que a Petrobras vendesse a Transener", empresa de transmissão de energia controlada por uma subsidiária da PeCom. Kirchner venceu as eleições em 2002 e assumiu a presidência em 2003 sucedendo Eduardo Duhalde. "Em várias reuniões que mantive com Julio de Vito (ministro de Energia e Infraestrutura) ele insistiu nessa aspecto, já que era estratégico para o controle da linha", diz Cerveró no anexo. Em 2006, a Petrobras vendeu a controladora responsável pela Transener por US$ 54 milhões para o fundo americano Eton Park Capital Management. Segundo o ex-diretor da área internacional, a operação seguiu as instruções de Kirchner ao fechar "o negócio com a empresa americana para a venda da Transener, aprovada por Julio de Vito". Cerveró diz, porém, que o "amigo da Electroingenería", outra empresa da área de produção de energia, "forçou a barra" e o negócio com os americanos foi desfeito pelo ministro argentino: "Julio de Vido me convocou pessoalmente ao seu gabinete e determinou que só poderíamos vender para a Electroingenería, empresa amiga". O ex-executivo relatou também um almoço que teve como intermediários o ex-ministro do governo Carlos Menem, Roberto Dromi, e pelo lobista brasileiro que atuava no âmbito da Petrobras, Jorge Luz, hoje um dos focos da Lava Jato, com representantes da Electroingenería. No encontro se acertou o interesse da companhia na aquisição da Transener, que se concretizou posteriomente. Cerveró destacou que a maior parte da propina permaneceu na Argentina e que ele e o lobista Fernando Soares, conhecido como Baiano, que também firmou acordo de delação na Lava Jato, receberam R$ 300 mil cada. Após a aquisição, a estatal brasileira e a companhia argentina formaram juntas a Pesa (Petrobras Energia SA). No documento, o delator também diz que a compra da PeCom aconteceu no início da gestão do ex-presidente argentino Néstor Kirchner, "que fez muita pressão para que a Petrobras vendesse a Transener", empresa de transmissão de energia controlada pela PeCom. Kirchner assumiu a Presidência em 2003 sucedendo Eduardo Duhalde. "Em várias reuniões que mantive com Julio de Vito (ministro de Energia e Infraestrutura), ele insistiu nesse aspecto, já que era estratégico para o controle da linha", diz Cerveró no anexo. Em 2006, a Petrobras vendeu a controladora responsável pela Transener por US$ 54 milhões para o fundo americano Eton Park Capital Management. Segundo o ex-diretor da área internacional, a operação seguiu as instruções de de Kirchner ao fechar "o negócio com a empresa americana para a venda da Transener, aprovada por Julio de Vito". Cerveró diz porém que o "amigo da Electroingenería", outra empresa da área de produção de energia, "forçou a barra" e o negócio com os americanos foi desfeito pelo ministro argentino. "Julio de Vido me convocou pessoalmente ao seu gabinete e determinou que só poderíamos vender para a Electroingenería, empresa amiga". O ex-executivo relatou também um almoço que teve como intermediários o ex-ministro do governo Carlos Menem Roberto Dromi e pelo lobista brasileiro que atuava no âmbito da Petrobras Jorge Luz, hoje um dos focos da Lava Jato, com representantes da Electroingenería. No encontro se acertou o interesse da companhia na aquisição da Transener que se concretizou. Cerveró destacou que a maior parte da propina permaneceu na Argentina e que ele e o lobista Fernando Soares, conhecido como Baiano, que também firmou acordo de delação receberam R$ 300 mil cada. Baiano deu declarações no mesmo sentido em sua delação premiada. Em nota o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu Francisco Gros, presidente da Petrobras na época da aquisição da PeCom e do pagamento do suposto suborno. "O presidente da Petrobrás era Francisco Gros, de reputação ilibada e sem qualquer ligação politico partidária", declarou o ex-presidente. Sobre as alegações do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró sobre suposta propina de US$ 100 milhões durante o governo FHC, o tucano disse que são "afirmações vagas" e "sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação". Invocando sigilo do caso, a advogada de Cerveró, Alessi Brandão, não quis se manifestar. Os ex-ministros argentinos Julio de Vito e Roberto Dromi e os representantes da Pérez Companc não foram localizados.